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Forum Cinema em Cena

Indiana Jones

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Posts posted by Indiana Jones


  1. A questão simples é a seguinte: quem trepa, sabe do resultado. E sabe como previnir. Mas e depois, se não usou método contraceptivo? A questão não é matar outro vida (ainda que em potencial), mas desenvolver mecanismos certos (e não fáceis), como um sistema de adoção realmente eficiente, ou mesmo de laqueaduras ou vasectomias sem as frescuras exigidas atualmente.

     

    Então, quanto tempo leva para o embrião caminhar das trompas até o útero e se fixar nas paredes? Não é uma questão de horas?

    De quatro a quinze dias após a fecundação. A discussão fica em torno da existência de vida, nesse período, ou de um potencial de vida, já que não há exatamente um desenvolvimento do feto antes disso. Não tenho opinião formada quanto ao assunto, nem conhecimento técnico suficiente para me aprofundar no tema, mas parece um marco interessante para a discussão, sobre o exato momento, no campo científico, do início da vida.


  2. Alguém com conhecimento em biologia/medicina pode dizer melhor, mas é quase consenso que a gravidez começa pra valer mesmo na nidação. Se bem que isso é mais para fins de pesquisas com células tronco embrionárias do que aborto, mas a discussão é válida, até porque existe até pílula do MÊS seguinte, que é flagrantemente abortiva.

     

    Em tempo: considero o aborto uma atitude abominável, excluído o caso de estupro ou perigo REAL à gestante, mas considero válida a discussão quanto à legalização da prática, tendo em vista que o estado animalesco do ser humano ainda não permitiu que evoluíssemos para algo eticamente superior. E falar que "é o corpo da mulher e ela decide" não é argumento, já que não temos nenhuma patologia que consista no surgimento de um feto no útero da mulher. Se forem discutir aborto, é melhor ir pela via ético-religiosa ou de controle social/populacional (gera futuros criminosos e tal).


  3. O preço dos disquinhos aqui na Terra de Vera Cruz ainda afugenta os consumidores. Conheço muita gente que continua investindo em DVDs com upscaling/cabo HDMI ao invés de BD-players, só por causa dos preços abusivos dos BDs.

     

    Falando nisso, qual a chance de comprar BDs (mídia) pessoalmente fora do país e ser pego no desembarque?


  4. Se me lembro bem, não há restrição cristã quanto ao consumo de qualquer carne (alguns interpretam que Jesus era vegano/vegetariano :lol: ; isso se deve a uma possível tradução equivocada da Bíblia, em que o peixe na verdade seria uma iguaria feita de algas na região da Galileia; bobagem). Creio que muitas dessas proibições/sugestões dos livros sagrados provavelmente foram inseridas como medidas sanitárias ou de controle social. Os povos dos tempos bíblicos não tinham a higiene que temos hoje, por isso esses "ensinamentos" anacrônicos, de forma a instruir a população.

     

    ****

     

    Em outro aspecto, podemos citar a própria circuncisão, que se tornou desnecessária após Cristo. Sua origem, no entanto, provavelmente deriva de razões de higiene e saúde. Os povos que ainda a praticam por motivos religiosos continuam se atendo à interpretação literal do livro sagrado, sem considerar o caráter simbólico que o ato tinha, de modo semelhante aos sacrifícios ou à restrição alimentar. Novamente, esses atos simbólicos derivam de uma possível questão sanitária da época, não de mero simbolismo.


  5. Eu torcia por Refn há bastante tempo. SE forem espertos, chamam o dinamarquês pro 24 e o Mendes para o 25, senão vão atrasar essa bagaça ainda mais. E Craig não é bonitão como um Brosnan ou um Moore, e está ficando cada vez mais acabado.

     

    Ah, e o tom neon-noir de Drive poderia ser aplicado com inteligência num filme de Bond.


  6. Sempre quis ler Deus, um Delírio. Uma vez comecei, mas não consegui passar da primeira página (não que fosse ruim, mas não tive paciência mesmo).

    Perdeu nada. Nem eu consegui ler. Ele começa desenvolvendo um raciocínio a partir de uma hipótese razoável (se deus existe), perde tempo com isso e gasta seu tempo falando sobre o mal das religiões. Não que ele não fale coisas certas, mas o livro acaba sendo tão fanático quanto as religiões que ele critica. Muito pouco racional para um cientista.


  7. Isso já aconteceu na série antes: chamam a pessoa, ela não pode e volta uns anos depois. Nolan já está atarefado com seu sci-fi. A produção deve começar logo logo, com lançamento pra meados/final do ano que vem. Difícil que ele largue a pós produção do filme só pra isso. Se o convite foi real, foi mais pra "marcar território" do que para realmente contratar. Considerando que o Craig está fisicamente envelhecido, com contrato para pelo menos mais dois filmes, a ideia seria lançar algo já no final de 2014, com intervalo de 2 anos para Bond 25.


  8. Continuo achando Dawkins um imbecil, pelo menos nesse campo da militância anti-teísta. Nenhum cientista sério deveria se dar ao trabalho de explicar a inexistência de algo que eles simplesmente não acreditam. Prova científica da existência de Deus: nenhuma. Ponto. Não precisa ficar batendo na tecla, espalhando ódio por aí. Não acredita, então não insista no assunto, já que ele é tão absurdo (aos olhos deles). Deus, um delírio é uma bobagem extrema. Cai no perigo de se ter uma pessoa leiga escrevendo sobre uma área do conhecimento que não é sua (no caso, teologia). Como cientista "sério" deveria se limitar a declarar somente que não acredita em Deus por não haver evidências para isso, não entrar num campo que não é seu e sair destilando veneno.

     

    Ainda assim, bom ver que (como bom cientista) ele não desconsidera a hipótese da existência de Deus, caindo em um mais saudável agnosticismo. Lembrando que ele era anti-teísta, não ateu, como afirmava. O ateu simplesmente não acredita e não se importa, sem cair no ódio contra as religiões, o que não o impede de expressar sua opinião contra elas, mas de forma não-agressiva.


  9. Eu vi uns trechos dessa versão mais longa. A qualidade da imagem foi degradada para se acomodar às cenas "perdidas", em mau estado de conservação. Além do mais, pouco provável que seja a versão favorita de Leone, tendo em vista que ele mesmo elaborou o corte de 229 minutos, e o estúdio posteriormente ferrou tudo com um corte de 140.

     

    O DVD nacional da Warner que era censurado tinha origem em um master sul-coreano, com as mesmas cenas borradas. Parecia mais um erro de autoração, com o master errado, do que uma censura. Não vejo razão para terem mantido o erro com o Blu-ray.


  10. Jabor é um típico aristocrata brasileiro. Ou aspirante a tal. Desses que povoam a cena cultural do país. Não tem, como quase sempre ocorre em se tratando desse tipo de gente, talento nenhum. Seus filmes são bobagens, em sua maioria. Suas opiniões carecem de um mínimo raciocínio lógico, mas isso é ocultado por sua imposição teatral e histérica. O cara pode falar asneiras por 10 horas seguidas e convencer toda uma platéia, enquanto uma pessoa de opinião lúcida e embasada na lógica pode parecer um amador, quando a verdade é exatamente o oposto. Sua generalização, no caso, além de embasada no ódio não fundamentado, é "convincente" por seu talento teatral. Não merece respeito.

     

    PS: ainda sobre sua formação aristocrática, isso pode se aplicar a qualquer "artista" desse país. Muita gente sem talento ou conhecimento técnico consegue fazer e dar publicidade à sua arte-porcaria. Uma pessoa sem recursos, mas com visível talento, não consegue se projetar na cena cultural. Não é que nosso país não tenha uma cultura rica, é que ela é sufocada por essa escória elitista de ego inflado.


  11. Temos que considerar também, para comparação, o que foi arrecadado com o 3D desses filmes, para medir seu sucesso. A bilheteria pode ser "alta", mas o valor do 3D influencia nisso, sendo que o valor arrecadado seria menor, e o público o mesmo se fose apenas em 2D (estou simplificando as contas, mas vá lá, deu para ter uma ideia).

     

    E não creio de J. J. Abrams nem nenhum dos envolvidos seja sinônimo de sucesso. A segredo dessas franquias é justamente que... são franquias. O público gosta de ver filmes de séries/universos/personagens que já conhecem. Pelo menos atualmente. Outro ponto é o boca a boca do público, mais até do que o marketing. Aquele filmeco de Clone Wars tinha pontencial, em tese, para arrecadar bem mais do que faturou. Apesar do marketing fraco, o público não se empolgou em ver um spin-off da série original. Os que viram, não gostaram muito. O que eu queria dizer é que a Disney não pode fazer um mero derivado: tem que ser algo elaborado, como na franquia oficial.

     

    Se forem realmente espertos, farão uma franquia bacana situada nos primórdios da República original (a "Old Republic" dos jogos)...


  12. Será que a Disney vai ser tão burra assim? A bilheteria será abaixo da média para esses filmes "derivados", como os resultados de O Incrível Hulk e Capitão América nas empreitadas recentes da Marvel, sempre abaixo dos 400 milhões. Claro, ainda é grana pra caramba, mas não vai ter o apelo dos "episódios".

     

    O público não é tão imbecil quanto parece. Para efeito de comparação, as maioria das pessoas que gostaram de Os Vingadores não viu nada além dos Homem de Ferro nos cinemas; talvez em DVD. Muita gente nem se importava com quem era Thor. Mas vá lá, é a fórmula caça níqueis da Disney, tirar o máximo de possível de dinheiro das pessoas, independente da qualidade (ou necessidade) de seus produtos. A qualidade artística pouco importa para essa gente.


  13. Caramba!!! Criança querer ser transexual? Sério? Eu achei a reportagem do Fantástico muito tendenciosa e perigosa. E vai para o lado do radicalismo. A criança é incapaz de decidir por ela é um ser humano inimputável. Eu acho que isto pode até ter influencia dos pais ou de outras pessoas. E algumas até com má fé ou malícia.

     

    Vejam bem não sou contra transexuais ou ninguém dos movimentos LGBTT ao contrario. Sou a favor do casamento Gay e até da adoção por pais homossexuais, mas isto ai não. Para mim é o limite e acho ridículo.

     

    Achei essa reportagem muito cara de pau. Dizer que crianças podem decidir escolher o sexo que quer ter. Quando falamos de direitos não devemos esquecer-nos dos deveres. O menor não responde por ele. Queremos lutar por igualdade de condições, mas crianças não são capazes de ter essas decisões tão cedo.

     

    Para não terem dúvida do que falo não teria vergonha ou demonstraria um amor diferente por ter um filho homossexual, bissexual, travesti e ou mesmo transexual. Mas a descoberta da sexualidade não é algo que vem cedo no meu entendimento como eles querem empurrar para a gente. Acho uma conversa fiada isso.

     

    http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/04/crianca-transexual-e-proibida-de-usar-banheiro-feminino-em-escola-nos-eua.html

     

    Muitas pessoas, mesmo sem saber, estão aderindo ao conceito americano de "liberdade". Lá, em uma interpretação completamente absurda da constituição, é possível expressar seu discurso de ódio, de radicalismo irracional, e ainda ser protegido pelo Estado (curiosamente, como abordarei adiante). Faço uma associação entre esse conceito antigo e um movimento mais recente, que muitos seguem mesmo sem dar nome aos bois. Chama-se objetivismo. É algo recente, mas que se encaixa com a interpretação de "liberdade" conferida à consituição de lá. Trata-se de um movimento "filosófico" (tenho problemas com a terminologia, mas isso não vem ao caso) encabeçado por uma imigrante russa chamada Ayn Rand (que se parece com a psicóloga da reportagem), que chegou aos EUA fugindo da revolução russa. Suas ideias, basicamente, defendem a liberdade para tudo. O problema é que o único intuito dela, com isso, era justificar a liberdade econômica, ou o libertarianismo. Uma pesquisada sobre essa filosofia revela que ela não se opõe a nada: é possível criar lugares que proíbam a entrada de negros, garantindo a liberdade de expressão do cidadão que não gosta de pessoas de cor, por exemplo.

     

    Chegamos à matéria sobre a mudança de sexo em crianças. O brasileiro reacionário (de qualquer classe econômica/social) é o público alvo do Fantástico. A Globo, por sua vez, tem uma visão claramente alinhada à essa política/filosofia americana: é claramente direitista, mas com esse viés "bacana" no tocante às liberdades sociais (mas não necessariamente legais; apenas não é ilícito). Por isso vende essa visão terna das crianças transsexuais (sic). É uma mera cópia do sistema americano de "liberdade". Liberdade essa, claro, garantida pelo Estado, que só tem essa função: não pode o governo se meter em absolutamente nada, apenas garantir o direito de tudo e todos à liberdade. Obviamente, essa linha de pensamento tem problemas graves. No caso em questão, é ÓBVIO que a criança teve apenas uma identificação com a estética feminina. Não tem problema gostar, inicialmente, de bonecas. Mas entrar exclusivamente no universo feminino é um erro dos pais. Uma criança de 1 ano não tem capacidade para discernir isso. Ninguém nasce com um gene obrigando meninos a gostarem de azul e carrinhos e as meninas a usar rosa e brincar de boneca. Mas cabe aos pais, em tese, orientar a criança ao caminho natural da sociedade. Se a situação mais para a frente revelar um caso de homossexualidade, não vejo problema nenhum com o que a pessoa quiser fazer da vida ou do corpo, contanto que espere o amadurecimento para isso.

     

    Não há "liberdade" que justifique o caminho da natureza ou da sociedade estabelecida. A criança/adolescente não é capaz para se sustentar financeiramente, mas é capaz para decidir sua opção sexual? É incapaz para tal ato, mas capaz para outro? Defendo que é necessário esperar a hora certa para tudo, mesmo que os sinais sejam gritantes desde cedo. É questão de prudência, não de liberdade. Os danos decorrentes disso podem ser permanentes

     

    PS. Outra bobagem é esse papo de "mudei de sexo". NINGUÉM MUDA DE SEXO, nem a Lea T, nem a Roberta Close e muito menos a Divine. Os cromossomos continuam os mesmos, XX ou XY. A pessoa pode se esforçar ao máximo para mudar suas características visuais. Pode raspar o gogó, esculpir a genitália, tomar doses cavalares de hormônio para ficar com aquela voz de taquara rachada... o que for. Mas nasceu homem, morre homem. Isso a ciência ainda não conseguiu mudar. Ou alguém aqui gostaria de conhecer a mulher da sua vida, conferir o RG com nome feminino, casar com a pessoa e... descobrir que trata-se de um XY? Ou apenas beijar uma pessoa dessas, o que já me daria nojo. Vejo isso como um caso claro de estelionato. E patrocinado pelo Estado, diga-se de passagem. Pode até mudar o nome, mas deixe claro na documentação, eternamente, que trata-se de uma pessoa que "mudou" de sexo.


  14. O crime é óbvio. O Estado, para começo de conversa, não é ateu, é laico. Resumindo, cada um no seu quadrado. O Estado governa e a religião cuida do lado "espiritual" (ou com o termo que preferirem); um não se mete no outro.

     

    Se estivessemos em Cuba há alguns anos a situação seria diferente. O Estado era ateu. Ou seja, religião era proibida/subversiva. Ao meu ver, o estado dito "laico" também é ateu, no sentido de não ser regido por uma religião ou inspirado por um poder maior, mas protege o direito de frequentar/criar/manter uma religião.

     

    Isso abre espaço para outra discussão, que ensejaria a criação de um tópico no fórum referente a Política e Economia (que andam de mãos dadas, e gerariam discussões mais acaloradas que aqui). Um exemplo disso é a presença do crucifixo no STF (ditando as decisões dos - cof cof - ministros?) e o "Deus seja louvado" nas cédulas de Real.

     

    Maquiavelismo até o último. 

    Precisamente. Tio Nico e sua lógica brilhante continuam a fazer adeptos a torto e direito. E não estou criticando: o brilhantismo da lógica maquiavélica é exatamente esse, mostrar que todos estamos sujeitos a cair nesse perigo.

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