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Forum Cinema em Cena
Jack Ryan

O Hobbit, A Desolação de Smaug, 2013 (dir Peter Jackson)

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Nacka, corrija-me se estiver errado, mas vc não havia amado de paixão Uma Jornada Inesperada? 

 

Sim, quando vi no cinema em 48fps e tals. Revisto depois na telinha o filme perdeu muito (o que não significa que eu não vá comprá-lo na versão estendida :D ). Definitivamente, o que mais me incomoda é O Hobbit ter sido transformado em uma trilogia, destruiu a força do livro e claramente, a experiência no cinema passado o impacto da novidade de 48fps não se sustenta.

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Sim, quando vi no cinema em 48fps e tals. Revisto depois na telinha o filme perdeu muito (o que não significa que eu não vá comprá-lo na versão estendida :D ). Definitivamente, o que mais me incomoda é O Hobbit ter sido transformado em uma trilogia, destruiu a força do livro e claramente, a experiência no cinema passado o impacto da novidade de 48fps não se sustenta.

 

Yeap... é mais ou menos como eu penso também, inclusive no que se refere à versão estendida...  :D

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O Hobbit - A Desolação de Smaug é até bom, principalmente pelas cenas de ação, mas tenho algumas considerações a fazer:

1- O primeiro filme (Uma Jornada Inesperada) é melhor;
2- A necessidade capitalista de dividir o filme em 3 partes até deu certo no primeiro, mas deu super errado no segundo, pois o roteiro ficou inflado e mal conduzido, terminando o filme pela metade e cheio de cenas repetitivas e desnecessárias (mesmo problema do último Harry Potter);
3- Desnecessário o triângulo amoroso entre 2 elfos e 1 anão;
4- Desnecessário todas as partes do Necromante (Sauron);
5- Melhores cenas: fuga nos barris e fuga na Montanha Solitária;
6- Palmas para Smaug que ficou muito bem feito.

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1) Achei essa segunda parte melhor. A narrativa é bem mais ágil e menos arrastada do que a primeira parte. Também há bem menos cenas "engraçadinhas" com anões. 

 

2) O triângulo amoroso é dispensável e a paixonite da elfa pelo anão é inverossímil, pois muito mal desenvolvida. 

 

3) Ficou inexplicável o apoio incondicional dos moradores da Vila aos anões. Sei que os anões prometeram prosperidade para a Vila com a unificação dos reinos anões. Porém, o risco de acordar o dragão era demasiadamente alto, algo que seria fatal para a vila. E os habitantes acreditaram que 9 anões desarmados seriam capazes de vencer o dragão? E pior: nem ficaram preparados para um eventual ataque do dragão?

 

4) Mas a cena mais ridícula foi mesmo o fato dos anões após centenas de quilômetros percorridos, depois de derrotarem aranhas gigantes, lutarem contra exércitos de Orcs e ficarem presos na prisão elfa, simplesmente desistem da jornada por não acharem o buraco da fechadura em um muro de apenas 4 metros quadrados por falta de iluminação adequada. Sendo que qualquer criança é capaz de adivinhar que se a última luz referida no mapa não é a do sol, deve ser a do luar.  

 

5) Ao contrário do Pablo, não achei o assalto para pegar armas dispensável, pois era possível encontrar orcs ou outros inimigos no caminho para o castelo (Ainda que as armas fossem inúteis contra o dragão). A tentativa de banhar o dragão com ouro quente também foi válida, pois foi um improviso com certa capacidade para derrotá-lo, pois se ele não fosse suficientemente ágil podia acabar solidificado. Além disso, se o Gandalf andasse com os anões (como preferia o Pablo), fatalmente acabaria derrotando todos os perigos e deixaria a jornada mais monótona e sem graça, tendo em vista ser bem mais poderoso, além do que fatalmente descobriria que o Hobbit tem o anel e o forçaria a abdicá-lo. 

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Spoilers:

 

Também achei que o Pablo pegou um pouco demais nesses lance aí das armas. Óbvio que mesmo se eles não tinham a intenção inicial de irem até o dragão, mas no caminho poderiam surgir criaturas que poderiam dar trabalho, então sm, eles tinham que ir armados. 

 

Agora o lance final do Dragão, achei que sim, ficou meio sem função a cena dos anões enterrando ele no ouro, já que segundos depois ele sai de lá voando. Mas enfim...

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Considerações "positivas":

 

1) Não achei o triângulo amoroso um desastre. Quebra o ritmo e não acrescenta nada de interessante, mas não é de todo mal. Talvez seja um sinal aos fãs daquilo que aconteceu no livro Senhor dos Anéis, o clima entre o Gimli e a Galadriel. Está certo que foi um "amor a primeira vista" sem maiores explicações. Mas é até bacana.

 

2) Me surpreendi positivamente com o Smaug. Às vezes fica meio over, mas no geral ficou legal e ameaçador. Crédito do Peter Jackson que rendeu a participação dele. Mas, como tinha falado antes, a voz de Smaug ficou muito over, parecendo um vilão genérico de filme de terror. Até o Pablo concordou com isso.

 

Considerações negatvias:

 

1) Toda a trama envolvendo as politicagens da cidade do lago. Isso sim, foi muito chato. Personagens a mais que não achei interessante, e muito caricatos. Aliás, toda a parte na cidade do lago é bem chata e enrola as coisas.

 

2) Sobreposição de narrativas. Ora a ameaça são os orcs perseguindo. Ora a ameaça é o Sauron. Ora a ameaça é Smaug. Mas a ligação entre estes três focos é muito tênue e não se justifica. Não gostei de orcs correndo pra cá e orcs correndo para lá. Falta propósito nesta correria toda.

 

3) O que o primeiro capítulo tem de lentidão, este tem de correria. Trechos que deveriam ser bem mais desenvolvidos, aconteceram num piscar de olhos sem nenhuma emoção. A passagem na casa de Beorn foi totalmente inútil. E a sequência na Floresta das Trevas foi muito apressado e mal conduzido. Peter Jackson simplesmente descartou a parte mais tensa da Floresta das Trevas e preferiu enfatizar (mais uma vez) a porrada com os orcs. Aliás, até as lutas na cidade do lago ganha mais destaque.

 

4) Cagaram no Beorn.

 

Enfim. Um bom filme, adaptação bem fraca. Não se distingue dos filmes do gênero capa e espada que estão sendo feitos nos últimos anos. Divertido, mas esquecível.

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Infelizmente vou ter que concordar não é um filme ruim, mas poderia ser muito... mas muito melhor. Encheram linguiça para ter três filmes que poderiam ser inclusive um filme só com quatro horas ou dividir tranquilamente em dois filmes de duas horas e meia e teria coisa de sobra. Por que eu digo isso agora. Bem acrescentar coisas inúteis como triângulo amoroso que nem se desenvolve direito, varias cenas que nem sequer tem no livro colocaram outro sub vilão orc. Nada contra, mas que pelo menos deveriam fazer algo bem feito disso. 

 

E se querem enrolar no mundo da Terra Média que fazem logo O Silmarillion, que inclusive aquela Pedra Arken, para quem leu o livro se lembra de uma das gemas Silmarils de Fëanor. Ou estou enganado? Até a ambição do Thorin é igual ao do criador da gema. Acho que pode ser até um gancho para quem sabe um futuro filme das gemas já que eles querem só lucro. Alias com esse "livro" poderiam fazer dez filmes. 

 

Eu achei a aparição do Sauron uma das coisas boas do filme. Tecnicamente está muito bem feito. O Smaug para mim não me decepcionou, a ambição do Thorin e frieza dele vai fazer sentido no desfecho do próximo filme. Todavia o roteiro e a direção está a quem da trilogia O Senhor dos Anéis e como já disse várias cenas desnecessárias. E se queriam enrolar foi como Pablo disse que desenvolvessem bem os treze anões teria tempo de sobra em três filmes de quase três horas. 

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Não haverá adaptação do Silmarillion ou das demais obras, não nas próximas décadas. Os direitos são do Christopher Tolkien e do Tolkien State, que são radicalmente contra as adaptações. O Christopher até cortou relações com um dos filhos que apoiava a trilogia SDA.

 

A Pedra Arken está no livro e não é uma das silmarils. Já o colar que o Thandruil queria dos anões lembra muito o colar que carregava uma das jóias do Fëanor e que perteceu à Luthien. Mas se for ficará só na insinuação, pois qualquer menção à conteúdo que não esteja no Hobbit ou SDA é proibido. 

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Eu li e me lembro de tudo apesar de mais de uma década. E sim ele deu essa dica no filme e acho que a pedra Arken, pode ser o motivo do comportamento estranho do Thandruil que cobiça uma joia "oculta" assim como Thorin. Apesar de algumas coisas que não se encaixam entre Silmarils e a Pedra Arken elas têm muitas semelhanças pelo que já foi apresentado. Eu acho possível isto acontecer já que nada é sagrado nesse mundo especialmente se tratando de cinema pipoca.

 

E o livro não é nada de mais como alguns fãs xiitas vem até como uma Bíblia. E é só mais um entre milhões e alguns com muito mais importância para o mundo na literatura universal. Essa alteração não vai ser a primeira e nem a ultima nesse filme entre o cinema e literatura. Apesar de diferente e mal desenvolvida as vezes. E ai sim não é bem vinda a alteração da obra. Fora isto a interpretação pessoal que alguns fãs de obras não aceitam é alma do cinema. Várias produções do cinema são assim desde que o cinema é cinema. Vale lembrar até de George Méliès.

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Provavelmente, o próprio Tolkien não aprovaria a adaptação. Referindo-se à possibilidade da obra ser transformada em teatro, Tolkein mostrou ceticismo sobre a transposição do universo que ele criou para outras formas de arte. Ele disse que a sua obra funciona muito bem na literatura, mas na arte cênica ela soaria como algo muito bobo.

 

E, em certos pontos, concordo com ele. É legal ver a adaptação ao cinema, mas esta adaptação acaba matando um pouco a obra original. E grande parte dos fãs não nota isso, que filmar uma obra acaba raptando e fazendo a nossa imaginação de refém. A obra literária perde um pouco da sua graça, aquela capacidade essencialmente individual que cada leitor tem de conceber e visualizar mentalmente um universo a partir daquilo que está escrito.

 

E isto foi pior ainda quando, logo após os filmes, começaram a vender os livros do SDA com figuras do filme na capa, ao invés das belíssimas ilustrações das versões anteriores.

 

Foi um saco reler os livros e ter que fazer um esforço mental dobrado para imaginar o meu próprio mundo ao invés daquele criado pelo Peter Jackson. Cara, tentar dar um outro rosto ao Aragorn e Frodo, fazer outra concepção espacial do Condado, Minas Tirith, Orthanc, etc. é muito chato...

 

É horrível ler um livro e toda hora ficar imaginando o filme. Gostar disso acaba estimulando uma certa preguiça mental...

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Eu prefiro infinitamente a "preguiça mental" que nos proporcionou a trilogia SDA, Viagem a Lua de George Méliès, Laranja Mecânica, O Poderoso Chefão, O Iluminado, 2001, Ran, Apocalypse Now e tantos outros do que nada disso. Antes do cinema tínhamos o teatro que fazia adaptações de livros e vice versa. Usar outras mídias para gerar outros pontos de vista está no âmago do cinema. E não só do cinema em várias artes como pintura, ilustração, teatro e até música isto é super comum.

 

Tolkien era um mala puritano ao encarar outras adaptações de outras mídias, sempre foi contra tudo que não fosse do seus livros que não são perfeitos. Alias era uma copia chupada da saga "O Anel dos Nibelungos" de Wagner que era uma Ópera que se baseou por sua vez em lendas germânicas. Vale lembrar que:  "Nada na vida se cria tudo se copia". :P

 

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Plutão, não me leve a mal. Eu adoro as ilustrações do SDA, inclusive estou querendo abrir um tópico de ilustrações baseadas nas obras dele que apresentam um conceito diferente da do Peter Jackson.

 

Mas ainda assim acho válido deixar uma aura de mistério sobre as obras. Eu não sou doido para ver a adaptação para os cinemas. Acho que o livro sempre foi uma obra-prima independente dos filmes.

 

Mas a preguiça mental é patente quando fãs do SDA tratam o Peter Jackson como deus, ou melhor, como o porta-voz oficial do deus Tolkien. Tudo o que ele faz é perfeito...

Por isto estava doido para o Guillermo del Toro ter dirigido o filme, para ter apresentado um conceito diferente. Queria um choque artístico mesmo, algo completamente do que o Peter Jackson tinha feito.

 

E aposto que teria muita gente torcendo o nariz, como se ele estivesse fazendo algo errado simplesmente por ter feito algo diferente do Peter Jackson...

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Eu tenho certeza que se o Guillermo del Toro dirigi-se o filme ele talvez seria muito mais criticado que o Peter Jackson iriam dizer que não se mexe em time que está ganhando. E até estariam certo pela lógica, eu acho válido já que o cara conseguiu fazer o mais difícil e adaptar a trilogia do anel com tanta maestria. Logo o Hobbit seria moleza.

 

Claro se não fosse a cobiça hollywoodiana e a megalomania dele de fazer de um livro três filmes de quase três horas. Nada contra o tempo de projeção, mas que usasse com sabedoria coisa que não fez nesse ultimo ao colocar várias coisas novas sem sentido e prejudicando até o andamento da narrativa.

 

O tempo na Floresta das Trevas foi bem reduzido assim como o tempo com Beorn o desenvolvimento dos outros personagens da comitiva que poderia ser mais explorados e ser muito mais intimistas como SDA. Assim para a gente se importar com eles foi prejudicado por Legolas e o inútil triângulo amoroso. Não ajudou em nada a narrativa em tela.

 

Aproveitando quem gosta do pessoal do Jovem Nerd eles fizeram um nerdcast sobre o último filme detonando o Hobbit eu não cheguei a detestar o filme, mas como já disse poderia ser muito melhor. Várias coisas das criticas deles eu concordo.

 

destaque_podcast_394.jpg

 

http://jovemnerd.com.br/nerdcast/nerdcast-394-o-hobbit-a-desolacao-de-peter-jackson/

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Poisé, eu tenho uma visão bem provocadora sobre SDA e o Hobbit. Não existe nada, além da "preguiça mental", que confere à obra do Peter Jackson o status de "versão definitiva" da obra. Aliás, acho uma bobice que fãs fiquem extasiados por acompanharem algo que, teoricamente, eles seriam capazes de conceber imagens tão boas quanto. Na minha cabeça, um tanto de coisa é bem melhor que aquilo que o Jackson fez. Eu não idolatro o cara... só acho que ele foi muito competente na adaptação do SDA, mas está longe de ser alguém que tenha dado a última palavra sobre a concepção artística do universo de Tolkien (e nem deveria).

 

Sou doido para ver alternativas à visão canônica do Jackson (que de canônica não tem nada). Uma visão que subverta os padrões. Por que diabos os orcs e trolls não podem ser bichos peludos? Por que o Gollum não pode ter escamas? Por que Sauron não pode adotar uma forma sombria humanóide (para além da adaptação literal do "olho que tudo vê"?)...

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Poisé, eu tenho uma visão bem provocadora sobre SDA e o Hobbit. Não existe nada, além da "preguiça mental", que confere à obra do Peter Jackson o status de "versão definitiva" da obra. Aliás, acho uma bobice que fãs fiquem extasiados por acompanharem algo que, teoricamente, eles seriam capazes de conceber imagens tão boas quanto. Na minha cabeça, um tanto de coisa é bem melhor que aquilo que o Jackson fez. Eu não idolatro o cara... só acho que ele foi muito competente na adaptação do SDA, mas está longe de ser alguém que tenha dado a última palavra sobre a concepção artística do universo de Tolkien (e nem deveria).

 

Sou doido para ver alternativas à visão canônica do Jackson (que de canônica não tem nada). Uma visão que subverta os padrões. Por que diabos os orcs e trolls não podem ser bichos peludos? Por que o Gollum não pode ter escamas? Por que Sauron não pode adotar uma forma sombria humanóide (para além da adaptação literal do "olho que tudo vê"?)...

 

 

Ele foi mais que competente, ousou filmar o que muitos consideravam infilmável. Para uma visão "alternativa" à obra de Peter Jackson é preciso que alguém se habilite. Em tempo, não gosto nada deste aqui. 

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Poisé... ele assumiu a responsabilidade. Mas por outro lado, os fãs dos livros simplesmente idolatram o Peter Jackson por motivos que eu acho duvidosos.. Ele foi bem competente e fez bons filmes, mas está longe de ser o "midas" do cinema. Só porque o nome dele está envolvido, o filme imediatamente vira obra-prima?

 

O que eu defendo é uma postura mais razoável por parte dos fãs para serem um pouco mais exigentes. Afinal, a matéria-prima era fenomenal. No SDA deu certo. Aqui, não.

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De qualquer forma é um legado e tanto, fez o que a maioria das pessoas considerava impossível e mesmo não concordando com algumas alterações que ele fez é um trabalho formidável. 

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