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Forum Cinema em Cena

Doutor

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    Assistente de Estúdio
  1. Blu Ray - Lançamentos

    Outro sério candidato a pior imagem do formato que conferi recentemente é o filme RAIN MAN de 1988, pela FOX... no entanto os "reviews" (se é que se pode chamar assim) elogiaram a granulação (?) do dito cujo, mas eu achei simplesmente podre... No geral até achei legal, mas durante todo o filme deu uma PUTA impressão de imagem tratada e indigna do formato. Tem alguns caps aqui: http://www.dvdbeaver.com/film3/blu-ray_reviews53/rain_man_blu-ray.htm Outro contra do disco específico é que a FOX não legendou extra algum, nem os 3 comentários nem os dois documentários e a cena cortada. O DVD lançado aqui não tinha extra algum (só o trailer que se repete aí também). Doutor2011-02-18 22:55:32
  2. Blu Ray - Lançamentos

    Mais um lançamento em Blu-ray que pelo visto passou sem ser notado: Eles Vivem (1988) do John Carpenter Pelo que vi só tem áudio em italiano (DTS-HD 5.1 e DD 2.0) e inglês DD 2.0, além de legendas em italiano... bizarro... e sem extras. http://www.blu-ray.com/movies/48-Hrs-Blu-ray/5943/#Review E o Blu-ray.com resenhou 48 Horas (1982). Criticou a imagem, mas pelo menos é um alívio pra quem tinha aquele DVD escroto em letterbox. Espero que tragam o segundo também.
  3. Blu Ray - Lançamentos

    Em Blu-ray não rola esses problemas, já que sempre usam o mesmo master, mas eu ficaria com um pé atrás porque o disco de Instinto Selvagem lançado aqui (que também é da Studio Canal) veio com imagem pior que os importados. Talvez seja só um caso isolado, mas...
  4. Educação Já é Coisa de Outro Mundo

    Condenado pela Justiça, casal de MG mantém filhos fora da escola Adolescentes dizem preferir estudar em casa, mas pensam em universidade. Família criou entidade para lutar por liberdade de decisão dos pais. Cliquem aqui para ler Ducaralho. Simplesmente ducaralho. Nós damos muito valor ao Estado, sendo que este acabou se impondo e nos amedrontando... Quando somos NÓS que o sustentamos! As escolas públicas desse país são um lixo. A merda que todo mundo conhece. Realmente é difícil falar em se ensinar os filhos em casa porque tem muito pai aí incompetente que não serve nem pra cuidar da própria vida. Mas com certeza se deve pensar desde cedo em tirar os próprios filhos de todos esses chiqueiros. E é impressionante, os promotores só sabem responder com intimidação, coação e implementação de mais medo. O maior inimigo do povo brasileiro é o Estado. Que mantemos com nossos impostos e que, portanto, só existe para nos explorar.
  5. Educação Já é Coisa de Outro Mundo

    E só dá pra fazer isso se mandar todo mundo tomar no cu. Pensa que é fácil? Que tem formulinha, jeitinho, esquema? Não. VOCÊ é que tem que ir abrindo caminho e quebrando as correntes que te aprisionam. O mais difícil é saber o que te aprisiona. Te dou uma dica: seu Ego. Comecem aí. Doutor2011-02-10 17:43:04
  6. Educação Já é Coisa de Outro Mundo

    Entendam uma coisa de uma vez por todas: A função do esquema aí (que gente como o Nostromo defende) é zoar com nossa cabeça, nos deixar fodidos e muito loucos, escravos de escolas, da TV, do rádio, do Edir Macedo, do Silvio Santos, escravos dessa fábula chamada Brasil! Uma dica pra vocês, idiotas: pensem na ABSURDA e DOENTIA quantidade de MENTIRAS que lhes disseram por TODAS-AS-SUAS-VIDAS! Desde aquele papo de que o Brasil foi descoberto pelos portugueses até a condenação PRÉVIA de um monte de gente por monstros como o Datena (e companhia). É-TUDO-MENTIRA! Todas informações categorizadas pra nos fazer passar a ACREDITAR nessa farsa do caralho chamada Brasil. O lance é que fazem vocês acreditarem em bilhões de coisas, e 99,9999999% delas são falsas. Por que? Porque vocês não duvidaram! Porque vocês não cogitaram a respeito e acham que todo mundo que sorri é amigo de vocês! Que mocinho é quem luta contra o crime e bandido é ladrão! Que Deus é justo e bondoso e que o Diabo atenta a humanidade! QUALÉ? É tudo FARSA, mano! Enquanto vocês mantiverem essa visão fabricada sobre seus olhos, continuarão sendo ovelhinhas que filhos da puta vão tosquear de tempos em tempos... E no final alguém virá dar um tiro na testa de todos vocês, que morrerão felizes, na certeza do dever cumprido. Doutor2011-02-08 10:28:06
  7. Blu Ray - Lançamentos

    Espero que dessa vez façam um trabalho decente. O primeiro BD de Laranja tem imagem péssima. Idem pra Superman - O Filme (nesse caso chega a ser pior ainda), que dizem que será relançado em breve, junto com os demais filmes... No caso de Superman espero que a Warner REMOVA TODOS OS CABOS de sustentação digitalmente, senão, nem precisa lançar.
  8. Blu Ray - Lançamentos

    Eu só quero ver se a Flashstar vai colocar a versão de cinema e a do diretor... em todos os BDs de Donnie Darko as duas versões estão no mesmo disco, e em encodes diferentes... De cara já não está anunciado que tem o disco de extras (que é em DVD), o que por si só já é uma perda... E mesmo o BD do filme já não tem lá imagem muito boa, espero que a Flashstar não faça como fez no DVD, que tem imagem pior que VHS.
  9. Educação Já é Coisa de Outro Mundo

    Mais um da série: Como a educação pública aleija nossas crianças, e o porquê John Taylor Gatto Eu ensinei durante 30 anos em algumas das piores escolas de Manhattan, e em algumas das melhores, e durante este tempo eu me tornei especialista em tédio. O tédio estava em toda a parte em meu mundo, e se você perguntasse às crianças, como eu sempre fazia, por que elas se sentiam tão entediadas, elas sempre davam as mesmas respostas: Diziam que o trabalho era estúpido, que não fazia sentido, que já sabiam. Elas diziam que queriam fazer algo real, não apenas ficar sentadas por aí. E também que os professores não pareciam saber muito sobre as matérias e obviamente não estavam interessados em aprender mais. E as crianças tinham razão: os professores estavam tão entendiados quanto elas. O tédio é a condição normal dos professores, e qualquer um que passou algum tempo na sala deles pode atestar a baixa energia, as lamúrias, as atitudes cabisbaixas, a serem encontradas por lá. Quando perguntado o porquê se sentiam entediados, os professores tendiam a culpar as crianças, como você poderia esperar. Quem não se sentiria entediado em ensinar estudantes que fossem rudes e apenas interessados em tirar notas? Se nem isso. Naturalmente, os professores são eles mesmos produtos dos mesmos programas de 12 anos de escolaridade obrigatória que tanto aborrecem os seus alunos, e como pessoal integrante da escola, eles estão presos dentro de estruturas ainda mais rígidas que aquelas impostas às crianças. Então, quem é o culpado? Todos nós somos. Meu avô me ensinou isso. Uma tarde, quando eu tinha sete anos, reclamei com ele de tédio, e ele me bateu com força na cabeça. Me disse que eu nunca deveria usar esse termo na sua presença novamente, que se eu estivesse entediado a culpa seria minha, e de mais ninguém. A obrigação de me animar e instruir era totalmente minha, e as pessoas que não sabiam disso eram infantis, a serem evitadas se possível. Certamente não confiáveis. Esse episódio me curou do tédio pra sempre, e aqui e ali ao longo dos anos eu fui capaz de transmitir a lição a alguns estudantes notáveis. Na maior parte, porém, eu achei inútil desafiar a noção oficial de que o tédio e a infantilidade eram estados naturais das coisas na sala de aula. Muitas vezes eu tinha que desafiar os costumes, e até mesmo dobrar a lei, para ajudar as crianças a fugir dessa armadilha. O império contra-atacou, claro; adultos infantis frequentemente encaram a oposição como deslealdade. Certa vez eu voltei de uma licença médica para descobrir que todas as provas da mesma ter sido concedida foram destruídas de propósito, que meu trabalho havia sido encerrado, e que eu não mais possuía mesmo uma licença de ensino. Após nove meses de esforço extenuante consegui recuperar a licença, quando uma secretária da escola admitiu ter assistido ao desenrolar dos acontecimentos. Entretanto a minha família sofreu mais do que eu gostaria de lembrar. Na época em que me aposentei, em 1991, tinha motivos mais do que suficientes para pensar em nossas escolas com seus longos-períodos, estilo-carcerário, confinamento forçado tanto de professores como estudantes como fábricas virtuais de infantilidade. No entanto, honestamente eu não entendia porque tinha que ser assim. Minha própria experiência revelou-me que muitos outros professores devem aprender ao longo do caminho, também, ainda assim, mantem isso pra eles mesmos com medo de represálias: se nós quiséssemos, poderíamos facilmente e de maneira barata abandonar as antigas e estúpidas estruturas, e ajudar as crianças a serem educadas ao invés de receberem apenas uma "escolaridade". Poderíamos encorajar as melhores qualidades dessa juventude curiosa, aventureira, resiliente, a capacidade de percepção profunda de maneira surpreendente sendo mais flexíveis sobre o tempo, textos e ensaios, apresentando as crianças a adultos verdadeiramente competentes e dando a cada estudante a autonomia que ele ou ela necessita, a fim de assumir um risco de vez em quando. Mas nós não fazemos isso. E quanto mais eu perguntei por que não, e persisti em refletir sobre o "problema" da escola como um engenheiro poderia, mais eu perdi o foco: E se não há nenhum "problema" com nossas escolas? E se elas são do jeito que são, bastante suntuosas diante do senso comum e longa experiência em como as crianças aprendem as coisas, não porque elas estão fazendo algo errado, mas porque elas estão fazendo algo certo? É possível que George W. Bush acidentalmente tenha dito a verdade quando disse que não "deixaríamos nenhuma criança para trás"? Será que nossas escolas são projetadas para ter certeza que nenhuma delas realmente cresça? Nós realmente precisamos da escola? Não me refiro à educação, apenas a escolaridade obrigatória: seis aulas por dia, cinco dias por semana, nove meses por ano, durante 12 anos. Esta rotina mortal é realmente necessária? E em caso afirmativo, por quê? Não se esconda atrás da leitura, escrita e aritmética como justificativa, pois 2 milhões de felizes educados no próprio lar já colocaram essa justificativa banal de lado. Mesmo se não o tivessem feito, um número considerável de americanos conhecidos nunca passaram pelos esmagadores 12 anos que as nossas crianças atualmente passam, e elas acabaram se saindo bem. George Washington, Benjamin Franklin, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln? Alguém lhes ensinou, com certeza, mas eles não foram produtos de um sistema escolar, e nenhum deles jamais foi "graduado" de um ensino médio. Durante a maior parte da história americana, as crianças geralmente não iam para o ensino médio, mas ainda assim os não-escolarizados se tornaram almirantes, como Farragut; inventores, como Edison; capitães da indústria, como Carnegie e Rockefeller; escritores, como Melville e Conrad e Twain; e até professores, como Margaret Mead. De fato, até há pouco tempo pessoas que atingiram a idade de 13 anos não eram vistas mesmo como crianças. Ariel Durant, que co-escreveu uma enorme e muito boa história em multi-volumes do mundo com seu marido, Will, se casou aos 15 anos, e quem poderia afirmar que ela era uma pessoa inculta? Sem escolaridade, talvez, mas não ignorante. Nós temos sido ensinados (ou seja, educados) neste país a pensar em "sucesso" como sinônimo, ou pelo menos dependente da "escolaridade", mas historicamente isso não é verdadeiro tanto num sentido intelectual como financeiro. E muitas pessoas em todo o mundo de hoje encontram uma maneira de educar-se sem recorrer a um sistema de escolas de ensino médio obrigatórias que muitas vezes se assemelham a prisões. Por que, então, os americanos confundem educação com esse tipo de sistema? Qual é exatamente o objetivo de nossas escolas públicas? A escolaridade em massa de natureza obrigatória "cravou seus dentes" nos Estados Unidos entre 1905 e 1915, embora tenha sido concebida há muito tempo e empurrada por quase todo o século 19. A razão dada para essa enorme alteração da vida familiar e das tradições culturais foi, a grosso modo, em três vertentes: Esses objetivos são ainda apregoados hoje regularmente, e a maioria de nós os aceita de uma forma ou de outra como uma definição decente da missão da educação pública, no entanto, escolas de curta duração falham em conseguir tais objetivos. Mas nós estamos muito errados. Para constituir o nosso erro está o fato de que a literatura nacional contém inúmeras e surpreendentemente consistentes declarações da verdadeira finalidade da escola obrigatória. Temos, por exemplo, o grande H. L. Mencken, que escreveu no "The American Mercury" em Abril de 1924 que o objetivo da educação pública não é preencher o jovem da espécie com conhecimento e despertar sua inteligência. ... Nada pode ser mais distante da verdade. O objetivo ... é simplesmente reduzir o maior número de indivíduos o possível a um certo nível de segurança, a criar e treinar um povo padronizado, eliminar a oposição e originalidade. Esse é o objetivo dos Estados Unidos... e esse é o objetivo em qualquer lugar. Por causa da reputação de Mencken como um satirista, poderíamos ser tentados a tomar essa passagem como um pouco de sarcasmo exagerado. O seu artigo, contudo, passa a rastrear o modelo para o nosso próprio sistema educativo de volta para o agora desaparecido, mas nunca a ser esquecido, estado militar da Prússia. E embora ele estivesse certamente consciente da ironia que estivemos recentemente em guerra com a Alemanha, o herdeiro do pensamento e cultura prussianos, Mencken estava sendo perfeitamente sério aqui. Nosso sistema educacional é realmente de origem prussiana, e isso é mesmo motivo de preocupação. O estranho fato da origem prussiana das nossas escolas reaparece sempre, uma vez que você saiba olhar pra ela. William James fez alusão a isso muitas vezes na virada do século. Orestes Brownson, o herói do livro de Christopher Lasch de 1991, "The True and Only Heaven", foi a público denunciar a prussianização das escolas americanas por volta de 1840. O "Sétimo Relatório Anual" ("Seventh Annual Report"), de Horace Mann, para o "Massachusetts State Board of Education" em 1843 é essencialmente uma ode à terra de Frederico, o Grande, e uma chamada para a sua "escolaridade" ser trazida para cá. Que a cultura da Prússia teve grande importância nos Estados Unidos é dificilmente surpreendente, dada a sua associação com esse estado utópico. Um prussiano serviu como assistente de Washington durante a Guerra Revolucionária, e tantas pessoas de língua alemã se estabeleceram aqui por volta de 1795 que o Congresso considerou a publicação de uma edição em língua alemã das leis federais. Mas o que choca é que tão avidamente adotamos um dos piores aspectos da cultura da Prússia: um sistema educativo deliberadamente concebido para produzir medíocres intelectos, para limitar a vida interior, para negar aos estudantes as habilidades desejáveis de liderança, e para garantir dóceis e incompletos cidadãos, a fim de tornar a população "administrável". Foi a partir de James Bryant Conant, presidente de Harvard por 20 anos, especialista da Primeira Guerra Mundial em gás venenoso, executivo da Segunda Guerra Mundial no projeto da bomba atômica, alto comissário para a zona americana na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, e realmente uma das figuras mais influentes do século 20, que "recebi" a primeira "brisa" dos propósitos reais da "escolaridade" americana. Sem Conant, provavelmente não teríamos o mesmo estilo e nível de testes padronizados que temos hoje, nem seríamos abençoados com gigantescas escolas de ensino médio que abrigam de 2.000 a 4.000 alunos de cada vez, como a famosa "Columbine High", em Littleton, Colorado. Pouco tempo depois que me aposentei do ensino, eu peguei o extenso ensaio em livro de Conant (datado de 1959), "The Child the Parent and the State", e fiquei mais do que um pouco intrigado ao vê-lo mencionar de passagem que as escolas modernas que frequentamos foram o resultado de uma "revolução" orquestrada entre 1905 e 1930. Uma revolução? Ele se recusa a elaborar, mas direciona os curiosos e mal informados para o livro de Alexander Inglis de 1918, "Principles of Secondary Education" ("Princípios do Ensino Médio"), em que "se vê esta revolução através dos olhos de um revolucionário." Inglis, que tem uma palestra em Harvard em seu nome, deixa perfeitamente claro que a escolaridade obrigatória neste continente era para ser apenas o que foi para a Prússia nos anos de 1820: uma quinta coluna para o crescente movimento democrático que ameaçava dar aos camponeses e os proletários uma voz na mesa de negociação. A escolaridade moderna, industrializada e obrigatória era para fazer um tipo de incisão cirúrgica na unidade em potencial dessas classes baixas. Divida as crianças por assunto, por classificação etária, por notas constantes nos testes, e por muitos outros meios mais sutis, e era improvável que a massa ignorante dos homens, separados na infância, jamais iria voltar a integrar um conjunto perigoso. Inglis separa o objetivo - o real objetivo - da escola moderna, em seis funções básicas, qualquer uma delas suficiente para arrepiar o cabelo de quem for inocente o suficiente para acreditar nos três objetivos referidos anteriormente: Esse, infelizmente, é o propósito da educação pública obrigatória neste país. E mesmo que você considere Inglis como uma "manivela isolada" com uma visão bem cínica sobre o empreendimento educacional, você deve saber que ele dificilmente estava sozinho na defesa dessas idéias. O próprio Conant, nas idéias de Horace Mann e outros, lutou incansavelmente para um sistema escolar americano projetado no mesmo sentido. Homens como George Peabody, que financiaram a causa da escolaridade obrigatória em todo o Sul, certamente entendiam que o sistema prussiano era útil só na criação de um eleitorado inofensivo e uma força de trabalho servil, mas também um rebanho virtual de consumidores acéfalos. Com o tempo, um grande número de titãs industriais passaram a reconhecer os enormes lucros a serem obtidos por cultivar e perpetuar tal manada através da educação pública, entre eles Andrew Carnegie e John D. Rockefeller. Olha aí. Agora você sabe. Nós não precisamos do conceito Karl Marx de uma guerra entre as classes para notar que é do interesse da gestão complexa, econômica ou política, tornar as pessoas burras, desmoralizá-las, dividi-las entre si, e descartá-las se elas não se conformam. As "classes" podem enquadrar a proposta, como quando Woodrow Wilson, então presidente da Universidade de Princeton, disse o seguinte para a "Associação de Professores da Cidade de Nova York" ("New York City School Teachers Association") em 1909: "Nós queremos uma classe de pessoas tendo uma educação liberal, e nós queremos uma outra classe de pessoas, uma classe muito maior, por necessidade, em cada sociedade, a renunciar aos privilégios de uma educação liberal e se adaptar ao desempenho de tarefas manuais difíceis." Mas os motivos por trás das decisões repugnantes que trazem essas metas não precisam ser baseados em "classes". Podem surgir simplesmente do medo ou da crença familiar que a "eficiência" é a virtude mais importante, em vez de amor, liberdade, riso ou esperança. Acima de tudo, elas podem surgir da simples ganância. Haviam vastas fortunas a serem feitas, afinal, em uma economia baseada na produção em massa e organizada para favorecer as grandes empresas em vez dos pequenos negócios ou a fazenda da família. Mas a produção em massa exigiu um consumo de massa, e na virada do século 20 a maioria dos americanos achava pouco natural e pouco inteligente comprar coisas que realmente não precisasse. A escolaridade obrigatória foi uma bênção nesse sentido. As escolas não tinham que educar as crianças, em qualquer sentido direto a pensar que deveriam consumir sem parar, porque elas fizeram algo ainda melhor: ela os encorajou a não pensar de qualquer maneira. E isso os deixou expostos a outra grande invenção da era moderna - o marketing. Mas você não tem que estudar marketing para saber que existem dois grupos de pessoas que sempre podem ser convencidos a consumir mais do que eles precisam: os viciados em drogas e as crianças. A escola fez um bom trabalho de transformar nossas crianças em viciadas, mas fez um trabalho espetacular de transformar nossas crianças em crianças. Novamente, isto não é acidental. Os teóricos de Platão a Rousseau ao nosso Dr. Inglis sabiam que se as crianças poderiam ser enclausuradas com outras crianças, despojadas de responsabilidade e independência, encorajadas a desenvolver apenas as emoções triviais de ganância, inveja, ciúme e medo, elas envelheceriam, mas nunca verdadeiramente cresceriam. Na edição de 1934 de seu outrora bem conhecido livro "Educação Pública nos Estados Unidos" ("Public Education in the United States"), Ellwood P. Cubberley detalhou e elogiou a forma como a estratégia dos alargamentos sucessivos da escola tinha aumentado a infância em 2 a 6 anos, e a escolaridade forçada era, naquele momento, algo ainda recente. O mesmo Cubberley - que foi diretor da "Stanford's School of Education", um editor de livros em Houghton Mifflin, e amigo de Conant e correspondente em Harvard - tinha escrito o seguinte na edição de 1922 do seu livro "Public School Administration": "Nossas escolas são ... fábricas onde os produtos brutos (as crianças) devem ser moldadas e modeladas .... E é o negócio da escola construir seus pupilos de acordo com as especificações previstas." É perfeitamente óbvio na nossa sociedade hoje o que eram essas especificações. A maturidade tem até agora sido banida de quase todos os aspectos de nossas vidas. Leis de divórcio fácil removem a necessidade de trabalhar os relacionamentos; o crédito fácil elimina a necessidade de auto-controle fiscal; entretenimento fácil elimina a necessidade de aprender a entreter-se; respostas fáceis de remover a necessidade de fazer perguntas. Nós nos tornamos uma nação de crianças, felizes em submeter os nossos juízos e as nossas vontades às exortações políticas comerciais e lisonjas que insultariam adultos de verdade. Compramos televisões e compramos as coisas que vemos na televisão. Compramos computadores, e então nós compramos as coisas que vemos no computador. Nós compramos tênis de 150 dólares, se precisamos deles ou não, e quando eles se desfazem, rapidamente compramos outro par. Nós dirigimos SUVs e acreditamos na mentira de que elas constituem uma espécie de seguro de vida, mesmo quando estamos de cabeça para baixo nelas. E, pior de tudo, não pestanejamos quando Ari Fleischer nos diz para "ter cuidado com o que dizemos," mesmo que nos lembremos que foi dito em algum lugar na escola que a América é a terra dos livres. Nós simplesmente engolimos essa também. A nossa educação, como pretendia, tem se encarregado disso. Agora as boas notícias. Depois de entender a lógica por trás da educação moderna, seus truques e armadilhas são relativamente fáceis de evitar. A escola educa as crianças a serem empregados e consumidores; ensine os seus a serem líderes e aventureiros. A escola educa as crianças a obedecerem automaticamente; ensine os seus a pensar de forma crítica e independente. Crianças bem-educadas têm um limite baixo para o tédio; ajude a sua própria a desenvolver uma vida interior, de modo que ela nunca vai ficar entediada. Incentive-os a observar as coisas mais sérias - o material adulto, na história, literatura, filosofia, música, arte, economia, teologia - todos os professores sabem bem o suficiente para evitar. Desafie os seus filhos com muita solitude/solidão para que possam aprender a gostar de sua própria companhia, criando diálogos internos. Pessoas bem educadas estão condicionadas ao pavor de ficar sozinhas, e buscam a companhia constante através da televisão, o computador, o celular, e através de amizades superficiais rapidamente adquiridas e abandonadas. Seus filhos devem ter uma vida mais significativa, e eles podem. Primeiro, porém, temos de acordar para o que realmente são nossas escolas: laboratórios de experimentação em mentes jovens, centros de drenagem de hábitos e atitudes que a sociedade corporativa exige. A educação obrigatória atende crianças apenas incidentalmente, o seu verdadeiro objetivo é transformá-las em serviçais. Não deixe que o seu próprio filho tenha sua infância estendida, nem sequer por um dia. Se David Farragut pôde assumir o comando de um navio de guerra britânico como um pré-adolescente, se Thomas Edison pôde publicar um jornal com a idade de 12 anos, se Ben Franklin foi aprendiz de si mesmo para ser impressor com a mesma idade (então se colocou em um curso de estudo que sufocaria um senior de Yale hoje em dia), não há como dizer o que as nossas crianças podem fazer. Depois de uma longa vida, e 30 anos nas trincheiras da escola pública, eu concluí que a genialidade é tão comum quanto a sujeira. Nós suprimimos nossos gênios só porque ainda não descobrimos como administrar uma população de homens e mulheres educados. A solução, penso eu, é simples e gloriosa. Deixem que elas cuidem de si mesmas. Texto original sem a tradução livre: http://www.spinninglobe.net/againstschool.htm Em tempo: vejam também esse link, de uma "pesquisa" recente: http://www.msnbc.msn.com/id/41136935/ns/us_news-education/ O propósito da "educação superior" está longe de ser o desenvolvimento de habilidades de pensamento crítico. Colégios só se destinam a ganhar dinheiro, nos tornando escravos do sistema, e se tivermos sorte o bastante de "memorizar" as porcarias que nos são DESPEJADAS conseguimos o "pedaço" de papel que nos permita arrumar um emprego que odiamos... Sucesso é isso? Doutor2011-02-03 19:43:07
  10. Fatos Marcantes 2010/2011

    Me disseram que aqui tinha um usuário com um estilo de escrita parecido com o meu... mas não sou eu, devia ser uma das pessoas que liam um blog que eu tinha e comentava várias coisas, mas que não tenho mais. Eu já tive uma conta aqui no CeC, isso já tem alguns anos, mas na época usava um email e senha zuados (que não tem como lembrar) e depois que deu um crash numa das máquinas (pifou o HD) não tive mais como recuperar... tanto que depois disso deixei pra lá e só lia o fórum. E também eu mais leio que posto. Talvez alguém lembre do nick antigo: Odo.Doutor2011-02-02 15:37:54
  11. Vegetarianos

  12. Vegetarianos

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