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Bombardeando Um Filmaço!

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o que acontece é assim: concordo em parte com o Foras de que fazê-lo falhar iria quebrar o encanto. Enxak, acho que eu prefiro cantar Twist and Shout numa rua pública do que abrir um clube de lutas... 06 a lógica é mais próxima, por assim dizer. 06

o meu problema com o filme foi ter achado sem graça do Ferris fazer tudo muito fácil. além do que ele era mais um símbolo, uma idéia do que uma pessoa. mas acaba numa contradição, visto que esse é o personagem principal, que acaba ficando bidimensional. Vou tentar comparar com um outro ícone: Marty McFly. O Marty fazia suas cagadas, mesmo que não propositais, mas ficava muito mais desgastado e envolvido, a tarefa era mais difícil. Pra mim o Ferris tinha a expressão muito de que já tava com o jogo ganho. Acho que é importante sim que ele não fosse pego, mas não acho que ele deveria saber disso desde o primeiro minuto do filme. Foi como jogar videogame no nível 1.

 

Em A FELICIDADE NÃO SE COMPRA você fica querendo saber se o personagem de James Stweart vai ou não se matar e' date=' ainda que esteja quase óbvio que Capra não faria isso, você fica sempre com um pé atrás, quase que perdendo as esperanças, para em seguida encontrá-la (assim como o protagonista do filme). Ferris sempre QUASE é pego mas, mesmo que imaginemos antes que isso não vai acontecer, torcemos para ele (por ser nosso héroi) e torcemos (ainda que brevemente) pelo contrário, para vermos quais seriam as consequências para seus atos.
[/quote']

 

Achei interessante vc fazer essa comparação.

 

Esse tal pé atrás aconteceu comigo em "A Felicidade", mas não aconteceu em "Curtindo a Vida"...
rubysun2006-10-14 02:15:46

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o que acontece é assim: concordo em parte com o Foras de que fazê-lo falhar iria quebrar o encanto. Enxak' date=' acho que eu prefiro cantar Twist and Shout numa rua pública do que abrir um clube de lutas... 06 a lógica é mais próxima, por assim dizer. 06

o meu problema com o filme foi ter achado sem graça do Ferris fazer tudo muito fácil. além do que ele era mais um símbolo, uma idéia do que uma pessoa. mas acaba numa contradição, visto que esse é o personagem principal, que acaba ficando bidimensional. Vou tentar comparar com um outro ícone: Marty McFly. O Marty fazia suas cagadas, mesmo que não propositais, mas ficava muito mais desgastado e envolvido, a tarefa era mais difícil. Pra mim o Ferris tinha a expressão muito de que já tava com o jogo ganho. Acho que é importante sim que ele não fosse pego, mas não acho que ele deveria saber disso desde o primeiro minuto do filme. Foi como jogar videogame no nível 1.

 

Em A FELICIDADE NÃO SE COMPRA você fica querendo saber se o personagem de James Stweart vai ou não se matar e, ainda que esteja quase óbvio que Capra não faria isso, você fica sempre com um pé atrás, quase que perdendo as esperanças, para em seguida encontrá-la (assim como o protagonista do filme). Ferris sempre QUASE é pego mas, mesmo que imaginemos antes que isso não vai acontecer, torcemos para ele (por ser nosso héroi) e torcemos (ainda que brevemente) pelo contrário, para vermos quais seriam as consequências para seus atos.

 

Achei interessante vc fazer essa comparação.

 

Esse tal pé atrás aconteceu comigo em "A Felicidade", mas não aconteceu em "Curtindo a Vida"...

 

Mas isso apenas evidencia o contraste entre Cameron e Ferris. O "pé atrás" está no filme, mas com Cameron. Enquanto você torce por um, sonha em ser o outro. É como se o o filme gritasse bem alto, com os dois personagens de cada lado: "seja ASSIM, não assim."

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Isso evidencia o que eu disse lá no tópico "O Que Vc Anda....": o filme seria mais rico se fosse centrado em Cameron. Mais ou menos assim: Ferris é um símbolo que todos queremos seguir, e Cameron é o nosso ponto de partida, here we've got a point. Pra mim, um dos trunfos do filme foi narrar a transformação em Cameron, que digeria os ensinamentos de Ferris. Centrado no Ferris, ficou a sensação de que o jogo já estava vencido. O filme não é exatamente ruim (se eu fosse dar estrelas, eu daria 3 de 5) justamente por mostrar a transformação de Cameron, simbolizada na queda da Ferrari (aliás, adorei essa cena). Mas o filme ficou muito fraco por causa do pouco espaço dessa transformação na trama.

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O Forasteiro foi perfeito em suas colocações. Parabéns.

 

Eu encaro o filme da seguinte forma: assim como Ferris tira um dia de folga para poder se divertir e buscar entretenimento, você tira 2 horas do seu dia para relaxar e se divertir com Curtindo a vida Adoidado. O que nós não sabemos (ou não sabíamos, na época) é que dentro do filme haverá um personagem que, ao decorrer do dia, acabará aprendendo muito, acarretando-lhe uma transformação. E mais: você, por mais que tente, nunca ficará tão distante de Cameron - o que não deixa de ser interessante.

 

Se o filme tem como um dos objetivos obter um resultado otimista com relação aos jovens como Cameron que de uma forma ou de outra se sentem pressionados, não vejo porque Hughes colocaria um protagonista que falhasse, cometesse erros. Não seria coerente, o filme perderia sua força. Se os "Camerons" não têm um exemplo perfeito para seguir, então de que adianta? Daí tiramos porque tudo é lindo demais, beirando o surreal: se você tivesse a opção de, no seu dia de folga, sair por aí aproveitando o máximo que pudesse, você preferiria ir a um show de uma banda qualquer ou cantar numa parada? Você iria ao cinema com seus amigos e depois jogaria fliperama ou acharia melhor pegar "emprestado" uma Ferrari e saí por aí curtindo muito com a sua namorada? Hughes faz uso dessas situações praticamente oníricas para dar o contraste exato.

 

No final das contas, você se dá conta de que o filme não é sobre o personagem (pessoa) Ferris, é sobre o mito que ele é. Não, não. Também não. O filme é sobre como essa ideologia afeta Cameron. E é aí que Hughes finalmente consegue te fazer refletir; terminado o filme, você acaba descobrindo que além de entrenimento, você leva para casa uma boa lição, assim como Cameron.

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Posso dar um reloaded do assunto anterior?0606

 

Porque este filme não é um filmaço? Fargo não é um filme ruim, é um filme comum, que trata de personagens e situações que não me despertam nenhum sentimento mais forte. Toda a tal sutileza de que o Vicking fala, por exemplo, passa batida por mim. E o humor não funciona, exceção feita à Steve Buscemi, que está perfeito em cena. Ah, e o Macy está ótimo. Existe alguém com mais cara de loser do que ele?

O melhor filme "comum" que eu já vi.(não pode ser filmaço com uma abordagem comum, porquê?) Sem pretensões de cult, com um elenco forte onde a interpretação passa longe da caricatura que apoia-se em um roteiro único onde o humor negro (que funciona sim, Peter Stormare em uma única cena consegue me fazer rir mais que em todas as do Buscemi, o apalermado marido da Mcdormand em sua (in)crível perfomance de homem comum) e Cavalca, todo o núcleo principal do filme é wannabe loser (o que esperar da vida morando em um lugar como aquele?) a graça é pegar isso e transformar em uma história que mistura com dosada parcimônia, suspense, humor e porque não? Um toque de gore (triturador). Toda a história (inventada) de que o filme foi baseado em fatos reais e que o Willian Macy acreditou e foi tirar sastisfações com os Coen, "Vocês não podem fazer isso..." resposta: "Porque não?". Delícia de ver... e rever. Crie coragem e admita que gosta mais do filme do que diz... prometo não te pertubar mais... 06 

 

 

Mas eu gosto do filme. Moderadamente, mas gosto. Minha nota é 3,5/5 até. Quero ver mais coisas dos Coen antes de rever esse.

 

Silva: se eu não me utilizei de mais argumentos, é justamente pq quero revê-lo e blá blá blá. E ainda por cima recordo de pouca coisa da primeira vez que vi, o que não é bom sinal, já que faz pouco tempo que vi.

Cavalca2006-10-15 20:33:52

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Pô' date=' até aí o Cavalca foi econômico até demais? O próprio comentário do Vicking já acaba com o comentário acusativo, e faltou dizer um pouco mais. Porque o humor não te pegou? A cena do triturador eu morri de rir, a conversa com as prostitutas, a dinâmica entre o Peter Stormare, mais cínica e do Steve Buscmi, hilário é muito boa. Sobre Frances McDormand, o Vicking falou muito bem... e vc gostou também do William H. Macy... o que não te pegou no filme?[/quote']

 

Não!!! Para mim nem comum é. Acho uma porcaria mesmo, pior que matadores de velhinhas. Com a minha pessoa, não existe suavizantes o filme fede. Seu humor negro não funcionou aqui, achei mais engraçado em Matadores de Velhinhas. E olha que até gosto dos Coen, meu filme preferido é Roda da Fortuna. Acho que a única coisa que salva aqui são as atuações. O roteiro previsível, simplório nada me cativou. A condução da estória é fraca, não consegui me envolver com a situação dos personagens.

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Como alguém pode não gostar (e não rir) de um filme onde os "vilões" ficam rindo da vítima' date=' só pelo fato dela ter saído correndo com olhos vendados - e assim tomando tombos seguidos - pela neve? Fico gargalhando aqui sozinho só de lembrar.

E aquela cena da transa seguida pelo programa televisivo? Hahaha!
[/quote']

 

Simples não é engraçado. Você quer que eu diga mais o que? No humor não existe lógica, se não... não seria humor.

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Breve análise acusativa: Curtindo a Vida Adoidado tem dois momentos isolados bem inspirados: a cena de Jeannie com o personagem de Martin Sheen' date=' e toda a seqüência de Cameron brigando com a Ferrari. Tem uma premissa interessante: Ferris Bueller acha que a vida é curta demais para ser desperdiçada e resolve tirar um dia de folga. Curiosamente, as melhores cenas do filme não são vividas por Ferris Bueller e sim por coadjuvantes. A questão é essa: Ferris Bueller é um cara cool, legal, simpático, inspirador, inteligente, tem uma namorada legal, todo mundo adora ele. Tudo é muito fácil. E o filme deixa claro que Ferris é invencível: sempre tem sorte, se tem uma chance de 1 em 100000 de conseguir alguma coisa, ele consegue; isso é evidenciado desde o começo e elimina qualquer tensão ou variação de clima, sei lá, que o filme possa ter. Fica numa mesmice, porque você sempre sabe que o Ferris não vai ser pego. É tudo tão perfeito que não dá para ser verdade. E não é nem questão de descrença não: é o simples fato de não haver nenhuma emoção suficiente para fazer com que esse filme realmente empolgue alguém. E não é nem questão de faltar dificuldade ou dele precisar de algumas falhas: mas porque Ferris está em constante auto-confiança e está ciente de que tudo é fácil. As únicas partes mais emotivas são quando Jeannie aprende um pouco de Ferris com a ajuda de um hilário Martin Sheen e quando Cameron descobre que o Day Off significou algo pra ele. Mas de que adianta todo esse aprendizado se nenhuma dificuldade é imposta, o filme não te entrete o suficiente e tem um personagem 100% como Ferris. A única identificação que o filme me trouxe foi esta: de que todos precisam de um day off, como Cameron. De resto, parecia um universo paralelo inalcançável. Aliás, se Cameron fosse o protagonista e Ferris o coadjuvante, o filme seria mais interessante.
[/quote']

 

Como o Ferris não passa pro um fio de rabo de gambá? E no momento que ele está chegando em casa, que ele tenta se esconder de seus pais e chegar a tempo antes de sua irmã. Mas mesmo assim a proposta do filme não é passar um jogo de caça ao aluno fujão. O filme busca deixar claro, que ele nunca é pego. A própria Jeannie, fala isto com o Sheen.  

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Eu assisti Closer antes de começar a entender alguma coisa de filmes. Teria que rever.

 

Mas por enquanto, é bom virar a página e convidar outra pessoa para castigar outro filme. Esse tópico é ótimo e todos temos opiniões "diferentes" sobre alguns medalhões do cinema. Eu sei que o Fulgora, por exemplo, acha o Almodóvar um diretor de dramalhão mexicano.

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Olha o corajoso aqui.

 

Só agora é que eu vi isso. Para quem já sabe minha opinião acerca do filme (a provocação parece ter sido feita pra mim, pois fui o único a me insurgir contra o altar virtual no qual os usuários desse fórum colocam Closer), minhas desculpas.

 

Não considero Closer uma bomba, mas apenas um filme mediano, bem medíocre mesmo. Como já postei muito sobre o filme e em mais de uma oportunidade, resolvi fazer uma coletânea dos meus posts aqui. Aos que o acham essa Brastemp toda, vai servir como passatempo, já que não conseguirei dissuadi-los da idéia de que o filme é uma maravilha (nem vou me convencer disso também).

 

Essas considerações foram feitas no tópico próprio do filme, durante uma troca de idéias com o Amfíbio:

 

Como vc espera encontrar argumentos se não se encontra nem o português?

 

Apesar da agudeza da observação' date=' é vero. Mas ao menos o avatar dele é maneiro, Amfíbio.

Ademais, é outra pessoa que, como eu, não parece ver nada demais em Closer, um filme que considero de boas idéias e temas, porém excessivamente teatral e artificial, com um Clive Owen muito careteiro (eu sei que vocês gostam demais do sujeito em cena, mas não consigo pensar de outra forma; peço desculpas antecipadas!) e um Jude Law nulo. Tem duas coisas que eu realmente gosto em Closer: Julia Roberts, que tem o personagem mais consistente dos quatro e o desenvolve muito bem, e a direção de arte, com seus cenários sofisticados e elegantemente iluminados. Direção e edição de imagens muito preguiçosas, quase point-and-shoot. Pra mim Nichols rodou o filme no automático, numa transição palco/telona pífia.

Não que eu ache o filme ruim, apenas o considero mediano, com algum esforço. Mas já falei tanto disso (num tópico intitulado "filmes superestimados", algo assim) que todos os demais usuários, que em sua quase totalidade gostam muito do filme, já devem estar cansados...

[/quote']

 

O Amfíbio ressaltou alguns pontos que ele considera fortes no filme e manteve a discussão em alto nível, o que foi ótimo:

 



Porra' date=' isso que eu gosto de ver. Por favor discordem de mim assim, com argumentos. Pois assim se constrói uma boa discussão.

Então cara, sobre a teatrialidade (!) do filme, eu acho que esta foi a melhor forma encontrada para expor a idéia sem fazer o filme ter três horas. E particularmente gosto disso. Realmente, como no teatro, os diálogos aqui não se perdem em enrolações. Cada coisa que é dita tem uma razão pra ser dita. É como se o diretor pegasse os "melhores momentos" da vida dos quatro personagens.

Sobre o Owen, eu o considero uma das maiores revelações dos últimos anos e neste filme ele está soberbo. Inclusive estou me esforçando pra lembrar alguma careta dele. É genial a forma com que ele trata seu personagem. Ele sabe que não pode competir com o personagem do Law, mas ao contrário deste, é inteligentíssimo e usa isso pra conseguir o que quer...

Sobre a Roberts, acho que ela até se sai bem com o personagem mais manipulável e fraco (no sentido de pessoa fraca) da trama. Ela é seduzida e ludibriada com uma facilidade absurda. Uma marionete nas mãos dos dois homens. Um a controla com seu charme e o outro com sua inteligencia.

Quanto à direção do Nichols eu penso assim. Ele sabia o roteiro que tinha em mãos e não quis "atrapalhar" isso criando planos elaborados ou qualquer coisa do tipo. Mas por exemplo, eu achei genial a forma com que ele conduz as transições de tempo. Sem artimanhas ou letreiros e sem nos deixar perdido.

Bom, já deu pra ver que eu tenho orgasmos com esse filme, hehe.

Ps: Porra, esse tipo de discordância com argumentos é tudo que eu queria neste forum.Aplausos
[/quote']

 

O Silva completou com seus sentimentos sobre o filme:

 

Concordo com o Amfíbio.

 

Acho até que a teatrialidade do filme é necessária (ressaltada pela direção e edição "preguiçosas"' date=' segundo a sua opinião), já que o grande foco dele está nos personagens e nas suas relações. E quanto ao personagem caricato do Clive Owen: talvez, por ser o personagem mais "sem escrúpulos" do filme, tenha ficado essa impressão. Mas de forma alguma eu o considero caricato, pelo contrário.
[/quote']

 

Eu discordo radicalmente, inclusive pelo fato de que o filme peca por, apesar de se sustentar no desenvolvimento de quatro personagens apenas, o fazer de forma tão superficial. Continuei:

 

 

(com alguns spoilers)

 

Estas suas observações são muito interessantes porque me remetem a outros aspectos que dão boa margem pra discussão.

 

Lembro que' date=' quando vi o filme, percebi como é fácil para o público torcer pelo Larry, e talvez até se identificar com ele. O cara tem aparência apenas mediana mas é muito inteligente, sabe o que quer e não tem pudor nenhum para fazer de tudo para conseguir seus objetivos (e consegue: leva para a cama as duas mulheres da trama e praticamente destrói o relacionamento do outro, o bonitinho porém ordinário Dan). Que cara não gostaria de ter a liberdade de ser assim? O Larry é o avatar masculino da tríade sexo, dinheiro e poder.

 

Só que o Larry também é um grandecíssimo filho da puta não ama ninguém a não ser ele mesmo e é um personagem tão marcado como um rolo compressor que, pelo menos pra mim, ficou artificial. Daria um ótimo vilão de estórias em quadrinhos, mas como gente de verdade, que é a proposta do filme, deixou a desejar.

 

Julia Roberts é outra estória. Como você disse ela é realmente vulnerável, mas tem mais: é insegura, leviana e auto-destrutiva, apesar de ser uma mulher bonita, inteligente e bem-sucedida. Eu acho a Anna muito mais palpável, mais redonda como personagem, e Roberts a sustenta de uma maneira que me surpreendeu, dizendo muito mais com os olhares e com as expressões faciais do que com suas falas.

 

Não creio que Closer seja um filme sobre o amor. É um filme sobre as disputas de poder existentes nas relações humanas, havendo amor ou não, e nelas dois personagens (Larry e Alice) são máquinas destruidoras e os outros dois alternam fortalezas e fraquezas, o que deixa o filme desbalanceado por ter um lado mais natural e o outro mais sintético. Você poderia dizer, Amfíbio, e com razão: "mas a vida é assim mesmo, tem gente que é mais vulnerável e gente que é mais cruel". Mas Larry e Alice não abandonam suas personas predatórias nem por um segundo. Isso, e a verborragia incontida do roteiro (todos, exceto Anna, falam demais!), derivada do fato de ser, pra mim, apenas uma peça filmada, é que me tira tantos pontos com o filme.

 

Bem, um monólogo deste tamanho já é digno de Closer, heh. Mas pode ter certeza que vou ruminar sobre o que você escreveu. Estas diferenças de opinião poderiam estar sendo abordadas no Cineclube (onde eu certamente seria metralhado, hahah) também, mas o fato de uma discussão bacana como essa sair em um tópico isolado é saudável. Trocas de idéias devem ser a tônica do Cineclube mas não uma exclusividade dele.

[/quote']

 

Aí estão os pontos do filme que eu não gosto: a teatralidade excessiva, a bidimensionalidade dos personagens, as falas quilométricas e a má qualidade da transição do material do teatro para o cinema. Sim, eu ruminei sobre o que ele escreveu e continuo achando o filme muito raso. Sua preocupação maior é mostrar jogos de palavras (a cena entre Larry e Alice no clube de strippers é insuportável, ao ponto de parecer que as réplicas e tréplicas já estão prontas na cabeça de cada um, de tão rápidas que são proferidas, o que só demonstra a superficialidade dos diálogos), o que já havia sido feito - melhor - em Quem Tem Medo de Virgínia Woolf, e, obviamente, exibir Natalie Portman de peruca rosa e seminua, rebolando num poste.

 

Com "a cabeça para os negócios e um corpo feito para o pecado" (frase dita por um personagem de outro filme do próprio Nichols, Uma Secretária de Futuro, um indicativo de como ele explora o mesmo tema da femme fatale repetidas vezes) da Alice, não há marmanjo que resista.

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Alexei disse:

 

"Não creio que Closer seja um filme sobre o amor. É um filme sobre as disputas de poder existentes nas relações humanas, havendo amor ou não, e nelas dois personagens (Larry e Alice) são máquinas destruidoras e os outros dois alternam fortalezas e fraquezas, o que deixa o filme desbalanceado por ter um lado mais natural e o outro mais sintético".

 

 

Well,well,well...Vamos colocar o tópico para funcionar.

 

Temos acima um quase bombardeio do Alexei (grato pela colaboração),diria que seria como um pequeno ataque periférico que faz barulho,mas que nada estraga,realizado com bombinhas de festa junina.0205

 

O aspecto levantado (peguei apenas este,li por cima,por falta de tempo,preciso dormir) em nada desqualifica a proposta do filme,é aliás o seu "miolo",é desta forma que Nichols nos apresenta um quadro bem cru da afetividade humana,se tratando de relacionamentos.

 

Mas e então...O desafio ainda está de pé."Bombardear" é uma palavra forte,não pode ser banalizada desta forma.Quero ver o sangue jorrar! 1906

 

 

Filme Vítima de Bombardeio:

 

bomba.jpg

 

Closer (Closer,2004),de Mike Nichols.

 

Closer.jpg

Se vc não consegue entender todo o hype em cima do filme,se acha a atuação de todos totalmente caricatas e se escandaliza com os diálogos fortes (talvez desnecessários) contidos no filme citado,acenda o pavio.

 

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Enxak. Boa noite!

 

 

 

Closer um filmaço?

 

 

 

Foi um dos mais ridículos filmes de Drama que eu ja vi, vc pega Sociedade dos poetas mortos, Frances, A Lista de Schindler e outros, e compara com isso, percebe que essa obra de Nichols, não consegue ser um drama, e sim diálogos previsíveis e extremamente sensacionalistas, Jude Law foi um horror, o filme abusou das cenas de sexo, um roteiro que vc notava não ter um objetivo.

 

 

 

T+ e perdão se ofende alguém, mas não resisti!

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Olha, eu acho que não dá pra comparar Closer com filmes como Sociedade ou a Lista. Simplesmente a partir de que principios você tece tal comparação? Porque eu considero filmes completamente distintos. Agora, desenvolva seus comentários que eles parecem que irão a algum lugar.

 

 

 

 

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