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Nacka

Cozinha do Inferno

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Serge fez uma pergunta que considerei inadequada e achei que não acrescentaria nada à ótima lista já feita, ficou de fora. Ao som de Chatterton com Seu Jorge: 

 

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PERGUNTAS DO SERGE HALL<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

PERGUNTA: Deadman, além de cinema, me interesso também pela prática da crítica, que, pra mim, ajuda a compor o Cinema não indiretamente, mas diretamente mesmo - e acredito nesse tipo de relação entre toda arte e sua respectiva crítica. Você costumar ler críticas? Quais críticos costuma ler? O que pensa da profissão?

 

THE DEADMAN: Numa analogia que fiz no tópico “Subjetividade x Objetividade” usando como gancho uma frase do ator e cineasta Orson Welles (“com o nascimento do artista, veio a inevitável placenta: o crítico”) comentei ser sintomático que após o parto a placenta é retirada, aproveita-se alguns fluidos e logo em seguida é jogada fora... Ou seja, sem querer desmerecer a metáfora de Welles, mas analisando pelo que de fato ocorre, quem faz Cinema são os cineastas, não os críticos, assim a Crítica acaba sendo nada mais que um sub-produto, sim importante para o desenvolvimento e a contextualização da Arte, mas nem de perto com a importância que freqüentemente se auto-impinge. Paradoxalmente e muito apropriadamente numa entrevista concedida ao programa Cine Magazine da Rede Minas o cineasta francês e crítico de Cinema Jean-Louis Comolli (um dos mais conceituados críticos da “geração de ouro” da renomada revista francesa “Cahiers du Cinema”) é partidário da opinião de que o Cinema é intrinsecamente subjetivo, logo questiona como pode a crítica pretender ser “Objetiva” em uma análise. E completa: não pode. O que existe são visões (Subjetividade) acerca da Objetividade da obra, o que configura-se tarefa ingrata e quase sempre restringida à mera tentativa, visto que independente da técnica, do contexto histórico, das influências e de outros conceitos mais tangíveis, portanto passíveis de um crivo objetivo, mensurável; a visão do artista é única, ou seja, a partir do momento que a obra nasce, a interpretação autoral da realidade morre com ele. Assim, a Crítica realmente funciona como “placenta” (protege, nutre, ajuda no desenvolvimento) de algo maior, a Arte. Mas, longe do que muitos acreditam, não a enxergo com o poder de ditar o que é correto e válido, funcional ou não. A percepção do outro torna a Arte outra coisa. Sendo assim, não acredito que exista Objetividade que resista à essa constante mutação de percepções.  Claro, isso não é desculpa para o uso banal e não crítico da Subjetividade de forma a torná-la muleta dissertativa na análise de uma obra.

 

Em resumo: acredito que a Crítica seja uma opinião. Nem mais, nem menos. Gosto de ler as críticas do Pablo, do Bernardo Krivochein (apesar dele já ter dito que NÃO é crítico), do KMF e dos críticos do site Contracampo e Poppy Corn.          

 

PERGUNTA: Me disseram, como preparativo para formular as perguntas, que você possuí vários desafetos no Fórum. Cite os três usuários que, na sua opinião, são os mais imbecis do Fórum e fale um pouco sobre isso.

 

THE DEADMAN: Essa eu prefiro passar. Sinceramente, Serge, não acredito que rotular certas “figurinhas” aqui de imbecis vá servir pra alguma coisa. Muito pelo contrário. Aliás, nenhuma das pessoas que estou pensando nesse exato momento é 100% imbecil. Assim como eu, às vezes se portam como asnos. Uns mais, outros menos. O problema é que alguns (algumas) acham que ser grosso(a), deselegante, falacioso(a), inconveniente etc seja cool. Coitados (as). Mas, fazer o quê né, tem gente de tudo quanto é jeito nesse mundo.          

 

PERGUNTA: Recentemente, um Projeto que prevê controle de acesso a internet brasileira foi colocado em pauta no Senado por Eduardo Azeredo (PSDB - MG) e, mais recentemente ainda, retirado de pauta após aconselhamento de Antônio Carlos Magalhães (PFL - BA). O projeto tinha como objetivo fazer com que todo usuário de internet fornecesse dados, como nome, endereço, CPF, telefone, etc, para acessar a internet e executar quaisquer funções da mesma, como e-mails, blogs, orkut, downloads, tudo devidamente monitorado, o que, pela idéia do relator, ajudaria na captura de criminosos cibernéticos, especialmente golpes em contas bancárias e captura de senhas. Provedores e pessoas contra o projeto alegam que isso pode ser feito através de rastreamento de IP, e que com o Projeto, caso aprovado, nada mudaria, já que hackers poderiam muito bem usar máquinas-máscaras, usuários "laranjas" ou então provedores internacionais. Qual sua opinião a respeito? Um controle desses sobre a internet seria bem-vindo ou não? Justifique sua resposta.

 

THE DEADMAN: Acho o projeto completamente sem sentido. A intenção por trás é até válida, mas na prática, seria um completo desastre. Imagine o tempo que você gastaria para fazer cada download ou envio de e-mail? Se existe meios de se rastrear o IP, para quê essa papagaiada de CI, CPF e o escambau? Pelamordedeus, né? O Congresso tem é que parar de inventar moda e criar vergonha na cara para a aprovação de leis que realmente importam.

 

PERFGUNTA: Particularmente, não vejo muita diferença entre o sistema de cotas para negros na universidade e aquela época em que tudo era separado entre as duas cores, como "banheiros para negros" e "whites only". Acredito ser mais uma dessas "soluções de sofá", tão comuns no Brasil (o Desarmamento foi outra tentativa): sujeito pega a mulher trepando com o amante no sofá e, para resolver o problema, vende o sofá. O que acha do sistema de cotas?

 

THE DEADMAN: Outra idéia infeliz. Até parece que um sistema de cotas para negros vai realmente compensar as tantas e tantas décadas de atrocidades e humilhações por que passaram os escravos do Brasil e o conseqüente status social de “minoria”, de parias sociais herdados pelos seus descendentes... Será que ninguém enxerga o óbvio? Políticas compensatórias e populistas como essas só aprofundam os preconceitos. O Estado e a Sociedade (através da Educação e da valorização da cultura multi-étnica que compõe o Brasil) é que têm que se mobilizar de modo que, aos poucos (não é coisa que se mude do dia pra noite, obviamente), esse quadro de preconceito e desvalorização seja revertido e oportunidades de educação, emprego, saúde e inclusão social ocorram.

 

Aqui o nem o Cinema Nacional escapa... música tocando no fundo: Senhas da Adriana Calcanhoto  

 

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PERGUNTAS DO SILVA

 

PERGUNTA: Tendo em vista a lista de filmes que você citou nos dados fornecidos pelo nosso fofoqueiro de plantão (Engraxador), como você vê a situação do cinema atual?? O cinema estaria passando por uma defasagem intelectual (vide os remakes que são feitos ou até mesmo os filmes voltados apenas para o lucro imediato)??

 

THE DEADMAN: Por incrível que pareça, acho que não. Acredito piamente que exista muita coisa boa sendo produzida em todo o mundo. O que acontece é que o Comércio (make money) tem se sobreposto consideravelmente à Arte, ou seja, mesmo que fossem produzidas (e não o são) mais obras artísticas, conceituais, experimentais, os poucos blockbusters e os filmes “comerciais” encontrariam mais divulgação do que os primeiros. Dê uma olhada nas grades das salas e você pode perceber isso claramente. Graças à Deus, nadando contra a maré, vários curadores e instituições culturais promovem cada vez mais Mostras (como a Indie, por exemplo) e Festivais que priorizam um Cinema mais autêntico, mais inteligente, que dialoga mais com o público e que se move de uma maneira menos espetacularizada. Não que eu tenha alguma coisa contra os blockbusters. Muito pelo contrário! Além do que, existem muitos filmes comerciais onde o cuidado em se contar uma boa história é evidente. E isso é sempre muito bem vindo. Entretanto, tem certas “coisas” que chegam aos cinemas que me dá nos nervos...

 

PERGUNTA: Atualmente, com o advento da internet, pode - se encontrar qualquer filme que você queira pela internet, muitas vezes antes mesmo dele estrear nos cinemas. Por outro lado, essa mesma internet permite que encontramos vários filmes interessantes que não foram lançados no Brasil (e nem serão lançados). Qual é o verdadeiro papel da internet na "crise" do cinema ??? O papel de mocinho ou de bandido??

 

THE DEADMAN: Acredito que ainda é cedo pra dizer se o papel da internet é de mocinho ou de bandido. Por um lado serve de veículo de marketing (lembra-se da “A Bruxa de Blair” e “Snakes on The Plane”?), divulgação de trabalhos experimentais e na troca de informações; por outro, propicia meios de quebra de direitos autorais e na proliferação da pirataria, culpa também da ganância das produtoras e distribuidoras. Entre mortos e feridos, acho que o lado “mocinho” se sobrepõe, pois como você mesmo mencionou, possibilita que filmes que ainda não foram lançados aqui (e se bobear nunca serão...) e que têm demanda possam ser conhecidos (de modo escuso, mas se estão disponíveis, why not?). Além disso, no território virtual, o Cinema ainda está engatinhando nas suas potencialidades em termos de público e ferramentas. Vamos ver onde isso vai dar.        

 

PERGUNTA: Fiz essa mesma pergunta para o Alexei, e seria interessante ter uma outra visão de quem está a mais tempo no fórum: "Há alguns meses atrás, haviam surgido várias reclamações de que "o tópico já não era mais o mesmo", " não temos mais boas discussões por aqui", " só temos usuários que querem floodar o tempo todo", entre outras reclamações (muitas deles vindas do pessoal mais antigo). Qual era a sua impressão dessa época e como você avalia o fórum agora??"

 

THE DEADMAN: Concordo que o número de discussões e principalmente o nível delas caiu há uns tempos atrás, mas acho que muitos reclamavam por comodismo, falta de criatividade ou pra posar de blasé... Apesar de perceber isso, nunca reclamei nesse sentido, pois percebia que, como tudo no mundo, há períodos em que as coisas passam por um momento de declínio. Mas ficar só sentado olhando e reclamando não ia adiantar muita coisa, né? Tenho comigo que nessa época o pessoal que queria comentar de Cinema estava (me incluo) meio que “perdido”, talvez desmotivado perante o deslumbramento de uma maioria pelo que rolava no “Geral” em que se falava de tudo, menos de Cinema... Além disso, com o surgimento do território de ninguém (entenda-se “Casa da Mãe Joana”) a famigerada prática do “flood” virou quase mania (sinto engulhos só de lembrar dos posts do Merdaboy...) e, ao contrário do pretendido, é sabido por todos que acontecia em vários outros tópicos do Fórum, inclusive, com a anuência de certas figuras da Moderação a alguns usuários “buddys”...Além disso, como algumas discussões sobre filmes muitas vezes levavam a especulações acerca da sexualidade de fulano ou da acefalia de beltrano por não “ter percebido a genialidade de determinado diretor ou filme” (tirando honrosas exceções), muitos simplesmente deixaram de participar.

 

Independente de tudo isso, sempre houve pessoas que se esforçavam para chamar os verdadeiros cinéfilos e interessados à troca de idéias: Dook, Nacka, Serge Hall, Silva, Thiago Lúcio etc. Com a participação cada vez mais engajada de usuários como o Nacka (que cá entre nós, deu uma levantada legal no tópico “Filmes em Geral” com o Cine Clube), o Moviola (“Pinga Fogo”), Enxak (afinal, “O Cinéfilo” nos revelou um Forasteiro surpreendente), Jeffs, Mr. Scofield, Conan, Garami etc o negócio foi entrando nos eixos. Acho que temos que aproveitar o momento e contribuirmos o máximo possível, pois o Fórum está passando por um momento muito bacana.

 

 

PERGUNTA: Pelas respostas as perguntas iniciais feitas pelo Nacka, percebemos que você possui uma boa lista de "inimigos". Isso é uma evidência de que você é uma pessoa de gênio forte, difícil de lidar???

 

THE DEADMAN: Sim. Sou um homem de gênio difícil. Mas, apesar disso não julgo ser complicado lidar comigo. Como eu disse antes, aprecio uma boa conversa, a troca de idéias (mesmo divergentes). Ironias e provocações são até bem vindas, além de serem quase inevitáveis, mas se a pessoa quer perder totalmente a chance de ser levada à sério por mim e ver meu interesse ir pro esgoto, basta posar de “sou o dono da verdade” e/ou abordar (ou como muitos preferem, tergiversar) assuntos de modo agressivo e gratuito. Aí, meu amigo, com certeza vai ser difícil lidar comigo...  

 

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Com as perguntas do Forasteiro e Mr. Scofield acabamos a frit... digo a entrevista, ao nosso entrevistado, Ricardo Leite o The Deadman, a equipe do Cozinha quer deixar aqui os sinceros agradecimentos pela oportunidade de conhecê-lo melhor.

 

Música maestro... ao som de Temptations do New Order vemos que The Deadman revela seu lado paz e amor e resolve abraçar (quase) todo mundo e diz como é o usuário ideal do fórum:

 

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PERGUNTAS DO FORASTEIRO

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PERGUNTA: Achei muito interessante que alguns nomes do cinema nacional estejam entre seus preferidos. Na sua opinião, por incluir Fernando Meirelles entre Spike Lee e Peter Jackson, Fernanda Montenegro entre Meryl Streep e Sigourney Weaver, e Marco Nanini entre Al Pacino e Jack Nicholson, o cinema nacional (comparando dentro das proporções) fica devendo ao ianque?

 

THE DEADMAN: Não só ao ianque, mas em relação ao mundo todo. Você conhece algum filme brasileiro de ficção científica? Algum de aventura? Um BOM policial? Tirando a iniciativa brilhante e ousada de José Mojica (Zé do Caixão, mais reconhecido lá fora que aqui dentro...), você conhece algum filme de terror brasileiro? (Ouvi falar muito bem à respeito de uma produção independente chamada “três Cortes”. Alguém aqui conhece ou já ouviu falar?) Infelizmente, o Cinema no Brasil é bairrista, limitado, pobre (não de grana, mas de idéias). Os cineastas brasileiros acham que devemos fazer um cinema com “a cara do Brasil” (seja lá o que isso signifique). Tá bom... Particularmente não assisto filmes daqui. Tirando algumas exceções tais como “Cidade Baixa”, “Madame Satã” e “Contra Todos” não vou ao cinema pra ver filme nacional. Acho tudo muito medíocre.

 

PERGUNTA: Se, nos Estados Unidos, Hollywood determina normas para a maior parte do lixo exportado, no Brasil, o “padrão Globo” de se fazer cinema, com diretores viciados no formato para televisão, desempenharia papel semelhante? Como você avalia a contribuição da Rede Globo para o cinema, desde a formação de atores até o financiamento e o possível amadurecimento dos filmes no nosso país. Ou a maturidade da sétima arte tupiniquim brotaria apenas de uma improvável ruína da influência que a emissora do canal 2 exerce sobre os espectadores?

 

THE DEADMAN: Com certeza. A Rede Bobo de televisão não contribui, presta sim, um desserviço ao Cinema. Eles (produtores e diretores) realmente acham que quantidade é sinônimo de qualidade. Coitados. Acho que a 7ª Arte brotaria não da ruína da emissora do Jornal Nacional, pois não está vinculada exclusivamente à ela (graças à Deus!!), mas sim da ruína dos laços que prendem diretores e produtores ao padrão Global na concepção das obras, na montagem de folhetim, na direção frouxa de atores. Não nego que existe um público que curte o “padrão” (vide o sucesso de “Se Eu Fosse Você” e filmes da Xuxa. Aí, meu Deus!!), mas considero que, se os profissionais do ramo quiserem realmente fazer do cinema no Brasil algo que seja não só elogioso, mas rentável, isso tem que mudar. Caso contrário, vamos continuar indo (Eu não! Vocês, talvez...) ao cinema e achar filmes como “Cidade de Deus” o máximo...      

 

PERGUNTA: Não pude deixar de notar a ausência de uma figurinha carimbada em listas de diretores prediletos, Stanley Kubrick. Você lembrou do Fernando Meirelles, mas não incluiu o Kubrick. Este fato simples coloca Meirelles acima de Kubrick, na sua concepção, ou foi um simples lapso de memória? Caso não tenha sido (tomara), o que desqualifica Kubrick à sua lista?

 

THE DEADMAN: <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas:contacts" />Kubrick é hour concour.  

 

PERGUNTA: Deixando o cinema de lado... O Nacka se divertiu pra caramba com a pergunta sobre esganar usuários. Não só ele, claro. Acho que vamos ter que incluí-la em todas as pautas à partir de agora, haha. Mas enfim, eu quero repetir a pergunta ao contrário pra você: Quem você já teve vontade de abraçar aqui no fórum e dizer “cara, tu é foda!”? E por quê? (caso não queira sair abraçando ninguém, interprete como um aperto de mão, quem você teria o prazer de cumprimentar)

 

THE DEADMAN: Putz!! Esse negócio de “esganar” tá rendendo, hein?!! Mas vamos lá: Abraçaria J. de Silentio (você leu a crítica dele ao filme “Cantando na Chuva”? Quê é aquilo?), Tomate (gente boa até mandar parar), Soto (outra figura), Nacka, Beckin Lohan, Thiago Lúcio, Silva, Mr. Scofa e você.

 

 

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PERGUNTAS DO SCOFIELD

 

PERGUNTA: Uma vez que ocorre uma grande variação no perfil dos usuários do fórum (desde o mais arrogante até o mais humilde e doce), é razoável que vários tipos de comportamentos por parte deles o irritem em alguma instância ou em determinado momento, como você mesmo relatou. No entanto, qual seria o perfil do usuário ideal para você? Esse perfil existe de fato? Como você se encaixa nesse perfil e, supondo que ele seja uma utopia, o que faz para se aproximar mais desse modelo que julga ser "perfeito"?

 

THE DEADMAN: Um perfil onde a pessoa preze a opinião do outro. Onde haja simpatia, não necessariamente pelo usuário, mas pela troca de idéias, sem arrogância, sem mitomania, sem agressividade. Ironias são até bem vindas, mas a ironia que visa a ridicularização e a agressão, torna o melhor dos argumentos fraco, dispensável. Ninguém aqui precisa “amar” seu interlocutor e concordar com tudo, mas ter uma postura mais simpática e atenciosa não faz mal a ninguém. Há aqueles que acham isso uma bobeira, mas pra mim, não é.

 

Procuro (admito que nem sempre consigo) me enquadrar no que disse acima e acho que, na maioria das vezes, dou conta do recado. Uma indicação é o fato de nunca ter sido reportado. Além do que, muitas vezes, li posts que, direta ou indiretamente, me talharam o sangue e que se eu tivesse respondido do jeito que queria, provavelmente já teria sido expulso daqui. Mas, sigo o conselho de “deixe a raiva secar”. As coisas ficam mais claras e as idéias fluem melhor quando você não segue só seus impulsos.         

PERGUNTA: A expansão a partir da década de 90 dos chamados filmes de terror adolescentes trouxe um público a princípio "estranho" para o mercado do gênero (tendo-se em vista que antes esses filmes tinham como alvo o público adulto). Qual sua opinião sobre esse subgênero de filmes? Em que medida eles contribuem positiva ou negativamente para a sobrevivência do terror? Você acha que haveria possibilidades de ocorrerem inovações ainda se não houvesse esse novo mercado hoje ou tais filmes teriam sido sepultados definitivamente por ser simplesmente impossível criar algo diferente? Como seria, enfim, o mercado para o horror sem esse subgênero?

 

THE DEADMAN: Na maioria das vezes o horror “teen” é fraco (existem exceções honrosas, tais como “Pânico”, “A Mão Assassina” e “A Hora do Espanto” etc), mas creio que sirva como instrumento de iniciação. O problema é quando não encontra a ressonância adequada e torna eventuais apreciadores em consumidores contumazes de lixo. Pelo viés da iniciação seriam, portanto, um modo interessante de despertar o interesse pro gênero. Quanto à questões da inovação, não vejo porque ela estaria atrelada à existência ou não desse sub-gênero. Note que a onda oriental de horror deu uma revitalizada insuspeita em vários níveis do horror mas, particularmente os diretores da banda de lá não fazem filmes desse tipo... Ou será que estou falando besteira? Enfim, pra mim não tem nada a ver o cu com as calças.

 

Se fosse banido (o sub-gênero) acredito que só faria falta por conta de diminuir o lucro das produtoras e distribuidoras, mas talvez o gênero ganhasse em qualidade, pois tirando poucas obras com méritos, a suavização de situações e abordagens enfraquece o gênero, tornando-o outra coisa, menos horror.

 

 

                                       FIM
Nacka2006-11-12 12:30:18

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Mais uma vez tivemos uma ótima entrevista (muito facilitada pela escolha acertada do Entrevistado). Tivemos a oportunidade de conhecer melhor o The Deadman, que não se furtou em responder as perguntas capiciosas que a nossa equipe (junto com os conviados) fizeram... Sem falar no bom gosto do Nacka em escolher a "trilha sonora" da entrevista...

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Infelizmente o programa Cozinha do Inferno saiu na frente e entrevistou o The Deadman antes do Pinga-Fogo. Quero dizer que ele estava na minha lista para a Terceira Temporada. Mas agora não me sinto competente o bastante para superar esta entrevista. Até porque, tudo já foi respondido de forma brilhante.

 

Agradeço a lembrança e as referências a minha humilde pessoa como usuário do fórum Cinema em Cena.

 

Também sou um grande apreciador de vinhos e também recentemente consegui trocar o vinho doce pelo seco. Não sou entendido no assunto e não saberia diferenciar um Chileno de um Brasileiro e coisas do tipo. Sou um mero "tomador" de vinhos. Tintos, principalmente. Mas só bebo uma taça (Tá bom, duas... nada mais que isso).

 

Quanto ao fórum realmente melhorou muito de uns meses para cá e isto se deve a todos os usuários que resolveram fazer a diferença entre serem uns meros floodedores à  pessoas que possuem algo a dizer. Criar condições e incentivar o bom diálogo e gerar bons debates deveria ser norma para todo usuário do Fórum Cinema em Cena. Mais do que reclamar da acefalia (se é que existe) é preciso, antes,  fazer alguma coisa para melhorar.

 

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Quer dizer que a nossa "equipe jornalística", capitaneada pelo Nacka, foi mais rápido que a "equipe" adversária??? Que bom!!!1906

 

P.S.: Brincaderirinha, hein, Movi. É que eu não resisti (até por quê não existe rivalidade entre os dois "programas"). Mas ainda acho que você pode efetuar a entrevista com o Deadman, até por quê o enfoque da sua entrevista se difere do nosso...

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Por falar em almoço a Equipe do Cozinha... quer você fritando na chapa, topas? A sua entrevista, caso não fuja da panela, seria a primeira a ser publicada no ano de 2007 e aí?

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Por falar em almoço a Equipe do Cozinha... quer você fritando na chapa, topas? A sua entrevista, caso não fuja da panela, seria a primeira a ser publicada no ano de 2007 e aí? [/quote']

A Equipe da Cozinha uma vírgula !!! Eu não mencionei isso uma única vez !!! 1106

 

Brincadeira, o Serge Hall entrevistado seria ótimo. Hum ... Já sinto cheiro de Dr. House ao molho pardo.

 

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Parabéns, Deadman, por sua sinceridade. Há coisas nessa entrevista que pouca gente, creio, teria coragem de revelar num espaço público, ainda mais sem a proteção do anonimato propiciada por um fórum de discussão, já que você forneceu seu nome.

Sobre o conteúdo, realmente não sei o que dizer ainda, já que fui citado como um dos passíveis de esganadura. Eu não lido bem com sua ironia - que ainda acredito ser muito destrutiva, e o fato de ser tão natural para você pode ter feito com que você perdesse a noção dos danos que ela causa -, nunca lidei. É algo que eu lamento, já que no resto da entrevista, você demonstrou muito conteúdo - e isso se reverte em uma perda para mim.

 

Volto a comentar mais depois de refletir por um tempo. Se você tiver algum interesse, é claro.

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Parabéns' date=' Deadman, por sua sinceridade. Há coisas nessa entrevista que pouca gente, creio, teria coragem de revelar num espaço público, ainda mais sem a proteção do anonimato propiciada por um fórum de discussão, já que você forneceu seu nome.

Sobre o conteúdo, realmente não sei o que dizer ainda, já que fui citado como um dos passíveis de esganadura. 1) Eu não lido bem com sua ironia - que ainda acredito ser muito destrutiva, e o fato de ser tão natural para você pode ter feito com que você perdesse a noção dos danos que ela causa -, nunca lidei. É algo que eu lamento, já que no resto da entrevista, 2) você demonstrou muito conteúdo - e isso se reverte em uma perda para mim.

 

Volto a comentar mais depois de refletir por um tempo. Se você tiver algum interesse, é claro.
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Manda bala!! 05 

 

Entretanto, não entendi direito o que acaba se revelando uma perda para você... Nº 1 ou nº 2?

 

Se for (acredito ser) o nº 1, com o tempo você acostuma...03 Acontecia algo parecido comigo em relação as ironias do Nacka. Mas, volto a dizer: se o ofendi ou lhe causei algum mal estar pelas respostas, peço desculpas. Não foi a intenção. Queria provocar, não ofender.

 

 

         

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Li a entrevista. Fiquei surpreso, Deadman, com o fato de, mesmo tendo uma vez desejado me "esganar" - não de todo sem razão -, você ter feito certas menções honrosas a mim. Vi em outro tópico, o que foi corroborado pela entrevista, que você gostou mesmo da minha crítica a "Cantando na Chuva". Agradeço e retribuo o abraço.

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Parabéns' date=' Deadman, por sua sinceridade. Há coisas nessa entrevista que pouca gente, creio, teria coragem de revelar num espaço público, ainda mais sem a proteção do anonimato propiciada por um fórum de discussão, já que você forneceu seu nome.

Sobre o conteúdo, realmente não sei o que dizer ainda, já que fui citado como um dos passíveis de esganadura. 1) Eu não lido bem com sua ironia - que ainda acredito ser muito destrutiva, e o fato de ser tão natural para você pode ter feito com que você perdesse a noção dos danos que ela causa -, nunca lidei. É algo que eu lamento, já que no resto da entrevista, 2) você demonstrou muito conteúdo - e isso se reverte em uma perda para mim.

 

Volto a comentar mais depois de refletir por um tempo. Se você tiver algum interesse, é claro.
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Manda bala!! 05 

 

Entretanto, não entendi direito o que acaba se revelando uma perda para você... Nº 1 ou nº 2?

 

Se for (acredito ser) o nº 1, com o tempo você acostuma...03 Acontecia algo parecido comigo em relação as ironias do Nacka. Mas, volto a dizer: se o ofendi ou lhe causei algum mal estar pelas respostas, peço desculpas. Não foi a intenção. Queria provocar, não ofender.

 

         

 

n. 2!

 

Desculpas mais que aceitas. Para que eu não fique monopolizando o tópico (acho que, se formos colocar no lápis, 10% ou mais dos posts no Cozinha são meus; tá bom de Alexei, não? Hahahah), já já começaremos a acertar os ponteiros via MP, inclusive quanto à minha contribuição naquele episódio e meus próprios pedidos de desculpas, igualmente necessários. Quanto ao costume ainda não posso prometer nada, já que velhos hábitos são difíceis de superar, mas terei isso que você afirmou em mente quando a gente trocar idéias de novo, beleza?

 

Mais uma vez, parabéns, inclusive pela cultura geral. Muitas coisas interessantes na entrevista.

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Infelizmente o programa Cozinha do Inferno saiu na frente e entrevistou o The Deadman antes do Pinga-Fogo. Quero dizer que ele estava na minha lista para a Terceira Temporada. Mas agora não me sinto competente o bastante para superar esta entrevista. Até porque' date=' tudo já foi respondido de forma brilhante. [/quote']

 

Ora, Moviola, se você gostou, não foi tão "infelizmente" assim, né? E lembre-se: só não te dei a primazia da entrevista na 2ª Temporada ainda porque eu estava impossibilitado (ia viajar) e pior, não tenho MSN...

 

Agradeço a lembrança e as referências a minha humilde pessoa como usuário do fórum Cinema em Cena.

 

De nada! 05

 
The Deadman2006-11-14 11:25:35

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Uau... Que entrevista, hein?!?!?!?! Não sabia da existência dessa cozinha duvidosa.... <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Fico muito satisfeita por ser lembrada pelo Ricardo.

Ele sempre demonstrou ser um verdadeiro amigo, disposto a ajudar e curioso por si só. O Ricardo é o tipo de pessoa que pode ser chamado de amigo e companheiro pra todas as horas, falo isto não só pq é de BH e muito menos por ter citado o meu nome na entrevista, mas pq ele me deu carta branca há muito tempo. E ele nunca esquece de mim, sempre está me procurando. Gosto do jeito dele, pq ele é sincero e é o tipo de pessoa que sempre está disposto pra ajudar.

Te adoro muito, viu?

 

 

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