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Showing content with the highest reputation since 10/21/19 in all areas

  1. 2 points
    Jorge Soto

    Os Vingadores 4: End Game

    Pois é, eu acho que o diretor de Logan deu a melhor resposta a isso. Ele disse que Scorcesse tá certo, mas foi injusto ao direcionar sua ira apenas na Marvel uma vez que todo cinema industrial corporativo atual, blockbusters e o escambau, faz da mesma forma. Se ele não quer ver fast food, pra isso existe o cinema independente, Sundance, etc..
  2. 2 points
    Jailcante

    Os Vingadores 4: End Game

    E se o público atual se "infantilizou", não seria necessariamente por causa dos filmes atuais de super-heróis, afinal uma "criança de 50 anos", ele tem 50 anos, então esse processo de infantilização já vem de longa data, com filme mais antigos e coisas mais antigas também. E tem muita coisa a mais em cima disso, TV e internet por exemplo, essa briga de egos que rola em rede sociais, gente que, de repente, passou a ser relevante por falar bobeiras, e etc. Sou de acreditar que influencia vem de tudo, não só de uma fonte. Jogar tudo nas costas desses filmes é até simplório.
  3. 2 points
    Visto DOUTOR SONO Na trama, trinta anos após os eventos no Hotel Overlook, Danny Torrance (Ewan McGregor) se tornou um alcoólatra. Após um terrível incidente, Danny passa a buscar a sobriedade, e alguns anos depois, parece encontrar a paz, trabalhando como enfermeiro em uma clínica para pacientes terminais, usando a sua "iluminação" para ajudar os pacientes a fazerem a passagem. Mas Quando Danny conhece Abra Stone (Kyliegh Curran), uma pré adolescente com as mesmas habilidades que ele, que está sendo perseguida por um grupo de vampiros energéticos conhecido como o Verdadeiro Nó, que se alimentam dos iluminados, Danny deve enfrentar os seus traumas para proteger Abra. Venho acompanhando a carreira de Mike Flanagan com curiosidade desde o seu primeiro filme, ABSENTIA. Trazendo na maioria das vezes personagens definidos por traumas do passado, e uma preferência por narrativa dividida em camadas temporais e sensoriais, a filmografia de Flanagan evoluiu de filme para filme, até alcançar um nome do gênero para se prestar atenção com HUSH: A MORTE OUVE, e atingir a excelência com a minissérie da Netflix A MALDIÇÃO DA RESIDÊNCIA HILL. Mas foi em 2017, quando dirigiu também para a Netflix o thriller JOGO PERIGOSO, uma adaptação bastante complexa de um romance de Stephen King, que Flanagan ganhou a chance de enfrentar o seu maior desafio até o momento; dirigir a adaptação de DOUTOR SONO, sequência do clássico O ILUMINADO. O desafio maior não era apenas dirigir a sequência tardia de um clássico do cinema dirigido por um mestre como Stanley Kubrick, mas promover uma reconciliação entre a atmosfera mais niilista e desesperaçosa que Kubrick imprimiu em sua adaptação de O ILUMINADO (notoriamente odiada por Stephen King) com a sequência literária escrita por King que ia contra muito daquilo que foi estabelecido pelo famoso diretor na película de 1980. Era um grande sinuca de bico, mas apesar de alguns percalços, Flanagan se mostrou a altura do desafio, entregando uma sequência que respeita e honra o clássico de Kubrick, mas que também resgata muito dos elementos emocionais que eram caros a King, para construir a sua própria história. Primeiramente, deve-se dizer que diferente de sequências que retomam clássicos, como STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA e JURASSIC WORLD, DOUTOR SONO não é uma continuação que se baseia na nostalgia, ao apresentar uma narrativa de natureza muito diferente do filme original (o que também ocorria com suas contrapartes literárias), ao usar o terror mais como um motor para o drama, do que propriamente torna-lo o cerne da narrativa. O roteiro de Flanagan trabalha com calma a sua história, inicialmente nos apresentando um prólogo que mostra como foram os primeiros meses de Wendy Torrance e o pequeno Danny (Alex Essoe e Roger Dale Floyd) após a tragédia do Overlook, e como o menino aprendeu a lidar com os fantasmas que o perseguiam com a ajuda do espírito de Dick Halloran (Carl Lumbly). Depois desse prólogo, Flanagan desenvolve todo o seu 1º ato em três narrativas paralelas, que acompanham a decadência e recuperação de Danny; a descoberta dos poderes da pequena Abra, que desenvolve desde pequena uma conexão com Torrance; e por fim o recrutamento de Andy Cascavel (Emily Alyn Lynd) para o verdadeiro Nó por sua enigmática líder, Rose: A Cartola (Rebecca Fergunson). Esse 1º ato é competente em construir o universo do filme, ao mesmo tempo em que desenvolve o trio principal formado por Danny, Abra e Rose, até que essas três histórias se cruzam ao fim do 1º ato em uma sequência angustiante que traz a participação especial de Jacob Tremblay. Na direção, Flanagan demonstra uma direção elegante, que consegue manter a própria identidade em sequências mais oníricas, como aquelas que trazem um duelo mental entre Abra e Rose, mas que também referência Kubrick (especialmente nas sequências envolvendo Danny) sem com isso soar uma condução esquizofrenica. De fato, muitas das reconstituições dos planos de Kubrick feitos por Flanagan surgem extremamente interessantes justamente por não serem gratuitos, e sim funcionarem como uma inversão do que foi visto no primeiro filme, como aquela onde acompanhamos uma entrevista de emprego de Danny, tal como o seu pai anos antes, ou aquela que traz Danny sentado em um bar durante o 3º ato da narrativa. Além disso, apesar de possuir duas horas e meia de duração, o diretor conduz um ritmo muito bom para a narrativa, mesmo durante as passagens mais tranquilas, já que constrói com habilidade uma atmosfera densa e melancólica, que nunca nos permite assumir que os personagens estão seguros. DOUTOR SONO também se beneficia de ter um elenco extremamente competente, que compreende muito bem os seus personagens. Ewan McGregor dá uma vulnerabilidade tocante para Danny, ao retrata-lo como um homem não só assombrado por seus traumas de infância (e os fantasmas literais que ele carrega em sua mente) mas por seus próprios erros na vida adulta. A jovem Kyilegh Curran também concede muito carisma e veracidade a Abra Stone, retratando a garota como estando compreensivelmente deslumbrada com a extensão cada vez maior de seus poderes, e até desenvolvendo certa arrogância a partir de certo ponto, mas sem nunca tornar-se antipática (como ocorria com a sua contraparte literária). Mas quem rouba mesmo a cena é Rebecca Fergunson ao fazer de Rose uma vilã sedutora e cruel, que não apenas lidera, mas tem o respeito de seus seguidores, pelos quais ela tem uma relação genuína de afeto. E é curioso observar que ainda que diferente da maioria dos filmes do gênero, onde o vilão tem o domínio da situação até o 3º ato, Rose e seu grupo são muitas vezes surpreendidos por Danny e Abra (que se torna cada vez mais poderosa), a ameaça em torno da personagem nunca é esvaziada, o que credito muito mais ao trabalho de Ferguson do que ao próprio roteiro. No elenco de apoio, destaca-se a presença de Carl Lumbly como Dick Halloran, que consegue replicar os trejeitos que Scatman Crothers deu ao personagem em 1980, mas que consegue tornar o personagem seu ao dar a Halloran uma autoridade que não estava presente no filme original, devido a sua nova condição. Na parte técnica, destaca-se o trabalho de direção de arte, que não apenas reproduz com extrema competência os clássicos cenários do Hotel Overlook no climax da narrativa, mas concede personalidade aos principais ambientes da trama; reparem por exemplo como o quarto de Danny permanece um ambiente vazio e sombrio, mesmo depois de anos vivendo no lugar, denunciando a desconexão do personagem com o lugar onde vide, ou como o quarto de Abra é decorado com bonecas de super heroínas e guerreiras de mangá, refletindo não só a personalidade combativa da garota, que diferente de Danny aprecia os poderes de sua iluminação, mas suas figuras culturais de referência. Ainda é importante citar o trabalho dos Irmãos Newton na trilha sonora, que trabalharam em todos os projetos do diretor desde OUIJA: A ORIGEM DO MAL, que criam aqui uma trilha bastante funcional, que é eficiente sem chamar a atenção demais para si mesmo, além de darem uma bela repaginada para o clássico tema de O ILUMINADO feito por Wendy Carlos E Rachel Elking em 1980 Apesar de muitos acertos, o filme também dá as suas derrapadas. O filme utiliza a personagem de Andy Cascavel para nos dar o contexto do funcionamento do Verdadeiro Nó, o que é uma manobra didática, mas feita de forma natural, mas a personagem perde completamente a importância após o 1º ato, denunciando assim a sua função mecânica para o enredo. E se o climax no Hotel Overlook traz um arrepio na espinha dos fãs do filme de 1980, e traz vários momentos recompensadores (discordo daqueles que apontam que é puro fan service) é inegável que em seus minutos finais, que trazem o desfecho, esse 3º ato não apenas perde o foco da história que estava contando, como ai sim, nesses minutos finais entrega um fan service ao livro O ILUMINADO que narrativamente não faz muito sentido, o que por acontecer justamente na conclusão, acaba tendo um peso maior para o publico. Apesar desses deslizes, o saldo final de DOUTOR SONO ainda é muito positivo. Flanagan conseguiu ser extremamente respeitoso e reverente ao clássico de Kubrick, ao mesmo tempo em que inseriu muito da carga emocional que King sentiu falta no primeiro filme (e que vem do próprio trabalho de Flanagan como diretor, para quem conhece os seus filmes). Não vai ser um clássico como O ILUMINADO, e nem é tão aterrorizante quanto ele, mas não precisa ser. O filme é sim, uma continuação orgânica, que tem a coragem de seguir o próprio caminho (mas sem temer olhar para o passado) com personagens carismáticos, em uma obra que consegue apelar para a emoção do público. No fim, para um projeto que tinha muita chance de dar errado, Flanagan mandou muito bem, renovando o meu interesse por seus projetos futuros.
  4. 2 points
    Na verdade, em termos de estrutura e acontecimentos, o filme e o livro são até bem parecidos na maior parte (embora tenha suas diferenças). O problema do King com o filme não é bem sobre o que acontece e sim na construção dos personagens(e aqui obviamente vai ter SPOILERS a frente, então só avisando...) Dito isso, o King colocou muito dos próprios problemas dele com o alcoolismo no Jack do livro. No livro, o Jack é um personagem mais afetivo com a família, e o hotel vai enlouquecendo e afastando ele aos poucos, funcionando como uma grande metáfora ao alcoolismo. Tanto que no fim, o Jack recupera a razão e se sacrifica, explodindo o hotel pra família poder escapar. É um final mais otimista (embora ainda trágico) de um homem que escolhe a família ao inves do mal na conclusão. No filme do Kubrick, o Jack já é um cara mais distante da família desde antes de chegar no hotel (pelo menos do que é mostrado). Nem o Danny e nem a Wendy patecem se sentir confortáveis perto dele em qualquer momento. O lance do alcoolismo tá presente, mas não tem o mesmo peso, e no fim, o Jack cede completamente ao mal, e o hotel segue de pé, em um fim.bem mais pessimista. Guardadas as devidas proporções, eu prefiro o filme do Kubrick ao livro do King, mas consigo compreender a birra do King com o filme, já que o Kubrick mexeu em aspectos da história que eram bem pessoais pro King.
  5. 2 points
    Jorge Soto

    Os Vingadores 4: End Game

    neste domingo tava rolando concerto da orquestra da Policia Militar na frente da Fiesp, na Paulista...e tava privilegiando trilhas sonoras de filmes pop..Rocky, King kong, etc.. adivinha qual tocou no finalzinho.. nem sabia e claro que eu estacionei ali pra ficar curtindo o som..😎
  6. 2 points
    Big One

    Os Vingadores 4: End Game

    O Meirelles só falou que.nao gosta de filmes de heróis. Só isso. Está no direito. Agora todo entrevistador vai fazer essa pergunta por um bom tempo. "o que vc achou das declarações do Scorsese e Coppola?" Vai ser legal esse episódio dos Simpsons hein. O Thanos ficou muita bom.
  7. 2 points
    Gust84

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)

    Eu vou te falar que eu havia gostado da concepção de um coringa GANGSTA. A idéia era boa e inovadora. Mas a realização não deu muito certo né. O filme inteiro do esquadrão é uma derrota.
  8. 2 points
    Jailcante

    19 Dias de Horror

    Esse filme do mato: Vi o filme no fds e gostei no geral. Sem maiores ressalvas. O final eu até previ: Spoiler Teria que ter algum ser humano são ali tocar na podre da pedra e como ela mostra tudo pra pessoa, a pessoa viria como sair dali. Não deu outra. hahahaha
  9. 1 point
    Já o Dalenogare preferiu o Al Pacino. Dos 3 principais do elenco, segundo ele, o Pacino q tava melhor.
  10. 1 point
    Questão

    19 Dias de Horror

    Bom Thriller espanhol comandado por Alex de La Iglesia no já clássico formato de personagens isolados em uma situação limite revelando o pior e o melhor do ser humano na luta pela sobrevivência. Fui não dando nada pelo filme, e acabei me surpreendendo. Vale a conferida.
  11. 1 point
    Big One

    Adão Negro (22/12/2021)

    O anúncio.
  12. 1 point
    Quando se fala de empoderamento feminino, a divertida franquia de ação “As Panteras” ainda podia ser considerada discutível, tanto em sua série original de TV (dos anos 1970) como em sua primeira encarnação cinematográfica (da década passada). Agora, a diretora Elizabeth Banks tomou as rédeas de uma saga que sempre foi abordada sob um ponto de vista um tanto masculino, e fez do seu “As Panteras” (2019) um produto dos tempos atuais, ainda que tenha oferecido uma mistura de erros e acertos no resultado final. A história é uma continuação dos exemplares anteriores, e nos apresenta toda uma geração internacional da agência Townsend. Aqui, as três “Panteras” do momento precisam impedir que um dispositivo de melhoria ambiental seja usado de forma letal por terroristas e afins. Como é deduzível, o novo filme é moderno em alguns pontos ideológicos e ambientais, mas aposta em um formato de escalada investigativa batida que não traz frescor àquelas reviravoltas envolvendo agentes duplos e coisas do tipo. Na composição de personagens, as coisas também se mostram um pouco trôpegas. A Elena da Naomi Scott é de uma ótima imponência em postura e ação, mas tem personalidade ainda indefinida. Ella Balinska traz indefinição ainda maior para a sua Jane, ao variar de momentos inteligentes para outros de uma ingenuidade cômica bastante forçada. Já Kristen Stewart brilha em tela, fazendo da sua Sabina uma personagem com estilo malandro e com alguma profundidade. Dos vários coadjuvantes, destaco dois “Bosleys”, feitos respectivamente por um Patrick Stewart divertidíssimo e por uma Elizabeth Banks cheia de confiança e segurança. Claro, também devemos falar sobre o principal: a ação bombástica! Ao contrário das duas obras anteriores, essa aqui leva a tríade “tiros/pancadarias/explosões” a um inesperado nível de economia e sobriedade, um acerto que seria ainda maior se ao menos resultasse num genuíno senso de perigo. A comédia também possui lá uns acertos engraçadinhos. E o elemento feminista atinge o ápice na rima narrativa efetivada entre o início e o desfecho do filme, uma sacada que arrepiará e emocionará qualquer mulher que seja adepta da sororidade. Apesar dos clichês e irregularidades de execução, o novo “As Panteras” é levemente superior aos dois anteriores, e é bacana o bastante para um fim de semana regado a pipoca. Seu discurso também deverá ser cada vez mais incorporado em grupos de mulheres fortes do presente e futuro, enquanto Kristen, Naomi e Ella estiverem refinando sua química em possíveis continuações dessa saga ainda influente de porrada, estilo e bom humor. Se tudo der certo, elas poderão chutar mais traseiros de homens conservadores por aí... Nota: 6
  13. 1 point
    primo

    The Batman (Matt Reeves - 25/06/2021)

    The Batman | Matt Reeves confirma Andy Serkis como Alfred Pennyworth Diretor confirmou em suas redes sociais os rumores Andy Serkis será Alfred Pennyworth em "The Batman". O diretor Matt Reeves usou suas redes sociais para confirmar a escalação do ator como o fiel mordomo de Bruce Wayne. "E lá vem o Alfred!", ele escreveu, junto a um gif do ator.
  14. 1 point
    Jailcante

    Oscar 2020: Previsões

    Assisti ontem e é realmente ótimo. Começa meio cômico, meio leve, mas depois dá uns giro de 360, e fica tudo bem frenético na segunda metade de filme. (Perigo é os americanos inventarem de remekear e sair uma boshta)
  15. 1 point
    Jorge Soto

    Os Vingadores 4: End Game

    Parabéns procê entao👏🎂😁
  16. 1 point
    primo

    Os Vingadores 4: End Game

    acredito que o Moore está indo além. Concordando ou não com o modo Trump de fazer "política", há no depoimento dele uma avaliação que vai muito além da pauta Scorsese. EM um primeiro momento, pode ser que os colegas possam sentir seus personagens atacados, suas preferências de entretenimento etc. Mas não precisa ser essa interpretação. Capitão América, Superman etc. O patriotismo relacionado originalmente a esses caras, bem como a relação dinheiro / poder bélico / inteligência / proteção em figuras como Bruce Wayne e Tony Stark não estão sendo exaltadas por acaso. Conversar sobre isso ou fazer uma leitura mais profunda de tudo isso pode ser uma boa neste nosso momento histórico.
  17. 1 point
    Questão

    19 Dias de Horror

    Visto DOUTOR SONO Na trama, trinta anos após os eventos no Hotel Overlook, Danny Torrance (Ewan McGregor) se tornou um alcoólatra. Após um terrível incidente, Danny passa a buscar a sobriedade, e alguns anos depois, parece encontrar a paz, trabalhando como enfermeiro em uma clínica para pacientes terminais, usando a sua "iluminação" para ajudar os pacientes a fazerem a passagem. Mas Quando Danny conhece Abra Stone (Kyliegh Curran), uma pré adolescente com as mesmas habilidades que ele, que está sendo perseguida por um grupo de vampiros energéticos conhecido como o Verdadeiro Nó, que se alimentam dos iluminados, Danny deve enfrentar os seus traumas para proteger Abra. Venho acompanhando a carreira de Mike Flanagan com curiosidade desde o seu primeiro filme, ABSENTIA. Trazendo na maioria das vezes personagens definidos por traumas do passado, e uma preferência por narrativa dividida em camadas temporais e sensoriais, a filmografia de Flanagan evoluiu de filme para filme, até alcançar um nome do gênero para se prestar atenção com HUSH: A MORTE OUVE, e atingir a excelência com a minissérie da Netflix A MALDIÇÃO DA RESIDÊNCIA HILL. Mas foi em 2017, quando dirigiu também para a Netflix o thriller JOGO PERIGOSO, uma adaptação bastante complexa de um romance de Stephen King, que Flanagan ganhou a chance de enfrentar o seu maior desafio até o momento; dirigir a adaptação de DOUTOR SONO, sequência do clássico O ILUMINADO. O desafio maior não era apenas dirigir a sequência tardia de um clássico do cinema dirigido por um mestre como Stanley Kubrick, mas promover uma reconciliação entre a atmosfera mais niilista e desesperançosa que Kubrick imprimiu em sua adaptação de O ILUMINADO (notoriamente odiada por Stephen King) com a sequência literária escrita por King que ia contra muito daquilo que foi estabelecido pelo famoso diretor na película de 1980. Era um grande sinuca de bico, mas apesar de alguns percalços, Flanagan se mostrou a altura do desafio, entregando uma sequência que respeita e honra o clássico de Kubrick, mas que também resgata muito dos elementos emocionais que eram caros a King, para construir a sua própria história. Primeiramente, deve-se dizer que diferente de sequências que retomam clássicos, como STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA e JURASSIC WORLD, DOUTOR SONO não é uma continuação que se baseia na nostalgia, ao apresentar uma narrativa de natureza muito diferente do filme original (o que também ocorria com suas contrapartes literárias), ao usar o terror mais como um motor para o drama, do que propriamente torna-lo o cerne da narrativa. O roteiro de Flanagan trabalha com calma a sua história, inicialmente nos apresentando um prólogo que mostra como foram os primeiros meses de Wendy Torrance e o pequeno Danny (Alex Essoe e Roger Dale Floyd) após a tragédia do Overlook, e como o menino aprendeu a lidar com os fantasmas que o perseguiam com a ajuda do espírito de Dick Halloran (Carl Lumbly). Depois desse prólogo, Flanagan desenvolve todo o seu 1º ato em três narrativas paralelas, que acompanham a decadência e recuperação de Danny; a descoberta dos poderes da pequena Abra, que desenvolve desde pequena uma conexão com Torrance; e por fim o recrutamento de Andy Cascavel (Emily Alyn Lynd) para o verdadeiro Nó por sua enigmática líder, Rose: A Cartola (Rebecca Fergunson). Esse 1º ato é competente em construir o universo do filme, ao mesmo tempo em que desenvolve o trio principal formado por Danny, Abra e Rose, até que essas três histórias se cruzam ao fim do 1º ato em uma sequência angustiante que traz a participação especial de Jacob Tremblay. Na direção, Flanagan demonstra uma direção elegante, que consegue manter a própria identidade em sequências mais oníricas, como aquelas que trazem um duelo mental entre Abra e Rose, mas que também referência Kubrick (especialmente nas sequências envolvendo Danny) sem com isso soar uma condução esquizofrenica. De fato, muitas das reconstituições dos planos de Kubrick feitos por Flanagan surgem extremamente interessantes justamente por não serem gratuitos, e sim funcionarem como uma inversão do que foi visto no primeiro filme, como aquela onde acompanhamos uma entrevista de emprego de Danny, tal como o seu pai anos antes, ou aquela que traz Danny sentado em um bar durante o 3º ato da narrativa. Além disso, apesar de possuir duas horas e meia de duração, o diretor conduz um ritmo muito bom para a narrativa, mesmo durante as passagens mais tranquilas, já que constrói com habilidade uma atmosfera densa e melancólica, que nunca nos permite assumir que os personagens estão seguros. DOUTOR SONO também se beneficia de ter um elenco extremamente competente, que compreende muito bem os seus personagens. Ewan McGregor dá uma vulnerabilidade tocante para Danny, ao retrata-lo como um homem não só assombrado por seus traumas de infância (e os fantasmas literais que ele carrega em sua mente) mas por seus próprios erros na vida adulta. A jovem Kyilegh Curran também concede muito carisma e veracidade a Abra Stone, retratando a garota como estando compreensivelmente deslumbrada com a extensão cada vez maior de seus poderes, e até desenvolvendo certa arrogância a partir de certo ponto, mas sem nunca tornar-se antipática (como ocorria com a sua contraparte literária). Mas quem rouba mesmo a cena é Rebecca Fergunson ao fazer de Rose uma vilã sedutora e cruel, que não apenas lidera, mas tem o respeito de seus seguidores, pelos quais ela tem uma relação genuína de afeto. E é curioso observar que ainda que diferente da maioria dos filmes do gênero, onde o vilão tem o domínio da situação até o 3º ato, Rose e seu grupo são muitas vezes surpreendidos por Danny e Abra (que se torna cada vez mais poderosa), a ameaça em torno da personagem nunca é esvaziada, o que credito muito mais ao trabalho de Ferguson do que ao próprio roteiro. No elenco de apoio, destaca-se a presença de Carl Lumbly como Dick Halloran, que consegue reprisar os trejeitos que Scatman Crothers deu ao personagem em 1980, mas que consegue tornar o personagem seu ao dar a Halloran uma autoridade que não estava presente no filme original, devido a sua nova condição. Na parte técnica, destaca-se o trabalho de direção de arte, que não apenas reproduz com extrema competência os clássicos cenários do Hotel Overlook no climax da narrativa, mas concede personalidade aos principais ambientes da trama; reparem por exemplo como o quarto de Danny permanece um ambiente vazio e sombrio, mesmo depois de anos vivendo no mesmo ambiente, denunciando a desconexão do sujeito com o lugar, ou como o quarto de Abra tem bonecas de super heroínas e guerreiras de mangá, refletindo a personalidade combativa da garota, que diferente de Danny aprecia os poderes de sua iluminação. Ainda é importante citar o trabalho dos Irmãos Newton na trilha sonora, que trabalharam em todos os projetos do diretor desde OUIJA: A ORIGEM DO MAL, que criam aqui uma trilha bastante funcional, que é eficiente sem chamar a atenção demais para si mesmo, e criam uma bela nova versão para o clássico tema de O ILUMINADO feito por Wendy Carlos E Rachel Elking em 1980 Apesar de muitos acertos, o filme também dá as suas derrapadas. O filme utiliza a personagem de Andy Cascavel para nos dar o contexto do funcionamento do Verdadeiro Nó, o que é uma manobra didatica, mas feita de forma natural, mas a personagem perde completamente a importância após o 1º ato, denunciando assim a sua função mecânica para o enredo. E se o climax no Hotel Overlook traz um arrepio na espinha dos fãs do filme de 1980, e traz vários momentos recompensadores (discordo daqueles que apontam que é puro fan service) é inegável que em seus minutos finais, o desfecho desse 3º ato não apenas perde o foco da história que estava contando, como ai sim nesses minutos finais. entrega um fan service ao livro O ILUMINADO que narrativamente não faz muito sentido, o que por acontecer justamente na conclusão, acaba tendo um peso maior no publico. Apesar desses deslizes, o saldo final de DOUTOR SONO ainda é muito positivo. Flanagan conseguiu ser extremamente respeitoso e reverente ao clássico de Kubrick, ao mesmo tempo em que inseriu muito da carga emocional que King sentiu falta no primeiro filme (e que vem do próprio trabalho de Flanagan como diretor, para quem conhece os seus filmes). Não vai ser um clássico como O ILUMINADO,e nem é tão aterrorizante quanto ele, mas não precisa ser. O filme é sim, uma continuação orgânica, que tem a coragem de seguir o próprio caminho (mas sem temer olhar para o passado) com personagens carismáticos em uma obra que consegue apelar para a emoção do público. No fim, para um projeto que tinha muita chance de dar errado, Flanagan mandou muito bem, renovando o meu interesse por seus projetos futuros.
  18. 1 point
    Jorge Soto

    Frozen 2

    a critica ta elogiando bastante... e pelo visto la vem mais uma música chiclete que a molecada vai cantar até o talo, esquecendo a tal caneta..😂 a molecada e os politicos oportunistas de plantão, claro🤣
  19. 1 point
    Questão

    Thunderbolts

    Eu trocaria o Hammer pelo Mercenário, que foi um dos principais membros da equipe na excelente fase do Warren Ellis a frente da equipe. Mas ai tem que ver se aqueles rumores de que a Marvel pretendia resgatar os personagens de DEMOLIDOR procedem ou não. Uma pena que com a treta com a Sony, muitos dos vilões do Aranha que foram membros importantes da equipe, como o Venom e o próprio Duende Verde (que atuava mais como Norman do que como Duende, de fato) não vão poder participar.
  20. 1 point
    Jailcante

    Amityville 1974 (Casey La Scala)

    O original já teve essa prequel: Amityville II - The Possession de 1982 "Continuação" que contava a história anterior ao filme de 1979, com o cara matando a família. Talvez de interessante que esse "remake do prequel" poderia ter é deixar no ar se ele realmente foi possuído ou matou por vontade própria. Mas bem possível que vai ser que nem o filme de 1982 mesmo, sem trazer nada de novo a trama...
  21. 1 point
    Questão

    Duna (Denis Villeneuve) reboot

    DUNA: WARNER ENCOMENDA CONTINUAÇÃO, UM ANO ANTES DA ESTREIA DO FILME 05/11/2019 FILMES MARCEL PLASSE A Warner já está trabalhando em uma sequência do remake de “Duna”. De acordo com o site da revista The Hollywood Reporter, Jon Spaihts (“Prometheus”) deixou o cargo de showrunner de “Dune: The Sisterhood”, série da HBO Max derivada do mesmo universo sci-fi do escritor Frank Herbert, para escrever o roteiro da continuação. Spaiths escreveu o roteiro do “Duna”, que está sendo filmado na Jordânia, em parceria com o veterano Eric Roth (“Forest Gump”) e o diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”). A notícia revela confiança do estúdio no filme de Villeneuve, que tem estreia marcada para dezembro de 2020. Por outro lado, a informação de que “Duna” seria dividido em duas partes não é nova, apenas não tinha sido oficializada. A produção é uma parceria com a Legendary Pictures e o CEO deste estúdio, Joshua Grode, revelou em julho que a trama literária seria realmente dividida em dois filmes. “Esse é o plano. Há uma plano de fundo que foi acenado em alguns dos livros [que nós expandimos]. E também, quando você lê o livro, há um ponto em que faz sentido para interromper o filme antes do final do livro”, ele explicou na ocasião. FONTE: CINEMA COM RAPADURA
  22. 1 point
    Questão

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)

    Não tem problema nenhum ai. O Nolan fez três filmes e o Pinguim apareceu? O Charada apareceu? O Robin apareceu? (aquele arremedo que era o Gordon Levitt não conta). A Warner parece que não tá se preocupando nem um pouco com continuidade entre franquias, como a Marvel/Disney se preocupa. Basta perceber que esse Coringa surgiu "do nada também", e ao mesmo tempo que ele existe, a Arlequina da Margot Robbie existe também, ainda que a Warner não tenha intenção nenhuma de trazer o Leto de volta O próximo filme da Mulher Maravilha vai ignorar totalmente BVS e LIGA DA JUSTIÇA, e assim por diante. Então não vejo por que aparecer com um o Batman, "sem explica-lo" vai irritar o publico, até por o Batman já não precisa mais ser explicado. O próprio CORINGA acabou de fazer isso, BATMAN VS SUPERMAN fez isso tres anos atrás, GOTHAM fez isso na TV no ano anterior, e o Nolan dedicou um filme todo pra isso. Todo mundo tá careca de saber a origem do Batman. Então, duvido e faço pouco que o Batman do Reeves toque no assunto. Deve fazer uma menção breve ao assassinato dos Wayne como o trauma que gerou o Batman e era isso. E não tem nada confirmado ainda sobre se o filme do Reeves vai se passar nos anos 90, era apenas um rumor.
  23. 1 point
    Big One

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)

    Ninguém seria louco de trazer um novo Coringa. O The Batman já está escalando série de vilões, Charada, Pinguim, Mulher Gato entre outros.
  24. 1 point
    Tensor

    Oscar 2020: Previsões

    Pessoal, eu fiz uma lista no letterboxd com a data dos possíveis concorrentes do Oscar/Globo de Ouro e as datas especuladas de estreia aqui no Brasil (só clicar em read notes). Quem tiver interesse pode acompanhá-la. Qualquer sugestão do que acrescentar é só falar (logo vou colocar os docs, filmes internacionais e animação) https://letterboxd.com/thiagoduarte/list/possiveis-filmes-do-oscar/
  25. 1 point
    Jailcante

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)

    "Não é só com a Marvel" News: Martin Scorsese diz que quase dirigiu filme do Coringa, mas não tinha tempo e nem interesse em "desenvolvimento de personagem de HQ":
  26. 1 point
    A titulo de curiosidade, a ciência ainda não entrou num consenso em relação a isso. Tem os profissionais que defendem e os que não, logo não tem como cunhar essa assertiva como verdade universal. Por enquanto essa tendência alimentar (que hoje virou moda) ta do naipe do gostar ou não de certo time, algum político ou qualquer outra coisa. Ou seja, cada um segue sua preferência. Falo como alguém que comeu um suculento churrasco regado a cerveja neste domingão..😂 E viva as diferenças😁. O documentário trata desse argumento da falta de consenso, mas como uma jogada da indústria da carne para justamente colocar em dúvida as pessoas. Mas, como você disse, cada um faz sua opção de vida. Pra mim, foi mais fácil cortar a carne do que cortar a cerveja. Convida a galera para o próximo churrasco aí, @Jorge Soto!!!
  27. 1 point
    @rick

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)

    Coringa chegou neste final de semana à incríveis 935 Milhões de dólares e agora, mesmo sem relançamento ou china, o filme tem chances reais de bater 1 bilhão , o que seria mítico.
  28. 1 point
    Achei ruim o filme? Não necessariamente. Mas odiei? Sim. Essa pompa toda de 'Tim Miller na direção' e 'James Cameron na produção" e entregam a MESMA coisa. Não tem NADA de novo, não acrescenta absolutamente NADA (nem em relação ao 3 filmes da série que tentam esquecer que existem). Tim Miller de início tenta tomar uma decisão ali pra falar "Olha que fodah", mas pra que tomar essa decisão se vai entregar a mesma coisa de antes? Ficou em função do nada isso. E muita coisa parece remendo dos filmes anteriores. Situação da Sarah lembra a do T2, a história do Swarza lembra a do Genesys, o final tenta ter uma ultra revelação final que nem o T3 e etc. Ainda bem que não hypei isso, acabaram entregando o que eu estava esperando mesmo: nada... (Pior que perdi cena inicial importante e vou ter que ver de novo. Poha. Devo rever hoje mesmo e amanhã me desintoxico revendo o T1 e T2) Enfim, a série pra mim continua só tendo 2 filmes válidos...
  29. 1 point
    Jorge Soto

    19 Dias de Horror

    Rabid é o bacanudo remake do setentista homônimo do Cronenberg, que é homenageado em cada frame do longa, seja nas várias referências a seus filmes como no body horror, um gore lindo de se ver. As atuações são superiores ao original, com personagens mais profundos, em especial a protagonista e o mad doctor. Na verdade este remake complementa o anterior (que acho fraco), ou seja, seria mesmo um reboot. Tem alguns defeitos sim pro final, mas o pouco que faz faz bonito. 8,5-10 The Girl on the Third Floor é outro filme de casa assombrada cuja atmosfera e humor são bem satisfatórios. Bem próxima do estilo do Cronenberg, evita sustos fáceis e os troca por giros psicológicos (e eróticos) bem mais satisfatórios. Mas seu trunfo maior é o ator principal, o ex-lutador CM Punk, que faz com que o filme se aproxime do Raimi pois é a cada do Bruce Campbell, e o filme parece um remake bem feito e não oficial do oitentista A Casa do Espanto. 8,5-10 Extracurricular Activities é uma comedinha dark teen que dá pro gasto, inofensiva e inócua. Seu humor negro e dinamismo a aproxima bastante do dinamismo do bacana Tragedy Girls. A estória se resume a um Mr Wolf (de Pulp Fiction, lembra?) teen resolvendo os problemas da molecada num colégio, e por si só ja vale a bizoiada. Atuações apenas corretas, estória redondinha sem reviravolta, algum gore com violência superficial e garotinhas boazudas completam o pacote. 8-10 Rattlesnake é o último filme de terror da leva Netflixiana do mês de Halloween, felizmente bacanudo quanto os demais. Este aqui se assemelha em narrativa a 1922 com Pacto Sinistro e qualquer filme onde o tempo conta pro protagonista. É um filme que trata de escolhas morais e éticas, em formato survival/terror. Não tem susto fácil mas te mantem ligado e tenso pela atmosfera que transpira, opressora em toda metragem. As atuações são boas e as poucas falhas não comprometem o resultado final. 8,5-10 Bloodline é um thriller indie de serial killer até legalzinho, no caso um professor psico que sai matando os pais ruins de seus alunos.. vai vendo! Interessante é ver o Stinfler de American Pie (ou Martin Riggs do novo Maquina Mortífera) bem a vontade no papel de serial, levantando um bom questionamento sobre violência doméstiao e o clichê do pai devoto de família. Tem erros de narrativa e umas questões ficam em suspenso, mas não desabonam este divertido filme. 8,5-10 La Influencia é um terror espanhol fraquinho da Netflix onde as melhores virtudes ficam por conta da produção caprichada e em parte das atuações bem empenhadas. No entanto, a pobreza do roteiro, a previsibilidade da estória, a direção clássica e o desfecho que deixa mais perguntas que respostas aos enigmas lançados, depõe contra o filme. Tem uma ou outra homenagem a Stephen King mas nem o gore, nos finalzinhos, torna esta obra bem confusa algo melhor. 7-10
  30. 1 point
    Já se passaram 35 anos desde que o diretor James Cameron sacudiu os gêneros de ficção científica e ação bombástica, através do primeiro filme da extensa franquia “O Exterminador do Futuro”. Após três sequências que não trouxeram resultados tão satisfatórios quanto o dos dois primeiros exemplares, o diretor Tim Miller (de Deadpool) uniu forças ao próprio Cameron para criar toda uma nova história que se passa após o segundo filme. Com isso, temos “O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio" (2019), o “terceiro” capítulo da saga. Na história, Sarah Connor (Linda Hamilton) e a ciborgue Grace (Mackenzie Davis) tentam impedir um novo Exterminador (Gabriel Luna) que veio do futuro para matar a importante humana Dani (Natalia Reyes). Os subtextos continuam sendo aqueles sobre os perigos da tecnologia, e sobre os paradigmas de um futuro distópico dominado pelas máquinas, além de alguns papos sobre escolha e destino. O roteiro repete vários elementos dos dois primeiros filmes, e se alterna entre acertos e erros de execução: por um lado, há consistência em determinadas explicações, e do outro, ainda traz as típicas falhas lógicas sobre viagens no tempo, além de apresentar algumas reviravoltas e decisões que soam aleatórias. Linda Hamilton continua sendo a mesma Sarah ‘badass’ e cínica do segundo filme, e brilha em cada um dos seus momentos em tela. Arnold Schwarzenegger, o epicentro da franquia, ressurge como o T-800 num contexto que não apenas funciona em termos narrativos como nos leva a apreciar as novas facetas do seu personagem. Mackenzie Davis e Natalia Reyes são muito bem-sucedidas em suas atuações, num roteiro que traz total importância para as suas personagens. E o vilão feito pelo Gabriel Luna é ameaçador o bastante, e tem lá suas próprias sutilezas. A direção de Miller está longe de ser única e marcante a nível estético ou sonoro, mas é de tirar o fôlego nas empolgantes e incansáveis cenas de ação, as quais surgem sem nunca ofuscar o também extenso lado dramático da história. Destaque para a já memorável perseguição numa estrada do México, além dos tiroteios e pancadarias envolvendo Hamilton ou Schwarzenegger, momentos em que você fará uma viagem no tempo para o cinema “brucutu” dos anos 80 e 90. Sim, “Destino Sombrio” conseguiu exterminar com sucesso as três continuações de qualidade discutível da franquia “Exterminador do Futuro”, mesmo sem possuir uma quantidade tão significativa de novos elementos. De toda forma, a alma dos primeiros filmes foi recapturada com dignidade, o senso de diversão pipoca com algum conteúdo voltou em grande estilo, e a representatividade feminina é bacana. Estaremos bem servidos se a franquia seguir uma clássica frase que, nesse filme, foi proferida pelo Arnold de forma diferente: eu não voltarei. Nota: 7
  31. 1 point
    Jailcante

    Oscar 2020: Previsões

    Campanha da Disney pra Oscar continua:
  32. 1 point
  33. 1 point
    SergioB.

    Oscar 2020: Previsões

    GENTE..."The Lighthouse"!!!!!!
  34. 1 point
    Executivos da Marvel e da Disney decidiram permitir Jeremy Renner continuar no papel de Gavião Arqueiro:
  35. 1 point
    "A arte vive naquele mundo de imaginação. É um parquinho." (Davis, Viola) Que mulher!!!
  36. 1 point
    Jailcante

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)

    Tá perto do Batman v Superman. (872 milhões) Acho que se tiver muitas indicações os Oscar e rolar relançamento na época da premiação, possível que passe do bilhão.
  37. 1 point
    Big One

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)

    Voltando ao topo. O filme arrecadou até agora U$849 milhões
  38. 1 point
    Scatman

    Watchmen - série de TV

    Você assistiu quantos episódios? As partes em negrito acima não estão no primeiro não, se forem spoilers melhor avisar outros que venham aqui no tópico antes, se teorias tuas são um bom palpite! Eu vou assistir hoje o segundo episódio na HBO e considero que a série tem um ótimo potencial, pena se ela se perder. Não sabia que seriam só 9 episódios mas gostei da novidade,melhor algo memorável com menos "barrigas" de roteiro mesmo.
  39. 1 point
    JOEL KINNAMAN O RICK FLAG, DIZ QUE O FILME DE JAMES GUNN PARECE UMA COMÉDIA! Em breve, James Gunn irá dar uma nova chance para o Esquadrão Suicida nos cinemas. Depois do fracasso de críticas do filme anterior, Gunn deve mudar algumas coisas na equipe, mas ainda assim, aproveitando alguns personagens e atores utilizados no longa dirigido por David Ayer. Dentre os que retornam, temos Joel Kinnaman, que interpretou o agente Rick Flag. Em uma recente entrevista, Kinnaman falou sobre o tom do filme e revelou que ele se parece uma comédia, algo bem característico nos filmes escritos e dirigidos por Gunn. “Ele é um cara incrível,” disse Kinnaman. “Ele escreveu um roteiro fantástico. É tão divertido… Eu sinto como se estivesse gravando minha primeira comédia. Existe muita gente engraçada lá. É uma experiência de aprendizado. Eu estou cercado de pessoas muito divertidas.” Além disso, o ator também falou um pouco sobre sua experiência ao assistir Coringa e o quão impressionado ele ficou com a performance de Joaquin Phoenix. “Joaquin Phoenix arrebentou. Uau. Ele é incrível. É um ator bom demais,” adicionou ele. “É surpreendente ver esse tipo de performance em algo que tem o selo da DC, porque é um filme realmente artístico. E eu tenho uma irmã que é esquizofrênica e eu consegui identificar alguns dos comportamentos dela e coisas que eu fiz no passado através do filme – e, sim, eu fiquei bem impressionado com o quão precisa foi a performance dele.” Considerando que o novo Esquadrão Suicida terá o retorno da Arlequina de Margot Robbie, além de atores como Taika Waititi e Sean Gunn, faz sentido que a comédia esteja bem presente na trama, ainda mais quando levamos em conta que as histórias da equipe sempre estiveram marcadas pelo humor.
  40. 1 point
    Jorge Soto

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)

    Acabou de passar Deadpool 2.. e o Reynolds aproveitou pra parabenizar e zuar, claro!😂 Como você pode conferir no post abaixo, ele publicou uma imagem de um dos momentos mais icônicos de Coringa, e nas escadarias fez referências aos filmes que foram batidos pela obra da DC. Os longas em questão são: Deadpool, Matrix, It, A Paixão de Cristo, Logan, The Wolfpack, 50 Tons de Cinza e Ted.
  41. 1 point
    Jailcante

    Inferno (Neill Blomkamp)

    ‘Inferno’: Taylor Kitsch estrelará novo terror do diretor de ‘Distrito 9’ Por Nefferson Taveira Publicado em 24/10/2019 às 17:18 De acordo com o Deadline, Taylor Kitsch irá estrelar o terror ‘Inferno‘, novo filme de Neill Blomkamp, diretor de ‘Distrito 9‘. O ator irá interpretar um policial que é chamado para investigar assassinatos aparentemente comuns no deserto do Novo México. Porém, a chegada do FBI confirma suas suspeitas que algo maior – e talvez extraterrestre – faça parte do mistério. “Estou muito ansioso para voltar a ficar por trás das câmeras e fazer ‘Inferno’ com a AGC [Studios],” declarou Blomkamp. “O filme é recheado de temas e conceitos que eu acho incrivelmente fascinantes. Me senti muito sortudo por poder filmá-lo.” As filmagens devem começar no início de 2020. https://cinepop.com.br/inferno-taylor-kitsch-estrelara-novo-terror-do-diretor-de-distrito-9-227520
  42. 1 point
    Jailcante

    Animais Fantásticos 3 (12/11/2021)

    Só vi o primeiro ainda. Tô com o Blu ray do segundo, mas ainda não vi. E sei lá, acho que o erro é que prometiam entregar algo novo, com o cara lá estudando os animais diferentes desse universo, mas tudo volta a tratar de Hogwarts e bruxo vs trouxas e etc. algo que os 8 filmes anteriores já trataram de um forma ou outra. Deveriam ter partido pra outras coisas e explorar outros temas/situações. E nada contra o David Yates, mas ele tá dirigindo a franquia desde o Harry Potter 5, e isso já é tempo demais. Tá na hora de chamarem outra pessoa, trazerem um ar novo. (Me lembro do 007 nos anos 80, todos filmes era dirigidos pelos John Glen (foram 5 filmes), aí a série foi perdendo o folego, meio que estacionando num lugar e ficando ali, e só voltou a respirar depois de um hiato, e em 1995 veio o Martin Campbell dirigindo o Pierce Brosnan no Goldeneye que deu o up que a série precisava ali.)
  43. 1 point
    Jorge Soto

    Adão Negro (22/12/2021)

  44. 1 point
    Arrepiei do com a música tema, mesmo achando o filme anterior fraco. E pelo visto vai desperdiçar mesmo o Kylo como "vilão". Com ele a Rey destruindo o capacete do Vader, toda construção dele nos dois filmes anteriores foi pro saco. Mataram o Han e o Luke a toa. Vai ser repeteco do Vader.. vilão nos 2 primeiros filmes e nos 45 do segundo tempo deste vai se redimir enfrentando o Imperador. A menos que o JJ esteja trollando a galera, como fizeram no filme anterior.😂 Se Darth Maul foi cortado e atirado num poço e sobreviveu , Luke foi atirado num poço e sobreviveu , nada mais natural. Vader salvou Luke , essa foi sua redenção , Palpatine ter morrido tão facilmente em Retorno do Jedi é que foi uma ofensa a esse grande personagem. Porém acho que o fantasma de Anakin , assim como os de Luke e de Leia , terão um papel importante na história. Obviamente Rey e Kylo não derrotariam Palpatine mesmo juntos. Será estabelecido que matar Palpatine é algo extremamente difícil .😎 detalhes do trailer: Capacete de treino A primeira cena do trailer nos apresenta ao treinamento de Rey, que aparece correndo pela selva. Um detalhe que os fãs podem não ter reparado é que ela derruba um capacete no chão. É o mesmo que Luke Skywalker usou em Uma Nova Esperança quando treinava com seu sabre de luz na Millennium Falcon. Base em Yavin 4 Por falar em Uma Nova Esperança, voltamos à base da lua de Yavin 4, que abrigou a Aliança Rebelde durante os eventos do Episódio IV. Mantendo a tradição, agora a lua serve de abrigo para a Resistência. Rose Tico e Dominic Monaghan Entre as rápidas tomadas dos aliados da Resistência, finalmente temos um vislumbre de Rose Tico, personagem de Os Últimos Jedi que retorna aqui. Ao lado dela, vemos o guerreiro de Dominic Monaghan (Lost) e a tenente Connix de Billie Lourd. A Frota de Palpatine No que parece ser um grande iceberg no espaço (adoramos), vemos que o Imperador Palpatine repousava e aguardava para um grande ataque. Vemos gigantescos destróieres do Império saindo debaixo do gelo, e já foi confirmado que os cruzadores terão raios com tecnologia da Estrela da Morte. Here we go again. Y-Wing Os aficionados por veículos de Star Wars devem estar se divertindo, já que mais uma nave clássica retorna para A Ascensão Skywalker! Em uma rápida tomada, vemos um caça de modelo Y-Wing, no que parece ser a grande batalha final. A Sala do Trono Vemos diversas tomadas de Rey e Kylo Rea lutando sobre os destroços da Estrela da Morte, e parece que o conflito culmina em uma locação familiar: a Sala do Trono de Palpatine, vista em O Retorno de Jedi. Agora, naturalmente, ela está toda destruída. Estátua de Darth Vader? Bespin? Dentre todas as tomadas desse novo trailer de A Ascensão Skywalker, a mais enigmática é esta. Rey e Kylo Ren parecem destruir juntos uma estátua preta, que remete bastante à de Darth Vader; mas também pode ser um Cavaleiro de Ren. Mas isso também levanta mais perguntas: por que os dois estão se aliando (por que Ren está de máscara?) e por que diabos esse ambiente lembra tanto a Cidade das Nuvens de Bespin, vista em O Império Contra-Ataca? O que a Rey está segurando? Essa tomada de Kylo Ren e Rey destruindo a estrutura traz ainda mais um mistério: se olharmos com atenção, poderemos ver a que a jovem Jedi segura não apenas seu sabre de luz azul, mas outra coisa. Em sua outra mão, vemos algo que parece ser uma adaga, objeto não muito comum para a saga. Se os rumores estiverem certos, trata-se do instrumento que moverá toda a trama do Episódio IX. Mas sem spoilers por aqui. Palpatine está VIVO Nosso primeiro e único vislumbre de Palpatine no Episódio IX é apenas uma tomada de perfil, onde vemos o capuz sombrio do Lorde Sith. Isso comprova que o vilão realmente está vivo, e não apenas um espírito das trevas. Na cena, ele parece ter o confronto climático com Rey, que traz seu sabre de luz. Fantasmas de Luke e Leia A tomada final do trailer é um close no rosto de Rey, com seu sabre de luz a postos. Ouvimos as vozes dos gêmeos Luke e Leia afirmando que a Força estará com ela para sempre. Como as frases parecem juntas (ao menos pela edição do trailer), podemos presumir que Leia se tornará uma fantasma no filme.
  45. 1 point
    Tensor

    O Que Você Anda Vendo e Comentando?

    Assisti sim! Adoro esse filme. Talvez seja meu filme preferido feito em Porto Alegre.
  46. 1 point
    SergioB.

    O Que Você Anda Vendo e Comentando?

    Que legal, heim?! O Marcelo é ótimo diretor. A parte que ele tira o som natural e põe "O Coro dos Escravos" de Verdi é sensacional. Não sabia que você era de Porto Alegre. Já viu "Tinta Bruta"? Todo cidadão daí tem que ver!
  47. 1 point
    Jorge Soto

    John Wick: Parabellum

    essa é por @Jailcante que curte essas paradas
  48. 1 point
    Jailcante

    Homem Aranha - Aranhaverso

    Homem Aranha no Aranhaverso acaba de levar Oscar de Melhor Animação. Realmente, é uma animação muito especial.
  49. 1 point
    01. O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola) - Obra-prima, um dos maiores de sempre, etc 02. Laranja Mecânica (Stanley Kubrick) - Obra-prima, apesar de (hoje) ser um pouco superestimado 03. Taxi Driver (Martin Scorsese) - Já gostei mais, mas ainda considero OP 04. Alien (Ridley Scott) - Tenho uma certa birra com esse (gosto bem mais da sequência), mas é um bom filme 05. Chinatown (Roman Polanski) - Obra-prima e talvez o melhor Polanski 06. Um Estranho no Ninho (Milos Forman) - Mediano 07. Apocalypse Now (Francis Ford Coppola) - Obra-prima, aliás, a década de 70 foi do Coppolão 08. Morte em Veneza (Luchino Visconti) - Obra-Prima, outro de meus favoritos 09. Star Wars IV (George Lucas) - gosto muito e tem toda aquela mística, mas não sei se chega ao ponto de OP 09. Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Steven Spielberg) - Mediano 11. O Poderoso Chefão 2 (Francis Ford Coppola) - OP, tão bom quanto o primeiro 12. Carrie (Brian De Palma) - OP (apesar de, no momento, meu De Palma preferido da década de 70 ser Obsession) 13. Barry Lyndon (Stanley Kubrick) - Absurdo, se não for OP é quase isso 14. Manhattan (Woody Allen) - Bom e um dos poucos do Woody Allen que têm ESPAÇO 15. Anni Hall (Woody Allen) - Já gostei mais. Não que seja fraco, mas é muita verborragia e quase nada de mise en scene 16. Prelúdio Para Matar (Dario Argento) - OP, de chorar 17. A Primeira Noite de Tranquilidade - (Valerio Zurlini) - OP, obrigatório 18. Encurralado (Steven Spielberg)- Competente, mas um Spielba ainda embrionário 19. Operação França (William Friedkin) - Muito bom, mas nunca prum top 20 19. Superman (Richard Donner) - Cuecão de couro
  50. 0 points
    Jailcante

    O Chamado da Floresta (02/2020)

    Trailer do novo filme do Harrison Ford. Baseado num livro. Usaram um cão digital (mas visu real, não cartoon) supostamente porque tinham cenas perigosas onde não poderiam usar um cão real. Vamos ver como vai ser interação com humanos e outras coisas no filme.

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