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O Que Você Anda Vendo e Comentando?

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Estão Todos Bem. É um filme que me surpreende quando trata de dois temas adultos e difíceis de um forma madura e bem concebida: perda e solidão na terceira idade. Quando o personagem de De Niro se questiona sobre o que fazer da vida depois de um casamento de décadas, a direção consegue se sobressair com planos afastados dele, luzes baixas, cores pasteis e um trem que deixa clara a passagem do tempo independente do que aconteça em nossas vidas. Não gosto especialmente da atuação de De Niro por não achá-lo adequado ao papel. A contenção de expressões, gestual e um olhar mais apurado, mais minimalista ficaria melhor nesses momentos em que ele se vê sozinho. Talvez o Nicholson seria mellhor aqui, como foi em Confissões de Schmidt, onde dá um banho (o filme também é melhor, mais bem acabado e resolvido). Já quando o roteiro se remete á vida dos filhos, o longa me decepcionou ao optar pelos clichês comuns ao gênero e, por pouco, não transformar o pai no responsável pela infelicidade de seus quatro filhos. Os quatro personagens também não são bem construídos. Suas razões, escolhas, personalidades não são investigadas. Você não conhece os quatro, não sabe como chegaram até ali, embora fique claro que não são felizes em suas vidas. Tudo soa muito artificial, distante, programado nessas partes. Dos três atores (um deles só aparece numa pequena cena no fim) o que menos compromete é Sam Rockwell, contido e dramático no ponto certo. O texto ás vezes derrapa feio ao tentar dar lições de moral ou passar mensagens manjadas, como na cena do trem, onde De Niro conversa com uma mulher. O final tem um tom de melodrama excessivo e dispensável pois já estava na cara que só poderia terminar daquele modo. Nem a cena do quadro que David pintou, que tem um significado especialíssimo pra família, dá maior ênfase a esse drama que poderia ter sido belíssimo. 5,0/10

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Inverno da Alma. Consegui assistir ontem a esse longa duro, triste, sombrio, desesperado mas muito bem feito e filmado. Desde a trilha sonora, com músicas cujas letras refletem a dor da personagem principal, além de retratar o quão isolada e atrasada é a região, passando por uma fotografia desoladora, inóspita, árida, gélida e belíssima, um texto enxuto e vigoroso, uma direção de arte caprichada que mostra a crueza de uma vida difícil e sem muitas expectativas, até chegar ás interpretações pontuais, cheias de nuances e extremamente competentes, todo o filme funciona, deixando a gente com uma sensação de bolo no estômago ao final da projeção. É uma história onde suavidade, leveza ou algo que minimize seu sofrimento simplesmente não fazem sentido. A montagem é muito boa por sempre priorizar a dificuldade, deixar claro que aquilo ali não tem solução e que, por mais que se consiga algum meio de se manter aquela família, a tristeza, a dor, a angústia estarão presentes ali por muito tempo. O que mais me deixou feliz foi ver uma personagem central tão bem construída, dirigida e intrepretada. Ree não mede esforços para salvar os irmãos, não se conforma, não desiste, luta até o fim. É corajosa ao máximo e Lawrence traz isso estampado na cara: a expressão sempre determinada, firme, fechada de quem é menina mas precisa ter atitudes de mulher, levar a família nas costas. Embora belíssima, a atriz consegue dar vida a uma jovem que, em breve, provavelmente, estará tão envelhecida e feia quanto as outras personagens do filme. É um acerto incrível pra uma atriz tão nova como ela. Mereceu a indicação ao Oscar.

 

Só tenho quatro ressalvas: 1 - á certa altura, um dinheiro vem parar na mão dela, cujo destino não ficou muito claro pra mim; 2 - o que ela precisava saber cai no colo dela, tentando amenizar todo o sofrimento passado até então, meio que invalidando sua luta; 3 - as responsáveis por esse "presente" justificam-no de forma a ir contra seu comportamento durante todo o filme. Acho que foi uma tentativa de tornar menos desgraçada a vida da menina. Talvez não tenham sido as melhores alternativas mas, com certeza, não deterioram as qualidades do filme. A quarta ressalva fica para a abrangência do longa que eu acredito ser curta já que se trata de uma história muito particular, da qual provavelmente só se compadeçam aqueles que já passaram por algo semelhante, como eu passei. Filme de arte e, sem dúvida, obrigatório. 8,0/10bs11ns2011-04-03 17:30:09

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dulevande715674.jpg

Vocês, os Vivos (Du levande, 2007)

 

Fiquei muito interessado pelo cinema do Roy Andersson, depois de ter assistido "Vocês, os Vivos" (Du levande, 2007). Composto por 57 vinhetas, sendo que umas funcionam melhor do que as outras, o diretor sueco trabalha em cima do comportamento humano de uma forma extremamente excêntrica. Situações bizarras e desorganizadas que, pelo contexto, acabam fazendo total sentido.

INÍCIO - SPOILERS

 

O discurso do psicólogo, olhando diretamente para câmera, reflete uma das ideias mais interessantes do filme. O interesse das pessoas vai até determinado ponto, afinal, quando não é mais possível tirar proveito da situação, o egoísmo toma conta de cada um. Faço questão de dar destaque para a vinheta do "homem de negócios" conversando pelo celular, exaltando a grandeza da classe alta. Por último, afinal, não pretendo descrever todos os ótimos trechos, ressalto mais dois momentos extremamente interessantes. Em primeiro lugar, o senhor tocando a tuba, numa nítida tentativa de ser visível aos olhos dos outros - principalmente pelo tamanho e som do instrumento. E, em segundo lugar, a mulher que deseja fugir daquela vida monótona, utilizando a moto como forma de escapar daquela realidade angustiante, entretanto, toda vez volta atrás, quando percebe que as pessoas começam a realmente se afastar, como ela deseja, gritando.

 

FIM - SPOILERS

A narrativa não é nada tradicional, entretanto, tem um poder incontestável. Obviamente, algumas vinhetas funcionam melhor do que outras, como foi dito anteriormente, entretanto, de forma geral, Roy Andersson nos presenteia com um filme agradavelmente esquisito.

 

Nota: 4/5

 

Estou sem tempo pra escrever uma análise decente, por isso, fica apenas o comentário rápido, para não passar despercebido.
luccasf2011-04-03 18:51:04

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Kray - The Edge

Epico russo bacaninha e bem interessante q evoca Expresso pro Inferno ou até Dr Jivago com... Velozes & Furiosos 06, so q ao inves de carros os brinquedinhos dos sovieticos pra ver quem tem bilau maior sao possantes locomotivas! Na verdade o veiculo é metafora da importancia dos mesmos pro pais ao desbravar o continente siberiano. O enredo se passa numa gulag nos cafundós das estepes russas, onde os trabalhadores devem nao so lidar com o clima e condicoes adversas como tb com seus egos e suas rusgas com os alemaes. A producao é bem caprichada, e o estilo narrativo segue o do realismo q beira o cinema frances ou italiano, cuja funcao nada mais é q criticar o duro regime stalinista daquela epoca. 9,5/10

 

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Anyways' date=' o próximo dele é o Superman, e já estou rezando aqui muito.
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Ah... vai ter com certeza o super voando em câmera lenta...  06

 

 

 

Vindo do Snyder, não duvido que o filme todo seja em camêra lenta. 06

 

 

Agora não sei o que esperar do novo Super. Certamente teremos as sequências de ação mais empolgantes do herói... mas espero que não seja só isso.

 

Também espero. Até porque se for pra ter um filme do Superman visualmente lindo, mas vazio, o Singer já fez esse filme em 2006: Superman Returns.
Jailcante2011-04-04 09:59:25

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Também espero. Até porque se for pra ter um filme do Superman visualmente lindo' date=' mas vazio, o Singer já fez esse filme em 2006: Superman Returns.
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Adoro Superman Returns. E o que seria o oposto de um Superman vazio? Um Superman cheio? 06

 

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Kray - The Edge

Epico russo bacaninha e bem interessante q evoca Expresso pro Inferno ou até Dr Jivago com... Velozes & Furiosos 06' date=' so q ao inves de carros os brinquedinhos dos sovieticos pra ver quem tem bilau maior sao possantes locomotivas! Na verdade o veiculo é metafora da importancia dos mesmos pro pais ao desbravar o continente siberiano. O enredo se passa numa gulag nos cafundós das estepes russas, onde os trabalhadores devem nao so lidar com o clima e condicoes adversas como tb com seus egos e suas rusgas com os alemaes. A producao é bem caprichada, e o estilo narrativo segue o do realismo q beira o cinema frances ou italiano, cuja funcao nada mais é q criticar o duro regime stalinista daquela epoca. 9,5/10

 

kray-aka-The-Edge-poster.jpg
[/quote']

Esse filme é estupendo e foi injusto ficar de fora da corrida pelo Oscar p/ filmes estrangeiro.

Ele é absolutamente arrebatador!

Superhiperrecomendo!

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Bruna Surfistinha - 7/10

 

Achei legal a forma que é contato a história, apesar de um pouco previsível, mas não foi parcial com a personagem principal e nem preconceituoso, ou seja, contou a vida de uma prostituta sem julgar. Gostei da direção que soube conduzir bem e não deixou o filme com cara de pornô, ficando a crítica somente para longa duração sem necessidade. Outro ponto positivo fica por conta da trilha sonora, muito bem empregada. Já as interpretações não vi nada demais na Deborah Secco. Ela atuou bem, acima do normal dela, mas nada além disso, já o restante mandou muito bem.

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Kray - The Edge

Epico russo bacaninha e bem interessante q evoca Expresso pro Inferno ou até Dr Jivago com... Velozes & Furiosos 06' date=' so q ao inves de carros os brinquedinhos dos sovieticos pra ver quem tem bilau maior sao possantes locomotivas! Na verdade o veiculo é metafora da importancia dos mesmos pro pais ao desbravar o continente siberiano. O enredo se passa numa gulag nos cafundós das estepes russas, onde os trabalhadores devem nao so lidar com o clima e condicoes adversas como tb com seus egos e suas rusgas com os alemaes. A producao é bem caprichada, e o estilo narrativo segue o do realismo q beira o cinema frances ou italiano, cuja funcao nada mais é q criticar o duro regime stalinista daquela epoca. 9,5/10

 

 
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Esse filme é estupendo e foi injusto ficar de fora da corrida pelo Oscar p/ filmes estrangeiro.

Ele é absolutamente arrebatador!

Superhiperrecomendo!

 

esse filme russo me surpreendeu pois nao esperava mta coisa, assim como o material promocional em seu proprio pais, onde o design evoca o material os cartazes da propaganda stalinista. Ja pro Oscar eles converteram o cartaz em mais um do mesmo, destacando os premios q ganhou.
Em tempo, ainda assim nao era páreo pro dinamarques q faturou a estatueta, pro canadense Incendios e e pro grego Dente Canino..

 

 Kray%20movie%20poster

Jorge Soto2011-04-04 14:20:51

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Os Olhos de Julia

Esta producao espanhola poderia ser classificada como um tenso thriller de terror (Orfanato) ou um otimo suspense dramatico (Blink)..tanto faz, pois ambas alcunhas se adaptam a pelicula. Na trama, acompanhamos a tal Julia perdendo gradativametne a visao enqto busca descobrir quem matou sua irma, vitima de um serial-killer. Apesar de seguir as formulas convencionais de trillers americanos, aqui td fica bem-feitinho sim, apesar do final meio q previsivel. Alem de tb beber da fonte do Hitchcock, Bava e Argento, o diferencial dste filme é q temos td em primeira pessoa, pois sofremos a angustia da protagonista tanto em sua investigacao do quebra-cabeca como de sua iminente cegueira. Entre mortos e feridos vale sim uma visita, nem q seja pelo otimo trabalho da Belen Rueda, uma especie de Nicole Kidman espanhola. 9-10

 

Los%20ojos%20de%20Julia

Jorge Soto2011-04-04 15:21:13

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Epico russo bacaninha e bem interessante q evoca Expresso pro Inferno ou até Dr Jivago com... Velozes & Furiosos 06

 

 

 

 

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<FONT size=2 face="Georgia' date=' Times New Roman, Times, serif">Esse filme é estupendo e foi injusto ficar de fora da corrida pelo Oscar p/ filmes estrangeiro.

 

<FONT size=2 face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">Ele é absolutamente arrebatador!

 

<FONT size=2 face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">Superhiperrecomendo!
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Será que vem pro Brasil? Onde vces viram?

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Saneamento Básico. Simplesmente adorei o filme. Difícil ver um filme brasileiro, ainda mais de comédia, onde tudo é extremamente bem feito, dosado e inteligente. Tinha gostado muito do Redentor, que tbém é do Furtado, mas esse aqui me divertiu demais, principalmente porque seu conteúdo torna-se muito mais importante pelo modo como é filmado. As locações externas são um charme, as músicas sempre bem colocadas, no momento certo (como na cena em que Wagner vende a moto ao som de Io che amo solo a te), os figurinos bem interioranos, mostrando o clima frio da região e os cenários internos são ótimos, sempre simples como a população da cidadezinha. O roteiro é muito original, desenvolvido com sagacidade e dinâmico no ponto certo (só não gostei muito do tom dramático que adquire ás vezes; poderia ter sido deixado de lado, embora não comprometa o filme). E as atuações são um luxo, um show á parte, principalmente as de Fernanda Torres, Wagner Moura e Paulo José (o que é aquela cena em q ele e Tonico Pereira colocam a placa como passagem? muito hilária). Até o insosso e canastrão do Bruno Garcia tá ótimo com aquele cabelo meio Justin Bieber. Enfim, o filme funciona como crítica aos desvios de verbas, á indiferença dos políticos aos lugares mais afastados, brinca com o estrelismo dos atores em uma cena divertidíssima da Camila e diverte á beça. Reparem pra cena final de Tonico Pereira: a fala dele é um retrato fiel do comportamento dos brasileiros com relação á corrupção. Eu gargalhei! 9,0/10 bs11ns2011-04-04 21:04:28

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Epico russo bacaninha e bem interessante q evoca Expresso pro Inferno ou até Dr Jivago com... Velozes & Furiosos 06

 


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Esse filme é estupendo e foi injusto ficar de fora da corrida pelo Oscar p/ filmes estrangeiro.

Ele é absolutamente arrebatador!

Superhiperrecomendo!

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Será que vem pro Brasil? Onde vces viram?

Sei não se vem, hein?

Eu baixei com uma qualidade de imagem até muito boa.

 

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O Poderoso Chefão Parte Dois, de Francis Ford Coppola -10

 

 

 

Um filme soberbo, e digo: Top 2 de sempre para mim. Melhor que o primeiro, mais maduro. Um elenco maravilhoso em que temos Al Pacino sem fronteiras para emoção e DeNiro pegando todos os trejeitos do Brando do primeiro filme. A fotografia é esplêndida e apesar de não ter a mesma ação do primeiro, quando esta acontece, é linda. Montagem que consegue intercalar os acontecimentos das duas histórias de forma exemplar e nada confusa.

 

 

 

Adaptação, de Spike Jonze. - 10

 

 

 

Jonze na direção e Kaufman no roteiro é perfeição. E aqui não é diferente. Com um roteiro mirabolante, maravilhosamente confuso, Kaufman e onze mostram o espetáculo da adaptação ( Na vida, no cinema, na literatura) de forma exemplar e com um uso de meta-linguagem invejável. Elenco muito bom , destaque para um surpreendente Cage e uma atuação cheia de genialidade da diva Meryl Streep.

 

 

 

 

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BABYSITTERS DE LUXO - 4/10 - É uma espécie de versão da "Bruna Surfistinha", mas sessão livre. A narração em off se encarrega de conferir substância a personalidade da jovem personagem central que se vê como uma agenciadora de babás que ao invés de cuidar das crianças resolvem zelar pela diversão dos pais. O filme é extremamente púdico, não tem a intenção de explorar a pornografia ou o erotismo e acaba estabelecendo a sua traminha boba e adolescente a partir do momento que se estabelecem rivais no negócio dentro do próprio colégio. O conflito mais humano acaba ficando sob responsabilidade do personagem de John Leguizamo que oferece uma atuação convincente, no único arco dramático eficiente ao longo de todo o filme. A jovem Katherine Waterston é um atriz muito limitada, consegue fazer bom uso do lado inocente da personagem, mas o roteiro não procura explorar muito os seus conflitos e anseios, deixando tudo na superfície, o que a deixa ainda mais fria e deslocada. O clímax acaba oferecendo uma reviravolta válida, mas naquela altura o filme já não justificava mais suas próprias motivações, tornando-se gratuito e desnecessário. Thiago Lucio2011-04-04 21:49:25

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Epico russo bacaninha e bem interessante q evoca Expresso pro Inferno ou até Dr Jivago com... Velozes & Furiosos 06
 

 

 

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<FONT size=2 face="Georgia' date=' Times New Roman, Times, serif">Esse filme é estupendo e foi injusto ficar de fora da corrida pelo Oscar p/ filmes estrangeiro.

 

<FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">Ele é absolutamente arrebatador!

 

<FONT size=2 face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">Superhiperrecomendo!

 

[/quote'] Será que vem pro Brasil? Onde vces viram?

 

 

<FONT size=2 face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">Sei não se vem, hein?

 

<FONT size=2 face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">Eu baixei com uma qualidade de imagem até muito boa.

 

 

 

 

 

Po, tem como me passar o link?

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O Poderoso Chefão Parte Dois' date=' de Francis Ford Coppola -10

 

 

 

Um filme soberbo, e digo: Top 2 de sempre para mim. Melhor que o primeiro, mais maduro. Um elenco maravilhoso em que temos Al Pacino sem fronteiras para emoção e DeNiro pegando todos os trejeitos do Brando do primeiro filme. A fotografia é esplêndida e apesar de não ter a mesma ação do primeiro, quando esta acontece, é linda. Montagem que consegue intercalar os acontecimentos das duas histórias de forma exemplar e nada confusa.

 

 

 

Adaptação, de Spike Jonze. - 10

 

 

 

Jonze na direção e Kaufman no roteiro é perfeição. E aqui não é diferente. Com um roteiro mirabolante, maravilhosamente confuso, Kaufman e onze mostram o espetáculo da adaptação ( Na vida, no cinema, na literatura) de forma exemplar e com um uso de meta-linguagem invejável. Elenco muito bom , destaque para um surpreendente Cage e uma atuação cheia de genialidade da diva Meryl Streep.

 

 

 

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Também gosto de Adaptação, embora me soe estranho ás vezes. Aquele desfecho amalucado, aquela obsessão da personagem de Meryl pelo de Cooper, aquele Cage duplo onde é meio alter ego do outro. Tudo é meio esquisito. Mas gosto do resultado final, além de achar Chris Cooper um escândalo de bom e o roteiro funcional por imitar a vida real em várias tomadas. Mas Kaufman é perfeito em Brilho Eterno, pra mim uma pequena obra prima.

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Abutres. Perturbador, inquietante e tenso, sem dúvida. Mas poderia ser bem mais do que isso. Gostei muito da fotografia da cidade (não sei se é Buenos Aires), sempre com luzes baixas, criando uma atmosfera sombria mesmo quando o filme dá uma suavizada. Os hospitais argentinos parecem os brasileiros, trazendo um realismo ideal e necessário ao tema do longa. Gosto do texto, subliminar e dinâmico, que nem sempre deixa claros os eventos. Também me agrada o Sosa, bem construído, o próprio abutre do título. O roteiro seria perfeito por estar tão bem amarrado durante todo o filme se não cometesse um erro tão primário, que puxa todo o filme pra baixo: coloca uma dose extrema e desnecessária de sentimalismo e melodrama quando aproxima o personagem de Martina Gusmán ao de Darín. A relação dos dois parece aquela história de novela onde o personagem quer "parar com tudo" quando se apaixona. Na boa, é louvável se regenerar por amor mas, sinceramente, era realmente preciso usar esse artifício manjado e colocar aquelas cenas tão agridoces no meio da história pra justificar o útlimo ato do filme? Pra mim prejudicou e muito o andamento (o que é aquela festa onde os dois aparecem, do nada, como se a vida deles estivesse cor-de-rosa?) pois não deixa o filme permanecer na tensão pesada construída logo nas primeiras cenas. Ou seja, tem altos e baixos, embora conte com um desfecho apoteótico e merecido, principalmente para Sosa pois parece que só a personagem de Martina (que é mocinha demais, exagerada demais, caricata demais) não percebe que ele já não tem mais jeito. O filme é bom, Ricardo excepcional como sempre, mas Trapero não deixou o filme andar, o que é uma pena pois o roteiro merecia muito mais. 7,5/10bs11ns2011-04-04 23:20:33

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Visto:

 

127 Horas, Danny Boyle - 2/4

 

apesar de bem fraco, ainda assim é menos constrangedor que Quem quer ser um retardado, que eu abomino. mas, é inevitável não entristecer diante dessa queda livre que sofre o diretor de Extermínio e Trainspotting... enfim, é dementemente filmado, parece um comercial estendido de gatorade. no entanto, Franco dá alguma dignidade ao trabalho.

 

revisto:

Inimigos Públicos, Michael Mann - 4/4

 

A melhor experiência que tive em BD, já achava genial, agora tenho certeza que é obra-prima. Meu senhor.

 

 

 

bat2011-04-04 23:58:25

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Fish Tank
Pérola indie inglesa q trata do batido tema de amadurecimento, no caso, de uma teen num conjunto habitacional da perifa britânica. O enredo realista-social é mix de “Preciosa” e “Confissões de Adolescente” , girando em torno de Mia, a filha rebelde-maloqueira de família bem disfuncional, q dança “break” (ou “hip-hop”, sei lá)  tanto como válvula de escape como p/ mudar de vida a médio prazo. Mas eis q aparece o namorado bonitão da mãe ausente q incita ainda seus sonhos e mexe com os hormônios da moçoila... Entre as varias cenas antológicas, destaque pra dança final com a mãe, na cozinha, escancarando q o “California Dreamin” não passava mesmo de um sonho. Em tempo, o filme vinga mesmo pela interpretação hipnótica da desconhecida e não-atriz Katie Jarvis, q faz a tal Mia, e q só entrou na produção pq a diretora gostou ao topar c/ ela discutindo com o namorado num pto de bus(?!) A trilha sonora é um show a parte com black-soul-house-rap-music de qualidade como James Brown, Robbin S, La Roule, Bobby Wormack, etc..  10/10

fish-tank-movie-poster-2009-1020553734.jpg

 

 

var gaJsHost = (("https:" == document.location.protocol) ? "https://ssl." : "http://www.");

document.write(unescape("%3Cscript src='" + gaJsHost + "google-analytics.com/ga.js' type='text/javascript'%3E%3C/script%3E"));

 

 

< =text/ ="http://www.google-analytics.com/ga.js">

 

 

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pageTracker._trackPageview();

}

 

catch(err) {}

 

Jorge Soto2011-04-05 08:43:47

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Paranoid Park. Há alguma coisa de estranha e esquisita nesse painel sobre a introspecção e complexidade da adolescência. Talvez seja a falta conclusões da história central. Não há muitas resoluções e nem muitas respostas presentes na vida do garoto caladão e confuso que, em meio á separação dos pais, tenta encontrar sua "turma", apesar de também se sentir distante dela. Temas como a sexualidade e vida desregrada dessa época também são abordados aqui, ambos sem muita profundidade ou substância. O melhor do filme são as músicas cantadas e instrumentais, a montagem com cenas desfocadas e planos em slow motion e a boa interpretação do rapazinho que faz o protagonista. Tem boas expressões e usa bem sua carinha "de nada" pra compor um personagem bem construído e sorumbático. Repare na cena onde a troca de olhares entre ele e o detetive que investiga a morte trágica que conduz o filme diz tudo. Não me senti especialmente tocado. Incomodado pela falta de conteúdo e densidade talvez seja o mais adequado. Mas o filme não é ruim. Só não alcança o esperado. 7,5/10

 

 

 

Revisto: Despertar de uma Paixão

 

Apesar de odiar esse título brega e clichê, eu sou louco por The Painted Veil. É um deleite rever a história do médico minimalista e benevolente que volta pros cafundós da China pra trabalhar, arrastando sua infiel e imatura esposa. Belíssimo do começo ao fim, dá uma lição de humildade, desprendimento e maturidade e monta um painel político e social bem fiel ao país na época contando com figurinos, fotografia e cenário primorosos, um elenco poderoso e uma música que não me sai da cabeça desde que assisti pela primeira vez há 4 anos. Um escândalo de filme! 9,5/10 bs11ns2011-04-05 18:17:43

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VIPS   6.0/10

O problema do filme é não se entregar de vez ao universo da imaginação/loucura. É quase sempre inacreditável que a situação foi real tamanhos os absurdos do roteiro. Obviamente, este constitui um sintoma de uma doença mais destruidora: precária interação real com o espectador. A falha intrínseca de conferir qualquer tipo de credibilidade aos acontecimentos por serem simplesmente irreais ou bobos demais para alguém (mesmo pessoas das mais burras) acreditar.

 

Muito embora a atuação de Wagner Moura seja um trunfo do filme, parece haver um pouco de contribuição nos modismos do personagem em conferir uma impressão de um mundo muito irreal para que qualquer um não percebesse só de fitar seus olhos seus nítidos problemas mentais. A sutileza (e paixão, porque não) pela crença em ser parte de um universo fictício mental onde se pode ser quem quiser é que daria a Marcelo a capacidade de se comunicar a ponto de enganar todo mundo. E o filme falhou justo aí, em saber dosar a que ponto poderia chegar. Voa baixo demais. Marcelo é simplesmente louco demais para que os outros não percebam em suas expressões as evidências.

 

 

Mr. Scofield2011-04-05 18:35:17

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Pecado da Carne. Somente por falar de um universo tão restrito e fechado quanto o dos judeus ortodoxos israelenses o filme já seria digno de nota. Ao retratar o amor entre dois homens que vivem nessa sociedade rígida, onde todos parecem tomar conta da vida de todos, o filme torna-se um barril de pólvoras pronto a explodir a qualquer momento. O mérito do diretor é não banalizar as situações, não tornando a história piegas, melodramática ou cor de rosa, como fez Do Começo ao Fim, desperdiçando um roteiro tão interessante. Aqui, a leitura é feita de detalhes, cena após cena, de olhares, de sub textos e de personagens maravilhosamente bem construídos, todos mostrando, pelas atuações seguras, minimalistas, extremamente bem compostas, seu conflito interior e seu desconforto com aquela situação que, certamente, não terá muito futuro. O filme é forte como o amor dos dois que luta para se desgrudar, tendo os olhos da comunidade completamente voltados pra eles. Repare na cena onde os dois discutem quase silenciosamente e uma van passa refletindo vários membros da congregação que eles frequentam observando-os. Coerente, paciente, honesto, não pretensioso, enxuto e muito bem explorado, o roteiro dá um banho ao não julgar seus personagens, deixando-os á sorte de suas próprias vidas. Um belo, duro e triste filme que dá uma aula em dezenas de cineastas americanos e europeus e deixa o final para sua interpretação, podendo gerar certo desconforto em alguns. Não aconteceu comigo! 10/10bs11ns2011-04-05 19:06:57

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