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Dook

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    Dook got a reaction from Mr. Scofield in Religião (#4)   
    Por que eu não sou um neo-ateu
     
    Por Renan Felipe
     
    Alguns ficam confusos com a minha posição quanto à religião. Alguns chegam a pensar que sou católico e quando digo que sou ateu se assustam. Isto porque não me engajo em militância ateísta, não me identifico com os “neo-ateus” e acho a antirreligião uma babaquice que vai contra os princípios de liberdade individual ao culto, à associação e à expressão.
    Sou um ateu despreocupado. Não me preocupo se as pessoas adoram Javé, Allah, ou Iansã. Isto não é relevante para mim. Deuses não são relevantes para mim. Eu os desconsidero em toda e qualquer atividade cotidiana da minha vida. Penso que a religião é um hábito, uma tradição da maioria das pessoas, embora hajam aqueles que de fato tenham e vivam a fé.
    Tive minha fase de contestação da religião e de “neo-ateísmo”, mas nunca tive uma oposição forte à “rebeldia” inicial por causa da educação que minha mãe, descrente, me deu. Por isso acho muito infantil o modo como se portam hoje ateus de mais de 20 anos na cara que parecem pré-adolescentes com oxiúros. Por isso listei dez razões para que você, ateu level 1, não seja um neo-ateu por muito tempo.
     
     
    1. Ateísmo não é diploma
     
    Descobriu que é ateu ontem? Ótimo. Não precisa usar as palavras “lógica”, “razão” e “argumento” cinco vezes por frase. O fato de ser ateu não te faz mais inteligente, melhor informado ou maior conhecedor da ciência. Na verdade, grandes gênios da humanidade foram crentes até o final de suas vidas e grandes nomes da ciência hoje continuam sendo crentes. Considere que ateísmo, apesar de não ser recente, é uma filosofia minoritária entre as pessoas. A maioria das pessoas é crente e não deixa de desenvolver habilidades fantásticas por causa disso.

    O grande problema dos neo-ateus é justamente o proselitismo. A maioria está recém se descobrindo como ateu e precisa se afirmar de um jeito ou de outro. O resultado é um púbere falando besteira e ofendendo os outros porque acha que é um iluminado que descobriu a verdade.
     
     
    2. Religião não é doença
     
    O neo-ateu acha que foi milagrosamente curado, e acredita que deve curar os outros “doentes”. Insiste que a religião é um mal no mundo e que ela precisa ser eliminada. Na sua cabeça, a religião é instrumento de poder, de dominação, de enganação, etc.
    Iludido pela novidade, embarca numa verdadeira pregação do Devangelho. É um dever moral fazer o maior número possível de desconversões.

    Não sabe portanto que a religião nunca foi o mal, e sim a repressão religiosa. Repressão religiosa é feita de religião para religião e de ideologias políticas para religiões em geral. Quando sustentamos que a religião é um mal a ser eliminado, estamos perpetuando justamente a repressão religiosa.
     
     
     
    3. Ignorância não é força
     
     
    Caindo na ilusão de que tudo que é contra a religião é “científico”, o neo-ateu pensa que crer em figuras do “ateísmo” é um tipo de ceticismo ou livre pensamento. Repete ipsis literis as besteiras de Sam Harris e Richard Dawkins sem considerar se estas pessoas estão habilitadas para discutir o assunto ou se o que dizem é lógico e faz sentido. Acreditar no que diz Dawkins sobre Teologia é como acreditar no que diz Craig sobre zoologia. Ambos podem emitir opinião sobre o assunto, mas nenhum está qualificado para discuti-lo com propriedade. Dawkins é um excelente zoólogo, e só isso.

     
    Para deixar o estado de credulidade do neo-ateu, é necessário que ele entenda que o ateísmo é uma postura filosófica como as outras, que precisa ser estudada se pretende levá-la à sério. Não se pode discutir religião sem entender religião. E entendê-las não através de esteriótipos desenhados por aqueles que as atacam. Sem conhecer os argumentos do outro lado, jamais se pode ter segurança e convicção da própria posição, mas sim uma opinião escorada na credulidade, como a de um crente fanático sem conhecimento da própria doutrina religiosa.
    É mais fácil ler críticas contundentes à religião em autores que escreveram há séculos como Locke, Paine e Mill, ou até religiosos como Erasmo de Roterdã, do que nos livros de comédia e ficção de nova seita antiteísta.
     
     
    4. Antiteísmo não é ateísmo
     
    Chame como quiser: neo-ateísmo, ateísmo militante, humanismo secular, fundamentalismo ateu, etc. Antiteísmo não é ateísmo. Ateísmo, com prefixo -a-, indica uma ausência: ausência de crença, de religião, de deus ou deuses. Um ateu não acredita que deuses existem (ou acredita que deuses não existem, dá na mesma), e não segue religião teísta alguma. É só isso. Ateísmo acaba aí.
    Hoje em dia pouca gente pensa nisso, mas um ateu poderia acreditar em espíritos, forças sobrenaturais e planos não-materiais. É suficiente para ser ateu que não se acredite em divindades. Nada impede a existência de um espiritismo ateu, por exemplo. De fato, existem até religiões ateístas como o positivismo (religião da humanidade), o humanismo, a cientologia, etc.
    Antiteísmo é oposição às religiões teístas e ao pensamento teísta. Na prática, significa que o antiteísta acredita que a religião e a crença em deuses são um mal a ser eliminado. O antiteísmo é portanto tão intrusivo quanto uma religião expansionista, já que busca a conversão. Ou, neste caso, a “desconversão”.
     
     
    5. Se fosse para pregar, eu seria crente
     
    O antiteísta não se contenta em pregar que a religião é nociva e (des)converter os outros para a sua seita. O neo-ateu também se congrega em igrejas, virtuais ou não. Eles se juntam em congregações como a ATEA, a Liga Humanista Secular, etc.
    Se fosse para pregar, ter liturgia, ir numa congregação e ter discurso oficial, eu seria crente. Qual o sentido de se congregar em torno de uma descrença? É como juntar pessoas num clube de não-torcedores do Flamengo, ou numa associação de não-moradores da Vila Cruzeiro. É óbvio que as associações se dão em razão de características comuns e positivas: torcedores do Flamengo e moradores da Vila Cruzeiro. Anticomunistas se associam, antifascistas se associam, anticapitalistas se associam. No caso dos neo-ateus, são antiteístas e antirreligiosos se associando em prol de uma doutrina política antirreligiosa.

    O que não falta é religião ateísta. Desde as mais respeitáveis e milenares como Budismo, Taoísmo e Confucianismo às mais recentes e cientificistas Religião da Humanidade, Culto da Razão, Cientologia, etc. É inevitável: quanto mais ateus dogmatizam o próprio pensamento para combater religiões e quanto mais incentivam o “ateísmo organizado”, mais os “ateus” entram em esquemas prontos que formatam seu pensamento numa doutrina religiosa. Se religião fosse um problema, antiteísmo não teria virado uma.
     
     
    6. O antiteísmo tem um passado imundo (e um presente também)
     
    Toda perseguição religiosa trouxe efeitos devastadores quando tomou o poder político. Da Guerra Cristera provocada por Plutarco Elías Calles no México aos verdadeiros massacres cometidos na União Soviética, na China, na Albânia e em todo lugar onde o comunismo se instalou ou tentou se instalar, podemos tirar a lição de que o sectarismo ateu não é menos nocivo que o religioso.
    Se neo-ateus acham que podem julgar cristãos por causa das Cruzadas ou da Inquisição, desconhecem que a militância ateísta fez coisa semelhante em lugares onde crentes foram fuzilados e a religião, proibida.

    Palden Choetso, monja budista, suicida-se por auto-imolação em protesto contra a repressão religiosa e a ocupação chinesa no Tibet. Protestos deste tipo são frequentes, mas pouco reportados pela mídia.
    É difícil calcular quantas foram as mortes decorrentes da repressão à religião. Mas podemos citar alguns eventos desagradáveis decorrentes dela:
    A Guerra Cristera provocada por Plutarco Elías Calles, que matou mais de 30 mil cristeros e 50 mil soldados federais.
    O massacre de religiosos pelos republicanos espanhóis durante a Guerra Civil Espanhola que totaliza umas 6,8 mil pessoas.
    Campanhas de “reeducação” e campanhas “anti-reacionárias” do Partido Comunista Chinês durante o governo de Mao Zedong. Um exemplo é a Revolução Cultural que matou cerca de 500 mil pessoas, o que inclui muitos religiosos já que a China era e é um Estado Ateu.
    Os expurgos socialistas na Mongólia para erradicar o Lamaísmo, que custaram entre 30 mil e 35 mil vidas.
    A repressão religiosa do governo de Enver Hoxha na Albânia.
    A repressão comunista no Camboja, que mandou para os campos da morte Chams (cambojanos muçulmanos), cambojanos cristãos e monges budistas.
    As campanhas antirreligiosas da União Soviética de 1917-1921, de 1921-1928, 1928-1941, de 1958-1964, e de 1970-1990, cujo número de vítimas não é conhecido.
    A completa repressão religiosa na Coréia do Norte, que impôs o culto ateísta ao Estado (Juche).
    A repressão religiosa por Estados Ateus como a República Popular da China, o Laos, o Vietnã, e a Coréia do Norte, que resiste até hoje.

    7. O neo-ateísmo desrespeita a liberdade de pensamento
     
    Longe de ser um grupo aberto ao diálogo, os neo-ateus são combativos e desrespeitosos. Não admitem diálogo: para eles a religião é uma enganação, e um mal a ser extirpado.
    Nesta posição, sua reação é o fechamento ao debate. As verdades estão evidentes e as peças estão dispostas no tabuleiro: de um lado os religiosos fanáticos, do outro os iluminados defensores da razão e da ciência. Incapaz de um diálogo interreligioso, ele resume sua linguagem à mera afronta à doutrina religiosa que escarnece. Não dialoga: xinga; não argumenta: faz deboche; não aceita negociação: ou você está do lado da razão ou você é um crente que precisa ser desiludido.

    Não havendo espaço para diálogo, o objetivo dele é um só: calar a boca dos crentes. Ele quer que retirem as cruzes dos tribunais, que retirem a palavra “Deus” da Constituição e das notas de real, que se acabe com o ensino religioso, que se proíba os crentes de manifestar publicamente a fé ou divulgar as suas opiniões e a sua ideologia na mídia. Combatem, assim, não só a liberdade de culto como também a liberdade de expressão.
     
     
    8. Darwin não é deus e ciência não é religião
     
    A mentira mais repetida por e para neo-ateus é que religião é inimiga da ciência. É claro, se você fingir que a comunidade científica ocidental não nasceu dentro da Igreja Católica e que todo o sistema universitário ocidental não é baseado num modelo acadêmico estabelecido pela Igreja.
    Outra idiotice é militar pelo evolucionismo como se fosse a corporificação da ciência e da razão. Uma teoria científica, válida hoje, pode estar refutada amanhã. O que farão se o evolucionismo for posto em cheque? Admitirão que militavam por uma mentira ou vão cair na real, que não existem “fatos científicos”, verdades incontestáveis? Outra é atacar ad nauseam o criacionismo como se todo cristão fizesse interpretação literal do Gênesis, e esquecendo que quem formulou a teoria do Big Bang era um padre. Um indivíduo pode perfeitamente ser crente e lidar com ciências sem problemas.

    Típicos crentes anti-ciência: Pascal, Descartes, Newton, Mendel, Faraday, Lamaître e Schrödinger.
    O pior não é ver alguém militar pelo “evolucionismo”, mas ver que o mesmo sujeito não entende a Teoria da Evolução: diz que “animais passam por mutações” ou que “o homem descende do macaco”. Para piorar, louva este ou aquele cientista e sua teoria como se fossem santos e padroeiros da ciência. Darwin, Newton e Einstein foram importantes, mas fazer desta pessoas e de deturpações de suas teorias uma bandeira de militância é idiota, deturpa a visão das pessoas da ciência, tornando-a cada vez mais impopular entre crentes.
    Por fim, o cientificismo. A idéia idiota de derivar padrões morais da ciência. A ciência, assim como a filosofia e a religião, tem um escopo, um campo limitado de atuação. Ciência serve para descobrirmos coisas novas e acumular conhecimento, e não ditar como devemos empregar o conhecimento. Podemos usar energia nuclear para iluminar cidades inteiras ou para fazer armas de destruição em massa. O que determina o que fazer com os avanços científicos depende de um padrão moral extrínseco à ciência: vem de uma doutrina política, filosófica ou religiosa.
     
     
    9. O ateísmo não propõe coisa alguma
     
    Você propõe alguma coisa? Fale por si. O ateísmo não propõe coisa alguma. Ateísmo é não acreditar em deuses e religiões teístas. Ponto. Qualquer coisa além disso é parte de uma doutrina, ideologia e filosofia pessoal sua. Não existe medida científica para o bem e o mal e não vai ser você quem vai inventar.
    Se você defende a política X ou Y, você fala de um conjunto de idéias políticas suas. Ateísmo é outra coisa.
     
     
    10. O antiteísmo sabota a causa da razão.
     
    Qual o sentido de difamar algo que não existe? Que tipo de pessoa escreve livros, faz vídeos e dá palestras para criticar algo que não existe? Das duas uma: ou esta pessoa quer ganhar dinheiro de trouxas, ou ela está conduzindo uma cruzada contra a lógica. Você conhece alguém que escreve livros ou faz vídeos para contestar a existência de duendes, de fadas do dente, do coelhinho da páscoa ou do papai noel? Então porque seria menos ridículo alguém que escreve para contestar a existência de deuses ou espíritos?

    Dentre os males causados pelo neo-ateísmo, podemos mencionar:
    Emperra o diálogo interreligioso.
    Inculca nos crentes o ódio pela ciência, em vez de estimular a sua apreciação.
    Deturpa as ciências pela propagação de versões caricaturizadas de teorias científicas.
    Cria um tumulto em torno de um ente que não existe, provocando mais militância de ambos os lados.
    Desvia o foco do estudo das ciências de questões mais proveitosas para questões que tem pouca aplicação prática.
    Pseudoceticismo: fomenta a blindagem cerebral ao aceitar credulamente qualquer coisa com o rótulo de “científica” e ao rejeitar qualquer coisa com o rótulo de “religiosa”.
    Dogmafobia. O medo de ter princípios morais e fazer o julgamento da realidade com base em princípios, em vez de fins. O resultado é que o sujeito ataca qualquer coisa “moral” e defenderá qualquer coisa imoral que tenha a pecha de “científica”.
    Tornar-se um pé no saco. O sujeito começa a evitar igrejas, grupos de amigos, foge quando alguém reza antes do almoço, critica até a avó porque ela lê a Bíblia, quer discutir com pastor, etc.

    Conclusão:
     
    Se você ainda está na fase de contestar os dogmas, mitos e tradições religiosas da sua sociedade para afirmar-se, esqueça esta militância. O ateísmo não é um fenômeno novo, não apresenta nenhum tipo de avanço ou progresso da sociedade moderna. É mais provável que ele seja anterior a qualquer religião que tenha existido, e é portanto mais antigo do que qualquer tradição religiosa. Não se preocupe em desconverter as pessoas, preocupe-se em transmitir os valores que tornam a sociedade melhor: a tolerância, o diálogo, a liberdade individual, a liberdade de expressão. As verdades, “científicas” ou não, cedo ou tarde vão sendo descobertas.
     
     
    Fonte: http://direitasja.wo...ou-um-neo-ateu/
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    Dook got a reaction from Gustavo Adler in Religião (#4)   
    Por que eu não sou um neo-ateu
     
    Por Renan Felipe
     
    Alguns ficam confusos com a minha posição quanto à religião. Alguns chegam a pensar que sou católico e quando digo que sou ateu se assustam. Isto porque não me engajo em militância ateísta, não me identifico com os “neo-ateus” e acho a antirreligião uma babaquice que vai contra os princípios de liberdade individual ao culto, à associação e à expressão.
    Sou um ateu despreocupado. Não me preocupo se as pessoas adoram Javé, Allah, ou Iansã. Isto não é relevante para mim. Deuses não são relevantes para mim. Eu os desconsidero em toda e qualquer atividade cotidiana da minha vida. Penso que a religião é um hábito, uma tradição da maioria das pessoas, embora hajam aqueles que de fato tenham e vivam a fé.
    Tive minha fase de contestação da religião e de “neo-ateísmo”, mas nunca tive uma oposição forte à “rebeldia” inicial por causa da educação que minha mãe, descrente, me deu. Por isso acho muito infantil o modo como se portam hoje ateus de mais de 20 anos na cara que parecem pré-adolescentes com oxiúros. Por isso listei dez razões para que você, ateu level 1, não seja um neo-ateu por muito tempo.
     
     
    1. Ateísmo não é diploma
     
    Descobriu que é ateu ontem? Ótimo. Não precisa usar as palavras “lógica”, “razão” e “argumento” cinco vezes por frase. O fato de ser ateu não te faz mais inteligente, melhor informado ou maior conhecedor da ciência. Na verdade, grandes gênios da humanidade foram crentes até o final de suas vidas e grandes nomes da ciência hoje continuam sendo crentes. Considere que ateísmo, apesar de não ser recente, é uma filosofia minoritária entre as pessoas. A maioria das pessoas é crente e não deixa de desenvolver habilidades fantásticas por causa disso.

    O grande problema dos neo-ateus é justamente o proselitismo. A maioria está recém se descobrindo como ateu e precisa se afirmar de um jeito ou de outro. O resultado é um púbere falando besteira e ofendendo os outros porque acha que é um iluminado que descobriu a verdade.
     
     
    2. Religião não é doença
     
    O neo-ateu acha que foi milagrosamente curado, e acredita que deve curar os outros “doentes”. Insiste que a religião é um mal no mundo e que ela precisa ser eliminada. Na sua cabeça, a religião é instrumento de poder, de dominação, de enganação, etc.
    Iludido pela novidade, embarca numa verdadeira pregação do Devangelho. É um dever moral fazer o maior número possível de desconversões.

    Não sabe portanto que a religião nunca foi o mal, e sim a repressão religiosa. Repressão religiosa é feita de religião para religião e de ideologias políticas para religiões em geral. Quando sustentamos que a religião é um mal a ser eliminado, estamos perpetuando justamente a repressão religiosa.
     
     
     
    3. Ignorância não é força
     
     
    Caindo na ilusão de que tudo que é contra a religião é “científico”, o neo-ateu pensa que crer em figuras do “ateísmo” é um tipo de ceticismo ou livre pensamento. Repete ipsis literis as besteiras de Sam Harris e Richard Dawkins sem considerar se estas pessoas estão habilitadas para discutir o assunto ou se o que dizem é lógico e faz sentido. Acreditar no que diz Dawkins sobre Teologia é como acreditar no que diz Craig sobre zoologia. Ambos podem emitir opinião sobre o assunto, mas nenhum está qualificado para discuti-lo com propriedade. Dawkins é um excelente zoólogo, e só isso.

     
    Para deixar o estado de credulidade do neo-ateu, é necessário que ele entenda que o ateísmo é uma postura filosófica como as outras, que precisa ser estudada se pretende levá-la à sério. Não se pode discutir religião sem entender religião. E entendê-las não através de esteriótipos desenhados por aqueles que as atacam. Sem conhecer os argumentos do outro lado, jamais se pode ter segurança e convicção da própria posição, mas sim uma opinião escorada na credulidade, como a de um crente fanático sem conhecimento da própria doutrina religiosa.
    É mais fácil ler críticas contundentes à religião em autores que escreveram há séculos como Locke, Paine e Mill, ou até religiosos como Erasmo de Roterdã, do que nos livros de comédia e ficção de nova seita antiteísta.
     
     
    4. Antiteísmo não é ateísmo
     
    Chame como quiser: neo-ateísmo, ateísmo militante, humanismo secular, fundamentalismo ateu, etc. Antiteísmo não é ateísmo. Ateísmo, com prefixo -a-, indica uma ausência: ausência de crença, de religião, de deus ou deuses. Um ateu não acredita que deuses existem (ou acredita que deuses não existem, dá na mesma), e não segue religião teísta alguma. É só isso. Ateísmo acaba aí.
    Hoje em dia pouca gente pensa nisso, mas um ateu poderia acreditar em espíritos, forças sobrenaturais e planos não-materiais. É suficiente para ser ateu que não se acredite em divindades. Nada impede a existência de um espiritismo ateu, por exemplo. De fato, existem até religiões ateístas como o positivismo (religião da humanidade), o humanismo, a cientologia, etc.
    Antiteísmo é oposição às religiões teístas e ao pensamento teísta. Na prática, significa que o antiteísta acredita que a religião e a crença em deuses são um mal a ser eliminado. O antiteísmo é portanto tão intrusivo quanto uma religião expansionista, já que busca a conversão. Ou, neste caso, a “desconversão”.
     
     
    5. Se fosse para pregar, eu seria crente
     
    O antiteísta não se contenta em pregar que a religião é nociva e (des)converter os outros para a sua seita. O neo-ateu também se congrega em igrejas, virtuais ou não. Eles se juntam em congregações como a ATEA, a Liga Humanista Secular, etc.
    Se fosse para pregar, ter liturgia, ir numa congregação e ter discurso oficial, eu seria crente. Qual o sentido de se congregar em torno de uma descrença? É como juntar pessoas num clube de não-torcedores do Flamengo, ou numa associação de não-moradores da Vila Cruzeiro. É óbvio que as associações se dão em razão de características comuns e positivas: torcedores do Flamengo e moradores da Vila Cruzeiro. Anticomunistas se associam, antifascistas se associam, anticapitalistas se associam. No caso dos neo-ateus, são antiteístas e antirreligiosos se associando em prol de uma doutrina política antirreligiosa.

    O que não falta é religião ateísta. Desde as mais respeitáveis e milenares como Budismo, Taoísmo e Confucianismo às mais recentes e cientificistas Religião da Humanidade, Culto da Razão, Cientologia, etc. É inevitável: quanto mais ateus dogmatizam o próprio pensamento para combater religiões e quanto mais incentivam o “ateísmo organizado”, mais os “ateus” entram em esquemas prontos que formatam seu pensamento numa doutrina religiosa. Se religião fosse um problema, antiteísmo não teria virado uma.
     
     
    6. O antiteísmo tem um passado imundo (e um presente também)
     
    Toda perseguição religiosa trouxe efeitos devastadores quando tomou o poder político. Da Guerra Cristera provocada por Plutarco Elías Calles no México aos verdadeiros massacres cometidos na União Soviética, na China, na Albânia e em todo lugar onde o comunismo se instalou ou tentou se instalar, podemos tirar a lição de que o sectarismo ateu não é menos nocivo que o religioso.
    Se neo-ateus acham que podem julgar cristãos por causa das Cruzadas ou da Inquisição, desconhecem que a militância ateísta fez coisa semelhante em lugares onde crentes foram fuzilados e a religião, proibida.

    Palden Choetso, monja budista, suicida-se por auto-imolação em protesto contra a repressão religiosa e a ocupação chinesa no Tibet. Protestos deste tipo são frequentes, mas pouco reportados pela mídia.
    É difícil calcular quantas foram as mortes decorrentes da repressão à religião. Mas podemos citar alguns eventos desagradáveis decorrentes dela:
    A Guerra Cristera provocada por Plutarco Elías Calles, que matou mais de 30 mil cristeros e 50 mil soldados federais.
    O massacre de religiosos pelos republicanos espanhóis durante a Guerra Civil Espanhola que totaliza umas 6,8 mil pessoas.
    Campanhas de “reeducação” e campanhas “anti-reacionárias” do Partido Comunista Chinês durante o governo de Mao Zedong. Um exemplo é a Revolução Cultural que matou cerca de 500 mil pessoas, o que inclui muitos religiosos já que a China era e é um Estado Ateu.
    Os expurgos socialistas na Mongólia para erradicar o Lamaísmo, que custaram entre 30 mil e 35 mil vidas.
    A repressão religiosa do governo de Enver Hoxha na Albânia.
    A repressão comunista no Camboja, que mandou para os campos da morte Chams (cambojanos muçulmanos), cambojanos cristãos e monges budistas.
    As campanhas antirreligiosas da União Soviética de 1917-1921, de 1921-1928, 1928-1941, de 1958-1964, e de 1970-1990, cujo número de vítimas não é conhecido.
    A completa repressão religiosa na Coréia do Norte, que impôs o culto ateísta ao Estado (Juche).
    A repressão religiosa por Estados Ateus como a República Popular da China, o Laos, o Vietnã, e a Coréia do Norte, que resiste até hoje.

    7. O neo-ateísmo desrespeita a liberdade de pensamento
     
    Longe de ser um grupo aberto ao diálogo, os neo-ateus são combativos e desrespeitosos. Não admitem diálogo: para eles a religião é uma enganação, e um mal a ser extirpado.
    Nesta posição, sua reação é o fechamento ao debate. As verdades estão evidentes e as peças estão dispostas no tabuleiro: de um lado os religiosos fanáticos, do outro os iluminados defensores da razão e da ciência. Incapaz de um diálogo interreligioso, ele resume sua linguagem à mera afronta à doutrina religiosa que escarnece. Não dialoga: xinga; não argumenta: faz deboche; não aceita negociação: ou você está do lado da razão ou você é um crente que precisa ser desiludido.

    Não havendo espaço para diálogo, o objetivo dele é um só: calar a boca dos crentes. Ele quer que retirem as cruzes dos tribunais, que retirem a palavra “Deus” da Constituição e das notas de real, que se acabe com o ensino religioso, que se proíba os crentes de manifestar publicamente a fé ou divulgar as suas opiniões e a sua ideologia na mídia. Combatem, assim, não só a liberdade de culto como também a liberdade de expressão.
     
     
    8. Darwin não é deus e ciência não é religião
     
    A mentira mais repetida por e para neo-ateus é que religião é inimiga da ciência. É claro, se você fingir que a comunidade científica ocidental não nasceu dentro da Igreja Católica e que todo o sistema universitário ocidental não é baseado num modelo acadêmico estabelecido pela Igreja.
    Outra idiotice é militar pelo evolucionismo como se fosse a corporificação da ciência e da razão. Uma teoria científica, válida hoje, pode estar refutada amanhã. O que farão se o evolucionismo for posto em cheque? Admitirão que militavam por uma mentira ou vão cair na real, que não existem “fatos científicos”, verdades incontestáveis? Outra é atacar ad nauseam o criacionismo como se todo cristão fizesse interpretação literal do Gênesis, e esquecendo que quem formulou a teoria do Big Bang era um padre. Um indivíduo pode perfeitamente ser crente e lidar com ciências sem problemas.

    Típicos crentes anti-ciência: Pascal, Descartes, Newton, Mendel, Faraday, Lamaître e Schrödinger.
    O pior não é ver alguém militar pelo “evolucionismo”, mas ver que o mesmo sujeito não entende a Teoria da Evolução: diz que “animais passam por mutações” ou que “o homem descende do macaco”. Para piorar, louva este ou aquele cientista e sua teoria como se fossem santos e padroeiros da ciência. Darwin, Newton e Einstein foram importantes, mas fazer desta pessoas e de deturpações de suas teorias uma bandeira de militância é idiota, deturpa a visão das pessoas da ciência, tornando-a cada vez mais impopular entre crentes.
    Por fim, o cientificismo. A idéia idiota de derivar padrões morais da ciência. A ciência, assim como a filosofia e a religião, tem um escopo, um campo limitado de atuação. Ciência serve para descobrirmos coisas novas e acumular conhecimento, e não ditar como devemos empregar o conhecimento. Podemos usar energia nuclear para iluminar cidades inteiras ou para fazer armas de destruição em massa. O que determina o que fazer com os avanços científicos depende de um padrão moral extrínseco à ciência: vem de uma doutrina política, filosófica ou religiosa.
     
     
    9. O ateísmo não propõe coisa alguma
     
    Você propõe alguma coisa? Fale por si. O ateísmo não propõe coisa alguma. Ateísmo é não acreditar em deuses e religiões teístas. Ponto. Qualquer coisa além disso é parte de uma doutrina, ideologia e filosofia pessoal sua. Não existe medida científica para o bem e o mal e não vai ser você quem vai inventar.
    Se você defende a política X ou Y, você fala de um conjunto de idéias políticas suas. Ateísmo é outra coisa.
     
     
    10. O antiteísmo sabota a causa da razão.
     
    Qual o sentido de difamar algo que não existe? Que tipo de pessoa escreve livros, faz vídeos e dá palestras para criticar algo que não existe? Das duas uma: ou esta pessoa quer ganhar dinheiro de trouxas, ou ela está conduzindo uma cruzada contra a lógica. Você conhece alguém que escreve livros ou faz vídeos para contestar a existência de duendes, de fadas do dente, do coelhinho da páscoa ou do papai noel? Então porque seria menos ridículo alguém que escreve para contestar a existência de deuses ou espíritos?

    Dentre os males causados pelo neo-ateísmo, podemos mencionar:
    Emperra o diálogo interreligioso.
    Inculca nos crentes o ódio pela ciência, em vez de estimular a sua apreciação.
    Deturpa as ciências pela propagação de versões caricaturizadas de teorias científicas.
    Cria um tumulto em torno de um ente que não existe, provocando mais militância de ambos os lados.
    Desvia o foco do estudo das ciências de questões mais proveitosas para questões que tem pouca aplicação prática.
    Pseudoceticismo: fomenta a blindagem cerebral ao aceitar credulamente qualquer coisa com o rótulo de “científica” e ao rejeitar qualquer coisa com o rótulo de “religiosa”.
    Dogmafobia. O medo de ter princípios morais e fazer o julgamento da realidade com base em princípios, em vez de fins. O resultado é que o sujeito ataca qualquer coisa “moral” e defenderá qualquer coisa imoral que tenha a pecha de “científica”.
    Tornar-se um pé no saco. O sujeito começa a evitar igrejas, grupos de amigos, foge quando alguém reza antes do almoço, critica até a avó porque ela lê a Bíblia, quer discutir com pastor, etc.

    Conclusão:
     
    Se você ainda está na fase de contestar os dogmas, mitos e tradições religiosas da sua sociedade para afirmar-se, esqueça esta militância. O ateísmo não é um fenômeno novo, não apresenta nenhum tipo de avanço ou progresso da sociedade moderna. É mais provável que ele seja anterior a qualquer religião que tenha existido, e é portanto mais antigo do que qualquer tradição religiosa. Não se preocupe em desconverter as pessoas, preocupe-se em transmitir os valores que tornam a sociedade melhor: a tolerância, o diálogo, a liberdade individual, a liberdade de expressão. As verdades, “científicas” ou não, cedo ou tarde vão sendo descobertas.
     
     
    Fonte: http://direitasja.wo...ou-um-neo-ateu/
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    Dook reacted to Jack Ryan in Juiz Dredd   
    "Mimimi, o Dredd mostrou o rosto, isso é inaceitável."
     
     
     
    Conversa, concentrem-se em acertar todo o resto.
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    Dook got a reaction from Gustavo Oliveira in Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros   
    Nenhuma novidade aqui... o filme tinha cheiro forte de bomba desde que o anunciaram. Só o título do mesmo já é pedestre [/Pablo]
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    Dook got a reaction from Alexander Bell in Os Mercenários 2   
    Caramba! Só essa sequência já meio que vale o primeiro filme todo!
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    Dook got a reaction from Big One in Vingadores   
    Os fãzóide pira...
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    Dook got a reaction from Gustavo Adler in The Dark Knight Rises (#2)   
    Indiana Jones dialoga com a própria linguagem cinematográfica homenageando a mesma. Mesmo que ele não falasse sobre mais nada (e fala), só isto já é suficiente para justificar o culto à série.
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    Dook reacted to Indiana Jones in The Dark Knight Rises (#2)   
    O problema não é esses virgenzinhos colocarem os filmes do Nolan num pedestal, mas GANHAREM para escrever essas merdas. São um bando de tiozões nerds que moram com a mãe e ganham horrores (para os padrões dos reles mortais brasileiros) para escrever lixo, como no Ovo. O site só serve para as notícias, já que as "críticas" são pavorosas.
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    Dook got a reaction from Plutão Orco in Robocop (2013 dir Jose Padilha)   
    Não creio que ele tenha pensado isso, pois deve ter batido altos papos com Meirelles e Salles e outros que se aventuraram por lá... Mas certamente não esperava que fosse TÃO difícil... E ainda tem gente achando que o cinema de hoje é melhor que o feito décadas atrás...
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    Dook reacted to Cremildo in Prometheus (dir Ridley Scott) 2012   
    Fifield mutado... Parece que esta versão estará entre as cenas deletadas no Blu-ray:
     

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    Dook got a reaction from Nightcrawler in The Dark Knight Rises (#2)   
    É... talvez eu não tenha conseguido entender mesmo... Essa discussão de fãzóides de filmes de HQ é algo que transcende a minha compreensão e que há muito deixei para trás... E com esse tópico lembrei-me do porquê fiz isso... Não sei pq ainda insisto.
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    Dook got a reaction from Gustavo Adler in The Dark Knight Rises (#2)   
    Me lembrei que Marlon Brando em Superman O Filme faz algo parecido (senão idêntico) durante os 15 minutos de sua participação no longa... Isso é um defeito?
     
    O maior problema que vejo aqui é o pessoal procurando falhas onde não tem e se esquecendo dos VERDADEIROS problemas do filme... Coando mosquito e engolindo camelo...
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    Dook got a reaction from Indiana Jones in Religião (#4)   
    É óbvio que acontecem atrocidades lá e aqui... Agora vem a pergunta capciosa: qual a incidência de ataques parecidos ocorrerem aqui? O máximo que se pode ver são cristãos neo-pentecostais invadindo centros espíritas e fazendo muito barulho - o que também é deplorável.
     
    E aqui, ao que sabe, cristãos não matam outros cristãos que discordam de suas atitudes intolerantes e fanáticas. Lá, governantes e gente influente do islamismo perdem suas vidas por causa dessa Jihad que alguns loucos insistem em continuar perpetuando.
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    Dook reacted to J. de Silentio in Religião (#4)   
    É igualmente uma tristeza ler um post assim.
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    Dook reacted to Gust84 in Religião (#4)   
    Alguém chegou a ler isso?
     
    http://revistaepoca....ristofobia.html
     
    Muito complicado e muito triste.
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    Dook reacted to Indiana Jones in The Dark Knight Rises (#2)   
    Tenho consciência de que meu post pode parecer pretencioso, esnobe, elitista, arrogante, virgem, intelectualóide e os diabos, mas pelo menos leiam antes de falarem bobagens. E garanto que estou simplesmente expondo meu pensamento da melhor forma possível, sem me enquadrar em nenhum dos adjetivos que citei. Pelo menos é essa a minha intenção.
     
    Umberto Eco escreveu várias obras sobre a interpretação da arte. Em seus primeiros trabalhos, defendia que as interpretações são infinitas (estou resumindo seu pensamento de acordo com minhas memórias, se tiver algum erro me corrijam, mas sem fundamentos ctrl c + ctrl v da Wikipedia). A obra de arte se desprendia do autor e estava aberta a toda e qualquer intepretação que fosse possível extrair dela. Depois de alguns anos, um intelectual imbecil publicou sua interpretação de uma obra de Eco (O Nome da Rosa, salvo engano), que consistia em uma porcaria absurda, distorcendo de forma inacreditável TUDO que estava no livro. Eco, chocado, veio então aprimorar sua teoria, que não estava óbvia aos olhos (e mentes) de todos que a conheciam. As interpretações válidas são várias. A "A" seria a do autor, mas esta não é mais ou menos válida do que a "B", C, D ou E. O problema é quando ignoram o objetivo do artista de tal forma que a pessoa parece ter tido contato com outra obra, completamente distinta, tamanho é o excesso de masturbação intelectual. É a interpretação Z.
     
    Se preocupar com firulas e dizer que elas estragam um filme ou ignorar o todo de uma obra, analisando cenas isoladas e ignorando o que gosta (ou não gosta), são atitudes imbecis que se aproximam da tal interpretação Z (ou M , ou P, o que já é longe demais). Qual a dificuldade de analisar um filme como Os Vingadores e Ressurge? "Gostei mais de um que do outro, mas não quero expremer muito meu cérebro. Vou ignorar os erros ou os acertos de Os Vingadores ou Ressurge que me convirem e vou mandar um comentário escroto nerd-virgem cheio de ódio". Caceta, Os Vingadores são um filme vendido, cheio de propaganda e decisões nada arriscadas, para agradar a toda a família. Não tem como interpretar algo mais profundo nisso. Não gera nenhuma discussão mais profunda ou uso da área cinzenta do cérebro. Díficl ver isso?
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    Dook reacted to J. de Silentio in The Dark Knight Rises (#2)   
    Não faz esse tipo de comparação que vão soltar a pérola que o Atala é mais fast-food que o McDonalds porque este se assume como tal...
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    Dook got a reaction from Nightcrawler in Religião (#4)   
    Putz... então círculo agora só denota algo plano, esquecendo-se de que é redondo... Será que são só os crentes que lêem algo querendo entender algo?
     
    Puro preciosismo... Algo que um ateu neste tópico (a bem da verdade, no anterior) reconheceu e parou com essa graça de que "círculo" só pode significar algo plano, esquecendo-se do "redondo".
     
     
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    Dook got a reaction from Gustavo Adler in Mad Max - Estrada da Fúria   
    Sabe o que vai acontecer? Miller vai fazer com Mad Max o que Bryan Singer tentou fazer com Superman... tentar atualizar a coisa toda, mas mantendo elementos completamente antagônicos à proposta da atualização... E a dúvida permanece: pq não trazer o Gibson de volta?? 24 anos depois da última aventura, um Max envelhecido... me parece um bom pretexto para Mel deixar de lado um pouco a direção e se enfiar em algo mais light como revisitar um personagem já conhecido...
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    Dook reacted to Jorge Soto in The Dark Knight Rises (#2)   
    ces tds ai tocando uma bronha pra ver quem tem o bilau maior...enqto isso, os dois aqui nem ai... 

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    Dook reacted to J. de Silentio in The Dark Knight Rises (#2)   
    Quem começou é o culpado.
     
    Veredicto:
     
    Death by Exile.
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    Dook reacted to J. de Silentio in The Dark Knight Rises (#2)   
    Cada comparação...
     
    Vamos arriscar também.
     
    "Os Vingadores" tem que ser, na analogia, algo colorido, assumidamente infantil (by Mosna), popular, midiático e nada sério, ou seja, descompromissado.
     
    A meu ver, o que se encaixa é isto:
     
    Os Vingadores = Restart.
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    Dook reacted to Indiana Jones in The Dark Knight Rises (#2)   
    Nolan não é realista. Pelo menos não da forma como alguns sugerem. É um universo insano, talvez a última coisa possível que poderia acontecer na vida real, mas não chega ao ponto da fantasia.
     
    Aliás, pra mim foi um remake do Batman - O Retorno do Burton:
    Bane e Pinguim tem o mesmo plano de "libertar Gotham";
    os dois filmes de passam no inverno;
    os dois tem a Mulher-Gato se aliando ao vilão terrorista;
    Wayne e Selina num baile de máscaras
    Wayne e Miranda trepando no sofá próximo à lareira da mansão Wayne lembra muito uma cena no sofá (divã?) entre Selina e Bruce no filme de Burton
    os dois filmes se passam nos esgotos de Gotham
    o vilão se aloja no esgoto da cidade
    Bane sequestra Gordon da mesma forma que Pinguim rapta o Christopher Walken
    ainda sobre o rapto, Bane obtem um documento que está junto de Gordon, e o Pinguim revela a Shreck um documento picado que ele retirou do lixo
    Dagget/Shreck como o empresário corrupto rival de Wayne
    Pinguim e Bane manipulam materiais nucleares em determinados momentos dos filmes
    Pinguim e Bane querem dominar a cidade como governantes, à força, cada um ao seu modo
    A história do bebê abandonado e criado no submundo do crime/prisão

    Tem outros que eu não me lembro, mas já enumerei alguns. Tem também conexões fortes entre toda a trilogia de Nolan e os dois do Burton. Chega a ser bizarro ver o povo defendendo os novos filmes como se fossem a coisa mais inovadora da história do cinema.
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    Dook got a reaction from Gustavo Adler in The Dark Knight Rises (#2)   
    Ai ai ai ai ai... como é bom poder curtir um (ótimo) filme sem ter q ficar se preocupando com determinadas coisas...
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    Dook reacted to Albergoni in The Dark Knight Rises (#2)   
    Que exagero!
     
    O cara não foi contratado pra refilmar uma história em quadrinhos, ele foi contratado pra roteirizar e filmar uma história de sua própria autoria!
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