SergioBenatti

Oscar 2018: Previsões

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Tópico para ansiosos. Tópico para fanáticos. Tópico para apostadores. Tópico para quem ama cinema. Tópico de tradição do site Cinema em Cena. Acompanharemos por aqui mais uma temporada de festivais, prêmios de crítica, polêmicas sociais, números de bilheterias, e o eterno duelo cinema de prosa versus cinema de poesia. O que veremos neste ano? Quais filmes chegarão lá? Surpresa, ou frustração, quem sairá com uma das cobiçadas estatuetas douradas nas mãos?

 

Oscarnuts, está aberto mais um ano de previsões para o Oscar!

 

Com a ajuda dos sites IMDB, Awards Daily, do texto e pesquisa deste que vos escreve, e, sobretudo, das informações e texto do excelente Termometrooscar (os quais tive de corrigir equívocos em muitos casos), eis a lista de alguns dos prováveis contendores:

 

T2 TRAINSPOTTING: Diretor: Danny Boyle. Elenco: Ewan McGregor, Ewen Bremner.

Adaptação do livro "Porno", de Irvine Welsh, conta a vida dos personagens de Trainspotting 10 anos depois.

 

On Chesil Beach: Diretor: Dominic Cooke. Elenco: Saoirse Ronan, Emily Watson, Billy Howle.

Adaptação do livro de Ian McEwan, conta a história de dois jovens recém-casados...virgens.

 

How To Talk To Girls at Parties: Diretor: John Cameron Mitchell. Elenco: Elle Fanning, Ruth Wilson, Nicole Kidman. 

Um alienígena turista separa-se de seu grupo de viajantes e desce no subúrbio de Londres onde trava amizade com dois jovens.

 

Annihilation: Diretor: Alex Garland. Elenco: Natalie Portman, Gina Rodriguez, Oscar Isaac, Jennifer Jason Leigh.

A Área X é um local que está há décadas isolado do restante do mundo. Após todas as expedições de reconhecimento terminarem de forma trágica, os membros da décima segunda missão assumem o objetivo de mapear o terreno, identificar as mudanças ambientais e, o mais importante, não se contaminarem. Baseado em famosa obra homônima. ​

 

Blade Runner 2049: Diretor: Denis Villeneuve. Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Wright.

Trinta anos após os acontecimentos do primeiro filme, a humanidade está novamente ameaçada, e dessa vez o perigo pode ser ainda maior. Isso porque o novato oficial K desenterrou um terrível segredo que tem o potencial de mergulhar a sociedade no completo caos. 

 

The Sense of an Ending: Diretor: Ritesh Batra. Elenco: Charlotte Rampling, Jim Broadbent, Michelle Dockery.

Vencedor do Man Booker Prize 2011, conta as memórias de um senhor ao final da vida que tenta se lembrar de um episódio particularmente especial na sua juventude e das consequências geradas a partir dali. Envelhecimento, remorso, memória, e um final surpreendente. 

 

Dunkirk: Diretor: Christopher Nolan. Elenco: Tom Hardy, Cilian Murphy, Mark Rylance, Kenneth Branagh.

Baseado na história real da Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, operação militar que aconteceu no início da Segunda Guerra Mundial.

 

The Zookeeper`s Wife: Diretor: Niki Caro. Elenco: Jessica Chastain, Daniel Bruhl.

O zoológico de Varsóvia é mantido sob o comando de Jan Zabinski e cuidados de Antonina, sua esposa. Quando o país é invadido pelos nazistas, eles são forçados a se reportar para o zoologista, Lutz Heck. Logo, Jan e Antonina começam a trabalhar com a resistência e planejam salvar centenas de vidas ameaçadas pela invasão.

 

Assassinato no Expresso Oriente: Diretor: Kenneth Branagh. Elenco: Kenneth Branagh, Judi Dench, Johnny Depp.
Várias pessoas estão fazendo uma viagem longa em um luxuoso trem. A paz, entretanto, é perturbada por um acontecimento sinistro: um terrível assassinato. À bordo da composição está ninguém menos que o mundialmente reconhecido detetive Hercule Poirot que se voluntaria para iniciar uma varredura no local, ouvindo testemunhas e possíveis suspeitos para descobrir o que de fato aconteceu.

 

Mother!: Diretor: Darren Aronofsky. Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Michelle Pfeiffer, Ed Harris.

Um casal tem o relacionamento testado quando pessoas não convidadas surgem em sua residência acabando com a tranquilidade reinante.

 

A Fortaleza de Vidro: Diretor: Destin Cretton. Elenco: Brie LArson, Naomi Watts, Woody Harrelson.

Baseado no livro Castelo de Vidro, da jornalista Jeanette Walls, a trama retrata a infância de Walls, criada com os irmãos no seio de uma família desequilibrada, bastante pobre e nômade.

 

Battle of The Sexes: Diretor: Jonathan Dayton, Valerie Faris. Elenco: Emma Stone, Steve Carell, Elisabeth Shue.

O longa contará a história da jovem tenista Billie Jean King, que desafia e ganha, de um veterano do esporte, em 1973. A disputa se tornou o evento esportivo mais assistido de todos os tempos e começou uma grande discussão sobre igualdade de gêneros na época.

 

A Bela e a Fera: Diretor: Bill Condon. Elenco: Emma Watson, Luke Evans, Dan Stevens

Versão da animação A Bela e a Fera em live action. Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. 

 

The Beguiled: Diretor: Sofia Coppola. Elenco: Elle Fanning, Kirsten Dunst, Nicole Kidman, Colin Farrell.

Um soldado da União, ferido em combate durante a Guerra de Secessão, acaba encontrando refúgio e um lugar para se curar dentro de um internato para mulheres localizado em território Confederado. Lá, o soldado se recupera, mas acaba conquistando o coração de algumas das mulheres no processo.

 

Wonder Wheel: Diretor: Woody Allen. Elenco: Kate Winslet, Juno Temple, Justin Timberlake, James Belushi.

Sinopse não sabida.

 

Victoria and Abdul: Diretor: Stephen Frears. Elenco: Judi Dench, Ali FAzal, Eddie Izzard.

Abdul Karim é um jovem indiano que é funcionário na corte do Reino Unido. À medida que o tempo passa, a rainha Victoria acaba desenvolvendo uma amizade muito improvável com esse criado específico.​

 

OKJA: Diretor: Joon-Ho Bong. Elenco: Tilda Swinton, Jake Gyllenhaal, Paul Dano, Seo-hyun Ahn.

Mija é uma jovem garota que está prestes a mudar todo o rumo de sua vida. Quando uma poderosa multinacional ameaça sequestrar sua melhor amiga, um animal de estimação chamado Okja, ela não medirá esforços para impedir o crime.

 

The Greatest Showman: Diretor: Michael Gracey. Elenco: Hugh Jackman, Zac Efron, Michelle Williams, Rebecca Ferguson.

A história de P.T. Barnum (Hugh Jackman), showman empreendedor conhecido como "Príncipe das falcatruas". Entre suas criações estão um museu de curiosidades e um circo próprio, em que eram apresentados animais, freaks e fraudes de todo tipo. Lá ele inventou o “O Maior Espetáculo da Terra”, em cartaz até hoje no Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus..

 

Loving Vincent: Diretor: Dorota Kobiela, Hugh Wlechman. Elenco: Saoirse Ronan, Aidan Turner, Douglas Booth.

Investigação apronfundada sobre a vida e a misteriosa morte de Vincent Van Gogh através das suas pinturas e dos personagens que habitam suas telas. Animado com a técnica de pintura a óleo do pintor holandês, os personagens mais próximos são entrevistados e há reconstruções dos acontecimentos que precederam sua morte..

 

Song to Song: Diretor: Terrence Malick. Elenco: Ryan Gosling, Michael Fassbender, Roney Mara, Natalie Portman.

Em Austin, no Texas, dois casais - os compositores Faye (Rooney Mara) e BV (Ryan Gosling), e o magnata da música (Michael Fassbender) com uma garçonete que ele ilude (Natalie Portman) - perseguem o sucesso através de uma paisagem de rock 'n' roll, sedução e traição..

 

Darkest Hour: Diretor: Joe Wright. Elenco: Gary Oldman, John Hurt, Stephen Dillane.

Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Mnistro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a alemanhã Nazista que pode significar o fim de anos de conflito.

The Seagull: Diretor: Michael Mayer. Elenco: Saoirse Ronan, Annette Bening, Corey Stoll.

Filme baseado na peça homônima de Anton Chekov ​, que espelha relações familiares e sociais por meio de uma companhia teatral em uma pequena província russa.

 

The Yellow Birds: Diretor: Alexandre Moors. Elenco: Tye Sheridan, Jennifer Aniston, Alden Ehrenreich.

Dois jovens soldados são enviados para o Iraque. Unidos desde recrutas, os rapazes sempre se protejeram. Em meio à pressões de todos os lados, os dois acabam sob os cuidados de um sargento mais velho e enfrentam diversos atos de violência na luta diária pela sua sobrevivência.

 

Wonderstruck: Diretor: Tood Haynes. Elenco: Oakes Fegleys, Julliane Moore, Michelle Williams.

Em 1927 a pequena Rose foge de casa rumo a Nova York desejando conhecer Lillian Mayhew, estrela de cinema que idolatra. Em 1977 o menino Ben também escapa para NY, sonhando finalmente conhecer seu pai. Em determinado momento as vidas das duas crianças surdas se cruzam de maneira inesperada..

 

The Killing of a Sacred Deer: Diretor: Yorgos Lanthimos. Elenco: Nicole Kidman, Colin Farrell, Alicia Silverstone.

Steve, um carismático cirurgião, conhece um adolescente e procurar integrá-lo em sua complexa família. Quando as ações do garoto se tornam cada vez mais sinistras, a vida ideal de Steven começa a desmoronar e ele é forçado a realizar um impensável sacrifício.

Happy End: Diretor: Michael Haneke. Elenco: Jean-Louis Trintignant, Isabelle Huppert.

A crise migratória afeta de diferentes formas os membros de uma família moradora de um dos dos principais destinos de refugiados na Europa: a cidade portuária de Calais, no norte da França..

 

Downsizing: Diretor: Alexander Payne. Elenco: Matt Damon, Kristen Wiig, Cristoph Waltz

Na cidade de Omaha, as pessoas descobrem a possibilidade de reduzir de tamanho para uma versão minúscula, a fim de terem menos gastos vivendo em pequenas comunidades que se espalham pelo mundo. Um homem (Matt Damon) aceita passar por esse processo.

 

Mary Magdalene: Diretor: Garth Davis. Elenco: Rooney Mara, Joaquin Phoenix, Chiwetel Ejiofor.

A história de Maria Madalena (Rooney Mara), uma das pessoas mais notáveis que cruzaram o caminho de Jesus (Joaquin Phoenix), o messias da religião cristã, enquanto este cumpriu sua jornada no mundo.

 

Molly`s Game: Diretor: Aaron Sorkin. Elenco: Jessica Chastain, Idris Elba, Kevin Costner, Michael Cera.

Após perder a chance de participar dos Jogos Olímpicos, a esquiadora Molly Bloom (Jessica Chastain) decide tirar um ano de folga dos estudos e ir trabalhar como garçonete em Los Angeles. Através de circunstâncias curiosas, ela acaba se tornando milionária e famosa por organizar os mais exclusivos jogos de pôquer da região​.

 

Wonder: Diretor: Stephen Chbosky. Elenco: Julia Roberts, Jacob Tremblay, Owen Wilson.

Auggie Pullman (Jacob Tremblay) é um garoto que nasceu com uma deformação facial. Pela primeira vez, ele irá frequentar uma escola regular, como qualquer outra criança. No quinto ano, ele irá precisar se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade.

 

Logan: Diretor: James Mangold. Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Boyd Holbrook.

Em 2029, Logan ganha a vida como chofer de limousine, para cuidar do nonagenário Charles Xavier. Debilitado fisicamente, esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela, uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men. Ao mesmo tempo em que ele se recusa a voltar à ativa, Logan é confrontado por um mercenário.

 

Call me by Your Name: Diretor: Luca Guadagnino. Elenco: Armie Hammer, Michael Stuhlbarg, Timothée Chalamet.

 Um adolescente e um convidado da família dele apaixonam-se na Riviera italiana.

 

Untitled Detroit Project: Diretor: Kathryn Bigelow. Elenco: John Boyega, Jack Reynor, Will Poulter.

 Trama desconhecida passada no ano de 1967, quando a cidade de Detroit passou por 5 dias de protestos e violência.

 

Untitled PTA Project: Diretor: Paul Thomas Anderson. Elenco: Daniel Day-Lewis, Vicky Krieps, Lesley Manville.

Trama desconhecida, sabe-se que o filme vai falar sobre o mundo da moda de Nova York na década de 1950. 

 

 

AND THE OSCAR GOES TO...

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Minha conhecida obsessão pelo Oscar instiga-me a ler os livros a serem adaptados para as telas.  Todo ano neste fórum faço um exercício de comparação entre literatura e cinema, e o que pode advir em matéria de Oscar. Ano passado, os livros eram ótimos, mas as adaptações não vingaram. Veremos neste ano. Eis o que tenho a dizer, sem Spoiler!,  sobre:

 

 

On Chesil Beach: livro "Na Praia", Autor: Ian McEwan. Editora: Companhia das Letras. 136 páginas. Mais ou menos $32.

 

Num primeiro momento, quem iria querer ler um livro sobre virgindade? Parece um tema morto, nos nossos dias. É aí que entra o colossal talento de Ian McEwan ("Reparação", alguém?!) para deixar essa novela belissimamente escrita fiel aos primeiros anos dos anos 1960, e a deixá-la com um final de encher os olhos das pessoas que se julgam as mais modernas do mundo. É uma novela, portanto, é pequeno, a ação é diminuta, daria mais certo nos palcos que no cinema a meu ver, mas...Saoirse Ronan e Billy Howle têm tudo para arrasar. Há duas temporadas, quando escrevi sobre "Brooklyn", ninguém dava bola pro filme, e eu cravava as indicações. Acontece que aqui a trama tem menos fôlego. Prevejo menos alvoroço, muito pelo tema, que, inclusive, me afastou anos da leitura deste livro. De qualquer jeito, outro personagem à feitura do rosto de época da Saoirse Ronan.

 

A personagem dela é musicista, talvez venha alguma música autoral em vez de só reproduções clássicas. O Figurino é assinado pela Suzie Davies, uma indicação, pelo excelente "Mr.Turner". 

 

Chances de Oscar: Atriz, Roteiro Adaptado, Trilha Sonora, Figurino.

 

 

A Gaivota: Autor: Anton Tchekov. Editora: CosacNaify. 128 páginas (edição. Bolso). Mais ou menos $14.90.

 

Escrita no final do século XIX, essa é uma peça fundamental para o realismo do teatro russo, mas que se tornou célebre no mundo, não tenho dúvidas, pelo seu pensamento a respeito da tessitura do próprio teatro. A história é um fiapo, nem vale a pena contar. O que ela tem de especial é o monólogo de Nina, que todas as atrizes do mundo querem recitar, que todas as mocinhas estudantes de teatro querem fazer, que infesta o Youtube com várias declamações em todas as línguas. A outra personagem mais complexa é a da atriz veterana, que comanda com sua verve e estilo os destinos de quase todos os personagens, numa vibe parecida com o delicioso "Being Julia".

 

Mais uma vez, Saoirse Ronan pegou o melhor personagem, Nina. Annette Bening pegou o segundo melhor. No mais, são papéis batidos, vistos muitas vezes ao longos dos anos. Ou seja, não há novidade.

 

O diretor, Michael Mayer, fez pouca coisa, entre elas destruir um dos meus livros favoritos "Uma Casa no Fim do Mundo".  Estou de olho na production designer Jane Musky, que sempre fez coisa boa, e que agora terá de trabalhar com cenários de teatro ao estilo russo, incluindo um lago no palco. Pode chamar muita a atenção das pessoas.

 

Sinceramente, não vejo a razão de adaptar esse texto para as telas.

 

Chances de Oscar: Atriz, Atriz Coadjuvante, Design de Produção.

 

 

The Sense of an Ending: Autor: Julian Barnes. Editora: Rocco. 160 páginas. Mais ou menos $19.90.

 

O pequeno filme inglês do ano que vai tentar bombar. Baseado em um livro vencedor do Man Booker Prize de 2011. Eu li este livro há alguns anos e me lembro pouco dele. O que é curioso pois trata-se justamente desse exercício de relembrar o passado e como vamos preenchendo os espaços em branco com ficção que contamos para nós mesmos. Tudo do Julian Barnes é feito com aquele humor inglês sutil, auto-referente, meio deprê...Ele tem passagens muito bonitas sobre o que é a memória, sobre o que é o remorso, sobre como as decisões da juventude afetam a velhice e tudo...As pessoas tendem a gostar muito do livro porque ele tem um final - digamos - impactante. De reviravolta. Eu lembro que quando cheguei a página final eu disse a mim mesmo, brincando com o título: "Quase faltou sentido ao fim". Em termos de Oscar, tudo se resume aos personagens do Jim Broadbent, o inequívoco protagonista, e da Charlotte Rampling. Se ela for proibida de dar entrevistas e de comentar a situação racial da indústria, talvez ela consiga uma segunda indicação, dessa vez a uma distante quinta vaga de Atriz Coadjuvante. Quanto ao Jim Broadbent, apesar de ele ser um ator excepcional, prevejo um ano muito forte. Não vejo ele entrando. As críticas, por enquanto, estão ruins.

 

Chances de Oscar: Os ingleses sempre puxam forte os seus compatriotas. Mas, por agora, só vejo chances muito diminutas em Atriz Coadjuvante (Charlotte Rampling).

 

T2 TRAINSPOTTING: livro "Porno": Autor: Irvine Welsh. Editora: Rocco. 568 páginas. Mais ou menos $30

 

Não tenho nem como expressar o quanto este livro é divertido. As loucuras das drogas do primeiro livro são parcialmente substituídas por doses cavalares de sexo. Enquanto lia, só pensava: como é que eles vão filmar isso? Afinal, eles agora ganham dinheiro com filme pornô caseiro. Não é que é pesado, gente, é pesadíssimo!, e engraçadíssimo! Porque tem isso: sexo tem uma dimensão de comédia. As críticas ao filme não estão muito boas. Mas tenho certeza: os leitores não hão de se arrepender. Vale cada centavo.

 

Jon Harris, indicado por "127 hours", talvez tenha o trabalho técnico mais difícil. Repetir aquela velocidade incrível da montagem do primeiro filme. É uma chance muito remota. Mas não vejo outra.

 

O roteiro do primeiro filme ganhou uma indicação, para John Hodge ( adaptou "A Praia"; escreveu "Cova Rasa", entre outros), mas creio que tudo na vida é momento. Aquele momento, aquele frisson provocado por "Trainspotting", passou. 

 

Chances de Oscar: Montagem.

 

The Yellow Birds: livro "Pássaros Amarelos": Autor: Kevin Powers. Editora: Companhia das Letras. 182 páginas. Mais ou menos $26.

 

Um draminha de guerra, estreia desse jovem autor, que foi ele mesmo militar no Iraque. Foi inflado por alguns jornais americanos até como obra-prima. Você vai ler e ....Não tem nada! Absolutamente nada. Talvez o pior livro que li nos últimos tempos. A melhor coisa é o por quê do título, que vem de uma canção de guerra do exército americano. 

 

Estavam tentando catapultar a indicação em Atriz para Jennifer Aniston, mas o filme flopou nas críticas. Porém, ainda insistem em fazer o nome dela. É uma coisa totalmente fora da realidade se conseguirem. A personagem da mãe aparece pouco e não faz nada de mais. Tem apenas um momentinho mais relevante. É puro marketing.

 

Como filme de guerra, talvez alguma chance em Som. É de uma galera que vence prêmios Emmys, mas no Oscar ainda não deu as caras.

 

Chances de Oscar: Atriz, Edição de Som.

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“BLADE RUNNER: 2049”

 

Visually stunning, with a few sly nods to Ridley Scott’s 1982 original and a super creepy Jared Leto. Sign us up. (Sony/WB)

 

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 Quando escrevi sobre os livros que gerarão adaptações, esqueci de mencionar simplesmente o primeiro deles que li, lá atrás, quando tinha uns 12, 13 anos...

 

 "Assassinato no Expresso Oriente" junto a "O Assassinato de Roger Acroyd", respectivamente, meu segundo e meu primeiro livro favorito de Agatha Christie, são pedras fundamentais da literatura policial. No começo da adolescência, devorei cerca de uns 30 livros da dama do crime, mas esses dois são brilhantes, ousados, geniais, e, são os únicos de fato inesquecíveis. Por mais que o tempo passe, não há como apagar da memória os finais desses dois livros.  

 

Neste ano, teremos mais uma adaptação do "...Expresso oriente", agora pelas mãos do Kenneth Branagh (multi-indicado pelas mais variadas categorias). Saudando o filme clásssico de 1974, do mestre Sidney Lumet (mestre em reunir grandes atores em um ambiente confinado e extrair bons filmes dessa situação limitadora), ele também partiu para um casting de grandes talentos. Penélope Cruz ficará a cargo do personagem que foi de Ingrid Bergman ( e lhe rendeu aquele injusto terceiro Oscar, que, a meu ver, deveria ser de Valentina Cortese pelo brilhante "A noite Americana"), mas eu decididamente não acho que ela conseguirá repetir sequer a indicação. O melhor papel é o que foi interpretado pela Lauren Bacall, e que nesta nova versão ficará a cargo de Michelle Pfeiffer (Que ano ela terá! Que come back!). Albert Finney conseguiu indicação em Ator pelo seu Poirot, mas não acho que a história se repetirá com o Branagh. Ator é sempre uma categoria muito forte, muito disputada, não vejo isso acontecendo.

 

É engraçado como as pessoas acham o filme do Lumet "mal desenvolvido", "sem profundidade", um verdadeiro desperdício estelar de atores, etc. Não entendem o humor por trás das maneiras... Não se trata de um filme de suspense, trata-se de um filme de costumes... Não sei se será este o mesmo tom do novo filme, mas vamos aguardar. 

 

O filme de 1974 é um rastro de estrelas. Martin Balsam, Sean Connery, John Gielgud, Wendy Hiller, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave, Rachel Roberts... Perdoem-se os jovens para quem esses nomes nada significam! É muito Oscar, é muita indicação junta! Tipo, é a história do cinema diante dos nossos olhos. O casting do novo é bom, mas não se compara. Se eu tiver que arriscar algum nome a ser indicado, seria a Pffeifer que pegou o melhor papel, ou a Judi Dench por ela ser sempre indicada. Contudo, as duas estão em papéis mais fortes, e em filmes mais fortes, neste ano também.

 

A trilha sonora de filmes de suspense costumam render boas coisas e está mãos do competentíssimo, 2 vezes indicado, Patrick Doyle.

 

O visú de época (anos 1930!) e, particularmente, do afetado Poirot, pode render indicação em Maquiagem & Penteado.

 

 

Chances de Oscar: Roteiro Adaptado, Atriz Coadjuvante (Pfeiffer ou Dench), Trilha Sonora, Maquiagem & Penteado.

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"Five Came Back", documentário Netflix, recentemente incorporado na grade, desponta como uma das primeiras apostas sérias para O Oscar 2018. É o mínimo que se pode dizer dessa reunião de pesos pesados da indústria.

 

 Extremamente informativo, sem ser chato, o documentário do diretor Laurent Bouzereau (conhecido por inúmeros produções de bastidores de outros filmes) vai além da história das batalhas, ou da já conhecida importância social de Hollywood ter se envolvido na guerra. Por meio de depoimentos de Steven Spielberg, Coppola, Guillermo del Toro, Paul Greengrass, aprendemos bastante também sobre o que eles consideram mais emocionante, ou tecnicamente audacioso, em cinema de maneira geral, ao analisarem algumas das obras mais seminais do cinema americano, obras essas realizadas pelos superlativos: John Huston, William Wiler, John Ford, e George Stevens. Muito Oscar nesta porra!!! :)

 

É maravilhoso ouvir grandes diretores falando sobre grandes diretores! É é ainda mais maravilhoso ouvir grandes diretores que amamos falando sobre grandes diretores que amamos. Como não ficar maluco ao ver cenas dos bastidores do Oscar, como por exemplo a estupenda Greer Garson recebendo sua merecida estatueta pelo sublime "Mrs. Miniver"? Acrescente-se: tudo isso narrado pela Meryl Streep, com música-tema do Thomas Newman, produção do Scott Rudin e Spielberg...Enfim, é um arraso!

 

Juntar Segunda Guerra Mundial e Hollywood dos anos 1940 é como me colocar num parque de diversão!  Minha estante de filmes é praticamente isso aí. Embora tenha adorado, vou manter a coerência de todos os anos. Documentário de ilha de edição, por melhor que seja, na minha opinião, é menos "valioso" do que um documentário de câmera na mão. O curioso é que este é um documentário sobre grandes diretores que foram pro campo de batalha registrar, eles mesmos, com a câmera na mão, as atrocidades na Europa ou no Pacífico. Não é irônico? A Netflix colocou em exibição os registros de guerra dos diretores. O do John Ford, por exemplo, sobre a descoberta dos campos de concentração é das coisas mais pesadas que já vi. "Five Came Back" é assim um excelente exercício de história, de cinema, e de metalinguagem. Filme ao quadrado, filme sobre filme.

 

Ele já foi exibido nos cinemas de Nova York e Los Angeles, ou seja, está habilitado à corrida. Convém dizer que documentários sobre Hollywood, ao contrário dos Live Action, não costumam ganhar prêmios, mas documentários sobre Segunda Guerra sim. Veremos o que acontece. Sem nos esquecermo que a aposta Netflix para 2017, "13th", não conseguiu arrebatar o prêmio.

 

Chances de Oscar: Melhor Documentário.

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Mudança de regra:

 

1) Séries documentais, com diversos episódios, exibidos em tv ou lançados em dvd antes de serem exibidos nos cinemas, tornam-se inelegíveis ao Oscar.

 

Reflexo de "O.J: Made in America" . Ou seja, tudo que escrevi acima sobre "Five came Back" mostra-se inútil. Não poderá competir, pois foi exibido primeiro na tv.

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Cannes

 

Lineup of Films for the 70th Annual Film Festival:

 

 

Wonderstruck, Todd Haynes
Le Redoutable, Michel Hazanavicius
Geu-Hu (The Day After), Hong Sangsoo
Hikari (Radiance), Naomi Kawase
The Killing of a Sacred Deer, Yorgos Lanthimos
A Gentle Creature, Sergei Loznitsa
Jupiter’s Moon, Kornél Mundruczó
L’amant Double, François Ozon
You Were Never Really Here, Lynne Ramsay
Good Time, Benny Safdie and Josh Safdie
Loveless, Andrey Zvyagintsev
The Meyerowitz Stories, Noah Baumbach
Ismael’s Ghosts, Arnaud Desplechin
In the Fade, Fatih Akin
Okja, Bong Joon-Ho
120 Battements Par Minute, Robin Campillo
The Beguiled, Sofia Coppola
Rodin, Jacques Doillon
Happy End, Michael Haneke

 

 

Out of Competition

Blade of the Immortal, Takashi Miike
How to Talk to Girls at Parties, John Cameron Mitchell
Visages, Visages, JR and Agnès Varda

 

 

Un Certain Regard

Barbara, Mathieu Amalric
La Novia del Desierto (The Desert Bride), Cecilia Atán, Valeria Pivato
Jeune Femme, Léonor Serraille
Lerd (Dregs), Mohammad Rasoulof
En Attendant Les Hirondelles (The Nature Of Time), Karim Moussaui
Anpo Suru Shinryakusha (Before We Vanish), Kurosawa Kiyoshi
Out, Gyorgy Kristof
Posoki (Directions), Stephan Komandarev
Western, Valeska Grisebach
Las Hijas De Abril (April’s Daughter), Michel Franco
Fortunata (Lucky). Sergio Castellitto
L’atelier, Laurent Cantet
Aala Kaf Ifrit (Beauty and the Dogs), Kaouther Ben Hania
Tesnota (Closeness), Kantemir Balagov
After The War, Annarita Zambrano
Wind River, Taylor Sheridan

 

 

Special Screenings

Clair’s Camera, Hong Sangsoo
12 Jours, Raymond Depardon
They, Anahita Ghazvinizadeh
Promised Land, Eugene Jarecki
Napalm, Claude Lanzmann
Demons in Paradise, Jude Ratman
Sea Sorrow, Vanessa Redgrave

 

 

Midnight Screenings

The Villainess, Jung Byung-Gil
The Merciless, Byun Sung-Hyun
Prayer Before Dawn, Jean-Stéphane Sauvaire

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 Não tenho escrito muito, mas brevemente eu postarei a minha primeira lista de previsões do ano.

 

 Mesmo sem apresentar meus pequenos comentários de filmes, quero ressaltar que a melhor produção da temporada, pra mim, até agora, é, sem sombra de dúvida, e, de longe,  "Logan". Fiquei extasiado. E nele tem um senhorzinho chamado Patrick Stewart que estará na minha lista. Vou ajudar a engrossar o caldo mesmo, até ele conseguir a sua primeira indicação.

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Temporada passada, eu me fiei na adaptação de obras que eu conhecia para dimensionar a força de cada competidor. O problema é que é mesmo impossível prever se elas serão boas ou ruins, e quanto às obras originais, é preciso sempre se fiar no talento e no passado dos realizadores. Existe também o momentum no caso dos atores, e existe o contexto histórico que estamos atravessando. É difícil fazer previsões em abril, deem um desconto! Se ano passado, cravava em "Silence", "Live By Night", e "American Pastoral", e os três se encrencaram; pelo menos enxerguei o potencial de "Suicide Squad" em Maquiagem & Penteado; a vitória de Viola Davis, em qual categoria fosse; e a trilha de "La La Land", mesmo sem escutar sequer um lá; por exemplo. Eis que o planeta girou em torno do sol. Vamos novamente, começando pelos atores:


 


 


 CAMINHANDO A PASSOS LARGOS PARA UM #OSCARSOWHITE2!


 


 


BEST ACTOR: Gary Oldman - Darkest HourHugh Jackman - The Greatest Showman, Tom Hanks - The Post, Jake Gyllenhaal - Stronger, Andrew Garfield - Breath, Alt: Timothée Chalamet  - Call Me by Your Name


 


Estou sendo muito burro ao não elencar Daniel Day-Lewis? Bem, você não pode ser indicado por todo trabalho (Lembram-se do pavoroso "Nine"?), fora que o plot do novo filme, a esta altura do ano, remanesce muito vago. Gary Oldman, favoritasso, primeirasso, em todas as listas. Hugh Jackman, em segundo, ajudado ainda pela sua atuação fabulosa em "Logan". "The Post", já agendado para o final de dezembro, ajuda Tom Hanks a voltar. Histórias de superação sempre se dão bem, por isso Garfield e Gyllenhaal, embora não veja os respectivos filmes em mais nada. 


 


BEST ACTRESS: Isabelle Huppert - Happy End Meryl Streep - The Post, Judi Dench - Victoria and Abdul, Saoirse Ronan - On Chesil Beach, Frances McDormand - Three Billboards Outside Ebbing, Missouri , Alt: Annette Bening - Film Stars don`t Die in Liverpool.


 


Tem muito de coração nessa minha lista? Tem. Mas não soa tão ilógico imaginar que Meryl estará na lista por um filme do Spielberg (desde "A Cor Púrpura" um filme dele não tem protagonistas femininas), ou que Isabelle, depois de quebrada a barreira da primeira indicação, seja lembrada por um filme do Haneke, ainda mais conjugado com a força do tema, e o buzz de Cannes. Saoirse Ronan vai arrasar, não tenho dúvidas, em mais um papel desenhado para ela.  Annette, infelizmente, um ótimo papel ( interpretando a vencedora do Oscar, a maravilhosa Gloria Grahme), mas num filme que me parece muito pequeno. Tinha tudo pra ganhar, se o filme fosse de um diretor mais consagrado. Mesmo assim, Nathaniel Rogers a enxerga como favorita. Apesar da pletora de produções neste ano, não vejo a Nicole Kidman entrando.


 


BEST SUPPORTING ACTOR: Michael Stuhlbarg – Call me By your name, Michael Shannon – The Current War, Ben Mendelsohn – Darkest Hour, Patrick Stewart - Logan, Woody Harrelson - The Glass Castle, Alt: Ali Fazal - Victoria and Abdul


 


Em se tratanto de "Call me By Your Name", vamos nos atentar para que todo mundo é hétero na parada: do autor do livro ao diretor; passando pelo plot que é mais centrado nos héteros (brancos); enfim, o que quero dizer é que talvez o rótulo de "minoria" não seja muito bem aplicado a este filme. Em todo caso, os elogios são gigantescos ao Stuhlbarg e ao Armie Hammer. Não vejo dois atores entrando. O que vejo sim é a força do Shannon na comunidade dos atores, conseguindo ser indicado mesmo sem o alvoroço dos prêmios antecedentes e por filmes que deram com os burros n`água. Vou fazer minha profissão de fé pelo Stewart.


 


BEST SUPPORTING ACTRESS: Naomi Watts - The Glass Castle, Melissa Leo - Novitiate, Julianne Moore – Wonderstruck, Michelle Williams – The Greatest Showman, Kristin Scott Thomas - The Current War, Alt: Michelle Pfeiffer - mother!


 


Os elogios são estratosféricos para a atuação da Melissa Leo, mas ela já ganhou e o filme é bem pequeno. Moore e Wiiliams seguirão sendo indicadas por muitos e muitos anos, porque talento não lhes faltam. Kristin Scott Thomas merece voltar e merece um Oscar só por existir. Mas depois de muito pensar, pensar, e pensar, e considerando todas as categorias, vejo que "The Glass Castle" pode render um Oscar mesmo a Naomi Watts. Antes, favoritava Pfeiffer, mas, na real, mudei totalmente de ideia, ninguém sabe nada a respeito do filme, pode ser um personagem muito pequenininho, algo protocolar. A ver. A "mother" em questão é a Jennifer Lawrence, né? Não é a Pfeiffer.


Edited by SergioBenatti

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(continuando)

 

 

BEST PICTURE:  Dunkirk, Darkest Hour, The Post, Happy End, Wonderstruck, Detroit, Call me By Your Name, The Greatest Showman, The Current War. Alt: Blade Runner 2049

 

Apostando inicialmente em 9. Tem alguma coisa errada, né? Visivelmente, muito "masculino". Falta alguma história de superação também, que só talvez "The Current War" se encaixe. O Estrangeiro da vez: Haneke. Fime e Diretor voltando a se encontrar.

 

 

BEST DIRECTOR: Joe Wright - Darkest Hour, Christopher Nolan - Dunkirk, Steven Spielberg - The Post, Michael Haneke - Happy End, Todd Haynes - Wonderstruck, Alt: Kathryn Bigelow - Detroit.

 

Ninguém fala do Haneke, mas se ele conseguiu entrar por "Amour", por que não entraria de novo? Consigo ver Joe Wright finalmente sendo indicado, Spielberg voltando, e Haynes ou Bigelow, pelo talento inquestionável, brigando pela vaga. Mas só um eu vejo vencendo: Nolan. O que se diz até aqui é que o filme será um espetáculo. 

 

 

BEST ORIGINAL SCREENPLAY: The Post - Three Billboards Outside Ebbing, Missouri - Darkest Hour - Dunkirk - Happy End,  Alt: Detroit

 

Dificílimo antecipar. Deixei de fora vários roteiristas da estatura de Alexander Payne; Paul Thomas Anderson; Jordan Peele, do fenômeno "Get out", Michael Arndt...Mas é que não vejo os potenciais Best Picture sem indicação em Roteiro. Não dá pra formar um esquadrão de não indicados na categoria principal. O Nolan já teve duas indicações em roteiro ("Memento" e "Inception"), embora filmes de guerra não costumem vencer aqui, pois comumente são adaptações de livros. Favoritei o duas vezes indicado por "A Teoria de Tudo", Anthony McCarten.  Os mais fortes filmes deste ano, ao que parece, são roteiros originais.

 

BEST ADAPTED SCREENPLAY: Call me By Your Name - On Chesil Beach - Victoria and Abdul - Wonderstruck - The Glass Castle, Alt: Mudbound

 

Engraçado, soa muito literário? Parece tão errado, mas como vou mudar? Pelos meus 5, dois escritores adaptarão suas próprias obras: Ian McEwan e Bryan Selznick. Luca Guadagnino assina o roteiro de "Call me By Your Name", junto ao três vezes indicado James Ivory ( a quem amo!),  e Walter Fasano. Ou seja, um time muito mais cinematográfico (e não por contar uma história supostamente de minoria) para ganhar.

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Que fé no Nolan.

Sou um perseguidor declarado dele, não o vejo assim.

Imagino que será um filme bonito como sempre, mas mais do mesmo.

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BEST CINEMATOGRAPHY:  Detroit,  Blade Runner 2049, Dunkirk, Darkest Hour, The Current War, Alt. Wonderstruck

 

 Tá na hora, né? Sempre argumentei que o Roger Deakins ia vencer, quando estivesse em um Best Picture, mas creio que as 13 indicações sem vitórias soam agora como algo ultrajante. Acho que ele vai ganhar, na próxima vez em que for indicado, seja por qual filme for. Como o próximo filme em questão ostenta a marca "Blade Runner", dou-o como favorito. No mais, só gente incrível,  Bruno Delbonnel por "Darkest Hour" (4 indicações), Barry Acroyd por "Detroit" (1 indicação), Chung Chung-Hoon ( "The Handmaiden, "Oldboy") por "The Current War", e, saindo do zero, o suiço Hoyte Van Hoytema por "Dunkirk". 

 

 

BEST COSTUME DESIGN: Victoria and Abdul, Darkest Hour, Beauty and the Beast, Wonderstruck, The Greatest Showman, Alt. Blade Runner 2049.

 

Só sabemos que vai ter Jacqueline Durran, com certeza. Na minha lista por "Beauty and the Beast" e por "Darkest Hour". Quatro vezes indicada, já ganhou uma vez, por "Anna Karenina", mas...por qual ganharia? Pelo filme mais forte,talvez. Gostaria muito de ver Renée April finalmente indicada, ainda mais por um trabalho como "Blade Runner 2049", mas não sei se conseguirá a indicação. Confesso que estou torcendo por ela (Meu amor extensivo por "A Chegada"...). Consolata Boyle segue o fluxo da indicação deste ano e entra com "Victoria and Abdul". E, claro, Sandy Powell trabalhando com Todd Haynes é...#TiroPorradaeBomba. Rumo à 14ª indicação. Nunca ganhou pelos filmes do Haynes aos quais foi indicada, a saber, "Velvet Goldmine" e "Carol". 

 

 

BEST PRODUCTION DESIGN: The Greatest Showman, The Current War, Blade Runner 2049, Darkest Hour, Beauty and the Beast. Alt: Wonderstruck

 

Como na categoria acima, rola uma dupla indicação. É para Sarah Greenwood. Como essa mulher não ganhou por "Anna Karenina" é fora do meu entendimento. Desta vez, ela está com  "Darkest Hour",e "Beauty and the Beast". Quem também tem dois cavalos na corrida é o 3 vezes indicado Nathan Crowley, com "The Greatest Showman" e "Dunkirk".  Depois de esmagar todos os carros da indústria automobilística, o duas vezes indicado Jan Roelfs, da série Velozes e Furiosos, talvez seja indicado por "The Current War". É um filme que pode render imagens incríveis. Mas...quem eu acho que ganha é o veterano Dennis Gassner. Vamos combinar: uma estatueta é pouco pra ele. Wonderstruck é um livro lindo, vocês já viram? Ele é um livro muito grande, metade texto, metade ilustração. Vou ler em junho ou julho. Tem muito potencial artístico, mas será que o design conseguirá reproduzir aqueles desenhos? Por enquanto, fica como alternativa. Ainda mais disputando o universo infantil, digamos assim, com a Disney em "Beauty and the Beast".

 

 

BEST FILM EDITING: Detroit, Dunkirk, The Post, Blade Runner 2049, Darkest Hour, Alt: Wonderstruck

 

Talvez a melhor briga do ano: Lee Smith por "Dunkirk" versus Joe Walker por "Blade Runner 2049". Ambos com duas indicações debaixo do braço, ambos supertalentosos, ambos ficarão por muitos e muitos anos sendo indicados... Acho que dá Segunda Guerra Mundial. William Goldenberg venceu pelo filme errado ("Argo" em vez de "Zero Dark Thirty"), mas prevejo que voltará ao páreo por meio do filme da Bigelow. Não saiu a ficha técnica, mas pensou em filme do Spielberg, pensou em Michael Kahn. 

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Amigo Gust84, tenho implicância com os fãs, não com o trabalho dele. :)

Procede pra caraleo. Piores que trekkies, fãs de Tolkien etc.

Mas ainda assim vejo ele um diretor quadrado e no mal sentido.

 

Um fincher por exemplo é meticuloso e bem controlador nos seus filmes. É possível ver que tudo é muito muito levado em conta e detalhado. Mas ainda assim tem uma fluência, que soa orgânica que Nolan não tem. Seus melhores trabalhos envelhecem mal, infelizmente.

Isso, minha opinião.

Mas de fato você tem razão.

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BEST ORIGINAL SCORE: Murder on the Orient Express, Darkest Hour, Dunkirk, Blade Runner 2049, Wonderstruck. Alt: Star Wars: The Last Jedi.

 

Categoria sempre aberta à desclassificações, mas sinto que o islandês Jóhaan Jóhannsson tem muitas chances. Seu histórico de ótimos trabalhos nos últimos anos justifica o favoritismo, ajudado ainda pela trilha de outro filme no ano, "mother!". Entre os outros indicados, Zimmer, por "Dunkirk"; Marianelli por "Darkest Hour"; Carter Burwell, quebrada a barreira da primeira indicação, por "Wonderstruck", e o retorno de Patrick Doyle, em "Murder on The Orient Express", 2 vezes indicado nos anos 1990, e que está sempre fazendo bons trabalhos.

 

BEST ORIGINAL SONG: Ainda impossível nominar. Sabemos que haverá canções em "The Greatest Showman" e em "Film Stars don`t die in Liverpool". No caso do segundo, o compositor J, Ralph emplacou 3 indicações nos últimos anos, a deste ano e a do ano passado então tiradas da cartola, quebrando o bolão de todo mundo. "Beauty and the Beast" tem a força de Alan Menkel, mas sem o frescor da produção de 1991. Talvez, arriscando um nome, "Days in the Sun"?

 

BEST SOUND MIXING: The Greatest Showman, Star Wars: The Last Jedi, Blade Runner 2049, Detroit, Dunkirk.

 

Dunkirk: parceria de sucesso em filme de guerra. Gregg Landaker e Mark Weingarten. Gregg é uma lenda, mas está há mais de 20 anos sem ganhar. Voltou ao jogo do Oscar, pelo Nolan, com "Interstellar"; Weingarten é o queridinho do Fincher, merece ganhar pela primeira vez. Outros indicados da turma do barulho: Ray Beckett, que venceu por "The Hurt Locker", agora sozinho por "Detroit"; Tod A Maitland, em um trabalho diferente, por "The Greastest Showman"; a nova estrela do departamento de som, Mac Ruth, indicados nos dois últimos anos, desta vez assinando "Blade Runner 2049"; e a turma de "Star Wars: The Last Jedi", liderada por David Parker, outro maiorial, premiado já 2 vezes. 

 

BEST SOUND EDITING: Star Wars: The Last Jedi, Blade Runner 2049, Detroit, Dunkirk, Transformers: Last Knight.

 

Repetem-se os filmes acima, com exceção do musical que dá lugar ao filme mais barulhento, mais apto a criação de som, que, penso, deve ser "Transformers: Last Knight". Todo mundo odeia falar mal da série do Bay, mas os efeitos e o som são impecáveis. Conta com Gregg p. Russel, que teve o nome impugnado este ano, 16 vezes indicados, nunca ganhou; mas se o nome dele mancha o filme na categoria, eis a lenda Gary Summers, 4 vezes premiado (Titanic, Jurassic Park, etc), ao lado dele, para confirmar a indicação. No entanto, ganha o filme mais forte, de guerra, "Dunkirk.

 

 

BEST VISUAL EFFECTS: Blade Runner 2049, Transformers: The Last Knight, Star Wars: The Last Jedi,  Guardians of the Galaxy Vol 2, Kong Skull Island  Alt: Ghost in the Shell

 

Não tenho muita certeza de nada. Sei que a Academia gosta da turma de Transformers, gostou muito do primeiro "Guardians of the Galaxy", e tenho ceretza que "Blade Runner 2049" será lindissimo visualmente, o que será uma espécie de vingança para o filme de 1982, que perdeu, inacreditavelmente, nesta categoria; assim como também perdeu Direção de Arte, então, neste ano, vejo o filme vencendo nas duas categorias. Uma redenção.

 

BEST MAKE-UP & HAIRSTYLING: Guardians of the Galaxy VOL 2, Darkest Hour, Pirates of the Caribeean: Dead Men Tell no Tales  Alt: Murder on the Orient Express

 

A máscara de Winston Churchill versus marujos esquisitões versus criminosos intergaláticos. O passado ensina: O filme de maior prestígio tende a ganhar. O primeiro Guardiões perdeu para " The Grand Budapest Hotel", por exemplo.

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 Boatos de que Spielberg mudou o título de "The Post" para "Nor`easter" e começaria a filmar sua nova produção no dia 22 de maio.

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Achei uma vibe meio "The Fountain". Como eu não dava nada pelo filme, e depois, adorei, fiquei curioso.

 

 

Bilheteria do final de semana:

 

 Weekend Results

 

1. Guardians Of The Galaxy Vol. 2—$63 million (na primeira semana, $145.05)
2. Snatched—$17.5 million
3. King Arthur: Legend Of The Sword—$14.5 million
4. The Fate Of The Furious—$5.3 million
5. The Boss Baby—$4.6 million

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For a second consecutive year, late-night talk show favorite Jimmy Kimmel will return to host the Oscars® telecast and Michael De Luca and Jennifer Todd will produce, Academy President Cheryl Boone Isaacs announced today. The 90th Academy Awards® will air live on the ABC Television Network and broadcast outlets worldwide on Oscar® Sunday, March 4, 2018.

 

 

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