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Forum Cinema em Cena
Jailcante

19 Dias de Horror

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  Luca Guadagnino acerta nesse remake do clássico de Dario Argento, fazendo um filme que presta tributo a fonte, mas que tem uma identidade própria, sendo uma experiência cinematográfica de natureza bastante diferente do original, seja em sentido narrativo, seja em sentido estético. Thom Yorke teve peito de não reutilizar o clássico tema do Goblin, e apesar de não criar um tema tão marcante, cria uma trilha extremamente atmosférica que tem tudo a ver com o filme (e com o próprio Yorke).

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 Divertida continuação do sucesso de 2017, este A MORTE TE DÁ PARABÉNS 2 sublima quase que completamente os elementos de terror slasher apresentados pela produção original para abraças de vez a comédia e o sci-fi nonsense. De fato, o assassino mascarado transforma-se quase em uma subtrama, já que o foco mesmo são as tentativas da protagonista (mais uma vez vivida pela talentosa Jessica Rothe) de sair do loop temporal, onde ela se vê presa mais uma vez reiniciado o mesmo dia cada vez que morre, com a diferença que ela agora se encontra em uma realidade alternativa. Tal como o original, o filme é uma bobagem e se orgulha disso. O longa metragem tem muito mais noção do que quer do que o primeiro filme, mas acaba sendo menos redondo que o seu antecessor.

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 Visto O SEGREDO DOS MARROWBONE

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  Thriller psicológico de época relativamente simpático, que chama a atenção principalmente por seu talentoso elenco jovem. A trama acompanha um grupo de quatro irmãos, que vivem sozinhos após a morte da mãe sob a liderança do irmão mais velho, Jack (George Mackey), ao mesmo tempo em que Jack se apaixona pela jovem Allie, vivida por Ania Taylor Joy. O filme tem uma construção de atmosfera interessante, e o elenco principal está bem entrosado, mas o roteiro apresenta alguns problemas, ao não se utilizar muito bem de alguns clichês do terror gótico psicológico (estilo Edgar Allan Poe) e apresentar uma reviravolta ao fim da história que sinceramente não soa muito bem armada. Dá pra assistir de boa, pois é bem dirigido e bem atuado, mas não é um filme que vai ficar na memória por muito tempo.

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Lifechanger é um bacanudo horror scy-fy que parece um episódio esticado do finado seriado Arquivo X com elementos de Highlander. Enxuto e narrrado em primeira pessoa, é interessante acompanhar a rotina dum serial killer imortal e metamorfo, assim como sua crise existencial. Com jeitão de ter sido feito pelo Cronneberg, ação e atuações corretas, eis um indie que foi a grata surpresa do meio da semana. 9-10

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Aterrados é um terrorzão dos bons que a muito não via, e tinha que vir dos hermanos. Conta uma estória batida de casa assombrada mas a forma como o faz é seu grande diferencial, com três núcleos diferentes e sua narrativa fragmentada, o filme te deixa meio tão desnorteado(cagaço) quanto os protagonistas. E o gore é dos bons, embora seu desfecho pareça forçado demais. E o Del Toro ja anunciou "remakear" esta pérola. 9-10

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St Agatha é um thriller de suspense apenas marromenos por vários motivos ao tentar ser uma versão mórbida de "Boy Erased" ou "Miseducation of Cameron blábláblá". Sim, é bem feitinho e dá um toque distinto a filmes de conventos e freiras, mas as atuações são forçadas e caricatas demais, os flashbacks mais confundem que explicam e o desfecho paece apressado demais, nada memorável. 7-10

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Rampant é uma scy-fy de terror bem bacanudo.. imagina um Tigre e o Dragão com zumbis, é isso! É ação e porradaria vertiginosa que te segura até o último frame, mesmo com seu caos argumental, que tem a incapacidade de ser coerente com mitologia que é apresentada. Mas e daí? Até lá você vai se ver dando socos e pontapés na poltrona feito uma criança.. 8,5-10

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Pledge é um bom thriller de suspense com visão divertida de uma história convencional, porém tensa e bem eficiente. Imagina um indie macabro da Vingança dos Nerds ou American Pie.. é isso. Os personagens e argumento rasos se beneficiam da eficácia crua de sua reviravolta final. 8,5-10

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Delirium é o suspense que queria assistir a semanas e que confundi com um "found footage" meia boca do mesmo nome. Este aqui é apenas um tiquim melhor, mistura razoavelmente O Iluminado com Segredo dos Seus Olhos, onde o melhor mesmo é sua reviravolta final. O ponto fraco é aguentar o tedio e a monotonia (pois Topher Grace não é o Jack Nicholson) até chegar esse final. 7,5-10

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The Hole in the Ground é um terror psicológico bacana mascarado de terror convencional de "criança do mal" que joga muito com a percepção do espectador, mostrando muito que termina não sendo. Metáfora das pressões da maternidade, este indie irlandês mesmo bebendo da fonte de "Hereditário" e "Babadock" consegue criar atmosferas tensas superiores á estes. O ruim é que demora pra engrenar e o desfecho deixa muitas pontas soltas, mas valeu mesmo assim. 8,5-10

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The Isle é um thriller sobrenatural fraquíssimo que começa muito bem mas se perde no decorrer da metragem, e expõe o quase amadorismo da produção e interpretações. Uma pena pois nas mãos de um bom diretor teria dado um bom caldo, principalmente pelas tenebrosas locações de cartão-postal escocessas, de longe o ponto alto desta produção de orçamento merreca, mas que não eleva em nada o conjunto da obra. 7-10

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Cadáver é um terror razoável que parte de uma premissa tão curiosa quanto inverossímil, parecido com "A Autopsia", mas que ao menos prende a atenção dentro de sua estrutura convencional e personagens clichezados. O filme é até bem feitinho mas, na boa, tem filmes do tipo "sai capeta" muito melhores. Pergunta básica que não quer calar: se os demônios se empenham em incorporar nos vivos, porque este aqui resolve fazê-lo no título do filme?🙄 Nem suspensão da descrença cola.. E olha que sou fã do gênero. 8-10

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 Visto O HÓSPEDE

 

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   Na trama, a família Peterson recebe a visita do misterioso David (Dan Stevens), um soldado que voltou da guerra e afirma ter lutado ao lado do falecido filho mais velho da família. Emocionada por encontrar alguém que conviveu com seu filho nos últimos dias de sua vida, a matriarca Laura (Sheila Kelley) convida David para passar alguns dias com a família até o rapaz se estabilizar. Mas logo Anna (Maika Monroe), a filha adolescente dos Peterson começa a desconfiar que David não é exatamente quem diz ser, e que pode esconder segredos que põem a vida de todos em risco.

 Dirigido por Adam Wingard, diretor irregular que tem no currículo grandes acertos como A HORRIBLE WAY TO DIE e VOCÊ É O PRÓXIMO, e projetos no mínimo equivocados como a sequência de A BRUXA DE BLAIR, e o DEATH NOTE da Netflix, este O HÓSPEDE acaba ficando no caminho, sendo um thriller que cumpre com louvor a sua função de entreter, mas que não explora todo o potencial que a premissa oferecia. Dan Stevens (hoje mais conhecido por protagonizar a série LEGION) funciona muito bem como o personagem título, conseguindo transitar de forma adequada entre a persona carismática e sedutora de David, e sua natureza mais ameaçadora, conseguindo equilibrar estes dois aspectos especialmente em sua relação com o filho caçula dos Peterson. Embora o roteiro não de muito material para que Maika Monroe desenvolva Anna, o carisma da atriz que estaria a frente de projetos como CORRENTE DO MAL e TAU é o suficiente para nos fazer gostar da protagonista e nos importarmos com o seu destino.

  O roteiro escrito por Simon Barrett, parceiro habitual de Wingard é inteligente por não expor de forma mastigada a real natureza de David, deixando que muito seja deduzido pelo público, entretanto, falha por deixar algumas coisas vagas demais, como a real relação entre o vilão e o falecido filho dos Peterson. Wingard, que já havia demonstrado ser capaz de mesclar sequências de ação e terror em VOCÊ É O PRÓXIMO, repete o feito aqui, e merece elogios especiais pelo climax muito bem conduzido situado em uma escola decorada para o dia das bruxas. Enfim, O HÓSPEDE não chega a ser memorável, mas é um "supercine" competente naquilo que se propõe.

 

Visto O SEGREDO DE DAVI

 

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  Na trama, Davi (Nicolas Prattes) é um retraído estudante de cinema que possui um passado nebuloso. Ao mesmo tempo em que passa a se sentir atraído por um rapaz que conheceu na faculdade (André Hendges), Davi torna-se intrigado com a sua vizinha idosa (Neusa Maria Faro), que passa os dias olhando pela janela. Ao visitar a vizinha, instintos até então adormecidos despertam em Davi, que o levam a matar a idosa. Este crime leva o jovem a iniciar uma série de assassinatos, que iram conduzi-lo a descobrir segredos esquecidos de seu passado.

   Escrito e dirigido por Diego Freitas, O SEGREDO DE DAVI é um thriller psicológico interessante e com bom ritmo, que bebe de fontes diversas como A TORTURA DO MEDO, HENRY: RETRATO DE UM ASSASSINO e PSICOPATA AMERICANO, mas que ainda consegue manter uma identidade própria. Nicolas Prattes, um ator mais conhecido por seu trabalho nas novelas da TV faz um trabalho competente na pele do personagem título, conseguindo transmitir todas as sensações conflitantes de seu personagem, desde a surpresa que demonstra com o potencial para a violência que possui até o claro desconforto que sente ao se ver em uma situação de flerte sexual. A relação do personagem com o voyeurismo (ele filma todos os seus crimes) também é bem trabalhada, ainda que seja um tropo muito comum dentro das histórias de psicopata.

Mas se o O SEGREDO DE DAVI está cheio de boas idéias e encontra o protagonista certo para refletir todas elas, a direção e especialmente o roteiro acabam não ficando a altura. O texto de Freitas encontra claros problemas na hora de fundamentar o seu principal plot twist e dar o desfecho da trama. Não que o plot twist não faça sentido com o que foi apresentado antes, mas algo na costura do roteiro incomoda. A direção também acaba se entregando a momentos em que adota uma estética que chama a atenção para si mesma, mas sem que tais momentos façam sentido com o momento do filme. No geral, vale a pena conferir O SEGREDO DE DAVI, mas fica-se com a impressão que a obra tinha potencial para bem mais.

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 Visto MORTE NEGRA

 

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  Este misto de épico histórico e terror situado na Europa devastada pela Peste Negra acompanha um guerreiro da igreja (Sean Bean, no tipo de papel que se tornou a sua especialidade) comandando um grupo de mercenários, que guiados por um jovem monge (Eddie Redmayne) que viajam até uma região remota para investigar uma vila que supostamente seria imune á peste. O filme dirigido por Christopher Smith (que comandou obras bem interessantes nos anos 2000 como o ótimo PLATAFORMA DO MEDO, e o intrigante TRIANGULO DO MEDO) cria uma mistura interessante de drama histórico e terror, ao misturar os horrores da peste negra e da inquisição com os supostos eventos sobrenaturais que o grupo encontra no caminho. Bebendo da fonte de filmes como O NOME DA ROSA e O HOMEM DE PALHA, o roteiro cria algumas reviravoltas interessantes, especialmente no terceiro ato, em um twist que subverte as expectativas do publico. Ainda assim, MORTE NEGRA parece falhar em um ponto vital, que é fazer com que o espectador simpatize com os personagens, e portanto, se importe com os seus destinos. Por mais que o sempre competente (e subestimado) Sean Bean se esforçe para dar camadas mais profundas para o seu guerreiro medieval, toda a desolação vista no filme acaba chegando até nós de maneira muito fria. MORTE NEGRA não é um filme ruim, e vale a conferida, mas não fica a altura dos outros trabalhos de Christopher Smith no gênero, ainda que seja provavelmente sua investida mais ambiciosa.

 

Visto A MANSÃO MACABRA

 

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  Lançado em 1976 A MANSÃO MACABRA é um típico filme de casa mal assombrada, um subgênero que passou por uma espécie de revival nos anos 70, formando um contraponto ao tom cada vêz mais cru e "realista" que tomava as produções da época. O filme acompanha uma família que consegue alugar uma mansão á um preço ridículo, tendo como unica obrigação cuidar da velha matriarca dos donos que vive no sotão. Mas logo o comportamento dos membros da família vai se tornando estranho, enquanto coisas inexplicáveis começam a acontecer na mansão.

  O filme dirigido por Dan Curtis foi uma influência clara para obras muito mais famosas que seriam lançadas posteriormente, como HORROR EM AMITYVILLE e O ILUMINADO (o desfecho do filme de Kubrick é muito parecido com o visto aqui). Grande parte da força da obra está na atuação de Oliver Reed como o patriarca da família Rolf, que além de começar a lentamente perder a sanidade, percebe que o mesmo parece estar ocorrendo com a sua esposa, já que ela se torna cada vez mais obcecada com a mansão e com a senhora no andar de cima, que nunca é vista. Destaca-se ainda a participação de Bettie Davies como a tia de Ben Rolf, concedendo certo charme á produção. Longe de ser original, A MANSÃO MACABRA ainda é uma história bem conduzida, e um bom representante do cinema de terror setentista.

 

Visto A MORTE NUMA NOITE FRIA

 

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   Na trama, após a morte em circunstancias misteriosas de um cientista que fazia experiências de isolamentos com macacos no ártico, dois cientistas,  Robert Jones (Robert Culp) e Frank Enart (Elli Wallach) são enviados para substituir o cientista morto e dar continuidade ás suas pesquisas. Mas á medida em que os dias passam, e o isolamento dos dois cientistas na base vai se tornando mais intenso, uma série de coisas estranhas começam a acontecer, fazendo o Doutor Jones passar a suspeitar que a morte do pesquisador original esconde mais coisas do que aparenta.

 Este longa metragem produzido para a televisão durante a década de 70 visa ser um thriller de isolamento ao basicamente se concentrar na tensão crescente entre seus dois unicos personagens. A premissa, embora longe de ser original, tinha um potencial interessante, já que deixa durante quase toda a duração da obra a questão se um dos cientistas estaria enlouquecendo pelo isolamento, ou se existe mesmo uma força estranha ameaçando os cientistas em aberto. O problema é que o roteiro sinaliza o suposto grande plot twist do filme á quilomentros de distância. Além disso, parece faltar química aos dois atores principais (e um deles é o ótimo Wallach do clássico TRES HOMENS EM CONFLITO) comprometendo a tensão. A condução não ajuda. Mesmo sendo bastante enxuto, com setenta e poucos minutos, o filme se arrasta. Embora seja muito elogiado pela critica, este A MORTE NUMA NOITE FRIA não me pegou não.

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Never Hike Alone - A Friday the 13th Fan Film (Dir.: Vicenti DiSanti, 2017) 3/4

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Não tem filme novo da série já faz um tempinho então vamos nos virar nos 30 com um fan-filme. Ainda bem que esse é bem feito e interessante. Basicamente, filmaram só a parte final de um filme, com o Jason perseguindo um sobrevivente (final boy, no caso, não uma final girl), sem a turma que vai ser chacinada antes, só uma pessoa desavisada que dá de cara com o Jason. Mas rechearam com referências à série bem boas (num fã-filme, referências tendem a ser brochas com coisas meio óbvias, mas aqui foram bem postas e acrescentaram bem), e um final meio surtado, com um personagem conhecido dando as caras.

O personagem principal é bem interessante, e não é ruim acompanhar sua jornada. O cara vai gravar um vídeo de sobrevivência numa floresta em volta de um lago, e descobre que está no cenário dos massacres do Jason e sua mãe. Jason aparece e a perseguição acontece. Tem algumas partes "found-footage" no começo, porque o cara tá filmando tudo que tá vendo ali (então tem essa mudança de 1ª pessoa pra 3ª pessoa durante parte do filme), mas graças que não são muitas (porque se fosse todo assim, eu nem passaria perto do filme).

Enfim, resultado final bem positivo. Até torço pra que oficializem essa budega e coloquem esse personagem num filme futuro da série.

Ponto negativo: não curti o visu do Jason (meio pobre demais - sei que não dá pra exigir muito de um fan-film, mas mesmo assim...).

 

Filme tá no youtube de graça, mas sem legendas em português.

 

 

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5 hours ago, Jailcante said:

Never Hike Alone - A Friday the 13th Fan Film (Dir.: Vicenti DiSanti, 2017) 3/4

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Não tem filme novo da série já faz um tempinho então vamos nos virar nos 30 com um fan-filme. Ainda bem que esse é bem feito e interessante. Basicamente, filmaram só a parte final de um filme, com o Jason perseguindo um sobrevivente (final boy, no caso, não uma final girl), sem a turma que vai ser chacinada antes, só uma pessoa desavisada que dá de cara com o Jason. Mas rechearam com referências à série bem boas (num fã-filme, referências tendem a ser brochas com coisas meio óbvias, mas aqui foram bem postas e acrescentaram bem), e um final meio surtado, com um personagem conhecido dando as caras.

O personagem principal é bem interessante, e não é ruim acompanhar sua jornada. O cara vai gravar um vídeo de sobrevivência numa floresta em volta de um lago, e descobre que está no cenário dos massacres do Jason e sua mãe. Jason aparece e a perseguição acontece. Tem algumas partes "found-footage" no começo, porque o cara tá filmando tudo que tá vendo ali (então tem essa mudança de 1ª pessoa pra 3ª pessoa durante parte do filme), mas graças que não são muitas (porque se fosse todo assim, eu nem passaria perto do filme).

Enfim, resultado final bem positivo. Até torço pra que oficializem essa budega e coloquem esse personagem num filme futuro da série.

Ponto negativo: não curti o visu do Jason (meio pobre demais - sei que não dá pra exigir muito de um fan-film, mas mesmo assim...).

 

Filme tá no youtube de graça, mas sem legendas em português.

 

 

 

 Pros fãs de Sexta Feira 13 é o jeito mesmo. Esse ano fez dez anos do lançamento do reboot. Nunca a série ficou tanto tempo sem um filme (o máximo tinha sido nove anos entre o JASON VAI PRO INFERNO e JASON X).

 

Ah, tive que pular pro fim desse fan film pra ver qual era o personagem que voltava. E trouxeram o ator da série mesmo. Bacana isso.

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Acho que a pegada forte que esse fan filme fez (pra mim, pelo menos), foi dar essa pegada realista, tanto no protagonista como no cenário (acharam mesmo um acampamento abandonado e filmaram lá), como nas situações da história, mas no final o cara é meio que transportado pra algum filme bem 'camp' da série. Esses personagens que aparecem no final, a situação em si, bem irreal parecendo mesmo um filme bem solto da série. Então, ficou essa sensação, pra mim, de uma pessoa real de um mundo real que foi jogada de uma hora pra outra pra dentro de algum filme da série. hehehe

E outra coisa ótima que curti foi o cara visitando os lugares onde os corpos do 1º Sexta foram achados. As marcações da polícia com os números foi bem show. Eu mesmo no começo não tava identificando isso, mas quando vi a cama onde o personagem do Kevin Bacon morreu, acabei vendo isso, e achei demais. Imagina isso na Parte 2, quando a Sandra e o Jeff invadiram o local do 1º filme, se tivessem realmente ido até lá e visto isso tudo. Teria sido demais.

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 Visto INVOCAÇÃO DO MAL 2

 

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  Na trama,  sete anos após terem livrado uma família do espirito de uma bruxa, o casal de ocultistas Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farminga) vêem-se diante de um novo caso, quando na Inglaterra, uma mãe solteira vê uma série de manifestações sobrenaturais começarem a assombrar os seus filhos, especialmente a sua filha Janet (Madison Wolfe). Viajando para a terra da Rainha, os Warren se vêem diante de seu maior desafio, especialmente quando Lorraine passa a ter visões sobre a morte do marido nas mãos de uma freira demoníaca. 

  Sequência dirigida por James Wan, que também comandou o filme original, este INVOCAÇÃO DO MAL 2 é o primeiro filme deste universo compartilhado criado pelo diretor (que já conta com cinco filmes, e logo ganhara mais um com o lançamento de A MALDIÇÃO DA CHORONA) que eu realmente gosto. O filme está longe de ser genial ou algo do gênero, mas Wan sempre foi um cineasta que soube criar atmosfera e manipular os clichês do terror de forma agradável, coisa que se repete aqui. O roteiro também é um pouco mais atraente do que o do primeiro filme da série, conseguindo articular de forma competente os dramas da família que é vitima das assombrações com o protagonismo dos Warren (vívidos de forma carismática pelos ótimos Wilson e Farminga), coisa que o filme original não conseguia. Não é um filme que se diga nossa, mas é um "Supercine" satisfatório. Torcer para que o já anunciado terceiro filme continue apresentando a progressão que qualidade mostrada por esta segunda aventura dos Warren.

 

Visto PIN: UMA JORNADA ALÉM DA LOUCURA

 

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  Muito interessante este desconhecido thriller psicológico canadense lançado no final dos anos 80. O filme acompanha o dilema de uma jovem que vive com o irmão mais velho, que vem apresentando um quadro cada vez mais grave de esquizofrenia, ao tratar Pin, o boneco de estudos anatômicos que pertenceu ao pai (Terry O'Quinn) como uma pessoa de verdade. Obviamente, o rapaz começa a projetar no boneco a parte mais violenta e sádica de sua persona, especialmente no que diz respeito ao ciume doentio que sente da irmã. Embora tenha os seus momentos arrepiantes (o boneco, mesmo simples, é bem bizarro), o filme do diretor Sandor Stern em seu filme de estréia (e que também assina o roteiro) está muito mais interessado nos aspectos dramáticos da relação entre os dois irmãos e em como a jovem Ursula (Cynthia Preston) tenta conviver com a loucura do irmão e sua psicose crescente, do que no horror dos crimes que Leon (David Hewlett) comete, mesmo por que a violência surge em tela de forma bem comedida.

  Isso não quer dizer que PIN seja livre de cenas de suspense. Uma sequência em especial, em que uma garota tem um encontro sexual com Leon na casa dele é especialmente bem dirigida, pela forma em que a fotografia trabalha a escuridão e os contra luzes, transformando o ambiente da casa dos protagonistas em um cenário absolutamente aterrador. PIN: UMA JORNADA ALÉM DA LOUCURA não chega á ser nenhuma pérola esquecida, mas é um thriller psicológico competente e pouco convencional que merecia ser mais conhecido.

 

Visto NÓS

 

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  Na trama, a família Wilson, formada pela mãe Adelaide (Lupita Nyong'o), o pai Gabe (Winston Duke), a filha pré adolescente Zora (Shahadi Wright Joseph) e o filho caçula Jason (Evan Alex) vão passar alguns dias em sua casa de praia. As férias transcorrem normalmente, embora Adelaide se sinta incomodada em voltar á praia onde sofreu uma experiência traumática quando criança. Mas quando a noite chega, uma família exatamente igual aos Wilson invadem a sua casa, jogando Adelaide e sua família em uma luta pela sobrevivência que é muito maior do que eles imaginam.

  Após o sucesso de crítica e público de CORRA, de 2017, que conseguiu abocanhar o oscar de melhor roteiro original (um feito raríssimo para um filme do gênero) havia muita expectativa para o próximo projeto do diretor e roteirista Jordan Peele. Embora tenha gostado de CORRA, não o achava tão bom como diziam, e tinha problemas pela forma como o humor e o terror eram articulados, sendo assim, não fui com tanta expectativa assistir NÓS. E que bom, pois adorei o filme. NÓS, mantém todas as características narrativas e estéticas que Peele já havia apresentado em seu filme de estréia, mas que surgem aqui de forma muito mais madura. A direção de Peele é fantástica, mostrando um diretor, que ainda mais do que em CORRA, domina a linguagem do gênero, sabendo quando subvertê-la nos momentos certos. O roteiro possui personagens cativantes, e articula muito bem os momentos de humor e horror da trama, fazendo com que convivam harmonicamente mesmo dentro do absurdo. O caráter alegórico da obra surge de forma contundente, mas não invasiva, de modo a fazer pouco da inteligência do espectador. Destaco ainda a excelente trilha sonora, que casa perfeitamente com o clima da obra, seja o macabro canto de coral presente nos créditos de abertura, ou o remix sinistro de "I Got five on it" que toca nos trailers. Enfim, Jordan Peele acertou em cheio comigo com NÓS. 

 

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22 hours ago, Jailcante said:

Acho que a pegada forte que esse fan filme fez (pra mim, pelo menos), foi dar essa pegada realista, tanto no protagonista como no cenário (acharam mesmo um acampamento abandonado e filmaram lá), como nas situações da história, mas no final o cara é meio que transportado pra algum filme bem 'camp' da série. Esses personagens que aparecem no final, a situação em si, bem irreal parecendo mesmo um filme bem solto da série. Então, ficou essa sensação, pra mim, de uma pessoa real de um mundo real que foi jogada de uma hora pra outra pra dentro de algum filme da série. hehehe

 

 Pois é. Pelo que assisti, o filme virou outro no final, e a articulação não pegou tão bem. No começo, tinha uma pegada bem realista, com o cara tentando sobreviver, e de repente tem um paramédico que carrega uma playboy com ele. Não faz nenhum sentido. 

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53 minutes ago, Questão said:

 

 Pois é. Pelo que assisti, o filme virou outro no final, e a articulação não pegou tão bem. No começo, tinha uma pegada bem realista, com o cara tentando sobreviver, e de repente tem um paramédico que carrega uma playboy com ele. Não faz nenhum sentido. 

Pois é. 

Eu acho que gostei por causa da transição. Foi bem bolada. Fizeram algo como a Parte 1, com o cara acordando de um sonho, aí tiveram essa 'liberdade poética' de colocar ele como se tivesse sido transportado pra um filme da série hehe. Final  bem surtado.

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 Visto A LENDA DO GOLEM

 

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  Na trama, situada no século 18, Hanna (Hani Furstenberg) é uma mulher judia que não consegue superar a morte de seu filho, o que leva o seu casamento com Benjamim (Ishai Golan) á uma crise, especialmente pelo casal não conseguir engravidar novamente. Quando a vila onde o casal vive é atacada por forasteiros que culpam o povo judeu pela praga que se espalhou pelo país, Hanna decide criar um golem para defender a aldeia, moldando-o na forma de uma criança, mas o suposto defensor da vila pode se tornar uma ameaça ainda pior do que os invasores.

 Interessante terror israelense com fortes tintas dramáticas dirigida pelos irmãos Paz, responsáveis por JERUZALEM. O roteiro escrito por Ariel Cohen vale-se da famosa lenda judaica para contar uma história de superação de luto, e como a não vivência desse luto pode criar monstros, seja a protagonista criando o Golem á imagem de seu filho, ou o líder dos invasores, que se transforma em um assassino cruel ao invadir a vila para forçar os habitantes usem a sua "magia judia" para curar a sua filha, que está morrendo devido á peste. O filme tem uma condução interessante nas cenas de tensão, e uma violência que se utiliza bem do fator Gore, mas sem soar exagerado, sabendo ser comedido quando precisa e catártico quando tem que ser. A direção de arte merece elogios também por criar uma reconstituição de época competente, que não higieniza o período retratado, mas também não chama a atenção demais para si mesma. Meu problema maior com o longa foi mesmo o seu ritmo, pois embora a duração seja enxuta, (noventa e poucos minutinhos), o filme parece demorar demais para chegar naquilo que lhe interessa, e quando enfim chega, acelera a narrativa de modo que parece que os conflitos não foram desenvolvidos como poderiam. Ainda assim, A LENDA DO GOLEM vale a conferida, especialmente pela boa atuação da protagonista. 

 

Visto SWEET HOME

 

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  Na trama, uma equipe de TV fazendo um documentário sobre um famoso pintor, consegue autorização para filmar em sua casa, abandonada desde a morte do artista, e que dizem ser mal assombrada. O diretor do documentário (Shingo Yamashiro) acredita que tudo não passa de bobagem, mas quando a equipe descobre pinturas macabras do falecido artista, e a apresentadora do documentário (Fukumi Kuroda) começa a apresentar um comportamento estranho, a equipe logo descobre que os rumores em torno da casa são verdadeiros, e agora precisam encontrar uma forma de sair vivos de lá.

  Esta produção japonesa oitentista dirigida por Kiyoshi Kurosawa (sem relação alguma com Akira Kurosawa) responsável por filmes como PULSE mostra-se um divertido e eficiente terror do subgênero de casa mal assombrada. O filme chega a trazer nenhum tipo de olhar muito diferente para esse tipo de história, mas se destaca por seus atores carismáticos, boa condução e um bom uso de efeitos práticos realizados pelo norte americano Dick Smith (que tem no currículo trabalhos icônicos como O EXORCISTA e SCANNERS). A produção é a cara dos anos 80 no que diz respeito á produções de horror sobrenatural, com muita gosma escorrendo (vide a cena em que acompanhamos um personagem literalmente derreter diante de nossos olhos, luzes coloridas, e fantasmas que lembram versões um pouco mais macabras das vistas em obras como CAÇA FANTASMAS. Embora o filme traga um ou outro personagem irritante, como a filha adolescente do protagonista que consegue ser sequestrada duas vezes pelos vilões, o saldo ainda é positivo. Como curiosidade, o filme inspirou um popular jogo do Nintendo (popular Nintendinho no Brasil), que se tornou referência assumida para games de terror, como RESIDENT EVIL. Hoje, o game é mais conhecido que o filme, inclusive. Nunca joguei o game, mas o filme vale a conferida.

 

Visto DESEJOS MORTAIS

 

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  Na trama, Jiney (Race Wong) é uma jovem estudante de artes, que após testemunhar um fatal acidente de carro, passa a desenvolver um mórbido fascínio pela morte, passando a fotografar animais mortos, e quando tem oportunidade, pessoas, para o pavor de sua namorada Jasmine (Rosane Wong). A medida em que a obsessão de Jiney a leva em um espiral de loucura, que a faz relembrar um terrível trauma de infância, uma figura misteriosa que compartilha a sua obsessão pela morte passa a espreitar a garota, disposto a ir ainda mais longe para expor a beleza da morte.

 Dirigido por Oxide Pang, um dos responsáveis pelo cult THE EYE: A HERANÇA, este thriller psicológico chinês é relativamente competente no que se propõe, construindo de forma perturbadora a obsessão da protagonista pela morte, interpretada com competência por Race Wong. Pang tem um bom domínio da câmera, expondo com competência por que as imagens violentas fascinam tanto Jiney (e por que não nós?) mas sem com isso estetizar demais tais imagens, assim nunca assumindo completamente o ponto de vista da jovem, o que ajuda na criação do estranhamento. A montagem da obra também é digna de nota, com destaque para a sequência em que Jiney testemunha um suicídio, e a montagem intercala a queda do corpo, as fotos da moça, e a câmera de seu stalker. O problema maior do filme acaba sendo justamente o tal stalker, que surge meio atrasado na trama, como um adendo mal amarrado no roteiro que surge do nada, mesmo que seja importante para o arco dramático da protagonista. No geral, DESEJOS MORTAIS é um filme com muitas falhas, mas cujos bons momentos ainda fazem valer a conferida.

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One Cut of the Dead é um filme genial e algo que o Romero gostaria de ter feito, com todo respeito. É um filme de zumbi estupidamente divertido e original que leva a metalinguagem no cinema a outro patamar. Sendo de origem japa, passar pelas interpretações caricatas e a primeira meia hora, o resto é o mais puro ouro desta produção de orçamento merreca mas muita, muita criatividade. Assista logo pois Hollywood ja pegou os direitos pra refilmagem. 9-10

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Escape Room é mais um thriller de terror-ficcão que enclausura seus personagens e os coloca a prova, tipo Cubo ou Jogos Mortais. É divertido sim, mas não sai daquilo que já se viu muitas e muitas vezes. O ruim é quando o filme ainda quer desenhar pro espectador coisas que já estão bem subentendidas. 8-10

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Lizzie é mais uma (das várias versões, a maioria de terror) de um famoso crime vitoriano dos States. Aqui a pegada é mais dramática e feminista, o que garante mais interesse. Claro que ele só vale pela atucão da grande (e menosprezada) Chloe Zevigni, que eclipsa facilmente a crepusculete Stewart. 8,5-10

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Living Among Us é um "found footage" vampírico que resolvi arriscar mas que se mostrou apenas razoável. Vai vendo, é uma versão "séria" do ótimo "What We Do in Shadows" repleta de furos e incoerências. Ele até cria uma mitologia boa, mas as atuações e cacoetes básicos do cinema em primeira pessoa tornam esta obra esquecível. Melhor ficar com a divertida versão comédia do Taika. 7-10

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 Visto 7 DESEJOS

 

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   Na trama, Claire (Joey King) é uma adolescente que carrega o trauma de ter testemunhado o suicídio da mãe (Elizabeth Rohm) quando criança. Vivendo com o pai catador de lixo (Ryan Philippe) e sofrendo bullyng na escola, a vida da garota muda quando ela ganha do pai uma caixa de musica chinesa que ele encontrou no lixo. A caixa se revela um instrumento mágico, capaz de realizar até sete desejos feitos pela jovem, mas logo ela descobre que há um preço terrível para isso, pois á cada desejo realizado, alguém próximo a Claire morre de forma brutal.

   SETE DESEJOS é um terror sobrenatural bem fraquinho dirigido por John R. Leonetti, diretor de ANABELLE, o que por si só não deveria inspirar grande confiança. O roteiro escrito por Barbara Marshall (que co escreveu VIRAL) traz um cenário relativamente batido para o gênero, que é o objeto mágico que concede desejos, mas que acaba se revelando maldito (basicamente uma variação da conhecida historia da pata do macaco). O filme até começa relativamente bem, mas logo desanda. Primeiro que as death scene, no estilo acidentes bizarros popularizados pela franquia "Premonição" são muito mal dirigidas, falhando em criar tensão, ou ao menos em divertir pelo absurdo. Segundo que a jornada dramática da protagonista é muito da mal contada. O filme até é interessante por botar a jovem Claire com uma moral bastante questionável, recusando-se a abrir mão da caixa mesmo depois que descobre que cada desejo custa uma vida, mas ainda vemos ela tentando impedir essas mortes de acontecerem, com a trama nunca se comprometendo com os aspectos mais "sombrios" de sua heroína. Ao seu término (extremamente previsível) SETE DESEJOS nos deixa com a impressão que a mesma história poderia perfeitamente ser contada em meia hora (e acho que já foi algumas vezes em séries como ALÉM DA IMAGINAÇÃO).

 

Visto A MATA NEGRA

 

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   Na trama, Clara (Carol Aragão) é uma jovem e tímida órfã criada pelo curandeiro da vila (Markus Konka). Certo dia, ao voltar do trabalho, ela encontra um homem morrendo na mata (Waldemarra dos Santos) que lhe oferece um grande saco de ouro em troca de ela ler uma prece escrita em um livro durante a noite para salvar a sua alma, por fim recomendando que ela queime o livro quando terminar. Mas quando uma série de tragédias recaem sobre a moça, ela tenta usar o poder do livro para desfazer as injustiças cometidas contra ela, lidando com uma força força poderosa e terrível demais para ser controlada.

  Rodrigo Aragão definitivamente já pode ser considerado um dos nomes mais fortes do cinema de terror nacional. Adepto de uma estética trash e do cinema de guerrilha, os filmes de Aragão como MANGUE NEGRO, A NOITE DO CHUPACABRA, entre outros carregam uma brasilidade com personagens tipicamente brasileiros, que se torna impossível pensar essas histórias em outro lugar. Dessa vez, Aragão não produziu nos moldes do "cinema guerrilha", tendo conseguido grande parte do orçamento através das leis de incentivo, o que temi, poderia de alguma forma afetar o estilo visual do diretor, o que felizmente não acontece. Não tendo precisado acumular mil funções diferentes, Aragão conseguiu se concentrar na direção e roteiro, fazendo de A MATA NEGRA o seu filme mais maduro até aqui. Enquanto seus filmes anteriores eram absolutamente frenéticos, existe um compasso maior aqui, ajudando a construir o suspense e nossa ligação com os personagens. O filme entretanto ainda tem as suas falhas. A trama, estilo "videogame" em que a personagem tem que ir realizando tarefas ao longo do filme acaba cansando em certo ponto, e se por um lado a narrativa mais compassada é interessante, por outro torna mais evidente a artificialidade de alguns personagens, como o azarado criador de galinhas que acaba envolvido nas trapalhadas demoníacas de Clara. Ainda assim, A MATA NEGRA é divertido. Não é o "grande salto" que acho que Rodrigo Aragão tem capacidade de dar, mas definitivamente mostra um cineasta mais evoluído e maduro.

 

Visto LEPRECHAUN RETURNS

 

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   Na trama, Lila (Taylor Spreitler), é uma jovem que junta-se a uma fraternidade universitária, indo até uma isolada casa de uma pequena cidade, onde as garotas pretendem passar o verão transformando o lugar em uma casa ecologicamente sustentável. Mas ao esvaziarem o poço da propriedade, as garotas acabam acidentalmente libertando um leprechaun, que anos antes havia sido aprisionado pela mãe de Lila (que passou a vida sendo tratada como louca, pois ninguém acreditou em sua história sobre um leprechaun assassino). A criatura esta decidida a recuperar o seu ouro, não se importando com quem terá que matar para isso.

  Lançado em 1993, e tendo uma Jennifer Aniston antes da fama a frente do elenco, LEPRECHAUN (eventualmente traduzido como O DUENDE) se tornou um clássico cult, pois mesmo com direção pedestre, um roteiro paupérrimo e baixos valores de produção, se mantinha divertido pelo carisma de seu vilão, vivido com energia por Warwick Davis, que fazia do Leprechaun uma mistura de Freddy Krueger com Chucky. Cinco continuações e uma desastrosa tentativa de reboot depois, o filme ganha um novo exemplar pelo SyFy, que seguindo a moda atual, ignora todas as sequências, se colocando como uma continuação direta do original, mas sem Davis e obviamente sem Aniston. O resultado é um filme que apesar de ser uma bobagem, sabe que é uma bobagem, e justamente por isso, funciona como entretenimento, mesmo com seus muitos defeitos.  A direção de Steven Kotansky, que chamou a atenção recentemente com THE VOID sabe valorizar o humor e o gore, enquanto o roteiro abraça a galhofa ao colocarem as próprias personagens percebendo o completo nonsense da situação em que se encontram. Simples em sua execução, este novo "Leprechaun" não leva a franquia pra nenhum novo nível ou algo que o valha, mas é honesto dentro de sua proposta.

 

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The Field Guide of Evil  é uma antologia de contos de terror nos moldes de V/H/S ou ABCs of Death e como tal o resultado é irregular devido aos altos e baixos entre os curtas. O grande diferencial (e ponto a favor) aqui é que não há lobisomens ou vampiros e sim lendas pouco conhecidas referentes ao folclore/mitologia dos países que integram o curta. Os melhores são o belga, o turco, o divertido americano e o húngaro, que tem estética de filme mudo; já o alemão, o grego, o indiano deixam a desejar; e o polonês é ruim mesmo. 8,5/10

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The Wind é um drama sobrenatural com tintas psicológicas que emula Bone Tomahawk por se valer do gênero western e O Iluminado, pela temática da loucura em função da solidão. É um filme lento com jeitão intimista tipo A Bruxa, tipico dos indies, mas que não decepciona pois te deixa agoniado o tempo todo, mérito da protagonista principal. 8-10

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Slaughterhouse Rulez é uma comédia inglesa que emula bastantes gêneros, com resultado apenas marromenos. Imagina um "Sociedade dos Poetas Mortos" tocado como terrir..é isso! Pior que tem um puta elenco mas não sai das bobagens teens que é o público a que se destina. Vindo da mesma terra de "Todo Mundo Quase Morto" esperava bem mais..  7,5-10

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The Silence é um thriller pós-apocaliptico bem fraquinho apesar da premissa boa. Imagina Um Lugar Silencioso mal feito.. é isso! Bem feitinho, o filme tropeça em seu roteiro clichê, com um romancezinho teen melodramático nada a ver e basicamente sem nenhum momento efetivamente cagante. Resta o rosto bonitinho da Sabrina e uma ou outra passagem xerocando Birdbox. 7-10

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El Habitante por sua vez é um terrorzão mexicano dos bons, do plot básico "ladrões-que-se-dão-mal" tipo Não Respire, misturado com O Exorcista. O ritmo, tensão e jogos psicológicos deste filme que começa home invasion e depois envereda pelo sobrenatural é impressionante. Com atuações corretas, com destaque pra pirralha encapetada, o desfecho deste filme tem um dos planos mais perturbadores que tenho visto, e só por isso ja vale a pena. 9-10

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Killers Within é um agitado thriller de horror que começa tenso como filme de assalto mas logo tem uma guinada sobrenatural feito Um Drink no Inferno. É bacana e cria uma mitologia interessante, mas a precariedade (falta de orçamento) e atuações fraquinhas desta produção irlandesa depõem contra. Com mais grana teria dado um baita filmão, mas diverte pra passar o tempo se não for pedir demais. 8-10

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You Might Be the Killer é uma divertida comédia slasher que desconstroi este sub-gênero de forma bem criativa e estilosa. Bem feitinho e com atuações corretas, o melhor é pincelar as deliciosas referências aqui e ali, principalmente a Sexta-Feira 13. Só decai no seu desfecho, meio borocoxô. Sim, dentro de sua proposta não chega aos pés de Pânico ou The Final Girls, mas é visivelmente feito com amor por quem gosta do gênero. 9-10

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As Fábulas Negras é uma deliciosa antologia de 6 contos de horror tupiniquim, nos moldes de Creepshow, que tem seu ponto forte em valorizar a cultura e lendas nacionais. É trash? É. Tem gore? Tem. É mal atuado? É. Tem defeitos aqui e ali? Tem. Tem altos e baixos como qualquer antologia? Tem. Mas em termos de efeitos especiais não deve nada aos ianques. Já logo destaco bacanas o do saci, da loira do banheiro e do lobisomem. O da iara e o resto são só marromenos. Atente pras divertidas cenas pós-créditos mostrando erros de produção e making off. 8,5-10

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Mal Nosso é um filmaço tupiniquim que tem de tudo um pouco, flerta com thriller, torture porn, sobrenatural, possessão, etc.. é um Pulp Fiction do terror, onde várias estórias se amarram no final. Sim, tem atuações fracas mas isso não compromete o conjunto com gore lindo, imprevisibilidade, reviravoltas e ótimos FXs. É daqueles filmes que quanto menos se souber, melhor. Opção barra pesada da boa! 9-10

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BOO! é um drama sobrenatural fraquíssimo (e olha que curto o gênero) que não explora ou desenvolve sua premissa, que é uma interessante lenda urbana. Empaca, manja? Ritmo lento, atuações ruins e sustos ausentes, este indie só engrena nos finalmentes mas já é tarde demais porque o sono falou mais alto. Uma pena pois é um Hereditáriopiorado. 6-10

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American Nightmares é mais uma coletânea de terror, no caso, "terrir" involuntário. Sim, diferentemente dos ótimos "V/H/S", "Southbound" ou "Holydays" este compêndio de 7 contos é bem fraco, sem nenhum destaque. As atuações até se empenham mas os roteiros não tem impacto ou tensão algum. Quiçá os "melhorzinhos" são uns três que criticam abertamente o Trump, sobre misoginia, racismo e intolerância. Fora isso, o Danny Trejo tá ridículo como MC do terror ao lado da eterna "Uhura" Michelle Nichols.  6,5-10

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The Head Hunter é um filme de fantasia de orçamento merreca que faz mágica com suas limitações. Emulando Conan e a arte de Frazetta, este indie tem um ótimo ator e é lindo visualmente, mas por conta da falta de grana enrola demais em termos narrativos. Olhando por esse viés, este conto de fadas sombrio vingaria melhor como um ótimo curta. 8-10

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Book of Monsters é um divertido terrir que parece ter sido feito nos anos 80 e as referências vão desde Gremlins até Alien, com o diferencial da heroína ser sapatão. É um filme de orçamento merreca que faz das tripas coração dentro de sua proposta, produção old school e atuações canhestras de filme trash. Se não for exigente demais, é pegar a pipoca e mandar ver sem dó. Tem até cena pós-crédito, vai vendo! De todos seus personagens quem rouba a cena fácil é o hilário stripper! 8-10

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No Dormirás é um thrilher psicológico argentino que flerta com o sobrenatural quase nos mesmos moldes de Cisne Negro, mas tratando de teatro, e Insidious. Ele é muito bem feito e até começa bem, com uma premissa que te segura e atores competentes, mas depois seu roteiro se torna confuso até chegar naquele desfecho borocoxô (e previsível) até o sabugo da unha. Vale apenas como interessante metáfora da imersão dos atores num papel específico. 8-10

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I Trapped the Devil já é um pequeno indie que funciona bem como horror psicológico e ensaio sobre a paranóia. Tenso do início ao fim te deixa na dúvida sobre o título do filme e sua premissa ambígua, fato que só é desvendado em seu desfecho dúbio. Parece episódio esticado do seriado Além da Imaginação e sua duração enxuta de 80min é um acerto. É uma aula de como fazer um filme com orçamento merreca e uma única ambientação. 8,5-10

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 Visto MANDY

 

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 Na trama situada em 1983,  Red (Nicolas Cage) é um lenhador pacato, que vive com a sua esposa Mandy (Andrea Riseborough) em uma isolada cabana nas montanhas. Certo dia, enquanto anda pelas montanhas, Mandy acaba cruzando com o culto liderado por Jeremiah Sand (Linus Roache), que logo torna-se fascinado por ela. Com a ajuda de criaturas sobrenaturais, Sand e seu culto sequestram Mandy e o marido, mas quando ela se recusa a adora-lo, o lunático retalha, o que ira levar Red em uma sangrenta jornada de vingança contra aqueles que destruíram a sua vida.

 Quando foi lançado no ano passado, esse MANDY causou certo "aue" nos festivais por onde passou, gerando elogios que iam desde o surrealismo do projeto, até a atuação de Nicolas Cage. Após conferir o filme, que de fato adota uma estética onírica desde o princípio, especialmente pelo uso de cores estouradas e filtros das cores azul, vermelho e roxo, dando um aspecto quase teatral ao projeto, não vi nada demais nesse segundo longa metragem de Panos Cosmatos. Sim, a atuação canastra de Nicolas Cage, que há muito tempo se esqueceu como atuar, se encaixa dentro do que o filme pede dele, mas dai pra uma boa atuação, tem uma grande distância. O uso da violência e da nudez não é nada que ninguém já não tenha visto em um filme do Rob Zombie (de quem Linus Roache, que vive o vilão, é parceiro habitual, alias), e já vi obras se utilizarem da estética surrealista que Cosmatos adota aqui de forma muito mais assertiva. Tentando ser uma fusão dos thrillers de vingança dos anos 1970 (ainda que a trama se passe na década de 1980), com cinema experimental, MANDY não conseguiu despertar mais do que tédio em mim, mas suponho que haja quem goste. Pra não dizer que não gostei de nada, Roache vive aquele tipo de vilão repulsivo e com complexo de deus que realmente desperta o ódio do espectador, e queremos que o personagem do Nicolas Cage despache ele da forma mais cruel possível, mas fora isso, não sobrou muita coisa pra mim.

 

Visto VIGÍLIA NAS SOMBRAS

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  Na trama, Ellen (Elizabeth Taylor) vive juntamente com o seu segundo marido John (Laurence Harvey) e sua melhor amiga Sarah (Billie Whitelaw). Sofrendo de insônia crônica desde que sofreu um colapso nervoso meses antes, Ellen jura ter visto durante uma noite de tempestade, um cadáver com a garganta cortada na casa ao lado, que está abandonada. Mas após a polícia vasculhar a casa, eles não encontram sinal de cadáver algum. Será que a mulher de fato testemunhou um crime, ou será que haveria alguém tentando leva-la á loucura de vez?

 Lançado em 1973, VIGÍLIA NAS SOMBRAS traz Elizabeth Taylor vivendo o tipo de papel que na época estava sendo reservado á muitas das grandes estrelas do cinema da década de 40 e 50, ou seja, a da mulher de meia idade mentalmente instável. O roteiro escrito á quatro mãos por Evan Jones e Tony Williamson vale-se de elementos de obras clássicas como Á MEIA LUZ,  e JANELA INDISCRETA para construir a sua narrativa, com direito a policial irônico que começa a ficar de saco cheio das chamadas da protagonista, e vizinho que coincidentemente decide renovar o jardim, logo no dia em que a vizinha alega ter visto um cadáver. O roteiro segue burocrático e sem grandes surpresas até o terceiro ato, até entregar uma sangrenta e interessante reviravolta, que subverte o que se espera desse tipo de história, mas dai já é tarde demais pra salvar o filme. A direção de Brian G. Hutton não ajuda, sendo por demais burocrática, não dando nenhum charme a mais que o projeto necessitava para se destacar. Mesmo Elizabeth Taylor, uma atriz que não precisa provar a própria competência, parece no piloto automático aqui, fazendo de Ellen o tipo de "mulher louca" que mais irrita do que gera empatia. Enfim, VIGÍLIA NAS SOMBRAS não passa de um thriller bem esquecível, com uma premissa que não apenas é pouco original, como executada de forma burocrática e pouco interessada, apesar do interessante e irônico plot twist reservado para o final da obra.

 

Visto VICTOR FRANKENSTEIN

 

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  Na trama, um corcunda de circo autodidata em medicina (Daniel Radcliffe) é resgatado pelo cientista Victor Frankenstein (James Mcavoy), do circo onde era maltratado. Victor cura a deformidade do corcunda, e o rebatizando de Igor, torna-o seu assistente. Entretanto, á medida em que vai tomando conhecimento da natureza dos experimentos de seu salvador de reanimar matéria morta, Igor começa a se perguntar até onde está disposto á ir por fidelidade á Frankenstein, ao mesmo tempo em que a dupla é caçada por um obcecado inspetor de polícia (Andrew Scott).

 Excetuando talvez a história de Drácula, nenhuma outra história de terror foi tão contada e recontada nas mais diferentes mídias do que a do cientista que ao tentar vencer a morte, criou um monstro. A ideia de renovar essa história ao conta-la do ponto de vista do assistente corcunda de Frankenstein, Igor (que não existe no romance original de Mary Shelley, tendo sido criado para os filmes da Universal) tinha os seus atrativos, ao contar a história desse corcunda que já vê o cientista como um "deus", mas que poderia vir a questionar os métodos de seu criador. Claro, parte da proposta vai pela janela nos primeiros minutos de filme, quando sem grande dificuldade, o cientista cura a corcunda de Igor, resolvendo tudo com um colete ortopédico, e tirando do personagem o ícone que deveria representar. Ainda assim, o roteiro de Max Landis poderia ter rendido algo minimamente palatável se soubesse exatamente que história exatamente quer contar, o que claramente não é o caso, já que o filme transita de forma esquizofrênica entre o horror de ação, o thriller vitoriano, e a ação pura, com vilão estilo James Bond, entregando uma mistura indigesta entre o SHERLOCK da BBC, o SHERLOCK HOLMES de Guy Ritchie, e o pavoroso VAN HELSING de Stephen Sommers. O único que parece se divertir aqui mesmo é Mcavoy, que vive o cientista do título de forma deliciosamente efusiva. Mas no geral, é uma bomba, que nem mesmo a ciência de Frankenstein salva.

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On 4/23/2019 at 9:06 AM, Jorge Soto said:

 

As Fábulas Negras é uma deliciosa antologia de 6 contos de horror tupiniquim, nos moldes de Creepshow, que tem seu ponto forte em valorizar a cultura e lendas nacionais. É trash? É. Tem gore? Tem. É mal atuado? É. Tem defeitos aqui e ali? Tem. Tem altos e baixos como qualquer antologia? Tem. Mas em termos de efeitos especiais não deve nada aos ianques. Já logo destaco bacanas o do saci, da loira do banheiro e do lobisomem. O da iara e o resto são só marromenos. Atente pras divertidas cenas pós-créditos mostrando erros de produção e making off. 8,5-10

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 Único longa do Aragão que não assisti (se bem que aqui tem a participação de outros diretores). Não conferi ainda, pois confesso que tenho certa resistência com antologias. Mas acompanho a carreira do Aragão com bastante interesse, e gosto muito de como ele adota o Trash como estética, e confere uma brasilidade ímpar aos seus filmes. Chegou a ver MATA NEGRA, o filme mais recente do cara, SOTO?

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7 hours ago, Questão said:

 

 Único longa do Aragão (se bem que aqui tem a participação de outros diretores). Não conferi ainda, pois confesso que tenho certa resistência com antologias. Mas acompanho a carreira do Aragão com bastante interesse, e gosto muito de como ele adota o Trash como estética, e confere uma brasilidade ímpar aos seus filmes. Chegou a ver MATA NEGRA, o filme mais recente do cara, SOTO?

Vi não. meu caro, tá na lista... só que na frente tem uns trocentos pra ver... mas uma hora assisto e comento! Valeu pelo toque.. quem sabe esse daí fure a fila dos demais. 😁

Edited by Jorge Soto

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 Visto SUBMERSOS

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  Na trama, durante a II Guerra mundial, o submarino americano USS Tiger Shark resgata três sobreviventes de um navio hospital britânico naufragado, entre eles a enfermeira Claire Paige (Olivia Williams). Ao mesmo tempo em que o submarino passa a ser caçado implacavelmente por um navio de guerra alemão, estranhos acontecimentos começam a ocorrer na embarcação, trazendo medo e desconfiança aos tripulantes. Será que as pessoas resgatadas são quem dizem ser? Ou haveria algum tipo de presença sobrenatural dentro do submarino?

  Dirigido por David Twohy, mais conhecido por ter comandado a trilogia Ridick, com Vin Diesel, este SUBMERSOS revela-se um competente thriller psicológico com toques sobrenaturais, ocorrido em plena II Guerra. O roteiro escrito á seis mãos pelo próprio Twohy, Lucas Sussman e Darren Aronofsky (na época despontando como diretor, após dirigir REQUIEM PARA UM SONHO) é competente em construir a dinâmica entre os personagens, ao mesmo tempo em que apresenta com sutileza os elementos de conspiração, medo e paranoia que se desenvolvem ao longo da narrativa. O trabalho de direção de Twohy também é muito competente ao explorar o ambiente claustrofóbico do submarino, que vai se tornando mais escuro e opressor á medida em que a situação vai ficando fora de controle, além de construir um terror sutil que consegue deixar muitos dos elementos da trama positivamente ambíguos.

Na parte das atuações, o filme também está bem servido. Olivia Williams entrega com Claire uma protagonista forte e intuitiva, mas que mesmo que sirva como guia do público, mantém o distanciamento necessário para que mesmo ela não tenha a nossa total confiança. Bruce Greenwood, por sua vez, consegue dar camadas bem interessantes ao seu Tenente Brice, que comanda o submarino desde a morte (supostamente) acidental do capitão, sendo o personagem com a jornada dramática mais bem desenhada. SUBMERSOS vale a conferia, sendo um thriller que envelheceu bem.

 

Visto O CARRO: A MÁQUINA DO DIABO

 

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  Na trama, uma pequena cidade do interior é aterrorizada por uma série de mortes causadas por um carro preto que ronda a região. As mortes são investigadas pelo delegado Wade Parent (Josh Brolin), que está vivendo um romance com a professora de primário Lauren Humphries (Kathleen Lloyd). Quando as mortes começam a se acumular, e a polícia se mostra incapaz de deter o carro, Wade e seus colegas percebem que não estão lidando com um simples maniaco no volante, mas sim com uma força maligna e inexplicável que reside dentro do carro.

  Me diverti muito mais do que esperava com este terror de estrada setentista dirigido por Elliot Silverstein, mais conhecido por ter dirigido episódios da série clássica ALÉM DA IMAGINAÇÃO, e o western UM HOMEM CHAMADO CAVALO. A maioria das pessoas se lembra do clássico de John Carpenter CHRISTINE: O CARRO ASSASSINO quando o assunto são carros assassinos (e o filme do Carpenter é bem melhor mesmo), mas aquele filme bebeu muito na fonte desse, com o próprio Stephen King, que escreveu o livro que inspirou o filme de Carpenter tendo assumido ter se inspirado nesse filme. Em muitos aspectos, CARRO: A MÁQUINA DO DIABO lembra os filmes de terror dirigidos por Steven Spielberg nos anos 70, ENCURRALADO e TUBARÃO. Tal como em ENCURRALADO, temos um veículo na estrada sedento de sangue, cujas motivações nunca são explicitadas, tal como em TUBARÃO temos uma pequena cidade posta de joelhos diante dessa força que pode atacar qualquer um a qualquer momento, inclusive com uma cena onde o carro ataca o ensaio do desfile escolar que remete diretamente ao ataque da fera marinha em uma praia lotada no filme de Spielberg, lançado dois anos antes. As referências desse horror Spielbergniano são evidentes, mas o filme nunca chega a se tornar um pastiche. A direção não é nada que se diga nossa, e a montagem dá umas escorregadas tensas em certos momentos, mas o diretor consegue dar uma ótima atmosfera ao filme, e dar um ar de mistério e ameaça ao veículo do título, ao por exemplo nunca mostrar o seu interior, mesmo que haja algo obviamente sobrenatural no veículo. Com personagens simples, mas carismáticos, CARRO: A MÁQUINA DO DIABO não chega a ser nenhuma pérola esquecida do terror , mas vale a conferida descompromissada.

 

Visto OS MORTOS VIVOS

 

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  Na trama, na pequena cidade de Potter's Bluff, em Rhode Island, o Xerife Dan Gillis (James Farentino) investiga o assassinato brutal de vários turistas e forasteiros que tem ocorrido na região. A situação se complica quando o Xerife descobre o possível envolvimento de sua esposa Janet (Melody Anderson) com a primeira vítima da onda de crimes, e os cadáveres das pessoas assassinadas começam a desaparecer do cemitério administrado pelo excêntrico William Dobbs (Jack Albertson).

 Dirigido por Gary Sherman, OS MORTOS VIVOS é um curioso terror oitentista, que mistura a classe e a atmosfera das histórias de pequenas cidades que guardam grandes segredos, com o Gore típico do gênero nos anos 80.  O roteiro escrito por Ronald Shusett (apesar de ter ganho crédito e a campanha de marketing ter sido feita usando o seu nome, o roteirista Dan O' Bannon de ALIEN afirmou que nenhuma das idéias que deu para o roteiro foi usada) poderia perfeitamente ser um episódio de ALÉM DA IMAGINAÇÃO ao mostrar o consternado xerife tentando entender a onda de assassinatos, e os respectivos desaparecimento dos corpos das vítimas (e olha que ele não sabe que elas começaram a aparecer vivas). Diferente do Xerife, sabemos que os crimes tem sido cometidos por diversos cidadãos da cidade, que fotografam as suas vítimas enquanto as massacram, o que nos deixa um passo a frente do protagonista, mas tão confuso quanto ele sobre o que realmente está acontecendo. As sequências de morte são bem violentas, vide o fotógrafo que é queimado vivo no começo do filme, só para depois tomar uma injeção no único olho que lhe sobrou, ou o médico que tem ácido injetado em suas veias. O maquiador e supervisor de efeitos especiais Stan Winston, que ficou famoso por filmes como ALIENS, O EXTERMINADOR DO FUTURO, O ENIGMA DO OUTRO MUNDO, entre outros, tem aqui o seu primeiro trabalho de expressão, sendo o principal responsável pelo impacto que as sequências gore atingem. A fotografia também merece aplausos pelo clima soturno e desolador que dá para a história. O filme possui uma série de reviravoltas finais durante o terceiro ato que embora interessantes em primeira instância, não resistem a um "repenso" do filme, não fazendo muito sentido em retrospecto. OS MORTOS VIVOS é um bom filme, mas tinha potencial pra ser ainda melhor com um roteiro mais bem cuidado. 

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Pet Cemetery é um remake que começa muito bem e com climão sinistro bom, mas que no decorrer parece enrolar com jump scares baratos e cenas gratuitas que não disseram a que vieram. No entanto, seu trunfo tá no ótimo elenco femenino (principalmente a pirralha do mal) e "naquela" cena icônica, muito bem feita. É um filme assistível mas que deixa aquela amarga sensação de que podia ter sido bem melhor, até porque o trailer já entrega a grande reviravolta da bagaça. Noutras, faltou pulso autoral pra se destacar da penca de remakes desnecessários. 8-10

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Greta é um bom filme de stalker que atualiza as insanidades de Atração Fatal ou Mulher Solteira Procura. Chloe Moretz é facilmente eclipsada pela vilã elegante/sofisticada da Isabelle Huppert mas o filme precisa de muita suspensão de descrença pra se levar a sério. Resumindo, é um thriller meio genérico que só vale pela atuação da vilã mesmo. E evite o trailer pois ele entrega alguns spoilers. 8-10

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Mon Mon Mon Monsters é um bacanudo  e cruel conto sobre amadurecimento com forte crítica social mascarado de terror sobrenatural.  Imagina Stand by Me tocado pelo Takeshi Miike..é isso! Trata de bullying, abuso escolar, frutrações e toda sorte capaz de construir pequenos monstros, com elementos do ótimo Deadgirl e Lesson of Evil. É um terror diferente "made in Taiwan", visceral, com gore lindo de ver e boas atuações, embora não isenta dos tradicionais cacoetes (exageros) do cinema asiático.  9-10

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Immigration Game é um thriller alemão de futuro distópico bem intencionado em passar lição de moral, mas sua construção e precariedade de produção depõem contra. Imagina o oitentista The Running Man com Uma Noite de Crime..é isso! Um jogo onde são caçados imigrantes ilegais tem plot pra dar e vender, mas as atuações e desenho de produção são bem fraquinhos. Resta o roteiro redondinho onde só seu desfecho o eleva a um patamar, mas o conjunto em si resulta bem regular. 7,5-10

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I´ll Take You Dead é um pequeno grande filme em formato de terror dramático. Na verdade é um conto sobre relações familiares envolto numa embalagem mórbida e meio tarantinesca. Redondinho, com atuações corretas (principalmente a pirralha), bebendo da fonte de Sexto Sentido, com gore gostoso de ver e lição de moral na reviravolta final, eis um filme B das antigas pra chamar os amigos e assistir no escurinho. 8,5-10

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Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile  é um thriller razoável de serial killer com filme de julgamento baseado num criminoso notório dos States. Não chega aos pés dos ótimos (e recentes) My Friend Dahmer ou Cloverhitch Killer, mas a narrativa da perspectiva da companheira e a interpretação do Zac Efron (acredite) fazem o diferencial. É um filme quanto menos se souber do caso melhor, no meu caso.. uma vez que a reviravolta do desfecho me pegou desprevenido mesmo. 8-10
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Polaroid é um divertido terror sobrenatural teen sobre "objetos malditos" que dá por gasto, tipo Sete Desejos ou Christine. É um daqueles filmes bem clichê em sua execução, porém eficiente dentro de sua proposta. Com atuações medianas e toques de slasher, é daquelas produções pra assitir e esquecer, embora crie uma mitologia interessante. PS: assim como The Babadook e Lights Out é baseado num curta que não assisti, e o diretor é o do novo Chucky. 8-10

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6 hours ago, Questão said:

Visto O CARRO: A MÁQUINA DO DIABO

 

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  Na trama, uma pequena cidade do interior é aterrorizada por uma série de mortes causadas por um carro preto que ronda a região. As mortes são investigadas pelo delegado Wade Parent (Josh Brolin), que está vivendo um romance com a professora de primário Lauren Humphries (Kathleen Lloyd). Quando as mortes começam a se acumular, e a polícia se mostra incapaz de deter o carro, Wade e seus colegas percebem que não estão lidando com um simples maniaco no volante, mas sim com uma força maligna e inexplicável que reside dentro do carro.

  Me diverti muito mais do que esperava com este terror de estrada setentista dirigido por Elliot Silverstein, mais conhecido por ter dirigido episódios da série clássica ALÉM DA IMAGINAÇÃO, e o western UM HOMEM CHAMADO CAVALO. A maioria das pessoas se lembra do clássico de John Carpenter CHRISTINE: O CARRO ASSASSINO quando o assunto são carros assassinos (e o filme do Carpenter é bem melhor mesmo), mas aquele filme bebeu muito na fonte desse, com o próprio Stephen King, que escreveu o livro que inspirou o filme de Carpenter tendo assumido ter se inspirado nesse filme. Em muitos aspectos, CARRO: A MÁQUINA DO DIABO lembra os filmes de terror dirigidos por Steven Spielberg nos anos 70, ENCURRALADO e TUBARÃO. Tal como em ENCURRALADO, temos um veículo na estrada sedento de sangue, cujas motivações nunca são explicitadas, tal como em TUBARÃO temos uma pequena cidade posta de joelhos diante dessa força que pode atacar qualquer um a qualquer momento, inclusive com uma cena onde o carro ataca o ensaio do desfile escolar que remete diretamente ao ataque da fera marinha em uma praia lotada no filme de Spielberg, lançado dois anos antes. As referências desse horror Spielbergniano são evidentes, mas o filme nunca chega a se tornar um pastiche. A direção não é nada que se diga nossa, e a montagem dá umas escorregadas tensas em certos momentos, mas o diretor consegue dar uma ótima atmosfera ao filme, e dar um ar de mistério e ameaça ao veículo do título, ao por exemplo nunca mostrar o seu interior, mesmo que haja algo obviamente sobrenatural no veículo. Com personagens simples, mas carismáticos, CARRO: A MÁQUINA DO DIABO não chega a ser nenhuma pérola esquecida do terror , mas vale a conferida descompromissada.

 

esse aí é das antigas..lembro dele quando passava no SBT depois do programa Silvio Santos, meados dos oitenta...  apesar de ser xerox menor de Encurralado eu adorava ver aquele carrão preto detonando ciclistas, pedestres, etc.. e no final o carro explodindo e a fumaça formando a silhueta do capiroto, lembro até hoje...🤣

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5 hours ago, Jorge Soto said:

 

esse aí é das antigas..lembro dele quando passava no SBT depois do programa Silvio Santos, meados dos oitenta...  apesar de ser xerox menor de Encurralado eu adorava ver aquele carrão preto detonando ciclistas, pedestres, etc.. e no final o carro explodindo e a fumaça formando a silhueta do capiroto, lembro até hoje...🤣

Pois é. Lembra bastante o filme de estréia do Spielberg.

Como sou dos anos 90, não me lembro de ter assistido esse filme no SBT (ainda que seja a cara da era de ouro do "Cinema em Casa"), mas em compensação, CHRISTINE: O CARRO ASSASSINO lembro que passava direto. Seu Silvio gostava de um filme de carro assassino. Hehehehehe

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