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Slasher

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‘Slasher’ estreia em março A primeira série original do canal Chiller

 

 

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O canal Chiller anunciou a estreia de Slasher para o dia 4 de março, nos EUA. Este é um canal que pertence ao grupo NBC Universal, lançado em 2007. Especializado em programas e filmes de terror, o canal investe pela primeira vez na produção de séries originais.

Criada por Aaron Martin (Degrassi: The Next Generation, Being Erica, The Best Years), a série narrará uma história diferente por temporada.

 

 

Na primeira, o público acompanha a vida de Sarah Bennett (Katie McGrath, de Drácula, Merlin), uma jovem que, ao retornar à sua cidade natal, descobre que uma série de assassinatos estão ocorrendo, reproduzindo a forma como seus pais foram mortos.

Conforme os crimes ocorrem, cada morador se torna um suspeito ou uma vítima, incluindo seu marido Dylan (Brandon Jay McLaren, de Graceland, The Killing, Girlfriend’s Guide to Divorce), sua avó Brenda Merritt (Wendy Crewson, de Revenge, Saving Hope, ReGenesis), seu amigo Cam Henry (Steve Byers, deThe Man in the High Castle, Alphas) e até mesmo o chefe de polícia Iain Vaughn (Dean McDermott, deEarth Final Conflict, Rumo ao Sul).

 

No elenco também estão Mary Walsh, Enuka Okuma (Rookie Blue), Erin Karpluk (Being Erica), Patrick Garrow (Bitten, XIII: The Series), Christopher Jacot (Rogue), Mayko Nguyen (Cracked, Rookie Blue, Against the Wall), Rob Stewart (Nikita, Killjoys), Hannah Endicott-Douglas (Good Witch), Shawn Ahmed, Jessica Sipos (Ascension), Jefferson Brown (Rookie Blue, Being Erica), Mark Ghanimé (Helix, Emily Owens M.D.), Dylan Taylor (Covert Affairs, The Lizzie Borden Chronicles, Rogue), Booth Savage (Mr. D), Victoria Snow (Kung Fu: The Legend Continues, Paradise Falls, Cra$h & Burn), Sabrina Grdevich (Slings & Arrows, Intelligence) e Rainbow Sun Francks (The Listener, Stargate Atlantis).

 

Coproduzida com o canal canadense Super Channel, a série tem oito episódios em sua primeira temporada. A série é filmada pela Shaftesbury Films em Ontário, Canadá. A distribuição internacional é da Content Media Corporation.

Trailer 

 

 

 

Assisti os dois primeiros episódios. Não é ruim. As cenas de morte não poupam no gore, e o visual do vilão conhecido como "O Carrasco" funciona muito bem. Mas ainda parece faltar algo. Quem curte os subgênero slasher como eu, pode curtir. Mas com tantas séries de horror atualmente (inclusive algumas do subgênero slasher como SCREAM) SLASHER ainda tem que apresentar alguma coisa que valha a investida.

    

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 Não cheguei a terminar de assistir a 1ª temporada, perdi o interesse. Achei que a série seria cancelada, mas surpreendentemente, a Netflix salvou a série, garantindo a produção de uma segunda temporada, e a lançou quase sem alarde.

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Como é uma série antológica, com temporadas independentes, resolvi conferir o primeiro episódio da nova temporada, e gostei do que eu vi. Com o subtítulo de GUILTY PARTY (a primeira foi renomeada como THE EXECUTIONER) a série troca o ambiente de cidade pequena da primeira temporada, e aposta aqui no ambiente de acampamento. A trama, que bebe da fonte de filmes como SEXTA FEIRA 13 e EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO mostra cinco jovens retornando ao local onde cinco anos antes, eles trabalharam como  monitores em um acampamento, e durante uma brincadeira, acabaram causando a morte de uma colega. O local não é mais um acampamento, e sim uma pousada/retiro espiritual. Os jovens estão ali para recuperar o corpo da garota que mataram, já que há planos pra construir um hotel ali, e eles temem que o corpo vá ser descoberto. Claro, que um psicopata misterioso sabe do crime deles, e começa a matar geral no lugar.

 Assisti s´o primeiro episódio, e embora não tenha achado nada espetacular, achei bem melhor do que todos os episódios que vi da temporada anterior. Alguns clichês do subgênero obviamente estão presentes como os jovens que compartilham um crime no passado, mas o piloto joga bem com os clichês. O gore foi um dos destaques da primeira temporada, e isso não mudou aqui. Mas o que gostei neste piloto, é como o roteiro joga de forma interessante com nossas expectativas, inclusive sobre o caráter de alguns personagens, e faz isso de forma bem orgânica. Gostei do visual da série também, especialmente da forma como a fotografia contrapõe os flashbacks do passado situados no verão, com o presente, situado no inverno.

Me deixou curioso o bastante para conferir os episódios restantes. Espero que a série mantenha o bom nível do primeiro episódio. Tirando pela primeira impressão, os erros cometidos na primeira temporada foram corrigidos, mas vamos ver.

  

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 Terminei a 2ª temporada (diferente da primeira, que não consegui terminar);

 Achei bem divertido, longe de ser uma série fantástica, mas um bom entretenimento pra quem curte um whodunit sangrento. Os personagens são bem desenvolvidos, e a falta de um protagonista definido foi uma escolha acertada para manter em suspenso quais personagens chegariam vivos no fim da história ou não. Tecnicamente, a série é bem realizada, com uma fotografia que valoriza as locações (tanto os flashbacks passados no verão quanto a historia no presente, situada em pleno inverno canadense. A série dá umas escorregadas aqui e ali, mas o ritmo da história é bem bom, tem algumas reviravoltas bem curiosas e conseguiu me manter interessado até o desfecho. A entrada da Netflix com certeza fez bem para a série. Pros fãs de série de terror e mistério, especialmente dos slashers oitentistas (tem homenagens mil a SEXTA FEIRA 13) esta segunda temporada de SLASHER é uma boa pedida. 

Vamos ver se conseguem elevar mais o nível caso a série seja renovada para uma terceira temporada.

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Primeira temp. Fraquinha. Tem seus momentos, mas no geral se perde por coisas bobas que poderiam ter sido eliminadas pra série funcionar melhor. Problemas:

1 - Assassino com uma vestimenta bem estranha. O que é aquele troço pesado que colocaram na cabeça dele? Aqulo não é prático. Nenhum assassino serial usaria aquele troço.

2 - Foi fácil saber quem era o assassino. Na primeira morte, já descobri. Tipo físico dele era único ali no meio dos outros personagens.

3 - Já se sabe de antemão quem era a vítima da vez, já que os episódios começavam justamente com o "pecado" de algum cidadão ali, então era esse que ira pra vala no fim do episódio...

4 - Com essa formula de mostrar pecados e logo depois a pessoa ir pra vala, acabou criando uma fórmula cansativa e daí veio uma 'barriga' no decorrer de alguns episódios.

5 - (Spoiler) Motivo pro assassino matar: Nenhum. Ele só era louco mesmo. O lance de usar os 7 pecados capitais para os crimes no fim, não tinha ligação nenhuma com nada. É que se basearam no Halloween, então já tem cena do assassino matando alguém da família quando era novo, e sem remorco nenhum. Poderiam ter dado um motivo maior pra ele resolver cometer os assassinatos (e tinha MUITOS motivos, mas não usaram), só que acho que resolveram que se dessem motivos, a parte dele ser um 'Michael Myers' perderia o sentido. Aí, criaram 2 coisas que não dá pra conectar.

Mas no geral, ainda bem que deu certo de alguma maneira e teve segunda temporada. Porque ela foi milhões de anos melhor e prova que filme slasher pode funcionar muito bem numa série.

 

2ª Temp. Não tem ligação direta com a primeira temp. Outros personagens e outra situação (mas o acampamento aqui foi citado na primeira temporada). Mas muitos erros foram corrigidos, como não dá pra saber quem era o assassino (chutei uns 3 ali, mas não era nenhum deles...), também não dava pra saber qual a ordem das vítimas (no começo até que sim, mas depois eles largaram isso de mostrar alguma coisa do passado do cidadão que iria ir pra vala, aí não dá pra saber muito). O cenário é ótimo agora porque é bem claustrofóbico, com todo mundo ali preso e sabendo que tem um assassino no meio deles,  e com muitos conflitos no meio, já que tem 2 grupos distintos ali. O assassino no final é realmente uma revelação boa. Eu, pelo menos, não saquei muito a pegadinha que estava rolando ali, então fui pego de surpresa.

Foi uma grata surpresa a 2ª temp. ter sido tão boa e ainda com umas referências ao Sexta-feira 13 (a primeira era ao Halloween, essa segunda ao Sexta, creio que a terceira deva vir com toques de A Hora do Pesadelo, espero). No aguardo da 3ª (espero que seja eficiente como foi a 2ª).

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10 hours ago, Jailcante said:

Primeira temp. Fraquinha. Tem seus momentos, mas no geral se perde por coisas bobas que poderiam ter sido eliminadas pra série funcionar melhor. Problemas:

1 - Assassino com uma vestimenta bem estranha. O que é aquele troço pesado que colocaram na cabeça dele? Aqulo não é prático. Nenhum assassino serial usaria aquele troço.

2 - Foi fácil saber quem era o assassino. Na primeira morte, já descobri. Tipo físico dele era único ali no meio dos outros personagens.

3 - Já se sabe de antemão quem era a vítima da vez, já que os episódios começavam justamente com o "pecado" de algum cidadão ali, então era esse que ira pra vala no fim do episódio...

4 - Com essa formula de mostrar pecados e logo depois a pessoa ir pra vala, acabou criando uma fórmula cansativa e daí veio uma 'barriga' no decorrer de alguns episódios.

5 - (Spoiler) Motivo pro assassino matar: Nenhum. Ele só era louco mesmo. O lance de usar os 7 pecados capitais para os crimes no fim, não tinha ligação nenhuma com nada. É que se basearam no Halloween, então já tem cena do assassino matando alguém da família quando era novo, e sem remorco nenhum. Poderiam ter dado um motivo maior pra ele resolver cometer os assassinatos (e tinha MUITOS motivos, mas não usaram), só que acho que resolveram que se dessem motivos, a parte dele ser um 'Michael Myers' perderia o sentido. Aí, criaram 2 coisas que não dá pra conectar.

Mas no geral, ainda bem que deu certo de alguma maneira e teve segunda temporada. Porque ela foi milhões de anos melhor e prova que filme slasher pode funcionar muito bem numa série.

 

2ª Temp. Não tem ligação direta com a primeira temp. Outros personagens e outra situação (mas o acampamento aqui foi citado na primeira temporada). Mas muitos erros foram corrigidos, como não dá pra saber quem era o assassino (chutei uns 3 ali, mas não era nenhum deles...), também não dava pra saber qual a ordem das vítimas (no começo até que sim, mas depois eles largaram isso de mostrar alguma coisa do passado do cidadão que iria ir pra vala, aí não dá pra saber muito). O cenário é ótimo agora porque é bem claustrofóbico, com todo mundo ali preso e sabendo que tem um assassino no meio deles,  e com muitos conflitos no meio, já que tem 2 grupos distintos ali. O assassino no final é realmente uma revelação boa. Eu, pelo menos, não saquei muito a pegadinha que estava rolando ali, então fui pego de surpresa.

Foi uma grata surpresa a 2ª temp. ter sido tão boa e ainda com umas referências ao Sexta-feira 13 (a primeira era ao Halloween, essa segunda ao Sexta, creio que a terceira deva vir com toques de A Hora do Pesadelo, espero). No aguardo da 3ª (espero que seja eficiente como foi a 2ª).

 

 Excelentes colocações, JAIL. Concordo com praticamente tudo ai. Também achei a primeira temporada bem fraquinha (nem consegui terminar, até por que ela era exibida semanalmente e não deu gana de querer continuar acompanhando). Já a segunda temporada realmente foi bem melhor, e funciona muito bem como um "slasher de oito horas" (se não me engano foram oito episódios.

 

Algumas questões com SPOILERS MIL.

 

 

 Realmente, que bom que a segunda temporada largou de mão aquele lance de botar os flashbacks do personagem, pra ele morrer no fim do episódio. Quando começaram a fazer isso nos dois ou três primeiros episódios logo pensei "porra, vão fazer isso de novo", por que fica chato pra caramba, tira aquele suspense de saber quem é o próximo. Mas logo abandonaram isso, e não necessariamente a "estrela" do flashback é quem morre no episódio. Também curti como a série brincou com os clichês de alguns personagens. Tipo, no primeiro episódio, a garota que mais parecia se sentir culpada por tudo tava meio sendo colocada como protagonista, e parecia que ela ia ser a "final girl" da temporada, mas termina que ela acaba sendo a primeira a morrer, e que o perfil dela no passado não era tão limpinho assim. Já a garota loira lá que acaba sendo a unica sobrevivente do grupo de monitores, tem no começo da série toda a pinta de que ira sofrer a mais horrível das mortes, por que inicialmente ela era a mais sangue frio ali do grupo que matou a menina, a que atirava os pecados de cada um na cara, e que estava disposta a tudo pra encobrir o crime, mas dai ela acaba se revelando uma das mais empáticas e a que foi mais sacaneada pela garota no passado. Gostei muito como a série brincou com as nossas expectativas nesse sentido.

 

 Eu não vi a reviravolta final chegando. Me pegou de surpresa. E apesar das inspirações no SEXTA FEIRA 13 serem pra lá de óbvias, só lendo o seu texto agora foi que percebi que a assassina é totalmente inspirada na Pamela mesmo, já que ela também tá ali matando pra vingar o filho que morreu por causa dos monitores e tal (como é que não fui essa conexão antes, eu não sei. Shame on me😂.

 

Não me liguei que mencionaram o acampamento na primeira temporada (mas como eu disse, nunca vi toda e nem pretendo). Mas indica que as temporadas se passam no mesmo universo, creio eu.

 

PS 2: Eu gostava do visual do Carrasco, que foi o assassino da primeira temporada. Mas pensando bem, não é nem um pouco prático pra um serial killer mesmo. Hehehehehe

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É, teve isso também de "trocarem" a protagonista da série, a que parece a mocinha inocente que vai ficar viva no final é logo mandada pro saco. Achei isso bem legal. hehe

 

10 hours ago, Questão said:

Não me liguei que mencionaram o acampamento na primeira temporada (mas como eu disse, nunca vi toda e nem pretendo). Mas indica que as temporadas se passam no mesmo universo, creio eu.

O policial Cam conheceu a Sarah nesse acampamento. É o mesmo universo, considero. Apesar deles colocarem alguns atores nas duas temporadas fazendo personagens diferentes (pelo que vi, foram 3 que voltaram na 2ª temp, mas fazendo outros personagens). Isso é legal, de certa forma, pra manter uma certa conexão, mas, ao mesmo tempo, atrapalha um pouco imaginar tudo rolando no mesmo universo com esses atores fazendo outros personagens. Enfim.

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'Slasher': 3ª temporada da série de terror ganha data de estreia na Netflix e cartaz

Por Renato Marafon 
Publicado em 24/04/2019 às 14:28
 

A Netflix divulgou a data de estreia da 3ª temporada de 'Slasher': dia 23 de maio.

A série teve sua primeiras temporada produzidas pelo canal Chiller, e a Netflix assumiu a produção a partir da 2ª temporada.  O novo ano se chamará 'Slasher: Solstice'.

A nova temporada de Slasher vai estrear no dia 23 de maio, e terá 8 episódios.

Adam MacDonald ('Sobreviventes' e 'Pyewacket') dirige.

 

A trama do próximo ciclo vai seguir um serial killer que busca vingança contra testemunhas de um assassinato que moram em um complexo de apartamentos.

A série foi criada por Aaron Martin ('Being Erica'). Ian Carpenter, que criou a nova série de ficção científica da Netflix, 'Another Life', servirá como produtor executivo e showrunner da terceira temporada.

O novo assassino é conhecido como O Druida.

Confira:

slasher3_1.jpg

 

 

FONTE: CINEPOP

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On 4/16/2019 at 11:00 AM, Jailcante said:

. Isso é legal, de certa forma, pra manter uma certa conexão, mas, ao mesmo tempo, atrapalha um pouco imaginar tudo rolando no mesmo universo com esses atores fazendo outros personagens. Enfim.

É verdade. Mas AMERICAN HORROR STORY faz a mesma coisa. Eu não acompanho a série faz tempo, mas vi que na ultima temporada, que foi meio um crossover de algumas temporadas, teve atores interpretando dois ou até três personagens. Mas não curto muito isso, pessoalmente.

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 Conferi a 3ª temporada de SLASHER, que nesse ano veio com o subtítulo de SOLSTICE. Segue a minha resenha (sem spoilers)

 

slasher3_1.jpg

 

 SLASHER, é uma série antológica, que a exemplo da popular AMERICAN HORROR STORY, conta uma história diferente por temporada, embora reaproveite boa parte de seu elenco, que retorna em novas temporadas com outros personagens.  Após começar em 2016 como uma fraquíssima série produzida pelo extinto canal canadense Chiller (na temporada intitula THE EXECUTIONER), a Netflix resgatou a série, produzindo uma segunda temporada, lançando no Halloween de 2017 (intitulada GUILTY PARTY), bem superior a temporada de estréia, que manipulava de forma competente os clichês do subgênero que dá título á série, ao mesmo tempo que homenageava os clássicos Slasher, gerando um programa tenso e divertido, com personagens relativamente complexos, e que se desenvolvia como um orgânico filme Slasher de oito horas de duração. Entretanto, a série ainda se manteve abaixo do radar, e o silêncio da Netflix sobre uma renovação indicava o fim da série. Eis que em agosto do ano passado (quase um ano após a estréia de GUILTY PARTY), a Netflix anunciou a renovação da série, que seria lançada em 2019. Então, após conferir a nova leva dessa 3ª temporada (mais uma vez com oito episódios), posso dizer que este terceiro ciclo, SOLSTICE, revela-se a temporada mais ambiciosa em termos temáticos da série, mantendo a qualidade da temporada anterior, embora na minha opinião, não a supere.

  Seguindo o formato da série (e de 90% das histórias Slasher seja no cinema ou na TV) SOLSTICE tem como ponto de partida um crime ocorrido no passado (mais precisamente um ano antes dos eventos da temporada), quando um rapaz que voltava da festa de solstício de verão é brutalmente assassinado por um assassino mascarado batizado pela mídia de "Druida", no momento em que chegava ao conjunto habitacional onde morava. O crime é testemunhado pela maioria dos moradores, mas ninguém interfere, e o assassino escapa sem nunca ter sido capturado. Um ano depois, um novo solstício de verão chega, e com ele, o Druida retorna, passando a matar brutalmente aqueles que testemunharam o crime.

  A primeira coisa que se deve dizer sobre a nova temporada (que diferente das outras, se situa nos EUA ao invés do Canadá), é a diversidade de personagens que apresenta, transformando o edifício onde se passa a maior parte da história em um caldeirão multicultural, que não só é usado para tensionar os clichês do subgênero, mas para lançar uma crítica (longe de ser sutil, é verdade) das fobias trazidas pela Era Trump. Os personagens clichês estão presentes, mas tensionados (quero dizer, aqueles que duram mais tempo, não sendo os primeiros a serem despachados pelo Druida). Temos a "Bitch", o hipster, o supremacista branco, a Youtuber, o gay latino, a "Doida do prédio", cuidada pelos filhos negros, a asiática expert em tecnologia, e por ai vai.

O maior exemplo encontra-se na própria protagonista da temporada (diferente da temporada anterior, que dispensou um protagonista definido, SOLSTICE volta a apostar na figura de uma "Final Girl", embor dessa vez, uma que tem carisma). Saadia tem todas as características da Final Girl clássica, ela é virginal, em certo nível mais inocente que os outros personagens adolescentes, mas ainda assim, esperta, intuitiva, e capaz de lutar; com a onda de assassinatos coincidindo com um rito de amadurecimento, já que seus pais viajam no começo da história, deixando-a sozinha. A diferença de Saadia da Final Girl padrão? Saadia é uma muçulmana, uma imigrante afegã refugiada de guerra, que guarda os traumas infantis de guerra, colocando assim os clichês clássicos da Final Girl como o caráter virginal, a bravura para lutar e os traumas do passado dentro de um contexto cultural.

 A tecnologia e a indiferença cada vez maior da sociedade, gerando uma perda de senso de comunidade é outra crítica forte da temporada, representada principalmente na figura da Youtuber e Vlogueira Violet, interpretada pela excelente e carismática Paula Brancati, que já havia roubado a cena em GUILTY PARTY. Vivendo mais em um mundo virtual do que no real, a personagem é vivida como um arquétipo, mas um que parece cada vez mai real, transformando basicamente tudo que acontece em sua vida em material para o seu canal, desde os crimes do Druída, até a crise em seu casamento (gerada principalmente pela obsessão da personagem com seguidores, likes e sua figura virtual). Embora Violet seja o extremo disso, temos muitos outros personagens que apresentam esse tipo de comportamento, desde aqueles que param pra filmar uma tragédia com seus celulares ao invés de tentar ajudar de alguma forma, até os "juízes de internet" sempre dispostos a apontar um dedo. São essas ambições sobre temas sociais, que diferenciam SOLSTICE de suas antecessoras, impactando a própria trama , já que a série apresenta uma sociedade tão anestesiada e indiferente, ao ponto de em muitos casos o assassino não precisar se preocupar em ser furtivo, uma proposta muito interessante, usada bem em alguns casos, e mal em outros (quando a suspensão de descrença é um pouco forçada).

  Em termos de estrutura, a série mantém o padrão das temporadas anteriores de desenvolver o passado dos personagens, e sua relação com o crime gatilho através de Flashbacks, usando-os com habilidade o suficiente pra não entregar a(s) vítimas do episódio (pelo menos na maior parte do tempo), grande erro da temporada de estréia. Diferente das temporadas anteriores, que desenvolviam sua história ao longo de alguns dias, SOLSTICE coloca toda a sua história se passando em exatas 24 horas (cada um dos oito episódios cobre três horas do fatídico dia do solstício). Essas opções funcionam relativamente bem, especialmente pela opção das 24 horas nunca passar a ideia de estagnação. Mas estas opções acabam gerando alguns dos maiores incômodos da temporada. A subtrama envolvendo a investigação policial em torno dos crimes nunca se justifica, e é bastante presente, tirando tempo precioso dos desenvolvimento dos personagens, já que esses policiais nunca chegam perto da identidade do assassino ou de impedir nenhum dos crimes, e nunca são desenvolvidos como personagens. E se não chega a ser um desserviço como na temporada de estréia, a fórmula dos flashbacks não é tão eficiente como na temporada 2, pois sem o fator isolamento (que funcionava por desenvolver mesmo personagens que não estavam em foco, alguns personagens acabam ficando soltos. Um personagem em especial chama a atenção, por só ganhar atenção em um episódio que explora seu passado, motivações e ligações com o crime gatilho, gerando um baita potencial, que é desperdiçado ao fim do episódio com a sua morte, nos fazendo perguntar por que gastar um único episódio de desenvolvimento com aquele personagem, se nada seria feito com aquilo.

  Em termos técnicos, SOLSTICE apresenta uma estética interessante, especialmente durante as sequências noturnas, que abusa do neon e de cores fortes para criar um interessante cenário de pesadelo urbano. A direção é habilidosa também na condução das cenas de tensão, e na criação de momentos mais emotivos de seu personagem, mas não chega a ter nenhum grande momento. Em termos de Gore (algo que a série sempre foi muito bem servida) esta terceira temporada se mostra como a mais ousada e "teatral", com o Druida sendo o mais inventivo e sádico dos três assassinos que deram ás caras na série, embora felizmente, este Gore teatral consegue se manter afastado o suficiente de uma estética mais Trash, que iria contra a atmosfera buscada pela narrativa. O fator "whodunit" da narrativa é bem tratado, e ainda que a série tome alguns caminhos óbvios ao se aproximar de sua conclusão, temos boas reviravoltas que trazem ótimas recompensas emocionais, gerando um bom desfecho  que consegue ser cínico e otimista ao mesmo tempo.

 No fim das contas, a 3ª temporada de SLASHER vale a pena, apresentando personagens com quem nos importamos,  um bom clima de suspense, e um horror visceral pra nenhum fã do gênero reclamar. Ela merece pontos por ter ambições de discussão sociais maiores que suas antecessoras e que o gênero Slasher em geral, além  de tensionar e ressignificar alguns clichês, embora quem espera algum tipo de desconstrução total do subgênero, vai se frustrar, pois essa decididamente não é a intenção aqui. Embora ainda prefira a mais claustrofóbica e paranoica GUILTY PARTY, SOLSTICE é uma engajante entrada da série, que já me deixa querendo uma quarta temporada. Se curte uma história Slasher bem contada, a série é pra você. Mas se não é a sua praia... Bem, o título da série é auto explicativo.

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Assisti aqui. Ótima essa 3ª temp. também, hein? Veio bem completa e redondinha. Não sei se prefiro essa ou a anterior. Enfim.

Interessante que o prédio (ambiente mor da temporada) era claustrofóbico, mas não por causa do lugar, mas por causa das pessoas, onde vizinhos não gostavam um do outro. Todo mundo ali se odiando e se sentindo isolado. Gostei muito desse local.

Mortes bizarras, assassino misterioso com visual legal, e personagens interessantes.

E estava esperando umas referências 'A Hora do Pesadelo' e basicamente veio na fornalha que aparece no final, e na escola onde o elenco jovem aparecia. E spoilers O motivo dos assassinatos vieram da mulher que se matou quando ateou fogo no próprio corpo. Ou seja, alguém morreu torrado e veio a vingança depois pra cima dos 'envolvidos'.

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 Comentários com SPOILERS abaixo.

On 6/3/2019 at 12:55 PM, Jailcante said:

 

Interessante que o prédio (ambiente mor da temporada) era claustrofóbico, mas não por causa do lugar, mas por causa das pessoas, onde vizinhos não gostavam um do outro. Todo mundo ali se odiando e se sentindo isolado. Gostei muito desse local..

 Pois é. A cena do assassinato do cara no começo da série, que é o que desencadeia isso, mostra bem isso. O cara pedindo ajuda  pra todo mundo, só pra ser ignorado por praticamente todos os vizinhos. É um tipo diferente (e talvez mais assustador) de isolamento do que aquele que vemos geralmente nas histórias Slasher.

 

On 6/3/2019 at 12:55 PM, Jailcante said:

Mortes bizarras, assassino misterioso com visual legal, e personagens interessantes.

Pois é, em termos de bizarice das mortes, foi a temporada mais "criativa". Destaco ai a morte da professora, que foi dissecada viva, e a morte do Hipster da cafeteria.

E os personagens são bem interessantes mesmo. Começando pela protagonista. Confesso que fiquei meio com o pé atrás quando vi que a série iria trabalhar com a figura da Final Girl de novo, pois havia gostado de manterem esse papel indefinido em GUILTY PARTY (e a Final Girl da primeira temporada, que hoje é a irmã do Lex em SUPERGIRL, era muuuuito chata). Mas a Saadia acaba sendo uma protagonista bem legal, com uma história e personalidade interessante, e que a gente gosta de acompanhar. Achei fantástico o jeito que colocara pra ela descobrir a identidade de (um) dos Druidas, ligando ao trauma do passado, pra não falar da reviravolta final, que fazendo analogia com o o efeito borboleta, a coloca como a borboleta que bateu as asas e causou o furacão.

A garota dos jogos virtuais era uma personagem que acho que podia ter durado um pouco mais, pois quando começam a desenvolver a personagem, ela morre em seguida.

 

On 6/3/2019 at 12:55 PM, Jailcante said:

 

E estava esperando umas referências 'A Hora do Pesadelo' e basicamente veio na fornalha que aparece no final, 

Pois é. A fornalha me fez lembrar direto de A HORA DO PESADELO, e conseguiram criar um ambiente bem macabro e sangrento ali. A unica coisa que não curti foi o lance meio "Jogos Mortais" que os assassinos fizeram com o Angel e o supremacista branco (esqueci o nome dele), por que não teve nada a ver com a forma como ele vinha agindo até então.

 

On 6/3/2019 at 12:55 PM, Jailcante said:

e na escola onde o elenco jovem aparecia. 

Aqui, eu não peguei a referência, JAIL. No que te lembrou A HORA DO PESADELO aqui?

 

On 6/3/2019 at 12:55 PM, Jailcante said:

E spoilers O motivo dos assassinatos vieram da mulher que se matou quando ateou fogo no próprio corpo. Ou seja, alguém morreu torrado e veio a vingança depois pra cima dos 'envolvidos'.

Caraca! Não tinha pensado nisso, mas faz todo sentido como referência ao Freddy. Nesse sentido, dá até pra apontar que o assassino de cada temporada é mesmo uma homenagem a uma franquia Slasher clássica

1ª temporada- O cara era só mesmo "o puro mal", um louco sem motivação (Halloween)

2ª temporada- Uma mãe maluca buscando vingança contra o que fizeram com o filho dela (Sexta Feira 13)

3ª temporada- Pessoas "tacam fogo" em alguém direta ou indiretamente, e o assassino traz a vingança (A Hora do Pesadelo)

 

 E o que achou da identidade dos assassinos, JAIL, e de como conseguiram (ou não) manter em segredo? Confesso que o irmão da Jen eu matei a charada um ou dois episódios antes de revelarem (quando o Druida mata o babaca que ficava fazendo Bullyng/dando em cima da Saadia e da Jen, tive certeza que era o irmão). Mas que a Jen era a outra assassina me pegou totalmente de surpresa. Tanto que tava achando que no fim, ia ficar só as duas amigas vivas(que o supremacista branco ia sair vivo, também me pegou totalmente de surpresa). E achei muito legal como colocaram o conflito entre as duas amigas de modo a nos deixar triste ver as duas tentando se matar, já que a amizade delas foi bem construída ao longo da temporada, o que tornou a revelação final da Saadia ainda mais dolorida.

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22 hours ago, Questão said:

Aqui, eu não peguei a referência, JAIL. No que te lembrou A HORA DO PESADELO aqui?

A Hora do Pesadelo tem esse cenário na escola. Pelo menos, no primeiro, no segundo e quarto filmes e no Freddy vs Jason.

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3 hours ago, Jailcante said:

A Hora do Pesadelo tem esse cenário na escola. Pelo menos, no primeiro, no segundo e quarto filmes e no Freddy vs Jason.

 

 É verdade. Esses filmes do Freddy trabalham com esses cenários mesmo. Mas me lembrou muito PÂNICO também, já que lá também tem esse lance dos adolescentes babacas se vestindo como o assassino na escola, e o verdadeiro assassino se aproveitando disso para atacar.

 

 E quanto a identidade do assassino, JAIL? Gostou de como trabalharam isso? Conseguiu descobrir quem era antes do fim?

 

 

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Acho que o Pânico pegou esse lance da escola do Hora do Pesadelo. hehe É que no primeiro Hora do Pesadelo aparece pouco a escola. Depois, da Nancy ter um pesadelo lá, acaba não aparecendo mais. Na parte 2 e 4 é que aparece bem mais a escola. Enfim. Mas o lance de ser 2 (jovens) assassinos devem ter pego do Pânico mesmo.

 

Sobre os assassino: Tava achando que seria o pai da Saadia... A viagem dele seria uma desculpa pra ficar ali agindo, sem suspeitas. É que tem um slasher dos anos 80 (não vou dizer o nome pra não dá o spoiler) que o assassino faz isso. Diz no começo do filme que vai viajar, mas no fim a gente vê que ele usou isso de desculpa pra ficar livre e cometer os assassinatos (achei que estariam fazendo essa referência a esse filme com isso, apesar dele não ser um filme muito famoso). Por muito tempo, fiquei achando que era o pai dela (até acho que o próprio Pânico usou isso inspirado nesse filme, porque o pai da Sidney diz que vai viajar no começo e não aparece mais, e assim muita gente suspeitou dele).

Mas suspeitei da amiga da Saadia quando mataram o bully dela na festa (porque ela aparece pouco na festa, ficaram mostrando mais o irmão e a Saadia). 

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On 6/7/2019 at 5:57 PM, Jailcante said:

 

Sobre os assassino: Tava achando que seria o pai da Saadia...

Por muito tempo achei que os pais da Saadia tinham sido os primeiros a serem mortos (hehehehe). Tava esperando que uma hora ela ia acabar encontrando o corpo dos dois. mas depois vi que não ia ter nada disso.

 

On 6/7/2019 at 5:57 PM, Jailcante said:

Mas suspeitei da amiga da Saadia quando mataram o bully dela na festa (porque ela aparece pouco na festa, ficaram mostrando mais o irmão e a Saadia). 

 Confesso que me enganaram quando o Druida ataca a Jen no pátio da escola com um machado. E olha que na hora achei a cena bem forçada (mas no fim faz sentido, já que foi um despiste pra usar a Saadia de álibi, como disseram depois). Mas como não passou pela minha cabeça que eram dois assassinos (como fã de PÂNICO fico envergonhado) comecei a apostar no irmão, especialmente depois  que o Druida mata o Bully da Saadia na festa. 

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