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Forum Cinema em Cena
SergioBenatti

Oscar 2018: Previsões

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Estava gostando até bastante da primeira parte de "Darkest Hour", mas a segunda hora tem tantos romanceamentos, tantas gratuidades, que o filme desmoronou para mim.

Faltou indicarem a trilha do Dario Marianellli, heim?

Que maquiagem! Incrível!

Gary Oldman, monstrão!

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ACE Awards 2018:

Best Edited Feature Film/Dramatic: “Dunkirk” Lee Smith, ACE
Best Edited Feature Comedy I, Tonya Tatiana S. Riegel, ACE
Animated Feature – Coco, Steve Bloom, ACE
Best Edited Documentary, Feature. Joe Beshenkovsky, ACE, Will Znidaric, Brett Morgen for “Jane.”

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Livro: Me chame Pelo seu Nome; André Aciman; Intrínseca; 288 páginas; +-R$39,90.

(Contém Spoilers do livro)

Como acontece frequentemente nessa época do ano, um livro que serve de base a um filme indicado ao Oscar entra na lista dos mais vendidos. Está difícil encontrá-lo nas livrarias, e a notícia que eu tenho é que a editora já prepara uma nova edição para março. Estive tão obcecado com o filme neste último mês, que, se bobear, há comentários meus em todas os vídeos do Youtube, seja em inglês, seja em francês, seja em português. Sentei o dedo no like e no deslike, com força.

Mas só terminei de ler hoje. Gente...que trabalho do James Ivory! Se tivesse de resumi-lo em uma palavra seria: condensação. "Ora, Sergio, toda adaptação é isso". Com efeito, mas eu acrescentaria, toda boa adaptação condensa, a maioria das adaptações apenas restringe. Condensar é outra coisa,  tem a ver com o ar. É pegar o clima, a atmosfera, o perfume constitutivo de algo. Em "Me chame pelo Seu nome", filme, o local, a casa, a Itália; e o quando, a estação, a época, são fundamentais. Está-se no verão, a temperatura da luz é 30 graus,  a casa é antiga, repleta de livros, cheira a frutas cítricas, e há ainda todo o resto...

No livro, o cenário é outro, a casa debruça-se sobre o mar. Isso influi um pouco nas demonstrações de carinho. Elio vai gostar de correr na praia com Oliver, colocando seu pé sobre a pegada do outro. Oliver passará os finais de tarde sentado em uma pedra próxima da arrebentação. O penhasco, é dito, onde Monet pintou alguns de seus quadros, servirá de ligação intelectual entre eles.

Os diálogos entre os dois personagens do livro são bastante vagos. É dizer: não se nomeia o que se sente. Não tem nome de amor. Não tem nome de paixão. Isso o filme conservou maravilhosamente, no qual a cena ao redor do monumento é o melhor exemplo. Já vi gente que achou aquele diálogo confuso. No livro, igualmente, não há confrontação direta. E são quase exatamente as mesmas frases. O que quero ressaltar é que não há questionamentos sobre: "Sou bissexual?", "Sou homossexual?", "Sou cis?", "Sou não binário"? Não há meditações desse tipo. Ninguém se vitimiza! Ninguém é coitado profissional. Ninguém vota no PT! Conta-se uma história do desejo e pronto. Da mesma maneira, a questão etária é tão desimportante no livro, quanto no filme. Prova de que a questão realmente está na cabeça oca das pessoas.

 Informa o livro que Elio já teve alguma experiência no passado, 3 anos antes, com um garçon de Roma. De Oliver, continuamos sabendo pouco sobre seu passado sexual.  Porque ele tem a função de ser misterioso, né (Às vezes é justamente por isso que a atuação do Hammer não foi tão celebrada.)? O que se acrescenta é que ele foi estudante de Harvard, além de barman. No mais, ele é professor de Filosofia. Não História, ou Artes. E estará lançando um livro em breve.

A escrita do André Aciman ( já disse: só conhecia antes pela peça Variações Enigmáticas, com o Paulo Autran) é muito bonita,  muita erudita, com muitas referências a "alta cultura" digamos assim: Dante, Mozart, Ferruccio Busoni, etc, e  vai ser muito dahora ver, depois do sucesso do livro, tantos adolescentes gays procurarem  "Variações Goldberg" de Bach, após ouvirem Pablo Vittar pela milésima vez. Voltando: a escrita do Aciman é bastante chique, elegante, e sedutora, combinando a mais não poder com o histórico de trabalho do James Ivory.

A passagem relativa ao pêssego no livro... Quase idêntica ao filme. Mas a deliciosa piada do Oliver no filme sobre os reinos animal, vegetal e mineral... No livro é um pouco diferente. Ficou melhor, mais redondo, no filme. Agora se as pessoas acharem que esta é a parte mais controversa da história...Preparem-se para a página 200 do livro! Eu jamais, seja em literatura, seja em artes plásticas, seja em filme, li/vi algo tão...sedutor/nojeto...como aquilo que está no livro. É muito impactante! Nem o Guadagnino, nem o Ivory, nem o Chalamet, nem o Hammer, poderiam retratar aquela passagem. O filme não seria exibido em lugar nenhum do planeta! Como a Literatura é a arte principal da Humanidade, e pode TUDO!, ainda bem, o Aciman conseguiu criar uma passagem muito lírica, o máximo de intimidade que eu já vi. E olhem que eu já vi muita coisa por aí desde "O Sabor da Melancia" do Tsai Ming-Liang a "Visitor Q" do Takashi Miike.

O diálogo do pai de Elio é exatamente o mesmo. Mas as ocasiões são um pouco diferentes. No livro, Elio volta sozinho de trem, Anchise o espera na estação. No filme, ele precisa pedir que a mãe o busque, numa fraqueza de ainda inocência. Depois ele cai no sono, cai no choro, cai na saudade, e só depois há a conversa. 

Há muitas coisinhas diferentes: no livro, joga-se tênis, e não vôley. Há uma criança da vizinhança em tratamento de câncer que torna-se grande amiga de Oliver. A questão do pôquer fica mais bem entendida: é como Oliver ganha dinheiro (no filme, isso é estranhamente enquadrado). Marzia no livro tem até uma função ligeiramente menor. No livro, os dois viajarão a Roma e ficarão 3 dias por lá, conhecendo a cidade de bar em bar; gozando da companhia de intelectuais da editora de Oliver, vomitando pelas vielas e se beijando depois ("Quem nunca?" Eu nunca!  Risos)...Mas, no fundo no fundo, ou melhor, lá em cima, no ar, na atmosfera, no perfume, a adaptação é bastante fiel. 

Até que se chega ao final do livro. Onde o filme para, no livro há ainda um avanço de cerca de um capítulo, e um avanço temporal importante. Chegam-se a mais 20 anos de história. Eu não vou contar o que acontece. Deixo vocês lerem.

Vale a pena ler o livro? Sim. É curto, é muito bem escrito, é, contrastando-se com o filme, uma aula de roteiro. Um roteiro que tem tudo para levar a estatueta para casa.

O que "causa" o Roteiro? Um roteiro original  é causado por um desejo, por uma inquietação, por uma necessidade de quem o escreve.

O que "causa" o Roteiro? Um roteiro adaptado frequentamente é causado por um livro. Um livro que você quer "ver" fora da cabeça. Uma imagem que saia (por favor!) de apenas dentro de você e ganhe o mundo. Agora o mundo tem Elio e Oliver vivendo fora das páginas, num ampliado imaginário popular.

Como eu li o livro depois, agora eu os tenho à mão, sempre que quiser tocá-los, "dentro de um livro/ dentro da noite veloz".

 

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5 hours ago, SergioBenatti said:

Livro: Me chame Pelo seu Nome; André Aciman; Intrínseca; 288 páginas; +-R$39,90.

(Contém Spoilers do livro)

Como acontece frequentemente nessa época do ano, um livro que serve de base a um filme indicado ao Oscar entra na lista dos mais vendidos. Está difícil encontrá-lo nas livrarias, e a notícia que eu tenho é que a editora já prepara uma nova edição para março. Estive tão obcecado com o filme neste último mês, que, se bobear, há comentários meus em todas os vídeos do Youtube, seja em inglês, seja em francês, seja em português. Sentei o dedo no like e no deslike, com força.

Mas só terminei de ler hoje. Gente...que trabalho do James Ivory! Se tivesse de resumi-lo em uma palavra seria: condensação. "Ora, Sergio, toda adaptação é isso". Com efeito, mas eu acrescentaria, toda boa adaptação condensa, a maioria das adaptações apenas restringe. Condensar é outra coisa,  tem a ver com o ar. É pegar o clima, a atmosfera, o perfume constitutivo de algo. Em "Me chame pelo Seu nome", filme, o local, a casa, a Itália; e o quando, a estação, a época, são fundamentais. Está-se no verão, a temperatura da luz é 30 graus,  a casa é antiga, repleta de livros, cheira a frutas cítricas, e há ainda todo o resto...

No livro, o cenário é outro, a casa debruça-se sobre o mar. Isso influi um pouco nas demonstrações de carinho. Elio vai gostar de correr na praia com Oliver, colocando seu pé sobre a pegada do outro. Oliver passará os finais de tarde sentado em uma pedra próxima da arrebentação. O penhasco, é dito, onde Monet pintou alguns de seus quadros, servirá de ligação intelectual entre eles.

Os diálogos entre os dois personagens do livro são bastante vagos. É dizer: não se nomeia o que se sente. Não tem nome de amor. Não tem nome de paixão. Isso o filme conservou maravilhosamente, no qual a cena ao redor do monumento é o melhor exemplo. Já vi gente que achou aquele diálogo confuso. No livro, igualmente, não há confrontação direta. E são quase exatamente as mesmas frases. O que quero ressaltar é que não há questionamentos sobre: "Sou bissexual?", "Sou homossexual?", "Sou cis?", "Sou não binário"? Não há meditações desse tipo. Ninguém se vitimiza! Ninguém é coitado profissional. Ninguém vota no PT! Conta-se uma história do desejo e pronto. Da mesma maneira, a questão etária é tão desimportante no livro, quanto no filme. Prova de que a questão realmente está na cabeça oca das pessoas.

 Informa o livro que Elio já teve alguma experiência no passado, 3 anos antes, com um garçon de Roma. De Oliver, continuamos sabendo pouco sobre seu passado sexual.  Porque ele tem a função de ser misterioso, né (Às vezes é justamente por isso que a atuação do Hammer não foi tão celebrada.)? O que se acrescenta é que ele foi estudante de Harvard, além de barman. No mais, ele é professor de Filosofia. Não História, ou Artes. E estará lançando um livro em breve.

A escrita do André Aciman ( já disse: só conhecia antes pela peça Variações Enigmáticas, com o Paulo Autran) é muito bonita,  muita erudita, com muitas referências a "alta cultura" digamos assim: Dante, Mozart, Ferruccio Busoni, etc, e  vai ser muito dahora ver, depois do sucesso do livro, tantos adolescentes gays procurarem  "Variações Goldberg" de Bach, após ouvirem Pablo Vittar pela milésima vez. Voltando: a escrita do Aciman é bastante chique, elegante, e sedutora, combinando a mais não poder com o histórico de trabalho do James Ivory.

A passagem relativa ao pêssego no livro... Quase idêntica ao filme. Mas a deliciosa piada do Oliver no filme sobre os reinos animal, vegetal e mineral... No livro é um pouco diferente. Ficou melhor, mais redondo, no filme. Agora se as pessoas acharem que esta é a parte mais controversa da história...Preparem-se para a página 200 do livro! Eu jamais, seja em literatura, seja em artes plásticas, seja em filme, li/vi algo tão...sedutor/nojeto...como aquilo que está no livro. É muito impactante! Nem o Guadagnino, nem o Ivory, nem o Chalamet, nem o Hammer, poderiam retratar aquela passagem. O filme não seria exibido em lugar nenhum do planeta! Como a Literatura é a arte principal da Humanidade, e pode TUDO!, ainda bem, o Aciman conseguiu criar uma passagem muito lírica, o máximo de intimidade que eu já vi. E olhem que eu já vi muita coisa por aí desde "O Sabor da Melancia" do Tsai Ming-Liang a "Visitor Q" do Takashi Miike.

O diálogo do pai de Elio é exatamente o mesmo. Mas as ocasiões são um pouco diferentes. No livro, Elio volta sozinho de trem, Anchise o espera na estação. No filme, ele precisa pedir que a mãe o busque, numa fraqueza de ainda inocência. Depois ele cai no sono, cai no choro, cai na saudade, e só depois há a conversa. 

Há muitas coisinhas diferentes: no livro, joga-se tênis, e não vôley. Há uma criança da vizinhança em tratamento de câncer que torna-se grande amiga de Oliver. A questão do pôquer fica mais bem entendida: é como Oliver ganha dinheiro (no filme, isso é estranhamente enquadrado). Marzia no livro tem até uma função ligeiramente menor. No livro, os dois viajarão a Roma e ficarão 3 dias por lá, conhecendo a cidade de bar em bar; gozando da companhia de intelectuais da editora de Oliver, vomitando pelas vielas e se beijando depois ("Quem nunca?" Eu nunca!  Risos)...Mas, no fundo no fundo, ou melhor, lá em cima, no ar, na atmosfera, no perfume, a adaptação é bastante fiel. 

Até que se chega ao final do livro. Onde o filme para, no livro há ainda um avanço de cerca de um capítulo, e um avanço temporal importante. Chegam-se a mais 20 anos de história. Eu não vou contar o que acontece. Deixo vocês lerem.

Vale a pena ler o livro? Sim. É curto, é muito bem escrito, é, contrastando-se com o filme, uma aula de roteiro. Um roteiro que tem tudo para levar a estatueta para casa.

O que "causa" o Roteiro? Um roteiro original  é causado por um desejo, por uma inquietação, por uma necessidade de quem o escreve.

O que "causa" o Roteiro? Um roteiro adaptado frequentamente é causado por um livro. Um livro que você quer "ver" fora da cabeça. Uma imagem que saia (por favor!) de apenas dentro de você e ganhe o mundo. Agora o mundo tem Elio e Oliver vivendo fora das páginas, num ampliado imaginário popular.

Como eu li o livro depois, agora eu os tenho à mão, sempre que quiser tocá-los, "dentro de um livro/ dentro da noite veloz".

 

Sérgio, e já estão dizendo por aí que o filme terá 2 continuações...você acredita que seja possível isso? Será que o Ivory conseguiria expandir essa história?

Eu também fiquei bem obcecado pelo filme....na verdade me vi no Elio, vi meus pais ali (com papéis invertidos mas ví), vi amores de verao, decepções..

No fim já comprei até o vinil com a trilha sonora rs rs rs.

Comprei o livro assim que lançou por aqui...devo ler assim que a corrida terminar.

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On 1/9/2018 at 12:51 AM, SergioBenatti said:

Coloquem o "Faces Places" nas primeiras posições de filmes a ver. É maravilhoso; justificado tantos prêmios.

Agnès Varda refazendo a cena clássica de "Bando à parte" do Godard ( e "The Dreamers" do Bertolucci!) salvou meu dia.

Que coisa linda!!!

Filmaço mesmo. A brincadeira de fazer eles espectadores/realizadores todo o tempo torna o filme muito mais interessante.

Que eu chegue nessa idade com a vivacidade da Agnès Varda. Porque o talento e o olho eu nem estou pedindo.

E que momento lindo esse:

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Imborba, e a Agnès é poucos dias mais velha do que o James Ivory. Ou seja, um dos dois pode se tornar o mais velho vencedor da Academia.

Sempre quando penso nela lembro-me do estupendo "As Praias de Agnès", e também que ela perdeu a Palma de Ouro em 1962 por "Cléo das 5 Às 7" para o nosso "O Pagador de Promessas". Competição em que tinha ainda "O Anjo Exterminador", "O Eclipse" e "Divórcio à italiana". Que ano, heim?!

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"The Post" integra aquela parte dos filmes do Spielberg que eu chamo de "Guerra das Palavras". Nesse parte da filmografia dele reúno filmes como "Amistad", Lincoln", "Ponte dos Espiões". Não à toa, são filmes que eu não gosto. São palavrosos demais. O acontecimento é sempre "um tema". Os filmes exalam tanta autoconsciência que parecem ficar dizendo para o espectador: "Sou importante! Sou importante! Sou importante!". E o espectador se vê obrigado a concordar, e obrigado a colocar um palito de fósforo em cada pálpebra para não dormir antes do fim, e sonhar, talvez, com os filmes do Spielberg como: "Império do Sol",  "A Lista de Schindler" e "Munique" : importantes em cada poro, mas espetáculos visuais mesmerizantes.

Ainda bem que Tom Hanks não roubou a vaga do Daniel Kaluuya! Porque ele está banal, banalíssimo.

Só saúdo os figurinos da Ann Roth (tão velhinha, pouco indicada, apenas aquela solitária vitória de 1997); o excelente trabalho do Rick Carter no design; e...a Meryl Streep - bonita, intuitiva, e contida atuação. Gostaria de elogiar tambéma  cena da impressão dos jornais, e do carregamento deles nos caminhões. Parecia um carregamento do Exército. Um armamento pesado feito de palavras. Lindo!

 

 

 

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London Film Critics Awards:

 

FILM OF THE YEAR
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

FOREIGN-LANGUAGE FILM OF THE YEAR
Elle

DOCUMENTARY OF THE YEAR
I Am Not Your Negro

BRITISH/IRISH FILM OF THE YEAR: The Attenborough Award
Dunkirk

DIRECTOR OF THE YEAR
Sean Baker – The Florida Project

SCREENWRITER OF THE YEAR
Martin McDonagh – Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

ACTRESS OF THE YEAR: Sponsored by Heaven Skincare
Frances McDormand – Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

ACTOR OF THE YEAR
Timothée Chalamet – Call Me By Your Name

SUPPORTING ACTRESS OF THE YEAR
Lesley Manville – Phantom Thread

SUPPORTING ACTOR OF THE YEAR: Sponsored by Cameo
Hugh Grant – Paddington 2

BRITISH/IRISH ACTRESS OF THE YEAR
Sally Hawkins – The Shape of Water/Maudie/Paddington 2

BRITISH/IRISH ACTOR OF THE YEAR: Sponsored by Millbank & CooperSearle
Daniel Kaluuya – Get Out

YOUNG BRITISH/IRISH PERFORMER OF THE YEAR: Sponsored by The May Fair Hotel
Harris Dickinson – Beach Rats

BREAKTHROUGH BRITISH/IRISH FILMMAKER: The Philip French Award
Francis Lee – God’s Own Country

BRITISH/IRISH SHORT FILM OF THE YEAR
We Love Moses – Dionne Edwards

TECHNICAL ACHIEVEMENT AWARD
Blade Runner 2049 – Dennis Gassner, production design

EXCELLENCE IN FILM: The Dilys Powell Award
Kate Winslet

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Visto "Marshall".

A canção indicada, "Stand up for Something",  aparece só nos créditos finais. É parceria do Common (que ganhou por "Selma" junto com o John Legend) com a veterana Diane Warren - 9ª indicação, nunca ganhou, e não será dessa vez.

Tendo escutado todas as 5 indicadas, visto todos os filmes, e enxergando o contexto delas para os filmes:

Meu voto seria em "The Mistery of Love", "Call me by Your Name"- letra e melodia inspiradíssimas. Vai ganhar "Remember me", "Coco"; com méritos, pois a canção é o fio condutor de todo o filme.

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5 hours ago, SergioBenatti said:

Visto "Marshall".

A canção indicada, "Stand up for Something",  aparece só nos créditos finais. É parceria do Common (que ganhou por "Selma" junto com o John Legend) com a veterana Diane Warren - 9ª indicação, nunca ganhou, e não será dessa vez.

Tendo escutado todas as 5 indicadas, visto todos os filmes, e enxergando o contexto delas para os filmes:

Meu voto seria em "The Mistery of Love", "Call me by Your Name"- letra e melodia inspiradíssimas. Vai ganhar "Remember me", "Coco"; com méritos, pois a canção é o fio condutor de todo o filme.

Voto com o relator. Apesar de The Mistery of Love não ser o único momento musical intenso e perfeito de Call Me By Your Name, é o mais importante. Linda música. Belo trabalho de Sufjan Stevens em pelo menos três músicas excelentes no filme. 

Eu vi o filme hoje e ainda estou digerindo, mas fazia tempo que não saía com esse gostinho maravilhoso de ficar encucado com um filme. Tentando decifrar as maravilhas dele. Os reflexos do fascismo, os símbolos artísticos, e o papel do desejo, do corpo e das memórias disso tudo. 

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Imborba, que maravilha você ter gostado! Fico tão contente quando alguém alguém que verdadeiramente ama cinema vibra na mesma sintonia. Escreva sobre ele, por favor. O Pablo deu 5 estrelas também recentemente, embora o texto dele não tenha sido dos mais inspirados. 

A questão judaica também é muito forte. A mãe que tenta esconder a estrela de Davi, afinal são "judeus discretos", do filho que aos poucos, imitando o amado,  não consegue mais esconder nenhum sentimento. A mãe tenta esconder, claro, pelos ecos históricos do fascismo na Itália.

Na entrevista que o Aciman deu a Globonews, na segunda-feira, ele revelou que o lance da estrela tem a ver com um episódio de seu passado, no qual um adolescente bonito que chamou a atenção dele em uma praia do Egito, a expunha assim no pescoço..

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DORIAN Awards

FILM OF THE YEAR
Call Me By Your Name – Sony Pictures Classics

DIRECTOR OF THE YEAR (FILM OR TELEVISION)
Greta Gerwig, Lady Bird – A24

BEST PERFORMANCE OF THE YEAR — ACTRESS
Sally Hawkins, The Shape of Water – Fox Searchlight

BEST PERFORMANCE OF THE YEAR – ACTOR
Timothée Chalamet, Call Me By Your Name – Sony Pictures Classics

SUPPORTING FILM PERFORMANCE OF THE YEAR – ACTRESS
Laurie Metcalf, Lady Bird – A24

SUPPORTING FILM PERFORMANCE OF THE YEAR – ACTOR
Michael Stuhlbarg, Call Me By Your Name – Sony Pictures Classics

LGBTQ FILM OF THE YEAR
Call Me By Your Name – Sony Pictures Classics

FOREIGN LANGUAGE FILM OF THE YEAR
BPM (Beats Per Minute) — The Orchard

SCREENPLAY OF THE YEAR (ORIGINAL OR ADAPTED)
Jordan Peele, Get Out – Universal

DOCUMENTARY OF THE YEAR
Faces Places – Cohen Media Group

VISUALLY STRIKING FILM OF THE YEAR
(honoring a production of stunning beauty, from art direction to cinematography)
The Shape of Water – Fox Searchlight

UNSUNG FILM OF THE YEAR
God’s Own Country – Samuel Goldwyn Films

CAMPY FLICK OF THE YEAR
mother! – Paramount

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On 31/01/2018 at 4:29 AM, lmborba said:

Voto com o relator. Apesar de The Mistery of Love não ser o único momento musical intenso e perfeito de Call Me By Your Name, é o mais importante. Linda música. Belo trabalho de Sufjan Stevens em pelo menos três músicas excelentes no filme. 

Eu vi o filme hoje e ainda estou digerindo, mas fazia tempo que não saía com esse gostinho maravilhoso de ficar encucado com um filme. Tentando decifrar as maravilhas dele. Os reflexos do fascismo, os símbolos artísticos, e o papel do desejo, do corpo e das memórias disso tudo. 

Warren = Deakins. Ela esta ali pra cumprir tabela apenas.

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É o comentário anual mais difícil de fazer. Então vou beber no que escrevi ano passado:

"Tomo muito cuidado antes de tecer qualquer comentário sobre a série "Star Wars", pois eu nunca fui fã, e todos os meus melhores amigos são loucos pelos filmes. É uma posição delicada. Acabei de ver o deste ano. "Rogue One" me divertiu, me entreteve, mas não mais do que isso. E com certeza menos, bem menos que "The Force Awakens". Tem todos os defeitos essenciais de sempre, e tem as qualidades de sempre. Se decompormos a estrutura do filme, a unidade básica bruta é sempre a mesma: os heróis começam em desvantagem, separam-se, unem-se, e, no máximo, há um empate, um empate redentor e também dolorido. Um triunfo confinado, que abrirá caminho para outra história. Em uma palavra, é uma fórmula comercial de cinema! Fórmula legítima, mas que não se coaduna com o que eu espero de um trabalho de arte."

Foi o que escrevi ano passado sobre o filhote "Rogue One", e o que poderia escrever sobre "Star Wars: The Last Jedi". A única coisa que eu mudaria a respeito desse episódio VIII é a enorme coragem do roteirista e diretor Rian Johnson de ir contra o consagrado! Depois de 1 hora e pouco querendo enfiar um sabre de luz nos olhos, só testemunhando o que eu não gosto,  consegui entrar na história do filme, e perceber as nuances de personalidade criadas sobretudo para os personagens principais. "Deixar o velho ruir", como diz o Kylo Ren,  só fortaleceu o filme. Parabéns! Essa coragem garantirá pelo menos mais uns 5 filmes pela frente. Serei obrigado a ver todos. Ai de mim...Ai de mim ter que aguentar essas criaturinhas fofinhas, engraçadinhas, diretamente ligadas ao setor de produtos do Marketing...Ai de mim ter que aguentar esse monte de piadas infanto-juvenis...Ai de mim, esses olhares panorâmicos de coragem, as criancinhas injustiçadas da galáxia...Mas, repetindo, a coragem do novo roteiro de queimar seus ídolos, e assim reviver o cânone, deu vida nova à saga. "Temos tudo o necessário", disse, por último, a eterna  princesa.

Tomara que melhorem a questão do ritmo. "The Force Awakens", o que eu mais gosto, tinha uma agilidade e um dinamismo que senti falta aqui.

As indicações a Som e Efeitos visuais são justificadas, ajudadas também por um ano não tão forte nas categorias. A indicação a Trilha, a meu ver, é apenas protocolar , a 51ª do John Williams, só por que não poderiam indicá-lo pelo "nada auditivo" que é a trilha de "The Post".

O Oscar de Edição de Som é possível. Já que Matthew Wood e Ren Klyce têm 4 e 7 indicações, respectivamente, e dividem um sentimento de injustiça, pois nunca venceram.

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31 minutes ago, Gust84 said:

Pensei parecido.

Force awakens mais redondo. Mas os acertos, ainda que mais pontuais deste EP VIII, são maiores e mais grandiosos.

Quando acerta, acerta bem demais.

Principalmente na parte mitológica, né? Deram um um passo a mais na história. Foi muito corajoso. Eu dou valor a isso.

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