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Oscar 2016: Previsões

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Vou parecer spammer do site, mas segue um bom link sobre a repercussão de Cannes e da temporada até aqui para o oscar: http://www.awardscircuit.com/2015/05/19/oscars-2016-contenders-so-far-cannes-here-and-now-and-more-still-to-come/

 

Cita as mortes dolorosas de "The Sea of Trees" e "Irrational Man" e o impacto positivo de "Carol". Além disso faz uma listagem de possíveis contenders para o Oscar em diversas categorias:

 

Home (tem cara de Lego do ano, só que ruim)

Ex Machina (tem cara de Under the Skin do ano)

Slow West

Meadowland

Mad-Max: Fury Road (prêmios técnicos ou vôos mais altos se sobrarem vagas)

Tomorrowland (?)

Steve Jobs (o trailer conquistou os groupies da Apple)

Black Mass

MacBeth (<3 Marion Cotillard)

Hateful Eight (Duh)

Adam Jones (?)

Southpaw

Tulip Fever (?)

Demolition (Gyllenhaal atacando em todas as frentes)

Brooklyn

A Bigger Splash (falam em categorias de atuação)

Youth (Sorrentino e Michael Caine)

Genius (mais um filme da dupla Kidman-Firth que não entrega no fim?)

Sicario (Pablo falou que o Del Toro tá bem e o Denis Villeneuve tem entregue bons filmes) 

Freeheld

The Light Between Oceans

By the Sea (Jolie segue tentando)

Black Mass

Everest

In the Heart of the Sea

Our Brand is Crisis

Danish Girl

Suffragette

Inside Out 

Good Dinossaur (citam os dois filmes da Pixar como possíveis competidores a melhor filme, imitando Toy Story 3 e Up recentemente)

Bridge of Spies

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Cannes já está abrindo as cartas para a gente.

 

Filme estrangeiro tem tudo para ficar com a Hungria, pelo visto. Como eu previa, Rooney Mara sendo coberta de elogios. O papel é muito bonito, não tinha menor dúvida que isso fosse acontecer. Mas vamos ver se ela entra como Lead, como deveria, ou como Coadjuvante. Não vejo a Blanchett levando Atriz de novo, ainda mais porque a Saoirse Ronan tem nas mãos o melhor papel do ano. Personagem não é tudo, é só uns 8O%. :)

 

Qual o filme da Hungria e qual o filme da Rooney Mara?

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Embora não seja usual um filme de ação conseguir muitas indicações,"Mad Max" não é nada usual, é estupendo. Torço, desde já, para George Miller entrar em Direção. Um senhor capaz de fazer "Happy Feet", "Babe", "O óleo de Lorenzo", trabalhos tão variados, e sempre de qualidade. É o tipo de artista que eu gosto, "artista da Renascença", gente capaz de tudo: de batizar, crismar, casar, e encomendar...Muito foda!

 

A equipe de maquiagem e cabelo (galera do Hoobit) faz um ótimo trabalho, trazendo na composição visual da personagem da Charlize Theron a lembrança da atriz francesa Maria Falconetti, intérprete histórica de "A Paixão de Joana d`Arc". O filme todo, se for pensar bem, bebe no cinema clássico, por exemplo, as motocicletas descendo as dunas, evocando os cavalos de "Lawrence da Arabia". É a mesma coisa. Eu dava pulos de excitação na cadeira do cinema ao catar essas referências. Lindo, lindo, lindo.

 

Jenny Beaven, quem diria, fugindo do quadrado inglês, entrega um excelente trabalho de figurino. É isso aí. De "Retorno a Howard Ends" para "Mad Max". Isso é desafio na carreira. Ela já deve ter umas dez indicações, com apenas 1 consagração, então seria muito legal vê-la indicada por algo tão diferente do que normalmente ela faz.

 

John Seale, laureado por "O Paciente Inglês", merece ficar entre os 5 indicados em Fotografia, para provar de vez que luz do deserto é com ele mesmo. Aquela cena à noite, com aquele azul meia-noite dentro do carro, mergulhando a Charlize e o Hardy em tristeza, mas o povo do banco de trás do caminhão sendo iluminado por um lampião, é fantástica. Trilha sonora supermarcante, muito bem feita, muito especial...Fora aquele trabalho insano de Design de Produção, aquelas estruturas flexíveis atacando os caminhões, ual, maravilhoso. É da mesma galera de "Matrix", "Nárnia", "Hotel Ruanda", entre outros, profissionais que nunca foram indicados, e que sempre mereceram. Indicaria ainda o filme obviamente em Som e Edição de som. Montagem excelente, que, apesar de rápida, permite que o espectador entenda o que está acontecendo, nunca ficando apartado da cena, nunca ficando sem saber onde os personagens estão, o que eles estão fazendo, contra quem estão lutando, etc.

 

Quanto a Charlize Theron...Certamente um dos 3 rostos mais bonitos da história do cinema. Sorte nossa que não é só isso, tem muito talento e entrega. Se 2016 for fraco como foi 2015, por que não?

 

Como podem perceber, eu amei o filme. Na minha tabela de gosto, ele tem tudo para ser a película de ação com mais indicações na história. E torço para que aconteça.

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A equipe de maquiagem e cabelo (galera do Hobit) faz um ótimo trabalho, trazendo na composição visual da personagem da Charlize Theron a lembrança da atriz francesa Maria Falconetti, intérprete histórica de "A Paixão de Joana d`Arc". O filme todo, se for pensar bem, bebe no cinema clássico, por exemplo, as motocicletas descendo as dunas, evocando os cavalos de "Lawrence da Arabia". É a mesma coisa. Eu dava pulos de excitação na cadeira do cinema ao catar essas referências. Lindo, lindo, lindo.

 

Mais dois elementos de guerras e guerreiros(as) da história que eu não tinha percebido. Belíssimo filme.

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"Inside Out".

 

A esta altura, não é preciso repetir: "É um dos melhores filmes da Pixar","É a volta da Pixar", não, eu vou escrever, neste tópico referente a Previsões para o Oscar, que este filme é um dos motivos que me fazem festejar o sistema atual de mais do que 5 candidatos a Best Picture. Possivelmente, na regra estrita dos 5, "Mad Max" e esta joia de animação estariam fora. Seria justo? A resposta para mim é claramente negativa. O sistema de gosto majoritário é muito repressor. Ação e Desenho habitam uma hierarquia menor na cabeça da maioria das pessoas.

 

Se a trilha sonora de Michael Giacchino (vencedor por "Up") é o aspecto menos brilhante do filme, o Design de Produção é extraordinário. Seria maravilhoso ele concorrer ao Oscar (eu nem sei se as regras permitem, afinal não há um decorador de set), pela representação física das memórias, em seu colorido, que independe de explicação, de tão intuitivo; pelo formato dos olhos da Alegria; pelo corte de cabelo sem personalidade da Tristeza; detalhes da menina usando um moletom preto quando a Tristeza está no comando da central de emoções; o amigo imaginário que chora balas e caramelos...No sombrio e trancafiado subconsciente, há brócolis gigantes (a comida rejeitada da primeira infância, pelo Nojinho)...Ual!, cada detalhe é fascinante! Mas, sobretudo, o segmento da fragmentação e abstração dos sentimentos! O que é aquilo? Que maravilha!! Só a Pixar. Só a Pixar. Só a Pixar. E como é bom voltar a dizer isto.

 

Roteiro ótimo. Em 4 minutos e trinta segundos, marcados no meu relógio, todas as Emoções estavam plenamente apresentadas. Tudo completamente identificável. Já tínhamos o filme. O mais interessante é que as Emoções não têm necessariamente arco dramatúrgico. Elas são o que são e não haverá transformação. Elas são em-si. Pelo menos antes do botão Puberdade ser acionado (Mais um detalhe lindo de design). É simples e encantador conceber a fábrica de sonhos como um estúdio de cinema, porque desde sempre é essa a metáfora mais associada à Sétima Arte. E também é muito engenhoso constatar a satirização do cérebro como uma fábrica de emoções, com esteira, com seções, com funcionários. Tudo aqui é o cérebro, não o coração. A ideia romântica do coração, como o órgão central dos sentimentos, simplesmente não entrou na jogada. Talvez porque seja um filme norte-americano, e não um filme latino - vá saber.

 

Se agradará as crianças? Eu acho que sim, por que ele remete aos desenhos de Liga da Justiça, de amigos em uma missão. E todos são fofos, e têm texturas caprichadas. Então acho que sim, embora concorde com quem diga que os adultos serão os mais beneficiados. Beneficiados por tanto.

 

Na torcida por indicações a: Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Design de Produção (se for possível), e, claro, Animação.

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Com o segundo semestre começam a se delinear melhor os candidatos, embora esse ano não existam claros favoritos, exceto talvez o filme estrangeiro Saul Fia. Não sei se viram, mas a Hungria foi o primeiro país a anunciar o candidato e anunciou, obviamente, Saul Fia (http://dailynewshungary.com/hungary-nominates-son-of-saul-for-academy-award/).

 

Tirando curtas, as categorias mais difíceis de obter informação nessa época são, exatamente, filme estrangeiro e documentário, por isso repasso aqui o trabalho de dzong2, um blogueiro que está prevendo indicados de todos os países que já mandaram nomes pro Oscar: http://dzong2.blogspot.com.br/2015/07/oscar-submission-predictions-2015-2016.html. Ele já citou nomes para países de Afeganistão a Guatemala. Em resumo:

 

Afeganistão Mina Walking (Yosef Baraki)
Albânia Bota (Iris Elezi & Thomas Logoreci)
Argélia Crepuscule des ombres (Mohammed Lakhdar-Hamina)
Argentina El Clan (Pablo Trapero).
Armênia Moskvich, Mon Amour (Aram Shahbazyan)
Austrália The Fish in Me (Ertan Velimatti Alagöz)
Áustria Amour Fou (Jessica Hausner)
Azerbaijão Black January (Vahid Mustafayev)
Bangladesh Shongram (Munsur Ali)
Bélgica The Brand New Testament/Le Tout Nouveau Testament (Jaco Van Dormael)
Butão Kushuthara: A Pattern of Love (Karma Deki)
Bolívia Juana Azurduy (Benjamín Avila)
Bósnia Our Everyday Story (Ines Tanovic)
Brasil Que horas ela volta? (Anna Muylaert)
Bulgária The Judgement (Stephan Komandarev)
Camboja The Last Reel (Sotho Kulikar)
Canadá Félix et Meira (Maxime Giroux)
Chile El Club (Pablo Larraín)

China Lady of the Dynasty (Shi Qing)

Colômbia Embrace of the Serpent (Ciro Guerra)
Costa Rica Presos (Esteban Ramírez)
Costa do Marfim Run (Philippe Lacôte)
Croácia The High Sun (Dalibor Matanic)
Cuba The Wall of Words (Fernando Pérez)
República Tcheca Home Care (Salvek Horak)
Dinamarca Silent Heart (Bille August) 
República Dominicana Sand Dollars (Laura Amelia Guzmán & Israel Cárdenas)
Equador Medardo (Nitsy Grau Crespo)
Egito Bitter Sugar (Hany Khalifa)
Estônia 1944 (Elmo Nüganen)
Etiópia Lamb (Yared Zeleke)
Finlândia Wildeye (Antti Jokinen)
França 
Ainda não decidido.
Geórgia Line of Credit (Salomé Alexi)
Alemanha Elser (Oliver Hirschbiegel)
Grécia Xenia (Panos H. Koutras)
Guatemala Ixcanul (Jayro Bustamente)

Hong Kong Little Big Master (Adrian Kwan)
Hungria Son of Saul (László Nemes)
Islândia Virgin Mountain (Dagur Kári)
Índia Ainda não decidido.
Indonésia Guru Bangsa: Tjokroaminoto (Garin Nugroho)
Irã Track 143 (Narges Abyar)
Iraque Silence of the Shepherd (Raad Mushatat)
Irlanda Viva (Paddy Breathnach)
Israel Kapo in Jerusalem (Uri Barbash)
Itália Mia Madre (Nanni Moretti)
Japão Cape Nostalgia (Izuru Narushima)
Jordânia Theeb (Naji Abu Nowar)
Cazaquistão Kenzhe (Ermek Tursunov)
Coréia do Sul "Ode to My Father" (Yoon Je-kyoon)
Kosovo Babai (Visar Morina)
Quirguistão Heavenly Nomadic (Mirlan Abdykalykov)
Letônia Alias Loner (Normunds Pucis)
Líbano The Valley (Ghassan Salhab)
Lituânia Master and Tatyana (Giedrė Žičkytė)
Luxemburgo Mammejong (Jacques Molitor)
Macedônia The Libereation of Skojpe (Danilo Serbedzija, Rade Serbedzija)
Malásia Ophilia (Raja Mukhriz Bin R. Ahmed Kamaruddin)
Malta Do Re Mi Fa (Chris Zarb)
Mauritânia Sem filme elegível
México Desierto (Jonás Cuarón)
Moldávia Sem filme elegível
Mongólia Khuden (Baasan Tavanbayar)
Montenegro Gorcilo (Milan Karadzic)
Marrocos Fevers (Hicham Ayouch)
Nepal Talakjung vs. Tulke (Nischal Basnet)
Holanda De Surprise (Mike van Diem)
Nova Zelândia Sem filme elegível
Nicarágua La Pantalla Desnuda (Florence Jaugey)
Noruega Bølgen (Roar Uthaug)
Paquistão Moor ( Jamshed Mahmood Raza)
Palestina Dégradé (Mohammed Abou Nasser, Ahmad Abou Nasser)
Panamá Historias del Canal (Abner Benaim, Carolina Borrero, Luis Franco Brantley, Pinky Mon, Pituka Ortega-Heilbron)
Peru El elefante desaparecido (Javier Fuentes-León)
Filipinas Bwaya (Francis Xavier Pasion)
Polônia Karbala (Krzysztof Lukaszewicz)
Portugal As Mil e Uma Noites: Volume 1, O Inquieto (Miguel Gomes)
Porto Rico La Granja (Angel Manuel Soto)
Romênia Aferim! (Radu Jude)
Rússia Sunstroke (Nikita Mikhalkov)
Sérvia Enclave (Goran Radovanovic)
Singapura 3688 (Royston Tan)
Eslováquia Comeback (Miro Remo)
Eslovênia The Woods Are Still Green (Marko Naberšnik)
África do Sul Treurgrond (Darrell Roodt)
Espanha Ma ma (Julio Medem)
Suécia A Pigeon Sat on a Branch Reflecting on Existence (Roy Andersson)
Suiça La vanité (Lionel Baier)
Taiwan The Assassin (Hsiao-hsien Hou)
Tailândia Pheun Keed Sen Tai (Não sei tailandês.)
Tunísia Tunisian Spring (Raja Amari)
Turquia Mustang (Deniz Gamze Erguven)
Ucrânia Song of Songs (Eva Neymann)
Reino Unido Trash (Stephen Daldry)
Uruguai A Moonless Night (German Tejeira)
Venezuela Dauna. Lo que lleva el rio (Mario Crespo)
Vietnã Children of the Village (Duc Viet Nguyen)

 

Detalhando um pouco o caso do Brasil, o autor diz que "Que Horas ela Volta?" é seguido de perto por "Casa Grande" e "A Despedida". Além disso ele cita "Sangue Azul", "Metanoia", "Tim Maia" e "O filme da minha vida" (se for lançado a tempo). Só vi "Sangue Azul" e "Tim Maia" destes nome todos. Para os interessados, embora "Que horas ela volta?" já tenha sido lançado em vários países, ele só estreia no Brasil dia 27 de agosto. Vale lembrar que o filme ganhou ótimos reviews em Sundance e rendeu a Regina Casé e Camila Márdila o prêmio de atuação dado pelo júri do festival.

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Parece bom, heim? Se bem que o trailer de "American Hustle" era maravilhoso e o filme é aquela m****! Não sei vocês, mas eu gostei muito de "Serena", principalmente da Lawrence.

 

Eu achei Serena mediano na melhor das hipóteses. Gostei bastante da produção e das atuações. É um filme meio perdido bagunçado... Uma pena, pois achei que tinha enorme potencial. O arco do casal é muito poderoso.

 

American Hustle tem seus problemas, certamente foi supervalorizado nas indicações, mas longe de achar ruim. O film perde muito no terceiro ato, mas até lá acho muito bom.

 

Eu achei o trailer aí bem mediano, mas o shot inicial, das duas penumbras com a Joy no meio do background, maravilhoso.

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A personagem deste senhor japonês aí é - lá vai um clichê - "um presente para qualquer ator". Se caísse em mãos de alguém já famoso nos USA, teria muita chance de indicação ao Oscar. Mas, de qualquer forma, Liam Neeson potencialmente já o será pelo mesmo filme, em virtude de um diálogo fa-bu-lo-so no final.

 

Vocês viram o trailer de "Brooklyn"? Gente, que coisa linda! E que revoltante! Conta a história toda! Saoirse Ronan lacrando! Mão na estatueta!

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Com os festivais de outono e os primeiros filmes submetidos na categoria de filme estrangeiro, começa a temporada de premiações.

 

Segue a listinha dos primeiros países a submeterem seus filmes com alguns nomes fortes já na lista:

 

Bosnia and Herzegovina Our Everyday Life
China Wolf Totem - Filme de Jean-Jacques Annaud, pode ter forte impacto na categoria.
Croácia The High Sun - Filme vencedor do Un Certain Regard em Cannes.
Alemanha Labyrinth of Lies
Guatemala Ixcanul Volcano
Hungria Son of Saul - A julgar pela recepção em Cannes é um dos mais fortes candidatos.
Cazaquistão Stranger
Luxemburgo Baby(a)lone
Romênia Aferim!
Suiça Iraqi Odyssey
Panamá Caja 25
Palestine The Wanted 18

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