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Forum Cinema em Cena
Nightcrawler

Oscar 2013: Previsões

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Mas é muito comum filmes menores/independentes estrearem antes em festivais e só depois serem lançados comercialmente. O Artista, por exemplo, foi exibido em Cannes mas só estreou comercialmente na França em outubro (5 meses depois). Ou Crash, que foi exibido no festival de Toronto em 2004 e só foi lançado nos EUA no ano seguinte (concorrendo ao Oscar junto com os outros filmes de 2005).

 

Dos que datam de 2011, estou ansioso por Take this waltz, que estreia em junho nos EUA. A propósito, saiu um novo poster do filme: http://www.imdb.com/media/rm1845737216/tt1592281

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De Cannes

willis.jpg

Como o esperado para um filme de abertura, Moonrise Kingdom, de Wes Anderson, não é do tipo que vá brigar pela Palma de Ouro.
Mas a crítica respondeu mais entusiasticamente do que se esperava.

"Um triunfo estético, decor e de ricas emoções", enfatizou James Rocchi. Mike D'Angelo, considerado um dos mais rigorosos críticos americanos, afirmou que o filme tem lá seus pequenos problemas, mas "remetendo a Rushmore pelo que aborda do ardor juvenil em contraste com os desapontamentos da vida adulta, o filme é um deleite". 

O Hollywood Reporter diz que "o filme possui a cadência e a indefectível habilidade de Anderson de expressar conexões e compatibilidades interpessoais. O resultado é forte, como nos melhores filmes do diretor". 

 
A Time Out London pontua que Anderson "aborda as vidas de personagens tão característicos de seu universo sem a pesada mão que quase comprometeu seu filme em live action anterior, The Darjeeling Limited. Aqui eles são livres e extremamente dimensionais. Um frescor"

Para a Variety, "Anderson concebe uma pungente metáfora sobre a juventude, mesmo que seu estilo seja por vezes presunçoso ou até mesmo artificial". 

Alex Billington acha que o filme acerta em tudo, mas "não arrebata como os filmes anteriores de Anderson. (...) Bruce Willis, Bill Murray e Edward Norton, no entanto, estão soberbos". 

O The Film Stage corrobora com a opinião de que o filme é excelente, mas perde em comparação com os trabalhos anteriores do diretor: "A música, a direção de arte e a paleta de cores é de um trabalho monumental, que a serviço da precisa noção de imersão de Anderson concebem um universo mágico. O filme pode ser menor, mas tem charme, estilo e a expressão de um verdadeiro cineasta". 

 
Eric Kohn discorda dos colegas ao ressaltar que "o filme pode ser simples em sua proposta, mas denota uma tremenda bravura de Wes Anderson: aqui, ele simplesmente ignora a audiência leiga aos seus trabalhos e concebe o que talvez seja o seu trabalho mais idiossincrático, que se comunica somente com quem já conhece o estilo do diretor. Se voce não é um deles, tome nota. Trata-se de um notável cineasta em sua melhor forma, concebendo um filme super-estiloso em sua concepção visual, mas repleto de calor humano e humor inteligente. (...) O elenco está todo afinado, mas é Bob Balaban quem rouba a cena".

Rodrigo Fonseca, do O Globo, informa que é consenso em Cannes que a escolha de Anderson para abrir o festival foi perfeita: "É sintomático que Jacob tenha optado por um cineasta que cria universos tão peculiares e próprios sem depender de quaisquer efeitos visuais. Tudo em Moonrise Kingdom funciona pela sensibilidade estética do diretor. Ao final de sua exibição não houve aplausos, mas choveu interjeições do tipo "adorável" e "fofo". A bem da verdade o filme tem lá seus problemas, mas mesmo em suas passagens confusas, Moonrise Kingdom deixa transparecer a marca autoral de um cronista das desagregações familiares, que aqui servem de argamassa para uma análise moral de costumes. O badalado elenco de veteranos é todo coadjuvante, mas Edward Norton rouba o show".

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Um veterano de festivais do fórum Awards Daily está lá em Cannes documentando as reações.

 

Ótimas notícias para fãs de Cotillard e Audiard:

 

Rust and Bone keeps receiving raves after raves from the top French press.

 

 

 

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Os quatro top critics da Cahiers du Cinema já concederam (todos) cotação máxima para Rust and Bone. Mais sintomático que isso impossível, ainda mais se considerarmos a ovação para Cotillard, que não é tão "amada" pelos críticos franceses.

 
Marion Cotillard, aliás, poderá se juntar a Marcello Mastroianni, Sophia Loren e Liv Ullman no hall dos únicos atores indicados duas (ou mais, no caso de Mastroianni) vezes ao Oscar por filmes estrangeiros.

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Wes Anderson, dos americanos selecionados, era o que menos me preocupava... Mas pelo trailer também tinha achado o estilo "perky" demais para vencer a Palma... Estava vendo as sinopses e adorei a de Paradise:Love, do Ulrich Seidl:

 

 

 

On Kenya’s beaches they are known as "sugar mamas": European women who seek out African boys selling love to earn a living. Teresa, a 50-year-old Austrian woman, travels to this vacation paradise. "PARADISE: Love" tells of older women and young men, of Europe and Africa, and of the exploited, who end up exploiting others. Ulrich Seidl’s film is the first in his PARADISE-Trilogy about three women, three vacations and three stories of the longing to find happiness today.

 

 

 

Fragmentos do filme:

 

http://www.festival-cannes.fr/en/mediaPlayer/11712.html

 

 

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De Cannes

| Rust and Bone
 
rust.jpg
 
 
Segundo dia de festival e já surge se não um grande favorito à Palma de Ouro, ao menos dois fortíssimos concorrentes aos prêmios de Melhor Ator e Atriz. Como declarou o diretor Jacques Audiard na coletiva após a exibição, "o filme é sobre estas duas pessoas em tempo de crise, basicamente". E segundo a crítica internacional o diretor faz miséria sem concessões com esses personagens.

"Trata-se de um mestre em atividade e dois extraordinários atores no topo de suas formas", escreveu Brad Brevet, que concedeu cotação máxima ao filme."É um filme magnífico", endossa Sasha Stone, que acusa uma parcela da crítica de parecer não ter entendido o filme.

David Poland vai além: "É uma obra-prima. Audiard tem essa capacidade iluminada de tocar o óbvio e o batido e extrair toda uma nova pungência. Cotillard e o roteiro flertam com a perfeição".

Mike D'Angelo não se empolgou mas elogia: "É um tanto quanto manipulativo, mas o saldo é positivo. Atuações maravilhosas da dupla central". Também não se empolgou a Slant Magazine: "A atribulada narrativa atenta contra momentos extraordinários, mas Audiard sabe como reparar as coisas".
 
 
"Belo e tocante. Schoenarts, que já havia estado estupendo em Bullhead, entrega aqui o tipo de atuação que deve torná-lo um astro. De Cotillard, o previsível: fascinante. Aqui ela basicamente se firma como uma das melhores atrizes de sua geração", escreveu Kevin Jagernauth, do Indiewire.

Drew McWeeny: "O filme é sobre cicatrizes e fardos que todos nós temos que carregar durante a vida. Um tema batido, ao qual Audiard confere uma beleza devastadora. Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts estão soberbos”.

Peter Hoswell: “Um melodrama romântico que só um diretor como Audiard poderia transformar em algo distintamente tocante e belo. Cotillard está maravilhosa”.

Do renomado crítico Peter Bradshaw: “O que poderia ser algo simplesmente bizarro, piegas e maniqueísta se transforma em uma história de amor tocante e absorvente. A dupla central está magnífica – e o filme é, desde já, sério candidato a prêmios importantes”.
 
Variety: "Possui contrastes exagerados, mas resulta em um exercício notavelmente naturalista do diretor Jacques Audiard. (...) Marion Cotillard é o tipo de atriz cujo olhar nos transporta imediatamente para o universo de suas personagens. Aqui ela é a alma do filme. Schoenarts, num trabalho fortemente físico, é o contraponto perfeito para ela". 
 
Evening Standard: "Schoenarts e Cottilard são o grande triunfo ao evitar o melodrama e guiar o filme por essa via. Um feito notável de Audiard".

Hollywood Reporter: "O material é estritamente convencional, mas o resultado é sólido e envolvente. Schoenarts e Cottilard estão devastadores".

Rodrigo Fonseca, do O Globo, diz que o filme foi aplaudido duas vezes ao final de sua projeção e agradou sobretudo a ala francesa da crítica, mas que não é unanimidade: “O filme certamente dividiu opiniões – e a única unanimidade é o desempenho formidável de Marion Cotillard (não obstante o bom desempenho de Matthias Schoenarts). O filme possui inverossimilhanças envenenadoras no roteiro, mas o magnífico trabalho dos dois atores e o rigor na composição de quadros impõem força ao filme na briga pela Palma”.
 
 
Obs¹:
Michel Ciment, o veterano e badalado crítico da Positif, uma das mais

respeitadas revistas de cinema do mundo, declarou em  Cannes que “On the Road é o melhor filme de

Walter Salles, certamente um dos favoritos à Palma de Ouro”. Ciment conferiu

vários filmes da mostra competitiva com antecedência.

 
Obs²:
Marion Cotillard achou pouco trabalhar com Audiard e James Gray esse ano. Ela anunciou na coletiva de Rust and Bone que estará (coincidentemente ao lado de Tahar Rahim, protagonista do filme anterior de Audiard) no próximo filme de Asghar Farhadi. Essa mulher tá on fire!!! machinegun

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ronny2012-05-17 10:31:47

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A Cahiers du Cinema já conferiu todos os filmes da competição oficial e aponta o seu favorito para a Palma de Ouro:

Cosmopolis-UK-Poster1.jpeg

O que é uma péssima notícia para Cronenberg. A Cahiers raramente antecipa o vencedor.

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Mas eu admito que estava meio impaciente com ela fazendo papel de coadjuvante de luxo em produções tipo Nine, The Dark Knight, Inception... coisa aquém do talento dela.

 

Bom que ela tenha acordado para autores melhores.

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Acho que ela foi muito esperta de não querer se firmar como estrela americana de cara. Poderia perfeitamente ter dado um tiro no pé e caído na maldição do Oscar. Ao invés disso, é a única coisa que se salva tanto em Nine quanto em Inception e está maravilhosa em Inimigos Públicos (que é de um grande autor, como também é Woody Aleen, ainda que Midnight em Paris seja qualquer coisa).

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