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Forum Cinema em Cena

Moviolavídeo

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Everything posted by Moviolavídeo

  1. Gostaria de dizer aos meus queridos amigos que foi um prazer estar em companhia de vocês durante todos estes anos e deixo esta espelunca da CMJ para que outro síndico possa cuidar dela com carinho. Vou continuar escrevendo no meu blog e tentar, na medida do possível, mantê-lo atualizado e espero que os meus amigos possam acessá-lo e deixar por lá seus comentários. A conexão com meus amigos se dará por outras redes de relacionamentos na internet como msn, orkut, facebook, twitter e através do meu blog. A todos deixo um forte abraço. Valdeci
  2. Aliás, hoje vou assistir O Fim da Escuridão com Mel Gibson que acabou de chegar na locadora!
  3. Aliás, Sábados e Domingos a televisão aberta brasileira é uma desgraça só! São tantos programas parecidos (os famigerados programas de auditório) que não sei pra que serve tantos canais se a programação é igual em todos eles! Moviolavídeo2010-06-22 19:38:21
  4. O pessoal do Twitter lançando a campanha UM DIA SEM GLOBO! Bem, o jogo da copa eu vejo na BAND. Agora o JORNAL HOJE e JORNAL NACIONAL eu sempre assisto. Depois vou ver meus filmes ou o programa Camarote na TVCOM. Pensando bem, eu não sou freguês assíduo da globo. Ou de qualquer TV. Passo mais tempo "zapeando" entre os canais (o que geralmente me irrita pela programação e acabo desistindo). Não seria difícil ficar alguns dias sem assistir a Globo. Ou outro canal qualquer.
  5. Ao sermos “reacionários” como se explicaria então os seguintes fatos históricos: O Rio Grande do Sul comandou a “Cadeia da Legalidade”, que garantiu a pose de Jango na presidência, e resistiu ao golpe militar de 1964; Do Rio Grande do Sul partiu a “revolução” de 30; Aqui nasceu o Forum Social Mundial Elegemos um governador negro (Alceu Colares) Elegemos uma Governadora (Yeda Crusius) Aqui o PT teve algumas das suas primeiras e mais bem sucedidas experiências administrativas, governando o estado e a capital. Porto Alegre, jamais elegeu prefeitos de direita O eleitor gaúcho tem colocado no Palácio Piratini um partido diferente a cada pleito. A Justiça gaúcha autorizou um casal gay a adotar. Decisão inédita no Brasil.
  6. Invictus Nelson Mandela está na mídia nestes tempos de Copa do Mundo na África do Sul e, nada melhor que assistir ao filme Invictus dirigido por Clint Eastwood para conhecer um pouco melhor este homem de determinação, coragem e patriota acima de qualquer suspeita. Morgan Freeman na pele de Mandela e Matt Damon como o capitão do time de Rugby Francois Pienaar fazem um ótimo trabalho de interpretação e caracterização de seus personagens reais. O filme, apesar de retratar um esporte pouco conhecido por brasileiros, não chega a atrapalhar ou ser enfadonho já que não é propriamente um filme sobre o esporte, mas sobre a determinação de Nelson Mandela em usar o esporte para unir o povo sul-africano após o fim do regime racista. No filme o poema de William E. Henley intitulado “Invictus” é citado duas vezes por Mandela uma vez que tal poema serviu de inspiração para que o presidente sul-africano enfrentasse seus medos e serviu-lhe de inspiração para encontrar coragem para lutar e manter-se íntegro como homem. Apesar de décadas na prisão não se deixou abater e, ao sair do cárcere, tornou-se presidente de seu país e, sem rancores, perdoou a todos e resolveu lutar para que seu país deixasse de ser uma nação racista e vingativa. Abaixo o tal poema na íntegra publicado no site Casa da Cultura. Invictus Autor: William E Henley Tradutor: André C S Masini Do fundo desta noite que persiste A me envolver em breu – eterno e espesso, A qualquer deus – se algum acaso existe, Por mi’alma insubjugável agradeço. Nas garras do destino e seus estragos, Sob os golpes que o acaso atira e acerta, Nunca me lamentei – e ainda trago Minha cabeça – embora em sangue – ereta. Além deste oceano de lamúria, Somente o Horror das trevas se divisa; Porém o tempo, a consumir-se em fúria, Não me amedronta, nem me martiriza. Por ser estreita a senda – eu não declino, Nem por pesada a mão que o mundo espalma; Eu sou dono e senhor de meu destino; Eu sou o comandante de minha alma.
  7. Entrevistado pelo jornal britânico The Guardian sobre o Brasil no jogo de estreia da Copa, disse que os gaúchos são os mais reacionários entre os brasileiros. Veja abaixo a pergunta e a respectiva resposta na íntegra: The Guardian - Será que a “sensatez” da Seleção de Dunga talvez simbolize o fato de que o Brasil considera-se um país mais “sensato” nestes dias? Sócrates - Dunga é gaúcho - ele é do extremo sul do Brasil - e eles são os brasileiros mais reacionários. Sua equipe é muito coerente, em termos de coerência com sua visão de mundo e sua formação. Lanço a pergunta aos usuários do fórum: O Povo Gaúcho é reacionário?
  8. José Saramago chega ao céu e, como todo defunto fresco, dirige-se à porta do paraíso. Sabe que vai enfrentar uma dura batalha para conseguir seu ingresso. São Pedro, com suas chaves, está aguardando ansioso o português atrevido para dar-lhe uma carraspana e uns bons puxões de orelha antes de permitir que ele adentre os portões. - Então o ateu apareceu, heim! Diz São Pedro ironicamente. - Calma lá, Pedro. Sem traumas! - Sei não, mas o “chefe” não vai permitir sua entrada. Afinal, seu ateísmo o precede e aquele seu livrinho Caim não foi muito bem aceito aqui em cima. - Pedro, deixa de frescura! A polêmica dos meus livros deve ter ajudado a trazer mais cristãos para a fé do que os padres pedófilos. Pelo menos eu os fazia pensar. - Sei… Você errou de andar. Teu lugar é mais embaixo. Aliás, bem mais embaixo! - Deixa de ser mesquinho, Pedro! Você negou que conhecia o “filho” do Homem três vezes para salvar a própria pele agora vem dar show de moral pra cima de mim? Abre esta porta logo que tenho amigos meus ai dentro que estou, literalmente falando, morrendo de saudades. - Que confusão é esta na porta do paraíso? – Pergunta Deus que surge em suas vestes celestiais acompanhado por sua corte de anjos. - É o português ateu, Senhor! – Responde Pedro em alto e bom som para constranger o recém chegado. - E porque você não o deixou entrar, Pedro? – Pergunta Deus já sem a paciência divina característica. - Eu e o Zé aqui temos muito que conversar. Ao dizer isso Deus abraça o Nobel de literatura e, de mãos dadas, caminham pelos jardins celestiais deixando o porteiro perplexo em companhia de suas chaves. - O Pedro é um bom sujeito diz Deus enquanto caminham. E acrescenta como se estivesse falando com seus botões: - Mas ainda não aprendeu que não sou muito chegado nos puxas-sacos de plantão, nos beatos que só pregam a bíblia da boca pra fora ou aqueles que dizem que acreditam em mim, mas contradizem-se em suas ações. - Então, Zé e a Copa do Mundo. Gostou das Zebrinhas que andei espalhando por lá só pra divertir um pouco? Fala Deus dando uma gargalhada. Deste genial escritor li: Caim O Evangelho Segundo Jesus Cristo As Intermitências da Morte Ensaio Sobre a Cegueira Ensaio Sobre a Lucidez
  9. Infelizmente, como já acontece há vários anos, não estou conseguindo postar textos longos. A moderação já sabe deste problema também há bastante tempo. Quando minha internet permite, eu tenho colocado os textos, na íntegra no fórum (vide vários post no fórum dos livrose e aqui mesmo neste tópico).
  10. O Lobisomem, Dirigido por Joe Johnston Comentários no meu blog.
  11. Terminei de Ler Na Noite do Ventre, O Diamante, de Moacyr Scliar. Este livro faz parte da coletânea Cinco Dedos de Prosa publicados pela editora Objetiva. Na Noite do Ventre, O Diamante: http://wp.me/pRyAh-9n
  12. O Indigitado, de Carlos Heitor Cony Carlos Heitor Cony, com sua prosa divertida, irônica e muito criativa conta-nos a história do dedo indicador (ou mais precisamente, a falta deste). Duas ciganas roubam um bebê de seu berço e, em seu lugar, deixam um outro, cigano. A princípio a família fica desesperada com a troca das crianças e registra a ocorrência na delegacia e saem à procura do filho que, juntamente com as ciganas, nunca mais foram vistos. A mãe desconsolada acaba criando com cuidados o tal ciganinho sem, contudo, dar-lhe afeto sincero de mãe. O pai, por sua vez, o aceita e na realidade agradece de certa forma a troca visto que seu filho legítimo não tinha o dedo indicador (que de alguma forma o “acusava” das suas infidelidades e das inúmeras doenças venéreas sofridas) enquanto o outro, na sua perfeição física, não o expunha a vexame e a consciência pesada de tantos atos libidinosos e traiçoeiros. Aos sete anos o garoto descobre a verdade de não ser filho legítimo, mas um cigano e então começa a ter uma personalidade estranha de não ser ele mesmo e, ao tornar-se adulto, sai pelo mundo à procura da sua real identidade, do seu “Eu”, do “Outro”. Enquanto isso o outro, que vivendo como cigano, sem o ser, também tem suas dúvidas e angústias e espera que tal situação se resolva quando o destino o colocar frente a frente com o cigano verdadeiro. A narrativa vai envolvendo o leitor pelo inusitado da situação e, quando os garotos se encontram os destinos vão se ajustando e a realidade de cada um é colocada à prova visto que, pelo código de ética cigano, os responsáveis pela troca das crianças (a tia que cuidava da criança enquanto a mãe estava no mercado fazendo compra e as duas ciganas) precisam pagar pelo trágico acontecimento. Carlos Heitor Cony escreve de forma brilhante esta narrativa repleta de personagens instigantes e de reviravoltas das mais criativas possíveis. O dedo indicador, ou a falta dele traz algumas conseqüências inusitadas como se vê e a leitura é agradável e prazerosa.
  13. Após ler O Clube do Filme, de David Gimour fiquei um tempo digerindo as 239 páginas deste livro antes de escrever este texto. Por vezes o livro me emocionava (pelo diálogo franco entre pai e filho) e por vezes ficava indignado com a irresponsabilidade de David em relação à educação que ele estava dando ao seu filho adolescente. Como pai que sou não conseguia entender (e aceitar) a falta de autoridade de David com o filho. Por vezes, um pai precisa impor sua autoridade para colocar o filho no rumo certo e educá-lo de forma segura para que ele possa enfrentar as dificuldades da vida de forma íntegra, honesta e com responsabilidade. Não sei, sinceramente, se teria coragem de fazer aquela proposta que David fez ao seu filho Jesse de liberá-lo de freqüentar a escola ou mesmo de ter um emprego só para ficar em casa e assistir três filmes por semana como forma de educá-lo para a vida. Outra passagem do livro que me incomodou profundamente foi a forma, quase inconsequente, com que David reagiu quando descobriu que seu Jesse estava usando cocaína e a sua completa falta de responsabilidade como aceitava as bebedeiras do filho (inclusive bebia em sua companhia) e a aceitação do garoto em fumar. Devo lembrar para quem não leu o livro, que o garoto tinha somente 16 anos! Não era à toa que tinha perdido as rédeas da educação do filho. Isto que não estou levando em conta que os pais de Jesse eram separados. Por outro lado, foi interessante notar que, ao assistir a estes filmes, o garoto tomava ciência de outras experiências de vida tais como soluções para problemas existenciais, conseqüências por escolhas mal feitas, consolo para sofrimentos efêmeros (ou não), exemplos de superação e tantos outros “exemplos” que assistia na tela da TV em companhia do pai. Assim, por osmose, assimilava conhecimento de outras realidades diferente da sua ou, em alguns casos, similares a sua vivência. Eu não teria esta coragem de abrir mão da educação formal de meu filho para sentar com ele e ficarmos discutindo sétima arte como forma de educação. Foi muita coragem realmente. Claro que David tinha sua parcela de culpa por assistir ao seu filho trilhar caminhos tão árduos de enfrentar dificuldade na escola, ter relacionamentos confusos, bebedeira, cocaína e tudo mais. Mas foi emocionante assistir sua tentativa de reconciliação e aproximação através do diálogo e da companhia diária. Não precisaria todo este sofrimento se David tivesse usado pulso forte. Dizer não também é uma forma de educação e uma criança de 16 anos precisa de orientação e pais que os oriente com determinação, amor e respeito. Ser amigos dos filhos e compartilhar momentos é essencial, mas existe uma hora em que é preciso ser, muito mais que amigo, ser pai. Vale à pena ler o livro já pelos argumentos que David dava ao filho pelas escolhas dos filmes que iriam assistir e os comentários que ambos faziam após cada sessão. Cada filme tinha um propósito e variavam de acordo com o humor de ambos ou os problemas que estavam enfrentando no momento. Preciso ver alguns dos filmes citados no livro e outros fiquei com vontade de rever.
  14. Não vejo problema algum. Segundo me consta não é proibido pelas normas do fórum. Além do mais, a propaganda é a alma do negócio. A síntese do que eu queria dizer sobre o filme A Caixa está no texto que eu postei. Quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre minhas impressão é só ler no blog. Nada de mais. Caso não queira, não precisa aparecer por lá e desconsiderar a propaganda. Simples.
  15. A Caixa ... O suspense do filme é relativo visto que já sabemos o argumento principal e ficamos só no aguardo das possíveis consequências deste ato (toda escolha tem consequências, como tudo na vida). Cameron Dias até se sai bem como Norma Lewis tentando encontrar uma fórmula para dar uma melhor condição financeira para sua família e um futuro promissor para seu filho. A canastrice de James Marsden interpretado Arthur o marido de Norma incomoda um pouco pelas caras e bocas exageradas. Não entendi a razão da necessidade do filme ser tão longo e gostei, sobretudo, da trilha sonora que elevava muito mais o clima de suspense que faltava nas imagens ou nas interpretações. A produção caprichou na reconstituição de época, figurino e tudo mais, mas, deixou de lado a questão moral, ética e psicológica dos personagens que ficaram relegados a segundo plano. Afinal, esta questão de matar uma pessoa, mesmo que desconhecida, para levar vantagem ficou muito tênue. O final do filme deixou claro que mensagem “moral ou ética” poderia se esperar de alguém que faz aquele tipo de escolha (apertar o botão). Não conheço a versão original que deu origem ao roteiro cinematográfico, mas achei exagerada toda àquela explicação sobre raio, planeta Marte e alienígenas dando show de moral e ética na raça humana. ... Texto na íntegra no meu blog.
  16. Coincidentemente (ou não) estou lendo atualmente histórias de pessoas que passaram por grandes sofrimentos, tanto psicológicos como físicos, e conseguiram superar e dar a volta por cima. Acabei de ler Infiel de Ayaan Hirsi Ali e ainda estou sob o impacto desta narrativa contundente, reveladora e, sob todos os aspectos, uma grande lição de vida e superação. Dizer que Ayaan sofreu maus tratos na infância e adolescência é simplificar demais a trajetória desta mulher. Claro que ela sofreu e muito. Foi espancada e humilhada inúmeras vezes pela mãe, foi subjugada pelo irmão, explorada pela irmã, abandonada pelo pai e teve o crânio fraturado pelo seu professor de Alcorão. Em nome da sua religião, sofreu clitorectomia aos cinco anos de idade. Nasceu na Somália e viveu na miséria e na mais pura ignorância durante toda sua precoce infância e juventude. Em razão da guerra civil em seu país sua família mudou-se e para Etiópia, Quênia e Arábia Saudita onde também viveu horrores sob o regime Islâmico que coloca a mulher em último plano da existência humana. Como mulher islâmica sofreu toda ordem de violência física, moral e psicológica, além de ter seus direitos como pessoa subjugada a uma vivência insignificante, humilhante e perversa. Criada pelos costumes tribais da Somália e educada pela rígida religião de Maomé comeu o pão que o diabo amassou pelo simples fato de ser mulher e mulçumana. Apesar dos maus tratos familiares e da sociedade tinha uma fé inabalável e, por todos os motivos do mundo, um temor por Alá a quem procurava entender e devotar uma vida de orações e preces. Chegou inclusive a aderir ao islamismo mais radical. Procurou viver de acordo com suas crenças religiosas e, à medida que os anos passavam, foi percebendo que alguma coisa estava errada nesta vivência absurda de surras, submissão e abandono. Como acontece com todas as mulheres de seu país o casamento é apenas um arranjo familiar entre clãs e sua noite de núpcias foi só dor e indiferença. Para tentar sair deste inferno pede asilo na Holanda (fugida da Alemanha onde seu novo marido a levaria para viver na Dinamarca). Na Holanda viveu durante treze anos e tomou conhecimento de outra cultura, outras religiões e, acima de tudo, aprendeu sobre democracia e direitos individuais do ser humano. Começou a entender que seu sofrimento era apenas uma questão dogmática e que a mulher não nasceu para ser submissa e que a fé em Alá não precisa, de modo algum, ser uma jornada de espancamentos, submissão feminina e dor. Eleita Deputada trabalhou pelos direitos dos imigrantes e, por sua ousadia e luta contra as desigualdades e a crueldade do islamismo foi perseguida e sofreu inúmeras ameaças de morte. Com o cineasta Theo Van Gogh Realizou um vídeo chamado “Submissão” sobre a opressão da mulher no islamismo. Por este curta-metragem seu amigo Theo foi assassinato e ela teve que viver durante setenta e cinco dias escondida e escoltada por órgãos de segurança do estado sem acesso a celular, internet e contatos com a família e amigos numa peregrinação por vários estados Americanos. Por sua luta foi eleita pela revista Time como uma das cem pessoas mais influentes do mundo e hoje vive nos Estados Unidos. Na página 496 Ayaan diz, textualmente: “Quando procurei Theo para que me ajudasse a fazer “Submissão”, eu queria transmitir três mensagens: primeiro, os homens e até as mulheres podem erguer os olhos e falar com Alá; os crentes têm a possibilidade de dialogar com Deus e de olhar para Ele de perto. Segundo, no Islã de hoje, a interpretação rígida do Alcorão condena as mulheres a uma miséria intolerável. Mediante a globalização, cada vez mais homens com tais idéias se instalam na Europa com mulheres que eles possuem e brutalizam, os europeus e demais ocidentais já não podem continuar fingindo que as graves violações dos direitos humanos só ocorrem em lugares remotos, muito remotos. A terceira mensagem é a frase final do filme: Nunca mais me submeterei. É possível libertar-se – adaptar a fé, examiná-la criticamente e verificar até que ponto ela está na raiz da opressão”. No último parágrafo do livro ela acrescenta: “Já me disseram que Submissão” é um filme por demais agressivo. Aparentemente, a sua crítica ao islã é muito dolorosa para que um mulçumano a suporte. Diga, não é muito mais doloroso ser uma mulher presa naquela gaiola?” Infiel é uma obra dolorosa e contundente e, como diz na capa: a história de uma mulher de desafiou o Islã. Com certeza um livro que deve ser lido para que possamos conhecer esta mulher que resolveu sair da sua gaiola opressora e contar ao mundo seu sofrimento, seus temores e, muito mais que isso, dizer que é possível, através do conhecimento e da consciência da sua própria condição de mulher, lutar por melhores condições de vida e respeito a todas as mulheres. Não é possível que em pleno século vinte e um ainda existam países que cometem tanta brutalidade em nome de uma religião ou de uma cultura opressora. Que surjam outras Ayaan Hirsi Ali no mundo para porem fim a esta prática.
  17. Obrigado pelo comentário lá no blog. Aproveite e leia Infiel. Vale a pena!
  18. As Boas Mulheres da China, de Xinran Durante oito anos (1989 a 1997) a jornalista Xinran entrevistou centenas de mulheres chinesas e parte destas histórias de dor, humilhação, abandono, casamentos forçados, violência sexual e ignorância estão narradas de forma simples e objetiva, nas duzentas e oitenta e uma páginas do livro As Boas Mulheres da China. Muito dos relatos contidos neste livro vem da própria cultura que diz “numa mulher, a falta de talento é uma virtude” e que a mulher chinesa, de tanto ouvir, acabou acreditando e de alguma forma se submetendo ao pai, marido e ao regime comunista. Apesar das histórias tristes e comoventes o livro não chega a empolgar visto que as narrativas são ao estilo “livro de auto-ajuda” onde a escritora parece que sempre precisa tirar uma “moral da história” ou sempre tem um conhecimento superior dos fatos e sofrimentos alheios. Por vezes cansa por usar sempre a mesma fórmula de contar estes dramas humanos e por se colocar sempre à margem dos fatos como se ela também não fosse Chinesa e não tivesse conhecimento da condição da mulher em seu país. Ela não conta sua própria história e não abre seu coração, assim como suas ouvintes ou entrevistadas e passa sempre a impressão que não é uma mulher que vive no mesmo ambiente cultural daquelas pessoas. Seria interessante conhecer a própria história de vida da jornalista Xinran e talvez assim tivéssemos a real fotografia do povo feminino e sofrido deste grande país que é a China. Dizer que os relatos da menina que tinha uma mosca como bicho de estimação, ou da menina que foi estuprada pelo pai ou mesmo da mãe que vivia como catadora de lixo só para ficar perto do filho rico não comoveu é falso. Mas pareceu-me mais um amontoado de histórias trágicas individuais sem que com isso pudéssemos ter um painel mais amplo da vida e da cultura daquele povo milenar.
  19. Seria legal um Pinga-Fogo com o cara campeão deste tópico hehehehe
  20. Terminei de ler Infiel - A história de uma mulher que desafiou o islã, de Ayaan Hirsi Ali. Texto na íntegra no meu blog: http://wp.me/pRyAh-94.
  21. Na minha lista quero acrescentar o Shycould. Bons tempos em que ele floodava na CMJ e o Sith claro!
  22. Quero acrescentar a Scarlet Rose
  23. Antes de fazer minha lista gostaria de agradecer a lembrança do meu nome aos meus amigos que me antecederam. Quero dizer também que tal lista é apenas uma brincadeira e não tem ordem de preferência. Talvez esqueça de um ou outro. Mas estes foram os que me lembrei hoje: Lucy In The Sky (minha leitora assídua lá no blog) Kikas (idem) Maria Shy (Que é uma mala sem alça) Abelha Veras (Apesar dela não me dar muita bola) Lauren Fran Pierri Nacka Big One Sunder Ben Wade Forasteiro Dook Mr. Scofield Forasteiro Lumiéri Tigo THX TNT-Karmas Renato Fe-Camargo Bart Jack-Bauer Beckin Jorge Soto Tensor Kah* Ursa Jailcante Além é claro de todos os que concederam entrevista para o Pinga-Fogo.
  24. Fazer lista sempre é temerário já que sempre deixamos de citar aquele que não poderia faltar e, aqueles que gostam de mudar de nick, sinto muito mas também podem estar de fora (risos). Moviolavídeo2010-06-04 12:40:30
  25. No quarto e último livro da série O Imperador – Os Deuses da Guerra o escritor Conn Iggulden inicia sua narrativa histórico/ficcional com Júlio Cesar em fim de guerra de mais de dez anos com os gauleses e preparando-se para retornar vitorioso para Roma. Todavia, Pompeu não quer o retorno do herói e o destitui de todos os seus poderes declarando-o inimigo do país. Em uma manobra para enfrentar o grande exército do general César, Pompeu resolve levar os senadores e todo seu poderio militar para enfrentar seu inimigo na Grécia onde supõe tem mais chances de vitória. Chegando a Roma Júlio Cesar encontra uma cidade sem lei e sem comando e então nomeia Marco Antônio como Administrador do País e segue com seu exército para lutar na Grécia e retomar seu poder como Cônsul. Segue para a guerra desfalcado de seu grande amigo Marcos Brutos. Magoado com o comportamento de Júlio Cesar que não o valorizou por sua lealdade e companheirismo nas grandes batalhas, Marcos Brutos foge de Roma para juntar-se ao exército de Pompeu traindo assim seu grande amigo e general. Depois de uma batalha sangrenta entre soldados romanos lutando entre si Júlio Cesar vence a luta e Pompeu foge para o Egito com parte de sua legião. Brutos é brutalmente ferido em guerra e, apesar da traição, é perdoado e se junta, mais uma vez, à legião de César. Não satisfeito com a vitória e tendo seus conselheiros insistidos para voltarem para casa o grande General resolve ir atrás de seu inimigo e o persegue até o país dos faraós. Lá chegando recebe a cabeça do general Pompeu numa cesta o que o deixa indignado e perplexo. Chega ao Egito num momento importante da história daquele país que é governado pelo imperador menino Ptolomeu enquanto sua irmã/esposa Cleópatra é destituída de poder. Numa jogada política bem articulada Cleópatra pede ajuda ao general Romano para reaver seu poder de rainha e, numa batalha entre soldados egípcios e romanos, o rei menino é seqüestrado e morto. Por seus encantos e visão política apurada Júlio Cesar acaba se envolvendo com a rainha ampliando assim o império romano com a junção dos dois países já que Cleópatra está grávida de seu filho varão Ptolomeu Cesário (que infelizmente não chegará à fase adulta). Em Roma o senado começa a preocupar-se com a enorme influência política e econômica de seu Cônsul/General e percebe que a república está em vias de extinção. Júlio Cesar agora dono do mundo sabe que governar com o Senado será uma tarefa árdua e só o título de Rei ou Imperador será suficiente para aplacar sua ânsia por poder. O povo, apesar de idolatrar seu líder, também não vê com bons olhos a extinção da república e alguns senadores começam a articular alguma manobra para evitar que a ditadura perdure para sempre e um grupo composto por Ciro, Suetônio, Brutos e outros senadores planejam assassinar Júlio Cesar. Conn Iggulden soube, de forma brilhante, narrar o nascimento de um mito e contou-nos muito mais que simples histórias de batalhas sangrentas e vitórias espetaculares, mas contou-nos sobre o homem que venceu seus medos, que soube perdoar, amar seu povo e, acima de tudo, transformou Roma num grande império. Apesar de não ter sido Rei ou Imperador, abriu caminho para que seu sobrinho-neto Otaviano Augusto fosse, após a sua morte, coroado o primeiro Imperador de Roma. E Roma nunca esqueceu seu filho e até hoje sua história serve de inspiração para que outros escritores também usem seu nome e sua glória para levar seus leitores a viajar no tempo e saber um pouco mais sobre o homem Júlio Cesar.
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