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    • Visto A NOITE DO COMETA     Na trama, após a passagem de um cometa, o planeta é banhado por radiação cósmica, reduzindo aqueles que estavam em céu aberto a pó, e danificando o cérebro das pessoas que estavam em áreas cobertas, transformando-as em loucos irracionais. Somente aqueles que estavam protegidos em um ambiente revestido de metal sobreviveram ilesos. Entre os sobreviventes estão as irmãs Regina (Catherine Mary Stuart) e Samantha (Kelli Moranei). Tentando sobreviver neste ambiente apocalíptico, as duas tentam sobreviver se refugiando em uma estação de rádio, onde conhecem outro sobrevivente, o jovem caminhoneiro Hector (Robert Beltran)   Divertido sci-fi de terror/comédia bem típico dos anos 1980, que se utiliza de elementos típicos dos filmes de zumbi para construir uma aventura adolescente. Escrito e dirigido por Thom Eberhardt, A NOITE DO COMETA coloca a juventude como a fonte da esperança, enquanto os adultos surgem como figuras frívolas, egoístas, ou distantes, bastando perceber que a maior ameaça do filme não são os zumbis propriamente ditos (de fato, nem há muitos deles) e sim o grupo de cientistas que surge a certa altura da trama. Esse ambiente juvenil, mesmo diante de um cenário apocalíptico, está presente mesmo nos principais cenários do filme, como um cinema, um fliperama, um shopping center e por ai vai. O roteiro do filme é bastante fraco e sem foco no geral, mas o longa metragem de Thom Eberhardt ainda vale a pena pela excelente química de seu elenco principal.   A dinâmica entre as duas irmãs é extremamente divertida,  conseguindo articular de forma interessante o companheirismo entre as duas garotas, com as típicas picuinhas entre irmã mais velha/irmã mais nova, com os diálogos entre a focada Regina e a avoada Samantha sendo muito bem escritos. Mesmo quando uma leve tensão surge entre elas quando topam com Hector (possivelmente o ultimo homem da Terra, como observa Samantha), o companheirismo delas não se abala.  Ao colocar as duas jovens como sendo extremamente familiarizada com armas devido terem sido criadas pelo pai militar (ate este decidir ir pro Golfo, deixando as filhas serem criadas pela madrasta) ao mesmo tempo que é absurdo, da ao projeto a desculpa perfeita para entregar divertidas sequências de ação, como o confronto com um grupo de punks psicóticos em um shopping.  A NOITE DO COMETA é um bom filme, lembrando as clássicas comédias de horror que eram tão comuns no "Cinema Em Casa" do SBT nos anos 1980 e 90. É uma bobagem, mas é relativamente bem dirigido, com cenas de ação modestas, mas empolgantes, e a química entre as duas protagonistas garante a diversão. Como curiosidade, vale observar que Joss Whedon, criador da série BUFFY,  era um grande fã desse filme, e usou a personagem Samantha, que passa boa parte do filme com um uniforme de líder de torcida, como uma das inspirações para criar a sua própria líder de torcida Badass.   Visto INFECÇÃO       Na trama, em um precário hospital , enquanto operavam um paciente, a equipe médica liderada pelo Doutor Akiba (Koichi Sato) comete um erro, levando a morte de um paciente. Pelo paciente não ter uma família para reclamar o corpo, os médicos resolvem abafar o caso para preservarem as suas reputações. Nesta mesma noite, um paciente chega no hospital, portando uma doença desconhecida, que dissolve os seus orgãos. Os médicos ficam extremamente assustados por nunca terem visto nada do tipo, o que piora quando a misteriosa doença começa a se espalhar, levando morte e loucura ao hospital.   Escrito e dirigido por Masayuki Ochiachi, esta produção japonesa de 2004 merece elogios pela excelente construção de atmosfera, criando um ambiente sufocante no hospital que serve de palco para a história desde os primeiros minutos de filme. Abrindo com a voz de um paramédico no rádio do hospital, que descreve os bizarros sintomas que um paciente da ambulância está apresentando, INFECÇÃO já cria a sensação de desconforto desde os primeiros minutos. A direção de arte e a fotografia cumprem um papel fundamental nesta atmosfera, ao dar ao hospital equipamentos e camas sucateadas, e uma luz que nunca parece iluminar completamente o ambiente. De fato, em sua primeira meia hora, o longa metragem se dedica a construir o terror real de um estabelecimento de saúde precário  (não muito diferente do nosso sistema de saúde publica), onde falta de equipamentos e medicamentos, pacientes abandonados pelas famílias e médicos e enfermeiras insensíveis dão ao local a incomoda sensação de purgatório. Este primeiro ato também apresenta de forma competente os seus protagonistas, como cansado Akiba, o médico arrogante, a jovem enfermeira que em seus primeiros dias no hospital tem dificuldade de achar uma veia, a amarga enfermeira chefe, e por ai vai. O filme leva o seu tempo construindo este "terror cotidiano", enquanto somos lembrados constantemente pela insistente chamada do paramédico no rádio, tentando encontrar um hospital para o seu estranho paciente.   Após este primeiro ato competente, Ochiachi constrói de forma competente o desenvolvimento narrativo, tanto no suspense mais sutil, com o medo da equipe médica de que o macabro Doutor Akai (Shiro Sano) tenha descoberto o seu segredo, quanto nas sequências de maior gore, quando os médicos e pacientes começam a sofrer os efeitos da tal infecção do título, com destaque para a cena de morte de uma personagem que tem diversas seringas cravadas pelo corpo. Infelizmente, INFECÇÃO escorrega feio em seu 3º ato, ao apresentar uma reviravolta que não consegue sustentar, que ao tentar ser esperta, apenas chama o espectador de burro. Não só é uma reviravolta desleal, como também confusa, com a trama se entregando em seu climax aos recursos de alucinações e delírios que sequer conseguem ser esteticamente interessantes. No geral, INFECÇÃO é um filme com uma atmosfera muito bem construída, articulando de forma interessante o terror tradicional, com o terror social de um sistema de saúde falho, mas joga grande parte das boas coisas que havia construído fora, ao entregar um desfecho que tenta surpreender o expectador, conseguindo apenas ser débil ao invés disso.   Visto PANDORUM       Na trama, em 2200, a Terra está a beira do colapso devido a super população e a escassez de recursos. Para preservar a raça humana, uma arca espacial colonizadora é lançada rumo a um planeta com condições semelhantes a da Terra, com a missão de preparar uma colónia. Quando o Cabo Bower (Ben Foster) desperta da cápsula de hipersono, sofrendo de amnésia, não se lembrando direito de quem é ou qual é a sua missão, ele desperta o seu superior, o Tenente Payton (Dennis Quaid) para ajuda-lo a descobrir o que está havendo. Com a nave aparentemente deserta, Payton ordena que Bower explora o local, descobrindo que ele dormiu muito mais tempo que imaginava, e que bizarras criaturas canibais se espalharam pela nave.  Dirigido por Christian Alvart em 2009 (que no mesmo ano lançaria o terrível O CASO 39), PANDORUM é uma ficção científica de terror e ação, que apesar de uma ou outra boa ideia, nunca consegue cativar o espectador, ou fazê-lo se envolver com o drama de seus personagens). O roteiro escrito por Travis Milloy (baseado em um argumento que escreveu junto com Alvart) se utiliza muito dos clichês dos filmes de terror Sci-Fi, desde os filmes da franquia "Alien", passando pela franquia "Predador", e até mesmo o terror Lovecraftiano de O ENIGMA DO HORIZONTE, (Paul W. Anderson é um dos produtores deste filme, inclusive) mas nunca consegue desenvolver uma identidade de fato. Não ajuda também que o design de produção de Richard Bridgland (que já tinha experiência com esse tipo de cenário, sendo o responsável pelo design de produção de ALIEN VS PREDADOR) seja totalmente genérico e sem personalidade, com o mesmo podendo ser dito sobre as criaturas mutantes que passam a perseguir.  PANDORUM poderia ser um filme bastante divertido e tenso, ainda que derivativo, mas o longa metragem não chega muito perto disso. A direção de Alvart também está longe de ser uma Brastemp. Alvart claramente é um discípulo de W. Anderson (que por si só não era uma Brastemp). com suas sequências de ação nos ambientes claustrofóbicos da nave Elisium lembrando um pouco aqueles vistos nos filmes da série "Resident Evil", só que piorados. Não só Alvart não tem o mínimo domínio da ação, como essas sequências são terrivelmente mal montadas, mais de uma vez me deixando confuso sobre o que estava se desenrolando na tela. O desenvolvimento dos personagens também é péssima. O desenvolvimento de Bower e sua busca pela cápsula de sua esposa (Delphine Chulliot), que ele acredita possa estar na nave nunca nos convence, enquanto outros personagens como a durona Nadia (Antje Traue, a Faora de O HOMEM DE AÇO) sequer ganham tentativa de desenvolvimento, já que tudo o que ela passou nos meses em que sobreviveu sozinha na nave sobrevivendo aos mutantes é resolvido em uma linha de diálogo.    No fim das contas, PANDORUM é um filme ruim, cuja ruindade se refletiu nas bilheterias, causando grande prejuízo a sua produtora, que acabou falindo depois disso. É uma pena, pois se vê algumas boas ideias na obra, mas que nunca chegam longe.
    • Chaplin curtiu este post..😁
    • Uma infinidade de mudanças, depois desses festivais. Meu principal dilema: não coloquei Noah Baumbach em Direção. Compreendo que eles vão ver a produção como um filme de Roteiro, no qual ele, para mim, se sai vencedor. Tarantino já ganhou duas vezes... Nas categorias de atuação, estou confiante quanto aos nomes no geral, com exceção de Atriz Coadjuvante. "Ford v Ferrari" vai se dar bem em algumas categorias ditas mais técnicas. Coloquei "Parasite" até em Fotografia... Mantenho o Brasil, mas caindo... Mas quem afinal de contas vai levar mais é o filme do Tarantino. Acho que Direção de Arte, Figurino, e Ator Coadjuvante estão bem encaminhadas. Que ano fraco em Animação! Coloquei o candidato japonês, vingando "Your Name". "The Report" parece que foi deixado de lado pela Amazon.
    • O filme ganhou o people's choice awards do Festival de Toronto.   
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