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Forum Cinema em Cena
Mr. Scofield

Religião (#4)

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Só para deixar uma coisa clara: cristãos não precisam de declarações da Daniela Mercury para defenderem suas convicções a respeito da homossexualidade. Eles tem a Bíblia e ela é suficiente. Não houvesse essa declaração, cristãos ainda defenderiam que a homossexualidade é uma decisão do indivíduo que pode ou não envolver outros fatores. A discussão, portanto só pode vir da ala homossexual que agora se vê com dificuldade de defender sua posição de que a homossexualidade é geneticamente determinada. 

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Como eu disse, eu desenvolver ou não meu e raciocínio não mudará suas atitudes comigo.

 

Cansei a tempos de sua arrogância velada.

 

Dialogo com quem dialoga. Entenda o que quiser sim, porque sua opinião e nada é a mesma coisa pra minha pessoa.

 

Grande abraço.

 

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Pois é... o artigo agora é totalmente abalizado pela declaração dela que postei acima. 

 

Não há palm face que "conserte" isso agora... É o homossexual analisando a sua própria sexualidade e tirando suas conclusões sob livre e espontânea vontade. Vão dizer o quê? Que ela tava bêbada quando disse isso? Que quer aparecer? Pra quem? 

 

Primeiro temos que separar o que uma pessoa entende sobre suas características das características intrínsecas da estrura da pessoa (como gene).

 

São duas coisas diferentes, uma coisa é você se entender de uma maneira, outra coisa é seu material genético e seu fenótipo.

 

E não existe separação entre fenótipo e genótipo. Muitos genes podem ser alterados por influencia (direta ou indireta) do do meio. Não é porque um homem nasceu com características genotipicas que levam traços femininos ou potencializam as possibilidades de escolhas do sexo feminino que o indivíduo será gay.

 

Segundo que temos também que ver que a declaração dela é com relação a ela, como ela se sente, ela dá uma declaração de homossexualismo em geral com base na sua própria experiência. Isso não quer dizer que todos os homossexuais se dão da mesma forma. 

 

E terceiro sendo uma escolha ou tendo um fator genético influenciando, o homossexualismo não é uma doença, é apenas uma característica; A diferença é que ou é fruto de uma escolha (comportamental) ou também de um material genético (estrutural). 

 

Mas óbvio que nem todos homosseuxuais tem fator genético.

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Eu não tenho nada a dizer sobre escolha no contexto geral porque o único lugar onde faz sentido discutir sobre isso é aqui no tópico de religião e para mim a discussão está fechada.

 

Explico. A escolha da qual considero razoável falar a respeito não é a da fala da Mercury (entre homens e mulheres quando se é bissexual) mas entre se comportar ou não como homossexual na relação sexual e no dia a dia (buscando alguém por exemplo).

 

A visão da igreja e bíblica não depende da origem da homossexualidade. Há embasamento bíblico que é claro por si independente dos motivos. O pessoal que segue a bíblia considera missão difundir a palavra de Deus e, portanto, mesmo que não tenha as mesmas bases (por não ser religioso) é perfeitamente compreensível serem contra a união e comportamento homossexual. É lógico e coerente. Eles se importam com a salvação da humanidade por Deus, o que justifica adentrarem a vida de outros. É claro que FORA desse contexto há inúmeras questões como as de liberdade e direito do outro, etc.

 

Assim, apesar da discussão, a resposta sobre origem já está fechada pra mim no contexto religioso. E isso NÃO é preconceito deles, mesmo que não concordemos com as atitudes em si. No fundo, a questão interessa pouco, opiniões menos ainda independente de serem científicas ou dos próprios homossexuais. O que interessa é que não é agradável aos olhos de Deus. As pessoas procuram lógica nas falas ou ensinamentos. Não tem sentido porque a bíblia se basta em si. Seus fundamentos são originados internamente e não seguem encadeamentos de causa e efeito externos. Ela é a palavra e, dela é que se originaria a lógica externa criada e perpetuada pelo criador, a qual não conseguimos compreender mas ele sim nos compreende.

 

Por isso aplicar as bases da bíblia na vida é diferente de trazermos a lógica externa para a bíblia.

 

Mais ou menos o que entendo.

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Falou tudo Scofa.

 

Ainda queria incluir outro ponto.Para os cristãos, não importa se o cara é homossexual, eu mesmo tenho irmãos na fé que dizem que são, o importante é se o cara pratica ou não.

 

Se o cara se sente atraído por outros homens, ou uma mulher se sente atraída por outras mulheres, mas se contém, consegue resistir a tentação, essa pessoa não está errada aos olhos de Deus.

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É claro que como parto de outras bases psicológicas na formação de meu comportamento, não faria o MENOR sentido eu defender as mesmas ideias. É por isso que tenho ideias sobre não ter lógica interferir na vida e comportamento dos outros quando não interferem na vida de ninguém além deles mesmos, não poderia ter outro comportamento em relação à união de pessoas do mesmo sexo a não ser ser completamente indiferente, etc.

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Como eu disse, eu desenvolver ou não meu e raciocínio não mudará suas atitudes comigo.

 

Será? Você pode me surpreender... 

 

 

Cansei a tempos de sua arrogância velada.

 

Mimimi... seu problema é ver alguém com um posicionamento tão oposto ao seu fundamentar bem as suas convicções a ponto de fazer você pensar nas suas próprias. Na sua cabeça essa conta não fecha. O resultado é sempre transferir a sua incapacidade para o outro, chamando-o de arrogante. 

 

 

 

Dialogo com quem dialoga.

 

Não. Você dialoga com quem concorda com você o que é uma postura totalmente incompatível com um fórum de discussões onde muito mais é pedido do forista do que o simples "entenda o que você quiser". Não quer discutir, não discuta e fique de boca fechada. Postou alguma coisa? Estará sujeito à contestação e a fundamentar o seu ponto de vista. 

 

 

 

 

Entenda o que quiser sim, porque sua opinião e nada é a mesma coisa pra minha pessoa.

 

 

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Releia o seu post.

A situação e exatamente o oposto do que você acha que é.

A discussão aqui é, você contestar tudo e nunca dizer nada. Entender o que quer pra diminuir os outros como fez novamente agora, presumido tudo isso sobre mim.

Sua maneira de discutir não é defender suas idéias, mas sim desconstruir as outras.

Desenhando pra você entender, se eu defendo o azul, e você o amarelo, eu explico tudo o que acho sobre o azul e você simplesmente rebate tudo isso sem falar nada sobre o amarelo. Nunca .

Seu prazer é achar que você está causando conflitos nos outros quando fala essas baboseiras de vomitar hipocrisia ou chamar alguém de imbecil.

Quando digo que você não dialoga é por causa disso. Eu não escuto nada do que você acredita ,do que você pensa. Apenas o que você reprime e repudia sobre terceiros e você faz isso, ainda que inconscientemente, de maneira hostil e arrogante sim.

Pensei comigo e acho que me desgastei a toa aqui de verdade. Por tudo isso que já falei. E por nada, por uma pessoa que nunca perdeu a oportunidade de alfinetar chamar de hipócrita, de imbecil ou sei lá mais o que gratuitamente. O fórum é diversão, diálogo e cultura. Por tudo que Postei, de você não tenho nada disso.

Portanto passar bem mesmo, continuarei escrevendo o que penso sim quando mé convir, mas sem a obrigação de sempre traduzir seus devaneios e interpretações sobre o que digo.

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Falou tudo Scofa.

 

Ainda queria incluir outro ponto.Para os cristãos, não importa se o cara é homossexual, eu mesmo tenho irmãos na fé que dizem que são, o importante é se o cara pratica ou não.

 

Se o cara se sente atraído por outros homens, ou uma mulher se sente atraída por outras mulheres, mas se contém, consegue resistir a tentação, essa pessoa não está errada aos olhos de Deus.

 

Entendi. É por isso que não há que se falar em preconceito ao meu ver. Se o rapaz ou moça escolhem abraçar aquela fé, aí considero justo agir de acordo com o que nela se expressa. Não vejo sentido algum em selecionar somente o que convém na hora de praticar quaisquer fundamentos.

 

Lembrei da opção por não comer carne em alguns dias santos (não sei quais), como alguns católicos pregam. Vejo as pessoas DE FATO não comendo, mas se deleitando em queijos, peixes e outras guloseimas. Que sacrifício é esse que substitui um alimento por outro que você gosta tanto quanto o anterior? SE eu fosse católico certamente faria restrição de ovo, queijo ou chocolate que são alimentos que realmente fazem falta para meu gosto pessoal. Mas não sou. Ainda bem, hahaha.

 

Aproveito para perguntar algo. Como sou verdadeiramente ignorante quanto a religiões queria saber a opinião de vocês sobre uma coisa. Como sabem, me alimento de algumas carnes mas quando estou em situações comuns normalmente me classifico como vegetariano para evitar situações constrangedoras até porque mesmo as que gosto não me fazem muita falta. 

Pois bem, tenho muitos amigos vegetarianos por opção e vejo que normalmente as pessoas perguntam se eles não comem frango ou peixe, a chamada carne branca. Eles ficam extremamente irritados, chegam a ir embora de lugares. Naturalmente que não faz realmente sentido perguntar a um vegetariano se come qualquer tipo de carne (branca, preta, azul ou amarela).

 

Pergunto: a origem desse "equívoco" é bíblica? Algumas carnes são permitidas ou classificadas de forma diferente (em termos psicológicos) porque aparecem em alguns contextos bíblicos?

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Algumas igrejas desaconselham comer carne de certos animais, como o porco por exemplo, classificam-no como um animal sujo aos olhos de Deus (oi?). Os adventistas consideram que nem é tanto o corpo o principal prejudicado pelo uso da carne de porco mas sim o espirito. "É impossível que seja sã a carne de qualquer criatura vivente, tendo como elemento natural a imundícia, e quando eles se alimentam de tudo quanto é detestável. A carne de porco se compõe do que ele come. Caso os seres humanos comam dessa carne, seu sangue e sua carne serão corrompidos por impurezas transmitidas por ela".

 

Desnecessário dizer que a maioria dos animais come porcaria e nem por isso... enfim. Existem várias citações bíblicas que pregam a abstenção da carne de porco de forma muito incisiva (a maioria delas no Velho Testamento) eu diria que as proibições eram adequadas e necessárias àquela época, hoje, conhecedores de variadas técnicas no preparo desta carne sabemos que ela pode ser bastante saborosa e saudável. A questão é, apegar-se à letra da lei ou considerar que muito daquilo que é pregado na Bíblia, notadamente no Velho Testamento teve seu termo em Cristo?

 

Sobre o jejum eu diria que é uma prática encarada de forma bastante, como diria, elástica por algumas pessoas.  B)

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Se me lembro bem, não há restrição cristã quanto ao consumo de qualquer carne (alguns interpretam que Jesus era vegano/vegetariano :lol: ; isso se deve a uma possível tradução equivocada da Bíblia, em que o peixe na verdade seria uma iguaria feita de algas na região da Galileia; bobagem). Creio que muitas dessas proibições/sugestões dos livros sagrados provavelmente foram inseridas como medidas sanitárias ou de controle social. Os povos dos tempos bíblicos não tinham a higiene que temos hoje, por isso esses "ensinamentos" anacrônicos, de forma a instruir a população.

 

****

 

Em outro aspecto, podemos citar a própria circuncisão, que se tornou desnecessária após Cristo. Sua origem, no entanto, provavelmente deriva de razões de higiene e saúde. Os povos que ainda a praticam por motivos religiosos continuam se atendo à interpretação literal do livro sagrado, sem considerar o caráter simbólico que o ato tinha, de modo semelhante aos sacrifícios ou à restrição alimentar. Novamente, esses atos simbólicos derivam de uma possível questão sanitária da época, não de mero simbolismo.

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Releia o seu post.

A situação e exatamente o oposto do que você acha que é.

A discussão aqui é, você contestar tudo e nunca dizer nada. Entender o que quer pra diminuir os outros como fez novamente agora, presumido tudo isso sobre mim.

Sua maneira de discutir não é defender suas idéias, mas sim desconstruir as outras.

Desenhando pra você entender, se eu defendo o azul, e você o amarelo, eu explico tudo o que acho sobre o azul e você simplesmente rebate tudo isso sem falar nada sobre o amarelo. Nunca .

Seu prazer é achar que você está causando conflitos nos outros quando fala essas baboseiras de vomitar hipocrisia ou chamar alguém de imbecil.

Quando digo que você não dialoga é por causa disso. Eu não escuto nada do que você acredita ,do que você pensa. Apenas o que você reprime e repudia sobre terceiros e você faz isso, ainda que inconscientemente, de maneira hostil e arrogante sim.

Pensei comigo e acho que me desgastei a toa aqui de verdade. Por tudo isso que já falei. E por nada, por uma pessoa que nunca perdeu a oportunidade de alfinetar chamar de hipócrita, de imbecil ou sei lá mais o que gratuitamente. O fórum é diversão, diálogo e cultura. Por tudo que Postei, de você não tenho nada disso.

Portanto passar bem mesmo, continuarei escrevendo o que penso sim quando mé convir, mas sem a obrigação de sempre traduzir seus devaneios e interpretações sobre o que digo.

 

Não, a situação não é exatamente o oposto do que acho que é. Ela é o retrato exato do que estou falando que é. Eu digo sim quais são as minhas idéias e eu as defendo sempre que julgo ser necessário e se este tópico está em sua quarta edição, é porque 1) eu sou um dos grandes responsáveis por isso; e 2) tal resultado foi obtido comigo fazendo algo que vc me acusa de não fazer. E é claro que tal percepção te escapa porque vc chegou ontem no fórum.

 

Às vezes a defesa de uma idéia é a contestação a uma outra idéia. Por outro lado, há uma infinidade de idéias defendidas que estão subjacentes em uma simples frase e eu faço máximo uso disto. Desenhando para você, quando eu digo "sou cristão", há uma série de idéias sendo defendidas nessa única expressão. Não há necessidade de afirmar/defender, por exemplo, que sou contra a prática homossexual, contra o adultério; que creio que a adoção de crianças por "casais" homossexuais uma estupidez sem tamanho que coloca a criança prematuramente em contato com algo extremamente complexo que nem o próprio homossexual consegue lidar, que dirá a criança; que creio ser a família o modelo tradicional ainda que nem sempre esse modelo possa ser observado na íntegra (ex: pais e mães solteiros); que creio ser a Bíblia a Revelação única de Deus para o homem e que ela é a autoridade máxima em assuntos de fé e prática para o cristão; que Cristo é o Salvador que morreu no lugar do homem transgressor, rebelde e pecador, mas ressuscitou; que sou a favor da dignidade humana pois esse é um valor cristão; que a nossa sociedade só não se destruiu por causa dos valores cristãos que hoje muitos criticam; e por aí vai... Tudo isso está implícito de forma extremamente clara na frase "eu sou cristão". Expor o restante seria soar prolixo como estou sendo agora simplesmente porque você não quer entender como um debate funciona. 

 

Portanto, quando você diz que não ouve o que eu acredito, o que eu penso, eu só concluo que você está de brincadeira, trollando geral, pois há muito do que penso e acredito em meus posts, mesmo aqueles que só servem para desconstruir a idéia dos outros. E a prova disso são os demais posts de outros foristas que continuam discutindo comigo enquanto você fica choramingando.

 

Nem vou me reportar às vezes onde você fez pouco caso do que eu postava, distorcendo o que estava escrito, me ofendendo ou agredindo - especialmente quando adentrou a este tópico, aliás, o que você está fazendo aqui? - porque sinceramente, EU cansei de ficar te dando corda.  

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Aproveito para perguntar algo. Como sou verdadeiramente ignorante quanto a religiões queria saber a opinião de vocês sobre uma coisa. Como sabem, me alimento de algumas carnes mas quando estou em situações comuns normalmente me classifico como vegetariano para evitar situações constrangedoras até porque mesmo as que gosto não me fazem muita falta. 

Pois bem, tenho muitos amigos vegetarianos por opção e vejo que normalmente as pessoas perguntam se eles não comem frango ou peixe, a chamada carne branca. Eles ficam extremamente irritados, chegam a ir embora de lugares. Naturalmente que não faz realmente sentido perguntar a um vegetariano se come qualquer tipo de carne (branca, preta, azul ou amarela).

 

Pergunto: a origem desse "equívoco" é bíblica? Algumas carnes são permitidas ou classificadas de forma diferente (em termos psicológicos) porque aparecem em alguns contextos bíblicos?

 

Que eu saiba não. A Bíblia proíbe o consumo de certos tipos de alimento, contudo a proibição fora para os judeus do antigo testamento, e, quando chegamos no novo testamento, é revelado que estas e outras coisas eram "sombras" do que viria, ou seja, Cristo. A lei mosaica, embora possua diversos aspectos de lei civil, era parte do culto a Deus, sua observância era considerada uma forma de culto. Cristo "consumou" esse culto, sendo Ele agora o objeto do culto. Daí não haver mais a necessidade de se observar a proibição dos alimentos. 

 

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Scofa,

Realmente é isso mesmo que o pessoal falou, na Lei Mosaica era proibido comer certos animais, como o porco e outros animais que comem carniça, como o corvo.

E acredito também, como o pessoal falou, que esta lei visava a saúde dos Israelitas.

Também acho importante frisar que antes do Dilúvio era proibido comer QUALQUER tipo de carne, talvez venha daí a ideia deste pessoal ,isso se existir alguma origem bíblica na opção destas pessoas.Acho que alguns dos vegetarianos são tão xiitas por uma questão meramente comportamental, talvez por se sentirem "marginalizados" por sua opção.

 
Acho interessante o pessoal do fórum concordar que a Lei Mosaica acabou em Cristo, mas se apegar a algumas partes desta lei como se ainda estivesse em vigor.
 
Dook,
Lembro que uma vez você falou que o "vinho" dito na bíblia era apenas suco de uva, e não uma bebida alcoólica.
Mas ontem estava fazendo minha leitura diária da bíblia e lí um texto que acho que não deixa dúvida sobre esta bebida, veja 1 Samuel 1:13,14:
'13 Quanto a Ana, falava no seu coração; somente os seus lábios se moviam e não se ouvia a sua voz. Eli, porém, tomou-a por bêbeda. 14 Portanto, Eli lhe disse: “Até quando te comportarás como embriagada? Afasta de ti o teu vinho.'
 
"
 

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Vinho nada mais é que suco de uva fermentado. Não são todos os textos que a palavra "vinho" se refere ao suco da videira. Este de 1 Samuel é um deles. Há vários outros.  

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Bom, gostei enormemente do vídeo como uma exposição das ideias de David, mas quanto à discussão em si é fraca porque se resume praticamente a um questionamento das posições dele, com o rapaz de preto arremessando várias questões polêmicas de respostas DIFÍCEIS de aceitar, que criam um natural afastamento da plateia e tornam suas reações viesadas - claramente a plateia é de Frank. Infelizmente para minha percepção, os dois não estão no mesmo nível de discussão (David está anos luz a frente em argumentação, Frank é manipulador), o que faz com que, em raras oportunidades o moço de preto proponha um questionamento interessante, mas logo depois se perca com novos questionamentos fáceis de responder (embora difíceis de processar por quem está ouvindo, assim simplesmente servem para jogar a plateia contra David).

Enfim, para ser, de fato uma boa DISCUSSÃO, seria necessário alguém que estivesse disposto a refletir e compreender DENTRO DA REFLEXÃO a existência de equívocos.

 

David comete pequenos equívocos no raciocínio, mas não os que Frank parece enunciar. Ele (Frank) parece o tempo todo querer iluminar uma saída religiosa para o questionamento, só que não compreende que religião não está na mesma esfera da lógica e, justamente por isso JAMAIS será saída lógica porque é comparar número com letra. Ela existe ou não independente de sabermos explicá-la. E a plateia acompanha. É infantil aplaudirem que o fato de tomarmos decisões erradas promoverem a necessidade de um salvador é sinônimo/evidência que ele exista. Não é.

 

Deixando claro: a moral é para mim relativa? Se o conceito de moralidade se restringe ao mundo físico, SIM. Só consideraríamos a hipótese de absoluto se ampliarmos a discussão para as esferas pós morte, o que é inviável pelas crenças conflitantes. O que é inquestionável é que na dinâmica do mundo ela FUNCIONA como relativa. Inquestionável e INDEPENDENTE das difíceis questões que tenhamos que responder por causa disso. A partir do momento em que propomos uma discussão na REALIDADE, os conceitos comportamentais obedecem a uma lógica psicológica e racional ao mesmo tempo, não sendo explicados isoladamente nem por uma, nem por outra. Não há como você desfazer argumentos tornando-os feios de se ouvir e Frank QUASE se reduz a fazer isso.

 

Quase porque David comete um equívoco importante quando responde que "você está sustentando sua decisão moral relativa com uma maquiagem com a bíblia" e Frank, brilhantemente diz que ele está confundindo a DECISÃO com a existência de um parâmetro moral. Mas explora mal e David novamente se sai bem e coerente.

 

O ponto com relação à Bíblia é o seguinte. A construção da moral relativa aqui passa pelo PROCESSAMENTO das informações por um segundo (quem lê) e, o mais importante: não é a pessoa que encaixa nos padrões DELA o que leu, mas ela acredita neles porque os padrões são DEFINIDOS no livro sagrado, é o oposto. Logo, é INCORRETO dizer que as pessoas usam a bíblia para justificar seus atos (exceção de manipulações desejáveis), mas elas, de fato, agem assim por PROCESSAREM a informação contida nela DESTA maneira, que pode ou não ser considerada imoral pela sociedade. É um processo complexo e muito difícil de explicar.

 

O caso de Hitler é simples. Não existe parâmetro moral e objetivo, mas TODA sociedade (aqui no caso mundial) crê que seu posicionamento é absurdo. É como se as diversas morais relativas coadunassem nesse ponto e todos chegássemos a essa conclusão.

 

Todo mundo TEM sua opinião E conceitos. Ênfase no "TER". Isso é independente de moral, religião, etc. No entanto, a sociedade e o governo estabeleceram padrões morais conjuntos que promovem punição quando há infração de tais normas. Estes posicionamentos passaram a fazer parte da formação psicológica do indivíduo e, em uma complexa cadeia de "acreditar nisso ou não" chegamos ao nosso comportamento final e nossas crenças. Com isso veio a RESPONSABILIDADE pelos atos da qual David tanto fala. Obviamente, responsabilidade junto à sociedade (que pode adquirir aqui conceitos locais ou mais amplos definidos pela esfera de abrangência do questionamento). Para mim, certos comportamentos são sequer consideráveis. Não acho em nenhuma instância que um indivíduo neonazista possa defender essa posição em uma democracia ou deva ter qualquer voz. Para mim ele seria preso (ou radicalmente punido) instantaneamente. Mas não tenho controle sobre ele TER essa opinião. Só que tem que se responsabilizar por ela.

 

Esta acaba sendo mais uma evidência de que a moral NO MUNDO FUNCIONA como relativa. E isso independe de existir algo absoluto proposto porque só terá impacto após a morte. E ninguém nunca voltou de lá para falar que é absoluta mesmo.

 

Assim, o equívoco do David consiste na armadilha de provocar Frank e os religiosos. Mesmo que a moral absoluta externa a nosso mundo (que não cabe na discussão porque não se submete à nossa racionalidade) seja retratada em livros religiosos, a existência de um processamento das informações não importa por quem, torna o processo necessariamente individual, sendo mais uma comprovação de que a moral funciona como relativa do mesmo jeito.

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Discussão ótima e mais uma vez a demonstração inequívoca de que a idéia da moral relativa não responde nem as questões básicas inerentes a ela, principalmente quando é problematizada. O cara pode esbravejar e dizer que tudo depende de "preferência" ou "opinião", até um estuprador manda ver na esposa dele aí eu quero ver ele viver de acordo com a sua "preferência" ou "opinião".  

 

Bom, isso já foi discutido aqui e o vídeo mais uma vez demonstra o que já foi falado. 

 

Só um adendo ao comentário do Scofa que achei interessante nisto aqui:

 

O que é inquestionável é que na dinâmica do mundo ela FUNCIONA como relativa. Inquestionável e INDEPENDENTE das difíceis questões que tenhamos que responder por causa disso.

 

Não questiono isso. Aliás, eu confirmo isto e ainda digo que o mundo está como está justamente porque o mundo insiste em trabalhar e funcionar na dinâmica da moral relativa. 

 

Mas o ponto não é este... E aqui faço uma analogia com o mundo de fantasia que as crianças criam durante parte da sua infância para expor o meu ponto (chupa Gust84): As crianças precisam crer - pelo menos é isso que diz a psicologia - em mundo de fantasia (fadas, papai noel, etc) que é fundamental para a formação de sua psique e até de sua personalidade. É inquestionável que as crianças - pelo menos as nossas no mundo ocidental - funcionem e tenham parte da sua dinâmica fundamentada neste mundo de fantasia. Muitas vezes é por esse meio que os pais conseguem comunicar algo a elas. Pois bem. A realidade desta dinâmica implica na sua validade ou existência empírica, ou seja, há de fato e de verdade um mundo de fantasia povoado por Papai Noel, etc? Não. 

 

Portanto, apesar do mundo trabalhar na dinâmica da moral relativa, isso não implica em sua validade e legitimidade e os exemplos práticos já dados aqui no tópico em outras páginas demonstram a fragilidade desse conceito. Ele não se sustenta e, por isso, não pode servir de parâmetro. 

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Explorando um pouco. Acho que a origem dessas figuras está ligada a recriações de personagens que exemplificam e instituem conceitos desejados por adultos (papai noel,por exemplo, é explorado ambiguamente como um homem bondoso e mais velho que presenteia meninos que se comportam bem e também introduz uma vertente consumista e materialista). É uma boa pergunta saber como uma criança se desenvolveria em um ambiente em que não se submetesse a tais valores.

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Scofa,

 

Nós não comemoramos o Natal, então não ensinamos às nossas crianças sobre  Papai Noel e elas também não esperam receber algum presente no final do ano se elas se comportaram bem durante o ano que passou.

 

Nunca parei para pensar no impacto sobre o consumismo que isso gera em nossas crianças, se elas se tornam menos consumistas que outras crianças, mas seria algo interessante de se pesquisar.

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