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Forum Cinema em Cena

Krakhecke

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  1. Krakhecke

    O Que Você Anda Vendo e Comentando?

    Moon (Moon, 2009) - MEU BLOG Moon é um filme que me leva a não entender o mercado brasileiro. Como um filme como esse não chega aqui, nem mesmo em DVD? Com tanta porcaria que nas nossas salas, se não fosse a internet, os downloads ilegais e a comunicação boca a boca, eu teria perdido mais um bom filme. Dirigido pelo desconhecido Duncan Jones e estrelado por Sam Rockwell, este filme de 2009 foi uma grata surpresa e é um tipo de ficção que me agrada muito, bastante introspectiva, claustrofóbica e enigmática. Como diz o nome, a narrativa toda se passa na Lua. Onde Sam Bell (Sam Rockwell) trabalha em uma estação de mineração, administrando máquinas que recolhem um tipo de material que solucionou os problemas energéticos da Terra. Sam possui um contrato de 3 anos, faltando duas semanas para concluí-lo, e possui como companhia o robô GERTY (dublado por Kevin Spacey), responsável pela manutenção da base lunar. Sam já aparenta sofrer distúrbios psicológicos devido à intensa solidão e o isolamento, mas tudo piora quando ele sofre um acidente com seu veículo lunar, fazendo-o se deparar com uma complexa realidade envolvendo o sistema de produção do minério extraído da Lua. É muito difícil continuar essa resenha sem fazer SPOILERS. Portanto caso não tenha visto o filme e não deseja saber da trama de forma antecipada pare por aqui. Vamos adiante apenas com o leitor que já assistiu o filme – oi Fabinho – e o curioso demais que não resistiu, explicando um pouco da trama para os curiosos. Continuando, Sam acaba por sofrer um acidente em seu veículo lunar quando vai recolher o minério da uma das máquinas extratoras. Após isso, Sam desperta na enfermaria por GERTY e é impedido de deixar a estação por motivos de segurança, devendo ele aguardar por uma equipe de apoio que chegará a menos de um dia. Vendo que uma das máquinas mineradoras está inativa, ele forja sua saída da estação e encontra um veículo lunar acidentado, dentro dele há um homem: Sam. Sim, agora temos dois Sam’s na estação, um deles terminando seu contrato trienal e o outro iniciando, ambos com o mesmo nome e a mesma aparência, e logo a conclusão óbvia: são clones. Portanto, um grande mistério precisa ser resolvido. Depois de um início conturbado de aceitação mútua, os dois buscam desvendar tal enigma por trás de suas existências, descobrindo, entre outras coisas, que não conseguem se comunicar com a Terra graças a um sistema de bloqueio instalado em pontos distantes da estação lunar. Nesse momento, o Sam mais antigo começa a sofrer diversos males, como se sua validade estivesse chegando ao fim, ficando claro que os clones possuem uma vida útil – tal como ocorre com os replicantes em Blade Runner. Por fim, os dois bolam um meio de enganar a equipe que está chegando e enviar um deles à Terra. Apesar de a trama parecer singela, o filme tem muito nos contar com cenários bastante limpos, mas bem definidos e convincentes e reações psicológicas intensas. A grande discussão do filme é a existência, afinal, o homem ainda possui sua humanidade mesmo com memórias falsas implantadas para realizar uma função específica? A resposta no filme é positiva, e até mesmo GERTY – o robô – possui seu lado humano, parecendo cansado em manipular dezenas de clones. Outro ponto que gostei muito é que o filme não busca arrastar suas premissas e tudo se desenrola perfeitamente bem em uma hora e meia. Entretanto, é claro que a originalidade do filme bebe da fonte de 2001 e do já citado Blade Runner, mas foi muito bom assistir à uma nova e bem criada ficção científica. Aliás, palmas aos efeitos especiais, é lógico que é tudo CGI e quem possui um olhar mais atento percebe as falhas, mas em momento algum tenta-se fazer que isso fique em primeiro plano como é tão comum hoje em dia.
  2. Krakhecke

    O Que Você Anda Vendo e Comentando?

    Quando Explode a Vingança (Giù la testa, 1971) Eis um filme cheio de controvérsias dirigido por Sergio Leone. A primeira delas é se este seria o último western, o que não é. Afinal, a narrativa se passa durante a revolução mexicana e pra mim isso já é suficiente para descaracterizá-lo como western e penso ser assim a forma que o diretor pensava, uma vez que declarava abertamente que ERA UMA VEZ NO OESTE, seu filme anterior, se tratava do último do gênero que o levou à fama. O que esse filme tem em comum com o restante da filmografia de Leone é sua brilhante técnica cinematográfica, cenas longas, diálogos elaborados, trilha sonora emocionante e personagens profundos e misteriosos, mas isso não é característica de western, é característica de Sergio Leone. O filme se passa durante a revolução mexicana – que durou de 1910 a 1917 – mas os personagens acabam se envolvendo nela quase na metade do filme. Na primeira metade Leone desenvolve os dois protagonistas, Juan, um mexicano pobre que lidera sua família formando um grupo de bandoleiros e John, que descobrimos ser um irlandês especialista em explosivos, membro do IRA, que vai ao México para apoiar a revolução e possui um passado amargo que é revelado pouco a pouco ao longo de uma série de flashbacks.O envolvimento dos dois inicia como que por acidente. O mexicano quer a ajuda do irlandês para assaltar o banco de uma cidade e chantageia ele para isso. John acaba ajudando Juan, mas em uma manobra que acaba colocando o bandoleiro e sua família no meio do grupo revolucionário. Ainda, a revolução é vista de forma dicotômica, ou seja, existe a versão idealista dela, dos homens que estão colocando em curso o processo, e outra visão mais prática, de Juan, que observa as coisas do ponto de vista do homem pobre utilizado como massa de manobra, aquele que é convocado para a luta revolucionária, perde seus filhos e amigos e depois não aproveita nenhuma de suas conquistas. Eis então que Leone possui um grande mérito, ele trabalha ao longo do filme explorando essas contradições em um método quase dialético, mas aparentemente deixa que o espectador tire as conclusões a respeito da obra. É claro que nem tudo são flores. Existe uma coisa que me intriga nesses filmes italianos: o idioma. Eu simplesmente não sei qual opção de áudio utilizar. Leone filmava de forma muito estranha, com atores de diversas nacionalidades onde cada um falava sua própria língua no set. Portanto, se eu utilizo o áudio inglês, John vai ter a fala original e Juan dublada e com o áudio italiano parece ser o contrário. Não sei se isso se enquadra em Quando Explode a Vingança, mas a dúvida persiste, se você sabe algo a respeito, coloque aqui nos comentários. Por fim, Quando Explode a Vingança é um excelente filme. Mas é evidente que em uma filmografia tão qualificada como a de Leone ele não se encontra no topo da lista. No entanto, é sempre bom ter contato com um filme que sabe ter ação e explorar de forma profunda a personalidade dos personagens principais – no caso dos coadjuvantes e principalmente dos antagonistas, são quase que arquétipos. Além disso, a qualidade de fotografia é excepcional, temos os constantes closes, utilização brilhante do cinemascope – quesito que ninguém supera Leone até hoje –, e ainda, um punhado de dinamites. PS: a edição brasileira possui uma capa tão cretina, que parece aqueles filmes zoados do Hermes e Renato, tipo “Motoqueiros da Puta que Pariu”.Meu blogKrakhecke2010-06-04 00:04:16
  3. Krakhecke

    O Que Você Anda Vendo e Comentando?

    Phenomena (Phenomena, 1985) - Meu Blog Não sou um grande conhecedor da obra de Dario Argento. Só sei que ele ajudou no roteiro de ERA UMA VEZ NO OESTE e fez uma edição européia de O DESPERTAR DOS MORTOS. Além disso, só aquela boataria e comentários baseados em comparações com outros diretores italianos como Joe D´Amato ou Luigi Cozzi, portanto, Phenomena foi a minha primeira experiência em um trabalho de total autoria de Argento e com uma resposta muito razoável, pois ao mesmo tempo o filme possui sacadas fantásticas mas nos brinda com imbecilidades que puxam a coisa toda para baixo, o que faz ser preciso um pouco de vista grossa por parte do espectador. O filme inicia em uma cena bem típica do terror italiano de assassinato de uma jovem garota com bastante sangue e jogos de câmera interessantes. Logo em seguida, somos apresentados ao Dr. McGregor (Donald Pleasence), um cientista em cadeira de rodas que estuda insetos e aparentemente já ajudou a resolver crimes a partir das pistas dos insetos que consumiam cadáveres. Somente depois dessas duas cenas que conhecemos a protagonista Jenniffer Corvino (Jenniffer Connelly), uma estudante americana que vai estudar em um internato para garotas na Suíça. No internato ela sofre crises de sonambulismo, em cenas realmente fantásticas – Argento mostrou um exímio domínio das luzes e sombras projetadas – que ajudam a revelar um dom paranormal da moça com insetos, o que a leva a uma amizade com o Dr. McGregor e sua macaca adestrada que ele possui como ajudante nas tarefas de casa. Além disso, a colega de quarto de Jennifer, Sophie (Federica Mastroianni), desaparece, possivelmente assassinada, e logo a protagonista passa a ser taxada como louca tanto pelas colegas como pelos professores, levando a outra cena interessante do seu domínio sobre os insetos para intimidar todos seus perseguidores. Até então tudo se encaminha muito bem, até que o professor é assassinado e uma grande imbecilidade se manifesta na forma de uma macaca que jura vingança (!!!). Isso mesmo, a macaca tenta ir atrás do assassino me uma cena completamente estúpida. Passando essa escrotidão, vemos Jennifer perdida em um país estranho e acaba sendo acolhida pela tutora que a recebeu bem no inicio do filme e na casa dela acontecerá o clímax da história, pois descobrimos a verdadeira face do assassino, o filho deformado da tal tutora. Parece bem absurdo colocar uma criança deficiente como assassina bizarra, mas é o que Argento faz e precisamos dar méritos para a ousadia, mesmo que nos soe meio estranho. Mas quando as coisas pareciam ir se encaminhando para um bom final, a tutora aparece do nada no melhor estilo “apesar de tudo ter indicado que sim, eu não morri”, em um rombo de roteiro do tamanho de um estádio de futebol, atacando Jennnifer que acaba sendo salva por ninguém mais, ninguém menos que... A MACACA!!!!! Fim. Sim, esse final absurdo deixa uma impressão bastante negativa sobre a película. Mas existem diversos pontos positivos que devem ser levados em conta. A trilha sonora é muito boa, conseguiu até mesmo colocar a música Flash of the Blade do Iron Maiden em cenas bastante carregadas sem estragar tudo – como realmente acontece com heavy metal em filmes –, intercalando com músicas mais tradicionais de filmes de terror de forma muito interessante. Já disse isso antes, mas temos que repetir, as luzes e sombras são fenomenais e, além disso, diversas tomadas com ângulos de câmera muito bem feitos e que prendem em muito a atenção do espectador dão um bom tom ao desenvolvimento da trama. Mas, como nem tudo é perfeito, existe outro aspecto ruim – além da já citada macaca –: as atuações. Elas são fraquíssimas e diversas vezes ficam artificiais demais, também, é um elenco basicamente constituído de atores adolescentes com pouquíssima experiência e adultos com cara de canastrão. Por fim, Phenomena é um filme bastante interessante que peca principalmente por seu final ridículo. Não é recomendável para o espectador desavisado e de forma alguma deve ser incluído em uma lista de clássicos. Mas, se você gosta desses diretores italianos que ousaram tentar competir com Hollywood, os filmes de Dario Argento parecem ser uma linha mestra interessante de ser percorrida e eu espero explorar mais essa filmografia controversa, apesar da macaca.
  4. Krakhecke

    Angelina Jolie

    De um modo geral, achava os filmes dela tão chato que se tornou uma implicância, não assisto mais nada que ela participa.
  5. Krakhecke

    Lula, o Filho do Brasil

    Não vi e não gostei desse filme, basicamente por 2 motivos: 1. É produzido pela Globo filmes, que só novela em 2 horas no cinema. 2. É sobre o presidente atual, lançado em ano de eleição, oportunista, negar isso é ser tremendamente ingênuo ou muito sacana. Outra coisa, não me venham com esse papo de que é possível entrar na sala de cinema com uma visão neutra do filme. Não existe esse papo de neutralidade defendida pela imprensa "sangue doce" brasileira. Todos vamos com pré conceitos formados, e nesse caso, com os conceitos já formados mesmo. Esse filme tem que ser abominado pela sua simples intenção. Seu conteúdo pouco importa, ele subverte a lógica democrática, é puro culto à personalidade. Ele em si não é ilegal, mas muito imoral. É patrocinado sim por empresas ligadas ao governo, que recebem dinheiro do governo e querem puxar saco do governo. Tenham dó, achar alguma coisa boa nesse filme é um perigo, ele dá aos próximos governantes a oportunidade de repetir tal imoralidade. É uma pena que nossa imprensa "neutra" não esteja atacando em massa essa obra.
  6. Krakhecke

    O Que Nós Buscamos Nos Filmes?

    Tiro e mulher pelada. Hahahahaha, desculpem a brincadeira, mas adoro essa resposta.
  7. Krakhecke

    Director's Cut, versões estendidas e alternativas

    Não gostei de Apocalypse Now Redux também. Foi uma das primeiras versões que eu vi sair assim em DVD e tinha me dado a impressão quer simplesmente colocaram mais cenas porque podiam fazer isso no dvd. O maior problema é que não saiu um DVD sem ser essa versão, original só se encontra no VHS, lamentável. Outra coisa que eu vejo é que nessas versões do diretor, normalmente, as cenas adicionais não são bem tratadas ficando, assim, mesmo em filmes recentes como O Senhor dos Anéis, muito nítidas as cenas extras, pela qualidade inferior. De um modo geral não gosto.
  8. Krakhecke

    Telecine ou HBO?

    Puxa, falando em TNT, no uruguai e na argentina o TNT é legendado. Somos um país de ignorantes, nossa tv paga prova isso.
  9. Krakhecke

    2009: Avanço ou Retrocesso?

    cineminha burguês convencioal estilo novela da globo. Melhor filme nacional de 2009 foi Encarnação do Demônio. Tem que vir o velho tiozão que nem fala direito pra causar um impacto no tedioso cinema brasileiro. PS: é de 2009 esse filme? pq se for de 2008, então foi retrocesso total.Krakhecke2010-01-25 23:33:31
  10. Já saiu algum bom filme baseado em videogame? Essa lista ai só tem bomba. Achei Silent Hill uma porcaria, não sei o que passa na cabeça dos roteiristas, era só pegar o enredo do primeiro jogo e passar pra tela, mas não, fazem aquilo, aff. Os videogames estão passando aquilo que os quadrinhos já passaram, eram mal vistos pelos produtores e caíam sempre na mão de diretores e roteiristas B. Melhor exemplo é Street Fighter, Raul Julia pagou com a vida por ter participado daquilo.
  11. Krakhecke

    O Que Nós Buscamos Nos Filmes?

    Pois é, essa semana vim me perguntando exatamente isso, o que me leva a gostar de um filme? Me perguntei isso porque assisti recentemente a filmes super Hyper como Avatar e Inimigos Públicos e foi uma decepção só. Avatar ainda tem os efeitos especiais interessantes, mas um enredo fraquíssimo e nada original, totalmente chupado de filmes como dança com lobos e o último samurai. Inimigos Públicos nem se fala, filme xarope, querendo ser introspectivo, mas sem sucesso, é tudo raso, romance raso, polícia e ladrão raso, o Ó do borogodó, e todo mundo falando bem dessa que foi uma das maiores bombas de 2009 pra mim. Enfim, eu fiquei me perguntando, porque eu assisto a esses filmes e eles não me chamam em nada a atenção e outros tosquíssimos oitentistas como O Vingador do Futuro é um verdadeiro clássico de ficção científica, muito mais interessante que Avatar, por exemplo. Eu sempre digo que gosto de um filme quando eu assisto ele pela primeira vez ao final dos créditos eu tenho vontade de ir correndo pro computador procurar tudo a respeito dele ou então mesmo apertar play e assisti-lo novamente. Acho que o que me dá essa sensação é quando o filme tem algo novo ou ao menos algo velho com uma abordagem original. Sobre esse segundo caso, o que mais chamou minha atenção nos últimos tempos foi o sueco Deixe Ela Entrar, que utiliza todos os clichês batidos de vampiro e cria um filme completamente original, ficando melhor que qualquer anterior a ele – obviamente melhor que Crepúsculo, mas eu acho que ficou melhor mesmo que Entrevista com o Vampiro. Assim, acho que o filme além dessa identificação que você citou, precisa ter o algo mais, uma perspectiva que você não está habituado a ver, que prenda você na poltrona, pois ruma ao desconhecido. Krakhecke2010-01-25 22:53:34
  12. Krakhecke

    Deixa Ela Entrar

    Alguém sabe quais salas está passando esse filme? Baixei ele e assisti faz algum tempo. Sabem se algum cinema de Porto Alegre está passando? Ao menos se souber a rede que vai passar o filme eu posso me informar aqui, esse merece ver na telona.
  13. Krakhecke

    G.I. Joe

    Cada um assiste filme como quiser, mas eu não dou muita bola para o sucesso da bilheteria. É opinião de cada um, mas eu acho, por exemplo, Titanic um filme muito ruim, e é a maior bilheteria de todas. Não sei como funciona o sistema de votos, só me chamou a atenção, se isso aparece em destaque imaginei que era representativo. Por último, se ele me mandar eu pular da ponte, quem sabe eu pense em assistir um bom filme.Krakhecke2009-08-09 23:40:23
  14. Krakhecke

    G.I. Joe

    Não sei porque, mas gosto muito mais de ler suas críticas para filmes ruins do que para os bons. Não vi o filme, mas é interessante como o público do Cinema em Cena possui uma percepção diferente da sua, uma vez que você deu a nota mínima pro filme enquanto os leitores atribuíram 5 estrelas para ele. É um tanto paradoxal, mas acredito mais em você do que na média.
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