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Forum Cinema em Cena
Michel M.

Preconceito

Qual tipo de preconceito você julga ter de forma mais explícita?  

63 members have voted

  1. 1. Qual tipo de preconceito você julga ter de forma mais explícita?

    • Preconceito de raça.
      5
    • Preconceito de classe.
      7
    • Preconceito de religião.
      4
    • Preconceito de sexualidade.
      16
    • Preconceito intelectual
      13
    • Outro tipo(qual?)
      3
    • Não tenho preconceito algum (pense antes de votar nessa)
      8
    • Mais de um dos exemplos citados.
      13


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Olha' date=' sinto te desiludir, mas de fato TODAS as idéias discutidas aqui são fantasiosas - a verdade é que o preconceito dificilmente deixará de existir. Se considera minhas idéias irreais, devo dizer que as suas também o são, na medida em que percebemos que (considerando sua idéia de que as vítimas desempenham um importante papel na propagação do preconceito) elas nunca deixarão de agir como desencadeadoras na medida em que consideram algumas coisas como direito inerente a elas como pessoas (exemplo: o caso dos homossexuais) e, em outras hipóteses essas idéias sequer são aplicáveis (caso do negro - que não pode deixar de sê-lo, ou do pobre que dificilmente conseguirá uma grande ascenção). [/quote']

 

 

 

Pois é. Dizer que o preconceito pode acabar totalmente é pura utopia. Nisso eu concordo plenamente com você.

 

 

 

Quanto à minha idéia, de que cada lado deve fazer sua parte, isso já ocorre. Um pouco, mas ocorre. Coloquemos como exemplo um casal homossexual. Dois. O primeiro casal é da maneira que exemplificamos no passado. O segundo é um casal mais decente: anda junto, de mãos dadas, conversa e tudo mais. Na minha opinião, o segundo é um casal homossexual decente, que evita escândalos, sem deixar de ser homossexual. Para mim, eles estão fazendo sua parte no combate ao preconceito. Vai ter gente que vai ver os dois juntos e olhar feio? Vai. Mas os gays estão fazendo a parte deles. O segundo casal é uma utopia? Eu acho que não. Você acha?

 

 

 

 

E aqui um detalhe: gostaria MUITO que me explicasse como seu ponto de vista corrige as SUPOSTAS falhas que detectei - e aqui falo sem ironia alguma' date=' assim poderei compreender melhor o que disse a princípio)... [/quote']

 

 

 

Poderia relatá-las de maneira mais sucinta? Agradeço

 

 

 

 

Minha idéia' date=' se quiser ouvir, é a seguinte...acredito que a LONGO prazo podemos pensar em uma diminuição significativa em todos os casos se intensificarmos o processo de conscientização que falei (e que já até vem ocorrendo - veja como o preconceito contra o negro é bem menor hoje do que já foi outrora).

 

Como vê não há nada de fantasioso na hipótese (mas note que o que disse antes se mantém...ela não atinge a vítima - o negro não deixa de ser negro - mas somente o preconceituoso), agora realmente pensar que ele desaparecerá seria fantasioso; uma utopia que não faz sentido, entende?[/quote']

 

 

 

Eu entendi, mas, sabe, não acredito muito que a propaganda de conscientização (seja ela do que for - camisinha, drogas ou preconceito) funcione mesmo. Talvez seja eu muito incrédulo nessas campanhas...

 

 

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Quanto à minha idéia' date=' de que cada lado deve fazer sua parte, isso já ocorre. Um pouco, mas ocorre. Coloquemos como exemplo um casal homossexual. Dois. O primeiro casal é da maneira que exemplificamos no passado. O segundo é um casal mais decente: anda junto, de mãos dadas, conversa e tudo mais. Na minha opinião, o segundo é um casal homossexual decente, que evita escândalos, sem deixar de ser homossexual. Para mim, eles estão fazendo sua parte no combate ao preconceito. Vai ter gente que vai ver os dois juntos e olhar feio? Vai. Mas os gays estão fazendo a parte deles. O segundo casal é uma utopia? Eu acho que não. Você acha?[/quote']

Entendo. Mas aí estamos com um problema conceitual (entra o que o Dook falou). O preconceito do pessoal é simplesmente pelo fato deles serem gays e não pelo comportamento deles (o comportamento reforça o "asco" das pessoas, mas não é o fator chave). O segundo conseguimos diminuir se levarmos em conta seu ponto de vista, mas o primeiro não sei se teria uma redução significativa.  Este você acredita que não há como mudar? 12 

 

 

 

 

 

Poderia relatá-las de maneira mais sucinta? Agradeço

 

Como assim? Já relatei e você até me respondeu no parágrafo anterior... 09

 

 

 

 

Eu entendi, mas, sabe, não acredito muito que a propaganda de conscientização (seja ela do que for - camisinha, drogas ou preconceito) funcione mesmo. Talvez seja eu muito incrédulo nessas campanhas...

 

Ah, sim, o que eu digo não é propaganda (marketing), mas é mesmo a tentativa lenta e gradual de introdução na sociedade de novos conceitos a fim de reduzir essa problemática (por exemplo, educação das nossas crianças e propagação por parte de pessoas "mais instruídas" dessa mensagem.

 

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Bem...como ignoraram as minhas parguntas da páginas anterior' date=' passo para frente.

Em que medida uma experiência vivida (picada da vespa) iforma todo o preconceito? Parte do preconceito em relação ao negro se deve a associação empírica (?) de que marginais são negros. Mas como explicar por outro lado a valorização do tipo branco, e a desvalorização do negro como modelo de beleza, por exemplo?[/quote']

Que pergunta? O que é conceito? Eu já respondi.

iforma? Você quis dizer "informa"? A experiência vivida cria um preconceito. Como a THX muito bem comentou, a reação à experiência negativa pode ser menor ou maior, dependendo de pessoa pra pessoa. No exemplo da casa com vespas, alguns reagirão nunca mais indo para aquela casa, outros reagiram nunca mais indo para casas com vespas, outros reagiram nunca mais indo ao campo, outras (extremo) nunca mais irão à casas.

O seu questionamento envolve outro ponto, outra gênese do preconceito. Estava eu até agora falando do preconceito que surge dentro de uma pessoa. Neste caso, é um preconceito da sociedade em geral. Let´s go:

Enquanto no outro caso as situações vividas geravam o preconceito, nessa situação são fatores histórico-sociais que geram o preconceito. Acho que você é prof de história, Conan. Estou correto? Se sim, pode dizer mais do que eu da história dos negros na visão ocidental. Poderíamos citar que eles foram escravizados porque "não tinham alma", segundo a igreja. O negro foi tratado como um animal durante séculos. Será que não resta nada desse tempo hoje? Como um bom historiador, você deve saber muito bem que o presente é fruto do passado. Ainda resta na nossa sociedade um pouco do negro escravo, disfarçado, oculto. Mas existe.

Acho que sua pergunta pode ser melhor explanada por você mesmo 03.gif

 

hum...estamos avançando. Descobrimos que as causas do preconceito são muitas e variadas, que envolvem processos sociais mais complicados do que a simples vontade. A vontade é importante, claro, mas não dá conta de tudo.

É neste aspecto que entra os conceitos de nossa sociedade, King. Conceitos que dizem que bonito é ser branco, loiro dos olhos azuis. Talvez os conceitos que existem não são os definitivos e nem os melhores. Por que não ter uma visão crítica?

Que tal aquela frase já famosa "está na hora de rever os seus conceitos?".

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Entendo. Mas aí estamos com um problema conceitual (entra o que o Dook falou). O preconceito do pessoal é simplesmente pelo fato deles serem gays e não pelo comportamento deles (o comportamento reforça o "asco" das pessoas' date=' mas não é o fator chave). O segundo conseguimos diminuir se levarmos em conta seu ponto de vista, mas o primeiro não sei se teria uma redução significativa. Este você acredita que não há como mudar? [/quote']

 

 

 

Os preconceituosos, pelos métodos convencionais, não mudarão ou mudarão bem pouco. O processo convencional (campanhas de conscientização, incentivos, paradas gays, etc) são muito lentos, e podem levar gerações. E política brasileira é, quase sempre, imediatista demais. Seria necessário esperar a próxima geração, para que o preconceito diminua.

 

 

 

Você escreveu que o preconceito contra negros diminuiu e associa isso à campanhas. Eu associo isso ao tempo. Há 120 anos a lei áurea foi assinada, e a cada geração os negros foram melhores aceitos na sociedade. De pouco em pouco. Note que antes falar de cultos afro era escândalo. Macumbas, galinhas pretas e iemanjá. Era uma coisa suja, proibida, associavam isso a bruxaria. Hoje a quantidade de gente que pula sete ondas e joga rosa para iemanjá no ano novo é muito grande, mostrando a integração negra no Brasil. Melhorou bastante, mas ainda há preconceito, e ainda pode melhorar. No caso dos homossexuais creio que será a mesma coisa: um processo lento e gradativo.

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Não, não, King, acho que não fui claro. Bom, a começar, processos de conscientização pra mim não envolvem paradas gays ou movimentos negros, a qual não citei propositadamente (que para mim são formas de PROTESTO e não de conscientização, coisas que pessoalmente até entendo, mas não gosto).

Aí discordo de algumas coisas que você falou: em primeiro lugar,  não há que se falar de imediatismo aqui. O preconceito é uma problemática GRAVE e não há, em minha opinião nenhuma medida que pode ser tomada que o destrua rapidamente, as soluções são de no mínimo médio/longo prazo.

Em segundo lugar, não associo a diminuição do preconceito ao negro com campanhas exclusivamente (campanha não é necessariamente o mesmo que conscientização - introduzir gradativamente a cultura nas escolas de tratar as pessoas de forma equânime, POR EXEMPLO, inibindo comportamentos preconceituosos através de preparo psicológico dos professores para lidar com alunos desse tipo), mas com uma longa e gradativa mudança no pensamento da sociedade (mudança que tem ainda um longo trajeto pela frente).

Fora que tempo e conscientização não são fatores desvinculáveis. Não há como conscientizar se não prevermos um período de tempo razoavel. Assim como também não há como mudar sem processo de conscientização. Aí só se for através de leis, coibindo as atitudes preconceitusosas pelo medo de agir e ser punido. Da mesma forma, essa solução (que para mim é fraca justamente por levar a um equilíbrio "frágil") vai atingir somente os preconceituosos (tá vendo como a idéia da mudança da sociedade através exclusivamente dos preconceituosos é palpável e não tem nada de irreal?)

Sem contar que, logicamente, mesmo que adotássemos suas medidas (como as vítimas terem papel fundamental, não "provocando" os preconceituosos), ainda assim, teríamos um papel CENTRAL da conscientização dessas a fim de que o processo pudesse ser vinculado (as vítimas jamais mudariam seus papéis se não tivessem ciência de que estão contribuindo com uma estratégia maior). Sua própria descrença nesse método (o da conscientização) exclui completamente sua possibilidade de sucesso.

 

Mr. Scofield2008-07-11 08:20:30

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Aí discordo de algumas coisas que você falou: em primeiro lugar' date=' não há que se falar de imediatismo aqui. O preconceito é uma problemática GRAVE e não há, em minha opinião nenhuma medida que pode ser tomada que o destrua rapidamente, as soluções são de no mínimo médio/longo prazo.

 

[/quote']

 

 

 

Concordo. Mas há atitudes que o governo brasileiro toma com a intenção de exterminar o preconceito de maneira rápida. Como as cotas para negros e pardos, uma tentativa de inclusão que só gera mais preconceito.

 

 

 

Em segundo lugar' date=' não associo a diminuição do preconceito ao negro com campanhas exclusivamente (campanha não é necessariamente o mesmo que conscientização - introduzir gradativamente a cultura nas escolas de tratar as pessoas de forma equânime, POR EXEMPLO, inibindo comportamentos preconceituosos através de preparo psicológico dos professores para lidar com alunos desse tipo), mas com uma longa e gradativa mudança no pensamento da sociedade (mudança que tem ainda um longo trajeto pela frente).

 

[/quote']

 

 

 

Correto. E essa sociedade foi mudando de 1888 até hoje, de forma natural.

 

 

 

Fora que tempo e conscientização não são fatores desvinculáveis. Não há como conscientizar se não prevermos um período de tempo razoavel. Assim como também não há como mudar sem processo de conscientização. Aí só se for através de leis' date=' coibindo as atitudes preconceitusosas pelo medo de agir e ser punido. Da mesma forma, essa solução (que para mim é fraca justamente por levar a um equilíbrio "frágil") vai atingir somente os preconceituosos (tá vendo como a idéia da mudança da sociedade através exclusivamente dos preconceituosos é palpável e não tem nada de irreal?)

 

[/quote']

 

 

 

No meu último post escrevi "métodos convencionais" porque acredito que a proposta da frase em negrito seja eficiente e mais rápida. Porém, não convencional às atuais filosofias de liberdade.

 

 

 

Essa solução, quando feita com organização e cumprida à risca, não é frágil. Basta que existe lei e punição adequada para os que não a cumprem. E essas leis não precisam atingir apenas o preconceituoso. Essas leis podem controlar a vítima também, obrigando-a a fazer sua parte.

 

 

 

E não entendi sua colocação. Numa mesma frase você disse que é uma solução fraca e palpável? Isso foi um pouco contraditório.

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Concordo. Mas há atitudes que o governo brasileiro toma com a intenção de exterminar o preconceito de maneira rápida. Como as cotas para negros e pardos' date=' uma tentativa de inclusão que só gera mais preconceito.[/quote']

 

Ixi, também odeio essa idéia, King... 07

 

 

 

 

 

 

No meu último post escrevi "métodos convencionais" porque acredito que a proposta da frase em negrito seja eficiente e mais rápida. Porém' date=' não convencional às atuais filosofias de liberdade.

 

 

 

Essa solução, quando feita com organização e cumprida à risca, não é frágil. Basta que existe lei e punição adequada para os que não a cumprem. E essas leis não precisam atingir apenas o preconceituoso. Essas leis podem controlar a vítima também, obrigando-a a fazer sua parte.

 

 

 

E não entendi sua colocação. Numa mesma frase você disse que é uma solução fraca e palpável? Isso foi um pouco contraditório.[/quote']

 

Aí eu não sei, King. Acho que a criação de leis contra o preconceito pode sim coibir A MANIFESTAÇÃO dele, mas não acho que seja a medida mais eficaz, até mesmo porque não cobrirá todos os tipos de preconceitos existentes e em todas as situações possíveis, creio eu. Fora que não muda a mentalidade do povo, força a eles agirem de determinada forma, situação na qual o preconceito continua existindo forte, mas em "incubação" (aquele mesmo equilíbrio frágil da qual lhe falei).

Fiquei curioso em saber...como acha que essas leis poderão atingir as vítimas? (não há como criar uma lei falando que as pessoas têm que deixar de ser negros ou mulheres, ou morar em favelas ou de serem viciados em drogas - lembre-se de que estamos falando daquele preconceito mais danoso: aquele que condena a pessoa pelo que ela é e não por seus comportamentos)

Explico: não há contradição...acredito que seja palpável no sentido de ser plausível, uma vez que  uma lei pode ser criada dependendo só de vontade política e simplesmente produzir efeitos (como a lei seca recentemente), mas acho fraca no sentido em que, apesar de diminuir os efeitos do preconceito sobre a sociedade, não atua sobre o processo de formação dele, não lida com a origem dos pensamentos preoconceituosos que está nos próprios preconceituosos (ou seja: não conscientiza ninguém).

Mr. Scofield2008-07-11 15:16:33

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Fiquei curioso em saber...como acha que essas leis poderão atingir as vítimas? (não há como criar uma lei falando que as pessoas têm que deixar de ser negros ou mulheres' date=' ou morar em favelas ou de serem viciados em drogas - lembre-se de que estamos falando daquele preconceito mais danoso: aquele que condena a pessoa pelo que ela é e não por seus comportamentos)

 

[/quote']

 

 

 

Quando disse isso, me referia ao preconceito gerado (ou incentivado) pelo comportamento de alguém.

 

 

 

Explico: não há contradição...acredito que seja palpável no sentido de ser plausível' date=' uma vez que uma lei pode ser criada dependendo só de vontade política e simplesmente produzir efeitos (como a lei seca recentemente), mas acho fraca no sentido em que, apesar de diminuir os efeitos do preconceito sobre a sociedade, não atua sobre o processo de formação dele, não lida com a origem dos pensamentos preoconceituosos que está nos próprios preconceituosos (ou seja: não conscientiza ninguém).

 

[/quote']

 

 

 

Entendi. Mas como podemos atuar nas raízes do preconceito, no seu processo de formação. Não encontro modos palpáveis de eliminar o preconceito pela raiz, pois ele se mostra presente em todas as sociedades de todas as épocas.

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O preconceito do pessoal é simplesmente pelo fato deles serem gays e não pelo comportamento deles (o comportamento reforça o "asco" das pessoas, mas não é o fator chave).[/quote']De todas as bobagens e besteiras que costumam pular na minha frente

quando, diariamente, eu leio sites de notícias e foruns, a que mais chama atenção é essa eterna

homofobia tapuia. É essa contínua perseguição aos homossexuais. headbreakdm4.gif

 

 

O Brasil e o brasileiro já é, por natureza, um sujeito metido a besta:

ganha mal mas bota banca de milionário "libertário" e "igualitário"(?)

(nunca vou me esquecer do que disse um carioca completamente estúpido e

idiota, que afirmava que o Rio de Janeiro era a capital da justiça

social pois, lá, rico transava com pobre e vice-versa); 06

 

 

É roubado contínua e frequentemente pelo Estado mas vai lá e vota e

endossa nos cargos os mesmos ladrões de sempre (como se o Estado não

fosse mantido pelos políticos, como se um não dependesse do outro); 01

 

 

Reza à Deus, faz Primeira Comunhão, vai se esgoelar à Jesus mas quando

o calo aperta ele corre na bruxaria e na macumba e por aí vai.

 

 

É natural esperar que um ser tão abjeto quanto o brasileiro tenha uma

reação homofóbica. Não lhe foi dado, lá na escola e em casa, o

ensinamento máximo e que deveria passar pela cabeça de todos nós. babyhg7.gif

 

 

"Use their shoes".

den

 

Essa expressão gringa é igual ao nosso "ponha-se em meu lugar".

 

 

Mas o brasileiro (o mais instruído, classe-média alta) detesta as

pessoas que se portam ou pensam diferente dele, depois não sabe como se

transpor no lugar de seu semelhante sob nenhum aspecto. 08

 

Mesmo que ele sofra a mesmíssia injúria, ainda assim ele não consiga se

colocar na figura do estranho que, ao seu lado, passa pela mesma (ou

pior) situação. Ignorância? Burrice? Ausência de noção humana? Todas as

anteriores. food

 

Pois o brasileiro vive num conto-de-fadas alimentado pela ausência de

base escolar, pela família indiferente e cheia de descaso e, claro,

entupido de conceitos comerciais travestidos de moralismos lá da dona

TV (leia-se Rede Globo, a grande ditadora do comportamento nacional). lockd

 

A bronca com os homossexuais hora rola de maneira violenta, com nojo e

asco, as vezes resultando em porrada e mesmo em assassinatos. Pra mim

isso é de um absurdo sem tamanho. Seria como surrar uma mulher por ela

ser mulher. Ou um negro por ele ser negro. eusaboohooyl8.gif

 

Você gostaria de ser surrado por um ET só por ser um humano? http://img178.imageshack.us/img178/2975/000lp9.gif

 

Mas entre os jovens rola um clima de fascínio pois a molecada não sabe

nada de nada. A ignorância das coisas do mundo e da vida pega firme e

pesado na cabeça deles pois, como eu disse, a escola não presta e os

pais são os bostas. machinegunls3.gif

 

 

Adolescente mal sabe o que lhe faz respirar, quanto mais o que tange a própria sexualidade. ideasj5.gif

 

 

Daí ele se embebeda do que diz a mídia (pai, mãe e escola não falam no

assunto, daí vem o vácuo informativo preenchido pela TV) e, manipulado,

hora vêem os homossexuais com pouco caso, hora os admira como sendo

"batalhadores". Daí, tornam-se pêndulos sexuais, hora se achando

heteros, depois homo, depois bi...

 

 

Tudo isso, como eu disse no começo, é besteira. scld0006pq4.gif

Pois, pra mim, o que importa mesmo é ser feliz. Mas me parece que ser feliz saiu da pauta da Vida.

 

 

Se essa felicidade passa ou não pelo cu ou pela xoxota, isso é algo que diz respeito apenas e tão somente a vocês! bozosr0.gif

 

Mas é muito louco, querem legislar sobre o que vocês fazem consigo e com seus corpos, perceberam?

 

 

Se vocês autorizam alguém a pegar no seu pinto ou sua xoxota, isso é

algo entre vocês e essa pessoa. Não deveria ser assunto de debates

nacionais ou discussões acaloradas (que sempre geram lindas punhetas ao

cair da noite). 06

 

 

Eu sei que pra atingir esse patamar de independência de pensamento e

liberdade de escolha a gente passa por todo um processo de

auto-afirmação e coisa e tal.

 

 

Mas quando a gente não sabe pra onde ir, quando não sabe o que fazer,

como é no caso dos adolescentes, o melhor seria se escorar nas

"autoridades" e na experiência de quem viveu mais que vocês.

 

 

Só que isso não ocorre. 03

 

 

De qualquer forma, mesmo na maior das indecisões, é preciso sempre ter em mente que o seu corpo é seu, é sua vida, é seu destino e pronto. Você decide sua opção sexual e ninguém tem nada a ver com isso. 3d18

 

Ninguém tem o direito de exigir que outra pessoa faça, pense ou mesmo se expresse conforme a maioria quer.

 

A democracia não é um valor absoluto e nem a forma máxima de decisão. Pois o coletivo é sempre uma reunião de interessados numa causa única (o próprio coletivo).

 

 

Mas o indivíduo é outra história!

 

O indivíduo é um pequeno reino nessa enorme federação humana. E, por

ser um reino, ali entra e sai quem o rei quiser, quem o dono do feudo

permitir. scld0006pq4.gif

 

 

A verdade é que o brasileiro vê os homossexuais, mulheres, negros, etc, como seres inferiores. A%20imagem%20“http://www.cinemaemcena.com.br/forum/smileys/smiley12.gif”%20contém%20erros%20e%20não%20pode%20ser%20exibida.

 

 

Só que ninguém assume isso publicamente! A gente esconde o preconceito

e isso é pior do que exterioriza-lo. Reprimir é pior do que botar pra

fora porque aquela merda fica acumulando dentro de você e cedo ou tarde

ela vai se voltar contra alguém. Especialmente contra você mesmo, na

forma de doenças, alterações cardio-vasculares, problemas digestivos,

cefaléias, etc. eusadohne1.gif

 

A gente precisa deixar de ser covarde e entender que viver é errar e

aprender a não errar mais. Só que deixamos de tentar. Nos enclausuramos

em casa, nos isolamos do mundo pelo medo que a mídia implantou na gente

e não vivemos mais com harmonia. blush

 

Reprimimos nossa raiva, desprezamos nosso ódio, temos horror à

violência pois a TV e Deus nos disseram que isso é ruim e que os mansos

herdarão a terra, bla, bla, bla. 07

 

 

Contudo, volta e meia explode uma fúria por aí e soca-se um homossexual, estupra-se uma mulher ou não se dá emprego a um negro. http://img135.imageshack.us/img135/3997/spoilerrw9wc4.gif

 

Tinha que por pra fora todo esse horror que nós mantemos trancados aqui com a gente.

 

Eu sou um homem simples, de pensamentos e atitudes simples. 01

 

Seus corpos são seus. eusaboohooyl8.gif

 

 

Preocupem-se com seus lados físico, emocional e espiritual.

Equilibrem-se, fiquem em paz consigo mesmo(a)s, comam uma boa comida,

leiam bons livros, desliguem a TV, esqueçam as malditas novelas...

 

 

E se vocês sentirem tesão por uma pessoa (e esta lhe aceitar), façam o que seus corações querem.

 

Apaixonem-se, vivam intensamente, gozem bastante, de preferência amem alguém que mereça ser amado. 16

 

Até mesmo se arrisquem a sofrer e amem quem não mereça seu amor, mesmo que vocês não se julguem dignos de amar alguém, amem.

 

 

Não importa o sexo, idade, condição social, busquem sempre a felicidade

como sendo seus maiores objetivos em todas as horas do dia, em todos os

dias do ano, em todos os anos de sua vida.

 

 

Se vocês amarem alguém do mesmo sexo que os seus, apenas sejam simplesmente felizes nesse relacionamento que tá ótimo!

 

Não sejam brasileiros. Sejam vocês. bat001mz3.gif

 

Pois é em vocês que está o início, o meio e o fim de todas as coisas do Universo.

 

 

Sempre foi assim.

 

 

Tentaram dizer que não, que havia um "deus" no alto, entidades cósmicas

secretas, bichos-papões no cemitério, enfim, tentaram tomar de vocês o

controle de si mesmos. É a velha busca pelo poder do homem sobre o

homem, manjam? devilqi6.gif

 

 

Só que, sem querer parecer piegas, o amor da gente pelos outros sempre fala mais alto

e ele se coloca acima até mesmo da rabujice e dos precoceitos tacanhos

de uma sociedade provinciana e estúpida como a nossa, que gasta bilhões

de reais em futebol mas não dá um tostão para que seus cidadãos tenham

uma felicidade plena, amorosa e duradoura.

 

 

Como se ser feliz fosse muito, mas muito menos prioritário do que fazer

um bando de gente feia com cara de macaco surrado nos trouxesse um

pedaço de metal estúpido que usaríamos pra esnobar gente que não

conhecemos, ao mesmo tempo que nos daria a falsa sensação de vitória. blushne7.gif

 

 

Quebrem os ídolos, queimem Jesus, esqueçam Buda, pau no cu da Globo, foda-se quem lhes oprime. wolveic6.gif

 

 

Não tem cabimento um mundo deste tamanho, tão vasto e imenso, não ser capaz de lhe dar a felicidade que você quer e precisa. 10

 

 

Só espero que não seja a felicidade conformista e burra que papai-do-céu e a mamãe mandou...  smoky

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Puxa, fiquei tanto tempo fora e só o rayden postou algo depois de mim. Será que sustento esse tópico? hehehe

 

 

 

A verdade é que o brasileiro vê os homossexuais' date=' mulheres, negros, etc, como seres inferiores.

 

 

 

Só que ninguém assume isso publicamente! A gente esconde o preconceito e isso é pior do que exterioriza-lo. Reprimir é pior do que botar pra fora porque aquela merda fica acumulando dentro de você e cedo ou tarde ela vai se voltar contra alguém.

 

[/quote']

 

 

 

Concordo. O brasileiro tem uma mania de querer se dar bem com todos e em todas as situações. Por essa razão, abraça e apóia o gay que na verdade odeia.

 

 

 

Notem que a palavra "negro" é mais que um palavrão aqui no Brasil, mesmo que a pessoa seja mesmo negra. Por que isso? Porque as pessoas tem um preconceito que procuram disfarçar. Aí vem: ele(a) é de cor, escuro(a), moreno (a).

 

 

 

 

Especialmente contra você mesmo' date=' na forma de doenças, alterações cardio-vasculares, problemas digestivos, cefaléias, etc. [/quote']

 

 

 

Aí tu viajou Rayden. Sinceramente, nada a ver...

 

 

 

Reprimimos nossa raiva' date=' desprezamos nosso ódio, temos horror à violência pois a TV e Deus nos disseram que isso é ruim e que os mansos herdarão a terra, bla, bla, bla.

 

Contudo, volta e meia explode uma fúria por aí e soca-se um homossexual, estupra-se uma mulher ou não se dá emprego a um negro.

 

Tinha que por pra fora todo esse horror que nós mantemos trancados aqui com a gente.

 

Eu sou um homem simples, de pensamentos e atitudes simples. [/quote']

 

 

 

Ok, por que não tentamos fazer isso? Vamos sair nas ruas, bater em quem tiver na frente, transformar todo o ódio humano em destruição....

 

 

 

Nós desabafamos e acabamos com tudo que nos difere intelectualmente de uma sardinha enlatada.

 

 

 

Pois é em vocês que está o início' date=' o meio e o fim de todas as coisas do Universo.

 

 

 

Sempre foi assim.

 

[/quote']

 

 

 

Se o homem é o centro do universo, porque existem as doenças? porque existe a morte? Porque existe, afinal, corpos celestes BILHÕES DE VEZES maiores que um homem?

 

 

 

Aff... aquele primeiro trecho que li me fez achar que o rayden do tópico religioso era diferente desse. mas me enganei.

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Faltou colocar na enquete o preconceito cultural.

 

 

 

Um cara de inteligência mediana, ou até menos do que isso, mas com bom grau de instrução e algum conhecimento cultural, além de algumas boas leituras, pode ter um papo razoável.

 

 

 

Já um cara inteligente, mas sem estudo e sem leitura, dificilmente vai saber manter uma conversa num nível aceitável.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Interessante esse tópico voltar à tona. Eu sou acusado de preconceituoso umas 70 vezes por dia, mesmo sendo casado com a filha de uma negra, tendo metade da família crente e um sobrinho (que eu adoro) gay.

 

A sociadade anda muito melindrosa, confundindo preferências pessoais com preconceito. Eu, por exemplo, acho mulheres negras em sua maioria feias, acho que a maioria dos crentes são tremendos idiotas e acho que dar o cú não deve ser divertido, sem que isso implique necessáriamente em qualquer tipo de tratamento diferenciado à pessoas nessas situações.

 

Todos nós de uma forma ou de outra fazemos parte de alguma minoria e já fomos tratados de maneira preconceituosa. O que não podemos fazer é deixar que características físicas , sexuais ou espirituais nos definam por completo. Detesto porta-bandeiras de qualquer causa não fundamental para a definição de uma pessoa.

 

Em suma, gays, crentes e negros não são só isso, embora quem participe de paradas gays, comprem (ou escrevam) revistas "Raça" e frequentem passeadas evangélicas pareçam se resumir à essas características.

 

 

 

 

kakoserrano2010-11-30 18:02:10

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Nos livros de Jane Austen, que são sobre o meio social em que ela viveu, é gritante o sentimento de hierarquia social. Os personagens falam abertamente sobre quem é superior e inferior, com comentários do tipo "não vou visitar fulano porque não posso ser visto na companhia dele e ele não merece a minha presença, já que não somos iguais". É como o que acontece na nossa sociedade, exceto por um detalhe: nós não admitimos nosso sentimento de superioridade e inferioridade social. Não disfarçamos muito, mas que não externamos com tanta desinibição quanto as damas e os cavalheiros daqueles livros.

 

 

Lucy in the Sky2010-11-30 19:17:12

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Nos livros de Jane Austen' date=' que são sobre o meio social em que ela viveu, é gritante o sentimento de hierarquia social. Os personagens falam abertamente sobre quem é superior e inferior, com comentários do tipo "não vou visitar fulano porque não posso ser visto na companhia dele e ele não merece a minha presença, já que não somos iguais". É como o que acontece na nossa sociedade, exceto por um detalhe: nós não admitimos nosso sentimento de superioridade e inferioridade social. Não disfarçamos muito, mas que não externamos com tanta desinibição quanto as damas e os cavalheiros daqueles livros.

[/quote']

 

Exato. No fundo, tudo se resume a questão de classe social.

Em uma breve conversa com qualquer pessoa isso é notável: toda mundo gosta de alardear que conhece o médico tal, que é amigo do dono de tal empresa, que foi na festa do empresário X e bla bla bla...

 

Um garoto negro de classe média vai ter muito mais identificação com um colega branco do colégio, do que com um garoto da mesma "raça" e da periferia. 

 

A pessoa pode odiar a "raça" ou a aparência da outra, mas se ela pertencer a uma classe social que interessa, isso tudo é relevado. Mesmo que forçosamente. Os jogadores de futebol  e gays famosos são exemplos disso.

 

Scofield falou que sofreu preconceito num colégio onde 99% dos colegas eram brancos... pegando esse gancho:

 

numa colégio particular de classe média, observe o comportamento dos alunos para um dos poucos negros na classe, que é sabido de todos ser filho de um juiz da cidade. 

Agora observe o comportamento dos mesmo alunos em relação a um outro negro da classe, que é bolsista e mora num bairro diferente dos demais... 

 

 

 

 

 

 

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Interessante esse tópico voltar à tona. Eu sou acusado de preconceituoso umas 70 vezes por dia' date=' mesmo sendo casado com a filha de uma negra, tendo metade da família crente e um sobrinho (que eu adoro) gay.A sociadade anda muito melindrosa, confundindo preferências pessoais com preconceito. Eu, por exemplo, acho mulheres negras em sua maioria feias, acho que a maioria dos crentes são tremendos idiotas e acho que dar o cú não deve ser divertido, sem que isso implique necessáriamente em qualquer tipo de tratamento diferenciado à pessoas nessas situações.Todos nós de uma forma ou de outra fazemos parte de alguma minoria e já fomos tratados de maneira preconceituosa. O que não podemos fazer é deixar que características físicas , sexuais ou espirituais nos definam por completo. Detesto porta-bandeiras de qualquer causa não fundamental para a definição de uma pessoa.Em suma, gays, crentes e negros não são só isso, embora quem participe de paradas gays, comprem (ou escrevam) revistas "Raça" e frequentem passeadas evangélicas pareçam se resumir à essas características.

 

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Excelente post, concordo em tudo.

 

 

 

E acho que deve haver alguma relação bem estreita entre os dois trechos que destaquei em vermelho! Viva as sogras hahahah! 16.gif

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O problema Sapo, é que as pessoas que se vestem de GAY(roupas chamativas, maqueagem espalhafatosa...), pessoas que se escrevem como NEGROS.... na verdade não está se resumindo a isso, mas mostrando seu o seu valor de ser isso.

 

Tal fenômeno é natural quando esses "grupos" (que não deveriam ser grupos mas indivíduos tão singulares quanto eu e você) foram denominados como inferiores, aberrações, sem valores... Logo um grito de orgulho desses grupos revelando seu valor, como um ser humano tem, é como se fosse o efeito após redescoberta, o orgulho perdido de ser um ser com história, valor, honra, um homem com todas as suas características. O grito é para se colocar na sociedade, revelando aquilo que outrora fora enterrado. Os gays é um caso pior ainda, pois seu grito ainda é de libertação, enquanto os negros, apesar de sofrer com forte preconceito na sociedade, já tem seu reconhecimento tal qual qualquer humano pela visão da justiça e da moral cultural. Os Gays ainda estão lutando por um reconhecimento, por seus direitos e valores reconhecidos.

 

Mas enquanto nossa cultura não se priorizar, se balizar, no princípio da autonomia, do direito de cada um ser dono de si e de suas decisões/ações particulares, sempre haverão grupos "coisificados", tratados como uma massa de qualquer coisa estranha.

 

 

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Concordo. Mas há atitudes que o governo brasileiro toma com a intenção de exterminar o preconceito de maneira rápida. Como as cotas para negros e pardos' date=' uma tentativa de inclusão que só gera mais preconceito.[/quote']<font face="Times New Roman, Times, serif" size="3">Ixi, também odeio essa idéia, King... 07

 

 

 

 

No meu último post escrevi "métodos convencionais" porque acredito que a proposta da frase em negrito seja eficiente e mais rápida. Porém' date=' não convencional às atuais filosofias de liberdade.

 

 

 

Essa solução, quando feita com organização e cumprida à risca, não é frágil. Basta que existe lei e punição adequada para os que não a cumprem. E essas leis não precisam atingir apenas o preconceituoso. Essas leis podem controlar a vítima também, obrigando-a a fazer sua parte.

 

 

 

E não entendi sua colocação. Numa mesma frase você disse que é uma solução fraca e palpável? Isso foi um pouco contraditório.[/quote']<font face="Times New Roman, Times, serif" size="3">Aí eu não sei, King. Acho que a criação de leis contra o preconceito pode sim coibir A MANIFESTAÇÃO dele, mas não acho que seja a medida mais eficaz, até mesmo porque não cobrirá todos os tipos de preconceitos existentes e em todas as situações possíveis, creio eu. Fora que não muda a mentalidade do povo, força a eles agirem de determinada forma, situação na qual o preconceito continua existindo forte, mas em "incubação" (aquele mesmo equilíbrio frágil da qual lhe falei).Fiquei curioso em saber...como acha que essas leis poderão atingir as vítimas? (não há como criar uma lei falando que as pessoas têm que deixar de ser negros ou mulheres, ou morar em favelas ou de serem viciados em drogas - lembre-se de que estamos falando daquele preconceito mais danoso: aquele que condena a pessoa pelo que ela é e não por seus comportamentos)Explico: não há contradição...acredito que seja palpável no sentido de ser plausível, uma vez que  uma lei pode ser criada dependendo só de vontade política e simplesmente produzir efeitos (como a lei seca recentemente), mas acho fraca no sentido em que, apesar de diminuir os efeitos do preconceito sobre a sociedade, não atua sobre o processo de formação dele, não lida com a origem dos pensamentos preoconceituosos que está nos próprios preconceituosos (ou seja: não conscientiza ninguém).

 

 

 

Ponto de vista interessante.

 

 

 

Perguntemo-nos, o racismo diminuiu com a adoção de leis que o inibem? Acredito que não, diminuíram foram as manifestações públicas de racismo, porque no âmbito privado continua sendo (lamentavelmente, a meu ver) comum as famosas frases e "ditos" racistas (vou poupar a mim e a todos de repetir tais bobagens).

 

 

 

Agora vem a tal idéia dos "crimes de homofobia". Isso é uma faca de dois legumes, porque quem já tem o preconceito vai tender a tê-lo ainda mais alimentado.

 

 

 

Quanto ao racismo, existem duas situações bem distintas, o racismo e o ódio racial. O primeiro é muito mais comum que o segundo. O problema é que leis fabricadas para angariar votos podem transformar pessoas do primeiro caso no segundo. Ou seja, em vez de fazer o racista deixar de sê-lo, transforma-o em alguém efetivamente perigoso. O mesmo quanto aos gays.

 

 

 

Na minha modesta opinião, esses casos não precisam de leis específicas. As leis gerais estão lá, basta aplicá-las. Quem agride um cidadão porque ele é gay, ou negro, ou judeu, ou colorado, é simplesmente um bandido por ter atacado violentamente um inocente, e como tal deve ser tratado pelo Direito.

 

 

 

Isso, em minha opinião, é igualdade. Sou contra as políticas de "discriminação inclusiva" por serem, como o próprio nome já diz, discriminatórias.

 

 

 

 

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Os Gays ainda estão lutando por um reconhecimento' date=' por seus direitos e valores reconhecidos.Mas enquanto nossa cultura não se priorizar, se balizar, no princípio da autonomia, do direito de cada um ser dono de si e de suas decisões/ações particulares, sempre haverão grupos "coisificados", tratados como uma massa de qualquer coisa estranha.

 

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Meu Deus, quanta bobagem...

 

 

 

Qual direito ou valor dos gays que não é reconhecido, Adler?

 

 

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Ponto de vista interessante.

 

 

 

Perguntemo-nos' date=' o racismo diminuiu com a adoção de leis que o inibem? Acredito que não, diminuíram foram as manifestações públicas de racismo, porque no âmbito privado continua sendo (lamentavelmente, a meu ver) comum as famosas frases e "ditos" racistas (vou poupar a mim e a todos de repetir tais bobagens).

 

 

 

Agora vem a tal idéia dos "crimes de homofobia". Isso é uma faca de dois legumes, porque quem já tem o preconceito vai tender a tê-lo ainda mais alimentado.

 

 

 

Quanto ao racismo, existem duas situações bem distintas, o racismo e o ódio racial. O primeiro é muito mais comum que o segundo. O problema é que leis fabricadas para angariar votos podem transformar pessoas do primeiro caso no segundo. Ou seja, em vez de fazer o racista deixar de sê-lo, transforma-o em alguém efetivamente perigoso. O mesmo quanto aos gays.

 

 

 

Na minha modesta opinião, esses casos não precisam de leis específicas. As leis gerais estão lá, basta aplicá-las. Quem agride um cidadão porque ele é gay, ou negro, ou judeu, ou colorado, é simplesmente um bandido por ter atacado violentamente um inocente, e como tal deve ser tratado pelo Direito.

 

 

 

Isso, em minha opinião, é igualdade. Sou contra as políticas de "discriminação inclusiva" por serem, como o próprio nome já diz, discriminatórias.[/quote']

 

 

 

Discordo.

 

 

 

Não vai ser por causa de uma lei que o preconceituoso vai piorar ou melhorar. Se ele tem potencial para se tornar um perigo, isso vai acontecer com ou sem uma lei específica que bate de frente com o preconceito dele.

 

 

 

Além disso, leis específicas ajudam a mostrar exatamente onde está o erro em uma determinada conduta. E a dar uma pena mais justa para o criminoso.

 

 

 

Punir um preconceituoso apenas por agressão faz parecer que o preconceito em si não é algo indesejável. E não ajuda a diferenciar essa agressão de uma ocorrida em uma briga de bar entre valentões. Há diferença nas duas situações. E, na minha opinião, a agressão motivada por preconceito é mais grave. Logo, merece pena maior. Isso pode não mudar o preconceituoso já "formado". Mas ajuda a mostrar para as novas gerações que determinadas coisas são erradas.

 

 

 

Paralelamente à criação de leis, é preciso haver educação. Em casa e na escola. Infelizmente educação é recurso raro nesses dois lugares.

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O problema Sapo' date=' é que as pessoas que se vestem de GAY(roupas chamativas, maqueagem espalhafatosa...), pessoas que se escrevem como NEGROS.... na verdade não está se resumindo a isso, mas mostrando seu o seu valor de ser isso.

 

Tal fenômeno é natural quando esses "grupos" (que não deveriam ser grupos mas indivíduos tão singulares quanto eu e você) foram denominados como inferiores, aberrações, sem valores... Logo um grito de orgulho desses grupos revelando seu valor, como um ser humano tem, é como se fosse o efeito após redescoberta, o orgulho perdido de ser um ser com história, valor, honra, um homem com todas as suas características. O grito é para se colocar na sociedade, revelando aquilo que outrora fora enterrado. Os gays é um caso pior ainda, pois seu grito ainda é de libertação, enquanto os negros, apesar de sofrer com forte preconceito na sociedade, já tem seu reconhecimento tal qual qualquer humano pela visão da justiça e da moral cultural. Os Gays ainda estão lutando por um reconhecimento, por seus direitos e valores reconhecidos.

 

Mas enquanto nossa cultura não se priorizar, se balizar, no princípio da autonomia, do direito de cada um ser dono de si e de suas decisões/ações particulares, sempre haverão grupos "coisificados", tratados como uma massa de qualquer coisa estranha.

 

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Acontece, Gustavo, que ser gay, hétero, preto, branco, crsitão, mussulmano, etc não é motivo algum para se orgulhar. Isso são características. Evidenciar as diferenças joga contra o tratamento igualitário. Pessoas que querem ser tratadas de forma igual não podem ficar jogando na cara de todo mundo que são diferentes.

 

 

 

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