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Jessica Jones (a série)

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No mais, teve aquilo que eu falei antes. Acho que faltou "Balls' na cena da injeção do olho. Tinham que ter largado um Plano detalhe ali. Gostei da menção ao Matt e de ela conseguir contata-la. Foi mais ou menos como você previu MOZTS, com a Claire dizendo "Olha, eu conheço um cara..." :D

 

 Pois é, acho que teve problema de orçamento, ou determinação ali. As séries da Marvel e Netflix são mais baratas do que parecem, Daredevil foi filmado com "dinheiro de troco comparado a outras séries" de acordo com Steven DeKnight, o que é impressionante, mas JJ parece ter faltado ali um cheque a mais pro pessoal de efeitos... Isso, ou não quiseram entrar no território "body horror" por  medo de parecer "torture porn" barato.

 

Isso dito, gostei bastante da cinematografia "barata" (no bom sentido), é bem mais íntima que a de Daredevil, com a "câmera escondida atrás da grade/muro/janela" usada com bom gosto.

 

Também senti isso. Porra, a história se passa NO MESMO BAIRRO que DEMOLIDOR. Tá certo que Hell's Kitchen é bem grande, mas mesmo assim Não que tivessem que ter menções a toda hora do herói, ou uma participação dele (seja civil ou alter ego). Mas o Rei Do Crime explodiu metade do bairro. Era muito mais interessante uma menção a este evento do que mais uma menção a invasão Chitauri de OS VINGADORES, por exemplo.

De acordo 120%. Preferia até que deixassem esses eventos "globais" dos Vingadores e cia. totalmente de fora.

 

 

Outra coisa que me incomodou um pouco é que parece que a série tem vergonha de fazer referência quando faz. Sempre que chamam os heróis do cinema chamam por apelidos como "O grandão verde" e "O cara que se veste de bandeira". Qual é o problema de chamar pelos nomes?

 

Isso aí eu to de boa, da um ar de coloquialismo. Para gente eles são o THE INCREDIBLE HULK, THE INVINCIBLE IRON MAN mas para eles é um algo/alguém que apareceu no Jornal, e a reporter chata da FOX NEWS disse "the so called 'hulk' fought Tony Stark, aka Iron Man[...]". Uma comparação muito injusta, mas acho que vale a pena. A tragédia com a lama, tem nome certo, informação precisa, virou um personagem por sí só nos noticiários, um monstro, e ainda sim, eu chamei coloquialmente de 'tragédia com a lama' e já sabiam do que eu tava falando.

 

O Capitão já achei estranho. Tem até museu dele ora bolas...

 

 

No mais, mais de uma vez achei que o Matt ou o Foggy iam fazer ponta como advogado, quando alguém precisava de um e dispensavam a Jeri. Mas no final, a Jeri acabava assumindo a bronca mesmo.

 De acordo. Caramba, tremendo oportunidade perdida lá na empresa de advogacia. A parte que eles reunem as vítimas do Killgrave, episódio 04, podia aparecer o Matt ali como o detector de mentiras e eliminar os charlatões das vítimas de verdade. Podia ter sido feito até fora das câmeras. Jessica se perguntaria como separar joio do trigo e Jeri solta "Eu conheço um advogado que sempre foi bom nisso", então corta para Jeri passando envelope com um cachê merecido pro Matt, e pronto. 

 

Os filmes do MCU tem esse mesmo problema. Cade pessoal quando Tony Stark "morreu" em Iron Man 3?

 

MOZTS, algumas perguntas

 

- O que achou do quarto episódio, "99 Friends", que meio que dá uma pausa na trama central da temporada (e é o que mais se conecta com o MCU no geral)?

 

Começando pelo mais simples, a conexão com MCU. Foi um pouco "na cara", a mulher que contratou ALIAS jogando exposição em cima da Jessica foi talvez a parte mais fraca do episódio. Podia ter sido simples trabalho de Google da Jessica sozinha, procurando nome da sua contratante e descobrindo uma lista de vítimas do incidente.

 

Agora, o episódio por completo, achei uma maravilha.

 

A pausa da narrativa é até uma forma da série ficar ainda mais fiel as novelas de detetive em que se inspira. Esse tipo de novela surgiu como serial de periódico e são estruturadas para valorizar mais o episódio e a cena, menos a trama. Então esse episódio caiu feito uma luva, mas como luva em cima de luva ficaria desconfortável, se é que me entende. Não pode rolar isso toda vez.

 

Também notei ali um cuidado que elevou o episódio. A cliente da Jessica não é tão diferente assim da Jessica a princípio né?? Ela é meio ácida, cínica, tentou ignorar o problema de seu casamento, não muito diferente de JJ indo para Hong Kong, e depois da reviravolta agente vê outra coisa.

 

O quiasmos ali correram soltos, Jessica fotografa pessoas para viver, é fotografada pelo espião de Killgrave enquanto trabalha para mulher querendo pegar marido no pulo. 3 pontos muito bem executadaos ali, Jessica é traída pelo empregador(ponto 1), então ela vira no seus empregadores e da uma lição no casal de traíras (ponto 2) e Jessica descobrindo traição do vizinho (ponto 3). E foi tão bem dirigido/editado que agente nem percebe direito, só vai na onda. Adorei.

 

 Começo do episódio ela fala pro vizinho, "só não quero ser uma razão para você chapar". Ops tarde demais né? Percebi ali uma faceta da personagem que nem ela sabia que tinha: Se importava com o vizinho drogado muito mais do que apenas um vizinho drogado. Adorei.

 

A cena do quebra-quebra é um deleite em particular. A válvula de escape. "I don't work my shit out on other people"... Será mesmo Jessica? Olhe o trampo que ela deu para Jeri no mesmo episódio, quebrou até vidro da porta.

 

Sweet Christmas! Eu amei essa série demais! E como é bom discutir sobre a algo concreto, com quem deseja fazer o mesmo, focando na arte, sem especulação sobre mercado, marketing, rumor, ou examinando pixel por plot twist do caramba. :D

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Novo teaser conecta série a Demolidor!

Um novo teaser de Jessica Jones divulgado no facebook oficial da série sugere uma futura conexão entre a heroína principal e a dupla de advogados de Hell’s Kitchen, Nelson & Murdock. O vídeo abaixo mostra Jessica tomando um copo de whiskey enquanto vê o cartão da Nelson & Murdock. Afinal, “é sempre bom ter o contato dos melhores advogados do bairro. Ou, pelo menos, os mais baratos”.

https://www.facebook.com/JessicaJonesNoBrasil/videos

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Essa cena acho que serve de exemplo pelo que achei da Ritter. Sozinha, sua atuação da JJ é OK, faz o serviço, mas sua química com o pessoal do elenco é ótima. Aquele sorriso macabro, por um ligeiro momento me enganou também, e depois o vai-e-vem silencioso e discreto com a Trish, e o desdem com o vilão e a necessidade de deixar que ele abuse de sua irmã, não tem discurso ou conversa que substitui aquela cena, ou exposição melhor que aquele "Eu te amo", foi uma dúzia de coisas com alguns cortes, imagens e olhares, eu queria matar esse roxo dos infernos. Sem me dizer nada, me mostraram muito em poucos flash, se me permite a alfinetada indireta. -_-

 

 

  De fato, foi um climax excelente. O que era toda aquela luta interna do Killgrave, sem saber se a Jessica estava fingindo ou se ele de fato havia conseguido controla-la? O Tennant mandou muito bem ali. Como eu disse, no fundo o vilão sacou o truque da Jones, mas a vontade de acreditar que poderia te-la acabou sendo muito maior.

 

 

 

 Pescoço quebrado é muito PG, até Supes já fez :P

 

 

 Lembra o tempo em que vilões sempre morriam caindo de abismos? Pescoço quebrado é a nova queda do abismo :P

 

Acho que eu esperava uma participação mais significativa. A personagem Claire foi influenciada pela série mas não teve o quid pro quo, tira Claire e poem enfermeira X, a série é a mesma. Foi um Stan Lee glorificado e menos participação. Se ela vai ser o Fury do Defenders, ela precisa ser ativa e não reativa, uma propulsora, não uma ferramenta. Ela que deveria ter falado para Jessica "Vamos tira-lo daqui, poem na cadeira de rodas, onde você mora? Vamos lá! Você sai e resolve o que precisa, eu vou cuidar dele. E pega leve no whisky, só cuido de 1 desmaiado por vez"

 

 Talvez ainda estejam construindo isso. Ela ainda não virou totalmente a "Enfermeira Noturna" que é nos quadrinhos. Acho que esse lado mais de tomar iniciativa vai ser construído aos poucos. Afinal, sua participação já foi confirmada tanto na 2ª temporada do DEMOLIDOR (onde ela vai acabar tratando do Justiceiro também) como em LUKE CAGE. Pelo que entendi, até então ela só havia cuidado do Matt, havia sido um caso isolado. Tanto que a sensação que a Claire me passou nesta finale foi quase de incredulidade ao se envolver de novo nesse tipo de situação. Como se ela dissesse "De boa, isso não pode tá acontecendo comigo de novo".

 

 

 

 

 Pois é, acho que teve problema de orçamento, ou determinação ali. As séries da Marvel e Netflix são mais baratas do que parecem, Daredevil foi filmado com "dinheiro de troco comparado a outras séries" de acordo com Steven DeKnight, o que é impressionante, mas JJ parece ter faltado ali um cheque a mais pro pessoal de efeitos... Isso, ou não quiseram entrar no território "body horror" por  medo de parecer "torture porn" barato.

 

Isso dito, gostei bastante da cinematografia "barata" (no bom sentido), é bem mais íntima que a de Daredevil, com a "câmera escondida atrás da grade/muro/janela" usada com bom gosto.

 

 

 Senti muito a falta de orçamento naquele flashback em que a Jessica imagina escapar do Killgrave literalmente a cavalo, quando estava sob o controle dele. Ali, com a Jessica "planando" do alto do edifício até a rua, deu pra sentir muito o orçamento baixo.

 

 Mas gostei pra caramba da cena com o Killgrave dizendo que cronometrou o tempo de controle e que lá a Jessica beijou ele por que quis. Senti que essa questão de "confundir a vontade com o controle" podia ter rendido um pouco mais. Mas teria que ter sido abordado antes, pois quando o assunto surgiu, já estava na reta final.

 

 MOZTS, o que você achou da participação da Hope e da Jeri?

 

 Sobre a Hope, eu gostei do trabalho da Erin Moriarty, consegui me conectar com todo o drama da garota e tal. Mas senti que a personagem podia ter sido explorada mais, podia ter rolado uma ligação maior com a Jessica e tal. E a morte dela, apesar de necessária, foi mal armada, não achou? Tipo, ela tava sob o controle do Killgrave. Mas se ela conseguiu quebrar a taça e se matar, o que a impedia de ter atacado o Killgrave? Confesso que fiquei bem confuso durante a cena. Levou um tempo pra eu perceber que ela havia se matado por vontade própria e não por um comando do Killgrave.

 

 Sobre a Jeri, gostei da construção da Anne Moss para a personagem. Alias, adoraria ver uma cena de tribunal dela como "advogada tubarão", contra os "Abacates idealistas" da Nelson e Murdock. Mas confesso que toda a subtrama envolvendo a personagem dela foi muito chata. Passou a impressão que era pra mostrar alguma humanidade por baixo da pose de "Advogada durona", mas acabou só reforçando isso. Parece que a subtrama existiu só pro Killgrave poder escapar lá da cela hermética.

 

 

 

 

 

Sweet Christmas! Eu amei essa série demais! E como é bom discutir sobre a algo concreto, com quem deseja fazer o mesmo, focando na arte, sem especulação sobre mercado, marketing, rumor, ou examinando pixel por plot twist do caramba. :D

 

 E não é?  :D

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Mas é na sua relação com Killgrave que está mesmo o coração da série. Não temos aqui a tipica relação herói-vilão. Jessica não quer sair correndo do seu escritório para acabar com Killgrave. Em primeira instância, Jessica quer é distância do controlador de mentes, chegando a arrumar as malas para fugir no piloto, quando percebe que ela está de volta a sua vida através do caso de Hope. Killgrave é o bicho papão nos pesadelos da detetive, alguém que ela realmente teme, o que é transmitido para o publico.

 

Adorei essa decisão criativa. Não é típica relação herói vilão, e também não é o típico herói. Aliás, não é herói raios nenhum.

 

Esse medo inicial da personagem é uma maravilha por diversas razões: Humaniza personagem, diversifica o paradigma do "herói", desenvolve o vilão muito antes dele aparecer.

 

 


o 5º episódio "The Sandwich Save Me" foi interessante por conhecermos uma Jessica "pré Killgrave". Jessica já tinha aquele "quê" irresponsável e uma certa tendência ao alcoolismo, mas vemos uma personagem bem mais pra cima e de bem com a vida, longe daquela mulher que parece carregar o mundo nas costas, como mostra a cena do bar com Trish, e a cena que dá título ao episódio. De quebra, temos divertidas referências aos quadrinhos, com menções ao codinome Safira e aparição do uniforme que Jessica de fato usou nos quadrinhos (aqui totalmente ridicularizados pela personagem). De quebra, vimos um pouco mais daquele altruísmo que a personagem nem percebe que tem, ao se humilhar para livrar Malcom do vício imposto por Killgrave.

 

Achei bem legal jeito que esse episódio mostra um certo gosta da Patsy por ser heroína, até comentando que faria isso se pudesse e depois testando a fantasia. Um certo prenúncio da Hellcat.

 

 


O sexto episódio "You Are Winner" trouxe mais um "caso da semana", mas que ainda assim se ligava diretamente com a trama principal, quando Luke Cage retorna para pedir ajuda de Jessica para encontrar um garoto desaparecido. Gostei da conexão que criaram entre Jessica e a tragédia no passado de Luke. O episódio deu uma bela desenvolvida em Luke, onde vemos toda a raiva reprimida do barman vir a tona.

 

Um jeito bem legal de "spinar" a série do Luke Cage, eu achei.

 

 


O mais interessante é ver o vilão buscando prazer em conquistar pequenas coisas por "mérito próprio", sem o uso do controle da mente, como a compra da casa onde Jessica passou a infância.

 

De acordo.

 

 


O oitavo episódio "WWJD?", traz uma das mais surreais situações, com Jessica e Killgrave dividindo o mesmo teto. Heroína e vilão, vítima e algoz, estuprador e estuprada, enfim frente a frente, podendo dizer tudo que pensam um do outro, em um tenso jogo psicológico. Também foi o episódio que mais fundo vai na mente de Killgrave, como ele vê suas ações, a si mesmo e a seus poderes. Parte de sua obsessão em conquistar Jessica é ter alguém que realmente queira estar lá, e não por ser obrigado. Jessica é um ideal para Killgrave. E se podemos tentar sentir alguma empatia pelo trágico passado do vilão, o roteiro não o coloca como "psicopata coitadinho que virou o que virou por causa dos pais". Killgrave é como uma criana mimada superpoderosa que não aceita a responsabilidade de suas ações. Ele realmente acredita que nunca matou ninguém, e o que fez com Jessica, Hope, e sabe mais com mais quantas não foi de fato, um estupro.

 

Gostei bastante das coisas da Jessica/Killgrave brincando de casinha e ela usando os poderes dele para salvar os outros, além do "these aren't the droid you're looking for". A honesta e simplória incompreensão do Killgrave quando Jessica diz para ele não matar o sequestrador... Maravilha, além de engraçado, e ótima química entre os atores.

 

Achei estranho os flashbacks. Jessica já era "azeda" antes de perder a família, ser adotada pela mãe abusiva, descobrir super poderes e ser controlada pela Killgrave? 

 

 


O nono episódio, SIN BIN, levou o duelo psicológico para um novo nível, mudando as formas como Jessica e Killgrave encaram um ao outro, trazendo sequências belamente conduzidas, como a surra que Jessica aplica no vilão, mas sem que este perca o controle da situação, lembrando uma sequência icônica de THE DARK KNIGHT. Ironicamente, vemos um Killgrave realmente sentido pela "traição" de Jessica, nos aprofundando mais em toda a insanidade deste controlador de mente. SIN BIN em resumo, é o marco para o ato final da série.

 

Os quatro episódios finais mostram uma leve queda, mas que ainda guardam momentos fortes, como em "1000 cuts" e seu trágico desfecho. Entretanto, "I've Got The Blues", episódio que está lá mais para criar ganchos para uma possível segunda temporada do que para a temporada atual. Algo que DEMOLIDOR também havia feito, mas que aqui me incomodou mais. Talvez por que a transformação do policial Simpson de policial vingativo para super soldado psicótico não tenha soado muito natural pra mim. Alias, nas HQs o personagem é o vilão Bazuca, que já causou dores de cabeça pra diversos heróis, como o Capitão America, Wolverine e o Demolidor.

 

Esse aí foi ponto baixa da série ao meu ver. SIN BIN e 1000 Cuts. Não achei que as atuações do Bazuka fizeram sentido, além do já comentado.

 

 

 


Mas em seus dois episódios finais, a série se recupera dessa queda de qualidade de forma fantástica. "Take a Bloody Number" mais uma vez enfoca a conturbada relação romântica de Jones com Luke Cage. Após sobreviver a um atentado de Killgrave, Luke se une a Jessica na tentativa de encontrar o vilão, enquanto o psicopata controla o pai para que encontre um jeito de aumentar os seus poderes e conseguir encontrar Jessica. Em uma série em que o forte não estão nas cenas de ação, tivemos uma boa subida de nível no confronto Jessica Jones vs Luke Cage, que em uma interessante reviravolta, estava sendo controlado por Killgrave o episódio todo sem que soubéssemos.

 

 O que achou de como lidaram com pai do Killgrave e toda a vacina de imunidade? A vacina "venceu"? Não funcionou? Funciou e até que Killgrave ficou mais forte? A parte com o liquidificador, o Papai Killgrave tava fingindo?

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Considerações finais

 

- Vou dispensar comentários para Ritter e Tennant, que criaram respectivamente uma anti heroína extremamente falha e ao mesmo tempo apaixonante, e um vilão complexo, carismático e assustador sendo fácil o melhor vilão do MCU, isso em um ano em que Vincent D'Onofrio já havia brilhado como o Rei do Crime em DEMOLIDOR.

 

Eu devo dizer que não estou tão impressionado com Ritter. Gostei, mas tem espaço para melhorar, especialmente quando ela estava sozinho bebendo na sarjeta. A química dela com outros é ótima, nada a declarar nisso. Tennant me surpreendeu. Estava esperando uma atuação "exagerada", foi surpreendido com talvez a melhor do seriado. Ele realmente vende a ideia que não é responsável.

 

- A maior parte dos coadjuvantes é bem utilizado. Gostei de ver a jornada de Trish, e sua relação com Jessica. Colter criou um Luke Cage menos malandro que o das Hqs. Com a obrigação de guardar informações para a sua série própria, talvez o personagem tenha ficado misterioso em excesso, mas ainda assim a química de seu personagem com a protagonista e a construção do romance entre os dois foi perfeita. Erin Moriary chamou a atenção como a sofrida Hope, uma personagem que mesmo com pouco tempo de tela, era um lembrete maior do que a própria Jessica do quão destrutivo figuras como Killgrave podem ser.

 

Gostei muito da Trish/Patsy e sua atriz. O jeito que ela sabe como "desarmar" a Jessica é muito massa.

 

"Vivendo com Killgrave? Senta aí, você precisa beber."

 

- Embora Carrie Annie Moss se esforce, toda a subtrama de sua personagem foi um saco, e parece que existiu apenas para o Killgrave conseguir escapar da cela de vidro. Achei estranho a Jones deixar a advogada sair impune dessa, afinal, é indiretamente responsável por tudo que o Homem Purpura fez depois. Os vizinhos da Jessica também não funcionaram, e embora o Malcom surja de um conceito muito interessante, acabou sendo mal aproveitado. O Simpson foi outro que surgiu mais pra dar um par romântico pra Trish e deu. A reviravolta envolvendo o seu personagem foi terrivelmente mal construída, um dos pontos fracos da série.

 

Sou obrigado a discordar. Se reparar ali, Hogwart foi vítima da Jessica Jones muito antes de ser de Killgrave. Acho que ela tava lá para complementar o ciclo destrutivo da Jessica, ela quem envolve Jeri onde não deve, ameaça a ex-mulher que volta com sangue no zóio pelo divórcio. Fez parte de como a série lidou com esse comportamento niilista.

 

Concordo na questão dela sair impune no final, passaram um pouco por cima. Acho que quando Killgrave vitimou Jeri e ex-mulher Jessica resolveu que "ela já pagou o suficiente".

 

- Embora a ação não fosse o foco da série, quando ela aparecia foi bem mal coreografada na maioria das vezes. Exceções para a luta Jessica Jones vs Luke Cage no penúltimo episódio e o espancamento coletivo na Season Finale.

 

Admito que achei isso fraco, tirando a parte que Luke sai andando do bar toda bad ass pegando fogo como se não fosse nada, achei a participação uma "desculpinha" para fazer os heróis medirem forças. Os poderes dela também estão meio nebulosos para mim. Ela é super-forte e o que mais?

 

Gostei da "dica" que deram ali com o civil na cerca se mijando e do ciúme do Killgrave. E gostei da conclusão da briga, "Do what you got do".

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Lembra o tempo em que vilões sempre morriam caindo de abismos? Pescoço quebrado é a nova queda do abismo :P

Só espero que não voltem a fazer "vilão nuvem intergalática" :D

 

Talvez ainda estejam construindo isso. Ela ainda não virou totalmente a "Enfermeira Noturna" que é nos quadrinhos. Acho que esse lado mais de tomar iniciativa vai ser construído aos poucos. Afinal, sua participação já foi confirmada tanto na 2ª temporada do DEMOLIDOR (onde ela vai acabar tratando do Justiceiro também) como em LUKE CAGE. Pelo que entendi, até então ela só havia cuidado do Matt, havia sido um caso isolado. Tanto que a sensação que a Claire me passou nesta finale foi quase de incredulidade ao se envolver de novo nesse tipo de situação. Como se ela dissesse "De boa, isso não pode tá acontecendo comigo de novo".

 

Ela vai aparecer no Luke Cage? Ela pode aparecer bem lá, ter papel maior, dado que Luke precisa de atenção médica especial.

 

Senti muito a falta de orçamento naquele flashback em que a Jessica imagina escapar do Killgrave literalmente a cavalo, quando estava sob o controle dele. Ali, com a Jessica "planando" do alto do edifício até a rua, deu pra sentir muito o orçamento baixo.

 

 Mas gostei pra caramba da cena com o Killgrave dizendo que cronometrou o tempo de controle e que lá a Jessica beijou ele por que quis. Senti que essa questão de "confundir a vontade com o controle" podia ter rendido um pouco mais. Mas teria que ter sido abordado antes, pois quando o assunto surgiu, já estava na reta final.

 

De acordo, e confeso que não entendi joça nenhum desse lance com cavalo. Imagino que seja algum painel de dupla página nas HQs... 

 

MOZTS, o que você achou da participação da Hope e da Jeri?

 

Gostei e gostei. A Jeri acho que esteve lá, além de salvar Killgrave e sua conveniência, acho que ela é "vítima da Jessica" antes de ser vítima do Killgrave. É um exemplo de maturidade da série que pretendo fazer post para falar disso.

 

Não gostei de como finalizaram a Hope, como você disse abaixo...

 

Sobre a Hope, eu gostei do trabalho da Erin Moriarty, consegui me conectar com todo o drama da garota e tal. Mas senti que a personagem podia ter sido explorada mais, podia ter rolado uma ligação maior com a Jessica e tal. E a morte dela, apesar de necessária, foi mal armada, não achou? Tipo, ela tava sob o controle do Killgrave. Mas se ela conseguiu quebrar a taça e se matar, o que a impedia de ter atacado o Killgrave? Confesso que fiquei bem confuso durante a cena. Levou um tempo pra eu perceber que ela havia se matado por vontade própria e não por um comando do Killgrave.

 

De acordo. Ela podia ter sobrevivido sem problema, e ia ser bom personagem daqueles que retorna ocasionalmente.

 

A lógica interna dos poderes do Killgrave acho que se manteve. Pelo que entendi, até ele erra as vezes.

 

Killgrave: Say hi Hank.

Hank: Hi Hank.

 

Sobre a Jeri, gostei da construção da Anne Moss para a personagem. Alias, adoraria ver uma cena de tribunal dela como "advogada tubarão", contra os "Abacates idealistas" da Nelson e Murdock. 

 

Acho que isso aí tá vindo no Daredevil. Quem vai representar o Wilson Fisk senão a maior tubarão de NY?

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Achei bem legal jeito que esse episódio mostra um certo gosta da Patsy por ser heroína, até comentando que faria isso se pudesse e depois testando a fantasia. Um certo prenúncio da Hellcat.

 

 

 De fato, isso pra não falar no "teste de poderes", quando ela toma a pilula de adrenalina pra ajudar a Jessica a lutar com o Simpson. (unica parte legal dessa subtrama pra mim). A série parece apontar um caminho que descarta incoerência no caso da Trish se tornar a Hellcat em futuras temporadas.

 

 

 

 

Achei estranho os flashbacks. Jessica já era "azeda" antes de perder a família, ser adotada pela mãe abusiva, descobrir super poderes e ser controlada pela Killgrave? 

 

 

 Não cheguei a estranhar os flashbacks da adolescência da Jessica. Vi ali um caso normal de "adolescente pentelha" que implica com o irmão mais novo, briga com os pais e etc.

 

 

 

 O que achou de como lidaram com pai do Killgrave e toda a vacina de imunidade? A vacina "venceu"? Não funcionou? Funciou e até que Killgrave ficou mais forte? A parte com o liquidificador, o Papai Killgrave tava fingindo?

 

 Acho que a vacina simplesmente não funcionou. E gostei que não tenha funcionado. Afinal, o pai do Killgrave estava há anos tentando desenvolver o imunizante sem sucesso. Seria conveniente demais que funcionasse justo naquele momento.

 

 

 

 

Eu devo dizer que não estou tão impressionado com Ritter. Gostei, mas tem espaço para melhorar, especialmente quando ela estava sozinho bebendo na sarjeta. 

 

 Ah, mas achei que teve momentos que ela mandou bem demais naquele quesito. Como naquelas cenas que transitavam entre a comédia e o drama no episódio após ela tomar um "fora" do Cage. Adoro a cena de abertura, onde ela é expulsa do bar e jogada no lixo, e grita com a voz engrolada de bebida "You not kick me out! I Leave" :D  Pra ser perfeito, só faltou aquele mendigo ser o Stan Lee. kkkkkkk

 

 

 

Sou obrigado a discordar. Se reparar ali, Hogwart foi vítima da Jessica Jones muito antes de ser de Killgrave. Acho que ela tava lá para complementar o ciclo destrutivo da Jessica, ela quem envolve Jeri onde não deve, ameaça a ex-mulher que volta com sangue no zóio pelo divórcio. 

 

 De fato, a Jessica envolve a Jeri onde não deve, normal vide o jeito irresponsável da personagem. Mas não vejo a Hogarth como vítima. Ela e a Jessica tinham uma relação tipo "Eu te faço um favor, e tu faz um pra mim". A Jessica pressionava ela pra trabalhar no caso da Hope, e a Hogarth pressionava a Jessica pra dar um jeito de achar algo que pudesse usar contra a ex mulher.

 

 

Admito que achei isso fraco, tirando a parte que Luke sai andando do bar toda bad ass pegando fogo como se não fosse nada, achei a participação uma "desculpinha" para fazer os heróis medirem forças. Os poderes dela também estão meio nebulosos para mim. Ela é super-forte e o que mais?

 

Gostei da "dica" que deram ali com o civil na cerca se mijando e do ciúme do Killgrave. E gostei da conclusão da briga, "Do what you got do".

 

 A gente percebe que apesar de muito forte, a Jessica não é invulnerável como o Cage, vide o episódio do casal que queria se vingar pela treta com os Vingadores, quando ela toma um tiro. Fora a força, acho que o único poder dela são os "pulos" mesmo, embora fica meio em aberto se é um poder de voo mal desenvolvido ou só super salto mesmo. Nas Hqs, ela voa, só que ela nunca consegue aterrísar de boa, portanto ela evita o uso desse poder. Mas na série, essa questão ficou nebulosa.

 

 E curti pra caramba a reviravolta do episódio, onde descobrimos que o Cage estava sendo controlado o tempo todo. O jeito irônico com que o Killgrave diz "Querida, eu escrevi isso", foi a cereja do bolo.

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Umas palavrinhas que to querendo compartilhar desde que ví o primeiro episódio da série, mas queria ter certeza que não estava injetando minha concepção pré-existente em demasia.

 

Começando pela conclusão: Jessica Jones é uma ótima representação realista de comportamento auto-destrutivo como consequência de relacionamento abusivo.

 

É difícil assistir um episódio onde Jessica não bebe seu whisky. E isso tem pouca, quase nenhuma influencia na série como um todo. No máximo, Jessica acorda bêbada no elevador. É uma versão tanto sem consequências do problema alcoólico. Então como pode ser dito que a série tem representação madura? Onde estão as consequências do alcoolismo, que é parte do comportamento auto-destrutivo da personagem? 

 

A resposta mágica é que o consumo irresponsável de álcool já é a consequência e a reação, não o princípio. Jessica está no fundo da garrafa por consequência de um trauma, então procura uma válvula de escape. Lidar com consequências da válvula de escape seria "perder o fio da meada". Um filme sobre pilotos de Fórmula 1 como Rush não lida com as consequências da corrida pro efeito estufa ou impacto na economia... Em contra-partida, Jessica não bebe e acorda de ressaca numa situação desagradável mas cômica e diz "Ops, que noitada boa...". A série não lida com alcoolismo, mas também não o negligencia.

 

O que tem de tão maduro e legal na série, é que o comportamento auto-destrutivo destrói (dããã, é mesmo? :rolleyes:).

 

O que a série quer dizer é: Em uma sociedade, ninguém se destrói sozinho. Quem se mete com Jessica, e sua vida traumatizada, acaba se machucando, não necessariamente por responsabilidade moral da personagem (ela muitas vezes salva os outros), mas por causa do sua "zona de influência" e dano colateral da sua relação abusiva com Killgrave. Simpson, Hogwarth, Malcolm, Ruben, Robyn, Clemons...Todos se ferram, até próprio Killgrave fica pior.

 

Killgrave é passivo agressivo, obcecado, manipulador e completamente narcisista, mesmo que ele não tivesse seu super-poder de controle mental, ele seria um problema. E Jessica, odeia esse cara, quer se ver livre, mas acaba sendo puxada por suas maquinações, fica na mesma casa e até manda fotinha as 10h. O cilco de abuso -> trauma -> destruição -> abuso... A relação desses dois é uma alegoria para um relacionamento muito longe do saudável. 

 

Então... Como é quebrado o ciclo, de acordo com Jessica Jones? Parte da resposta vem cedo. Jessica faz algo, comandada pelo parceiro, tão impensável que ela simplesmente "cai fora" (o acidente de ônibus). Isso é parte da resposta, a rebelião contra o abuso e reconhecimento do mesmo. Mas abuso ainda existe na forma indireta, e o problema de Killgrave continua (que retorna dos mortos simbolicamente).

 

No final, Jessica confronta seu manipulador, mas faz isso com ajuda de uma relação saudável de sua vida. Sua irmã de adoção é presente e motivacional. O fim do abuso começa com o reconhecimento da situação abusiva e termina com "Eu te amo".

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A resposta mágica é que o consumo irresponsável de álcool já é a consequência e a reação, não o princípio. Jessica está no fundo da garrafa por consequência de um trauma, então procura uma válvula de escape. Lidar com consequências da válvula de escape seria "perder o fio da meada". Um filme sobre pilotos de Fórmula 1 como Rush não lida com as consequências da corrida pro efeito estufa ou impacto na economia... Em contra-partida, Jessica não bebe e acorda de ressaca numa situação desagradável mas cômica e diz "Ops, que noitada boa...". A série não lida com alcoolismo, mas também não o negligencia.

 

 

 De fato MOZTS, até por que não dá pra falar de tudo, né? Uma narrativa tem que escolher um foco. Se for explorar profundamente todos os pontos que formam a narrativa, acabaria por não explorar nada.

 

 Mas o que eu acho legal é que mostraram que mesmo antes do Killgrave, a Jessica já tinha uma tendência ao alcoolismo. Não parava em emprego nenhum e coisa e tal. Mas ela não tinha aquele peso na alma que só a bebida acalmava, já que isso foi gerado pelo trauma provocado pelo Killgrave.

 

 

Killgrave é passivo agressivo, obcecado, manipulador e completamente narcisista, mesmo que ele não tivesse seu super-poder de controle mental, ele seria um problema. E Jessica, odeia esse cara, quer se ver livre, mas acaba sendo puxada por suas maquinações, fica na mesma casa e até manda fotinha as 10h. O cilco de abuso -> trauma -> destruição -> abuso... A relação desses dois é uma alegoria para um relacionamento muito longe do saudável. 

 

 E eu gostei de ver como a série dá um ponto de vista ao Killgrave (sem nunca defende-lo ou justifica-lo, é claro) ao invés de simplesmente transforma-lo no "abusador malvado". Killgrave faz o que faz há tanto tempo que praticamente não tem consciência do impacto que provoca (como muitos abusadores da vida real). Quando Jessica vai morar com o vilão, e o acusa de estupro, Killgrave parece sinceramente ofendido e confuso com isso. No que diz respeito a protagonista, o cara simplesmente não consegue ver que o que fez era claramente abuso psicológico e sexual. Ele não percebe que as bases que constroem o "relacionamento" dos dois tornam impossíveis qualquer relação harmônica e saudável, e é essa falta de percepção que estica a relação destruindo em algum nível tudo e todos ao redor até o ponto de ruptura.

 

 

 

 

Então... Como é quebrado o ciclo, de acordo com Jessica Jones? Parte da resposta vem cedo. Jessica faz algo, comandada pelo parceiro, tão impensável que ela simplesmente "cai fora" (o acidente de ônibus). Isso é parte da resposta, a rebelião contra o abuso e reconhecimento do mesmo. Mas abuso ainda existe na forma indireta, e o problema de Killgrave continua (que retorna dos mortos simbolicamente).

 

 

 Fato.  O interessante é que antes do "ato impensável" que provoca a ruptura, temos aquela sequência do cavalo. Como o vilão faz questão de jogar na cara de Jessica, o controle da mente havia acabado. Mas quando se vive tanto tempo em uma gaiola, não é tão simples quanto parece passar pela porta aberta. Jessica sonha em escapar nesta sequência, ela quer, mas não consegue. E ali não foi o controle da mente que a impediu. Foi a simbiose forçada com Killgrave que a fez hesitar, perdendo assim a chance de escapar.

 

 Na sequência final, quando Jessica enfim consegue se libertar, ela não apenas se apega no amor que sente pela irmã adotiva (a unica relação que tem que não envolve culpa, como as que tem com Malcom e Luke, ou troca de favores, como a que mantém com Hogarth) como um sinal para guia-la para fora dos seus pesadelos. Ao mesmo tempo, enquanto Killgrave segue preso na ilusão de que poderia ter uma relação normal com Jessica um dia, a protagonista decide se livrar dessa corrente naquele momento, independente das consequências, arriscando civis e mesmo a própria irmã para se libertar, pois ela sabia que o "senso de heroísmo" era justamente uma dessas amarras que a prendiam a Killgrave.

 

 

 

 

No final, Jessica confronta seu manipulador, mas faz isso com ajuda de uma relação saudável de sua vida. Sua irmã de adoção é presente e motivacional. O fim do abuso começa com o reconhecimento da situação abusiva e termina com "Eu te amo".

 

 O interessante é o final também. Ela se libertou de Killgrave, mas o trauma nunca foi embora. E aqui, comparo novamente o final de JESSICA JONES com DEMOLIDOR. Em ambas as séries, os protagonistas terminam sendo vistos como heróis em seus meios, e em ascensão profissional. Mas enquanto na série do Homem Sem Medo, tudo parece muito otimista, com Matt tendo resolvido suas questões interiores, correndo pelos telhados pronto pra seguir o seu "chamado".

 

Já o fim de JESSICA JONES guarda uma melancolia. Não é o final pra cima de DEMOLIDOR, embora a situação seja superficialmente a mesma. Na cena final, enquanto chega no escritório e começa a receber todos aqueles telefonemas, a personagem simplesmente tira a garrafa de Whiskey e começa a beber. O "caso" foi encerrado, mas fica-se a impressão que os fantasmas destes casos parece que vão assombrar a detetive por muito tempo ainda.

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Killgrave compete com Kingpin pelo melhor vilão da Marvel. Os vilões do NETFLIX são um contraste com os vilões da Marvel em geral, isso deve ter vindo do talento da equipe de DD e JJ. Parabéns e eles bem que poderiam passar umas notas pro pessoal dos filmes né? Ele me lembra um pouco o Coringa, macabro, obsecado, sadístico. A série até incluiu uma, talvez duas, referências ao The Dark Knight de Nolan. Purple-Man demora um pouquinho para dar as caras, mas sua presença é forte mesmo fora das telas.

 

 

Ah, pra mim o Killgrave ganha disparado kkk Curti muito o Rei do Crime, mas pra mim o Killgrave foi o vilão top, bem estilo Coringa mesmo. Ele não quer ver o circo pegar fogo como o palhaço, mas não fica naquela de dominar o mundo, ser o mais forte, mais temido, e blá blá blá. Ele quer o melhor pra ele mesmo, ele quer o que quer não importa o que, afinal, como ele cita, a vida toda foi assim. Quando a Jéssica torce o pescoço dele lamentei profundamente, não podiam ter matado ele, imabiliza, poe uma meia na boca, tranca na jaula de vidro again, dopa, sei la, mas não mata o cara. :(

 

O único senão foi não terem explorado mais o poder dele após o pai turbina-lo. Talvez um episódio a mais que fosse, para mostrar um alcance maior, deram o vislumbre nas Docas e só.

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Jessica Jones | "Trish sente inveja dos superpoderes de Jessica", diz Rachael Taylor
Atores falam de seus personagens e dos bastidores da série da Netflix

28/11/2015 - 12:13 MARCELO FORLANI






















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Eka Darville (Malcolm), Erin Moriarty (Hope), Rachael Taylor (Trish) e Will Travel (policial Simpson) são atores coadjuvantes de Jessica Jones, mas seus personagens não são tão secundários assim na história. Cada um deles tem influência direta nas ações e reações da heroína interpretada por Krysten Ritter na série da Marvel com a Netflix. Com 13 episódios na primeira temporada, eles passam por profundas transformações e chegam ao fim do arco bastante diferentes de como começaram. 


Segredos e evolução 


No meio de tantos segredos e ainda com medo de soltar spoilers, eles falaram com o Omelete durante da New York Comic Con sobre o enorme cuidado da Marvel com as revelações. "Por mais incômodo que seja não poder falar sobre o Malcolm, eu posso garantir que estou muito feliz com as mudanças pela qual ele passa. Ele termina este arco num lugar completamente diferente de onde começa. E acho que dá para falar isso de quase todos os personagens da série”, disse o australiano Eka Danville. Sua colega Erin Moriarty complementou: "Todos os personagens, até os periféricos, passam por mudanças incríveis. São muitas histórias que acabam se encontrando em algum ponto.


Quem é quem


Um dos pontos de intersecção além da própria Jessica Jones é o vilão, Kilgrave, papel de David Tennant. É ele que traz o agente Simpson para a trama, a partir do terceiro episódio. “Simpson é um cara correto, que entra neste universo de Jessica Jones por meio de Kilgrave. Ele trilha esse caminho de justiça, de fazer as coisas certas e pegar os bandidos. Existem policiais assim nas HQs, mas ele é meio novo, não é alguém que você já conhecia”, diz o também australiano Will Travel sobre seu personagem. Rachael Taylor, que também sustenta um lindo sotaque da Austrália, falou sobre Trish, a melhor amiga de Jessica Jones: “Elas têm uma história complexa juntas, de amor e rompimentos. Nesta primeira temporada acompanhamos as duas passando por várias fases, tentando reatar a amizade que já tiveram um dia. Uma das coisas que é diferente nesta série é justamente a forma complexa com que esta amizade entre duas meninas é mostrada.” Mas como manter uma amizade com uma pessoa tão difícil como Jessica? "Para Trish, Jessica foi a única pessoa que a amou de verdade, pelo que ela é. Quando um amigo seu está numa fase ruim, você sabe que tem que ir lá e cuidar dele, porque você tem essa dívida”, respondeu Rachael.  


As diferenças entre a série de TV e a HQ


Brincadeiras 


As brincadeiras durante as conversas eram constantes, mostrando que os atores se deram muito bem durante as filmagens. Ao ser perguntando sobre o que mais gostava do personagem, Darville respondeu de imediato: "Bom, eu gosto de drogas, ele gosta de drogas (risos). Malcolm é um cara do bem, que só quer o bem das pessoas, mas que está passando por um momento difícil. Ver que ele mantém um coração puro apesar de tudo isso foi uma das coisas que me atraiu".


Não é a HQ! 


A liberdade para criar algo novo dentro de um universo que já está construído chamou atenção dos atores. “[Os produtores-executivos] Melissa Rosemberg e Jeph Loeb deixaram bem claro desde o começo que a série era uma reinterpretação do material, que não precisávamos nos preocupar tanto com cânone e levar isso à risca. Mas é impossível não trazer alguns fragmentos das HQs. Por exemplo, as histórias da Patsy Walker são sensacionais e Melissa teve a brilhante ideia de incluir a história da HQ no passado dela, mostrando como Patsy Walker era tipo um personagem secreto dela dos 8, 10 anos até uns 15, 16, que era meio uma estrela da Nickelodeon, com sua própria série e que isso foi meio que tóxico para Trish. E daí ela foi para a faculdade, fez terapia e criou uma nova pessoa para a vida adulta. Essa é a homenagem de Melissa para as HQs, como se a série da Patsy Walker fosse sua própria série. Mas olhando tudo isso, tentei bem de leve incluir algo disso na personagem e mostrar que Trish, em algum nível, sente um pouco de inveja pelos superpoderes de Jessica”, diz Rachael. 


Sonhos se realizando


Darville relembra: "Eu era do surfe. Eu gostava de dançar, de hip hop e de pegar onda. Mas lembro que quando comecei a correr atrás da carreira de ator, fiz um vídeo biográfico com uns amigos de Byron [na Austrália]. Nesta época, o primeiro filme dos Vingadores tinha acabado de sair e eu falo que estou atrás de filmes independentes, mas que também adoraria participar de filmes ou séries como os Vingadores. É meio irônico ver que agora estou aqui tão próximo disso tudo”. Já Erin tem outras memórias da adolescência: "Eu era a nerd do teatro, que ia para acampamento de interpretações. Mas ao mesmo tempo, como ator hoje em dia, quem é que não sonha em fazer parte deste universo cheio de ação?". 


Roteiros sem rastro 


Uma das curiosidades da série é a fórmula com que a Marvel trata estes projetos. "Nós íamos recebendo os roteiros um a um, às vezes dois direto, mas na sequência. Era como se estivéssemos assistindo à série. E era tudo feito de uma forma muito sigilosa, em um servidor que não te deixa imprimir. Basicamente não há traços do roteiro quando você termina de ler”, relembra Erin. "O que é muito complicado porque não dá para grifar as suas falas, sabe?”, brinca Erin em um tom sério.


Jessica Jones - O veredito no OmeleTV


Sem medo


O fanatismo ao redor dos projetos da Marvel despertaria uma apreensão em outras pessoas, mas os atores todos pareciam bastante confiantes no que haviam filmado. Não havia receio de uma má recepção por parte dos fãs. “Diferente de Demolidor, Jessica Jones é menos conhecida. E isso nos deu um pouco mais de liberdade para trabalhar. Tivemos uma pressão menor de fãs pedindo para que fôssemos fieis às HQs”, disse Erin. "E ter os fãs da Marvel por perto é ótimo. Eles são muito leais e sabem tudo sobre o que estamos fazendo”, completou Darville. 


Por que gostamos dos super-heróis? 


A fascinação das pessoas com o universo dos super-heróis é algo que também foi discutido e mostrou que os atores realmente gastaram um tempo pensando no assunto. "Eu fui ver o filme do Homem-Formiga e tem aquela cena de luta no quarto da criança e entendi ali que o fascínio do Universo Marvel é que muitos de nós crescemos entendendo estas pessoas, este mundo, estes poderes e estas fantasias. E agora há uma geração de pessoas que estão fazendo isso se tornar real. Eles têm o poder de transformar um sonho de criança em realidade”, falou Travel. "Eu sempre digo que é porque no fundo eles são todos humanos por trás de suas máscaras. Como atores, nós gostamos da metáfora que o superpoder significa. Assim como sou superfã de Walking Dead e vejo ali uma visão do que é a sociedade e que tudo isso é uma forma de falar sobre seres humanos. Jessica Jones é uma heroína que não queria ser nada daquilo. Ela tem vergonha de seus poderes. Eles representam algo muito dolorido que aconteceu com ela”, complementou Rachael.


 


FONTE: OMELETE







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Altos elogios aqui e tudo mais. Mas eu nao gostei. Consegui terminar porque já tinha visto bastante e queria ver até onde ia a coisa. Algumas coisas da trama me incomodaram e me tiraram da historia. Cheguei até o último episodio, mas ja estava sendo uma tortura nesse ponto. 

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Assisti ontem ao segundo episódio e não lerei ainda o tópico! rs

Destaco um lance anexo à cena da barata. Além da analogia óbvia, percebi ali possível referência a Nietzsche na câmera, que após a contemplação da Jones, corta para o encanamento, no contra-plongée. Pode ser também alusão ao trauma da personagem, representado pela escuridão, que devolve o take: "Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você".

 

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 PRIMO, e quais foram as suas impressões sobre esses dois primeiros eps, especialmente o piloto? O que achou da Jessica como personagem até onde você assistiu, e da "não aparição" do Homem Purpura no piloto, mesmo que a presença dele e a consequência de seus atos seja extremamente sentida?

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impressões sobre esses dois primeiros

 

Achei tudo na série muito bem feito! Inclusive, tenho a impressão de que, ao fim da temporada, gostarei mais dela que da anterior, "Demolidor", da qual gostei muito! Parece que "Jessica Jones" tem mais camadas. O modo como fotografia, roteiro, direção e figurino apresentam a personagem principal é cirúrgico e fantástico, sem forçar a barra e fazendo o público prever reações e se solidarizar com as motivações. Nos primeiros 20 minutos já contei umas cinco cenas com mulheres vencendo de modo agressivo seus interlocutores homens, verbal e fisicamente, sejam eles colegas de quarto, companheiros ou contato profissional. Foram dois episódios, mas o tema "abuso" na escolha por um vilão com tais habilidades ficou bem clara. Já sentimos repulsa pelo vilão antes mesmo de ver o cara na tela, e creio que a estratégia (ótima) seja também uma alusão ao modo furtivo como ele age. De certa forma, Killgrave sussurra no ouvido do espectador.

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Jessica Jones: atriz comenta possibilidade de 2ª temporada e Os Defensores

1comentários
  • Por Guilherme Haasem 21/12/2015 - 16:15

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A atriz Krysten Ritter comentou, em entrevista ao The Hollywood Reporter, sobre o futuro da personagem Jessica Jones depois da primeira temporada da série da Marvel/Netflix.


Questionada sobre a possibilidade de uma segunda temporada do programa, Ritter respondeu que: “Eu não tenho permissão para falar sobre isso. Mas acho que há muita história para contar de Jessica, e eu realmente adoro interpretar a personagem. Gostaria muito de calçar suas botas e colocar sua jaqueta de couro a qualquer momento”.


content_pic.jpgJessica Jones: atriz comenta possibilidade de 2ª temporada e Os Defensores. Fonte da imagem: Divulgação/Marvel, Netflix


Mas enquanto não há uma confirmação sobre uma nova temporada de Jessica, sabemos que a personagem vai fazer parte da série dos Defensores, supostamente programada para 2017 e que deve reunir os heróis da Marvel na Netflix.


A atriz tem suas próprias dúvidas e ideias sobre como Jessica irá interagir com os outros personagens da companhia: “Vai ser interessante ver como Jessica Jones se encaixa ao lado desses outros caras porque ela não quer ser uma super-heroína. Ela não quer ter nada a ver com isso. Eu não faço ideia de como ela será obrigada a se unir com os demais”.


Depois da estreia e do sucesso de Jessica Jones, a próxima série da Marvel a exibir episódios inéditos na Netflix será o Demolidor, que retorna com a sua segunda temporada no dia 11 de março.


 


FONTE: MINHA SÉRIE



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