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joao_spider

Blade Runner 2049

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Assisti! Muito bom! Mas alguns comentários negativos que a galera não apontou:

- Trilha sonora muito pobre! Ao ponto de ser irritante com temas comuns (à la transformers em alguns momentos). E é intercalada por longos períodos silêncio. Isso é mais grave levando em consideração o trabalho magistral do Vangelis, presente durante todo o filme de 1982, sem ser cansativo e dando alma ao filme. Sem uma trilha sonora adequada, perde muito a ambientação.

- Diálogos poderiam ser mais objetivos e menos monótonos. O mais irritante é todos falando no mesmo tom, quase sussurrando. O primeiro conseguiu expôr muito com diálogos mais certeiros. E algumas falas (e a forma como foram expressas pelos atores) entraram para a história do cinema. Não há o mesmo impacto aqui. O personagem do Jared Leto tenta esboçar alguma coisa, mas fica no nhé. 

- Vilões fracos e desinteressantes. O primeiro filme era conduzido pela tensão entre protagonista e antagonista. E, na verdade, o verdadeiro gigante do filme era o personagem do Rutger Hauer, o Roy Batty. O arco dele complementava o arco do Deckard e Rachel. Neste novo, os vilões são caricatos e exercem uma função de fundo para a narrativa. 

- O protagonista também não me prendeu. Eu não cheguei a me importar tanto com o destino do personagem

- A premissa é interessante, mas não avança muito. Está certo que é mais um filme de investigação de que o primeiro foi, mas perde, com isso, um pouco da poesia e da tragédia do primeiro.

Mas visualmente é uma das coisas mais belas que eu já vi no cinema. Sério. É talvez a visão de futuro mais palpável e crível já construída. A beleza das imagens pedia uma beleza igualmente arrebatadora da trilha. Mas não foi o que aconteceu. Mas tirando estes detalhes, é um grande filme. 

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Blade Runner 2049 conseguiu a proeza de pegar um clássico cult e expandir seu universo. Embalado num visual e som espetaculares..

Fiquei impressionado especialmente com o som e fotografia do filme  

Com ritmo lento Blade Runner eh um filme a ser contemplado em cada passo, nota e fotograma. 

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14 hours ago, Big One said:

Blade Runner 2049 conseguiu a proeza de pegar um clássico cult e expandir seu universo. Embalado num visual e som espetaculares..

Fiquei impressionado especialmente com o som e fotografia do filme  

Com ritmo lento Blade Runner eh um filme a ser contemplado em cada passo, nota e fotograma. 

Apesar de ter feito aquelas observações no post anterior. Gostei bastante também. Muito foda!!!

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7 minutes ago, Big One said:

Gostaria de destacar aqui a atriz Sylvia Hoek que interpreta a Luv. Toda cena em que avisa aprece ela toma conta. Ela tem um quê da Rachel no visual. 

 

 

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 (SPOILER)

Acho que o arco dela poderia ter sido explorado um pouco mais. No começo, prometia bastante. Era uma personagem bastante instigante. Mas da metade para frente, ela incorpora ares vilanescos de James Bond, e fica bem unidimensional. A parte em que ela pisa em determinado aparelho ficou bem "ó, como sou malvada! muahua" 

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On 08/10/2017 at 1:24 AM, conan said:

Muito bom! Mas alguns comentários negativos que a galera não apontou:

- Trilha sonora muito pobre! Ao ponto de ser irritante com temas comuns (à la transformers em alguns momentos). E é intercalada por longos períodos silêncio. Isso é mais grave levando em consideração o trabalho magistral do Vangelis, presente durante todo o filme de 1982, sem ser cansativo e dando alma ao filme. Sem uma trilha sonora adequada, perde muito a ambientação.

- Diálogos poderiam ser mais objetivos e menos monótonos. O mais irritante é todos falando no mesmo tom, quase sussurrando. O primeiro conseguiu expôr muito com diálogos mais certeiros. E algumas falas (e a forma como foram expressas pelos atores) entraram para a história do cinema. Não há o mesmo impacto aqui. O personagem do Jared Leto tenta esboçar alguma coisa, mas fica no nhé. 

- Vilões fracos e desinteressantes. O primeiro filme era conduzido pela tensão entre protagonista e antagonista. E, na verdade, o verdadeiro gigante do filme era o personagem do Rutger Hauer, o Roy Batty. O arco dele complementava o arco do Deckard e Rachel. Neste novo, os vilões são caricatos e exercem uma função de fundo para a narrativa. 

- O protagonista também não me prendeu. Eu não cheguei a me importar tanto com o destino do personagem

- A premissa é interessante, mas não avança muito. Está certo que é mais um filme de investigação de que o primeiro foi, mas perde, com isso, um pouco da poesia e da tragédia do primeiro.

Mas visualmente é uma das coisas mais belas que eu já vi no cinema. Sério. É talvez a visão de futuro mais palpável e crível já construída. A beleza das imagens pedia uma beleza igualmente arrebatadora da trilha. Mas não foi o que aconteceu. Mas tirando estes detalhes, é um grande filme

assino embaixo

o clima noir foi muito bem conduzido também. Visual excelente!

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Michael Green, roteirista de "Blade Runner 2049", revelou à EW que o Marvel Studios ensinou à equipe do filme uma
lição sobre como construir um universo do melhor modo possível:

"Tantos estúdios e detentores de direitos de propriedade viram o sucesso deles e pensam em como replicar. Para mim, a lição é: você não começa construindo um universo. Você começa contando uma história que valha a pena ser contada. E se é uma grande história bem dirigida e brilhantemente executado e fica com as pessoas, será um buraco negro ao redor do qual uma galáxia pode se formar. Se você começa tentando construir um universo antes de criar algo que mereça ser assistido, bem, haverá problemas. Em nenhum momento da criação desta história ou do roteiro alguém falou sobre filmes derivados ou como as coisas poderiam ser continuadas. Sempre foi: qual é a nossa história e garanta que tenhamos algo que faça jus ao título."

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Bem, vamos dissecar.

Não achei o vilão ruim, muito pelo contrário, achei excelente. Foi unidimensional? De certa forma sim, mas ele era só um peão para a ideia de o que é ter uma experiência e vida verdadeira, e o que é ser um boneco, uma vida de plástico.  Será que há vida em um plástico e se ela possui direitos ou pode ser explorada? O vilão cumpriu o papel do cínico hardcore que se beneficia disso. Se desse mais dimensões a ele, precisaria desenvolve-lo e aí acho que o filme perderia tempo (talvez não, poderia usar o desenvolvimento desse personagem para explorar esse beco vida em um plástico x direitos a sua própria vida, como um personagem em conflito que procura sana-lo tratando de não reconhecer a vida dentro dos replicantes).

E por esse motivo tbm não acho que faltou um melhor desenvolvimento da replicante fodona, ela cumpriu seu papel (inclusive como replicante).

O que faltou pra mim considerar como uma obra prima foi a poesia que tinha no primeiro. Não achei ruim o diálogo, muito pelo contrário, por exemplo  quando o dono da empresa Wallace (o vilão) faz o diálogo a respeito da falta do paraíso, construiu anjos mas faltou o paraíso, achei perfeita mas a cena em que ela foi construída foi uma tradução literária do significado que a metáfora tinha e não a construção da imagem da metáfora que dava a visão do jogo poético que ela significa ( comparando com a frase do primeiro "grandes momentos perdidos no tempo como lágrimas em uma chuva" enquanto o personagem esta na chuva. Ou mesmo o lindo diálogo entre darcken e a replicante reachel que serviu até pra em palavras trazer o sentido que o filme tratava o fato de uma ser construída vida em uma maquuma).

O filme tem cenas riquíssimas que carregam muita mensagem. Mas faltou cenas que os diálogos acrescentassem ou completassem o sentido vislumbrado. Explorasse mais dimensões do seu sentido, e vice versa. 

 

O final do blade runner  pegando a neve com a frieza triste de quem sabe que é fake mas que vai superando isso e se resolvendo, finalmente encontrando a paz foi maravilhosa mas merecia umas palavras que explorassem o sentido lógico da poesia, como muito bem fez o Ridley no final do primeiro. Já na cena em que ele pega a neve achando que era o filho, achei perfeita, atuação magistral, deu pra ver que aquela recorríeis de sentir a neve em suas mãos como real (em contraste com a cena em que ele ta de namoro com a holograma na chuva em que a chuva não toca na holograma).

 

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58 minutes ago, Gustavo Adler said:

pegando a neve com a frieza triste de quem sabe que é fake mas que vai superando isso e se resolvendo, finalmente encontrando a paz foi maravilhosa mas merecia umas palavras que explorassem o sentido lógico da poesia, como muito bem fez o Ridley no final do primeiro. Já na cena em que ele pega a neve achando que era o filho, achei perfeita, atuação magistral, deu pra ver que aquela recorríeis de sentir a neve em suas mãos como real (em contraste com a cena em que ele ta de namoro com a holograma na chuva em que a chuva não toca na holograma

Não tinha feito essa análise, Gustavo! bem legal isso. Só uma dúvida:
essa da neve quando ele acredita ser o filho... onde ocorre?

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5 hours ago, Gustavo Adler said:

 

O final do blade runner  pegando a neve com a frieza triste de quem sabe que é fake mas que vai superando isso e se resolvendo, finalmente encontrando a paz foi maravilhosa mas merecia umas palavras que explorassem o sentido lógico da poesia, como muito bem fez o Ridley no final do primeiro. Já na cena em que ele pega a neve achando que era o filho, achei perfeita, atuação magistral, deu pra ver que aquela recorríeis de sentir a neve em suas mãos como real (em contraste com a cena em que ele ta de namoro com a holograma na chuva em que a chuva não toca na holograma).

 

Não precisava de umas palavras apontando isso. Bastava uma trilha sonora adequada no decorrer da trama mostrando a evolução, para no final explicitar esta dimensão de iluminação e redenção. Concordo com tudo o que você disse. A minha única questão é a escola Hans Zimmer (do modo mais recente) de fazer trilha sonora. 

Ela exerce uma função de ambientação, mas não é rica. É o tempo todo o mesmo som que remete ao som do ambiente. Ou então é o silêncio. Mas não tem nuances. Tanto é assim que justamente nesta cena poética os compositores resgatam a mesma trilha que o Vangelis compôs para o monólogo do Roy Batty. A parte mais emocional funciona pois resgata justamente o que o primeiro tinha de diferencial. Aí a riqueza de uma trilha sonora que eleva o primeiro filme a outro patamar.

O futuro de Blade Runner não é somente pessimismo. A trilha sonora do Vangelis aponta para estas nuances, de um aspecto mágico, maravilhoso (no sentido de assombroso) e onírico do futuro, mas que é, ao mesmo tempo, melancólico alternado com momentos de paixão, ressentimento e remorso. 

A fotografia deste 2049 segue esta lógica riquíssima. Mas a trilha é o tempo inteiro martelando a mesma repetição. 

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12 hours ago, primo said:

Não tinha feito essa análise, Gustavo! bem legal isso. Só uma dúvida:
essa da neve quando ele acredita ser o filho... onde ocorre?

Lembra que a holograma ficava falando pra ele que era ele a criança e ele ainda tava relutante? Ai ele vai la visitar a mulher que implanta as memórias e pergunta se eles implantam memórias reais (vividas por outras pessoas mas que foram implantadas em replicantes) no que a projetora de memórias diz que não existe e depois ele pergunta se a memória que ele tem é verdadeira no que ela diz que sim. Ai ele fala com a holograma que da o nome Joe pra ele e depois ele vai pra rua nevando e começa a pegar na neve como se aquela experiência fosse real . Com a expressão de quem está maravilhado com a descoberta contemplando o momento que é real.

11 hours ago, conan said:

Não precisava de umas palavras apontando isso. Bastava uma trilha sonora adequada no decorrer da trama mostrando a evolução, para no final explicitar esta dimensão de iluminação e redenção. Concordo com tudo o que você disse. A minha única questão é a escola Hans Zimmer (do modo mais recente) de fazer trilha sonora. 

Ela exerce uma função de ambientação, mas não é rica. É o tempo todo o mesmo som que remete ao som do ambiente. Ou então é o silêncio. Mas não tem nuances. Tanto é assim que justamente nesta cena poética os compositores resgatam a mesma trilha que o Vangelis compôs para o monólogo do Roy Batty. A parte mais emocional funciona pois resgata justamente o que o primeiro tinha de diferencial. Aí a riqueza de uma trilha sonora que eleva o primeiro filme a outro patamar.

O futuro de Blade Runner não é somente pessimismo. A trilha sonora do Vangelis aponta para estas nuances, de um aspecto mágico, maravilhoso (no sentido de assombroso) e onírico do futuro, mas que é, ao mesmo tempo, melancólico alternado com momentos de paixão, ressentimento e remorso. 

A fotografia deste 2049 segue esta lógica riquíssima. Mas a trilha é o tempo inteiro martelando a mesma repetição. 

Hmmm entendo. Não senti isso não. Mas entendo, agora que vc ressaltou , de fato, a trilha sonora sempre da um ar de tristeza e fúnebre mas tem amor e esperança, não é só catástrofe.

Mas acho que faltou esse dialogo poético que desse a dimensão do que o filme estava mostrando. No caso do céu até achei massa ele pegar numa replicante e cortar a sua barriga (e até deu um simbolismo de como ele trata o seu replicante como objeto assim como eram tratados os escravos). Mas acho que faltou algo no ambiente que fizesse o link do paraíso para o útero. Algo no ambiente tão grandioso como um paraíso para o útero quanto a lágrima em uma chuva enquanto ta morrendo para um momento em seu curto tempo de vida, ou a angústia de ter posto em dúvida sua memoria como uma vida verdadeiramente vivida para o que é viver verdadeiramente e quem pode se dizer ter vivido verdadeiramente (no caso o darcken ser perguntado como ele sabe se as memórias dele não é um implante e ele permanecer calado).

Na cena final faltou realmente uma frase que explorasse a poesia daquele momento de aceitação do falso e da sua missão final de cumprir algo maior.

 

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Assistido.

Sou do time que gostou muito. Mas fui seduzido pelo trabalho de direção, fotografia e edição de som.

Quanto a trilha, acho que ela fez o papel inverso, do que normalmente vemos nos filmes. Neste filme ela é a "manta" para os demais sons, texturas. O que é a chuva? O vento? A neve? As panelas? Os drinks? Os tiros? O silêncio?

É de cair o queixo. A trilha é só um empurrãozinho a mais pra tudo.

Esse Dennis Villeneuve é ridículo! É uma direção contemplativa, orgânica! Nos carrega com uma segurança, sem movimento demais, o 3D fica absolutamente imersivo.

A fotografia também dispensa comentários.

Eu gostei das atuações contidas, e explico. Acho que mostra um contraste com os humanos, quase como os robôs do Matrix, mas que nos estimula a perceber pequenos detalhes de atuação e quando (no caso do Gosling, e da luv, principalmente) estoura, naqueles momentos o impacto é maior!

A duração do filme não me incomodou e adorei todas as discussões e questões trazidas nesse filme que são só apontamentos pra que o debate ocorra, sem tentar problematizar E responder. Apenas trás alguns conceitos ou ideias que valem a reflexão.

Filmaço aço pra mim.

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