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Forum Cinema em Cena
SergioBenatti

Oscar 2017: Previsões

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Será que Almodovar não é mais o mesmo? O último filme dele, "Amores Passageiros", já foi bem fraquinho. Espero que Julieta seja melhor.

 

Sônia Braga cotada para melhor atriz em Cannes? Ótima notícia!! Tô ansioso para ver Aquarius.

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Mas como se dá estas cotações? Pessoas que já viram o filme? Mas quem, além da comissão que escolheu os filmes, viu os filmes? E se viram, acho meio anti-ético darem estas cotações. Imagino que esteja sendo chato, mas isto meio estranho

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"Julieta" foi lançado na Espanha em 8 de abril. Dados do IMDB, e já tem resenha (ressaltando os altos e baixos) por lá e por aí.

 

Hoje em dia tudo vira motivo de especulação em bolsa de apostas, não é que assistiram a todos os filmes. As pessoas fazem algo parecido com a gente. Perguntam-se, por exemplo, se há algum filme protagonizado por uma mulher. Se há, elas viram contendoras para Melhor Atriz. Há algum diretor que sistematicamente faz parte do Festival e nunca foi premiado? E assim vai.

 

Com o Miller presidindo o Júri, vejo o Paul Verhoven, por "Elle", em boa posição. Mas essa inclusão de última hora do Farhadi significa muito. Na certa, vem algo bom aí. Eu confesso estar muito ansioso pelo novo do Puiu. "A morte do Sr. Lazarescu", sobre o SUS da Romênia, é maravilhoso (vencedor do "Un Certain Regard" de 2005). 

 

Lfm2608, detesto "Amores Passageiros" também, mas quando falaram que "A pele que Habito" era ruim, eu fui ao cinema sem o menor interesse, e saí maravilhado. Um comentário totalmente Off sobre Almodovar...Todo mundo celebra a cena de Caetano cantando "Cucurucucu Paloma" em "Talk to Her" (2002), muito pelo reunião latina; um cantor brasileiro, entoando um clássico mexicano, em um filme espanhol; mas não posso deixar de lembrar que o maravilhoso "Happy Together", do Wong Kar-Wai, de 1997, já tinha essa música executada pelo nosso bahiano. 

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 Lindo ver Michelle Williams na lista das favoritas a Melhor Atriz Coadjuvante por "Manchester by the Sea". Em um papel pequeno, mas com um momento divino, afirmam. Casey Affleck, pelo jeito, dentro dos melhores a Ator. Kenneth Lonergan arrebatando uma terceira indicação de Roteiro Original. Fico feliz pois adoro "You can Count on me".

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Na primeira página deste tópico, escrevi a respeito de "Silence":  Um dos atores japoneses do elenco pegou um papel maravilhoso também.

 

O ator em questão é Tadanobu Asano que fez o mestre-espadachim em "Zatoichi", na esplêndida refilmagem de 2003, do mais esplêndido ainda Takeshi Kitano (O que é "Hana-Bi-Fogos de Artíficio"? E aquele final de "Zatoichi?", Gzuz!!). Tadanobu é um ator formidável, promete dar um show, já passo a considerar seriamente a possibilidade de dois atores do filme indicados a Coadjuvante. Algo que o Nathaniel Rogers também já captou em sua lista de abril. Ninguém, porém, tira esse Oscar do Liam Neeson.

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A essa altura, todos já viram "Hail, Caesar!", então vou evitar a aparente obrigação de se escrever "homenagem a..." que pulula em todas as resenhas sobre o filme. Sim, é cinema ao quadrado, metalinguístico. Comecei a anotar no celular todos os filmes que são suscitados por "Hail, Caesar!", mas quando vi que seria inócuo, parei, parei no 10. Não tem por quê. O filme se refere a uma época, não a um filme ou outro. Uma época em que 4 núcleos dominavam a indústria: o filme bíblico, o Western, o musical, e a coreografia aquática. Estamos diante da história da formação. Não formação do cinema (como "Hugo"), mas a formação do cinema como indústria. A origem dos rostinhos bonitos sem talento, a origem da falsidade intelectual dos roteiros, a origem da breguice estética, mas, que engraçado, não é que mesmo assim, até hoje, reverenciamos alguns momentos sublimes de alguns filmes mesmo que eles tenham sido realizados sem maior elucubração? Todo lixo cultural daquela época, olhando já de longe, tinha lá algum charme. O charme aqui são os planos de Scarlett Johansson, e de Channing Tatum. Belissimamente fotografados, belissimamente executados. A indústria americana germinou nesse solo. 

 

Depois de Berlim, parece que o filme flopou. Nada que impeça Roger Deakins de ser indicado pela décima quarta vez, já que mesmo quando o filme é descartado, seu nome é lembrado, vide os últimos anos com "Sicario", "Unbroken", "Prisoners" e "Skyfall". A vitória ainda não será dessa vez. Sinto que ele só vencerá quando estiver em um Melhor Filme - o que aconteceu em 2008, mas sua dupla indicação, por dois trabalhos memoráveis, dividiu os votos em um ano de qualidade absurda.

 

O elenco é gigantesco, e ainda tem um narrador, Michael Gambon, completamente desnecessário. Josh Brolin é o pior ator dessa geração na minha opinião, não consegue me passar nada, e causa admiração lembrar que alguns o apontavam na lista de Best Actor. Jamais caí nessa conversa. George Clooney : [           ] . Não tenho mais nada a dizer. Quem arrebenta é o jovem Alden Ehrenreich. George Lucas parece buscar nos Coen o sopro de renovação do elenco de "Star Wars".

 

A Academia ama a dupla de irmãos, então, uma vaga em Roteiro Original é sempre possível, mesmo quando não há um brilho tão intenso. Tem algo aqui que decepciona. Uma colcha de retalhos que fica mal ajambrada com seu final parecidíssimo com coisa nenhuma. Quem brilha novamente e nunca é reconhecida é a Figurinista, Mary Zophres, apenas indicada por "True Grit". Acho isso absurdo. Jess Gonchor não poderá concorrer em Design de Produção pelo novo do Affleck, então quem sabe aparece por aqui? Não é certo, nem é provável, mas é possível. É um ótimo trabalho, ele também somente indicado por "True Grit". Assim como é possível uma indicação em Canção, "No Dames", escrita por Henry Krieger, triplo perdedor por "Dreamgirls".

 

Chances de Oscar: reais chances de indicação em Fotografia, Roteiro Original, e Canção. É o que diz o histórico. Possibilidades remotas: Design de Produção, Figurino.
 

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Não estou acompanhando Cannes atentamente, como merece, mas parece que foi a reação mais forte até aqui.


 


Toni Erdmann First Reactions


 


Xan Brooks: Kudos to Toni Erdmann for bringing fart gags to the competition. Puckish, shambling dad-daughter charmer = big laughs and applause


Robbie Collin: German humour isn’t just real, it could save your life. Unmissable. George Miller is gonna *LOVE* it


Dave Calhoun: It rocks. Funny. So much to say about work, life, family. Endless unexpected turns. First Palme contender


Peter Bradshaw: Enjoyably outrageous: a bit of Alexander Payne, with a dash of Lars Von Trier’s Five Obstructions


Ann Hornaday: An actress *might* deliver a braver performance than Sandra Huller in Toni Erdmann. But for now #WhitneySchnuk4Evs


Mike D’Angelo: The first film I’ve seen get spontaneous, raucous mid-film applause at Cannes since the accordion bit in Holy Motors


Tim Robey: A glorious, unpredictable and loose-limbed comedy about 21st century depression, made me howl and cry. Both leads stupendous.


Craig Skinner: Phenomenal. So, so good. Will say something more meaningful soon. Right now I just feel high off the movie.


Jamie Graham: Not sure if it will win Actor, Actress, Director or even the Palme D’Or, but it will win something.


David Jenkins: Was hoping this would be wonderful, but it exceeded expectations x1000. Simply, a great, great, great movie.


Sophie Monks Kaufman: My life is now divided into ‘before’ and ‘after’ I saw Toni Erdmann. What a hit of bliss. I feel it still in the Cannes air.


 


 


Sobre "Billy Lynn`s", Tim Squyres merece um Oscar há tempos...


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12) Mademoiselle - Chan-wook Park cria mais um espetáculo visual de sexo,traição e vingança. 5/5 #cannes

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Eu amo "Oldboy", "Sympathy for Lady Vengeance" e "Sympathy for Mr. Vengeance". Acho "Night Fishing" interessante pela forma, e gosto de "Sede de Sangue". É um diretor que instiga. Só fico com uma pontada de ...bobo ciúme cinéfilo...por que considero os conterrâneos dele Kim Ki-Duk e principalmente Bong Joon-Ho diretores ainda melhores ( "Memórias de um Assassino" está nas cabeças na minha lista de melhores filmes do século).

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"Loving" First Reactions:


 


 


Kate Muir: A film of greet integrity and sweetness. Ruth Negga’s performance really grows on you.


Craig Skinner: Loving manages to be an issue-based period drama that avoids almost every cliche that would suggest. Confidently made and effective.


Melissa Silverstein: I’m gonna bet that next year won’t be #OscarsSoWhite with Ruth Negga’s performance in Loving. What a beautiful film. I am wrecked.


Jamie Graham: Beautifully crafted, eschews grandstanding and cliche, Ruth Negga terrific. Quietly moving.


Alex Billington: Perhaps Jeff Nichols’ most tender, heartfelt film so far. So well made, a very moving story. Negga & Edgerton are exceptional. I will say that Loving seems to feel different than any of Jeff Nichols’ previous other films. But it’s such skilful storytelling.


Peter Bradshaw: Jeff Nichols’ Loving is a decent, heartfelt, if rhetorically underpowered drama with a lovely performance from Ruth Negga


Jessica Kiang: I’m a crier & I’ve loved many Cannes movies so far, but my 1st, 2nd & 3rd tears of fest came today on shots of Ruth Negga’s face, in Loving


Gregory Ellwood: Ruth Negga is superb in Loving. Edgerton isn’t bad either. Michael Shannon and Nick Kroll are great in small roles.


Richard Lawson: Loving is exactly the kind of historical biopic you’d expect Jeff Nichols to make: quiet, serious, remote. More respectable than rousing.


David Jenkins: More Imitation of Life than courtroom showdown. Ruth Negga’s eyes were built for cinema. Conventional for JN, but v good.


Xan Brooks: Meat & potatoes civil rights drama, strongly played. Truth and justic triumph; this film probably won’t.


 


 


 


Não sinto que será um ano forte para Atriz. Meryl Streep, Alicia Vikander, Viola Davis (se o filme ficar pronto, já ganhou) e mais dois nomes, sendo que a Ruth Negga, pelo visto, pode bem entrar. Emily Blunt? Emma Stone? Não consigo sair disso.


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Ansiosíssimo para ver Aquarius e, sobretudo, a atuação de Sônia Braga!! Ainda nem vi, mas torço pra q ela consiga uma vaga entre as indicadas ao Oscar 2017!

 

O filme foi aplaudido após a exibição e a atuação de Sônia muito elogiada.

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Em tese, já teríamos nosso representante na briga pela vaga em Filme Estrangeiro. Como tudo para o Brasil é penoso, prevejo que a questão política pode atrapalhar "Aquarius" em ser o indicado brasileiro. Será que o Ministério da Cultura..., ops, Secretaria da Cultu..., ops, Ministério da Educa..., ops, será que o Governo o quererá? Será que Kleber Mendonça Filho aceitaria ter seu filme concorrendo pelo Brasil, neste momento da vida nacional? 

 

Sônia Braga quase foi indicada em Coadjuvante por "O Beijo da Mulher Aranha", até hoje muitos comentadores de Oscar lamentam sua não indicação. Quem sabe?!

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A pérola do dia parece ser o novo do Kore-eda, chamado "After the Storm". Já tô louco pra ver.

 

"Still Walking" é encantador. "Air Doll" incomoda e intriga. "Nobody Knows" é dilacerante. "After Life" é lindo, foi aquela surpresa do primeiro contato. Mas "Like Father, Like son", que quase ganhou Cannes em 2013, levando o prêmio do Júri, putz, é es-tu-pen-do! Fiquei superemocionado. Spielberg tem planos de refilmá-lo - o que espero que nunca aconteça.

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"It’s Only The End Of The World": First Reactions


 


 


Mike D’Angelo: Never saw August: Osage County, but I feel like this must be exactly what it was like


Robbie Collin: Mannered, exhausting squabblegeddon, almost entirely in close-up, very occasionally gorgeous


Dave Calhoun: IT’S ONLY THE END OF THE WORLD AND THE CAPS JUST AREN’T BIG ENOUGH TO DESCRIBE HOW HYSTERICAL THIS FILM IS


Peter Bradshaw: Histrionic, claustrophobic, brilliant and mad: the movie equivalent of Motörhead


Donald Clarke: Biggest disappointment of Cannes. A beautiful, shrill mess.


Alex Billington: It needed another 30 minutes to really come together and actually mean something


Xan Brooks: Indulgent sweet-&-sour family fondant. Some tasty moments, low nutritional value


Guy Lodge: An experiment: character conflict without any characters. Kodak colour hot and wet on the screen, though.


Justin Chang: That Dardenne brothers film doesn’t look so bad now, does it?


Gregory Ellwood: Loved Mommy, but dear God, It’s Only The End Of The World is an on the nose stylistic mannered mess


Charles Bramseco: Home is where the hatred is. Dolan retreads old territory, but it feels new every time. This thing bangs.


 


 


Não sei o que vocês pensam sobre o Dolan, mas o talento dele me impressiona muito levando em conta a idade que tem. Não só dirige: atua, faz figurino, luz, roteiriza. É alguém que vem pra somar no mundo do cinema.  Acho "Tom at the Farm" uma bagunça (mas tem a cena do tango, né?), mas gosto de todos os demais. "J`ai tue ma mère" é ótimo; "Mommy" é ótimo (Aquela razão de aspecto!); "Heartbeats" é uma delícia, recheado de diálogos inspirados ("Porque se você coloca o outro no altar, o outro sempre tem razão" ), é meu preferido, ao fim e ao cabo; mas o pouco visto "Lawrence Anyways", cinematograficamente, realmente sobressai nesse catálogo, sendo o mais bem acabado. Trata a sexualidade de uma forma muito abrangente e sem condescendência. Pelo jeito, este novo não agradou mesmo.


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"Graduation" First Reactions:


 


Peter Bradshaw: An utterly absorbing drama of guilt and moral choices – with touches of Haneke and Antonioni


Matthew Anderson: An austere but gripping drama about how corruption in a system poisons everything


Robbie Collin: Crash MA in moral compromise from Cluj College (Hard Knocks Dept.). Knotty, not his best, but still v good


Jessica Kiang: O, Cristian Mungiu, you magnificently pessimistic bastard. Graduation is terrific, yo.


Gregory Ellwood: Graduation was good even if you saw the storyline a mile away


Peter Howell: Haneke comparisons spot on for Mungiu’s drama of moral corrosion, doctor skirting rules while preaching fairness


Dave Calhoun: The very good Graduation features Maria Dragus, who was one of the kids in The White Ribbon. It has Haneke’s fingerprints all over it


David Jenkins: Graduation (Mungiu) – Scene: Romania, present day. Kid: How should I behave? Adult: It’s complicated. Another belter from Mungiu


Tim Robey: Cooled on Graduation, a morality play of string-pulling, as it went along. Strong idea; schematic development. Middle of comp pack.


Mike D’Angelo: A dozen years ago, this slippery slope of well intentioned malfeasance would have seemed revelatory. Now, familiar.


Tom Vincent: Oh boy Graduation, a real contender. Very classy, has very much that is missing from many other ‘realist’ films at Cannes


 


 


Eu vejo qualquer filme de um diretor que fez algo como "4 meses, 3 semanas e 2 dias".


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"The Last Face". do Sean Penn, foi muito mal recebido. Fico triste, porque, como todos deste fórum, a essa altura, já sabem, "Na Natureza Selvagem" é o filme que mais mexeu comigo na vida.  A minha sessão foi como um rio: galera toda emocionada, chorando, mas um choro bom, agradecidos por tanto. Inesquecível.

 

Reconhecimento é isso aqui: 

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Põe reconhecimento nisso, Sérgio!  :D  :D  :D

 

Lindo demais!!! Emocionante!!! Fico muito feliz em ver um filme brasileiro emocinando a plateia.

 

E o que dizer de Sônia?? Sem palavras.... Na torcida para que ela leve o prêmio de melhor atriz!!!!

 

Obs: Que emocionante ouvir uma das músicas mais lindas e pungentes do Gil sendo tocada enquanto a equipe do filme caminha pelo tapete vermelho.

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