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Forum Cinema em Cena
Jailcante

19 Dias de Horror

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On 17/07/2017 at 11:02 AM, Jailcante said:

Terror nos Bastidores (The Final Girls, Dir.: Todd Strauss-Schulson, 2015) 3/4

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Primeiro: Que título nacional boshta! "Terror nos Bastidores"?! Bem genérico, e o filme não se passa nos bastidores, se passa dentro do filme. Esse pessoal não assiste o filme antes bolar os títulos, não? Pelamor... Poderiam ser só "As Sobreviventes" ou "Acampamento de Sangue", ou sei lá. Enfim.

Sobre o filme: Difícil d'eu não gostar já que presta homenagens mil ao Sexta-feira 13 e todos slashers dos anos 80. Se bem que foi uma homenagem meio zoação, já que tiram sarro do todos os clichês possíveis do gêneros. É um "Último Grande Herói" do Swarza, com o pessoal entrando na tela e participando do filme, mas em vez de um filme de ação, é um slasher bem vagabundinho da época. Sexta-feira 13 genérico. Meio misturado com Acampamento Sinistro com A Vingança de Cropsy e outros. Tem umas pitadas de  A Hora do Pesadelo (A Hora do Pesadelo 4) na batalha final e ainda citam Halloween (Halloween 2 de 81) mais a frente. E gostei da história mãe/filha.

Única reclamação seria a máscara do assassino. Achei bem zoada. Podem zoar com tudo ali, mas o assassino tem que parecer assustador, mas com aquela máscara não dá pra levar ele a sério.

Gostei bastsnte desse quando eu vi. O melhor era a galera sabendo quando o assassino estava chegando perto por causa do "ki ki ki ki ki" do Jason.

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  Filme de horror bem anti convencional dirigido pela dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, que se especializaram no gênero. É um filme extremamente relevante para o momento atual do nosso país ao tratar de questões como desemprego e luta de classes. Vale a conferida.

 

 

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"BC Butcher" é uma bobagem sem propósito da Troma, cuja "diretora visionária" tem só 17 anos. Primeiro slasher pré-histórico? Então faz direito porque tem muito TCC de estudante de cinema que faz muito melhor. A diretora que se cuide pois já já vai entrar na maioridade pra responder criminalmente por merdas como esta. Acho que única coisa que presta da Troma é o divertido "Vingador Tóxico". 4/10

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"Tonight She Comes" é um razoável terrir indie que dá pro gasto, embora seja um mix irregular de "Corrente do Mal" e "Cabana do Inferno". Destaque pra bizonha cena de "coleta de sangue" pro ritual de invocação, com direito a ob sendo espremido. 8/10
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"It Stands The Sands Red" é um divertido e criativo "road movie a pé" em formato de zombie movie. Original, consegue ser sensivel e sangrento te prendendo do inicio ao fim pra saber do destino da dupla de personagens principais. É a versão zumbi de "O Fugitivo" que so decai no final, onde resolve mudar o tom (e a magia) do resto da produção. Ainda assim vale a bizoiada.  9/10

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"Gracefield Incident" é mais um found footage sobre alien bem genérico, sem nada de novo. Imagina um "Sinais" em primeira pessoa...é isso.  7/10

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"Killing Ground" a principio pode parecer uma repaginada de "Amargo Pesadelo" (tem até um dog chamado Banjo), "Eden Lake" ou até de "Wolf Creek"...e é mesmo. O diferencial é a narrativa composta de 3 núcleos que culminam num amargo nó-no-estômago. Opção barra pesada de thriller com survival bão e cru. 9/10

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"WTF!" é só mais um slasher qualquer... Ta longe de ser a pior bomba do mundo, mas igualmente ta longe de ser recomendado. Vale apenas pelas peitcholas das moças..  7/10

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"Diario de um Exorcista" é um bom exemplo de terror nacional, a despeito da precariedade técnica e principalmente interpretativa. Faz melhor que muito filme gringo, mas seu mérito maior é enveredar numa seara diferente, onde dominam produções da Globofilmes e comédias com Leandro Hassum. 8,5/10

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"Bonejangles" é um terrir decepcionante, uma infeliz tentativa de fazer um filme B que só terá graça pra meia duzia e olhe lá. 5/10

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"Camera Obscura" é um terror psicológico que entorna "O Maquinista" e qualquer outro filme de "objetos malignos", no caso, uma maquina fotográfica que registra tragédias antecipadamente. Começa muito bem, mas a partir da metade muda o tom e a interessante mitologia criada confunde mais do que esclarece coisas. Pena, daria uma ótima franquia. 8/10

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"El Bar" é um foderoso thriller apocaliptico que bebe de "O Nevoeiro" e até "Rec". De praxe, é um filme de confinamento afixiante, tenso e com o humor negro peculiar do diretor que é o "Tarantino espanhol". 9/10
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"Black Butterfly" é um thriller acima da média, que começa genérico feito Supercine mas a partir da metade mostra seus trunfos: uma reviravolta e depois a reviravolta da reviravolta, etc... No entanto, isso pode apenas mascarar as falhas do roteiro pralguns. 8/10
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"Minutes Past Midnight" é uma divertida antologia de terror, no melhor estilo "Contos da Cripta". Tem altos e baixos dentro de seus 9 curtas, mas o saldo do conjunto é positivo. Particularmente gostei mais dos terrir que de terror mesmo. Tipo a do serial killer apaixonado, do trem fantasma e do conto do Poe feito com bonecos, que é obrigatório a amantes do terror.  9/10

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"The Transfiguration" é um drama de horror intimista sobre traumas familiares em formato de filme de vampiro. E funciona, mas desde que se saiba bem o que vai se ver neste indie. Imagina um "Deixe Ela Entrar" com filme de gangue barra-pesada..é isso. Vale pelo novo olhar realista aos sanguessugas. 8,5/10

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"Besement" é um terror que tem a intenção de ser uma versão hardcore de "Louca Obsessão", mas fica so na vontade. É tão pobre que nem como terrir presta. Só o desfecho mostra um lampejo de criatividade, mas até lá a m.. já foi toda feita. 7/10

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"Simple Creature" é um thriller de ficção e horror fraquissimo. Tá certo que independentes tem poucos recursos, mas isso não é desculpa prum roteiro tão banal, pobre e previsivel. So vale pela pitchulequinha personagem principal..e olhe lá.  6,5/10
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 Visto VOICE FROM THE STONE

 

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  Na trama situada na década de 50, Verena (Emilia Clarke) é uma jovem enfermeira que é chamada para um isolado solar para tratar de Jakob (Edward Dring) um menino que desde a morte da mãe, nunca mais pronunciou uma única palavra. Á medida que os dias passam, Verena logo nota que o menino parece acreditar que é capaz de ouvir a mãe morta através das paredes da casa. Ao perceber que a sua própria relação com o pai de Jakob, Klaus (Marton Csokas) começa a adquirir contornos incômodos, Verena passa a se perguntar se não estaria sofrendo influência do espirito da mãe de Jakob.

 VOICE FROM THE STONE pretende ser um thriller gótico, com forte influência das obras de Edgar Allan Poe, onde as memórias dos mortos são muito mais ameaçadoras do que fantasmas no sentido mais convencional. Não por acaso, o filme bebe direto da fonte do clássico OS INOCENTES, que também apresentava uma enfermeira/babá, que passa a desconfiar que uma força sobrenatural esta cercando as crianças que deviam proteger. Infelizmente, tirando a fotografia bastante evocativa, sobra pouca coisa realmente efetiva no filme. Emilia Clarke, mais conhecida por seu trabalho na série de sucesso GAME OF THRONES, é um verdadeiro colírio para os olhos, e faz o que pode para conferir alguma profundidade a Verena, mas a direção não ajuda.

 

 No fim, fica-se com a impressão que VOICE FROM THE STONE é um filme que se acha mais esperto e sofisticado do que realmente é. Quero dizer, é bom ver um filme que quer contar uma história de fantasma muito mais psicológica do que literal, mas aqui, ficou só na boa intenção mesmo.

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Visto UM GRITO EMBAIXO D'AGUA

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  Na trama, após se formarem, um grupo de estudantes de uma escola internacional em Praga decide fazer uma festa em um ginásio de natação (obviamente em um local bastante isolado). Não demora muito para que um maníaco mascarado surja no local, e comece a mata-los, um por um. Logo, os jovens entram em uma luta desesperada para sobreviver, até que percebem que o assassino pode estar entre eles.

 Este slasher alemão faz parte da febre slasher dos anos 90, iniciada com o clássico PÂNICO de Wes Craven. Estes filmes eram muito parecidos entre si não só pela estrutura do próprio subgênero, mas por uma série de fatores recorrentes. Ou seja, temos um whodunit, onde os personagens passam a desconfiar uns dos outros, a protagonista (vivida aqui por Kristen Miller) é órfã, e tem um trauma que precisa ser superado, e em algum momento ela vai desconfiar que seu namorado é o assassino, com ele podendo ou não ser o culpado. E tudo bem o roteiro ser raso, tirando raras exceções, o roteiro nunca foi o importante em um slasher desde o surgimento do subgênero. Sobra então para a direção o exercício de suspense e horror, mas infelizmente não é o que acontece aqui, pois a direção é bem burocrática, pra dizer o mínimo.

 UM GRITO EMBAIXO D'AGUA não é intragável. Já vi slashers bem mais ofensivos. Mas os personagens não tem o menor carisma (o filme, de fato esquece um deles, que some sem explicação, nos obrigando a supor que ele foi morto também) e as cenas de morte não tem o mínimo de criatividade, e nem sã bem construídas. O climax é uma das conclusões mais vergonhosas que já vi em um slasher, começando pelo patético discurso misógino do assassino ao se revelar para mocinha. Diria que é um filme que sequer é ruim o bastante para ser lembrado. Fica só a curiosidade de ver atores como James McAvoy e Isla Fisher, que conseguiram participar de produções de sucesso posteriormente começando suas carreiras aqui.

  

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"The Monster Project" é um found footage bem competente dentro de suas limitações. Tem uma premissa muito boa (a suposta entrevista com um vampiro, lobisomen e capeta "reais"), mas a nervosa meia hora final é prejudicada justamente pelo formato em primeira pessoa. Sendo assim, vale mesmo pelo uso criativo das mitologias envolvidas, as auto-referências ao mockumentary e o delicioso diálogo com a "vampira", que poderia ter sido desenvolvido com os demais personagens. 8,5/10
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A Hora do Espanto II (Fright Night Part II, Dir.: Tommy Lee Wallace, 1988) 2/4

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Essa sequel deu uma floopada na época, mas hoje muitos a consideram melhor que o filme original de 1985. Bem, eu não... Primeiro filme, pra mim, continua como um dos melhores da década. Muito pelo clima de filme de terror das antigonas que o filme consegue recriar bem, e muito pela situação de claustrofobia que o personagem principal sofre (ele sabe da existência do vampiro na vizinhança mas ninguém o leva a sério) e outras coisas. Esse aqui até tem alguns momentos bons,  é um filme legal (MUITO melhor que o remake de 2011 - que é um boshta completa), mas não consegue ir muito longe no que propõe. Esse é o problema: o primeiro é eficiente no que se propõe, esse aqui não. Cria muita coisa, coloca muita coisa, mas nada é levado pra frente.

Minhas reclamações (tem spoilers):

O filme tenta colocar o Charlie aqui como vampiro (já que a vilã o morde logo quando chega ali), o que é engenhoso pro filme, mas em nenhum momento isso se desenvolve ou se explora isso, porque o personagem simplesmente não sabe que tá virando vampiro (??!!!), então isso cria tensão zero pra ele. Imagina ele sabendo disso e tentando lidar com isso, como seria, hein?. Pro público também não se cria tensão, porque não sabemos até que ponto ele vai virar um vampiro. No primeiro filme, o pessoal que levava mordida, logo virava vampiro (o amigo e a namorada do Charlie, por exemplo), aqui o Charlie demora. Não se tem uma informação sólida sobre isso, então, ele tá ali com alguns sintomas de vampirice (que aparecem mais pro humor do filme) e fim.

Outra situação que o filme trás, mas não leva pra frente, é que Charlie tem uma namorada linda, mas recatada, e aí sofre assédio da vampirona sensual nova no pedaço. Em nenhum momento isso vira algum conflito, porque a namorada nem sabe que o cara tá sendo assediado. Não tem aquela "tensão sexual" entre os 3, porque a namorada fica ali a parte, enquanto o Charlie tá com assédio em cima. Nem como "peso de consciência" pro Charlie (dele tá ali, se entregando pra outra mulher nas costas da namorada), isso é colocado. Nem no final do filme usam isso muito isso. Poderiam colocar um combate direto entre as duas, mas isso não rola (lembrando que no primeiro filme, desenvolveram isso muito bem, com o vampiro assediando a namorada do Charlie e ele desesperado com isso). Ou seja, mais uma coisa que colocam, mas não coloca nenhum desenvolvimento em cima.

Da vampira vilã, eu gostei. Até porque gostei de ver que é parente do vampirão do original e está aqui pra se vingar da dupla que matou o irmão. Sempre é bom ver que mesmo um vilão morrendo, a história não morre porque tem gente ligada a ele que vem pra se vingar. Mas é mais uma coisa que também não levam pra frente. Por quê? Porque o Charlie nem sabe disso (???). Sim, até no final do filme não usam isso de alguma forma, e não dá nem pra saber se o Charlie descobriu isso em algum momento. Pra mim, ele deve tá pensando que tá ali combatendo outro grupo de vampiros aleatórios e só. O único que sabe é o Peter, mas ele não conta pro Charlie. Isso acaba sendo um peso pra ele, mas (mais uma vez), não levam isso muito pra frente, não desenvolvem, fica só na superfície. Única coisa que isso cria é que Peter tenta matar a vampirona em rede nacional, e nisso prendem ele num hospício. Só que isso leva a uma outra coisa que não levam pra frente, já que Peter foge logo de lá. Imagina se tivessem colocado o Peter, durante o filme todo preso no hospício, sabendo do perigo que o amigo tá sofrendo, e não podendo fazer nada? Oportunidade perdida aqui...

Fora isso, não curto os elenco de apoio ali da vilã. Tem um vampiro ali que é metido a comediante, e que tá ali pra seduzir a namorada do Charlie, mas não acho graça nele. Nem como perigo pra namorada do Charlie, se coloca algo, porque o cara vive criando desculpas pra não atacar a moça (só vai atacar quando o Charlie tá perto - porque não o fez quando ela tava sozinha? Seria mais fácil, não?). Tem outro vampiro ali com visual exótico que também não passa medo. É só alguém estranho, bizarro. E todos os 2 são mortos facilmente no fim do filme. A vampira poderia ter escolhido gente melhor pra ficar ao redor dela pra protegê-la, e executar suas missões. 

Enfim, tem outras coisas aqui e ali no filme que não decolam. Basicamente, nesse mesmo ponto de colocarem coisas ali, mas não desenvolvem muito bem. Mas, repetindo, mesmo com todos problemas, é legal (vampirona é boa, a nova namorada do Charlie é lindíssima, o Charlie e Peter estão ali de novo), e é milhões de distância melhor que o remake (a continuação do remake ainda não vi).

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On 31/08/2017 at 11:14 AM, Jailcante said:

A Hora do Espanto II (Fright Night Part II, Dir.: Tommy Lee Wallace, 1988) 2/4

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Essa sequel deu uma floopada na época, mas hoje muitos a consideram melhor que o filme original de 1985. Bem, eu não... Primeiro filme, pra mim, continua como um dos melhores da década. Muito pelo clima de filme de terror das antigonas que o filme consegue recriar bem, e muito pela situação de claustrofobia que o personagem principal sofre (ele sabe da existência do vampiro na vizinhança mas ninguém o leva a sério) e outras coisas. Esse aqui até tem alguns momentos bons,  é um filme legal (MUITO melhor que o remake de 2011 - que é um boshta completa), mas não consegue ir muito longe no que propõe. Esse é o problema: o primeiro é eficiente no que se propõe, esse aqui não. Cria muita coisa, coloca muita coisa, mas nada é levado pra frente.

Minhas reclamações (tem spoilers):

O filme tenta colocar o Charlie aqui como vampiro (já que a vilã o morde logo quando chega ali), o que é engenhoso pro filme, mas em nenhum momento isso se desenvolve ou se explora isso, porque o personagem simplesmente não sabe que tá virando vampiro (??!!!), então isso cria tensão zero pra ele. Imagina ele sabendo disso e tentando lidar com isso, como seria, hein?. Pro público também não se cria tensão, porque não sabemos até que ponto ele vai virar um vampiro. No primeiro filme, o pessoal que levava mordida, logo virava vampiro (o amigo e a namorada do Charlie, por exemplo), aqui o Charlie demora. Não se tem uma informação sólida sobre isso, então, ele tá ali com alguns sintomas de vampirice (que aparecem mais pro humor do filme) e fim.

Outra situação que o filme trás, mas não leva pra frente, é que Charlie tem uma namorada linda, mas recatada, e aí sofre assédio da vampirona sensual nova no pedaço. Em nenhum momento isso vira algum conflito, porque a namorada nem sabe que o cara tá sendo assediado. Não tem aquela "tensão sexual" entre os 3, porque a namorada fica ali a parte, enquanto o Charlie tá com assédio em cima. Nem como "peso de consciência" pro Charlie (dele tá ali, se entregando pra outra mulher nas costas da namorada), isso é colocado. Nem no final do filme usam isso muito isso. Poderiam colocar um combate direto entre as duas, mas isso não rola (lembrando que no primeiro filme, desenvolveram isso muito bem, com o vampiro assediando a namorada do Charlie e ele desesperado com isso). Ou seja, mais uma coisa que colocam, mas não coloca nenhum desenvolvimento em cima.

Da vampira vilã, eu gostei. Até porque gostei de ver que é parente do vampirão do original e está aqui pra se vingar da dupla que matou o irmão. Sempre é bom ver que mesmo um vilão morrendo, a história não morre porque tem gente ligada a ele que vem pra se vingar. Mas é mais uma coisa que também não levam pra frente. Por quê? Porque o Charlie nem sabe disso (???). Sim, até no final do filme não usam isso de alguma forma, e não dá nem pra saber se o Charlie descobriu isso em algum momento. Pra mim, ele deve tá pensando que tá ali combatendo outro grupo de vampiros aleatórios e só. O único que sabe é o Peter, mas ele não conta pro Charlie. Isso acaba sendo um peso pra ele, mas (mais uma vez), não levam isso muito pra frente, não desenvolvem, fica só na superfície. Única coisa que isso cria é que Peter tenta matar a vampirona em rede nacional, e nisso prendem ele num hospício. Só que isso leva a uma outra coisa que não levam pra frente, já que Peter foge logo de lá. Imagina se tivessem colocado o Peter, durante o filme todo preso no hospício, sabendo do perigo que o amigo tá sofrendo, e não podendo fazer nada? Oportunidade perdida aqui...

Fora isso, não curto os elenco de apoio ali da vilã. Tem um vampiro ali que é metido a comediante, e que tá ali pra seduzir a namorada do Charlie, mas não acho graça nele. Nem como perigo pra namorada do Charlie, se coloca algo, porque o cara vive criando desculpas pra não atacar a moça (só vai atacar quando o Charlie tá perto - porque não o fez quando ela tava sozinha? Seria mais fácil, não?). Tem outro vampiro ali com visual exótico que também não passa medo. É só alguém estranho, bizarro. E todos os 2 são mortos facilmente no fim do filme. A vampira poderia ter escolhido gente melhor pra ficar ao redor dela pra protegê-la, e executar suas missões. 

Enfim, tem outras coisas aqui e ali no filme que não decolam. Basicamente, nesse mesmo ponto de colocarem coisas ali, mas não desenvolvem muito bem. Mas, repetindo, mesmo com todos problemas, é legal (vampirona é boa, a nova namorada do Charlie é lindíssima, o Charlie e Peter estão ali de novo), e é milhões de distância melhor que o remake (a continuação do remake ainda não vi).

 

 Pensamos de forma bem parecida, JAIL. Também acho que este filme não chega perto da excelência do original, mas é bem melhor que o remake, e tem o seu charme.

 A vilã tem o seu carisma, e só faltou mesmo uns capangas melhores. O Charles eu senti que deu uma caída do primeiro filme, e todo aquele lance de ele não acreditar mais em vampiros eu achei bem fail. Já o Peter continua muito bom. Uma boa sacada do filme é que o jogo vira, e agora é o Peter que tem que ficar tentando convencer o Charlie de que vampiros existem, e não ao contrario. Ah, e gostei bastante da nova namorada do Charlie. Achei ela bem mais carismática que a Amy do primeiro filme, e a parceira dela com o o Peter Vincent é hilária.

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"It Comes at Night" é fraquinho, pois esperava bem mais deste aqui diante do fuzuê da galera. Parece um terror feito pra critico especializado gostar (tipo o ruimzinho "It Follows") pois terror não tem nada, e mais parece teatro que filme. O indie "Hidden" (de dois anos atras, acho) é a mesma coisa mas consegue te deixar agoniado e tenso toda metragem. E de bônus tem uma reviravolta final de deixar o Shy orgulhoso.  7,5/10

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"Within" é um thriller sobrenatural bem preguiçoso que começa feito "Poltergeist", com direito até presença da matriarca daquela franquia. Na metade tem uma reviravolta que muda tudo e poderia dar um gás ao filme, mas é desperdiçada com outra reviravolta no final, esta sim bem ridícula. Resumindo, nas mãos dum outro diretor teria vingado algo melhor. 6/10

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"Boys in the Trees" é um thriller de suspense teen recomendado unicamente praqueles que tem nostalgia musical noventista. Isso porque seu roteiro videoclipado parece forçado e genérico. 7/10
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 "Ghost House" é um terror tailandês ruim e genérico até o sabugo da unha. Seu único e louvável ponto positivo é que não haverá nenhuma sequência. 6/10
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 Visto DEATH NOTE

 

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  Na trama, Light Turner (Nat Wolfe) é um adolescente, que certo dia vê um caderno cair literalmente do céu. Esse caderno é o Death Note, que como lhe explica Ryuk (voz e expressões faciais de William Dafoe) o deus da morte, tem o poder de matar todos aqueles que tiverem o seu nome escrito no caderno. Light, influenciado por Ryuk e por Mia (Margaret Quailey) a garota por quem está apaixonado, passa a fazer justiça com as próprias mãos, matando criminosos e malfeitores que de alguma forma escaparam do que Light considera justiça. Light passa a se esconder atrás do pseudônimo de Kira, e a reivindicar a autoria das mortes. Isso faz com que passe a ser perseguido pela polícia, e um misterioso detetive autônomo conhecido simplesmente como L (Lakeith Stanfield).

 Baseado em um popular mangá, que gerou um anime igualmente aclamado, e um filme live action japonês não tão aclamado assim, DEATH NOTE é um filme que chegou lotado de controvérsia, não só pela pressão dos fãs do anime/Mangá, mas também por ser acusado de White Washing (algo que ocorreu este ano com outra adaptação de mangá, GHOST IN THE SHELL) e de ocidentalizar o material original (o que não devia ser uma surpresa, pois é uma adaptação ocidental). Não tendo lido o mangá, nem visto o anime e nem visto o live action oriental, cheguei para ver o novo filme de Adam Wingard, livre de qualquer "vício" ou opinião sobre o que o filme deveria ser.

 Visto o filme, devo dizer que se trata de um trabalho bem decepcionante, ainda mais vindo do cara que começou a sua carreira com ótimos filmes, como A HORRIBLE WAY TO DIE e VOCÊ É O PRÓXIMO. A premissa é ótima, e levanta ótimas questões, mas nenhuma é explorada a contento. O protagonista é um daqueles personagens impossíveis de empatizar, pois é de uma estupidez irritante, embora pareça desenvolver grande genialidade, quando é conveniente para o roteiro. A namorada de Light já é uma personagem mais interessante, e o filme explora de forma relativamente competente como ela vai sendo cada vez mais corrompida pelo poder do caderno. O detetive L funciona como antagonista, em uma atuação curiso de Lakeith Stanfield (que já havia chamado atenção esse ano por sua participação em CORRA) mas que nunca parece atingir o potencial que é realmente capaz.   As death scene c

Embora bem realizadas, não conseguem provocar choque ou tensão, e nem são especialmente criativas (o que é uma lástima quando você tem um caderno mágico que lhe permite escolher como a vítima vai morrer). Não há nada nos quesitos técnicos que chame verdadeiramente a atenção, embora deva se elogiar a elaboração do monstruoso Ryuk, que surge em um misto de efeitos animatrônicos e captura de movimento, e que ganha a voz sinistra e cheia de personalidade de William Dafoe. Quanto ao roteiro, além de fahar em trabalhar alguns personagens, como já apontei, parece acreditar que é mais inteligente do que é, trazendo umas "viradas espertas", que não funcionam muito bem, e que ainda termina implorando uma continuação.

Em resumo, DEATH NOTE não chega a ser ofensivo, mas não duvido que as versões orientais sejam muito melhores mesmo, pois este aqui é fraco e esquecível.

 

 Visto MEU OUTRO EU

 

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  Na trama, Fay (Sophie Turner) é uma jovem que está em depressão desde que descobriu que seu pai (Rhis Yfans) passou a sofrer de esclerose múltipla. Tendo como hobby tirar fotografias, Fay logo percebe através delas que etá sendo perseguida por uma garota exatamente igual a ela. A medida que o assédio dessa misteriosa figura começa a aumentar, a jovem sente que aos poucos, começa a enlouquecer.

 Uma grande perda de tempo, não tem outra forma de definir MEU OUTRO EU. O filme estrelado por Sophie Turner (mais conhecida por seus papéis como Sansa Stark em GAME OF THRONES e como a jovem Jean Grey dos filmes dos X men) nunca decola de verdade. Ele parece realmente acreditar que tem algo a dizer sobre a solidão da juventude e a tristeza do luto antecipado através de sua fotografia sombria, mas é um filme vazio que nem uma sacola de mercado no vento. Basicamente nada acontece, e o filme inteiro é a protagonista vendo a tal sósia maligna, ou encontrando alguém que diz que ela esteve em um lugar ou que fez tal coisa que ela não se lembra de ter feito. Sophie Turner está simplesmente péssima no papel principal, soando mais canastrona que palhaço de praça (a escolha de em certo momento a garota começar a andar com maquiagem borrada só pra mostrar o quanto está deprimida só reforça essa impressão).

 

 Com um final pra lá de previsível, MEU OUTRO EU não vale o tempo de ninguém. Passem longe.

 

 

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Eu tinha bastante fé nas adaptações recentes de anime/manga (Ghost in the Shell e Death Note). O momento parecia certo.Quadrinhos e desenhos são vistos como muito maduros hoje, vistos com respeito e adaptados com carinho (na maior parte). Contudo não rolou né? Acho que tem algum problema inerente na mudanças dessas mídias.

Nossos filmes e TVs tem uma grande preocupação com estrutura e personagens tradicionais. Primeiro, segundo e terceiro ato, arco concretos, começo meio e fim, enquanto mangás e animes saem dessa estrutura sem o menor problema.

Ghost in The Shell, pode ser dito - olhando pela ótica ocidental - que a protagonista é totalmente desprovida de personagem, pois não a conhecemos nem sabemos o que ela quer de forma concreta. Na adaptação deram-lhe um passado, uma origem que por sua vez está conectada ao vilão. Ainda sim, sinto mais pela personagem do anime que pela do filme.

Um anime parece começar com ideias que depois são transcritos em visuais e por último olhamos trama e personagem, enquanto filmes e TVs trabalham com ordem inversa. O mais próximo disso que conheço, são as animações Rick and Morty e Southpark.

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Visto IT: A COISA

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  A trama tem início em 1987, na pequena cidade de Derry, quando Georgie (Jacksson Robert Scott) um menino de seis anos, desaparece enquanto brincava na chuva sem deixar rastros. Meses depois, o irmão mais velho de George Bill (Jaeden Lieberher) continua inconformado com o desaparecimento do irmão caçula, e tem a esperança de encontra-lo com a ajuda de seus amigos, e começa a investigar os desaparecimentos de crianças que vem ocorrendo na cidade. Mas logo, o grupo começa a ser assombrado por assustadoras visões de seus medos mais profundos, sempre acompanhadas da ameaçadora figura do Palhaço Pennywise (Bill Skarsgãrd), manifestação de uma entidade maléfica que vive á séculos na região, causando uma série de desgraças sempre que aparece.

 Baseado em um dos mais aclamados romances de Stephen King, IT é a segunda versão audiovisual da história, a primeira tendo sido uma minissérie lançada para a TV em 1990 com Tim Curry no papel do palhaço assassino. Diferente da versão televisiva, que adaptava as mais de mil páginas do livro acompanhando o "Clube dos Perdedores", como Bill e seus amigos se autodenominam, tanto quando crianças quanto na vida adulta, a versão cinematográfica opta acertadamente por se concentrar somente na infância dos protagonistas. Embora a minissérie de 1990 tenha muitos defeitos, ela se tornou um clássico cult, fazendo com que muitos olhassem a nova versão com desconfiança. A pergunta afinal é: valeu a pena trazer Pennywise de volta? Após assistir IT, minha resposta é um grande e sonoro "Sim!". A nova versão dirigida por Andy Muschietti é um puta filmaço que faz jus a obra de King, uma história de horror bem contada com um vilão sádico e assustador, mas principalmente pelas sete crianças protagonistas, que formam um grupo entrosado e carismático, com quem realmente nos preocupamos, e cujos horrores lançados sobre eles por Pennywise e pela própria cidade de Derry, funcionam como metáforas das passagens da infância para a maturidade, passagens essas que nem sempre são agradáveis.

  O roteiro escrito a quatro mãos por Chase Palmer e Gary Dauberman (baseado em roteiro previamente escrito por Cary Fukunaga ) após iniciar com uma sequência pré créditos extremamente competente que dita o tom do filme e apresenta a ameaça a ser enfrentada pelos heróis, constrói com calma a dinâmica entre o "Clube dos Perdedores" formado por Bill,  Richie (Finn Wolfhard), Eddie (Jack Dylan Grazer) Stan (Wyatt Oleff) Beverly (Sophia Lillis) Ben (Jeremy Ray Taylor) e Mike (Chosen Jakobs), dando a cada personagem, características e dramas próprios. As brincadeiras e convivência do grupo são extremamente naturais, não só dando ao filme um delicioso gosto de "aventura juvenil" (o que não deixa de ser) remetendo a clássicos oitentistas como CONTA COMIGO e OS GOONIES, mas faz com que realmente temamos e nos importemos com cada um deles, quando os ataques de Pennywise passam a se tornar mais frequentes e violentos. Ao mesmo tempo, o roteiro faz questão de mostrar que aquelas crianças estão realmente por conta própria, já que pouquíssimos adultos aparecem ao longo do filme, e quando aparecem, não apenas surgem como figuras hostis, que não dão atenção as crianças como deveriam,  mas chegam mesmo a representar uma ameaça, como no caso do pedófilo pai de Beverly (Stephen Bogaert). Não por acaso, muitas das manifestações escolhidas pelo vilão para assombrar as crianças, remetem as complicada relações com suas figuras paternas, seja o sangue que enche o banheiro de Bev, o leproso que aterroriza o hipocondríaco Eddie, ou a "mulher do quadro" que assombra Stan. As crianças de IT parecem totalmente negligenciadas,  deixadas sozinhas não só para tentar sobreviver a Pennywise, mas com qualquer outro problema que surja, seja a perseguição do bully psicótico Henry Bowers (Nicholas Hamilton) ou mesmo com suas próprias inseguranças e tristezas.

 Como dito acima, o elenco infantil parece ter sido escolhido a dedo, e é magnificamente bem dirigido. Embora os sete estejam ótimos, alguns acabam se sobressaindo, como é o caso de Finn Wolfhand, que após alcançar fama pela série STRANGER THINGS ganha aqui a chance de exercitar um pouco a sua veia cômica, já que Richie é o piadista do grupo, não perde uma chance de tirar um sarro dos amigos, e acaba funcionando para aliviar a tensão de algumas cenas. Sophia Lillis talvez seja um nome a se prestar mais atenção no futuro, já que consegue um ótimo equilíbrio entre meiguice e força para a sua personagem, e ainda transmite uma maturidade muito maior que a de seus amigos, já que justamente pelo fato de ser mulher, tem muito mais consciência de que esta crescendo do que os outros, situação que rende tanto momentos divertidos quanto tensos. Por fim,  Jack Dylan Grazer tem um arco dramático que tanto diverte quanto emociona, pois se sua hipocondria pode soar hilária em alguns momentos, em outros mostra-se fruto de muito sofrimento para o menino, e fruto da influência dominadora que a mãe exerce sobre ele.

 Mas o que todos queriam realmente saber é se Bill Skarsgãrd estava a altura do trabalho de Tim Curry na minissérie dos anos 90. Pra mim sim, embora sejam duas leituras completamente distintas. O Pennywise do filme de 2017 é uma figura muito mais monstruosa e "alienígena" do que aquela figura vivida por Curry, a começar pelo seu figurino, que remete a arlequins da renascença, o que já indica que há algo estranho com esse palhaço. Embora seja capaz de demonstrar simpatia, o Pennywise de Skarsgãrd nunca parece confiável (se é que podemos dizer que algum palhaço parece confiável) e mantém um constante olhar de ameaça no rosto . Quando ele ataca as crianças, é realmente pra valer, demonstrando imensa satisfação ao perceber quando suas vítimas estão com medo. Em resumo, o novo Pennywise parece muito mais uma fera que se diverte ao ver suas presas sofrerem, do que um maníaco vestido de palhaço, embora também o seja, o que acho que super funcionou.

  A direção de Andy Muschietti é bastante competente. O diretor já havia mostrado que sabia construir atmosfera e que era muito bom dirigindo elenco infantil em seu filme de estréia, MAMA, e aqui ele eleva essas qualidades para o próximo nível. O cineasta também se cerca de uma ótima equipe técnica, com destaque para a ótima fotografia de Chuung Hoong Chung (colaborador habitual de Chan Wook Park) que tem um papel fundamental em criar o caráter juvenil, mas também altamente sombrio da história. A direção de arte também merece destaque, desde a construção de cenários visualmente impressionantes, como o covil de Pennywise, como também pelos detalhes com que mostra ambientes pessoais, como o quarto de alguns dos Perdedores.

 O filme entretanto, possuem defeitos que o impedem por pouco de alcançar o status de "obra prima do medo" que a minissérie de 90 reivindicava. Assim como havia acontecido em MAMA, o diretor se perde quando troca as sequências de efeitos práticos (que felizmente são muitas) pelo CGI, sabotando momentos que até então estavam em um excelente crescendo de tensão, como a cena envolvendo um projetor de sildes. E se o diretor acerta a maior parte do tempo ao inserir a trilha sonora em "montagens elipses" (recurso típico das produções oitentistas que o filme homenageia) perde a mão em alguns momentos, de forma especialmente gritante na sequência que envolve a limpeza do banheiro de Beverly. Por fim, a montagem parece ter problemas na hora de retratar as sequências mais frenéticas, o que é bastante sentido durante o climax da narrativa, que escorrega narrativamente em alguns aspectos também.

 Mas apesar destes defeitos, IT pode se orgulhar de ser um dos melhores filmes de terror do ano. Uma excelente aventura juvenil, onde o medo e o sangue estão sim presentes, mas que também conta uma bela história de amizade, e aceitação das diferenças, onde os horrores despejados sobre o Clube dos Perdedores por um cruel palhaço assassino são apenas representações da vida adulta, que vem sim com coisas horríveis, como a dor do luto, a consciência da maldade do próprio ser humanos e a apatia que gera preconceitos de gênero, raça ou credo, mas que também traz coisas bonitas, como a descoberta do amor e dos verdadeiros laços de amizade. Isso é mais do que a maioria dos filmes de horror blockbusters podem dizer nos dias de hoje. Recomendo fortemente.

PS: Embora exista um gancho para uma sequência (que com o dinheiro que o filme está fazendo, já é inevitável) o filme funciona perfeitamente como uma história auto contida, que poderia muito bem ser encerrada ali. Mas que venha a sequência, que vai ter bastante trabalho pra manter o nível alcançado por esse filme.

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On 06/09/2017 at 6:05 PM, Mozts said:

Ainda sim, sinto mais pela personagem do anime que pela do filme.

 Não vi os materiais originais (de fato, nem o live action de GHOST IN THE SHELL eu vi ainda) mas neste caso específico, não teria muito mais a ver com as próprias carências de imersão e narrativa do filme da Scarlett do que por uma questão de transposição de linguagem (anime para live action ocidental)?

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5 hours ago, Questão said:

 Não vi os materiais originais (de fato, nem o live action de GHOST IN THE SHELL eu vi ainda) mas neste caso específico, não teria muito mais a ver com as próprias carências de imersão e narrativa do filme da Scarlett do que por uma questão de transposição de linguagem (anime para live action ocidental)?

Certamente tem isso, até por que ainda não ví uma adaptação de anime que não fosse carente nesse aspectos. Death Note acho que seria chique num formato estilo Fincher, parecido com Gone Girl, mas aí de fato, tem o diretor mestre em exposições densas e mistério.

Ghost In The Shell, não perderei oportunidade de mencionar, está disponível no Netflix caro Questão. Se você gosta de Blade Runner imagino que gostará. São filmes que compartilham muitíssimo em direção e estrutura (além é claro, dos elementos sci-fi).

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"Leatherface" é um filme que funciona mais como um violento thriller criminal independente da franquia a que remete , "Massacre da Serra Eletrica". Pois dela não tem quase nada, ou melhor, so faz referencia no final. Imagina um "Bonnie e Clide" violento ou algo do tipo "Rejeitados pelo Diabo". Com gore de dar gosto, a pelicula fica no meio termo mas é superior as demais continuacoes-prequals-etc da franquia, mas desde q seja vista fora ou sem ligacao com a franquia, claro.  8-10
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"Cult of Chucky" é uma boa diversão com o boneco sinistro noventista que ao menos resgata o melhor dos dois primeiros filmes da franquia , estando bem longe dos péssimos dois últimos. Dá pra ver, apesar de ta entupida de fanservice, mas sem esperar muito. Melhor que as Annabelle da vida, com certeza. 8-10

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 "The Vault" é um nervoso thriller de terror onde os elementos de thriller policial funcionam melhor que os de "terror", que se resume a um banco assombrado. O destaque fica por conta do elenco femenino (principalmente a filha do Clintão) neste filme que lembra o ótimo "Night Shift" ou "Let Us Prey". Só não curti os 3 desfechos que jogam na cara da gente.. um só bastava.  9-10

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"Blood Hunters" é um terror que parte tem uma foderosa premissa e começa muito bem, a despeito do seu titulo genérico (não, não é de vampiros!). Mas as limitações tanto técnicas como de roteiro termina não explorando ao máximo seu potencial deste que é um conto esticado de "Alem da Imaginacao" ou de "Arquivo X". 7,5-10

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"Temple" é daqueles filmes em que a partir o primeiro minuto te convence que vc vai ter um foderoso terror sobrenatural... mas infelizmente o roteiro meia boca não ajuda, nos demais 77 minutos de duracão do longa, a envernizar essa primeira impressão. 6-10

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"Bed of the Dead" é um terrir que poderia ter sido bem bão pela premissa.. uma dupla de casais doida prum ménage que fica presa numa cama amaldicoada...kkk..mas o unico bom sao as cenas de putaria e gore, pq o elenco todo detona com forca a quarta parede com suas péssimas interpretacões. 7-10
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"68 Kill" é um divertido thriller de humor negro que parece ter sido feito pelos Coen ou ser algum derivado de "Pulp Fiction". O melhor de longe é o piradamente delicioso elenco femenino e a violência cartunesca, e creio que com mais grana pra parte técnica teria vingado num novo clássico. 9-10

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"Little Evil" é uma matinezinha bem inofensiva que ta mais pra "O Pestinha" que sátira de "A Profecia", sua proposta original. Antes inofensiva que ofensiva, esta comedinha dá pro gasto pelas referências a varios crássicos oitentistas do gênero e pela curiosa participacão da eterna "Novica Rebelde", num papel de beata do mal. 8-10

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42 minutes ago, Jailcante said:

Sotão já novo Chucky e novo Letherface. Invejas mil.

Aliás, novo Chucky vai chegar no Netflix junto do DVD/Blu Ray. Mas isso nos EUA. Quero ver por aqui como vai ser...

Jail, ja tem os dois filmes pra baixar facim na internet...so não tem uma legenda decente (ainda), uma vez que eu assisti ambos em espanhol, lingua q felizmente sou fluente. Se quiser te mando os links dos torrents por mp.

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"The Ice Cream Truck" é um remake terrir enjoativo e sem graça. O original noventista tb não era nenhuma obra prima, mas era ao menos muito mais divertido. Comprova que remakes sao inuteis até o talo da alma. 7-10

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"The Limehouse Golem" é um bacana thriller de época que é muito bem feito e ambientado, tipo "Mulher dePreto". Ele é bem bom, pecando apenas quando se afasta da trama policial que conta...e isso ocorre várias vezes. 8-10

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"El Guardian Invisible" é um bom e eficiente thriller de serial-killer que, muito bem feito, poderia ser muito melhor se não se rendesse aos cacoetes ianques do gênero. Espécie de "Silencio dos Inocentes" espanhol, deixa-se ver de boa a despeito de seus poucos defeitos. 8,5-10
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 Visto JOGO PERIGOSO

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   Na trama, Jessie Burlingame (Carla Gugino) e Gerald (Bruce Greenwood) são um casal que tentando apimentar a relação, viajam para a sua casa de campo. Durante um jogo sexual em que Jessie é algemada a cama, as coisas saem do controle, e Gerald morre devido a um infarto fulminante, deixando Jessie presa á cama. Agora, sofrendo de sede e alucinações, e sabendo que as chances de ser resgata a tempo são mínimas, Jessie precisa encontrar uma maneira de sobreviver, ao mesmo tempo em que encara um grande trauma de seu passado.

 2017 tem sido um ano bem fértil para as adaptações de Stephen King. Enquanto a TV lançou versões seriadas de O NEVOEIRO (já cancelada) e MR. MERCEDES, enquanto as salas de cinema receberam os longas metragens baseados nos romances IT (muito bem recebido) e A TORRE NEGRA (não muito bem recebido). De fato, a própria Netflix, que produz JOGO PERIGOSO ainda lançara esse ano mais um filme original baseado em Stephen King, 1922. Mas de todas estas obras, talvez JOGO PERIGOSO fosse a mais difícil de transpor para o formato fílmico. Afinal, a maior parte da narrativa acompanha uma mulher algemada a cama falando com as vozes em sua cabeça, algo que funciona muito bem na literatura, mas que não parece um material muito promissor para um longa metragem. Pois Mike Flanagan, diretor responsável por filmes como O ESPELHO e HUSH: A MORTE OUVE aceitou o desafio, transformando o romance em um ótimo suspense psicológico, que é sim dinâmico visualmente, mesmo que sua protagonista esteja algemada a cama durante a maior parte da projeção.

 O roteiro, escrito a quatro mãos, por Flanagan e Jeff Howard, parceiro habitual de Flanagan segue o romance de King relativamente de perto,  mas faz uma mudança essencial que parece servir melhor a mensagem de empoderamento feminino que King tentava passar em sua obra. No livro de King, as vozes que Jessie escuta em sua cabeça, a incentivando, ou a desestimulando pertencem a uma antiga colega de quarto da faculdade, e a uma versão submissa dela mesma, chamada "esposinha perfeita". Flanagan e Howard não só transformam as vozes figuras visuais (algo esperado tendo em vista a adaptação das mídias) como coloca essas figuras imagéticas simbolizadas na figura do próprio Gerald e de uma versão não mais fraca, mas sim mais forte de Jessie, que basicamente simulam aspectos de sua psiquê, como submissão e independência, pulsão de vida e pulsão de morte, etc. É uma escolha narrativa interessante, pois não só aumenta a importância de Gerald na trama, expondo de forma mais orgânica detalhes da relação prévia do casal, como dá ao publico uma figura antagônica mais palpável. O roteiro encontra até mesmo para entregar um fan service bastante orgânico para os fãs de King, ao estabelecer a ligação dessa história com ECLIPSE TOTAL (romance de King que já foi adaptado na década de 90, com Kathy Bates e Jennifer Jason Leigh no elenco), um fan service que não só não soa gratuito, mas colabora com a história ao ilustrar a relação de Jessie com segredos.

 Flanegan é um cineasta acostumado a lidar com as camadas dramáticas de suas narrativas, seja o jogo de ilusão/realidade de O ESPELHO, sonhos/mundo real de O SONO DA MORTE ou a perspectiva surda/não surda de HUSH. Com JOGO PERIGOSO não é diferente, e o cineasta brinca de maneira competente com a perspectiva cada vez mais delirante de Jessie, que passa a misturar realidade, imaginação e memória. Pelo fato da maior parte da narrativa se passar em um único cenário com alguns poucos personagens em cena, o filme corria um grande risco de parecer meramente uma peça de teatro filmada. Mas a Mise en Scéne e a decupagem de Flanagan é muito eficiente em dar dinamismo ao filme, eliminando qualquer sensação de "teatro filmado". Além disso, é muito interessante como o filme trabalha esses avatares representados pelo Gerald e Jessie imaginários para expor seus significados. Reparem como a Jessie imaginária surge em cena pela primeira vez, ou como o Gerald imaginário parece invadir o espaço pessoal da protagonista a medida em que o desespero dela aumenta. Flanagan também acerta na condução do suspense, como a primeira aparição de uma figura misteriosa no canto do quarto onde Jessie está presa, e também em algumas sequências de gore, que surgem macabras e incômodas, mas sem chamar atenção excessiva demais para si mesma, vide o destino do cadáver de Gerald, que passa a ser devorado aos poucos por um cachorro faminto que rondava a casa.

 A fotografia do filme, a cargo de Milchael Fimognari, outro colaborador frequente do diretor, é outro acerto do filme. Filmognari simula luz natural no quarto onde a protagonista esta presa, nos dando uma ideia relativamente precisa da passagem do tempo, elemento esse que se torna muito importante a certa altura do filme. O fotografo trabalha bem alguns dos momentos mais febris da narrativa como a cena em que conhecemos a figura misteriosa que Jessie chama de "O Homem do Luar" que pode ou não ser reais. A iluminação nessas cenas carrega um tom etéreo, mas sem ser excessivamente chamativa, dando ao publico margem para duvidar se o que vimos foi real ou não (tal como Jessie). Os flashbacks envolvendo um dia fatídico para a protagonista ocorrido durante um eclipse dão a chance para a fotografia brilhar, criando alguns quadros lindos, que contrastam com a situação perturbadora que vemos acontecer entre a Jessie pré adolescente (Chiara Aurelia) e seu pai (Henry Thomas).

 Mas é em seu cast que se encontra o maior acerto do filme de Mike Flanagan. Carla Gugino e Bruce Greenwood estão brilhantes em cena, cada um vivendo dois personagens (já que as versões reais de Jessie e Gerald são substancialmente diferentes de suas versões imaginárias). Carla Gugino, uma atriz que deveria ser mais valorizada por Hollywood. Gugino retrata com intensidade todo o desespero de Jessie, ao mesmo tempo em que vai expondo as fragilidades emocionais de sua personagem, que ela já demonstrada de forma sutil mesmo antes de acabar na situação surreal em que se encontra. Ela esta igualmente bem no papel da Jessie imaginária, que com toda a sua segurança e ironia, cria um contraste pra lá de interessante com a Jessie real, cada vez mais exaurida. Bruce Greenwood também merece elogios por sua dupla atuação. Embora não tenha muito tempo como o Gerald real, Greenwood consegue nos fazer ter uma boa ideia sobre quem era esse homem, e de suas inseguranças, que ganham um reflexo óbvio em suas fantasias de estupro. Já como o Gerald imaginário, Greenwood se torna uma presença forte em cena, atiçando as fragilidades da protagonista com prazer sádico, criando uma figura vilanesca bastante carismática. O elenco de apoio ainda conta com uma atuação delicada e tocante da jovem Chiara Aurelia, em uma das cenas mais perturbadoras de Jessie, e de Henry Thomas (sim, o Elliot de E.T) como o pedófilo pai de Jessie, construindo um personagem revoltante, não só pelo abuso que pratica contra a filha, mas também pela forma como manipula as emoções da jovem para esconder o seu crime.

 JOGO PERIGOSO escorrega apenas em seu desfecho, ao entregar um epílogo que soa corrido demais, quase como um anexo para uma história que já havia sido encerrada. Tal epílogo traz um desfecho temático necessário para a história, mas que poderia ser feito de outra maneira, até por que ele faz o que o filme havia conseguido evitar até aquele momento, ser literal excessivamente, ao trazer um Voice Over de um personagem trazendo explicações para o público. Mas esse desfecho descompassado não apaga o que Flanegan já havia conseguido até aquele momento, que é entregar um horror psicológico de responsa, com uma excelente atuação da dupla principal, e que merece figurar na lista de boas adaptações de Stephen King. Excelente trabalho de Mike Flanagan, um nome interessante para os fãs do gênero acompanharem atualmente. Filme recomendado.

  

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"Wind River" é um thrillerzaço criminal  bem acima da média que guarda muitas semelhanças com o bonzão "Sicario", tanto em estrutura como na composição da dupla de personagens principais, no caso, a Feiticeira Escarlate e o Gavião Arqueiro (e até participacão do Justiceiro). Mas ainda assim é um indie de forte critica social e bem desconfortável que por pouco não chega a ser o novo "Onde os Fracos não tem vez".  9,5/-10

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"The Houses October Built 2" é simplesmente ruim, uma sequência que ninguém pediu e que não é precisamente um grande avanço em relacão ao filme original, que nunca foi lá grande coisa. 4-10

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"Circus Kane" é mais um terror B que pega vácuo na vibe dos palhacos sinistros e cujo material promocional anima bastante. Tava de boa assistindo, pestanejando, esperando que realmente animasse mas quando vi que o diretor era o mesmo de "Tubarão de 3 cabecas" e "Megatubarão vs Crocossaurus" parei de ver, me sentindo afortunado por perder o final dessa merda... 3-10

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"Alena" é um thriller de terror psicológico numa vibe de "Carrie" sueco com forte apelo homossexual. É bacaninha (mais até que o remake do filme do De Palma) até pela reviravolta marromenos e pelas deliciosas nórdicas do longa. 8,5-10
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 Visto NUNCA DIGA SEU NOME

 

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  Na trama, Elliot (Douglas Smith), John (Lucien Laviscount) e Sasha (Cressida Bonas) são três amigos que alugam uma casa para morar juntos. Ao explorar a casa, Elliot encontra uma velha cômoda com o nome "Bye Bye Man" talhado na gaveta. Ele logo compartilha o achado com seus amigos, mas não sabe que ao fazer isso, esta liberando uma antiga maldição responsável por uma série de massacres ao longo das décadas, e agora, os três passam a ser perseguidos pela misteriosa entidade conhecida como "Bye Bye Man" que se fortalece quanto mais seu nome é repetido, seja oralmente ou em pensamento.

  Dirigido por Stacy Title, diretora com alguns longas no currículo, mas aparentemente nenhum digno de nota, NUNCA DIGA SEU NOME é em poucas palavras, um desastre. O roteiro, escrito por Jonathan Penner (que parece ser um parceiro habitual da diretora, e tem de mais expressivo no currículo um crédito por um dos filmes da série Amityville) até traz uma ideia interessante ao por como vilão uma criatura que simplesmente não pode ser mencionada, e que acaba colocando suas vítimas umas contra as outras, não só pelo fato de poder gerar ilusões vívidas, mas também por que a melhor maneira de derrota-la é simplesmente eliminando todos aqueles que já ouviram falar dela (como visto na sequência de abertura com a participação de Leigh Whannell, mais conhecido por criar franquias de sucesso ao lado de James Wan como JOGOS MORTAIS e SOBRENATURAL, e que aqui parece simplesmente estar pagando o aluguel do mês. Coincidentemente esta sequência de abertura com a participação de Whannel é a melhor coisa do filme). Entretanto, este potencial da criatura é usado apenas para criar jump scares, ou pífias tentativas de tensão sexual entre os personagens, através de um triangulo amoroso pra lá de forçado entre os protagonistas. O texto capenga, e a direção preguiçosa acabam gerando uma combinação que gera um filme medíocre, na melhor das hipóteses.

 É curioso observar porém, alguns dos nomes que foram atraídos para o projeto. A começar por Doug Jones, parceiro habitual de Guilhermo Del Toro, e famoso por viver personagens como o Fauno de O LABIRINTO DO FAUNO e o Abe Sapien da franquia "Hellboy". Aqui, Jones vive o monstro do título original, que surge com um visual pobre e sem imaginação, em um vilão sem personalidade alguma. A película ainda conta com a participação de Carrie Anne Moss, a eterna Trinity de MATRIX, fazendo aqui a detetive de polícia que passa a investigar as mortes que passam a ocorrer em torno do trio protagonista, e Faye Dunaway, que tem uma pequena participação (totalmente descartável) como a viúva de uma das antigas vítimas do Bye Bye man.

  Em resumo, NUNCA DIGA SEU NOME é uma gigantesca perda de tempo. O Slogan do filme diz "Não pense, Não Fale", mas após assistir o filme, acho que quem assistir vai descobrir que esse não é um grande desafio, já que o filme rapidamente cai no esquecimento.

 

 Visto A TRILHA

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 Na trama, Cliff (Steve Zahn) e Cidney (Milla Jojovich) são recém casados que estão passando a sua lua de mel explorando trilhas no Havai. Ao encontrar um grupo de turistas, o casal é informado sobre um duplo homicídio ocorrido na cidade, que teria sido cometido por um homem e uma mulher que estariam a solta na região. Continuando na trilha, Cliff e Sidney encontram mais dois casais, o agressivo Kale (Chris Hemsworth) acompanhado de Cleo (Marley Shelton) e o boa praça esquisitão Nick (Timothy Olyphant) e sua namorada Gina (Kiele Sanchez). A paranoia entre os casais logo começa a crescer, já que podem haver assassinos entre eles.

 Escrito e dirigido por David Twohy, mais conhecido por ser o nome por trás da franquia de ação/horror espacial "Riddick" estrelada por Vin Diesel, este A TRILHA mostra-se um thriller relativamente divertido, consciente o suficiente pra não se levar muito a sério, mas ainda assim longe de realmente atingir o publico de maneira mais intensa. O que impede o filme de Twohy de ser um "suspense de praia" completamente descartável é o seu elenco. O grupo tem boa química em cena, e até reserva algumas surpresas interessantes. Jojovich, mais conhecida por interpretar papéis de "mulheres kick ass" em filmes como O QUINTO ELEMENTO, JOANA D'ARC DE LUC BESSON e é claro, a franquia "Resident Evil" tem a chance de viver aqui uma personagem mais normal e desencanada, pelo menos por um tempo. Jovovich não é nenhuma grande atriz, mas é interessante vê-la vivendo um tipo um pouquinho diferente daquele pelo qual ficou conhecida. Timothy Olyphant já vive o tipo mais maluco que já esta habituado em uma quase caricatura, mas constrói de forma interessante a virada dramática de seu personagem, mesmo que ainda seja bastante caricatural. Já Steve Zahn acaba sendo um problema, e a virada de seu personagem acaba sendo muito pouco crível, pois o ator não consegue convencer com suas duas facetas, diferente de Olyphant.

 Entretanto, A TRILHA é um daqueles filmes de grande reviravolta, e a maior parte do filme é construída para que essa reviravolta aconteça. Em primeira instância, essa virada é realmente surpreendente, mas basta o público pensar por cinco minutos pra perceber que a reviravolta não faz sentido nenhum. Pra piorar, o filme abre uma série de flashbacks (inclusive com flashback dentro de flashback) pra tentar explicar, mas a coisa só piora. É quando tenta ser esperto demais que A TRILHA se afunda, e não se recupera mais. No geral, não é um filme execrável, a metade inicial é quase agradável, mas quando passa a se levar a sério, só despenca.

 

Visto VIDA

 

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  Na trama, um grupo de astronautas liderados pela Doutora Miranda North (Rebeca Ferguson) estuda em uma estação espacial uma sonda vinda do Planeta Marte, que traz a primeira mostra de vida alienígena conhecida pela humanidade. Inicialmente, o grupo se mostra eufórico para estudar a amostra unicelular extraterrestre, batizada por um concurso escolar na Terra como Calvin. Entretanto, quando Calvin começa a evoluir em uma velocidade alarmante, os astronautas percebem que tem uma criatura letal a bordo, e se vêem lutando não só por suas vidas, mas pela própria segurança da raça humana.

 Dirigido pelo sueco Daniel Espinosa, que chamou atenção alguns anos atrás pelo thriller policial PROTEGENDO O INIMIGO, VIDA não esconde a sua inspiração no clássico ALIEN de Ridley Scott. De fato, a estrutura do filme de Espinosa lembra muito a do clássico de 1979, desde a camaradagem inicial da equipe, passando pela análise de material alienígena que dá errado, até a caça pela criatura na nave (no caso, estação espacial).Entretanto, o roteiro escrito pela dupla Rhett Rease e Paul Wernick, de ZUMBILANDIA e DEADPOOL tem plena noção dessa inspiração, e vez ou outra a subverte de forma bem criativa. Nenhum dos personagens de VIDA é extremamente complexo, mas são bem escritos o bastante para terem arcos dramáticos simples, mas funcionais, como o marido que quer voltar para a esposa e a filha recém nascida, o paraplégico que se sente livre no espaço devido a baixa gravidade, ou o protagonista vivido por Jake Gyllenhaal, que se sente mais em casa no espaço do que na Terra.

  Mas é a direção de Espinosa que realmente chama a atenção no projeto. O filme abre com um longo plano sequência, que lembrando um pouco as técnicas de GRAVIDADE, passeia pela estação espacia, mostrando a equipe trabalhando para interceptar a sonda espacial.  Mais do que um mero virtuosismo técnico, a sequência é interessante por explorar os diversos cenários que mais tarde servirão de cenário para o confronto entre Calvin e os astronautas. As death scenes também são dignas de nota, e ao mesmo tempo em que são macabras também são altamente estéticas, vide a primeira vítima de Calvin, que após engolir forçosamente a criatura, começa a golfar sangue que lentamente vai formando uma nuvem de plasma em torno da vítima devido a baixa gravidade, em um quadro belo e terrível. A direção de fotografia de Seamus McGarvey, responsável por OS VINGADORES e GODZILLA de 2014, merece créditos também, ao inicialmente mostrar a estação espacial como uum lugar belo e límpido, que vai se tornando mais escuro e ameaçador á medida em que a ameaça da criatura extraterrestre cresce.

 VIDA peca apenas pelo seu desfecho, que acaba sendo um pouco previsível, e acaba usando a montagem de forma desonesta para enganar o público em uma reviravolta um bocado previsível. Mas apesar da escorregada final, VIDA ainda vale muito a conferida. Em um ano em que tivemos a decepção de ALIEN: COVENANT de Ridley Scott, VIDA se mostrou um excelente horror espacial, mesmo que derivativo. Quem diria que o genérico poderia superar a "marca oficial"? Dá pra ver sem medo.

 

 

  

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