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Questão

Patrulha do Destino (Série)

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 Assisti ao piloto.

 

 Curti bastante. Fazia tempo que não curtia tanto o piloto de uma série do gênero. Os personagens são bastante carismáticos, e tem uma dinâmica brilhante. Embora tenha um foco especial no Homem Robô, dublado por Brendan Fraser, e vivido pelo mesmo em cenas de flashback, a montagem consegue dar uma boa pincelada em cada um dos quatro membros da equipe, não deixando nenhum sobrando. A série tem um pé no Nonsense bem interessante com a narração metalinguística feita pelo vilão, que consegue zoar o gênero, e render boas piadas, mas sem com isso sacrificar a dramaticidade da narrativa. A série é muito bem realizada também, dando a impressão de ser bem melhor produzida que TITÃS, a série anterior produzida pelo serviço de Streaming da DC.

Enfim, gostei muito do que vi. Agora é esperar pra que mantenham o nível nos episódios seguintes.

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Em seu novo episódio, Patrulha do Destino trouxe referências a Titãs e ao Superman. O segundo episódio de Patrulha do Destino meio que se conecta com a cena pós-créditos da primeira temporada de Titãs. Em uma tela, aparecem manchetes de várias notícias e uma delas traz uma referência ao clone de Superman, Superboy, e Krypto, que apareceram na última cena de Titãs

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 Conferi o segundo episódio.

 

  Que série maravilhosamente louca. Os caras abraçam o absurdo sem medo de ser feliz, com direito a baratas falantes, portais dimensionais localizados na gargante de burros, e a narração meta linguística do vilão, que zoa teóricos do Reddit e a "abertura pretensiosa" da própria série. Mas diferente de DEADPOOL ou THOR: RAGNAROK, toda esta zoeira nunca prejudica o desenvolvimento ou pretensões dramáticas da série, que continua a desenvolver os seus personagens de forma adequada. A introdução do Ciborgue nesse universo funciona muito bem (já da de dez no de LIGA DA JUSTIÇA, apesar do visual mais pobrinho), e parece que ele é que vai guiar a Patrulha no "lance de heróis", já que ele já é mostrado como um vigilante mais estabelecido, enquanto os membros da Patrulha claramente não tem ideia do que estão fazendo. 

 A dinâmica dos personagens estão muito legais, vide a rivalidade entre o Ciborgue e o Homem Robô, e a construção da amizade do Homem Robô com a Jane e todas as suas personalidades (alias, Diane Guerrero está digna de McAvoy em FRAGMENTADO). Gostei também do desenvolvimento do Homem Negativo neste episódio, e a metáfora feita com a aceitação de seus poderes e sua homossexualidade. A Mulher Elástica/Rita Farr também parece que terá uma jornada bem interessante, e sua negação inicial dos problemas que a equipe está enfrentando e sua relação com a vaidade estão sendo muito bem trabalhados.

 

Enfim, um excelente e insano episódio.

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Vilão mais estranho da DC está na série

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Patrulha do Destino tem sido chamada pela DC como a equipe mais diferente da editora. Sendo assim, o vilão considerado o mais estranho só poderia estar na série dos heróis.
CONTÉM SPOILERS
No episódio Puppet Patrol, os espectadores são introduzidos ao incrível vilão Animal-Vegetable-Mineral Man (Homem Animal-Vegetal-Mineral, em português). Veja a aparência do personagem acima. Nos quadrinhos, o vilão foi introduzido em 1964. Conhecido como o cientista sueco Sven Larsen, ele cai em um produto químico que o transforma na estranha criatura. O Animal-Vegetable-Mineral Man sempre acusou o seu antigo professor, Niles Caulder, de roubar seus planos. Em Patrulha do Destino, o vilão tem a origem alterada, sendo transformado no estranho personagem em Fuchtopia. Na série, a figura é vivida por Alec Mapa, como também pode ser conferido no final da publicação.
O elenco da nova série da DC conta com Matt Bomer, Diane Guerrero, April Bowlby, Brendan Fraser, Timothy Dalton, Alan Tudyk, Joivan Wade, Andrea Andrade e Ashley Dougherty.
A produção é de Geoff Johns, Greg Berlanti e Sarah Schechter, em parceria com a Warner Bros Television.
Patrulha do Destino está em exibição nos EUA, mas ainda não tem data para chegar ao Brasil.

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 Segue minha humilde crítica da primeira temporada de PATRULHA DO DESTINO

 

Resultado de imagem para patrulha do destino poster

 

 

  Segunda série produzida pelo serviço de Streaming da DC Comics, vinda no rastro da relativamente bem sucedida TITÃS (onde a equipe fez a sua estréia em live action em uma participação especial) PATRULHA DO DESTINO surge com uma identidade completamente diferente da série irmã, e não, não é preciso ter assistido TITÃS para conferir PATRULHA DO DESTINO. Diferente da equipe do Robin, a DC aposta aqui em uma equipe completamente desconhecida do grande público (e nichada mesmo entre os fãs de Hqs) para entregar um produto narrativamente e esteticamente bastante ousado, e que se destaca entre as tantas séries do subgênero que tem surgido, embora é bom avisar, talvez não seja para todos os gostos.

  A trama acompanha um grupo de pessoas protegidas pelo Dr. Niles Caulder (Timothy Dalton), um cientista que ao longo dos anos salvou um grupo de pessoas de experiências de quase morte, que deu poderes a ela, mas também as transformou em párias sociais, incapazes de levar vidas normais. Formam o grupo Rita Farr (April Bowlby) uma renomada atriz da década de 50, que após ser exposta a gases vulcânicos incomuns enquanto filmava um filme no Congo, teve toda a estrutura molecular de seu corpo tornada elástica, Larry Trainor (Matt Boomer), um piloto de testes que durante um voo, entrou em contato com uma entidade cósmica, tendo 95% de seu corpo queimado, ficando preso a essa entidade, Cliff Steele, (Brendan Fraser) um piloto de Nascar, que após sofrer um grave acidente, ficou com apenas o cérebro intacto, passando a viver dentro de um corpo robótico super forte, e a misteriosa Crazy Jane (Diane Guerrero), uma garota com um passado traumático, que após ser cobaia de experimentos, desenvolveu 64 personalidades, cada uma com um poder diferente.

 O grupo vive isolado na mansão de Caulder (carinhosamente chamado de Chefe), mas incentivados pela rebelde Jane, resolvem furar o isolamento onde vivem, visitando a cidade próxima. Sem controle de seus poderes, o grupo acaba causando o caos generalizado, e atraindo a atenção do poderoso e insano Eric Morden, o Sr. Ninguém (Alan Tudyk), um poderoso meta humano capaz de manipular a realidade, e que tem uma rixa antiga com Niles. Após um primeiro confronto desastroso, o Chefe é sequestrado pelo Sr. Ninguém, e agora os quatro párias que não fazem a mínima noção do que é ser um herói precisam resgatar o seu mentor, contando com a ajuda do Ciborgue (Joivan Wade), um jovem herói já estabelecido, que tem uma amizade antiga com Niles, sendo muito mais próximo dele do que do próprio pai.

 Com essa premissa inicial, que desconstrói o subgênero dos super heróis rindo de suas convenções, e não raramente apelando para o surrealismo, PATRULHA DO DESTINO pode lembrar produtos como DEADPOOL (O vilão Sr. Ninguém quebra a quarta parede diversas vezes ao longo da série, assumindo a função de narrador), GUARDIÕES DA GALAXIA (não há como pensar em personagens mais disfuncionais e despreparados para formar uma super equipe quanto os membros da Patrulha), e mesmo o surrealismo de LEGION (coisas como baratas profetas do apocalipse, cultos que cantam "Ring my Bell" para invocar entidades, e portais dimensionais localizados na garganta de burros são coisas absolutamente normais na série). PATRULHA DO DESTINO não tem medo do absurdo, e abraça com gosto o absurdo, sabendo do potencial cômico que ele possui, algo que seus próprios personagens também parecem ter consciência.

 Mas no meio de toda essa loucura, a série da DC consegue nos fazer ter empatia com esses personagens ao coloca-los diante de dramas absolutamente humanos, equilibrando todo o humor nonsense com drama genuíno. Cliff (que ganha um trabalho de voz soberbo de Fraser sendo o grande motor cômico da série) dá ao Homem Robô (que como a grande maioria de seus colegas, nunca é chamado por seu nome de super herói) esconde por trás de seu tamanho e enxurrada de palavrões um sentimento de culpa em ter falhado como pai com sua filha, que ele agora tenta compensar com sua relação com Jane. Larry, que também ganha um competente trabalho de voz de Boomer (e um brilhante trabalho de expressão corporal do dublê) surge como um dos mais angustiados membros da equipe, enquanto a sua relação com o Espirito Negativo, a entidade alienígena que ocupa o seu corpo, funciona como uma metáfora para a não aceitação de Larry da própria homossexualidade.

  Outra que merece os parabéns é April Bowlby,  que desenvolve um lindo arco dramático de redenção para Rita e seu envolvimento no lado podre de Hollywood, construindo de forma natural o caminho da Mulher Elástica da mais relutante entre os membros da equipe para a líder do grupo. Mas quem rouba a cena é Diane Guerrero com sua Crazy Jane, em um trabalho digno de James McAvoy em FRAGMENTADO. Com pequenos trejeitos corporais e de voz, Guerrero consegue transitar entre as diversas personalidades que Jane (a personalidade dominante) desfila ao longo dos quinze episódios, indo da pequena Baby Doll, passando pela violenta Hammerhead, a patricinha manipuladora Karen, entre outros. O episódio situado dentro da mente da personagem é um primor de televisão, não só pela delicadeza com que os pesados temas trabalhados pela trama são trabalhados, mas pela entrega de Guerero que valeria um merecido Emmy para a atriz. É só uma pena que Guerrero não tenha mais chance de brincar "desarmada" com as personalidades de Jane, tendo em vista que em alguns casos, o penteado da personagem mude magicamente quando ela se transforma, algo que acho que a atriz não precisava.

  Joivan Wade, por sua vez, entrega um Ciborgue carismático, que consegue equilibrar o lado nobre e leve de seu personagem, com a angustia de estar se transformando mais em maquina do que homem (diferente da versão apresentada por Zack Snyder em LIGA DA JUSTIÇA), e é interessante observar que enquanto ao longo dos episódios, os membros da Patrulha claramente não tem ideia do que estão fazendo ao se envolverem no "lance de herói", mas aos poucos vão descobrindo a sua força interior, o Ciborgue, um herói tradicional de "primeira página" como o vilão o classifica a certa altura, vai descobrindo as suas próprias fragilidades, e como o jogo de "heróis e vilões" é mais complexo e cinzento do que ele está preparado para lidar. Timothy Dalton faz um grande trabalho como Chefe, fazendo de Niles Caulder aquele senhor que inspira confiança com um sorriso e um olhar gentil, mas que nas entrelinhas oculta um lado sombrio, que vai se revelando aos poucos ao longo da temporada. Por fim, Alan Tudyk diverte-se a beça como o Sr. Ninguém, entregando um personagem metalinguístico que apesar de zoar o subgênero dos super heróis, não pode deixar de ama-lo.

 

 Ao longo de 14 episódios, PATRULHA DO DESTINO desfila situações e personagens absurdos como Danny: A Rua, uma rua senciente teleportadora que aceita todos que são diferentes, ,Flex Mentallo, um fisioculturista capaz de alterar a realidade dobrando os seus músculos, e por ai vai, ao mesmo tempo em que trata de temas extremamente importantes como a autoaceitação, a luta contra o trauma do abuso, isso em uma trama cheia de reviravoltas, absurdos nonsense, humor auto referencial (não, eles não perdem de vista o suposto plágio dos X Men), mas sem nunca perder de vista o coração e o drama que move seus personagens. É uma pena que aos 45 do segundo tempo, a série entregue um fim de temporada no episódio 15, que perde o equilíbrio entre o coração e a galhofa, o drama e o bom humor, apresentando um desfecho corrido e excessivamente galhofeiro, que não faz jus aos ótimos (alguns brilhantes) 14 episódios que vieram antes, ainda que diferente de TITANS, a série encontre uma conclusão para a jornada dramática de seus personagens. Aparentemente, as séries do Streaming da DC tem problemas de conclusão.

Mas apesar dessa "caca" na saída, não tem como desabonar o excelente trabalho que PATRULHA DO DESTINO fez ao longo de sua trajetória. Apesar de não ter gostado do final, torço por uma segunda temporada (a série ainda não foi renovada) por que o nível que os produtores estabeleceram aqui não foi brincadeira.

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17 hours ago, Questão said:

surge com uma identidade completamente diferente da série irmã, e não, não é preciso ter assistido TITÃS para conferir PATRULHA DO DESTINO. Diferente da equipe do Robin, a DC aposta aqui em uma equipe completamente desconhecida do grande público (e nichada mesmo entre os fãs de Hqs) para entregar um produto narrativamente e esteticamente bastante ousado, e que se destaca entre as tantas séries do subgênero que tem surgido, embora é bom avisar, talvez não seja para todos os gostos.

a resenha me animou ainda mais pra começar logo a assistir

ótima análise, Questão!

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