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Forum Cinema em Cena
Dinhow

Oscar 2016: Previsões

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Vocês realmente tão incomodadinhos com a escolha dele? "Vai fazer piada com negros"

 

Vocês claramente não entendem do que o humor do cara se trata! 

 

"Este cara tem um humor grotesco, infantiloide, bobo..." Eu espero que tenha falado isto com ironia. "Ai ele fala coisas feias de brancos. Que feio.."

 

Foda-se, ele foi o escolhido! Aguentem agora!

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Em fóruns emite-se opinião.

 

Ele já apresentou a cerimônia, no ano de 2005, e não agradou. Escolheu a via CQC de humor, aquela linha de confrontação. Armou pirimba desnecessária com o Jude Law e com a Nicole Kidman, por exemplo. Insinuou que os filmes daquele ano não fizeram sucesso de público e que por isso não mereciam estar ali, filminhos do tipo "Sideways" , "Hotel Ruanda", "Vera Drake" (!!!!!) - Só pra citar 3 filmes que eu queria que houvesse todo ano. Então não ficou uma boa lembrança. Só e apenas isso.

 

Não gosto de citar Niezstche, porque ele virou um filósofo-clichê, mas ele tem um pensamento muito legal, que serve muito quando se debate gosto.  Simplificando o texto dele, é o critério "Para Mim". O critério "Para Mim" não é o império do subjetivo. Não. O critério "Para mim" exige que o dono da opinião tenha alguma "base", fundamente as suas colocações. Mas o critério "Para Mim" permite que todo mundo tenha algo a dizer, sem precisar copiar o critério de gosto dos outros, quase sempre hierárquico. Então é isso, Cris Rock, PARA MIM, com base no ano de 2005, foi um mau apresentador do Oscar.

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"Bridge of Spies": 

 

Dos filmes de ideia do Spilberg, é muito mais filme que o tenebroso "Amistad", mas não supera o soberbo "Munique". Será o beneficiário do voto clássico da Academia nas mais diversas categorias. É um filme de espião desglamourizado, sem arma, sem tiroteio, personagens despenteados, gripados, com roupa amassada, gravata torta, etc, mas não supera o limite da desglamourização encontrado em "A Most Wanted Man", por exemplo. Pontos baixos: o mau aproveitamento da  sensacional Amy Ryan; a trilha sonora completamente per-di-da do Thomas Newman; e alguns momentos de heroísmo sentimental de um "pai de família cumprindo o seu dever". Não gosto disso. Também esperava mais da Direção propriamente dita. Só há um único momento memorável de fato, que é a cena do muro de Berlim. Do diretor de "Jurassic Park", "A Lista de Schindler", "Louca Escapada"( meus três preferidos)? É pouco. Pontos altos, altíssimos: Design de Produção do  fantástico Adam Stockhausen que consegue retratar a burocracia engessada da época por meio da gasta mobília antiquada das repartições, e assim para todos os objetos de cena como cortinas, sofás,veículos, mapas. Ele conseguiu materializar o cansaço da burocracia oficial.Figurino excelente, de Kasia Walicka Mamon, basicamente ternos e uniformes, mas cada um parece contar uma história. Outro destaque positivo é a montagem do Michael Kahn, cheia de rimas, raccords, falsos raccords, saltos no tempo, que conseguem trazer movimento a um filme basicamente feito de negociações, falações, ideias. Tinha tudo para ser paradão, e não é. E, claro, Mark Rylance, espetacular do começo ao fim. Quem o viu em "Intimidade", lá no início do século, já sabia do talento dele; um ator que fez todos os grandes personagens de Shakespeare (Hamlet, Otelo, Romeu, até Rei Lear) no teatro inglês, e que merece a indicação.

 

 

"Sicario":

 

 Dennis Villeneuve entrega mais um filme moralmente complexo, que diz e não diz muita coisa, e, como sempre, um grande trabalho. Confesso que só depois dos primeiros 40 minutos eu comecei a gostar e a entender de fato o filme, mas que final é aquele? A complexidade da trama culmina em um grande entendimento político do espectador de como a ilegalidade produz mais ilegalidade. O prefeito de Ciudad Juárez quer até processar o estúdio, como os políticos mequetrefes brasileiros queriam processar "Os Simpsons".  México e Brasil, tão lá como cá. Impossível não visualizar referências à estrutura de "Zero Dark Thirty": personagem feminista idealista; fotografia escura; um plano que intermedeia câmera térmica e câmera noturna (espetacular); imagens de alvos de satélites; o uso ilegal da força...A guerra às drogas e a guerra ao terrorismo padecem do mesmo mal e unem as concepções destes dois filmes. O personagem da Emily Blunt de maneira nenhum é um personagem de coragem, ao contrário. É um personagem fraco, como se a ideia do filme fosse mostrar que seguir à lei, nesta "terra de lobos", é automaticamente se fragilizar. Sob este ponto de vista, ela é completamente diferente do personagem da Jessica Chastain e ,talvez por isso, não a vejo tendo chance de ser indicada na categoria de Atriz, mormente em um ano que se anuncia muito competitivo. É pena, porque eu torci muito para ela ser indicada em "O Diabo Veste Prada", e ao que tudo indica essa primeira indicação vai tardar ainda mais para esta boa atriz. Benicio Del Toro, excepcional, em um personagem que parece desenhado para ele. Josh Brolin não me desce, não adianta. Fotografia de Roger Deakins,que opta por fazer tudo sombrio, dark, sujo, "feio" - isso que eu queria dizer - "feio". Mais um grande trabalho e rumo à 13ª indicação. Trilha sonora excelente do Jóhann Jóhannsson, digna de louros. Ele que fez um bonito trabalho melódico no ano passado com "A Teoria de Tudo" e agora faz algo completamente diferente, eletrônico e espocado, como uma saraivada de tiros. Montagem do Joe Walker, indicado por "12 years a Slave", com tudo para arrebatar uma segunda nomeação. 

 

 

Parece que "The Martian" tornou-se o favorito nestas últimas semanas. Ridley Scott de repente pulou para o primeiro lugar na bolsa de apostas. E eu fico me perguntando o que foi que eu perdi. Sério, é um bom filme. Inegável. Traz atores negros, mulheres, otimismo, graça, ao mundo da ficção científica? Sim.  Mas, por favor, votantes da Academia, assistam a "Mad Max" e depois conversamos... Quando vocês tiveram "Blade Runner" nas mãos, vocês jogaram fora...

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Ví Z for Zachariah. Gostei do filme no geral, mas não sei se tem força para academia. Maior chance serão as atuações (especialmente da Robbie), mas essas categorias são muito concorridas e estúdio de Z for Zacariah, A24 Films, é fraca na questão da "campanha eleitoreira".

 

Também ví Me, Earl and the Dying Girl. Também não acho que tenha força, mas gostei do filme bem menos que a maioria, então posso não ser melhor pessoa para julgar. Duvido de qualquer indicação, mesmo com a equipe de campanha da Fox.

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"The End of the Tour":

 

 Adoro filmes convencionais bem realizados. Na verdade, adoro filmes bem realizados. É esse o ponto. Nada aqui vai reinventar a roda, mas tudo é tão bom! As atuações, os diálogos, a trilha sonora, mas sobretudo a decisão de filmar este filme. Para um fã de David Foster Wallace, é puro "joy", puro "bliss" imaginar-se dentro da casa dele, comendo junk food ao lado dele, e ouvi-lo falar sobre literatura, sobre os Estados Unidos, sobre relacionamentos amorosos...É como uma conversa. Este filme é a filmagem da melhor conversa da vida de alguém. Aquela conversa que nunca mais se repete e você vai sempre se lembrar dela. Acho que todo mundo já teve um dia uma conversa assim - que encheu o seu cérebro - uma troca de ideia que mudou tudo. A diferença é que pouquíssimos tinham um gravador a mão. 

 

Já havia gostado da simplicidade delicada de "O Maravilhoso Agora" e agora reativei minha admiração pelo trabalho de James Ponsoldt. Um filme de conversa soa monótono, parece monótono, dá calafrios no espectador de imaginar-se em outro "Frost/Nixon", mas não, este filme é muito legal, muito legal mesmo. Seria muito merecida uma indicação a Ator Coadjuvante para Jason Segel, mas duvido que a maioria dos acadêmicos saiba avaliar a perfeição da sua composição.

 

Quem leu "A Trama do Casamento", livro do escritor, amigo íntimo de David Foster Wallace, Jeffrey Eugenides, irá gostar ainda mais deste filme. Duas homenagens que se complementam. 

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 "Mr. Holmes":

 

Um bom filme da BBC, mas com a gigante Miramax por trás, e que está sendo um pouco subestimado na categoria Melhor Ator. Sir Ian McKellen está brilhante, esbanjando carisma, talento, repertório de voz,  repertório de corpo, repertório de mãos...Sem surpresa, é uma atuação maravilhosa. Se o filme não fosse tão modesto, o fator "tributo" estaria alavancando ainda mais as chances dele. O que dizer de uma carreira como Gandalf, Magneto, Sherlock Holmes, que aos setenta e seis anos encontra-se no auge da popularidade entre os adolescentes? Legend. 

 

 

 

Para complicar tudo ainda mais: Samuel L. Jackson vai como Lead!!!

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"Me, and Earl, and the Dying Girl":

 

 Segue a fórmula indie, sim, e não tem problema algum nisso. Gostei demais do vencedor, pelo Júri e pelo público, de Sundance deste ano. Já disseram uma vez que "quando se é engraçado, você não precisa fazer graça". E isso é bem verdade, o humor às vezes vem da própria personalidade das coisas. Os personagens aqui são tão fofos, legais, interessantes, que você se pega com um sorriso no rosto sem precisar de nenhuma piada que vá desopilar o fígado. Estréia mais que bem sucedida de um dos diretores de "Glee", acostumado ao universo adolescente. 

 

 As pessoas têm ressaltado que Emma Donoghue assina o roteiro de seu próprio livro, "Room", mas estão colocando isso como o único caso deste ano ( comparando-o com o que aconteceu lamentavelmente com "Gone Girl" na premiação passada), e estão esquecendo justamente deste filme aqui. Jesse Andrews (novinho de tudo, guia de turismo, recepcionista de hotel!!) também fez a adaptação deste seu primeiro livro. Achei bacana isso, primeiro romance, primeiro roteiro, e, quem sabe, uma indicação em Roteiro Adaptado? Não, seria pedir muito. Está superconcorrido! Todos os principais concorrentes derivam de um livro.

 

Já a categoria de Roteiro Original está confusa demais nos últimos anos, parece as contas do Governo Dilma. Precisa urgentemente de uma estabilização de regras! "Bridge of Spies" pode concorrer em Roteiro Original mesmo havendo um livro com o mesmo assunto, "Spotlight" em Roteiro Original mesmo baseando-se em série de artigos...Sem contar que o prêmio do Sindicato exclui sempre um ou outro roteiro por não satisfazer certas e misteriosas condições. É tempo de um ajuste.

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"Beasts of No Nation":

 

Às vezes admiração não tem nada a ver com gostar. É o caso aqui para mim. Admiro demais a carreira do Fukunaga (sendo "True Detective" o ponto mais alto), admiro a polivalência dele como artista ("in casu", fotografou, roteirizou, dirigiu, produziu), admiro os aspectos técnicos deste filme, admiro a coragem em filmá-lo, a inteligência por trás do filme, a novidade mercadológica, a preparação e o desempenho magnífico dos não atores,  tudo...Mas eu não assisto nunca mais a este filme! Sobra admiração, mas, para ser honesto, jamais poderia dizer que "gostei".

 

É um excesso de violência, de brutalidade, de choques de realidade, que me desligaram emocionalmente do filme. Tudo que eu queria era que terminasse logo. Poderia ter havido mais momentos empáticos, como no lance com a tevê, no belo início do filme, ou como na cena emocionante do final. Mas o meio foi duro. Não dá pra você ver com sua avó, não. Só sei que diante da dor dos outros - se é dor demais - o ser humano costuma virar o rosto. 

 

Fundamentalmente, a parte do "No Nation" me atrapalhou muito. A falta de contexto (em que país?, em nome de quem?, qual governo?, quando?, por quê?) generaliza a África de uma maneira que eu não gosto. A Namíbia não é assim, a África do Sul não é assim, a Tunísia não é assim, as Ilhas Maurício não são assim...Para uma criança, claro, é "no nation", não importa a política, não importa em qual lado você está, importa é sobreviver...Faltou informação. E, quando falta informação, algo se perde no processo.

 

Parece que o filme está mal de bilheteria, embora ele só esteja nos cinemas visando a temporada de prêmios. Entretanto, não acho que vá se dar bem no Oscar, não. Nem mesmo Idris Elba. Como pedirá voto? "Estou naquele projeto que põe fim a um sistema, por isso votem em mim para eu poder fazer parte do sistema"?

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Desta temporada, eu só vi, por enquanto, "I"ll See You In My Dreams" com a Blythe Danner. Gostei do filme, principalmente da cadência, do andamento. A atuação da Blythe vem sendo elogiada, mas acho que, para o Ocasr, não entra, tendo em vista a forte concorrência desta temporada.

 

Também assisti "Que Horas Ela Volta", gostei bastante, história muito boa e bem contada. Apesar do assunto sério, o filme tem ótimas pitadas de humor. Mas a atuação da Regina, não sei, fiquei com o pé atrás. Acho que a gente já tá tão acostumado de vê-la interpretando, e tb entrevistando, nordestinas, que não vê nada demais na atuação.

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O oba-oba em torno da Regina Cazé por "Que horas ela volta?" teve o grande mérito de fazer-nos esquecer da existência na Terra de "Made in China".

 

É engraçado ler comentários em sites americanos sobre a Blythe Danner : " A mãe do Diabo" , " A mãe do Mal", haha  :D

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"I`ll See You in my Dreams":

 

Como protetor de animal, esse filme abre e fecha de uma maneira que me comoveu. Achei o final muito tocante, mesmo. O meio é que é suavizado demais, às vezes bobo. A parte das septuagenárias com o policial poderia ter sido totalmente eliminada, por exemplo. Mas falando do importante aqui pra gente...Blythe Danner quer muito esta indicação! Muito. Tanto quanto Robert Duvall na última premiação. A cópia de "I`ll See You in my Dreams" foi o primeiro For Your Consideration a ser enviado aos membros votantes. Ela está fazendo muita campanha, desde Sundance. E tem um motivo: ela está muito bem, muito digna, muito elegante, muito bonita em cena com aqueles olhos estonteantes que ela tem...Globo de Ouro de Atriz de Comédia/Musical é uma forte possibilidade. 

 

A meu ver, ela está em busca do que aconteceu em 2003/2004 com Diane Keaton em "Something`s Gotta Give". No final, Diane conseguiu a indicação por uma comédia romântica entre sexagenários, embora, é inegável, aquele filme tenha uma equipe bem mais forte (Nancy Meyers, Jack Nicholson...). Enfim, eu não descarto a possibilidade de ela ser indicada, não. A quinta vaga de Atriz está em aberto! Será de quem a quiser mais. O verbo querer é muito importante. A Academia gosta de gente que trabalha há muito tempo e "quer", realmente "quer", expressa esse desejo, sente o Oscar como uma honra e não como uma coisa supérflua. 

 

Também vejo como muito provável - quase lock - uma a indicação a Melhor Canção, ainda mais por uma faixa-título.

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Terminei a leitura de "Quarto", cujo filme no Brasil ganhou o título de "O Quarto de Jack". É sem dúvida o melhor livro que li neste ano de 2015. Narrado sob o ponto de vista de uma criança de 5 anos, o livro é cheio de inocência, humor, "sacações filosóficas" próprias das crianças, é uma delícia de ser lido, apesar de ser um tema muito pesado. Composto em sua maior parte de diálogos entre mãe e filho, o texto usa e abusa de travessões e travessões, o que faz a leitura das suas 349 páginas ser algo muito fluido, e, ao mesmo tempo, ser um convite aberto a adaptações teatrais e cinematográficas. Que bom que virou filme!

 

Em meu primeiro post do ano, previa que Saoirse Ronan estaria com uma mão na estatueta, em virtude do seu personagem, e previa que "Brooklyn" iria conquistar as plateias. Bom, não é que eu estava errado, como provam os incessantes elogios a Saoirse ( bem como seu lugar como runner-up, na lista das previsões) e ao filme. Acontece que eu não tinha lido "Quarto" ainda e...Mew, não tem como a Brie Larson perder este Oscar. É o personagem fundamental das mulheres, o personagem essencial, ancestral das mulheres: a mãe que protege o filho! O tema em si já garante indicações, como, por exemplo, Naomi Watss em "The Impossible", mas quando este tema vem acompanhado de uma situação-limite completamente original e inédita para o espectador...o prêmio vira uma certeza.

 

Se a adaptação seguir mesmo as coordenadas do livro, Jacob Tremblay poderia até mesmo disputar Melhor Ator. Mas, pelo visto, vai como Coadjuvante. Só Nathaniel Rogers no início do ano apostava na indicação do garoto, e eu ainda vejo muitos sites aí comendo moscas, e nem citando o nome dele...Em que pese a categoria de Ator Coadjuvante estar muito concorrida, o garoto tem tudo para indicado, e só não irá vencer porque não é tradição da Academia premiar atores mirins masculinos. É um personagem incrível, cativante, extremamente divertido, comovente. É como se ele fosse uma "Emília" chamando a atenção da gente sobre como o nosso mundo está estruturado. 

 

A escalação da Joan Allen para fazer a avó do garoto é simplesmente perfeita. Ela tem aquela cara um pouco amargurada, um pouco raivosa, mas muito digna e determinada, que é perfeita para o personagem. Torço muito para a quarta indicação dela, mesmo em um personagem pequeno, embora incomparavelmente maior ao da Laura Dern em "Wild". Joan Allen, que já esteve tantas vezes esplêndida (penso aqui naquela performance sensacional em "The Crucible"), merece voltar ao Tapete Vermelho.

 

Quando fechei o livro, pensei ter visto o ganhador de Melhor Filme.

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 "The Revenant" e "Joy" foram exibidos para jornalistas, mas as críticas estão sob embargo. O que já se sabe:

 

"Joy" é considerado apenas bom. Lawrence está ótima, 100% garantida entre as 5 indicadas, mas não teria força suficiente para conquistar uma segunda estatueta tão cedo. É bom atentar para o fato de que nas últimas décadas uma atriz só foi premiada pela segunda vez quando o seu filme também ganhou Best Picture (Jodie Foster, Hilary Swank). Não será este o caso. Há espaço para os atores do filme na lista final de Coadjuvante, mas sem entusiasmo.

 

"The Revenant":Considerado ótimo, porém difícil. Extremamente violento. Pelo que entendi, 40 minutos de silêncio. Leo DiCaprio, considerado excelente, com algo em torno de 10 frases em inglês. Não obstante, é favoritasso para Melhor Ator, mesmo para quem não gostou tanto do filme. Ao que tudo indica, mais um Oscar de Fotografia garantido para o gênio mexicano Emmanuel Lubezki. Tom Hardy tem uma chance de entrar nessas 5 disputadíssimas vagas de Ator Coadjuvante.Trilha linda, do Sakamoto (Oscar por "O último Imperador"), a melhor do ano.

 

 

Amanhã, saem as primeiras listas de críticos, começando pelo tradicional NBR. 

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 NBR: 

 

 

Best Film:  Mad Max: Fury Road

Top Films 
Bridge of Spies
Creed
The Hateful Eight
Inside Out
Spotlight
The Martian
Room
Sicario
Straight Outta Compton

 

 

Best Director:  Ridley Scott – The Martian
Best Actor:  Matt Damon – The Martian
Best Actress: Brie Larson – Room
Best Supporting Actor:  Sylvester Stallone – Creed
Best Supporting Actress:  Jennifer Jason Leigh – The Hateful Eight
Best Original Screenplay:  Quentin Tarantino – The Hateful Eight
Best Adapted Screenplay:  Drew Goddard – The Martian
Best Animated Feature:  Inside Out
Breakthrough Performance:  Abraham Attah – Beasts of No Nation & Jacob Tremblay – Room
Best Directorial Debut:  Jonas Carpignano – Mediterranea
Best Foreign Language Film:  Son of Saul

Top 5 Foreign Language Films 
Goodnight Mommy
Mediterranea
Phoenix
The Second Mother
The Tribe

Best Documentary:  Amy

Top 5 Documentaries (aka the runners up)
Best of Enemies
The Black Panthers: Vanguard of the Revolution
The Diplomat
Listen to Me Marlon
The Look of Silence

William K. Everson Film History Award:  Cecilia De Mille Presley
Best Ensemble:  The Big Short
Spotlight Award:  Sicario, for Outstanding Collaborative Vision
NBR Freedom of Expression Award:  Beasts of No Nation & Mustang

 

Top 10 Independent Films
’71
45 Years
Cop Car
Ex Machina
Grandma
It Follows
James White
Mississippi Grind
Welcome to Me
While We’re Young

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Quem me conhece sabe que a lista do NBR é a que menos me empolga, apesar da sua tradição. Parece reunir em seu corpo mais profissionais de relações públicas tarimbados do que propriamente críticos, com nítida preferência para alguns estúdios. Como termômetro de Oscar, ele tem errado bastante. Em 2013, a NBR "acertou" 4 em 9 com relação ao Oscar, e, ano passado, 4 em 8. Há alguns anos virou uma verdadeira maldição vencer aqui em Melhor Atriz. As agraciadas sequer chegavam a ser indicadas (Lesley Manville, lembram?)

 

 Não pude conter a satisfação, porém, em ver o melhor filme do ano (até aqui) ganhar o prêmio de melhor filme do ano. "Mad Max" não pode passar batido! Legal ver "The Second Mother" na lista. Chateia ver Matt Damon ganhando Melhor Ator por basicamente...nada de especial, exceto ser charmoso. O valor da atuação dele é basicamente construção do livro, o livro fez o carisma do personagem, o temperamento do personagem, as piadas, etc. Basta o Golden Globe de comédia. Legal ver o reconhecimento a "Creed" (eu amei Fruitvale Station! E consigo ver "Creed' com indicações em Roteiro e Montagem também) e a Sylvester Stallone ( dizem que o personagem mais sutil, mais acústico, mais modulado, do Michael Keaton pode acabar prejudicando-o na corrida). "Amy" ganhar como Documentário me parece o melhor exemplo daquilo que citei no início de um quê de Relações Públicas, porque -vamos combinar- é um documentário fraco em si.

 

Essas listas orientam os votantes da Academia a prestarem atenção em certas produções e em certos nomes. Nova York antecipou sua lista para o comecinho de dezembro. Los Angeles já será dia 6, domingo. Estratégia que faz todo sentido porque se sua lista sai em janeiro, ninguém (com exceção da gente) mais dará a mínima, em virtude da iminência dos prêmios dos sindicatos. 

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