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Forum Cinema em Cena

Lucy in the Sky

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Everything posted by Lucy in the Sky

  1. I'm glad that my mother is alive (Je suis heureux que ma mère soit vivante, Claude Miller / Nathan Miller, França, 2009) Conflito implícito na relação mal resolvida de mãe e filho. Rancor misturado à necessidade de tê-la como figura materna, anos depois dela tê-lo deixado para adoção. A vontade de fazer parte da vida dela se torna mais angustiante por causa do desejo reprimido de ocupar outra posição que não a de filho. Há uma certa tensão em todo o filme. De um lado, a mãe age simplesmente como uma pessoa normal, ao invés de ter uma atitude redentora, o que é provocativo. Do outro, os olhares rancorosos do filho expressam a revolta mal contida.
  2. Syostry (Sergey Bodrov Jr., Rússia, 2001) Felizmente não perde muito tempo com as intrigas dos bandidos, porque o que exatamente eles fazem não interessa. O importante é que a irresponsabilidade como pais e as atividades criminosas colocam em risco as filhas. A partir da situação de perigo vemos o desenrolar de um relacionamento normal de irmãs, e na aproximação pontuada por desentendimentos está a força emocional da história. O visual meio acabado dos locais usados como cenários combinam com a situação das duas e dão charme ao filme. Gosto de Oksana Akinshina, que interpreta uma das irmãs. Pena que é difícil encontrar os filmes dela.
  3. É um filme que eu não tenho vontade de assistir. Concordo sobre ela não ser competente.
  4. A heart in winter (Un coeur en hiver, Claude Sautet, França, 1992) Um filme de sutilezas, e em parte é o que o torna atraente. A atração exercida pelo personagem de Daniel Auteuil e o interesse entre ele a namorada do amigo são aspectos que parecem sutis e, ao mesmo tempo, são gritantes. Em algum ponto há uma revelação que é e não é surpreendente, e o filme perturba um pouco com uma demonstração de frieza e faz refletir sobre isolamento. É quando nos leva a pensar que “não pode ser verdade”, mesmo sabendo que é. Tenho um problema com filmes episódicos. Não tanto que me faça evitar. É inevitável que eu veja Holy Motors num futuro próximo.
  5. . . . O último livro que eu li em 2012 foi A festa no castelo, de Moacyr Scliar, uma ótima história de desilusão, sobre a diferença entre o sonho socialista e a realidade. O primeiro que eu terminei em 2013 foi Snow White and Rose Red: the curse of the huntsman, de Lily Fang. Tem alguns aspectos simplórios e não é tão surpreendente quanto gostaria. Mas não é ruim, é uma diversão inofensiva. A personalidade e o relacionamento das duas irmãs são o melhor do livro. A história que eu conheço pelo título Snow White and Rose Red é um dos meus contos de fadas preferidos, por eu tive tanta vontade de ler algo mais sobre elas. Estou lendo O sonâmbulo amador, de José Luiz Passos.
  6. A Linha da Beleza (Alan Hollinghurst) O autor humilha constantemente seus personagens, apontando neles aspectos patéticos disfarçados, e o faz com certa delicadeza, talvez mais cruel do que a agressividade. Ao mesmo tempo, humilha o leitor, que é forçado a confrontar seu próprio lado ridículo. Ele tem um ponto de vista negativo também sobre as situações, mas sem aparentar amargura e pessimismo. Faz sua perspectiva parecer natural, porque a vida é mesmo frustrante, o sucesso é raro e nada é tão bom quanto gostaríamos. Utilizando mais descrições do que acontecimentos, acompanha a atração exercida pelo dinheiro e pelo sexo, a ilusão que cerca o mundo dos ricos e as belas possibilidades não concretizadas. O resultado é uma obra-prima difícil e desconcertante.
  7. Que pena... Eu gosto muito de Neil Gaiman e tenho The Graveyward Book, mas ainda não li. O último livro dele que eu li foi Odd.
  8. Eu tenho vontade de ler Discworld, mas há outros mais urgentes pra mim. Tem por aí pra baixar...
  9. Eu já gostava muito do romantismo, surrealismo, realismo e rococó. Continuo gostando. ========================================================= Comecei a ler A propriedade é um roubo e outros escritos anarquistas, de Pierre-Joseph Proudhon.
  10. A história da arte: da pintura de Giotto aos dias de hoje (A. N. Hodge) A partir do impressionismo eu comecei a pular páginas. Não li nada da pintura contemporânea. O que não me inspirou eu não li. Não tenho interesse em manchas de tinta aleatórias, nem do ponto de vista histórico. O livro é no máximo razoável, eu acho. Comprei por impulso...
  11. Recentemente eu terminei dois livros curtos. Life as a Victorian Lady (Pamela Horn) é no estilo de Behind Jane Austen's Door, só que tem um texto mais formal e se concentra não numa descrição do ambiente doméstico mas no cotidiano das mulheres vitorianas de classe média-alta para cima. Ótima leitura. A morte de Ivan Ilitch foi a melhor obra de Tolstoi que eu já li. Ler em biografias os últimos dias da vida de um condenado me fez ter vontade de ver o que se passa na mente de alguém que está contando as semanas e depois as horas para a morte. A novela é pesada e angustiante. Imagine morrer por um motivo tão bobo... Quase literalmente olhar a morte de frente enquanto ela se aproxima...
  12. Fuga do Século 23 (Logan's Run, Michael Anderson, EUA, 1976) No futuro, as pessoas permanecem isoladas numa cidade projetada para proporcionar apenas satisfação. Mas o tempo de vida se resume a 30 anos, quando elas devem passar por um ritual que oferece a oportunidade de renascer. Elas são alienadas e não questionam o sistema. É como um culto. As que se atrevem a questionar, como sempre, são perseguidas. O figurino é ridículo e só um grupo é poupado. Basicamente, as roupas são túnicas curtas usadas com calças apertadas ou meias-calças, e o decote dos homens é assustadoramente revelador. Mas o filme não é ridículo. A ação é inevitavelmente moderada pelas limitações tecnológicas, e nem por isso é ruim. Pode ser ótimo ver pessoas fugindo e lutando normalmente, quando são gente normal com armas relativamente simples. O romance, que em muitos filmes irrita por ser desnecessário, é importante e se desenvolve naturalmente. No início os fugitivos querem somente a chance de viver, mas depois surge a necessidade de ter com o outro uma relação desconhecida até então. Infelizmente o final é muito fácil, mas não deixa de ser uma ficção científica bem interessante Um dos meus favoritos. Ele criou um pesadelo de verdade, como pouquíssimos diretores conseguiriam.
  13. Hoje eu fiz uma pausa na leitura dos sete livros pra ler um bem curto. Terminei hoje mesmo. Behind Jane Austen's Door (Jennifer Forest) Mais um livro que ajuda a conhecer a sociedade de Jane Austen, e, consequentemente, a compreender melhor as obras dela. Entra numa residência inventada pela autora, situada no campo e pertencente a uma família genteel, para descrever superficialmente os cômodos, a rotina e a cultura. São apenas 54 páginas de informações básicas, relevantes e bem organizadas. É rápido e divertido.
  14. Como não estou empolgada com Oliver Twist, mas não é tão ruim que eu não queira terminar e metade já foi, resolvi raspar o tacho pra ter mais opções. Peguei a sobra, os livros que eu abandonei em 2012 porque perdi o interesse ou por outro motivo, não por serem insuportáveis. Estou lendo: Oliver Twist (Charles Dickens) A linha da beleza (Alan Hollinghurst) O vampiro Lestat (Anne Rice) The victorians (A. N. Wilson) Henry VIII: the king and his court (Alison Weir) A história da arte: da pintura de Giotto aos dias de hoje (A. N. Hodge) The lives of the kings & queens of England (vários autores, editado por Antonia Fraser) Sim, é loucura. E eu sei que vou levar meses pra terminar.
  15. Eu ainda não tive coragem de assistir. Depois de tudo o que disseram, até sonho ruim eu tive, em que eu chorava muito porque o filme é fraco...
  16. Não é preciso ter crescido com a trilogia antiga pra perceber que a modernização da trilogia recente é estranha. Eu senti a estranheza. Mas Lucas arranjou uma desculpa coerente e o visual dos filmes é tão lindo, que eu não acho ruim. O visual é o que eu mais gosto...
  17. Já li vários textos sobre a suposta destruição causada pelas redes sociais e todos soam como paranoia motivada por um fenômeno novo.
  18. Dias de um futuro esquecido! O subtítulo na matéria passou despercebido por mim. X-Men - Days of Future Past não terá as roupas que o diretor criou para a equipe no cinema Se eu tivesse visto, já teria procurado a HQ, mas acho que não vou encontrar. Eu quero em formato digital, de graça ou pra vender, de preferência em inglês. Não foi republicada nos anos em que eu li X-Men e eu nunca tive a chance de ler.
  19. Agora minhas 10 músicas preferidas são todas de Hanson. With You In Your Dreams Lucy Dying to be alive This time around Penny and me Lost without each other Been There Before Watch Over Me Waiting For This Thinking 'Bout Somethin'
  20. Eu acharia estranho Spielberg dirigindo Star Wars. Estranho, mas não ruim.
  21. São muitos fanzóides insuportáveis e muita pressão. E queria Spielberg ou Brad Bird.
  22. Eu nem consegui terminar o primeiro...
  23. Eu gosto do que eles vestem em First Class. Uma versão do clássico azul e amarelo e infinitamente superior ao original, que é infinitamente horrível. Já disse muitas vezes, mas faz tempo que eu não digo aqui, então é bom repetir... Odeio uniformes de super-heróis nos quadrinhos. Eu li por alguns anos e vi horrores quase inimagináveis. Acho inacreditável que alguém goste daquilo, mas não só há quem goste, há que seja muito apegado aos tradicionais uniformes.
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