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Oscar 2015: Previsões

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Mais um que segue o caminho de "Diana"...

 

'Grace de Mônaco' é um desastre quase completo

 

Filme de abertura do Festival de Cannes, estrelado por Nicole Kidman, provoca risos involuntários na plateia

 

Grace-Monaco-Kidman.jpg

 

A interferência pesada de um produtor num filme não costuma dar muito certo. Mas é possível que o todo-poderoso Harvey Weinstein, que andou brigando com o diretor Olivier Dahan sobre a versão final Grace de Mônaco, tenha razão. O filme de abertura do 67º Festival de Cannes, exibido fora de competição em sessão de imprensa na manhã desta quarta-feira, é um desastre quase completo.

Aplausos e vaias não costumam significar muito nas exibições para jornalistas em festivais de cinema, mas risos fora de hora, sim. E houve algumas ocasiões em que isso aconteceu de forma estrondosa, por exemplo, quando Grace Kelly (Nicole Kidman) propõe ao Príncipe Rainier (Tim Roth) que eles deixem Mônaco para trás e comprem uma casa não em Londres nem em Zurique, mas em Montpellier.

Grace de Mônaco começa quando Grace Kelly (1929-1982), estrela de longas como Ladrão de Casaca e Janela Indiscreta, termina de rodar sua última cena no set de filmagens de Alta Sociedade. Depois disso, ela se tornaria a Sua Alteza Serena. Como a Maria Antonieta do filme de Sofia Coppola (que coincidentemente é membro do júri da competição neste ano), ela também sofre no início de sua vida na realeza. Seis anos depois do casamento, já mãe de Caroline e Albert, atual príncipe de Mônaco, está afastada do marido e sentindo-se menosprezada quando Alfred Hitchcock bate à porta do palácio (algo que nunca aconteceu de verdade, ele apenas telefonou) oferecendo-lhe o papel de uma ladra em Marnie. A princesa aceita, bem quando o principado sofre ameaças de todo o tipo do presidente da França, Charles De Gaulle e ela teria que amadurecer e assumir (ou abandonar) de vez as responsabilidades de sua nova posição. Dahan tenta fazer um paralelo entre a vida em Hollywood e a vida em Mônaco – ser princesa, o filme martela, é o maior papel de Grace Kelly. Mas não funciona.

O diretor não tem o mesmo talento de Sofia Coppola para juntar os dramas da protagonista, as intrigas palacianas e o cenário político conturbado. Ele inunda tudo de música o tempo inteiro, numa aparente tentativa de emular as obras de Alfred Hitchcock. Mas, claro, o mestre do suspense sabia usar a música a seu favor. Também optou, em parceria com o diretor de fotografia Eric Gautier (Na Estrada), por uma câmera na mão bastante instável, que passeia pelo rosto em close (às vezes, só pelos olhos), de Nicole Kidman. 

Por fim, o elenco também é um problema. Dá para entender que Nicole Kidman, a loira gelada dos tempos de hoje, interprete a loira gelada dos anos 1950. Mas, sem querer cair em preconceitos, é exigir demais do público que acredite nos dilemas da protagonista, que originalmente tinha 32 anos na época dos eventos do filme (26 ao largar a carreira para virar realeza), quando ela é interpretada por uma mulher de 46, por mais que Kidman não aparente sua idade. A atriz disse que estudou muito os trabalhos de Grace Kelly. “Tive uns cinco meses para me preparar, então pude incorporá-la aos poucos. Era importante não tentar imitá-la, mas sim captar sua essência.” Nicole Kidman afirmou que acredita que Grace Kelly abandonou o cinema em nome do amor – e que faria o mesmo. “Deixaria tudo sem pensar duas vezes. Quando ganhei o Oscar, fui para casa e não tinha amor na minha vida. Foi um dos períodos mais solitários.”

A família real de Mônaco divulgou um comunicado oficial chamando Grace de Mônaco de “farsa”. “Obviamente fico triste com a reação, porque acho que o filme não tem malícia em relação a família e a Grace e a Rainier”, disse a atriz na coletiva. “Claro que é uma ficção, mas também entendo a família, porque se trata do pai e da mãe deles, entendo que queiram proteger sua privacidade. Só posso dizer que a performance foi feita com amor.” Em vez de ficarem preocupados com as intenções, os Grimaldi deveriam reclamar mesmo é da qualidade do filme.

Em tempo: o diretor Olivier Dahan afirmou que haverá apenas uma versão do filme – Harvey Weinstein queria outra para lançar no mercado americano. “Se mudanças forem feitas, vamos trabalhar juntos. Tudo foi resolvido. Estou feliz com nosso arranjo atual.” 

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Steve Carell abalando Cannes. Pelo que entendi, Channing Tatum, na real, na real, seria o Lead, mas deve ser a Julia Roberts de 2015 e entrar como Supporting. Ficarei feliz em vê-lo indicado, ele estava excelente em Magic Mike e poderia ter sido lembrado naquele ano. Parece que o filme também vem forte em Roteiro Adaptado ("um primor", segundo os críticos) e - pensei aqui - quem sabem até em Maquiagem, né? O Oscar nessa categoria costuma acompanhar o filme mais forte (vide "Clube de Compras Dallas). A prótese no Carell o deixou irreconhecível e a caracterização do Ruffalo também está muito boa. No mais, Bennett Miller "lockando" Direção, em maio? Wow!!! Vale dizer também que a Luta Olímpica é um esporte muito popular nos USA, o que só ajuda o apelo do filme nas bilheterias.

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Nathaniel Rogers completou as suas previsões iniciais. Ele, assim como eu, também aposta em indicação para o Josh Brolin e para a Rosamund Pike. Como ele não leu o livro, indica Blanchett como lead. Mas ela, apesar do personagem-título, é coadjuvante, friso. Ele parece estar bem confiante em "Birdman", apesar de ser um projeto com pouca informação. Como eu achei "Biutiful" uma das experiências mais horrorosas que eu já passei no cinema, tô com preguiça gratuita do filme. Compactuo com o blogueiro: a história da Palma de Ouro e do Oscar não bate muito para atrizes. Acho que a última vencedora das duas premiações foi há 20 anos, Holly Hunter, pela obra-prima "O Piano". Mas seria lindo ver a Julianne Moore finalmente vencer. Reese Whiterspoon vem bastante forte para conquistar sua segunda indicação. Alexander Desplat com vários projetos no páreo, como sempre. Será que é neste ano que o francês leva?

 

Diretor, Bennet Miller com a mão na taça.

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Vi Como treinar seu dragão 2 e não achei muita coisa, mesmo gostando muito do primeiro. Parece que a categoria de animação vai ficar bem fraca esse ano.

 

Vi também The Normal Heart, da HBO, e é bem interessante. Se tivesse estreado nos cinemas seria um concorrente forte em muitas categorias.

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Também não gostei do trailer de Trash, aliás o Daldry que tinha uma filmografia perfeita até O Leitor, descepcionou em Tão Forte e Tão Perto e creio que esse novo deve ser enfadonho também, tomara que eu esteja errado.

 

Bom eu amo a Saga clássica de Planeta dos Macacos, ABOMINO e finjo que não existe o filme do Burton e gostei muito da retomada desde 2011 com A Origem e adorei o novo filme:

 

Sim, é possível fazer um blockbuster com muitos efeitos especiais e um roteiro interessantíssimo repleto de reflexões, “Planeta dos Macacos – O confronto” é uma verdadeira aula de como a tal da "racionalidade" inata do ser humano pode mudar a história de uma espécie. O filme questiona, e muito, nossos julgamentos como espécie de que "apenas" o ser humano é o vilão da história, e abre uma clareira gigantesca pra um debate muito mais complexo sobre o que é “ser humano” no sentido literal da palavra. Só não dou DEZ porque achei que o Matt Reeves junto com o roteirista poderiam ter explorado muito mais a forma como a Terra e as sociedades chegaram naquela situação caótica, foi mal construído e ganchos pra isso não faltaram ao longo da história.

 

Assisti Malévola também e DETESTEI hahahah velhos clichês se misturam a novos clichês. O filme alterna alguns poucos momentos bons com uma maioria de seqüências desastrosas, mal dirigidas, mal montadas e de brinde um roteiro incoerente e mal escrito, com exceção do teor machista da história que se dilui aqui.

 

 

Assisti um filme Islandês muito interessante hoje chamado "Sobrevivente", o filme é de 2012 mas só agora chegou por aqui. Um conto incrível baseado em fatos reais, uma espécie de docudrama sobre o único sobrevivente de um navio pesqueiro na ilha de fogo e gelo (Islândia) nos anos 80. Uma história de sobrevivência e suas consequências sem firulas Hollywoodianas, o que para muitos pode soar bastante monótono. A trama investe na hesitante reflexão do protagonista em sua jornada dolorosa durante e pós- tragédia. Incrível o realismo das cenas, e a produção merece aplausos sinceros ao não recorrer ao CGI (não que o CGI seja ruim, mas deu tom perfeito ao que o filme se propunha). Achei a fotografia assustadoramente FRIA e ESCURA, conseguiu me transportar em muitos momentos pras águas gélidas do Atlântico Norte. Recomendo.

 

E finalizando, assisti "O Lobo Atrás da Porta" e PUTA QUE PARIU que filme é esse? Fiquei perplexo com tudo, desde o roteiro muito bem escrito e construído a direção assinada por Fernando Coimbra é singular, fiquem de olho nesse cara. Porque raios não começam a trabalhar na campanha internacional desse filme? Porque raio não mandam pra concorrer ao Oscar? Quero Leandra Leal indicada a MELHOR ATRIZ hahahaha já que pra mim essa é A ATUAÇÃO da carreira dela. Enfim, não vou ficar rasgando elogios, assistam que eu dúvido que alguém aqui não va gostar rs rs rs.

 

 

Já falei demais, boa semana pra vocês rs rs

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Olha só que bacana pra quem é de SP:

 

http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=53302

 

Hoje vou ver O Poderoso Chefão no cinema também rs rs rs  que vai ter uma sessão no Cinemark.

 

Pra quem curte clássicos também o Belas Artes de SP reabriu e essa semana temos em cartaz:

 

Um Dia Muito Especial, de Ettore Scola

A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz

A Noite, de Michelangelo Antonioni

Queimada!, de Gillo Pontecorvo

Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder

Morangos Silvestres, de Ingmar Bergman

Medos Privados em Lugares Públicos, de Alain Resnais

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Assisti Tatuagem:

 

"A práxis do improvável junto à epifania da desordem"

Tatuagem é um filme atualíssimo em termos de cinematografia, de arte e de política. A censura e a repressão militar presentes no filme não é algo tão distante dos nossos dias como pode parecer, basta prestar atenção em como a grande mídia oblitera e manipula as informações que chegam a nós, ou olhar para a violência institucionalizada que ocorre diariamente contra pobres, negros, povos indígenas, manifestantes, entres outros sujeitos. Ainda, vivemos em um mundo cheio de moralismos ao redor do corpo e sexualidade que impedem debates mais abertos. Impede que sujeitos tenham direitos simples como amar. Mas, felizmente, temos a arte e sua subversão criativa!

 

Viva a Liberdade

 

Um rosto que mostra a derrota e a falta de ânimo. O outro que mostra a segurança e o otimismo. Qual desses dois é o rosto de um político? Em um retrato que remete à paralisia política enfrentada pela Itália no cenário atual, o diretor Roberto Andò cria uma dualidade fácil de ser reconhecida a partir da dupla figura profissional demonstrada por dois irmãos gêmeos, que desempenham o mesmo cargo no principal partido de oposição.

Viva a Liberdade denuncia de maneira inteligente e ácida os jogos de bastidores da política, entregue aos interesses dos seus dirigentes e cada vez mais longe dos anseios do povo. Expõe, ainda, toda a sensibilidade e talento do ator Toni Servillo em sua caracterização de duas personalidades diametralmente opostas. Ainda que não atinja a excelência, diverte e provoca a reflexão ao mostrar que talvez o que falte na política seja um pouco mais de transparência e, por que não, insanidade.

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Pois é, eu costumo gostar da maioria dos filmes do Allen, mas já me acostumei com o fato de que a crítica - e a maior parte do público - raramente gosta de dois seguidos. Pelo menos as críticas desse não estão tão ruins (61% no RT).

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61% não é grandes coisas, o que quis dizer é que pelo menos não é tão ruim quanto os 43% de Para Roma com Amor, por exemplo.

 

E será que Boyhood consegue alguma indicação? Talvez roteiro apenas.

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