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  1. Há bastante tempo eu digo por aqui que sempre achei o Batman muito melhor em seu universo próprio de thriller policial com variações sutis (exatamente o que vemos em Animated Series, por exemplo) do que quando precisa dividir as atenções com os demais heróis da editora (principalmente aqueles que apelam à temáticas metafísicas e espaciais). Eis que, após uma bateção de cabeça danada, parece que tanto o estúdio, quanto boa parte dos fãs começam a sentir saudade da trilogia de Christopher Nolan e, principalmente, do fator que a tornou tão bem sucedida: a independência do cineasta. Ora, não é preciso ser nenhum especialista para saber que a Warner nunca precisou concretizar seu universo compartilhado nas telonas para obter boas bilheterias (o fato dos 2 últimos longas do Batman de Christian Bale terem superado as produções da Marvel naquele momento corroboram o que digo), uma vez que o público consolidado através de Nolan certamente nunca foi o mesmo dos Vingadores. Portanto, ao entrar na pilha de que a concorrente estaria não trabalhando um conceito próprio integrante de sua cultura quadrinhística, mas sim estabelecendo uma tendência obrigatória para se obter sucesso neste segmento; a Warner fugiu ÀS SUAS raízes quadrinhísticas (reconhecidas justamente pela autonomia e a inovação que sempre permearam suas publicações). Algo que sempre idealizei como fórmula ideal para o universo DC é uma linha de filmes independentes em paralelo ao universo compartilhado. Não que eu faça alguma questão do universo compartilhado, porém entendo as necessidades mercadológicas e sei que seria um tiro no pé dispensar o pessoal que curte ir ao cinema para assistir Playstation 4 (e isso não é uma crítica, ok?). Particularmente, sempre sonhei em ver na telona algo como a série Um Conto de Batman ou mesmo o Túnel do Tempo, onde grandes diretores dessem sua cara ao personagem pelo número de filmes que achassem suficiente (e, obviamente, que a bilheteria aprovasse); basicamente o que aconteceu com Nolan, que construiu sua Graphic Novel sobre uma trilogia. Resumidamente, minha vontade é ver o cinema realizar o que foi feito em Batman Preto e Branco. Agora, eis que, após os anúncios de que o Batman de Matt Reeves será completamente desligado do universo Liga da Justiça, e que virá um longa solo do Coringa com produção de ninguém menos que Martin Scorsese (que eu torço para que assuma a direção daqui até lá), as coisas parecem começar mudar. Seria um indício de que algo como o selo Vertigo pode estar tomando forma nos corredores da Warner? Até Superman: Entre a Foice e o Martelo já começa a ser ventilado como uma das próximas adaptações do Homem de Aço. Diante dos novos rumos que a DC está tomando no cinema (estabelecendo a SUA tendência, e não tentando ser uma versão séria da Marvel; é bom enfatizar); gostaria que neste espaço fosse discutido o que poderemos esperar desta nova iniciativa, quais diretores gostariam de ver trabalhando no segmento (e com qual personagem)? Que Graphic Novel ou trama gostariam de conferir na tela grande? Que ator gostariam de ver, por exemplo, no papel do Superman soviético de Mark Millar ou no Coringa de Scorsese? Eu, por exemplo, adoraria ver David Lynch à frente de Sandman e John Carpenter dirigindo o Homem Animal (embora esteja ciente de que dificilmente tais diretores aceitariam um projeto desse porte). Sem Jared Letto, com diretor de Se Beber Não Case e produção de Martin Scorsese, o filme não faria parte do que hoje conhecemos como DCEU Cesar Romero. Jack Nicholson. Heath Ledger. Jared Leto. Esta lista, em breve, deve ganhar mais um nome. É que, de acordo com o Deadline, a Warner está planejando fazer um filme solo do Coringa – com um novo ator e até um novo selo dentro dos DC Films. O projeto ainda está em seus estágios iniciais, mas a WB escalou Todd Phillips, diretor da trilogia Se Beber, Não Case, para coescrever o roteiro com Scott Silver (de O Vencedor). Além disso, ao menos no projeto, o próprio Phillips irá dirigir o longa, que terá produção de ninguém menos que Martin Scorsese. Seria um filme de origem, contando como o vilão surgiu, e não terá a participação de Jared Leto, que, sim, continua escalado para a continuação de Esquadrão Suicida e Gotham City Sirens. Por isso, este longa seria o primeiro de uma nova série de filmes baseada nos gibis da DC, sem amarras com outras continuidades. Resumindo: boas histórias para serem contadas, sem ficar se preocupando com universo coeso ou mesmo manter os mesmos atores. Não há, ainda, um nome definido para esta iniciativa. Ainda de acordo com o Deadline, a intenção da Warner é que o filme do Coringa se passe no começo dos anos 1980, com aquele clima sujo e cheio de crimes da época e que vemos em filmes como Taxi Driver – justificando, assim, a presença do Scorsese. Veríamos uma versão mais jovem do vilão, também. Só não há, ainda, uma vaga ideia do momento no qual o filme se encaixaria no calendário da Warner. Enquanto isso, Silver e Philips vão tocando o roteiro. No papel, lançar um segundo selo – talvez mais sombrio e adulto – com as propriedades da DC é uma grande ideia. Desde os anos 1980 que a editora tem um histórico de grandes publicações nessa linha, incluindo o selo Vertigo, então teríamos a deixa para trazer histórias como Sandman e até Superman: Entre a Foice e o Martelo – projetos que, em um momento ou outro, já foram comentados nos corredores de Burbank. Também seria uma forma de acabar com essa ditadura do universo coeso, que é legal, mas não precisa ditar TUDO, né? A questão aqui é justamente o filme escolhido para começar essa brincadeira. Pela descrição, o que a Warner está fazendo é uma adaptação, ainda que indireta, de A Piada Mortal. Muita coisa vai ser mudada, é muito provável, mas o pessoal das animações já provou que mexer nessa obra do Alan Moore pode ser uma grande fonte de dor de cabeça. (Isso, pelo menos, é o que esperamos. Se bem que eria divertido uma franquia do Coringa, com vários filmes contando sua origem, mais ou menos como ele faz em O Cavaleiro das Trevas cada vez que encontra alguém. ;D) Além disso, até outro dia, os filmes da DC pela Warner eram um samba de três notas. Batman. Superman. Coringa. Até mesmo Esquadrão Suicida é, no final, uma variação do mesmo tema. A Mulher-Maravilha finalmente chegou para romper essa monotonia do dinheiro garantido, vem por aí a Liga da Justiça (que tem Batman e Superman) e outros personagens em filmes solo, mas eis que eles resolvem voltar pra nota inicial. Sandman – que, ano passado, chegou a virar um projeto de série de TV – talvez fosse o melhor filme para chutar bundas e, aí sim, começar o selo VERTIGO dos DC Films, com toda a liberdade para diretores e roteiristas. E, dessa forma, finalmente veríamos o cinema passar pela mesma mudança que os quadrinhos passaram nos anos 80. O mundo estaria preparado para ter Morpheus na tela grande. Bom, esse sou eu sonhando, né? De qualquer forma, há o ponto positivo nisso tudo: o filme do Coringa pode sair, ser muito bom e mostrar para os Irmãos Warner o quanto foi uma ideia HORRÍVEL ter um Palhaço do Crime interpretado pelo Jared Leto, né? Fonte: http://judao.com.br/um-filme-solo-do-coringa-e-o-recomeco-que-dc-precisa/
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