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O Que Você Anda Vendo e Comentando?

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Li o texto, já assisti a peça, agora vejo o filme. 

Ela é pedra de toque do teatro russo; vale conhecê-la. Em si mesma, guarda maior interesse às gentes do teatro, mas para as demais parte das pessoas pode ser um pouco chata, já que é de pouca ação. Importância histórica, importância cultural, mas...sendo franco...não é "legal". Não é uma história legal. Tudo é circunstância, nada é mostrado. Os mais decisivos acontecimentos são apenas contados, ou ficam entregues à imaginação. Como eu já tive contato com o texto por várias vezes e por várias formas, consegui depreender mais sentidos de "A Gaivota":  Quem são os talentosos de verdade?  Como artistas mais velhos destroem os estreantes? Como estruturas de poder antigas deslegitimizam outras que tentam surgir? Realismo x Simbolismo?  Mas, como disse, tudo isso fica no campo do não-dito.

O cinema resolve melhor a parte da ambientação - às adjacências do lago - mas, como a adaptação foi muito respeitosa, essas características  de vaguidão do texto de Tchekhov permanecem.

A única do elenco que consegue trazer mais vida às palavras é Annette Bening. Ela está excelente, me surpreendeu.

Como em todo ano brado aqui neste Fórum: JUSTICE FOR ANNETTE!!!

The Seagull (2018)

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Hunter Killer é um razoável thriller de guerra, do mesmo naipe de Invasão a Casa Branca e similares. Ele tenta ser mais cerebral, a semelhança do Caçada do Outubro Vermelho ou Maré Vermelha, mas não esconde que é somente diversão previsível. Aqui o Bruce Willis da vez que salva mundo da guerra é o fraquinho "Leônidas" Butler. Dá pra ver, mas sem esperar demais. 7,5-10

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Elizabeth Harvest é um thriller scy-fy bem legal que parece ser uma variante de Ex-Machina, em seus questionamentos. O legal deste indie é que já desde o início te prende pelo mistério que joga na tela, algo do naipe Feitiço do Tempo ou A Morte te dá Parabéns,  com várias reviravoltas no decorrer da metragem. O desfecho só peca por ser simplório demais, a despeito do empenho de todo bom elenco. 8,5-10

Imagem relacionada

 

 

I Still See You é um thriller de fantasia bem fraquinho a despeito de sua premissa bacana (um mundo onde humanos e fantasmas coexistem numa boa, sem grilos!) e mitologia estabelecida. Bem feitinho e atuado, o problema é que é comercial e previsível demais, repleto de furos e voltado escancaradamente pro público teen numa tentativa de virar franquia nova, estilo Crepúsculo, mas sei não se tem fôlego pra tanto.. 7-10 

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Último filme de 2018, um clássico nacional, para encerrar também meu ano literário. Acabo de ler o ma-ra-vi-lho-so Menino de Engenho de José Lins do Rego, e fui ver o filme do Walter Lima Júnior de 1965, primeiro filme dele. Primeiro filme do Walter, mas também de Maria Lúcia Dahl, Júlio Bressane ( por trás das câmeras); Antônio Pitanga também se faz presente...Não vou avaliar tecnicamente, porque há os graves defeitos sonoros do cinema daquela época, com as falas todas em pós produção e os atores dublando a si mesmos...A montagem é rápida demais, a fotografia é feia, não valoriza as paisagens...O filme foi um megasucesso de público, mas a crítica o malhou pois incluía diálogos políticos e um romance que não estão no livro, fora que o protagonista no filme já está crescido, com 12 anos, ao contrário do livro, que ele chega criancinha ao engenho. Outra adversária, a Igreja inclusive pretendeu proibir o filme por causa da clássica cena da iniciação sexual na bananeira.

Mas, com todos os defeitos e polêmicas, é um bom trabalho de iniciação, uma infância narrativa, mas também uma infância do cinema brasileiro. Porém, o que me deixa emocionado, neste dia 31/12/2018, é saber o que aconteceu depois...

Hoje, Sávio Rolim, essa criança linda da foto, encontra-se em uma situação lastimável do ponto de vista financeiro. Já foi diagnosticado com esquizofrenia, e ao longo da vida teve muitos problemas com álcool. Mais um Pixote do cinema nacional.  Em 2004, um professor da Universidade Federal da Paraíba, Lucio Vilar, fez um curta de documentário chamado "O Menino e a Bagaceira" contando a história do ator que viveu Carlinhos, o menino de engenho.  Acabo de ver no Youtube e recomendo muito. Uma linda homenagem, que o leva, cinquentão, combalido, maltratado pela vida, aos lugares onde o filme foi filmado, e o dignifica. São esses professores que fazem valer a profissão!

Nosso país é muito sem memória. O filme original quase se perdeu, até a Petrobrás em 2001 recuperá-lo, e digitalizá-lo. As locações físicas, uma delas no centro de João Pessoa, estava caindo aos pedaços. É bom lembrar, neste ano perdemos um museu. O ator Sávio Rolim poderia ter tido mais ajuda social, mais assistência. É duro vê-lo quase na sarjeta, como um sem-teto, alvo de violência urbana. O que é a cultura no nosso país? Por que naturalizamos esses infortúnios? 

Encerro o ano cinematográfico na Paraíba. Quem leu o livro e viu o filme se lembrará da descrição/imagens da cheia do Rio Paraíba que inunda o engenho, depois de anos de seca. Hoje, felizmente, a transposição do Rio São Francisco, quase concluída no eixo leste, perenizou este rio, levando um pouco mais de - senão segurança hídrica - esperança para aquela região. É lindo acompanhar a água chegar de açude em açude, de poço em poço, avolumando o fio d`água, até parar no açude de Boqueirão, que abastece Campina Grande. Em alguma coisa caminhamos.

Olho a foto abaixo, fico emocionado. Amo o cinema.

Feliz 2019!

"Bons Filmes!"

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Assassination Nation é um conto altamente crítico da sociedade americana em formato de thriller violento e repleto de humor negro. Ao assistir imediatamente lembrei do noventista Assassinos por Natureza e dos recentes God Bless América e The Purge. Dividido em três partes, o diretor adapta as melhores qualidades dos filmes citados ao atual mundo de linchamentos online. Com elenco desconhecido competente, ele atira pra todos os lados e acerta vez ou outra seus alvos. Apesar disso foi divertido prestigiar esta grata surpresa de início de ano. 8,5-10

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Hellfest é um terrorzinho mixuruca que dá pro gasto, mas eu francamente esperava algo mais, tipo o recente (e melhorzinho) Bloodfest, que trata da mesma coisa mas com mais competência. Não que seja primor de originalidade, até porque tudo isso ja foi visto no oitentista Pague pra Entrar, Reze pra Sair mas eu esperava desse trem um slasher mais comnpetente. 7-10

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É por isso que o ideal seria a gente ver os filmes antes de fazer as previsões. Como ignorar a canção "Girl in the Movies", de Dolly Parton, para a deliciosa comédia "Dumplin"? Dolly Parton pode alcançar sua terceira indicação, já que a música está nas semifinais. Anne Thompson, Tariq Khan, Tom O`Neil,  Sasha Stone, entre outros, já a colocam como uma das canções finalistas. É uma música que fecha o filme e que tem uma letra que o resume completamente, com aquele alto astral característico, e aquele fraseado tão característico de Dolly. Me fascina como ela encontra frases simples e tira ouro delas.

O filme, como disse, é bom, cumpre tudo o que promete. Mas quem o eleva é a fantástica atriz Danielle Macdonald, que apareceu para o cinema com aquela atuação extraordinária em "Patti Cake$", e depois só foi colecionando papéis, "Lady Bird', "Bird Box", e tal...Essa menina é um estouro!

Dumplin' (2018)

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Outro remake desnecessário, mas nesse caso ficou bom. Charlie Hunnam e Malek estão ótimos, honrando os atores do clássico de 1973.

Foi durante muito tempo um dos livros mais vendidos do mundo; teve sua autoria contestada; modificada; tendo o verdadeiro Papillon morrido no Brasil, em Roraima. 

Talvez o rameke tenha perdido uma ótima oportunidade para contar o final, de acordo com o que hoje já se sabe. Sob o ângulo da veracidade, ficou devendo.

Charlie Hunnam and Rami Malek in Papillon (2017)

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Caramba...faz muito tempo que não posto aqui por preguiça...assisti uma tonelada de coisa nesse meio tempo...vou agora tentar postar com mais frequência.

Queria ver esse filme já fazia um bom tempo (Cidade das Sombras). Mistura de noir e com ficção científica psicodélica, a fita diverte bastante. Apresentou um ano antes conceitos que seriam melhor trabalhados pelo Matrix. Algumas partes lembram a Origem e Doutor Estranho (especialmente no que tange à modelagem da realidade). Cotação: Bom. Assistido no canal Max Prime. 

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Não consigo nem descrever o quão divertido é! Rich Moore, oscarizado por "Zootopia", é um gênio. Transformou a internet em um mundo divertido e colorido, conseguindo ainda fazer um esperto comentário sobre o distanciamento das amizades.

O design de produção é ma-ra-vi-lho-so! Que criatividade! É um show! A parte da Deep Web ficou fabulosa. Não é spoiler, pois já foi muito divulgado, mas quando todas as princesas Disney aparecem há o cuidado de se executarem a trilha sonora de cada filme, quando cada uma delas fala ou faz alguma coisa, valendo-se das dublagens originais. É um capricho, um apuro...

O único problema do filme é não conseguir evitar de se transformar em uma propaganda dos grandes players da Internet, como E-bay, Pinterest, Amazon...Se em "Zootopia" há a esplêndia cena da Preguiça funcionária pública atrás de um balcão; neste filme novamente o melhor personagem está atrás de um balcão...Não hilariante quando aquele, mas daora demais!

Crossovers e easter eggs aos montes...participação especial de um carinha falecido recentemente...e tem até "La La Land". E no final há uma versão sensacional de um hit de muito sucesso. Muito legal.

"Ralph Breaks The Internet" será indicado ao Oscar de Animação, repetindo o feito do filme original em 2013. 

Detonaram!

 

John C. Reilly, Ming-Na Wen, Brad Garrett, Irene Bedard, Kristen Bell, Jodi Benson, Bill Hader, Jennifer Hale, Taraji P. Henson, Linda Larkin, Jane Lynch, Kelly Macdonald, Idina Menzel, Mandy Moore, Paige O'Hara, Anika Noni Rose, Sarah Silverman, Alan Tudyk, Pamela Ribon, Jack McBrayer, Kate Higgins, Gal Gadot, Timothy Simons, Ali Wong, and Auli'i Cravalho in Ralph Breaks the Internet (2018)

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6 hours ago, Tais Cristina said:

Assisti "Slender Man"... Só tenho uma coisa a dizer: PUTA FILME BOOOOOOOOOSTAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!! 😠 

Putz, esse aí é ruim mesmo! Tem até  outras produções "found footage" que tratam do mesmo tema e conseguem ser melhores!

 

Cold Ground é um terror em primeira pessoa francês que só vale mesmo pelas paisagens nevadas das montanhas européias e sua estética setentista. E só. No mais, desde que este sub-gênero surgiu com a Bruxa de Blair esta produção padece dos mesmos problemas do "found footage": câmera tremida ininteligível, fotografia escura demais, gritaria desenfreada e pouco roteiro. 6-10

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The Clovehitch Killer é um thriller de suspense legalzinho que tem a mesma premissa de Hora do Espanto, só que ao invés dum moleque desconfiar que o vizinho é um vampiro aqui desconfia que o próprio pai é um famoso serial killer. Legalzinho porque o filme ao menos mantém esse mistério até os finalmentes, e porque a forma de contar isso foge do tradicional, com vários pontos de vista envolvidos. 8-10

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Baseada em premiada HQ francesa, essa adaptação de "A Morte de Stálin" foi sucesso de público e crítica, e, como resultado, acabou sendo proibida na Rússia.

Tira sarro de todas as figuras históricas que gravitavam em torno de Stálin, da família, da burocracia, dos militares de ego enorme...O elenco está fantástico, e o texto é muito engraçado.

Nathaniel Rogers foi o primeiro a enxergar o filme como candidato à uma das 5 vagas de Roteiro Adaptado, já que Armando Iannucci o fora  por "In The Loop" , mas hoje mais gurus Oscarmaníacos veem isso acontecendo... Não está na minha lista, contudo, pois acho difícil até para "Crazy Rich Asians".

A comédia só surge muito depois do drama no Teatro Grego. É que a comédia só surge depois de instalada a democracia. Sem a liberdade política, não se pode rir dos mandatários. E como eles merecem.

The Death of Stalin (2017)

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Green Book é um delicioso "road movie" sobre amizades improváveis com enredo parecido a Conduzindo Miss Daisy mas com inversão dos papéis principais. A dupla protagonista segura muito bem a peteca e é daqueles filmes (politicamente corretos) que realmente emociona e a Academia adora. Opção de matinê com critica social na medida certa. 9-10

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Replicas é daqueles filmes que começa prometendo muito como thriller scy-fy mas que não se decide nem como thriller e muito menos scy-fy. Uma pena pois o tema é bão mas o roteiro inverossimil e cheio de furos não ajude. Outra, o Keanu Reeves convence muito mais como matador do que cientista louco de filme B, que é o caso desta produção fraquíssima.7,5-10 

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Peter Farrely, in my book, está para sempre perdoado por aquela cena da vaca em "Eu, Eu Mesmo, e Irene". Que filme delicioso! Eu não imaginava gostar tanto. O filme é redondo, azeitadinho, engraçado, emocionante, bonito mesmo, na moral. 

Viggo Mortensen - nossa! - que atuação! Que ano é esse de Ator? Uma performance que é caricatural, mas no bom sentido. Eu conheço gente assim. É crível, é humano, é perto da gente.

Mahershala Ali - nossa! - que atuação! Que ano é esse de Ator? Repito a estrutura do parágrafo anterior, tratando de Ator, porque ele é "lead". Elegantíssimo em cena, distinto, delicado. Eu conheço gente assim. É crível, é humano, é perto da gente.

Acusam o roteiro como óbvio, pois estamos num momento do cinema de que tudo deve ser reviravoltas, mas o texto em si é muito bem feito. As conversações entre os dois são muito encantadoras (mérito dos atores, também). Penso que conquistará uma das disputadas vagas de Roteiro Orignal, no Oscar.

Direção? Farrely luta pela quinta vaga, pois não há "snob appeal" suficiente. Mas está no jogo. Repetirá "Conduzindo Miss Daisy", 30 anos atrás, cujo seu diretor não conseguiu ser indicado? Realmente, quem imaginaria uma história como essa 30 anos depois, com os papéis invertidos? Uma beleza de coincidência.

Há alguns meses, coloquei o filme como o favorito a ganhar Best Picture. Agora mudei de novo para "A Star is Born". Porém, tendo visto o filme agora, acho que ele será o número 2 da maioria dos votantes. 

(Octavia Spencer é a produtora executiva. Será mais uma indicação dela?)

Está na briga.

 

Viggo Mortensen and Mahershala Ali in Green Book (2018)

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É um filme esforçado e nada mais. Prejudicado imensamente pela montagem irritante. Não sei se o livro é fragmentado dessa maneira, só sei que ficou ruim alternar a história no tempo.

Steve Carell está correto. Não merecia mesmo estar disputando a estatueta de Ator, como todo mundo imaginava que assim estaria no princípio da corrida.

Maura Tierney, ótima, merecendo mais oportunidades no cinema.

Timothée Chalamet...Olhar, eu dou um A+ para as cenas em que o personagem está "limpo", pois ele mostra uma coleção de gestos físicos muito rica pra um ator da sua idade. Ele é realmente muito talentoso, charmoso e encantador. A câmera gosta dele. Há muito tempo não vemos tanto talento em um ator jovem, só consigo remontar ao começo do Leonardo Di Caprio. Nas partes, todavia, em que o personagem está na "bad", eu dou um B+. Acho que faltou mais "maldade", mais ódio na atuação, e uso essa palavra pois ela é o oposto do cara bacana que o retratado é. Mais uma vez, comparo-o ao Leonardo DiCaprio, que fazia aqueles filmes  barra-pesadas dos anos 1990 dando show. Em todo caso, justíssima seria sua indicação ao Oscar.

Um ponto positivo do filme é o repertório da sua trilha: Nirvana, Massive Attack, John Lennon, Coltrane...E o filme tem uma canção original bem bonita, executada na hora dos créditos, que está nas semifinais da categoria. É "Treasure" do compositor e cantor Sampha. 

Steve Carell and Timothée Chalamet in Beautiful Boy (2018)

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É realmente excelente.

Rocambolesca e novelesca é sua trama; inteligente e divertido é o seu texto, tomando a sábia decisão de se livrar dos pronomes de tratamento da época, bem como daquele linguajar majestático que estamos acostumados nos filmes de época. Tem palavrão, tem sensualidade, escatologia, tem tudo. É sujo. Não vejo como Deborah Davis e Tony McNamara perderão esse Oscar de Roteiro Original, ainda que tenham perdido o Globo de Ouro, lembrando que eles estavam inelegíveis no WGA, então não poderiam mesmo ser indicados no Sindicato.

A Direção de Arte da Fiona Crombie é "palaciana", como estamos acostumados, mas não é um deslumbre de beleza, até por que, de fato, aqueles palácios deviam ser mais sujos e menos iluminados do que pensamos. Os objetos de cena (as gaiolas, os tapetes, as roupas de cama) foi tudo muito bem escolhido, e chama a atenção por não haver muitos motivos históricos, sabem? Quadros com bordas douradas de antepassados, grandes obras de arte...É um "simples" muito bem feito, com cara de pesado e de tristeza. Eu amei. Será a primeira indicação dela e o primeiro Oscar (Meu voto ainda seria do Caballero).

Figurino...É Sandy Powell. É fantástico! A Rainha Anne parece um docinho, um bolo amalucado, realçando sua personalidade infantil e fora da casinha. As roupas dos demais personagens são incríveis também, uma a uma , de acordo com suas personalidades. Quarto Oscar e décima terceira indicação a caminho, embora talvez a Academia pense que já é o bastante e  premie finalmente a Ruth E.Carter por "Black Panther" - acho que seria a primeira negra a ganhar.  A briga é boa, e como o Sindicato separa os períodos e os gêneros só vai dar pra saber mesmo no dia 24 de fevereiro.

Robbie Ryan, o fotógrafo, foi indicado pelo Sindicato ontem. É um ótimo trabalho, combinado com a direção, em privilegiar lentes grandes angulares (olho de peixe) para captar tudo ao redor do cômodo do Palácio, e também por gravar em dias de luz cinza,  de céu nublado, como se sempre algo estivesse para acontecer (uma tempestade? um "tiro que machucasse o céu"?). Ele já havia me impressionado com "American Honey" e agora ficarei mais atento ao que ele fotografe.

Yorgos Lanthimous é um doido. E a gente se refere assim, quando alguém tem talento e - outra metáfora - sai fora do script. A cena de dança é exemplo disso. Maravilhosa! Merece a indicação, e leva meu agradecimento por não ter nenhuma cena dantesca dessa vez (ainda me recupero de "Dente Canino", passados todos esses anos).

Digam o que disserem, Olivia Colman é Coadjuvante, ou "Lead" ao lado de Stone e Weiz. Na minha cabeça, Colman, Coadjuvante, e as outras duas "lead". Foi assim que vi o filme, e que o tempo em cena escancaradamente mostra. Dito isso, extraordinária em cena! Um espetáculo! Só os pequenos monstros, ou "criaturas do pântano" das redes sociais, para acharem que a Lady Gaga possa estar melhor do que as outras concorrentes. Ainda bem que esse escândalo não vai passar.

Stone e Weisz estão ótimas, merecem as indicações que estão por vir. 

Nas minhas previsões, não coloquei o filme em Maquiagem & Penteado. Devo ter batido com a cabeça.

Tom O`Neil crê que possa ganhar "Melhor Filme".

Rachel Weisz, Emma Stone, and Olivia Colman in The Favourite (2018)

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Ruim até falar chega! Atores péssimos (incapazes de articularem as palavras; vão murmurar assim no confessionário da Igreja - Que modismo safado!), roteiro péssimo (esse chavão da divisão em partes...), direção péssima. Isso foi para Sundance 2018 no mesmo pacote de "Eighth Grade"? Tá brincando!

Eu já vi "Después de Lucía", minha gente, aquilo sim é bullying. Aquilo sim é ir a fundo.

Cinema mexicano >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> cinema brasileiro. A verdade é essa.

E depois ficam segurando plaquinha contra "górrpi", fazendo abaixo-assinado contra Ministro. 

Bem faz o povo brasileiro que não assiste.

Ferrugem (2018)

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A Pequena Loja dos Horrores (Little Shop of Horrors, Dir.: Frank Oz, 1986) 5/4

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Xanadu (Xanadu, Dir.: Robert Greenwald, 1980) 2/4

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Comecei 2019 com 2 musicais anos 80.

A pequena loja de Horrores é ótimo. Elenco entrosado, músicas empolgantes, ótimo visual, enfim, uma joia dos anos 80.

Já Xanadu... É meio brega, meio feio, tem um risco de história, mas gosto das músicas no geral. Filme tenta ser uma homenagem aos musicais anos 40, mas tentando integrar aos estilo anos 80, não fez isso tão bem (se limita a colocar um do lado do outro, falando, "olha como era e olha como é agora'), mas o que vale é a intenção. No fim, pela nostalgia da época, o filme funciona bem pra mim. 

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Regina Hall ganhou alguns prêmios na temporada por este trabalho, o mais importante deles, sem dúvida, o prestigiado NYFCCA , interpretando a gerente superprofissional de um bar de esportes, que é como uma mãezona para as atendentes, e se vê envolta em inúmeros perrengues. Ela está ótima, por que ela é ótima, ela é uma soberba atriz. E todo mundo sabe disso desde "Scary Movie" ("Todo Mundo em Pânico"), no qual ela protagonizou uma das cenas mais hilárias que existem ( A cena do cinema, né? Mas poderia ser a cena de sexo vestida como jogador de futebol americano, ou muitas outras). Por aquele filme sim eu defenderia uma indicação ao Oscar de Coadjuvante. Não por este.

O problema é que...o filme tem um roteiro vago demais!  Tem um tema que está na crista da onda: sisterhood, mas faltou graça, faltou piada, e as situações são muito mal definidas. É um bom filme, com boas sacadas, mas poderia ter sido melhor trabalhado.

Regina Hall in Support the Girls (2018)

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On 1/5/2019 at 10:42 AM, Jorge Soto said:

Putz, esse aí é ruim mesmo! Tem até  outras produções "found footage" que tratam do mesmo tema e conseguem ser melhores!

 

Cold Ground é um terror em primeira pessoa francês que só vale mesmo pelas paisagens nevadas das montanhas européias e sua estética setentista. E só. No mais, desde que este sub-gênero surgiu com a Bruxa de Blair esta produção padece dos mesmos problemas do "found footage": câmera tremida ininteligível, fotografia escura demais, gritaria desenfreada e pouco roteiro. 6-10

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The Clovehitch Killer é um thriller de suspense legalzinho que tem a mesma premissa de Hora do Espanto, só que ao invés dum moleque desconfiar que o vizinho é um vampiro aqui desconfia que o próprio pai é um famoso serial killer. Legalzinho porque o filme ao menos mantém esse mistério até os finalmentes, e porque a forma de contar isso foge do tradicional, com vários pontos de vista envolvidos. 8-10

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Hum... vou procurar, parece ser bom, mesmo. :) 
Obrigada pela dica. :D 

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7 hours ago, SergioBenatti said:

Regina Hall ganhou alguns prêmios na temporada por este trabalho, o mais importante deles, sem dúvida, o prestigiado NYFCCA , interpretando a gerente superprofissional de um bar de esportes, que é como uma mãezona para as atendentes, e se vê envolta em inúmeros perrengues. Ela está ótima, por que ela é ótima, ela é uma soberba atriz. E todo mundo sabe disso desde "Scary Movie" ("Todo Mundo em Pânico"), no qual ela protagonizou uma das cenas mais hilárias que existem ( A cena do cinema, né? Mas poderia ser a cena de sexo vestida como jogador de futebol americano, ou muitas outras). Por aquele filme sim eu defenderia uma indicação ao Oscar de Coadjuvante. Não por este.

O problema é que...o filme tem um roteiro vago demais!  Tem um tema que está na crista da onda: sisterhood, mas faltou graça, faltou piada, e as situações são muito mal definidas. É um bom filme, com boas sacadas, mas poderia ter sido melhor trabalhado.

Regina Hall in Support the Girls (2018)

Tem uma atriz desse filme, além da maravilhosa Regina Hall, que gosto muito, a Haley Lu Richardson. Ela fez filmes como "Medalha de Bronze" (que, por sinal, tem o Sebastian Stan e a Melissa Rauch, e eu acho engraçadíssimo - sem contar que tem a cena de sexo mais bizarra que já vi em toda minha vida. kkkkkk) e "Fragmentado" (com o ótimo James McAvoy). Acredito que ela seja uma atriz promissora, hein? :) 

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Terminei de ler o esplêndido e cativante "Gabriela - Cravo e Canela" de Jorge Amado, e fui ver o filme de 1983, dirigido pelo Bruno Barreto. 

Infelizmente, a adaptação não conseguiu abarcar toda a complexidade do livro ( O que é haver um espírito libertador em uma cidade; o progresso econômico lutando contra o conservadorismo; o instinto sexual desafiando as convenções...). É tudo muito corrido, muito apressado (montagem de Emmanuelle Castro, de "Adeus, meninos"). Nacib, que no livro é Sírio (mas torna-se brasileiro, de certidão falsa), é italiano, para justificar a presença carismática de Marcello Mastroianni. Acontece que na versão final, ele foi dublado! Então qual o sentido da modificação? Muitos reclamarão que o filme se perde em tramas colaterais, mas, na verdade, quem lê o livro percebe, Gabriela é quase...coadjuvante...Nunca lidera a trama, os acontecimentos. Os demais personagens no livro são muito importantes, com histórias próprias muito envolventes. O final é completamente diferente do livro, dá até raiva. Não sem razão, o filme não fez o sucesso esperado.

Mas o filme tem Sônia Braga: encarnação monumental da personagem!  Linda, sensual, livre, corajosa, e humilde. 

O filme tem canções de Tom Jobim, mas, que me desculpe o "maestro soberano", a minha canção-título será sempre a de Dorival Caymmi.

"Sempre Gabriela".

 

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Primoroso.

A sensação é a de que nós caímos para dentro de um gibi.

Deem o Oscar de Animação de uma vez! É impossível mas por que não uma indicação em Montagem (Justin Thompson)?

Shameik Moore in Spider-Man: Into the Spider-Verse (2018)

 

Não posso perder a oportunidade para indicar uma música e um clipe maravilhosos que cogitam sobre um Spider-Man negro:

 

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