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Posts posted by Questão


  1. Robert Pattinson abandona projeto para focar em The Batman
    Por Ygor Palopoli — 12/06/2019 às 12:49
     

    O combate ao crime é uma atividade integral.

    2607464.jpg

    Robert Pattinson anda bem ocupado ultimamente. Já terminando a divulgação de seu último longa, The Lighthouse, o ator foi escalado para estrelar dois aguardados filmes: Tenet, de Christopher Nolan, e, é claro, The Batman, de Matt Reeves. E de acordo com o IndieWire, ele precisou fazer algumas mudanças na sua agenda para encaixar a trama do morcegão. 

    Infelizmente, alguns sacrifícios precisam ser feitos, e Robert abandonou um de seus projetos para os próximos anos. Trata-se da continuação de The Souvenir, longa de Joanna Hogg estrelado por Tilda Swinton. Recentemente, Pattinson se dedicou a atuar em filmes de menor orçamento para desfazer de vez a imagem de "ídolo teen" que criou com a saga Crepúsculo

    3668876.jpg Robert Pattinson e Willem Dafoe em cena de The Lighthouse.

    Enquanto o pontapé inicial das filmagens de The Batman está previsto para o final de 2019, o seu lançamento deve acontecer apenas em junho de 2021, mostrando que a Warner pretende dedicar um bom tempo para que tudo saia da melhor maneira possível. 

     

    FONTE: ADORO CINEMA


  2. William Shatner defende 'Star Trek' para maiores de Quentin Tarantino

    Por Allan Torres 
    Publicado em 14/06/2019 às 10:01
     

    Após anunciar que sua versão de 'Star Trek' será para maiores de 18 anos, Quentin Tarantinopode ter nas costas a preocupação de fãs mais tradicionais, já que a franquia nunca se encaminhou por esse terreno.

    Por conta disso, o ator William Shatner, primeiro intérprete do capitão James T. Kirk, saiu em defesa do diretor em seu perfil do twitter.

    "Por que as pessoas estão preocupadas com isso?", perguntou Shatner. “'Star Trek Discovery' usou palavrões em alguns episódios. Por que as pessoas não estão se incomodando com isso? ”

    É claro que alguns fãs podem se incomodar com algumas mudanças no tom da franquia, mas levando em conta a genialidade de Tarantino, é possível dizer que o filme está em boas mãos e ele vai respeitar o legado construído pela tripulação da Enterprise.

    E você, concorda com Shatner?

     

    FONTE: CINEPOP

     

    Que é inusitado, é. De muitas franquias que eu poderia imaginar o Tarantino assumindo a direção, STAR TREK não era uma delas. Mas estou curioso pra ver como o estilo característico do diretor vai se encaixar nesse universo.


  3. Não foi dessa vez que Shaft conquistou o coração dos críticos.

     

    O novo filme com Samuel L. Jackson, que funciona como continuação de Shaft está sendo massacrado pelos críticos.
     

    Atualmente, o longa está com 41% de aprovação no Rotten Tomatoes, com 37 críticas levadas em conta.

    A nota média do filme é 5,18 até o presente momento, com uns chamando de “catastrófico”, enquanto que outros consideram apenas sem sal.

    O filme marca o retorno da clássica franquia de detetives. O longa promete reunir três gerações da famosa família, que conta com Samuel L. Jackson.

     

    FONTE: OBSERVATÓRIO DO CINEMA

    Do Tim Story eu não esperava muito mesmo


  4. Caraca! A Viúva nesse game parece mesmo os caras de AS BRANQUELAS. hehehehe

    Que vergonha isso! Os caras tem uma franquia de sucesso na mão pra fazer um game... E apresentam isso? Deviam tomar umas aulinhas com a Rockested que fez a série ARKHAM do Batman, ou mesmo com o pessoal que fez o último game do Homem Aranha.


  5. On 6/11/2019 at 10:18 AM, primo said:

    terminei a primeira temporada atrasado pacas heheh

    nas páginas anteriores, tropecei em uma postagem "segunda temporada é considerada a segunda pior da parceria Marvel-Netflix, após Punho de Ferro". Não sei, mas..., a primeira, pelo menos... está pra mim bem acima de Luke Cage (ambas) e Defensores, por exemplo.

    Segue o placar!

    Daredevil 3
    Daredevil 1
    Jessica 1 e 2
    Punisher 1
    Daredevil 1
    Luke 1
    Defenders 1
    Luke 2
    Fist 1

    Pô, gostou mais do que a primeira temporada do DD, PRIMO? Eu gosto da primeira temporada da série do Castle, mas acho o primeiro terço muuuuuuito arrastado. Achei que a formação da parceria do Frank com o Micro foi desenvolvida de forma muito enrolada. Mas aqueles episódios finais (o 12 em especial, com as cenas de tortura) compensam.

     

    Meu Top das séries Marvel/Netflix

    1)DEMOLIDOR S3

    2)JESSICA JONES S1

    3)DEMOLIDOR S1

    4)LUKE CAGE S2

    5)DEMOLIDOR S2

    6) OS DEFENSORES

    7)JESSICA JONES S2

    8- JUSTICEIRO S1

    9)PUNHO DE FERRO S2

    10) JUSTICEIRO S2

    11) LUKE CAGE S1

    12) IRON FIST S1


  6. Margot Robbie fala sobre trabalhar com Quentin Tarantino após a revelação do acidente sofrido por Uma Thurman em Kill Bill

    Atriz lamenta que as pessoas usem sua participação em "Era uma Vez em Hollywood" contra ela e seus esforços em assegurar maior participação feminina em produções cinematográficas.

    Em entrevista à Vogue, a atriz Margot Robbie (“Duas Rainhas”) se pronunciou sobre ter aceitado o papel de Sharon Tate no novo filme de Quentin Tarantino (“Os Oito Odiados”), “Era uma Vez em Hollywood“. Tarantino já foi acusado de maltratar mulheres em suas produções. O caso mais notório foi o acidente de carro sofrido por Uma Thurman (“Por um Corredor Escuro”), durante as filmagens de “Kill Bill: Volume 1”, de 2003.

    Tarantino também teria exagerado na maneira de dirigir as atrizes Kerry Washington em “Django Livre” e Jennifer Jason Leigh em “Os Oito Odiados”. Thurman disse que Tarantino obrigou que ela dirigisse o veículo na cena de “Kill Bill”, mesmo ela dizendo que se sentia desconfortável e preferia que fosse feita por uma dublê. Era uma estrada sinuosa e o assento do veículo, segundo Thurman, não estava apropriadamente fixado. A atriz perdeu o controle e o carro se chocou contra uma árvore. A atriz teve ferimentos no pescoço e joelhos, que ela diz serem sequelas que ainda lhe trazem dor. Thurman se referiu ao veículo como uma “caixa da morte” e denominou o acontecimento como uma “desumanização ao ponto de oferecer risco mortal“.

    Na entrevista à Vogue, Margot Robbie, que vem sendo questionada sobre se este fato não a fez pensar duas vezes em trabalhar com Tarantino, disse estar segura ao aceitar o convite, não apenas porque Thurman o perdoou pelo ocorrido, mas também porque o diretor entregou a Thurman a filmagem do acidente, que na época foi amplamente divulgada pela atriz, após uma longa batalha de Thurman com os produtores de “Kill Bill”sobre a posse das imagens. Tarantino inclusive disse ao The Times, na época, que o acidente foi um dos maiores arrependimentos de sua vida.

    Sobre assinar sua participação em “Era uma Vez em Hollywood”, Robbie disse:

    “Esse pensamento definitivamente passou pela minha cabeça. Será que as pessoas veriam essa decisão conflitante com o que eu venho fazendo na área de produção?”

    A produtora de Robbie, a LuckyChap, estimula a participação feminina em produções cinematográficas, tanto na frente como atrás das câmeras. Ela prossegue:

    “Meu sonho de toda uma vida era trabalhar com Tarantino, e eu tive que fazer isso. Me deixa triste se pessoas usarem isso contra mim, mesmo com tudo que eu venho fazendo. Eu não sei como dizer como me sinto sobre isso, porque estou tão grata de estar em uma posição de poder e ter controle criativo em um momento em que as pessoas estão abraçando e encorajando essas questões de respeito e igualdade. Ao mesmo tempo, eu cresci adorando filmes que eram o resultado da versão anterior de Hollywood, e eu aspirava a ser uma parte disso. Então, ter esses sonhos realizados também é incrivelmente satisfatório. Não sei. Acho que não se pode ter tudo.”

    Robbie ama tanto Tarantino que lhe escreveu uma carta logo após o fim da produção de “Eu, Tonya”, que dizia: “Eu adoro os seus filmes, e adoraria trabalhar com você de alguma forma. Ou de qualquer forma.“:

    “Quentin me disse que eu nunca me divertiria tanto em um set. E ele estava certo. Eu tive a maior experiência da minha vida. Existem alguns aspectos da velha Hollywood que são realmente maravilhosos e importantes e deveriam ser mantidos. Você apaga a História porque houve momentos ruins? Talvez seja importante para nós nessa conjuntura reconhecer as partes boas também.”

    “Era Uma Vez em Hollywood” mostrará a história do ator Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seu amigo dublê, Cliff Booth (Brad Pitt), que tentam reencontrar sucesso em suas carreiras moribundas na Hollywood de 1969, ano do bárbaro assassinato da atriz Sharon Tate (Robbie). O filme deve abordar principalmente o assassinato de Tate (que foi casada com o cineasta Roman Polanski) e mais quatro pessoas pela chamada Família Manson em 1969. Além deste episódio macabro, serão retratados ainda outros acontecimentos relevantes do ano de 1969, como a chegada da missão Apollo 11 à Lua, o Festival de Woodstock e o primeiro ano de Richard Nixon na presidência dos EUA.

    No elenco estão também Al Pacino (“Paterno”), Bruce Dern (“No Rastro da Violência”), Mike Moh (da minissérie “Street Fighter: Ressurreição“), Timothy Olyphant (da série “Santa Clarita Diet”), Damian Lewis (da série “Billions”), Emile Hirsch (“Drama em Família”), Lena Dunham (da série “Girls”), Dakota Fanning (“Tudo que eu Quero”), James Marsden (da série “Westworld”), Scoot McNairy (Batman vs Superman”), Maya Hawke (“Little Women“) e mais. Além de dirigir, Tarantino também escreve o roteiro da produção.

    “Era Uma Vez em Hollywood” tem previsão de estreia no Brasil para 15 de agosto.

     

    FONTE: CINEMA COM RAPADURA


  7. On 5/28/2019 at 4:31 PM, Gustavo Adler said:

    Pois pra mim não faz efeito nenhum cara feia.


    Sinceramente, não sei se é porque sou ateu e já estou precavido de todos os fenômenos supostamente sem explicação (barulhos, vultos ou mesmo aparições que eu possa ter visto mas que depois de repensado, fica tudo esclarecido, isso com o tempo se torna hábito e toda a situação que seria desconfortante porque teoricamente não teria explicação, você já está pre disposto pelo hábito de pensar: "aah, tem uma explicação pra esse fenomeno ter ocorrido").

     

     Todos nós, independe da crença, seja cristão, espirita, ateu (sim, ateísmo também é uma crença)  temos um conceito cultural de normalidade, e seu avesso, de anormalidade, de estranho. Pra irmos do estranho pro assustador, é um pulo. Então, sim, algum efeito tem em você, embora certas construções de terror podem funcionar melhor com você do que  outras. Mas acreditar ou não acreditar em deus não tem nada a ver com isso, por que a "cara feia" vem daquilo que você considera estranho (ponto de partida de qualquer construção de terror). Pode ser um rosto apodrecido, uma máscara, ou até um sorriso sinistro. Tudo isso é "cara feia".

     

    On 5/28/2019 at 4:31 PM, Gustavo Adler said:

    Tipo, usando o exemplo da sombra da freira, ela estava perfeita, perfeita, amedrontadora, ao mesmo tempo que era sutil ( e o medo está justamente nessa sutileza), lembrando até umas cenas do filme antigão a casa das almas perdidas, mas ai, a cena caga tudo quando a freira se materializa num mostro na foto. Era pra ter ficado ali, pois, como o conan disse, tudo isso já mostrava que havia ali uma figura a espreita. 

      Revendo a cena, eu acho que não combinaria com a forma como ela é construída. A cena é toda construída pra tensão atingir um climax. Ela é super honesta quanto á isso, não é uma questão de se o Jump Scare vai vir, e sim de quando o Jump Scare vai vir. O climax da cena, quando a freira se materializa lentamente atrás do quadro, além de eu achar visualmente bastante inventivo, é coerente com o que veio antes. Podia ter uma quebra de expectativa, e esse Jump Scare não vir? Podia. Mas esse nunca foi o estilo do James Wan, e acho que nem da franquia. 

     

    On 5/28/2019 at 4:31 PM, Gustavo Adler said:

    Se aquela aparição foi uma tentativa da aparição de subjulgar a alma da caçadora de fantasmas, que utilizasse de outra sutileza, como um "acidente" ou ambientação psicologicamente agonizante pra protagonista (e pro espectador, por tabela), se lá, que utiliza-se outro recurso que não a aparição de monstros. 

     Eu não tenho nada contra o terror sutil. Gosto muito, alias. Adoro o terror de sugestão. Mas também não tenho nada contra o seu avesso. Como eu disse acima, a aparição do monstro é totalmente coerente com a forma como a cena é construída. É um aspecto "túnel do terror"? Sim. Foi feita pra atingir o seu máximo efeito apenas na primeira assistida? Igualmente. Mas não vejo problema nenhum nisso.

     

    On 5/28/2019 at 4:31 PM, Gustavo Adler said:

     

     

    Sei lá, a aparição de monstros faz o oposto do que supostamente me deveria causar, ao invés de me causar mais medo e susto ou susto, me faz é "me acordar do pesado" (pesadelo quando o filme é bom né, porque se não, vira só uma perca de tempo mesmo) e perceber que aquilo ali é um filme

    Mas o horror que trabalha com as imagens mais explicitas (a aparição do monstro, o cadáver encontrado na geladeira, a punhalada no peito da vítima, etc) é isso. O horror é o desenlace do terror da cena. Se você não consegue lidar com o horror, e só curte os aspectos de sutileza e sugestão, ai o problema não é do filme,  e sim seu que não consegue suspender a descrença. Esse estilo de terror não é do seu gosto. 


  8. 5 hours ago, Jorge Soto said:

     

    esse aí é das antigas..lembro dele quando passava no SBT depois do programa Silvio Santos, meados dos oitenta...  apesar de ser xerox menor de Encurralado eu adorava ver aquele carrão preto detonando ciclistas, pedestres, etc.. e no final o carro explodindo e a fumaça formando a silhueta do capiroto, lembro até hoje...🤣

    Pois é. Lembra bastante o filme de estréia do Spielberg.

    Como sou dos anos 90, não me lembro de ter assistido esse filme no SBT (ainda que seja a cara da era de ouro do "Cinema em Casa"), mas em compensação, CHRISTINE: O CARRO ASSASSINO lembro que passava direto. Seu Silvio gostava de um filme de carro assassino. Hehehehehe


  9. On 6/7/2019 at 5:57 PM, Jailcante said:

     

    Sobre os assassino: Tava achando que seria o pai da Saadia...

    Por muito tempo achei que os pais da Saadia tinham sido os primeiros a serem mortos (hehehehe). Tava esperando que uma hora ela ia acabar encontrando o corpo dos dois. mas depois vi que não ia ter nada disso.

     

    On 6/7/2019 at 5:57 PM, Jailcante said:

    Mas suspeitei da amiga da Saadia quando mataram o bully dela na festa (porque ela aparece pouco na festa, ficaram mostrando mais o irmão e a Saadia). 

     Confesso que me enganaram quando o Druida ataca a Jen no pátio da escola com um machado. E olha que na hora achei a cena bem forçada (mas no fim faz sentido, já que foi um despiste pra usar a Saadia de álibi, como disseram depois). Mas como não passou pela minha cabeça que eram dois assassinos (como fã de PÂNICO fico envergonhado) comecei a apostar no irmão, especialmente depois  que o Druida mata o Bully da Saadia na festa. 


  10. 1 hour ago, Tensor said:

    Peyton Reed, pra mim, seria a MELHOR escolha.

    Tenho minhas dúvidas. Acho que Peyton Reed com certeza entende o Quarteto Fantástico. HOMEM FORMIGA E A VESPA bebe muito da fonte das histórias da primeira família da Marvel. Mas acho HOMEM FORMIGA um dos piores filmes da Marvel colado ali com HOMEM DE FERRO 3 (embora não culpe o Reed, já que ele entrou com o trem em movimento), e apesar de gostar de HOMEM FORMIGA E A VESPA, é um filme bem na média, diverte mas não tem grandes momentos. Acho que o Quarteto merece um pouco mais depois de ter sido tão maltratado nos cinemas.


  11.  

     Visto SUBMERSOS

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      Na trama, durante a II Guerra mundial, o submarino americano USS Tiger Shark resgata três sobreviventes de um navio hospital britânico naufragado, entre eles a enfermeira Claire Paige (Olivia Williams). Ao mesmo tempo em que o submarino passa a ser caçado implacavelmente por um navio de guerra alemão, estranhos acontecimentos começam a ocorrer na embarcação, trazendo medo e desconfiança aos tripulantes. Será que as pessoas resgatadas são quem dizem ser? Ou haveria algum tipo de presença sobrenatural dentro do submarino?

      Dirigido por David Twohy, mais conhecido por ter comandado a trilogia Ridick, com Vin Diesel, este SUBMERSOS revela-se um competente thriller psicológico com toques sobrenaturais, ocorrido em plena II Guerra. O roteiro escrito á seis mãos pelo próprio Twohy, Lucas Sussman e Darren Aronofsky (na época despontando como diretor, após dirigir REQUIEM PARA UM SONHO) é competente em construir a dinâmica entre os personagens, ao mesmo tempo em que apresenta com sutileza os elementos de conspiração, medo e paranoia que se desenvolvem ao longo da narrativa. O trabalho de direção de Twohy também é muito competente ao explorar o ambiente claustrofóbico do submarino, que vai se tornando mais escuro e opressor á medida em que a situação vai ficando fora de controle, além de construir um terror sutil que consegue deixar muitos dos elementos da trama positivamente ambíguos.

    Na parte das atuações, o filme também está bem servido. Olivia Williams entrega com Claire uma protagonista forte e intuitiva, mas que mesmo que sirva como guia do público, mantém o distanciamento necessário para que mesmo ela não tenha a nossa total confiança. Bruce Greenwood, por sua vez, consegue dar camadas bem interessantes ao seu Tenente Brice, que comanda o submarino desde a morte (supostamente) acidental do capitão, sendo o personagem com a jornada dramática mais bem desenhada. SUBMERSOS vale a conferia, sendo um thriller que envelheceu bem.

     

    Visto O CARRO: A MÁQUINA DO DIABO

     

    Resultado de imagem para O carro a maquina do diabo

     

      Na trama, uma pequena cidade do interior é aterrorizada por uma série de mortes causadas por um carro preto que ronda a região. As mortes são investigadas pelo delegado Wade Parent (Josh Brolin), que está vivendo um romance com a professora de primário Lauren Humphries (Kathleen Lloyd). Quando as mortes começam a se acumular, e a polícia se mostra incapaz de deter o carro, Wade e seus colegas percebem que não estão lidando com um simples maniaco no volante, mas sim com uma força maligna e inexplicável que reside dentro do carro.

      Me diverti muito mais do que esperava com este terror de estrada setentista dirigido por Elliot Silverstein, mais conhecido por ter dirigido episódios da série clássica ALÉM DA IMAGINAÇÃO, e o western UM HOMEM CHAMADO CAVALO. A maioria das pessoas se lembra do clássico de John Carpenter CHRISTINE: O CARRO ASSASSINO quando o assunto são carros assassinos (e o filme do Carpenter é bem melhor mesmo), mas aquele filme bebeu muito na fonte desse, com o próprio Stephen King, que escreveu o livro que inspirou o filme de Carpenter tendo assumido ter se inspirado nesse filme. Em muitos aspectos, CARRO: A MÁQUINA DO DIABO lembra os filmes de terror dirigidos por Steven Spielberg nos anos 70, ENCURRALADO e TUBARÃO. Tal como em ENCURRALADO, temos um veículo na estrada sedento de sangue, cujas motivações nunca são explicitadas, tal como em TUBARÃO temos uma pequena cidade posta de joelhos diante dessa força que pode atacar qualquer um a qualquer momento, inclusive com uma cena onde o carro ataca o ensaio do desfile escolar que remete diretamente ao ataque da fera marinha em uma praia lotada no filme de Spielberg, lançado dois anos antes. As referências desse horror Spielbergniano são evidentes, mas o filme nunca chega a se tornar um pastiche. A direção não é nada que se diga nossa, e a montagem dá umas escorregadas tensas em certos momentos, mas o diretor consegue dar uma ótima atmosfera ao filme, e dar um ar de mistério e ameaça ao veículo do título, ao por exemplo nunca mostrar o seu interior, mesmo que haja algo obviamente sobrenatural no veículo. Com personagens simples, mas carismáticos, CARRO: A MÁQUINA DO DIABO não chega a ser nenhuma pérola esquecida do terror , mas vale a conferida descompromissada.

     

    Visto OS MORTOS VIVOS

     

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      Na trama, na pequena cidade de Potter's Bluff, em Rhode Island, o Xerife Dan Gillis (James Farentino) investiga o assassinato brutal de vários turistas e forasteiros que tem ocorrido na região. A situação se complica quando o Xerife descobre o possível envolvimento de sua esposa Janet (Melody Anderson) com a primeira vítima da onda de crimes, e os cadáveres das pessoas assassinadas começam a desaparecer do cemitério administrado pelo excêntrico William Dobbs (Jack Albertson).

     Dirigido por Gary Sherman, OS MORTOS VIVOS é um curioso terror oitentista, que mistura a classe e a atmosfera das histórias de pequenas cidades que guardam grandes segredos, com o Gore típico do gênero nos anos 80.  O roteiro escrito por Ronald Shusett (apesar de ter ganho crédito e a campanha de marketing ter sido feita usando o seu nome, o roteirista Dan O' Bannon de ALIEN afirmou que nenhuma das idéias que deu para o roteiro foi usada) poderia perfeitamente ser um episódio de ALÉM DA IMAGINAÇÃO ao mostrar o consternado xerife tentando entender a onda de assassinatos, e os respectivos desaparecimento dos corpos das vítimas (e olha que ele não sabe que elas começaram a aparecer vivas). Diferente do Xerife, sabemos que os crimes tem sido cometidos por diversos cidadãos da cidade, que fotografam as suas vítimas enquanto as massacram, o que nos deixa um passo a frente do protagonista, mas tão confuso quanto ele sobre o que realmente está acontecendo. As sequências de morte são bem violentas, vide o fotógrafo que é queimado vivo no começo do filme, só para depois tomar uma injeção no único olho que lhe sobrou, ou o médico que tem ácido injetado em suas veias. O maquiador e supervisor de efeitos especiais Stan Winston, que ficou famoso por filmes como ALIENS, O EXTERMINADOR DO FUTURO, O ENIGMA DO OUTRO MUNDO, entre outros, tem aqui o seu primeiro trabalho de expressão, sendo o principal responsável pelo impacto que as sequências gore atingem. A fotografia também merece aplausos pelo clima soturno e desolador que dá para a história. O filme possui uma série de reviravoltas finais durante o terceiro ato que embora interessantes em primeira instância, não resistem a um "repenso" do filme, não fazendo muito sentido em retrospecto. OS MORTOS VIVOS é um bom filme, mas tinha potencial pra ser ainda melhor com um roteiro mais bem cuidado. 


  12.  

     Enfim,vi o filme.

     Como cheguei muito atrasado, e a galeraa já apontou os principais pontos, serei breve. Eu gostei do filme, é um filme "estilo Marvel" mediano. A Brie Larson está longe de ser a heroína mais carismática do subgênero (Gal Gadot e Scarlett Johanson me impressionaram bem mais em suas respectivas estreias como super heroína, isso em filmes onde não eram protagonistas), mas funciona relativamente bem. O roteiro é expositivo em muitos pontos, mas é redondo. A reviravolta com os Skrulls, que revoltou muitos fãs, realmente é uma subversão do conceito original dos personagens, mas diferente do que foi feito com o Mandarim em HOMEM DE FERRO 3, tal subversão está a serviço de algo ao invés de ter apenas valor de choque. A relação da Carol com o Fury e com a Maria Rambeau também são bem construídas, e o carisma em torno da personagem está muito mais nessas relações do que em seus méritos próprios como personagem.

      O problema maior do filme parece estar mesmo na direção. As cenas de ação não empolgam nem um pouco. Falta um "grande momento" onde CAPITÃ MARVEL pudesse nos deixar embasbacados (como a tão citada cena da Terra de Ninguém em MULHER MARAVILHA). O filme é pobre visualmente, e a ambientação na década de 90 mais distrai do que agrega. O uso da trilha sonora dos anos 90 soa como uma obrigação, com trechos musicais surgindo de forma deslocada ao longo do filme (diferente do que James Gunn faz nos filmes dos Guardiões da Galaxia com a sua trilha oitentista sempre tendo um significado e surgindo sempre bem integrada). Quando a ação se torna mais grandiosa no 3º ato, os efeitos também surgem mal acabados, com uma Capitã Marvel claramente digital enfrentando naves espaciais de guerra.

      No fim, a impressão que fica, é que CAPITÃ MARVEL tinha potencial pra ir muito mais longe do que foi. Eu consigo ver o que Larson tentou fazer com a heroína, sendo inclusive divertido a forma como a própria muitas vezes se impressiona com os próprios poderes, mas faltou direção pra explorar isso. Ainda assim, consigo lembrar filmes muito mais fracos do estúdio,  em um passado recente (esse filme me fisgou bem mais do que HOMEM ARANHA: DE VOLTA AO LAR, por exemplo). É um bom filme, mas faltou encontrar uma identidade mínima dentro da famosa fórmula Marvel em termos de direção e visual (algo que mesmo Peyton Reed conseguiu em HOMEM FORMIGA E A VESPA, por exemplo). Potencial a franquia e a personagem parecem ter, e sinto que Brie Larson ainda pode entregar um desempenho carismático como a Capitã Marvel. Falta só um cineasta que saiba (e queira, já que os Russo claramente não quiseram lidar muito com a personagem em VINGADORES: ULTIMATO) explorar esse potencial em futuros filmes.


  13. 3 hours ago, Jailcante said:

    A Hora do Pesadelo tem esse cenário na escola. Pelo menos, no primeiro, no segundo e quarto filmes e no Freddy vs Jason.

     

     É verdade. Esses filmes do Freddy trabalham com esses cenários mesmo. Mas me lembrou muito PÂNICO também, já que lá também tem esse lance dos adolescentes babacas se vestindo como o assassino na escola, e o verdadeiro assassino se aproveitando disso para atacar.

     

     E quanto a identidade do assassino, JAIL? Gostou de como trabalharam isso? Conseguiu descobrir quem era antes do fim?

     

     


  14. On 6/3/2019 at 8:12 AM, primo said:

     

    Realmente, e algo assim no filme do Coringa pode ser um indício.

     

    Acho que não vai chegar no nível de baixo orçamento que é o filme do Coringa, que parece quase cinema independente. Mas creio que vá ser algo menor, comparado por exemplo, ao que o Nolan fazia.


  15.  

     O Peyton Reed não seria uma graaaaaande escolha, mas seria uma escolha coerente. HOMEM FORMIGA E A VESPA que é mesmo o "filme dele" no MCU (HOMEM FORMIGA era o filme do Edgar Wright que o Reed só executou) bebe muito da fonte do Quarteto Fantástico, já que aplica todo o conceito de uma família de super heróis e exploradores científicos que é a cara do Quarteto.

     Alias, acho curioso que tá todo mundo preocupado com a introdução dos X Men no MCU, e quem vai ser o próximo Wolverine e tudo mais, mas tenho pra mim que o Quarteto na verdade tá na frente nessa fila ai. Tá certo que as pessoas parecem muito mais empolgadas com os vilões do Quarteto, como Doutor Destino, e principalmente Galactus, do que com o Quarteto em si. Mas diferente dos X Men, o Quarteto Fantástico nunca teve um filme realmente bom, e ai que os personagens podem cair no gosto do público.

     Não gosto muito dessa suposta visão do Peyton Reed de ambientar a trama nos anos 60, e tratar do reino quântico. Se quer tratar do reino quântico, faz outro filme do Homem Formiga. Não dá pra concentrar toda a mitologia científica da Marvel no Reino Quântico. Se quer botar o Quarteto pra explorar, bota eles pra explorar a Zona Negativa, Atlântida, ou até mesmo multiverso se tá todo mundo tão empolgado com essa ideia (e não precisa ser via reino quântico). E pra que colocar os heróis na Década de 60? Pra depois ficar criando justificativas do por que não estavam aqui? Já vai ter que ter esse trabalho com os mutantes. O Quarteto surgiu agora, e pronto. Nem precisa ser filme de origem (não fizeram pro Homem Aranha).

     E acho que se rolar filme do Quarteto nessa Fase 4, Doutor Destino e Galactus não devem dar as caras, creio eu. Devem usar algum vilão inédito da equipe, na minha opinião.


  16. On 5/30/2019 at 6:34 PM, Jorge Soto said:

    Godzilla vs Kong ganha seu primeiro cartaz

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    Durante uma feira de licenciamento em Las Vegas, a Licensing Expo, foi divulgada a primeira arte promocional do filme Godzilla vs Kong.O cartaz promete uma briga boa entre as duas criaturas do título: “Um deles vai cair”, diz a arte – veja mais abaixo.“Em uma era em que os monstros vagam pela terra, a luta da humanidade por seu futuro coloca Godzilla e Kong em rota de colisão. As duas mais poderosas forças da natureza vão se chocar em uma batalha para ficar na história. Quando Monarch embarca em uma perigosa missão em uns dos lugares mais misteriosos da terra, pistas surgem sobre a origem dos Titãs. Uma conspiração humana ameaça varrer da terra todas as criaturas, boas ou ruins, para sempre”, diz a sinopse do filme.
    Godzilla vs Kong já tem confirmados em seu elenco atores como Millie Bobby Brown, Brian Tyree Henry, Danai Gurira, Demián Bichir, Alexander Skarsgård, Eiza González e Rebecca Hall.Antes de chegarmos ao confronto comandado pelo diretor Adam Wingard, conhecido por sua originalidade em A Bruxa de Blair, porém, a Warner Bros lança Godzilla 2: Rei dos Monstros em 30 de maio nos cinemas, com Godzilla enfrentando monstros clássicos como Mothra, Rodan e o Rei Ghidorah.
    Enquanto Godzilla 2: Rei dos Monstros acaba de chegar aos cinemas, o próximo capítulo do universo de monstros da Legendary já está finalizado: Godzilla vs Kong.E em entrevista para a Entertainment Weekly, o diretor Adam Wingard fez questão de garantir que seu filme não deixará ambiguidades, e definitivamente deixará um vencedor claro.“Eu quero que haja um vencedor. O filme original de 1962 é bem divertido, mas você fica meio decepcionado porque o filme não define o campeão. As pessoas ainda debatem sobre que ganhou no filme original, sabe. Então eu quero que as pessoas saiam desse filme dizendo, ‘Ok, temos um vencedor'”, garante Wingard.

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     Pelo visto Kong cresceu. E não foi pouco. Mas pode ser só liberdade do cartaz também.


  17.  

     Visto a 2ª temporada de SAMANTHA!

     

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       Indo na onda da nostalgia da década de 80 (que já começava a dar os primeiros sinais de cansaço) SAMANTHA! lançou a sua primeira temporada em 2018, contando a história da personagem título (Emanuelle Araujo), uma estrela mirim da década de 80, que caiu no esquecimento em sua vida adulta, e que nos dias de hoje, mãe solteira de duas crianças, Cindy (Sabrina Nonata) e Brandon (Cauã Gonçalves) (ambas muito mais maduras que a mãe) fazia de tudo pra recuperar a fama, ao mesmo tempo em que lidava com o retorno do ex marido e pai das crianças Dodói (Douglas Silva) um ex jogador de futebol, que passou anos na cadeia por um crime que não cometeu. A primeira temporada tinha muitas qualidades, por lançar um olhar nostálgico, mas ao mesmo tempo crítico sobre os absurdos da TV dos anos 80, ao mesmo tempo em que apontava e contrastava tais absurdos, com as próprias maluquices eticamente questionáveis da televisão atual, e é claro a internet. A série também tinha grandes méritos na sua protagonista, que ao mesmo tempo em que expunha os defeitos de Samantha como uma mulher obcecada pela fama, alienada, e muitas vezes egoísta e egocêntrica, também a humanizava de um modo que levava a personagem além do clichê, dando naturalidade a toda loucura da personagem, sem torna-la caricata, dando carisma á personagem título, e mesmo tornando-a relacionável. A química com Douglas Silva, e um bom grupo de coadjuvantes, como o empresario trambiqueiro Marcinho (Daniel Furlan, o Renan de CHOQUE DE CULTURA) e a You tuber tresloucada Laila (Lorena Comparato), que formava um triangulo amoroso com Dodói e Samantha, também davam o nível certo de humor nonsense que a produção pedia.

     A série, entretanto, não vinha livre de problemas. Embora seus sete episódios de vinte pouco minutos fossem rápidos e leves de assistir, a estrutura episódica onde uma oportunidade de restaurar a fama de Samantha aparecia, e por um motivo ou outro, a personagem perdia essa oportunidade, só para no episódio seguinte o ciclo se repetir, tornavam a série previsível, mesmo para os padrões de sitcoms. Além disso, o núcleo central da série, a família de Samantha, parecia existir apenas para dar suporte para protagonista, sem nunca ter uma trama própria que soasse interessante ou que colaborasse para a história central. E embora eu deteste criticar a atuação de crianças, era óbvio que os jovens Cauã Gonçalves e Sabrina Nonata (muito provavelmente em seus primeiros trabalhos de maior expressão) não conseguiam acompanhar o ritmo das piadas propostos pelo roteiro, o que deixava qualquer piada em torno das crianças truncada e pouco natural, além de baseadas no clichê das crianças prodígios já tão desgastado pelo sitcom. Ainda assim, a primeira temporada se encerrava de forma digna, com a protagonista concluindo uma jornada dramática sólida, tendo aprendido alguma coisa ao longo da história. Mas com a renovação para uma segunda temporada, ficava a pergunta; SAMANTHA! ainda teria o que contar, e conseguiria corrigir os erros da temporada de estréia? Felizmente, a resposta é sim. A segunda temporada segue caminhos bem diferentes da temporada de estréia, praticamente se reinventando, mas sem jogar fora aquilo que deu certo na primeira temporada.

      Situando-se um ano após a primeira temporada (e felizmente ignorando o gancho que colocava Samantha se envolvendo com política, algo citado rapidamente, quase como um episódio descartado) a história desta segunda temporada tem como pontapé inicial a pré produção do filme "Samonstra!", baseado no livro dos ex colegas de Samantha nos Plinplons (o Balão Mágico da série). Tendo conseguido se manter fora da mídia por um ano (dessa vez por vontade própria), a ex estrela mirim se vê apontada por todos como uma menina que nunca cresceu (uma acusação não totalmente injusta, como quem acompanha a série pode constatar). Disposta a provar ao mundo (e principalmente a si mesma) que é uma mulher madura, Samantha começa a revisar tanto a sua vida pessoal quanto profissional em busca de tal maturidade, e no processo, é claro, tenta sabotar a produção do filme.

      A primeira coisa que se deve dizer sobre esta 2ª temporada, é como ela passa por um tipo de reinvenção em comparação a temporada de estréia. Primeiro, pela própria estrutura da temporada. Ainda contando com sete episódios entre vinte e trinta minutos casa, SAMANTHA! perde o caráter episódico da temporada anterior, trazendo uma história mais fluída muito mais focada na jornada dramática da personagem, assim fugindo dos cenários replicantes da temporada anterior. E se a nostalgia (e anti-nostalgia) e a crítica a televisão eram grandes focos da primeira temporada, aqui tais elementos surgem mais como pano de fundo, já que mesmo entendendo a importância destes elementos para a personagem e seu universo, a série quer tratar de outros temas. Aqui sobram piadas para as "fórmulas" de criar filhos, o cinema, o teatro e seu suposto ambiente promíscuo, a psicologia, e até mesmo o feminismo. A série não perde as piadas, mas também não aposta todas as suas fichas no "humor politicamente incorreto", que muitos creem atualmente ser a unica forma de fazer comedia. O maior exemplo é o episódio em que Samantha se envolve com o movimento feminista, mostrando muito dos absurdos cômicos das varias vertentes do feminismo, mas sem com isso diminuir a sua importância na sociedade atual.

     Outra melhoria da série é a forma como o núcleo central, a família de Samantha surge muito mais sólido e integrado a história do que na temporada de estréia. Os personagens desse núcleo ganham as suas próprias subtramas, que funcionam por si só, mas também funcionam como eco e variações da jornada da própria Samantha. Dodói, por exemplo (já totalmente reintegrado á família) também tem a sua própria jornada de amadurecimento, representado principalmente no retorno de sua mãe dominadora (Zezeh Barbosa) que mantém o controle sobre os seus direitos de imagem. As crianças parecem mais a vontade em cena nessa nova temporada (especialmente Sabrina Nonata) e também tem seus próprios arcos que brincam com o clichê da criança prodígio. Brandon, por exemplo, começa a perceber que não tem problema ser uma criança, já que é justamente o que ele é, enquanto Cindy, por mais inteligente que seja, está aterrorizada com a chegada da adolescência, desde as mudanças fisiológicas como a menstruação, passado pelo primeiro namorado, até o simples fato de ter que lidar com jovens que podem ser tão maduros e conscientes quanto ela. São conflitos simples, mas que espelham e fortalecem de alguma forma, o arco de Samantha na série.

      Se a série corrigiu alguns erros, também não só manteve, mas melhorou o que havia dado certo na primeira temporada. Emanuelle Araujo continua brilhante como Samantha. Temos aqui uma personagem um pouco mais insegura e auto questionadora do que a vista na temporada anterior. Ela não é mais (tão) obcecada pela fama, e suas preocupações são muito mais intimistas, com a personagem buscando provar muito mais a si mesma do que aos outros que é uma mulher madura e centrada (mas se esse caminho passar por algum holofote, ela também não vê nenhum problema). Araujo constrói uma personagem que ainda tem as suas imperfeições e alienações, mas que se mostra muito mais empática, e honestamente tenta acertar, dando uma humanidade contagiante á personagem título. Samantha ganha tintas mais dramáticas, especialmente com a exploração de seu passado que vai além do programa dos Plinplons, mas a série nunca se esquece que é uma comédia, e consegue transitar entre passagens mais emocionantes, com desarmes cômicos que nunca soam intrusivos.

    Velhos personagens coadjuvantes estão de volta. Marcinho retoma a função que sempre teve, surgindo em doses homeopáticas ao longo da série, sempre de forma hilária. A youtuber Laila, vivida de forma acertadamente histriônica por Lorena Comparato como uma garota devorada por sua personalidade midiática, também retorna ainda mais divertida do que na temporada anterior, mas cumprindo uma função diferente, e mais interessante dramaticamente. Se na primeira temporada, ela simplesmente disputava Dodói com Samantha, e servia como comentário as bizarrices das celebridades de internet, Laila surge agora muito mais focada em Samantha, desenvolvendo uma relação de amor e ódio com a protagonista. Surgindo de forma (positivamente) anárquica ao longo dos sete episódios sempre em contextos hilários, Laila não deixa de ser um espelho da própria Samantha, gerando a relação de amizade/inimizade (Best frenemies, pra usar um termo em inglês) que as duas acabam desenvolvendo. Entre os novos personagens, o destaque acaba ficando para Carmen Vecino (Alessandra Maestrini) uma pedante e manipuladora diretora de teatro, que entra na vida de Samantha para dar um rumo mais "maduro" para a sua carreira, e cuja frieza emocional também gera passagens hilárias.

      Em termos de direção, a série também evoluiu. Se a primeira temporada muitas vezes acusava a sua natureza de "sitcom com pouco dinheiro", aqui isso não grita tanto, com um uso melhor dos cenários e das locações utilizadas Além disso, algumas passagens ainda destacam o trabalho de direção, vide a forma como Samantha faz a sua primeira aparição na temporada, ou o sexto episódio, que forma lúdica, promove o encontro da Samantha adulta com sua versão criança, com a decupagem trabalhando de forma interessante contrastes e paralelismos entre as duas Samanthas.

      A segunda temporada de Samantha, entretanto, não chega a ser perfeita. A ideia de colocar nos flashbacks a jovem Samantha temendo ser pra sempre a princesa dos Plinplons, espelhando o conflito atual de Samantha (o que inclusive agrega valor a primeira temporada, onde uma Samantha adulta tentava retomar esse papel) é muito interessante. Mas a forma como os flashbacks da infância da protagonista surgem de forma repetida ao longo dos episódios para ilustrar situações que levam a personagem no presente a tomar certas decisões diante de determinados dilemas morais irritam um pouco. E se a forma "caótica" com que personagens como Marcinho e Laila surgem ao longo da temporada é muito bem utilizada, a introdução de uma personagem menor oriunda da primeira temporada interpretada por Mariana Xavier (a Marcelina da franquia "Minha Mãe é uma Peça) e que possui grande importância na Finale, acontece de forma um pouco abrupta pro meu gosto.

      Apesar dessas escorregadas, a evolução de SAMANTHA! nessa segunda temporada é inegável, e com o perdão do trocadilho, entrega uma história mais madura, tal como sua protagonista (tenta) ser; com personagens cativantes. A finale traz um encerramento perfeito para o arco dramático da protagonista nesta temporada, trazendo muito humor, e algo que a série só havia conseguido arranhar na temporada de estréia; coração (em uma culminação de todo o trabalho feito nessa nova leva de sete episódios). Se a série acabar aqui, será um grande final, mas creio que SAMANTHA! ainda tenha folego para um fecho de "trilogia".


  18.  

     Comentários com SPOILERS abaixo.

    On 6/3/2019 at 12:55 PM, Jailcante said:

     

    Interessante que o prédio (ambiente mor da temporada) era claustrofóbico, mas não por causa do lugar, mas por causa das pessoas, onde vizinhos não gostavam um do outro. Todo mundo ali se odiando e se sentindo isolado. Gostei muito desse local..

     Pois é. A cena do assassinato do cara no começo da série, que é o que desencadeia isso, mostra bem isso. O cara pedindo ajuda  pra todo mundo, só pra ser ignorado por praticamente todos os vizinhos. É um tipo diferente (e talvez mais assustador) de isolamento do que aquele que vemos geralmente nas histórias Slasher.

     

    On 6/3/2019 at 12:55 PM, Jailcante said:

    Mortes bizarras, assassino misterioso com visual legal, e personagens interessantes.

    Pois é, em termos de bizarice das mortes, foi a temporada mais "criativa". Destaco ai a morte da professora, que foi dissecada viva, e a morte do Hipster da cafeteria.

    E os personagens são bem interessantes mesmo. Começando pela protagonista. Confesso que fiquei meio com o pé atrás quando vi que a série iria trabalhar com a figura da Final Girl de novo, pois havia gostado de manterem esse papel indefinido em GUILTY PARTY (e a Final Girl da primeira temporada, que hoje é a irmã do Lex em SUPERGIRL, era muuuuito chata). Mas a Saadia acaba sendo uma protagonista bem legal, com uma história e personalidade interessante, e que a gente gosta de acompanhar. Achei fantástico o jeito que colocara pra ela descobrir a identidade de (um) dos Druidas, ligando ao trauma do passado, pra não falar da reviravolta final, que fazendo analogia com o o efeito borboleta, a coloca como a borboleta que bateu as asas e causou o furacão.

    A garota dos jogos virtuais era uma personagem que acho que podia ter durado um pouco mais, pois quando começam a desenvolver a personagem, ela morre em seguida.

     

    On 6/3/2019 at 12:55 PM, Jailcante said:

     

    E estava esperando umas referências 'A Hora do Pesadelo' e basicamente veio na fornalha que aparece no final, 

    Pois é. A fornalha me fez lembrar direto de A HORA DO PESADELO, e conseguiram criar um ambiente bem macabro e sangrento ali. A unica coisa que não curti foi o lance meio "Jogos Mortais" que os assassinos fizeram com o Angel e o supremacista branco (esqueci o nome dele), por que não teve nada a ver com a forma como ele vinha agindo até então.

     

    On 6/3/2019 at 12:55 PM, Jailcante said:

    e na escola onde o elenco jovem aparecia. 

    Aqui, eu não peguei a referência, JAIL. No que te lembrou A HORA DO PESADELO aqui?

     

    On 6/3/2019 at 12:55 PM, Jailcante said:

    E spoilers O motivo dos assassinatos vieram da mulher que se matou quando ateou fogo no próprio corpo. Ou seja, alguém morreu torrado e veio a vingança depois pra cima dos 'envolvidos'.

    Caraca! Não tinha pensado nisso, mas faz todo sentido como referência ao Freddy. Nesse sentido, dá até pra apontar que o assassino de cada temporada é mesmo uma homenagem a uma franquia Slasher clássica

    1ª temporada- O cara era só mesmo "o puro mal", um louco sem motivação (Halloween)

    2ª temporada- Uma mãe maluca buscando vingança contra o que fizeram com o filho dela (Sexta Feira 13)

    3ª temporada- Pessoas "tacam fogo" em alguém direta ou indiretamente, e o assassino traz a vingança (A Hora do Pesadelo)

     

     E o que achou da identidade dos assassinos, JAIL, e de como conseguiram (ou não) manter em segredo? Confesso que o irmão da Jen eu matei a charada um ou dois episódios antes de revelarem (quando o Druida mata o babaca que ficava fazendo Bullyng/dando em cima da Saadia e da Jen, tive certeza que era o irmão). Mas que a Jen era a outra assassina me pegou totalmente de surpresa. Tanto que tava achando que no fim, ia ficar só as duas amigas vivas(que o supremacista branco ia sair vivo, também me pegou totalmente de surpresa). E achei muito legal como colocaram o conflito entre as duas amigas de modo a nos deixar triste ver as duas tentando se matar, já que a amizade delas foi bem construída ao longo da temporada, o que tornou a revelação final da Saadia ainda mais dolorida.

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