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Noonan

Quentin Tarantino

Qual o melhor filme dirigido por Tarantino?  

100 members have voted

  1. 1. Qual o melhor filme dirigido por Tarantino?

    • Cães de Aluguel (1992)
      19
    • Pulp Fiction (1994)
      47
    • Grande Hotel (1995)
      1
    • Jackie Brown (1997)
      3
    • Kill Bill (2003/2004)
      39


Recommended Posts

 

Tarantino tem alguns filmes excelentes, como Pulp Fiction e Cães de Aluguel, q estão entre os melhores q já vi. Mas estou longe de considerá-lo o gênio q muita gente considera. Kill Bill foi uma megalomania cometida pelo diretor. KB2 chega a ser um filme interessante, mas o vol 1 é um saco, e a aclamada cena da luta eu considero enfadonha; sacal.. A mina mata um de um modo, outro de outro, é engraçado, interessante, e ela mata outro e mais outro, e outro ainda, e vai ficando repetitivo, e mais chato, e mais chato, e perde totalmente a graça... o filme é uma sopa de experiências/memórias de TV e cinema, algumas legais, outras ridiculamente bregas/cafonas, q  alguém resolveu denominar de "cultura pop", e na qual Trantino é mestre. Uma porção de cosias q se eu dissesse q gostava cairia no ridículo, mas como Tarantino é cool, então se ele gosta é legal...Considero Kill Bill quase uma brincadeira do diretor, uma misturança de tudo q ele achou legal na TV e cinema qdo era adolescente. Válido??Pode ser... Bom? Nem tanto... Diz-se q a idéia de fazer em dois volumes partiu do estúdio ganancioso; o q é bem fácil de acreditar, mas estabelecer q o diretor não teve culpa não torna os filmes melhores... Se tudo aquilo fosse condensado num único filme de umas duas hs, acho q teríamos aí um filme bem melhor... A parte 2 é muito melhor, a bobajada das "influências" diminui um pouco e a trama corre mais solta, o filme é mais agradável.. Mas , ainda assim, fora Grande Hotel q eu não vi, KB é o filme mais fraco do diretor. Jackie Brown é um filme legal, embora um pouco extenso o tempo voa qdo vc assite, a trama envolve vc, e o filme flui... Bom filme... Pulp Fiction e Cães de Aluguel sim, são obras de arte; cinema de primeira...Não consigo saber qual o melhor... Tenho a impressão q Pulp Fiction foi um projeto mais ousado(até em função do elenco), mais maduro, e no qual o estilo do diretor se encaixou de forma absolutamente perfeita.... Mas Cães de Aluguel tb é ótimo...

De qqr modo, um cara q tem 5 ou 6 filmes no currículo, acho meio cedo dizer q ele tem uma obra, e isso ou aquilo... Quero esperar mais tempo/mais filmes antes de formar um juízo de opinião compelto sobre o cara. O q posso dizer até aqui é q um cara q fez Pulp Fiction e Cães de Aluguel certamente tem talento como diretor, mas considero ele um pouco limitado; preso a um único modo de fazer filmes... A fórmula é sempre a mesma, com diálogos inusitados, humor negro, uma espécie de violência meio caricata/estilizada e idas e vindas no tempo durante o filme... O cara trabalha com esse elementos em rigorosasmente todos os filmes... Uma hora cansa....

 

EDIT: Em tempo, pensei um pouco e votei em Pulp Fiction

 

Highlander2006-11-02 11:23:53

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Só assisti:

1- Pulp Fiction    10/10

2- Kill Bill Vol. 1   9/10

3- Jackie Brown  7,5/10

Antes de voltar pretendo ver Kill Bill vol. 2.... pode mudar muita coisa ai... e se der também verei o Cães de Aluguel...

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Um interessante cineasta. O único filme dele que não gosto é Pulp Fiction, mas que ainda tem seus momentos. Os outros todos são ótimos.

 

TOP 5:

1. Cães de Aluguel

2. Jackie Brown

3. Kill Bill vol.1

4. Kill Bill vol.2

5. Pulp Fiction

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Um interessante cineasta. O único filme dele que não gosto é Pulp Fiction' date=' mas que ainda tem seus momentos. Os outros todos são ótimos.

 

TOP 5:

1. Cães de Aluguel

2. Jackie Brown

3. Kill Bill vol.1

4. Kill Bill vol.2

5. Pulp Fiction
[/quote']

 

taí uma questão que me interessou... pq alguém que gostou de Cães de Aluguel, Jackie Brown e kill bill não gsotaria de pulp fiction?17

 

 

 

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Boa pergunta, hehehe. Também não sei.

 

Apenas acho Pulp Fiction chato demais. O filme se estende muito, não vejo graça nenhuma em vários diálogos (na parte do Royale with Cheese, por exemplo), e o excesso de referências e de personagens (acho o Harvey Keitel completamente desnecessário) atraplha o andamento do filme por diversas vezes. Mas enfim, tem seus momentos como eu já disse, e em sua maioria são protagonizados pela Uma Thurman.

 

sei lá. preciso rever quem sabe.

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Boa pergunta' date=' hehehe. Também não sei.

 

Apenas acho Pulp Fiction chato demais. O filme se estende muito, não vejo graça nenhuma em vários diálogos (na parte do Royale with Cheese, por exemplo), e o excesso de referências e de personagens (acho o Harvey Keitel completamente desnecessário) atraplha o andamento do filme por diversas vezes. Mas enfim, tem seus momentos como eu já disse, e em sua maioria são protagonizados pela Uma Thurman.

 

sei lá. preciso rever quem sabe.
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algumas coisas eu concordo quando diz dos diálogos, as vezes dá vontade de mandar o John Travolta calar a boca. 06

 

mais eu gostei muito, é um ótimo filme, o meu preferido de Tarantino. Cada vez que eu vejo eu sinto uma coisa diferente, as vezes eu vejo Pulp Fiction e não gosto e as vezes eu vejo e amo, vai entender...

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Esta trivialidade dos diálogos é o que mais me chama atenção no cinema de Quentin Tarantino. Normalmente, as produções hollywoodianas são extremamente secas e burocráticas em seus textos, parecendo temer qualquer investida em um assunto que não seja referente à história principal. Esta mistura inusitada de temas e sub-temas proposta por Tarantino em suas obras, além de inteligente e bastante divertida, ainda possibilita uma aproximação muito maior entre o filme e a nossa própria realidade.

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1-Pulp Ficton- totalmente invador, um dos melhores da década de 90.

2-Cães de aluguel- primeiro trabalhor de tarantino, começo com o pé direito.

3- Jackie Brown- totalmente subestimado.

4- Kill Bill vol 1- o telespectador simplesmente não pisca.

5- Kill Bill vol 2- eu amo a Uma Thurman.

 

Embora os roteiros de Tarantino serem fantásticos, são todos iguais (eu ainda não sei se isso é bom ou ruim).

 

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Para entrar no clima, vou postar um "Top Tarantino":

1. Pulp Fiction

2. Kill Bill

3. Cães de Aluguel

4. Jackie Brown

5. CSI: A Sete Palmos

6. O Homem de Hollywood (o seu segmento de Grande Hotel).

 

Os dois primeiros são obras-primas, e o único que não gosto é o último.

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com relação a quentin tarantino sou meio contraditoria. o primeiro filme que vi dele foi caes de aluguel.  merece todos os creditos por ser um projeto inicial, ser inovador e se diferenciar de outros filmes de assalto a banco por mostrar o lado dos bandidos e pelos seus dialogos acidos. Depois eu vi pulp fiction. nem precisa dizer que amei é um dos melhores filmes dos anos 90, por tb seus dialogos,roteiro e ter o merito de mostrar a todos que jonh travolta é um ator de verdade.

Mas aí chega kill bill e a historia muda. violencia gratuita, produto comercial, mais violencia gratuita e repetitivas referencias pop. para mim cinema de verdade não deve ter o intuito só de divertir e ganhar dinheiro deve ter a função de fazer refletir, mostrar a realidade ou seja tem que ter conteudo.coisa que falta em seus ultimos filmes.

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com relação a quentin tarantino sou meio contraditoria. o primeiro filme que vi dele foi caes de aluguel.  merece todos os creditos por ser um projeto inicial' date=' ser inovador e se diferenciar de outros filmes de assalto a banco por mostrar o lado dos bandidos e pelos seus dialogos acidos. Depois eu vi pulp fiction. nem precisa dizer que amei é um dos melhores filmes dos anos 90, por tb seus dialogos,roteiro e ter o merito de mostrar a todos que jonh travolta é um ator de verdade.

Mas aí chega kill bill e a historia muda. violencia gratuita, produto comercial, mais violencia gratuita e repetitivas referencias pop. para mim cinema de verdade não deve ter o intuito só de divertir e ganhar dinheiro deve ter a função de fazer refletir, mostrar a realidade ou seja tem que ter conteudo.coisa que falta em seus ultimos filmes.
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Não acredito que a violência de "Kill Bill" seja gratuita. Referencial, talvez, mas nunca gratuita. Aliás, esta história de gratuidade em matéria de violência continua incompreendida por mim. Quais seriam os critérios para a definição desta gratuidade? Necessidade de objetividade narrativa? Se for isso, "Kill Bill" passa longe de ser violento sem ter motivações. Não vejo outra maneira de se filmar uma história como esta.

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Na verdade eu não considero a violência de Kill Bill nem como uma violência que deva ser levada a sério. Acho que todos concordamos que tudo é exagerado demais, propositalmente.

 

E sim, filmes podem ter o objetivo único de divertir o espectador (Os Caçadores da Arca Perdida, De Volta para o Futuro...). Minha única restrição é que não ofendam a inteligência (restrição básica para qualquer filme, com qualquer proposta, aliás) - e não provocar uma reflexão não se encaixa nisso. Além disso, há outros "intuitos" que um filme pode ter além dos que você citou, e um deles é falar sobre o próprio Cinema. Não sei se você já leu Se um Viajante numa Noite de Inverno, de Italo Calvino (se não leu, leia, é genial). É um livro dedicado à arte de escrever, e também à arte de ler.

 

Os filmes de Tarantino são assim. Ele parece ser um diretor que realmente gosta do que faz, e há em seus filmes toda essa característica metalingüística. E um ótimo efeito surtido: desperta a curiosidade do cinéfilo para ver as obras que serviram de influência. São, enfim, filmes feitos por um cinéfilo e direcionados para outros cinéfilos. Como o Nacka disse uma vez, o cinema de Tarantino chega quase a ser exclusivo.
Noonan2006-11-05 22:50:30

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Pulp Fiction chato?

 

o filme é a grande referência cinematográfica dos anos 90 e como falaram é divertido como os outros filmes do Tarantino

 

que venha Death Proof do Grindhouse  16

 

 

acho que amanhã vou ver Cães de Aluguel 03

 

cinéfilo2006-11-05 23:03:20

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com relação a quentin tarantino sou meio contraditoria. o primeiro filme que vi dele foi caes de aluguel.  merece todos os creditos por ser um projeto inicial' date=' ser inovador e se diferenciar de outros filmes de assalto a banco por mostrar o lado dos bandidos e pelos seus dialogos acidos. Depois eu vi pulp fiction. nem precisa dizer que amei é um dos melhores filmes dos anos 90, por tb seus dialogos,roteiro e ter o merito de mostrar a todos que jonh travolta é um ator de verdade.

Mas aí chega kill bill e a historia muda. violencia gratuita, produto comercial, mais violencia gratuita e repetitivas referencias pop. para mim cinema de verdade não deve ter o intuito só de divertir e ganhar dinheiro deve ter a função de fazer refletir, mostrar a realidade ou seja tem que ter conteudo.coisa que falta em seus ultimos filmes.
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Não acredito que a violência de "Kill Bill" seja gratuita. Referencial, talvez, mas nunca gratuita. Aliás, esta história de gratuidade em matéria de violência continua incompreendida por mim. Quais seriam os critérios para a definição desta gratuidade? Necessidade de objetividade narrativa? Se for isso, "Kill Bill" passa longe de ser violento sem ter motivações. Não vejo outra maneira de se filmar uma história como esta.

 

 

Isso mesmo, Kill Bill não tem nada de gratuito. A idéia é trabalhar a violência de forma estilizada e pop.

 

E quanto a frase em negrito: Kill Bill é o filme do Tarantino que melhor trabalha a imagem e a forma. E considerando que cinema é imagem em movimento, a forma é o conteúdo do filme. A intenção é muito maior do que apenas ganhar dinheiro.

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com relação a quentin tarantino sou meio contraditoria. o primeiro filme que vi dele foi caes de aluguel.  merece todos os creditos por ser um projeto inicial' date=' ser inovador e se diferenciar de outros filmes de assalto a banco por mostrar o lado dos bandidos e pelos seus dialogos acidos. Depois eu vi pulp fiction. nem precisa dizer que amei é um dos melhores filmes dos anos 90, por tb seus dialogos,roteiro e ter o merito de mostrar a todos que jonh travolta é um ator de verdade.

Mas aí chega kill bill e a historia muda. violencia gratuita, produto comercial, mais violencia gratuita e repetitivas referencias pop. para mim cinema de verdade não deve ter o intuito só de divertir e ganhar dinheiro deve ter a função de fazer refletir, mostrar a realidade ou seja tem que ter conteudo.coisa que falta em seus ultimos filmes.
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Não acredito que a violência de "Kill Bill" seja gratuita. Referencial, talvez, mas nunca gratuita. Aliás, esta história de gratuidade em matéria de violência continua incompreendida por mim. Quais seriam os critérios para a definição desta gratuidade? Necessidade de objetividade narrativa? Se for isso, "Kill Bill" passa longe de ser violento sem ter motivações. Não vejo outra maneira de se filmar uma história como esta.

 

 

Isso mesmo, Kill Bill não tem nada de gratuito. A idéia é trabalhar a violência de forma estilizada e pop.

 

E quanto a frase em negrito: Kill Bill é o filme do Tarantino que melhor trabalha a imagem e a forma. E considerando que cinema é imagem em movimento, a forma é o conteúdo do filme. A intenção é muito maior do que apenas ganhar dinheiro.

 

e qual seria a intenção de tarantino em kill bill? para mim é um amontoado de sangue e lutas repetitivas que não acrescenta nada.( sei q vou irritar muita egente dizendo isso)

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com relação a quentin tarantino sou meio contraditoria. o primeiro filme que vi dele foi caes de aluguel.  merece todos os creditos por ser um projeto inicial' date=' ser inovador e se diferenciar de outros filmes de assalto a banco por mostrar o lado dos bandidos e pelos seus dialogos acidos. Depois eu vi pulp fiction. nem precisa dizer que amei é um dos melhores filmes dos anos 90, por tb seus dialogos,roteiro e ter o merito de mostrar a todos que jonh travolta é um ator de verdade.

Mas aí chega kill bill e a historia muda. violencia gratuita, produto comercial, mais violencia gratuita e repetitivas referencias pop. para mim cinema de verdade não deve ter o intuito só de divertir e ganhar dinheiro deve ter a função de fazer refletir, mostrar a realidade ou seja tem que ter conteudo.coisa que falta em seus ultimos filmes.
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Não acredito que a violência de "Kill Bill" seja gratuita. Referencial, talvez, mas nunca gratuita. Aliás, esta história de gratuidade em matéria de violência continua incompreendida por mim. Quais seriam os critérios para a definição desta gratuidade? Necessidade de objetividade narrativa? Se for isso, "Kill Bill" passa longe de ser violento sem ter motivações. Não vejo outra maneira de se filmar uma história como esta.

 

 

Isso mesmo, Kill Bill não tem nada de gratuito. A idéia é trabalhar a violência de forma estilizada e pop.

 

E quanto a frase em negrito: Kill Bill é o filme do Tarantino que melhor trabalha a imagem e a forma. E considerando que cinema é imagem em movimento, a forma é o conteúdo do filme. A intenção é muito maior do que apenas ganhar dinheiro.

 

e qual seria a intenção de tarantino em kill bill? para mim é um amontoado de sangue e lutas repetitivas que não acrescenta nada.( sei q vou irritar muita egente dizendo isso)

 

Pra mim, Kill Bill é o filme mais bem trabalhado dele. Tem um fiapo de trama. E tem MUITO conteúdo.

 

Comprei recentemente o box em DVD, e quando revi tinha escrito isso:

 

[content spoilers]

 

Kill Bill<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

de Quentin Tarantino (2003)

 

Vendo os dois filmes sequencialmente, como devem ser vistos, apenas um defeito pode ser percebido: no segundo filme, a montagem tem uns pequenos tropeços no que diz respeito a incluir a história do treinamento com Pai Mei, que acontece alguns anos antes da narrativa do filme, usando recurso de flashback. A mudança climática que vai do momento <?:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" />em que Beatrix está enterrada e começa a relembrar os ensinamentos de Pai Mei é bem bizarra. Se eu tivesse montado o filme, eu incluiria o treinamento com Pai Mei no capítulo 7, e não no 8 como está no filme. Solucionaria o problema de querer mostrar o contraponto Oriental ao Ocidental Volume 2. E além disso, não interromperia aquela seqüência maravilhosa do túmulo bem no meio. Para relembrar, o filme é mostrado em 10 capítulos (5 para cada volume), e os do Volume 2 estão dispostos assim: 6 - O Massacre em Two Pines; 7 - O solitário túmulo de Paula Schultz; 8 - O duro treinamento com Pai Mei; 9 - Elle e Eu; 10 - Face a Face. Não seria ideal trocar o capítulo 7 pelo 8? Não comprometeria a narrativa, e a referência ao treinamento nas madeiras quando ela diz "Pai Mei, aqui vou eu", seria bem fácil de captar. Mas esse é um erro mínimo neste grande filme, destruído quase que esmagadoramente pelas qualidades.

 

O valor estético desse filme merece aplausos. Depois do prólogo, temos uma seqüência de luta arrebatadora entre A Noiva (Uma Thurman) e Vernita Green (Vivica A. Fox). É uma luta meio jackiechaniana: tudo vale para ser usado, e as combatentes parecem se respeitar. Logo no começo do filme, já nos é presenteada ação muito bem coreografada. Cabe homenagem até para fenômenos recentes, que já são clássicos, como "O Tigre e o Dragão" e "Matrix". Ainda no primeiro volume, A Noiva narra o capítulo 3, a história da vida da número 1 da lista (Lucy Liu). Essa seqüência em anime, não poderia ter sido feita melhor. E até dá uma pista para uma das linguagens que ele ia homenagear. E nela, somos apresentados aos esguichos de sangue, delícia proeminente deste primeiro volume. E a essa altura do campeonato, já foram mostradas as split-screens, típicas de Tarantino, os planos típicos de HQ (como um certo afastamento dos personagens entre si, quando não estão lutando ou se agarrando; além de delimitar os planos com quatro cantos apenas). E também, logo nos primeiros minutos, dá pra ver os zooms e closes sergioleônicos nos rostos dos personagens. Tarantino não quer ser maior ou igual a Leone, mas só a ousadia de colocar a homenagem já é capaz de causar uma emoção nos duelos bem grande. E no último capítulo do primeiro volume, temos a fantástica seqüência naquele clube, ao som de uma rockabilly trash, onde a câmera deita e rola. O figurino usado por Uma Thurman é o mesmo de um dos homenageados pelo filme, Bruce Lee. E a seqüência com os 88 Loucos, uma das primeiras coisas que se vem à cabeça quando dizem "Kill Bill", antológica, e de tirar o fôlego. Além do que, o duelo com O-Ren é bonito, e fica ainda mais poderoso com a trilha "Don't Let me be Misunderstood", usada muito bem. O segundo volume começa em preto-e-branco com um monólogo dA Noiva, resumindo o primeiro filme, em um carro com fundo falso, típico dos anos 60. Muito legal. E conhecemos Pai Mei, um dos melhores treinadores de todos os filmes, e o seu treinamento é representado com dureza (e a degradação física da personagem é muito bem retratada). Além disso, temos ótimos momentos de kung fu em contraluz, assim como na luta com os 88 Loucos, de beleza impressionante. Paralelamente a Pai Mei, o filme mostra A Noiva sendo enterrada viva, onde Tarantino troca o tamanho das telas que usa, diminuindo o nosso campo de visão, aumentando a claustrofobia. E outra: quer coisa mais angustiante do que mostrar uma tela preta, com o som de terra caindo? (o que aliás, pode ser interpretado como uma homenagem ao uso magistral do som Mestre Leone, que apesar da imagem ser decisiva, são momentos onde o som provoca muito mais emoção; além disso, a trilha musical dessa cena foi composta por ninguém menos que Ennio Morricone, o compositor das imortais trilhas dos filmes de Leone). A luta com Elle Driver é uma das mais bem feitas, graças ao desempenho das atrizes. Dava pra ver a rivalidade entre as duas desde o começo da saga, mas a visceralidade com que elas vivem deixa a coisa muito mais viva e intensa. E quando ela finalmente Kill Bill, pode ser uma luta curta, se comparada às demais, mas quando A Noiva dá o Golpe dos Cinco Pontos que Explodem o Coração e toca aquela musiquinha de filme de kung-fu, vinda provavelmente de um disco de vinil velho gravado num VHS estragado do filme do Bruce Lee cover... é impossível não sentir a nostalgia que Tarantino põe na tela; mesmo que vc não seja fã de kung-fu, vc se identifica com o sentimento. Vale lembrar que todas essas referências também podem servir como ótimo recurso de metalinguagem do cinema cinéfilo de Tarantino.

 

Sobre o jeito Tarantino dos filmes, temos várias coisas: a trilha sonora de clássicos fodas dos anos 70 escolhida a dedo, a estética meio HQ, os constantes closes em pés. Sobre os diálogos, o Tarantino está mais contido, não precisa ficar comparando "Ah, mas Like a Virgin era um diálogo bem melhor", ou "ele não consegue igualar a massagem nos pés". Os diálogos, além do interessantíssimo monólogo sobre o Superman (comentado mais a frente), representam mais a dinâmica entre os personagens, que está muito bem feita aqui.

 

Saindo um pouco do campo da estética e das referências, a história. A história de "Kill Bill" pode ser banal, estúpida e absurda, mas o estilo e a forma que Tarantino coloca deixa a experiência ainda mais rica. Além do que, vamos analisar a tal história banal, estúpida e absurda: Bill é um órfão criado em parte pela mãe, em parte por um cafetão mexicano, em parte por milhares de outras figuras paternas; fã de HQs de super-heróis, ia ao cinema desde molequinho e desenvolveu uma tara por louras. Cresceu e formou um bando de assassinos. Tem um pouco de carência, é um pouco cool, um pouco de impulsividade, e tem um certo charme. Ao invés de se desenvolver como um vilão clássico e ameaçador (como reclamaram muitos críticos), Bill é mais realista, um anti-herói mais incomum. Budd se meteu nos negócios do irmão por ambição e pela sedução do easy money, mas é um cara que gosta de uma vida simples. É um pouco submisso às outras pessoas, sendo humilhado às vezes. Gerou uma certa frustração, tanto que ele é alcoólatra. Essa frustração e o alcoolismo deram vazão ao lado patife dele, lado que o fez mentir para o irmão sobre a penhoração da espada Hanzo; é o lado que o fez dizer que "that woman deserves her revenge... and we deserve to die" (aquela mulher merece a revanche... e nós merecemos morrer) pra depois enfiar dois pedrões de sal grosso nos peitos e enterrá-la viva. Elle Driver tem alguns elementos da femme fatale clássica como o jeito sexy, o comportamento irreverente (seu velho estúpido miserável!), e a queda por um cafajeste. Mas ela é um pouco mais fdp e malvada mesmo (pô, colocou uma black mamba no meio de um milhão de dólares!), torna a personagem mais divertida, e ainda assim realista, e o antagonismo dela com a Beatrix pela última ser a preferida do Bill é um elemento que já foi muito usado, clichê, mas a intensidade que as duas vivem (o olhar de desprezo da Elle é impagável) e o estilo empregado por Tarantino deixa o clichê muito bem útil. A luta entre Elle e Beatrix é a mais intensa, e é uma das mais excitantes. É um confronto que já esperávamos com avidez. O-Ren Ishii e Vernita Green aparecem menos, mas nem precisavam tanto desenvolvimento. By the way, a história de O-Ren pelo anime é ótima e bem intensa. Uma Thurman constrói a protagonista como uma heroína clássica: corajosa e determinada. A diferença está nos propósitos vingativos dela. Thurman vive com elegância e uma certa ironia uma personagem que sabe que não terá descanso enquanto não exterminar seus arrependidos algozes.

 

Aliás, isso é típico dos personagens de Tarantino: pessoas com personalidade quase imutável, e intensa. A Noiva sabe que se seus algozes pudessem voltar no tempo, não teríamos o massacre em Two Pines, mesmo assim, ela não consegue se desviar do prazer que ela sente em ser vingativa, a natural born killer (assassina por natureza), como Bill mesmo diz (referência ao filme de Oliver Stone, que Tarantino odeia?). Discordo quando dizem que o monólogo sobre Superman foi forçado: aliás, esse é um dos momentos mais emblemáticos da saga. Uma pessoa pode simplesmente, vestir uma máscara e fugir do que ela realmente é? Acusado de ser um anti-clímax, a luta com Bill não é frustrante: na posição de espectador você NÃO quer que ela atinja o objetivo. O filme existe porque A Noiva partiu em busca de vingança por supostamente perder futuro marido e a filha; David Carradine cria um Bill simpático, frio, calculista, mas que conquista nossa simpatia e admiração; admiração por conseguir esfregar na cara que ela não precisava mais matar ninguém, a filha estava viva, os algozes (exceto Elle) estavam genuinamente arrependidos (Budd é controverso, mas se enquadra aqu), e o marido, era só uma máscara que ela estava vestindo. Mais uma vez, a personalidade definida dos personagens de Tarantino influe nesse aspecto. Assim como em "Pulp", ele arranja tempo até para dar uma reflexaozinha, sem deixar o tom único de seus filmes, descompromissado digamos, 'politicamente'. Aliás, mesmo com a possível correção das falhas apontadas no início, pedir mais seria demais.

rubysun2006-11-12 18:39:33

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Kill Bill - 10/10

 

 Kill Bill é um filme que fez história com certeza. É completamente original e inovador. Misturou certos elementos da cultura oriental com a cultura ocidental e deu certo. Mas achei o Kill Bill II um pouco desapontante. Acho que faltou ação (não no final, quando Beatrix encontra Bill, porque o final é perfeito). Mas ainda sim dou dez.

 

Pulp Fiction - 10/10

 

 É Pulp Fiction. Não tenho nada a mais pra falar, além do que já diseram aqui -_-'

 

Cães de Aluguel - 10/10

 

 Dou dez e é de exagero mesmo. Mas Cães de Aluguel foi o primeiro filme de máfia que eu vi. Enfim, me marcou.

 

Sin City (?) - 9/10

 

 Não sei se vale aqui na lista e tal. Mas eu adorei também.

 

 

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