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O Que Você Anda Vendo e Comentando?

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9 hours ago, Tais Cristina said:

Assisti "Infiltrado na Klan", ontem... simplesmente SENSACIONAL!!! :D 

então vá no tópico correlato endossar suas opiniões a respeito do desfecho, que tá dando o que falar...😂

 

Welcome Home é um thriller fraquinho que poderia muito bem passar no Supercine. Dramalhão assumido embalado em belas paisagens italianas e atuações corretas, tem até uma reviravolta tchans no desfecho, mas que não o eleva em nível de esquecibilidade.  7-10 PS: só assisti este trem porque confundi o Aaron Paul com o Ryan Gosling (que gosto) no trailer.😂

Resultado de imagem para welcome home George Ratliff Poster

 

 

The Apparition é um bonito drama investigativo que discute a fé dos "sem-fé" no esquema CSI. É sobre um cético que precisa investigar se uma pirralha tida como santa viu de fato uma ou não, e esse realmente mistério te prende até o final. Com atuações bacanas, embora um pouco alongado demais, esta produção francesa é daquelas que precisa uma caixa de lenços ao subir os créditos finais. 8,5-10

Resultado de imagem para l'apparition Xavier Giannoli Poster

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Excelente curta húngaro, que, infelizmente, parou nas semifinais do Oscar. Conta a história de dois intérpretes tentando conquistar uma mulher da plateia.

Pelo jeito, comédias têm mais desafios para emplacar no Oscar, seja em qual categoria for. 17 minutos.

Andrea Osvárt in Susotázs (2018)

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The Front Runner é mais razoável estudo sobre política e natureza humana, e da "tablaoidização" de corridas eleitorais. O legal é que o filme é bem dinâmico e didático em sua proposta. O ruim é que do seu competente elenco ninguém destoa, nem mesmo o Wolverine no papel do Gary Hart, que ta apenas ok. Desse naipe de filme não chega aos pés de Todos Homens do Presidente ou The Post, mas gostei bem mais que o  badalado Vice. 8,5-10

Resultado de imagem para the front runner film poster

 

Velvet Buzzsaw é um razoável terror satírico que trata do mundo da arte e tals, onde só achei o personagem do Jake Gylenhal caricato e afetado demais. É um filme que usa e abusa de metalinguagem, mas até mesmo nesse quesito ele não o faz da forma competente que, por exemplo, a franquia Pânico. Na boa, dá pra ver mas eu esperava algo melhor do diretor que fez o ótimo O Abutre. 8-10

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Delirium é um terrorzinho teen mequetrefe que peguei por engano, mas como era curtinho mandei ver. Found footage com tremedeira, imagem escura e roteirinho previsivel que mescla fraternidades estudantis e casas assombradas. Tem filmes que não em primeira pessoa muito melhores. Espero que o outro terror homônimo (que realmeente queria assistir) com o Topher Grace seja mais interessante. 6-10

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Uma decepção.

"Cartel Land" e "City of Ghosts" são dois dos mais fabulosos documentários que vi nos últimos anos, mas nessa incursão na ficção, Matthew Heineman não logrou êxito. Biografia é o gênero mais difícil na minha opinião, pode ficar muito hagiográfico, e aqui ficou.

Não gostei igualmente da interpretação da Rosamund Pike, indicada no Globo de Ouro. Sotaque carregadíssimo, e pareceu muito imitativo.

Patrick Anderson in A Private War (2018)

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Creio que acabei de ver o vencedor do Oscar de Melhor Documentário.

"RBG" é convencional: uma linha do tempo, da infância aos dias atuais, da figura retratada. Mas faz isso com enorme competência, carinho, e bom humor. Ou seja, é uma abordagem popular e agradabilíssima.

Fora isso, a juíza Ruth Bader Ginsburg é extremamente inspiradora, bem como seu marido, ambos me fizeram dar boas gargalhadas. E ela ao final dá uma lição sobre convivência, que, vou roubar a frase para mim, e usar sempre: "Por que eu deveria me sentir desconfortável? Nós temos muito em comum." 

Julie Cohen e Betsy West, as diretoras, conseguiram suas primeiras indicações na categoria.

A canção "I will Fight" de Diane Warren é lin-da! Não estava esperando, grandiosamente interpretada por Jennifer Hudson.  É uma música de encomenda, claro, óbvio. Mas muito bem feita. Justa indicação. Décima indicação para essa outra injustiçada do Oscar, sendo a quarta indicação em 5 anos!

RBG (2018)

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Can You Ever Forgive Me? é uma simpática comédia dramática (ou um drama cômico) do naipe do Prenda-Me se For Capaz, com Hanks e Di Caprio. Filmes sobre falsários são bacanas mas precisam ser bem feitos pra criar empatia, e isso aqui ocorre graças a gordinha McCarty (da qual não sou muito fã depois do horroroso reboot Caça-Fantasmas), que se despe dos habituais cacoetes elevando esta obra a outro nível. 8,5-10

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Close é um razoável thriller de ação que parece uma variante mais adrenada de O Guarda Costas, mas estrelada por mulheres. Sim, a trama ta batida e o roteiro é previsível, mas é a energética performance da durona Noomi Rapace que garante a diversão, num papel que facilmente poderia ter sido feito pelo Neeson, Willis, Theron ou Johansson. E tome pancadaria pra ninguém botar defeito! 8-10

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Um trabalho bastante bonito do (também pintor) Julian Schnabel, evocativo, contido, sem arroubos de fúria, e o que eu mais gostei: sem a presença da loucura na sua faceta dramática. Fotografia maravilhosa do francês Benoît Delhomme.

Willem Dafoe - chover no molhado - ótimo. Prêmio em Veneza e no Satellite, indicação no Globo de Ouro, mas, na hora das previsões, ninguém deu muita bola, e todo mundo o esqueceu.

Mas meu Van Gogh preferido ainda é Kirk Douglas em "Lust For Life'" (1956), com aquele diálogo desesperado: "Estou preso em uma jaula de vergonha, insegurança e fracasso. Acredite em mim. Estou preso. Estou sozinho. Estou assustado."

Willem Dafoe in At Eternity's Gate (2018)

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Que rolê!

O filme começa com uma coreográfa entrevistando dançarinos para uma nova peça, possibilitando ao espectador depreender aquele pequeno preconceito de todo dia, aquela pequena violência de todo dia, quem é o gente boa, quem é o esquentadinho, etc..Depois, o filme nos brinda com uma sequência de dança absolutamente extraordinária, incrível, fabulosa; e então os dançarinos vão comemorar a execução bem-sucedida com um ponche de sangria batizado de LSD. 

Dizem que o LSD potencializa aquilo que já está dentro de você, por isso é importante prestar atenção à entrevista do início. As personalidades desabrocham.

Mais um filmaço do Gaspar Noé, dono de uma câmera sem limite.

Climax (2018)

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Lifechanger é um bacanudo thriller scy-fy que parece um episódio esticado do finado seriado Arquivo X com elementos de Highlander. Enxuto e narrrado em primeira pessoa, é interessante acompanhar a rotina dum serial killer imortal e metamorfo, assim como sua crise existencial. Com jeitão de ter sido feito pelo Cronneberg, ação e atuações corretas, eis um indie que foi a grata surpresa do meio da semana. 9-10

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Polar é um longa de ação exotico, energético e bizarramente descartável. Na boa, é um John Wick com o noventista Assassinos. Muito blábláblá, coreografias e um Mads Mikkelsen totalmente desperdiçado nesta adaptação de mangá. Ele faz seu papel, mas não salva esta produção B da mesmice, sem entreter. Apenas pra quem gostar de tranqueiras tipo Justiceiro.. 6-10

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 Esquecível enquanto arte. Lembrou-me de alguns filmes dos anos 1990, como "Proposta Indecente", em que o tema moral versus sexo tentava se fazer audacioso, mas ao final a abordagem era só conservadora.

O mundo andou pra frente e o cinema também.

O Hugh Jackman in The Front Runner (2018)

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Piercing é mais um exercicío indie de giallo (ou depalmiano?) que um filme propriamente dito. Tenta ser um Psicopata Americano ás avessas, sadomasô,  mas fica no meio termo. As interpretações são boas e o formato exploitation setentista ajudam, mas é uma granada que não explode nunca... e o desfecho, um coito interrompido. Podia ser e não foi. 7,5-10

Resultado de imagem para Piercing Nicolas Pesce poster
 

 

If Beale Street Could Talk é mais um filme sobre resistência/dignidade negra frente a dor, estilo Moonlight com Romeu & Julieta só que setentista. É politicamente correto demais que beira quase um conto de fadas, mas nada que desabone. Com boas atuações - onde os coadjuvantes sobressãem aos protagonistas - tem um dos desfechos mais broxantes que já vi. 7-10

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História atraente, bons diálogos, ótimos atores, direção à serviço da história, como não gostar? 

No geral, Richard E.Grant me chamou mais a atenção do que a Melissa McCarthy, mas a cena do gato...Parabéns!

Marielle Heller, a diretora, tem muitos projetos pela frente, o mais chamativo, com Tom Hanks. A roteirista Nicole Holofcener, indicada a seu primeiro Oscar, dirigiu "Amigas com Dinheiro" e "Enough Said", duas outras delícias de assistir.

Melissa McCarthy in Can You Ever Forgive Me? (2018)

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Enchentes, falecimentos, dívidas, disputas judiciais, e tá aí o filme, fruto de uma obstinação de mais de 20 anos de Terry Gilliam.

Resultado? Para mim, devoto do Realismo, uma grande porcaria. Para os fãs do diretor, deve ser bom.

"Dom Quixote",o livro, é extraordinário, pedra-de-toque da cultura do mundo, do humor do mundo; nunca dei tanta risada lendo um livro. O diretor conseguiu até mais ou menos uma hora e pouco reproduzir de sua maneira amalucada alguns dos episódios mais icônicos da história, mas daí em diante, é um caminho na insanidade. O final, últimos 20 minutos, é totalmente non sense, é completamente ininteligível.

Preferia desver.

The Man Who Killed Don Quixote (2018)

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Dead in the Water é um thriller scy-fy fraquinho que tem o mesmo plot de Alien ou A Coisa, o diferencial é que aqui tudo se passa num barco e o elenco é estritamente femenino, tipo Abismo do Medo. Fora isso e de se bem produzido, o filme tem até boas intenções mas raramente não sai do patamar de "quase mediocre" como cinema. 7-10

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The Man that Killed Hitler and then the Bigfoot esconde mais qualidade que seu bizonho título sugere, um trash B. No entanto, é um delicioso drama de fantasia do naipe do Forrest Gump, porém tocado de forma mais intimista tipo O Pequeno Grande Homem. Mas tudo se deve ao eterno veterano coadjuvante Sam Elliot carregar este indie nas costas, em ótima atuação. 8,5-10

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Pledge é um bom thriller de suspense com visão divertida de uma história convencional, porém tensa e bem eficiente. Imagina um indie macabro da Vingança dos Nerds ou American Pie.. é isso. Os personagens e argumento rasos se beneficiam da eficácia crua de sua reviravolta final. 8,5-10

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Mary Queen of Scots é um filme de época apenas razoável porém calcado em duas grandes atrizes, onde a Arlequina rouba facilmente a cena sobre a Lady Bird. Ainda assim é uma produção imperfeita, pesada e de certa maneira, aborrecida, diferentemente dos dois filmes Elizabeth da Blanchet.. 7-10

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Clube dos Canibais é um terror tupiniquim com gore, violência e muita putaria que se beneficiam da coragem da proposta e sutileza que esconde dentro de sua estória grotesca. Mas é daqueles filmes que quanto menos souber, melhor.. pois demora pra engrenar e até lá você não sabe o que ta vendo. 8-10

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Semana passada eu li o livro, e logo ele se tornou uma das melhores leituras do ano pra mim. É extraordinário, tocante, profundo, delicado e terno. Uma coisa! Posso afirmar que Barry Jenkins fez uma excelente adaptação, extremamente fiel, porém, a resolução do filme é completamente diferente do livro. Ele alterou o destino dos personagens, de um jeito que acho que até o Baldwin aprovaria. Por favor, leiam o livro. 

E por favor, vejam o filme. É lindo. Fácil, fácil, na minha lista dos 10 melhores da temporada. Não entendo como não entrou em Best Picture. Kiki Layne e Stephan James estão perfeitos em seus papeis. Impossível achar dois outros atores mais adequados para viverem o casal.

A direção do Barry Jenkins...Às vezes eu a acho esnobe demais. Desde "Moonlight" eu aponto isso, uma emulação retórica de Wong Kar-Way. Fica uma coisa muito "na cara", pra quem conhece cinema mais a fundo. Mas eu acho que ele quer mostrar a questão racial de uma forma sofisticada, como nunca dantes foi mostrada. Ele, em si, é um cara muito sofisticado. Eu relevo por que os filmes dele até aqui foram bons, mas não posso deixar de notar isso, pois não sou cego, nem bajulo as pessoas por tudo.

Deem o Oscar para a Regina King. Protagonista de uma das cenas mais difíceis e lindas do ano. Pois no livro, é uma passagem bem difícil, e eu pensava: "Como será que ela vai fazer toda essa gama de emoções?" E ela conseguiu. Bati palmas.

Trilha sonora do garoto prodígio Nicholas Britell (que também fez "Vice"). Em uma categoria que não gosta de premiar gente muito jovem, sem "First Man", ficou fácil pra ele ganhar. Lindo, lindo, lindo trabalho.

"Racial profiling" é um assunto muito pesado, e o Baldwin conseguiu tocar nisso em 1974! Que coragem! Mas ele não fala apenas disso, mas também trata em seu livro de muitos aspectos do racismo. Até mesmo entre os negros, por exemplo, como quando os personagens valorizam entre si aqueles de tom mais claro. Racismo na polícia, racismo no mercado de imóveis, racismo na espacialidade das cidades...O filme conseguiu ser sutil na abordagem desses outros aspectos, assim como o livro o é. Se Jenkins ganhar o Oscar de Roteiro Adaptado, não será de modo algum injusto.

Amei!

Stephan James and KiKi Layne in If Beale Street Could Talk (2018)

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Quando Cate Blanchett justificou a Palma de Ouro em Cannes para "Shoplifters", ela fez questão de realçar o final, que ela chamou de "desconcertante". 

Gente...até 1hora e meia de filme, você pensa, "Ah, que delicadeza!", "Filme do Koreeda a gente pode assistir pra sempre...", "Que singeleza, que delicadeza"...Os 20 minutos finais são um tapa na cara um atrás do outro! Dois dos planos mais tocantes e comoventes do ano, cê loko!

Lindíssimo. E esse homem tem mais um filme engatilhado pra este ano! 

Se ele não for um dos maiores diretores da atualidade, eu mudo o meu nome, eu não moro mais aqui, eu não sei mais quem eu sou.

Lily Franky, Sakura Andô, Mayu Matsuoka, Miyu Sasaki, and Jyo Kairi in Manbiki kazoku (2018)

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Finalmente, a Netflix o lançou.

Começa muito bem, e termina sem tanto sabor. Acho que carece um pouco de contexo: Em que parte da Índia; Por quê; É a religião que oprime? 

Fiquei com várias dúvidas.

Em todo caso, tabus precisam ser rompidos. 

Creio que disputa cabeça a cabeça com "End Game" o Oscar de Melhor Curta Documentário. Meu voto iria para "Lifeboat".

Period. End of Sentence. (2018)

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On 2/14/2019 at 11:02 PM, SergioBenatti said:

Quando Cate Blanchett justificou a Palma de Ouro em Cannes para "Shoplifters", ela fez questão de realçar o final, que ela chamou de "desconcertante". 

Gente...até 1hora e meia de filme, você pensa, "Ah, que delicadeza!", "Filme do Koreeda a gente pode assistir pra sempre...", "Que singeleza, que delicadeza"...Os 20 minutos finais são um tapa na cara um atrás do outro! Dois dos planos mais tocantes e comoventes do ano, cê loko!

Lindíssimo. E esse homem tem mais um filme engatilhado pra este ano! 

Se ele não for um dos maiores diretores da atualidade, eu mudo o meu nome, eu não moro mais aqui, eu não sei mais quem eu sou.

Esse filme realmente é bem legal, lembro de ter assistido ele meados do ano passado numa mostra de novos expoentes do cinema asiático aqui na Usp, e passou com o nome de "Assunto de Família".

 

En las Estrellas é um filme imperdível que mistura drama social e paixão pelo cinema, uma espécie de Cinema Paradiso espanhol. Difícil falar mal desta fábula, que é tão bem feitinha em sua simplicidade que cativa. Desde as ótimas interpretações da dupla principal, da metalinguagem (do filme dentro do filme) onírica que parece ter sido feita pelo Tim Burton ou Del Toro, e do deleite ao identificar as referências a grandes clássicos em toda sua metragem. Anote, Hollywood deve refilmar essa pequena grande pérola. 9,5-10

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El Árbol de la Sangre é um thriller dramático razoável tipo Os Amantes do Círculo Polar. É desses filmes sobre "segredos familiares" mas com muita trama complexa paralela, flashback pirado e reviravoltas rocambolescas. O elenco ta bem afinado e o troço tem ritmo, embora seja prejudicado pela duração excessiva, pois creio que meia hora menos cairia bem sem prejudicar em nada o entendimento do filme. 8-10

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Homônimo do afamado filme de 1971, cujas intérpretes foram Vanessa Redgrave e Glenda Jackson, esse "Mary, Queen of Scots" tenta fazer uma leitura feminista, progressista, e contemporânea, da disputa real. A verdade histórica linha-dura dos filmes de época cede à estilização.Porém, é uma estilização tímida, sóbria, sob controle. Poderia ter arriscado mais.

Duas indicações ao Oscar: Maquiagem e Figurino, trabalhos capitaneados por duas já vencedoras da estatueta, naquelas categorias, respectivamente, Jenny Shircore e Alexandra Byrne. O que disser a respeito da justeza dessas indicações é o que falo a respeito do filme como um todo: Já vimos isso antes!

Saoirse Ronan and Margot Robbie in Mary Queen of Scots (2018)

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Dono da cena mais perturbadora do ano, "Of Fathers and Sons" é realmente um pesadelo. Mas, como arte, só prova a força do cinema documentário. 

Um mundo sem mulheres, sem meninas, sem aritmética, sem comida, sem paz, sem esperança. 

Seu diretor Talal Derk, hoje refugiado na Alemanha, merece todos os prêmios do mundo. Quanto ao Oscar, nenhum doc feature que envolva o tema Síria tem se sobressaído na categoria. Se "Últimos Homens em Aleppo", que é o melhor de todos, não conseguiu, não acho que esse conseguirá a estatueta. Merecido seria.

Kinder des Kalifats (2017)

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Cadáver é um terror razoável que parte de uma premissa tão curiosa quanto inverossímil, parecido com "A Autopsia", mas que ao menos prende a atenção dentro de sua estrutura convencional e personagens clichezados. O filme é até bem feitinho mas, na boa, tem filmes do tipo "sai capeta" muito melhores. Pergunta básica que não quer calar: se os demônios se empenham em incorporar nos vivos, porque este aqui resolve fazê-lo no título do filme?🙄 Nem suspensão da descrença cola.. E olha que sou fã do gênero. 8-10

Resultado de imagem para cadaver Diederik Van Rooijen Poster
 

 

The Isle é um thriller sobrenatural fraquíssimo que começa muito bem mas se perde no decorrer da metragem, e expõe o quase amadorismo da produção e interpretações. Uma pena pois nas mãos de um bom diretor teria dado um bom caldo, principalmente pelas tenebrosas locações de cartão-postal escocessas, de longe o ponto alto desta produção de orçamento merreca, mas que não eleva em nada o conjunto da obra. 7-10

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Candidato a Melhor Curta Live Action, esse curta do Canadá é, por muitos, o favorito a ficar com a estatueta. 

Mostra a relação de uma senhora idosa e sua cuidadora, uma dupla de atrizes excelentes (tal qual o adversário "Madre"), mais com mais destaque ainda para a nonagenária Béatrice Picard, que dá realmente um show. No meio do filme, um segredo é revelado, tornando esse curta ainda mais especial.

Lindíssimo. 19 minutos.

Béatrice Picard in Marguerite (2017)

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Sem dúvida nenhuma, o mais alternativo de todos os 52 indicados.

O olho também é uma câmera. E aqui o olho de RaMell Ross - um fotógrafo amador em seu primeiro filme - passeia por alguns indivíduos de uma comunidade negra do Alabama. Só que o olho às vezes fica detido em uma abelha durante 1 minuto, uma criança andando pra lá e para cá durante 3 minutos, a fumaça de uma fogueira durante 4 minutos...

É sensorial? Sim. íntimo? Sim. Livre? Sim. Maçante ( todo mundo escreve erradamente "massante")? Sim. Sim. Sim.

Quando as pessoas não sabem bem o que é, dizem que é poético. Mais do que um poeta por trás das câmeras, eu pude ver é mesmo um fotógrafo, disposto a capturar instantes.

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