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Jailcante

Dunkirk (Christopher Nolan)

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7 hours ago, Mozts said:

E aí?

Não gostou, é?

Gostei sim.

Principalmente em se tratando de Nolan. Todos sabem que não gosto muito dele. Na realidade Eu acho que ele é um Diretor muito bom, mas a hype em cima dele essa legião de seguidores me incomodam muito. O colocam num patamar que, ao meu ver ele ainda não chegou e nem sei se chegará.

O Nolan parece ter ouvido as críticas, principalmente, de sua última obra e nos libera de ouvir incontáveis horas de diálogos expositivos, se preocupando simplesmente em nos mostrar a história, ainda que em ato "único", através de 3 perspectivas diferentes, não só de ambiente, mas de tempo. Mesmo que demoremos um pouco pra nos habituar e nos situar nas 3 frentes da história, após pegarmos no tranco, as mudanças são fluidas e orgânicas na maioria das vezes. A ausência de diálogos, muito bem vinda por sinal, ainda não tira as características principais do diretor, tendo ainda aquele controle absoluto da obra, deixando claro para nós expectadores que absolutamente cada frame do filme fora pensado e não colocado ali por acaso. Outra caraterística de seu trabalho que são as montagens paralelas, geralmente no climax dos filmes, aqui tomam conta de toda a projeção quase soando pretensioso.

E essa frieza e controle do diretor, junto com o pouco desenvolvimento de personagens me trouxeram a impressão do filme ser um pouco "oco". Acredito que a escolha de não desenvolver tanto os personagens foram intencionais por alguns motivos sendo os principais: Primeiro, ele decide aqui (acertadamente) em não dar cara aos vilões, não existe um antagonista, uma figura pra odiar, alguém pra apontar o dedo tornando a ameaça quase que sobrenatural. E segundo, por não criar este antagonista não precisar ter uma figura de "heroi", mas sim apenas de inúmeras facetas diferentes de encarar este perigo iminente. Isso funciona, mas tem seu preço. De alguma maneira, isso nos distancia um pouco do filme e da imersão nos tornando expectadores de certa distância, a ponto de não nos envolvermos o suficiente emocionalmente com a trama.

Tecnicamente o filme é embasbacante, vi em IMAX e tanto sua trilha sonora, como sua mixagem de som é absurda, esta, muito eficaz e tem aquele ruído crescente de seus filmes quase que por todo o tempo para criar o clima do que está acontecendo, bem como do que os personagens estão passando. Tiros, motores, vento, ondas, etc. Não sabemos distinguir o que é mais perigoso e o que vem a seguir. As cenas de ação no céu são muito bem conduzidas.  O filme é muito bonito, brilhante e achei a fotografia bem bonita também. Acho que faltou um pouco de gente/sujeira/sangue/caos pra nos colocar ainda mais dentro da pele destes soldados. 400 mil pessoas é muita gente e nos falta essa noção as vezes.

Ainda que eu tenha essas ressalvas, eu achei o melhor trabalho do Nolan em anos. É um filme coeso, passa rápido, sem que a gente se adiante ou queira que acabe, com um refinamento no fechamento do filme como um produto que é redondo. Gostei bastante e acho que estamos a um passo do Nolan finalmente se "humanizar", haha.

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On 09/08/2017 at 11:03 AM, Gust84 said:

Gostei sim.

Principalmente em se tratando de Nolan. Todos sabem que não gosto muito dele. Na realidade Eu acho que ele é um Diretor muito bom, mas a hype em cima dele essa legião de seguidores me incomodam muito. O colocam num patamar que, ao meu ver ele ainda não chegou e nem sei se chegará.

O Nolan parece ter ouvido as críticas, principalmente, de sua última obra e nos libera de ouvir incontáveis horas de diálogos expositivos, se preocupando simplesmente em nos mostrar a história, ainda que em ato "único", através de 3 perspectivas diferentes, não só de ambiente, mas de tempo. Mesmo que demoremos um pouco pra nos habituar e nos situar nas 3 frentes da história, após pegarmos no tranco, as mudanças são fluidas e orgânicas na maioria das vezes. A ausência de diálogos, muito bem vinda por sinal, ainda não tira as características principais do diretor, tendo ainda aquele controle absoluto da obra, deixando claro para nós expectadores que absolutamente cada frame do filme fora pensado e não colocado ali por acaso. Outra caraterística de seu trabalho que são as montagens paralelas, geralmente no climax dos filmes, aqui tomam conta de toda a projeção quase soando pretensioso.

E essa frieza e controle do diretor, junto com o pouco desenvolvimento de personagens me trouxeram a impressão do filme ser um pouco "oco". Acredito que a escolha de não desenvolver tanto os personagens foram intencionais por alguns motivos sendo os principais: Primeiro, ele decide aqui (acertadamente) em não dar cara aos vilões, não existe um antagonista, uma figura pra odiar, alguém pra apontar o dedo tornando a ameaça quase que sobrenatural. E segundo, por não criar este antagonista não precisar ter uma figura de "heroi", mas sim apenas de inúmeras facetas diferentes de encarar este perigo iminente. Isso funciona, mas tem seu preço. De alguma maneira, isso nos distancia um pouco do filme e da imersão nos tornando expectadores de certa distância, a ponto de não nos envolvermos o suficiente emocionalmente com a trama.

Tecnicamente o filme é embasbacante, vi em IMAX e tanto sua trilha sonora, como sua mixagem de som é absurda, esta, muito eficaz e tem aquele ruído crescente de seus filmes quase que por todo o tempo para criar o clima do que está acontecendo, bem como do que os personagens estão passando. Tiros, motores, vento, ondas, etc. Não sabemos distinguir o que é mais perigoso e o que vem a seguir. As cenas de ação no céu são muito bem conduzidas.  O filme é muito bonito, brilhante e achei a fotografia bem bonita também. Acho que faltou um pouco de gente/sujeira/sangue/caos pra nos colocar ainda mais dentro da pele destes soldados. 400 mil pessoas é muita gente e nos falta essa noção as vezes.

Ainda que eu tenha essas ressalvas, eu achei o melhor trabalho do Nolan em anos. É um filme coeso, passa rápido, sem que a gente se adiante ou queira que acabe, com um refinamento no fechamento do filme como um produto que é redondo. Gostei bastante e acho que estamos a um passo do Nolan finalmente se "humanizar", haha.

Ví recentemente e concordo bastante com seus comentários Gust.

Ouso dizer que é a melhor produção de guerra do cinema, com uma cara quase minimalista e "simplicidade".

A ausência do vilão qeu você mencionou me lembrou Apocalypse Now e como nunca vemos o antagonista da guerra. Essa coisa, a guerra, é definida por sí própria. Em ambos os casos, Dunkirk e Apocalypse Now, acho que o diretor quis ver a briga em sí, independente de quem brigou.

A ausência de "herói", essa característica oca dos personagens... Sei lá por que, funciona pra mim. Eu recentemente comentei no tópico do Ghost in The Shell que o sorriso da personagem no anime pode vale mais carácter que despejo expositório cheio de família e laços emocional falado, acho que esse filme pega essa ideia e vai a loucura com ela. O jeito que os soldados tem medo, desespero, fome, esperança e limpam a bunda me trás a eles mais que o famigerado "backstory".

Fan boy pra lá, críticos pra cá, acho que ambos podem concordar que os filmes do Nolan são umas putas de umas experiencias para ter-se no cinema. Mesmo Interstellar, que considero um de seus piores filmes, é um visual e som do caramba. Aqui, ouvimos e vemos a guerra, como o melhor cinema, é "mais real que de verdade".

Em termos de Nolan, o filme não meche com ideias "maior que humanidade", como as vezes Nolan prefere fazer. Apesar da ausência do de fato personagem cinemático, é o filme mais humano do diretor, no sentido em que valoriza o ser vivo mais do que suas ideias. O fulano de tal importa por ser humano vítima da situação, não por agir ou ser veículo de certa filosofia. Acho que isso fica bem claro quando é revelado que o francês estava de farda Britânica e que os civis do barco são "heróis de Dunkirk".

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On 09/08/2017 at 11:19 AM, primo said:

aumentou meu interesse em assistir

Veja primo, e no maior cinema possível.

Mesmo que você odeie o filme no final das contas, ele vale a experiencia, aquele som que acerta o peito e acelera o coração, simplesmente não existe na tela caseira.

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Pois é.

Eu não sei exatamente se foi falta de backround que me incomodou. Eu acho que de alguma maneira "sobrou" produção, sei lá. É quase um teatro. É tão ensaiado, tão meticuloso, pra fazer quadro bonito que eu saí da imersão. Era "só" um espetáculo.

Enfim. Mas faltou isso pra virar um filmaço aço pra mim. Já achei muito acima da média.

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Para mim funcionou onde o pessoal mais reclama: desenvolvimento maior dos personagens. Guerra real é feita de anônimos, se não há uma cara para o vilão, tampouco temos heróis,  e o filme segue uma narrativa implacável, não há onde se agarrar, Nolan descarateriza as velhas fórmulas dos filmes de guerra e nos mantém reféns de uma narrativa sufocante, seguindo por 3 caminhos, alternando situações, desorientando, ligando os pontos até chegar a um clímax. Achei o filme mais coeso dele e a trilha de Hans Zimmer e a mixagem de áudio são um espetáculo à parte. Queria demais ter assistido em um cinema IMAX, infelizmente na capital do país não existe um, mas ainda assim foi uma experiência impressionante.  

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Dunkirk se torna a maior bilheteria de filmes da Segunda Guerra Mundial

POR
 YGOR OLIVEIRA
 -
 16/09/2017
 
 
 
  
dunkirk-696x391.jpg Dunkirk
 

Ouça este conteúdo

 

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O diretor Christopher Nolan continua faturando alto com seus épicos arriscados: custando apenas US$100 milhões para ser feito, Dunkirk conseguiu ultrapassar a marca de US$500 milhões nas bilheterias mundiais, dois meses depois do lançamento.

 

Esse valor deixou para trás os filmes que até então tinham as duas maiores bilheterias retratando a Segunda Guerra Mundial. Em segundo agora está O Resgate do Soldado Ryan, com US$ 481 milhões, e Pearl Harbor, com US$ 449 milhões.

Dunkirk é baseado na história real da Operação Dínamo, também conhecida como a Evacuação de Dunkirk, operação militar que aconteceu no início da Segunda Guerra Mundial.

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Dunkirk voltará aos cinemas de São Paulo após indicações ao Oscar 

 

A Warner anunciou que Dunkirk voltará aos cinemas de São Paulo após ser indicado ao Oscar 2018. A produção concorre em oito categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção - veja a lista completa. O filme será exibido na cidade entre os dias 25 e 31 de janeiro. Consulte a programação para checar os horários e salas.

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