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Forum Cinema em Cena
Renato

Dúvidas Sobre o Universo de Tolkien

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Outra dúvida que me pintou... qual era a referência para a mudança das eras na Terra-Média?

 

A segunda era termina no ano 3441 com a queda de Sauron. A terceira também, mas no ano 3018...

 

Como funciona isso? Não tem um tempo certo, né?

 

 

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Não tem tempo certo, a referência é sempre um evento que marcou uma mudança. Geralmente o fim de guerras em que uma força do mal foi derrotada. Em cartas, Tolkien especulou que que estivéssemos na quinta ou sexta Era, sendo que nossa Era atual começou com o fim da 2a. Guerra Mundial.  

 

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Barad-dûr



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Barad-dûr é a fortaleza de Sauron em Mordor, e seu lar durante centenas
de anos, ao longo da Segunda e Terceira Eras. A partir de lá ele
congeminou os seus planos negros e procurou concretizar a sua grande
ambição: dominar toda a Terra Média e subjugar as raças que nela
habitavam.



A Torre Negra, como também é chamada, era uma imensa e altíssima
fortaleza, feita de ferro e uma pedra extremamente dura, e com portões
de aço. A rocha de que era feita era preta, e coroando a torre havia um
véu de sombra negra tecido por Sauron. Tinha muitas paredes, ameias, e
torreões. A maior torre era coberta com uma coroa de ferro, e nela
estava a Janela do Olho, de onde Sauron olhava intensamente. Dentro de
Barad-dûr havia grandes quadras e masmorras desprovidas de janelas, e
debaixo dela havia uma fossa profunda.



Localização



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A Torre Negra estava no fim de um lance de montes vindo da parede norte
das Montanhas Cinzentas, que delimitavam as fronteiras de Mordor. Do
seu topo avistava-se a infértil planície de Gorgoroth. Uma estrada
saindo da Torre Negra, para noroeste, levava ao Portão Negro, a cerca
de 100 milhas. A Montanha da Perdição estava a aproximadamente 30
milhas a oeste. A Estrada de Sauron saía do portão da Torre, que ficava
a seu oeste, sobre uma ponte de ferro cruzando um abismo, e então,
através de Gorgoroth até o leste da Montanha da Perdição.



Veja onde fica Barad-dûr no mapa da Terra-Média.



História da Torre



Sauron começou a construir Barad-dûr por volta do ano 1000 da Segunda
Era, quando escolheu Mordor como seu reino. A construção apenas foi
terminada por volta do ano 1600. Sauron forjou o Um Anel na Montanha da
Perdição nesta época, e as fundações da Torre Negra foram fortalecidas
pelo poder do Anel.



Sauron governou de Barad-dûr e o seu poder na Terra-Média creceu até
ser desafiado por Ar-Pharazôn, rei de Númenor, em 3262 da Segunda Era.
Vendo o imenso poderio das forças de Ar-Pharazôn, Sauron saiu da Torre
Negra e se rendeu, sendo levado como prisioneiro para Númenor. Lá,
através de mentiras e com grande astúcia, ele aumentou a sua influcia
junto de Ar-Pharazôn, acabando por conseguir persuadi-lo a desafiar os
Valar e conquistar as Terras Imortais, o que causou a Queda de Númenor
(ano 3319 da Segunda Era).



O corpo físico de Sauron foi perdido na destruição de Númenor, mas o
seu espírito retornou a Barad-dûr em 3320. Lá ele tomou o Anel
novamente e assumiu sua nova forma. Na batalha da Última Aliança, Elfos
e Homens marcharam num esforço derradeiro para derrotar Sauron, e
venceram as suas força na Batalha de Dagorlad, diante do Portão Negro,
em 3434 da Segunda Era. Então, os exércitos da Última Aliança entraram
em Mordor, e por sete anos sitiaram a Torre Negra.



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Um Nazgûl observa a fortaleza do seu mestre


Finalmente, no ano 3441 da Segunda Era, Sauron desceu da torre e lutou
contra Gil-Galad e Elendil. Os três caíram naquela luta mortal, e
Isildur tomou o Um Anel de Sauron, guardando-o para si. A Torre Negra
foi destruída, mas as fundações não poderam ser quebradas enquanto o
Anel existisse.



Sauron retornou por volta de 1050 da Terceira Era, e estabeleceu um
novo reino em Dol Guldur, na Floresta das Trevas. O Conselho Branco
atacou Dol Guldur em 2941, e no ano seguinte Sauron retornou em segredo
a Mordor. Em 2951, ele se revelou abertamente e começou a reconstruir
Barad-dûr. Sauron tinha um palantír em Barad-dûr; era a pedra vidente
que outrora estivera em Minas Ithil (mais tarde chamda de Minas Morgul)
que foi tomada pelos Nazgûl quando estes invadiram o local.



Gollum foi capturado nos arredores de Mordor em 3017 e levado à Torre
Negra, onde foi interrogado e torturado por informação sobre o Anel.
Prisioneiros trazidos à Torre Negra não saíam sempre vivos, mas Sauron
libertou Gollum, com o propósito de que este o guiasse até ao Portador
do Anel.



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Barad-dûr e o Monte da Condenação


Frodo Bolseiro viu a Torre Negra quando sentou no Trono da Visão em
Amon-Hen, enquanto usava o Anel. Toda a sua esperança se esvaiu quando
ele viu a imensa força da grande fortaleza de Sauron. Frodo sentiu o
Olho de Sauron procurando-o da Torre Negra, e retirou o Anel mesmo a
tempo de não ser descoberto.



Grishnákh era um orc de Barad-dûr que foi enviado através do Anduin, em
busca do Portador do Anel. Outro orc chamado Shagrat levou o colete de
mithril de Frodo de Cirith Ungol a Barad-dûr, no dia 17 de Março de
3019. No dia 25 do mesmo mês, o colete de mithril foi mostrado à tropa
vinda de Minas Tirith pelo Boca de Sauron, o Tenente de Torre de
Barad-dûr.



Naquele mesmo dia, à medida que se aproximava do Monte da Perdição,
Frodo viu a Torre Negra mais uma vez. As sombras em volta da torre
lançadas para o lado, revelando o seu pináculo de ferro; e numa janela
no topo, Frodo viu o Olho de Sauron. A atenção de Sauron estava focada
na Batalha do Morannon, no Portão Negro. Quando Frodo reclamou o Anel
para si, Sauron tomou consciência dele e finalmente entendeu a
armadilha que lhe tinha sido montada, e a Torre Negra tremeu. Mas era
tarde demais – o Anel fora destruído, e Sam viu a Torre Negra colapsar
em ruínas, assim que o poder do Anel terminou e deixou de segurar as
suas fundações.



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A queda da Torre Negra

Ta tudo ai,menos a altura.hehehe

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Bem... tem Eru Illúvatar, que é Deus, e de seus pensamentos surgiram os Ainur, que seriam os Valar e os Maiar... Na canção da criação de Arda é prevista a chegada de duas raças "filhas de Illúvatar", os elfos e os homens... os anões são criados por Aullë, se não me engano, e os Ents ('pastores de árvores') são criados por Yavanna... existem também raças corrompidas por Melkor e Sauron, tais como orcs, trolls, dragões etc. Os Balrogs e os Magos seriam Maiar originalmente... Espíritos encarnados também aparecem, como Ungoliath, a aranha que ajuda Melkor a derrubar as árvores (possível ancestral de Laracna), Kharadras e como possivelmente o leoff especulou, Tom Bombaldil e Fruta D'Ouro.

Tudo muito bem explicado e detalhado... cada ser vivo desse Universo tem sua origem bem fundamentada... mas eu pergunto: E os protagonistas??? Daonde vem os hobbits? Qual é a sua origem, como eles aparecem na Terra-Média?

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Minhas perguntas são mais amplas:

 

 

 

Quem, como eu, NUNCA leu nada do Tolkien, mas gostou muito da trilogia, deve ler os livros?

 

 

 

O universo do Tolkien é muito mais amplo e complexo do que é mostrado na trilogia?

 

 

 

grato.

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Minhas perguntas são mais amplas:

Quem' date=' como eu, NUNCA leu nada do Tolkien, mas gostou muito da trilogia, deve ler os livros?

O universo do Tolkien é muito mais amplo e complexo do que é mostrado na trilogia?

grato.[/quote']

 

o que é mostrado na trilogia é apenas referente à história do Anel. O universo criado é muito maior.... pra quem gosta do tema a leitura é obrigatória.

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A trilogia é obrigatória para quem gosta de ler06

 

O resto é para quem quer se aprofundar naquele universo.

 

Trilogia do anel

O Hobbit

Silmarilion

Contos e Inacabados

Os Filhos de Hurin

 

esses são os livros que tratam do univeso.

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(HClemente, comece por O Hobbit, que é uma aventura mais dinâmica e divertida, depois passe para O Senhor dos Anéis, que é uma trama mais abrangente e densa, e só aí inicie Silmarilion, Contos Inacabados e Os Filhos de Hurin. Fica mais legal ler assim.)

 

 

 

Não sei se já responderam, mas Glorfindel não morreu lutando com um Balrog? Como ele pôde ter ajudado os hobbits em a Sociedade do Anel?

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A trilogia é obrigatória para quem gosta de ler06

 
Eu aconselharia a começar a ler pela ordem cronologica

 

 

 

Silmarillion conta a historia antes dos senhor dos aneis>>>>>O Hobbit>>>>Senhor dos Aneis

 

 

 

 

 

 

Tulkas2010-12-28 07:53:20

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Ué' date=' mas não é no Silmarilion que diz que o Sauron era da mesma linhagem dos Balrogs? Era o líder dos Balrogs... nã era isso?[/quote']

 

o que fala sobre isso em Sillmarillion....ou foi em contos inacabados....não lembro bem agora.....foi que alguns maias corrompidos....que se juntaram ao Morgoth.....foram transformados por ele em Balrogs....

 

assim como os elfos foram transformados em Orcs....

 

O Melkor era o mais poderoso dos Valar....mas a medida que ele foi passando seus poderes pra essas criaturas formadas por ele ele foi perdendo poder.....ja naum era o mais poderoso.....

 

ja quanto ao Sauron como o mais poderoso dos maia.....eu vou discordar....

 

tinha em valinor maias bem poderosos e pelo que eu li....acho que o Tolkien deixou transparecer que tinha gente la mais poderosa que ele....

Tulkas2010-12-28 08:24:23

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Não sei se já responderam' date=' mas Glorfindel não morreu lutando com um

Balrog? Como ele pôde ter ajudado os hobbits em a Sociedade do Anel?[/quote']

 

era outro Glorfindel.....esse que morreu lutando contra um balrog....era um que morava em Gondolin....nessa epoca o Morgoth imperava na Terra Media....e o Sauron era apenas um vassalo dele

 

 

Tulkas2010-12-28 08:26:44

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Quem é Tom Bombadil ouvir dizer que ele é a reencarnação de

Eru em Arda e de ond veio tanto poder que nem Sauron ousou desafialo?

 

bom isso é uma coisa que Tolkien deixou no ar....

 

mas pra mim ele é um dos Valar de Valinor.....é Aulë e Yavanna

 

vejam a descrição dos dois em Sillmarillion e depois compare com a descrição dos Senhor dos Aneis

 

Tulkas2010-12-28 08:06:52

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Ué' date=' mas não é no Silmarilion que diz que o Sauron era da mesma linhagem dos Balrogs? Era o líder dos Balrogs... não era isso?[/quote']

 

Antes da criação do mundo, Eru habitava seus salões junto com os Ainur, que eram espíritos criados a partir de seu pensamento. Com a criação de Arda, alguns Ainur decidiram deixar Eru e habitar o mundo, e entre eles existia duas linhagens: os de maior poder, chamados Valar, e os de menor poder, que serviam os Valar, chamados Maiar. Melkor conseguiu corromper alguns Maiar, que assumiram a aparência de seres que viriam a ser conhecidos como "Balrogs". Sauron era um outro Maia que foi corrompido por Melkor, mas ele não tomou a forma de um Balrog em nenhum momento. Quando Melkor foi derrotado, a maior parte dos Balrogs foi erradicada, ou fugiram para partes profundas do mundo, como aquele que Gandalf encontra em Moria.

 

É pouco provável que Sauron controlasse Balrogs, assim não é correto dizer que ele era "líder" deles. Mas da mesma linhagem sim, a linhagem dos Maiar. Além dos Balrogs e de Sauron, Gandalf e Saruman também eram Maiar.

 

 

 

Não sei se já responderam' date=' mas Glorfindel não morreu lutando com um

Balrog? Como ele pôde ter ajudado os hobbits em a Sociedade do Anel?[/quote']

era

outro Glorfindel.....esse que morreu lutando contra um balrog....era um

que morava em Gondolin....nessa epoca o Morgoth imperava na Terra

Media....e o Sauron era apenas um vassalo dele

 

Era o mesmo Glorfindel. Os Elfos são seres imortais, não lhes é permitido sair dos círculos de Arda. Quando um elfo morre, seu espírito é encaminhado até os salões de Mandos, em Valinor, onde espera o fim dos tempos. Se for de sua vontade e se assim permitirem os Valar, um elfo pode requisitar "voltar à vida" e retornar à Terra-Média. Foi isso que aconteceu com Glorfindel.

 

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Era o mesmo Glorfindel. Os Elfos são seres imortais' date=' não lhes é

permitido sair dos círculos de Arda. Quando um elfo morre, seu espírito é

encaminhado até os salões de Mandos, em Valinor, onde espera o fim dos

tempos. Se for de sua vontade e se assim permitirem os Valar, um elfo

pode requisitar "voltar à vida" e retornar à Terra-Média. Foi isso que

aconteceu com Glorfindel.[/quote']

 

certo quando eles morrem.....os elfos iam para os salões de Mandos em Valinor......mas em que livro fala que era o mesmo Glorfindel? no Sillmarillion não mensiona nada ....muito menos no livro dos Senhor dos Aneis...

 

 

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Era o mesmo Glorfindel. Os Elfos são seres imortais' date=' não lhes é

permitido sair dos círculos de Arda. Quando um elfo morre, seu espírito é

encaminhado até os salões de Mandos, em Valinor, onde espera o fim dos

tempos. Se for de sua vontade e se assim permitirem os Valar, um elfo

pode requisitar "voltar à vida" e retornar à Terra-Média. Foi isso que

aconteceu com Glorfindel.[/quote']

 

certo quando eles morrem.....os elfos iam para os salões de Mandos em Valinor......mas em que livro fala que era o mesmo Glorfindel? no Sillmarillion não mensiona nada ....muito menos no livro dos Senhor dos Aneis...

 

 

Olha, faz muito tempo que eu li, mas se a memória não me falha acho que tem uma nota explicando isso no "Contos Inacabados".

 

Achei um site com um texto bastante explicativo sobre essa questão, não sei daonde eles tiraram o texto (provavelmente da coletânea "History of Middle Earth", que não foi lançada no Brasil ainda), se quiser conferir...

 

http://duvendor.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=50:a-respeito-de-glorfindel&catid=20:textoshome&Itemid=170

FelDias2010-12-29 03:51:04

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A respeito de Glorfindel

No verão de 1938, quando meu pai estava meditando sobre 'O Conselho de Elrond' em 'O Senhor dos Anéis', escreveu: 'Glorfindel fala de seus antepassados em Gondolin' (VI. 214). Mais de trinta anos depois ele levantou a questão se Glorfindel de Gondolin e Glorfindel de Valfenda eram a mesma pessoa, e esta questão foi debatida em duas discussões, juntamente com outros escritos breves ou fragmentários intimamente associados a estes. Irei me referir a eles como 'Glorfindel I' e 'Glorfindel II'. A primeira página de Glorfindel I está faltando, e a segunda página começa com as palavras 'como guardas ou assistentes'. Então segue-se:

 

Um Elfo que um dia conheceu a Terra-média e que lutou nas longas guerras contra Melkor seria um companheiro eminentemente apropriado para Gandalf. Podemos então razoavelmente supor que Glorfindel (possivelmente pertencendo a um pequeno grupo (nota 01), mais provavelmente como uma companhia solitária) desembarcou com Gandalf-Olórin por volta do ano 1000 da Terceira Era. Esta suposição pode de fato explicar o ar de poder e santidade especiais que cercam Glorfindel - note como o Rei dos Bruxos fugiu dele, enquanto todos os outros (como o Rei Eärnur) embora corajosos, não conseguiram induzir seus cavalos a enfrentá-lo. De acordo com registros (completamente independentes deste caso) sobre a natureza Élfica, dados em outro local, e suas relações com os Valar, quando Glorfindel foi morto seu espírito pôde então ir para Mandos e ser julgado, e então permanecer nos Palácios da Espera até que Manwë lhe concedesse a liberdade. Os Elfos eram por natureza destinados a serem imortais até os limites desconhecidos da vida na Terra como um mundo habitável, e seu desencarne era fato grave.

Era então dever dos Valar, restaurá-los, se estivessem mortos para a vida encarnada, se eles assim o desejassem a não ser por alguma razão grave (e rara): como os feitos de grande mal, ou quaisquer feitos de malícia dos quais permanecessem obstinadamente sem arrependimento. Quando eram reincorporados podiam permanecer em Valinor ou retornar a Terra-média se seu lar tivesse sido lá. Podemos então razoavelmente supor que Glorfindel, após a purificação ou perdão por seu papel na rebelião dos Noldor, foi liberto de Mandos e tornou-se ele mesmo novamente, mas permaneceu no Reino Abençoado - pois Gondolin fora destruída e todos ou a maior parte de seus parentes tinham perecido. Podemos assim entender porque ele nos parece uma figura tão poderosa e quase angelical. Tinha retornado à primitiva inocência dos Primogênitos, e tinha então vivido entre aqueles Elfos que nunca se rebelaram, e na companhia dos Maiar (nota 02) por eras: desde os últimos anos da Primeira Era, através da Segunda Era, e até o final do primeiro milênio da Terceira Era: antes de retornar a Terra-média (nota 03). É de fato provável que em Valinor tenha se tornado amigo e seguidor de Olórin. Mesmo nos breves vislumbres dados sobre ele em ''O Senhor dos Anéis'' aparece especialmente preocupado com Gandalf, e foi um (o mais poderoso, ao que parece) dos que foram mandados de Valfenda quando as inquietantes notícias de que Gandalf nunca reaparecera para guiar ou proteger o Portador do Anel, chegaram a Elrond.

O segundo ensaio, Glorfindel II, é um texto de cinco páginas manuscritas que sem dúvida seguiu o primeiro a um curto intervalo; mas um pedaço de papel no qual meu pai apressadamente colocou alguns pensamentos sobre a matéria, presumivelmente veio entre eles, visto que ele disse ali que enquanto Glorfindel deve ter vindo com Gandalf, 'parece bem mais verossímil que ele tenha sido mandado na crise da Segunda Era, quando Sauron invadiu Eriador, para auxiliar Elrond, e embora (ainda) não mencionado nos anais que relatam a derrota de Sauron, ele representou um notável e heróico papel na guerra.' Ao final desta nota ele escreveu as palavras 'navio Númenoriano', presumivelmente indicando como Glorfindel poderia ter cruzado o Grande Mar.

 

Seu nome é de fato derivado do mais antigo trabalho na mitologia de meu pai: A Queda de Gondolin, composto em 1916-1917, no qual a língua Élfica que finalmente tornou-se o tipo conhecido como Sindarin estava em uma forma primitiva e desorganizada, e sua relação com o tipo Alto Élfico (por si mesmo bastante primitivo) era ainda casual. A intenção era que seu nome significasse 'Tranças Douradas' (nota 04), e foi o nome dado ao heróico Elfo (Noldo), um líder de Gondolin que na passagem de Cristhorn (abismo das águias) lutou com um Balrog [demônio], o qual matou a custo de sua própria vida.

 

Seu uso em ''O Senhor dos Anéis'' é um dos casos de uso um tanto aleatório de nomes encontrados nas antigas lendas, agora conhecidas como sendo O Silmarillion, e que escapou à reconsideração na versão final publicada de ''O Senhor dos Anéis''. Isto é lamentável, uma vez que agora o nome é difícil de se ajustar ao Sindarin, e possivelmente não o pode ser em Quenya. Da mesma forma, na atual mitologia organizada, as dificuldades estão presentes nos registros sobre Glorfindel em ''O Senhor dos Anéis'', se Glorfindel de Gondolin é supostamente a mesma pessoa que Glorfindel de Valfenda.

Quanto ao primeiro Glorfindel: foi morto na Queda de Gondolin ao final da Primeira Era, e se um líder daquela cidade deveria ser um Noldo, um dos Senhores Élficos da hoste do Rei Turukano (Turgon); em qualquer caso quando 'A Queda de Gondolin' foi escrita ele certamente foi concebido como tal. Mas os Noldor em Beleriand foram exilados de Valinor, tendo se rebelado contra a autoridade de Manwë, supremo dirigente dos Valar, e Turgon foi um dos defensores mais determinados e impenitentes da rebelião de Fëanor (nota 05). Não há como escapar disso. Gondolin em 'O Silmarillion' é dita construída e ocupada por um povo de origem quase inteiramente Noldorin (nota 06). Poderia ser possível, embora fosse inconsistente supor, que Glorfindel era um príncipe de origem Sindarin que uniu-se à tropa de Turgon, mas isto contradiz inteiramente o que é dito sobre Glorfindel em Valfenda em ''O Senhor dos Anéis'': particularmente em 'A Sociedade do Anel', p 235, onde diz-se ser ele um dos (...senhores dos Eldar de além dos mares mais distantes... que havia morado no Reino Abençoado..). Os Sindar nunca deixaram a Terra-média.

 

Esta dificuldade, muito mais séria que a de lingüística, deve ser considerada primeiramente. De qualquer forma a solução que à primeira vista parece ser a mais simples, deveria ser abandonada: a de que temos meramente uma repetição de nomes, e que Glorfindel de Gondolin e Glorfindel de Valfenda foram pessoas diferentes. Esta repetição de um nome tão impressionante, embora possível, não é crível (nota 07). Nenhum outro personagem principal das lendas Élficas como as relatadas em 'O Silmarillion' e ''O Senhor dos Anéis'' teve um nome ostentado por outra personalidade Élfica de importância. Também pode ser percebido que a aceitação da identidade do Glorfindel de tempos antigos e da Terceira Era verdadeiramente explica o que é dito sobre ele e aprimora a história.

 

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Quando Glorfindel de Gondolin foi morto seu espírito deveria, de acordo com as leis estabelecidas pelo Um, ser obrigado a retornar imediatamente a terra dos Valar. Então deveria ir até Mandos e ser julgado, e poderia assim permanecer nos 'Palácios de Espera' até que Manwë lhe concedesse liberdade. Os Elfos foram destinados a serem imortais, isto é não morrer dentro dos limites desconhecidos decretados pelo Um, o que seria no máximo até o fim da vida da Terra como um reino habitável. Suas mortes - por qualquer ferimento em seus corpos que fosse tão severo que não pudesse ser curado - e o desencarne de seus espíritos era caso 'anormal' e doloroso. Era então dever dos Valar, por ordem do Um, restaurá-los à vida encarnada, se assim o desejassem. Mas esta 'reintegração' poderia ser adiada (nota 08) por Manwë, se a fëa quando viva tivesse cometido feitos malignos e recusado a se arrepender destes, ou se ainda nutria qualquer malícia contra qualquer outra pessoa entre os viventes.

 

Agora Glorfindel de Gondolin era um dos Noldor exilados, rebeldes contra a autoridade de Manwë, e eles estavam todos sob a proibição imposta por ele: não poderiam retornar em forma corpórea ao Reino Abençoado. Manwë, contudo, não estava preso a seu próprio regulamento e sendo o regente supremo do Reino de Arda poderia colocá-lo de lado, quando visse conveniência. Do que é dito sobre Glorfindel em 'O Silmarillion' e ''O Senhor dos Anéis'' fica evidente que ele era um Elda de espírito nobre e elevado: e pode-se assumir que, embora tenha deixado Valinor na hoste de Turgon, e então incorrido na proibição, ele o fez relutantemente devido ao parentesco com Turgon e lealdade para com ele, e não teve parte no fratricídio de Alqualondë. (nota 09)

 

Mais importante: Glorfindel sacrificou sua vida na defesa dos fugitivos da destruição de Gondolin contra um Demônio fora das Thangorodrim (nota 10), assim permitindo que Tuor e Idril filha de Turgon e seu filho Eärendil escapassem e buscassem refúgio nas Fozes do Sirion. Apesar de não ter percebido a importância disto (e teria defendido-os mesmo sendo eles fugitivos de qualquer nível), este feito foi de vital importância para os desígnios dos Valar (nota 11). Está então inteiramente de acordo com o enredo geral de 'O Silmarillion' a descrição da história subsequente de Glorfindel. Após sua purificação de qualquer culpa que tenha incorrido na rebelião, foi liberto de Mandos, e Manwë o restituiu (nota 12). Tornou-se então novamente uma pessoa encarnada, e foi-lhe permitido morar no Reino Abençoado; pois tinha recuperado a graça e inocência primitiva dos Eldar. Por longos anos ele permaneceu em Valinor, em reunião com os Eldar que não se rebelaram, e em companhia dos Maiar. Para estes ele agora tinha se tornado quase um igual, pois embora fosse encarnado (para quem uma forma corporal não feita ou escolhida por si mesmo era necessária) seu poder espiritual foi grandemente intensificado pelo seu auto-sacrifício. Em algum momento, provavelmente no início de sua permanência provisória em Valinor, tornou-se seguidor, e amigo de Olórin (Gandalf), que como é dito em 'O Silmarillion' tinha um amor especial e interesse pelos Filhos de Eru (nota 13). Olórin, como era possível a um dos Maiar, já havia visitado a Terra-média e tinha se tornado conhecido não apenas dos Elfos Sindar e outros mais ocultos na Terra-média, mas também dos Homens, provavelmente, mas nada é [foi] dito sobre isto.

Glorfindel permaneceu no Reino Abençoado, sem dúvida a princípio por escolha própria: Gondolin fora destruída, e todos os seus parentes tinham perecido, e ainda estavam nos Salões de Espera inacessíveis aos viventes. Mas sua longa permanência temporária durante os últimos anos da Primeira Era, e pelo menos vários anos na Segunda Era, sem dúvida estavam também de acordo com os desejos e desígnios de Manwë.

 

Quanto Glorfindel retornou para a Terra-média? Isto provavelmente deve ter ocorrido antes do final da Segunda Era, da 'Mudança do Mundo' e do afundamento de Númenor, após o qual nenhuma criatura encarnada, 'humana' ou de tipos inferiores, poderia retornar ao Reino Abençoado que havia sido 'removido dos Círculos do Mundo'. De acordo com um decreto geral procedente do próprio Eru; embora até o final da Terceira Era, quando Eru decretou que o Domínio dos Homens deveria começar, Manwë poderia ter admitido a permissão de Eru e fazer uma exceção em seu caso, e ter legado alguns modos de transporte para Glorfindel até a Terra-média, o que é improvável e faria com que Glorfindel tivesse poder e importância maiores do que parece adequar-se. Podemos então melhor supor que Glorfindel retornou durante a Segunda Era, antes que a sombra caísse sobre Númenor, e enquanto os Numenorianos eram saudados pelos Eldar como poderosos aliados. Seu retorno deve ter sido para o propósito de fortalecer Gil-galad e Elrond, quando o crescente mal das intenções de Sauron foi finalmente percebido por eles. Poderia, então, ter sido já no ano de 1200 da Segunda Era, quando Sauron veio em pessoa a Lindon e tentou ludibriar Gil-galad, mas foi rejeitado e repudiado (nota 14). Mas poderia ter sido, talvez mais provavelmente, ainda em c.1600, o Ano do Terror, quando Barad-dûr foi terminada e o Um Anel forjado, e Celebrimbor finalmente tomou ciência da armadilha em que caíra. Em 1200, embora cheio de ansiedade, Gil-galad sentia-se forte e capaz de lidar com Sauron com desprezo (nota 15). Também nesta época seus aliados Numenorianos tinham começado a fazer fortes portos permanentes para seus grandes navios, e também muitos deles tinham começado a morar definitivamente na Terra-média. Em 1600 tornou-se claro a todos os líderes dos Elfos e Homens (e Anões) que a guerra contra Sauron era inevitável, agora desmascarado como um novo Senhor do Escuro. Eles então começaram a se preparar para seu ataque; e sem dúvida mensagens urgentes e suplicas por socorro foram recebidas em Númenor e em Valinor (nota 16).

 

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Notas de Christopher Tolkien



 



  1. Pode-se notar que
    Galdor é outro nome de tipo similar e período de origem, mas que
    aparece como mensageiro de Círdan chamado Galdor dos Portos. Galdor
    também aparece em 'A Queda de Gondolin', mas o nome é de forma mais
    simples e usual e pode ser repetido. Mas a menos que aquele citado em
    'A Queda de Gondolin' tenha sido morto, pode-se razoavelmente supor que
    sejam a mesma pessoa, um dos Noldor que escapou ao cerco e destruição,
    mas escapou a oeste para os Portos, e não ao sul para as fozes do
    Sirion, como fizeram a maioria do povo de Gondolin, como Tuor, Idril, e
    Eärendil.

  2. Essa ordem angélica a
    qual Gandalf originalmente pertencia: inferior em poder e autoridade
    aos Valar, mas de mesma natureza: membros da mesma ordem de essência
    racional, os quais se aparecessem em forma visível (humana ou de outro
    tipo) eram auto-encarnados, ou tinham suas formas dadas pelos Valar, e
    os quais poderiam se mover/viajar simplesmente por ato de sua vontade
    quando não trajados de corpos.


  3. Galdor em contraste,
    mesmo em breves vislumbres que temos do Conselho, é visto claramente
    como uma pessoa insignificante e muito menos sábia. Quer apareça em O
    Simarilion ou não, deve ser (como seu nome sugere) ou um Elfo Sindarin
    que nunca deixou a Terra-média e nunca viu o Reino Abençoado, ou um dos
    Noldor exilado pela rebelião, e que também permaneceu na Terra-média, e
    não teve, ou ainda não teve, o perdão aceito pelos Valar e não retornou
    ao lar para eles preparado no Oeste, em recompensa por sua bravura
    contra Melkor.


  4. Para a etimologia original de Glorfindel, e para as conexões etimológicas dos elementos do nome, ver II.341.]


  5. Nos Anais de Aman é
    contado que seguindo o juramento dos Fëanorianos 'Fingolfin, e seu
    filho Turgon, assim falaram contra Fëanor, e palavras ferozes
    incitaram'; mais tarde conta-se que mesmo após pronunciada a Profecia
    do Norte 'todo o povo de Fingolfin ainda prosseguiu', é dito que
    'Fingolfin e Turgon eram valentes e de corações ardentes e relutantes
    em abandonar cada tarefa em que tenham colocado as mãos até seu amargo
    fim, se amargo fosse preciso.


  6. O conceito origina;
    de que Gondolin foi habitada inteiramente por Noldor mudou em muitas
    alterações no texto dos Anais Cinzentos. Foi de fato declarado que
    quando Turgon enviou seu povo adiante de Nevrast a Gondolin estes
    constituíram 'uma terça parte dos Noldor da casa de Fingolfin, e uma
    hoste ainda maior dos Sindar'. A declaração de que Gondolin foi
    'ocupada quase que inteiramente por gente de origem Noldorin'
    obviamente corre em sentido oposto a esta concepção.


  7. Na margem da página
    meu pai perguntou subseqüentemente: 'Porque não ?" A questão parece ser
    respondida, porém, na seguinte sentença do texto - onde a ênfase é dada
    é claro na palavra 'Élfico': 'nenhum outro personagem nas lendas
    Élficas .... teve seu nome ostentado por outra figura Élfica de
    importância.' O que deve ter de fato dado a ele plena liberdade de
    mudar o nome de Glorfindel de Gondolin, que aparece nos escritos não
    publicados, mas ele não mencionou essa possibilidade.


  8. Em casos mais graves (como o de Fëanor) impedido, e submetido ao Um.


  9. Embora Glorfindel não
    seja citado na parte não revisada de 'O Silmarillion' que trata deste
    assunto, registra-se que muitos dos Noldor seguidores de Turgon ficaram
    de fato afligidos pela decisão de seu rei, e temeram que o mal pudesse
    logo resultar disso. Na Terceira Hoste, a de Finarfin, tantos eram
    dessa opinião que quando Finarfin ouviu a condenação final de Mandos e
    se arrependeu, a maior parte daquela hoste retornou a Valinor.


  10. Na margem, e escrito
    ao mesmo tempo que o texto, meu pai registrou: 'O duelo de Glorfindel e
    o Demônio pode precisar de revisão.'


  11. Esta é uma das
    principais questões de 'O Silmarillion' e não precisa ser explicada
    aqui. Mas nesta parte como até então composta não poderia deixar de
    figurar que Ulmo, preocupado principalmente com a vinda de Tuor a
    Gondolin, em todo caso agiu em contrário a proibição, diante de Manwë
    ou sem seu conhecimento.


  12. Isto implica que
    Glorfindel era originariamente um Elda de grande estatura física e
    espiritual, um caráter nobre, e que sua culpa tinha sido pequena: que
    deveu lealdade a Turgon e amou seus próprios parentes, e estas foram
    suas únicas razões para permanecer com eles, embora tenha se afligido
    por sua obstinação, e temido a condenação de Mandos.


  13. A Valaquenta diz que: Em tempos mais recentes, foi amigo de todos os filhos de Ilúvatar e se compadeceu de suas tristezas.


  14. Sem dúvida porque
    Gil-galad tinha então descoberto que Sauron estava ocupado em Eregion,
    mas tinha começado secretamente a construção de uma fortaleza em
    Mordor. Talvez já um nome Élfico para aquela região, por causa de seu
    vulcão Orodruin e suas erupções.


  15. Esta passagem diz
    respeito a Gil-galad e Sauron no ano de 1200 da Segunda Era, com a
    declaração expressa de que 'Sauron veio em pessoa a Lindon', que parece
    divergir do que é dito em Dos Anéis do Poder que soomente a Lindon não
    ia, pois Gil-galad e Elrond duvidavam dele e de sua bela aparência.


  16. Os Valar eram
    acessíveis a dar ouvidos as preces daqueles na Terra-média, como até
    então, salvo somente que nos dias escuros da proibição ouviriam uma
    única prece somente dos Noldor: uma prece arrependida suplicando perdão.


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