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Forum Cinema em Cena

Bob Harris

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Posts posted by Bob Harris

  1. Para mim, Um Homem Sério é desprovido de qualquer personalidade. Não é marcante, é um filme morno. Não convence como comédia, não funciona como drama, seus ideais são fracos, seus discursos são tolos.

     

    E opa. Pera lá. Pior que Preciosa... Você tem que avaliar o ponto de vista de um top. Eu não gostei de Preciosa e detestei Um Homem Sério. Qual é o problema? Só porque é irmãos Coen tem que estar na frente de Preciosa?

     

    E o fórum continua com um pensamento medíocre. Tsc tsc tsc.

     

     

     

  2. Finalmente, assisti todos os indicados a categoria principal. Meu Top:

     

    1. Avatar; Guerra ao Terror; Bastardos Inglórios

    4. Up!

    5. Amor sem Escalas

    6. Educação

    7. Distrito 9

    8. Um Sonho Possível

    9. Precious

    10. A Serious Man

     

     

     

     

    Sim. Achei A Serious Man um filme totalmente sem personalidade. Uma caricatura bizarra, com trama e personagens que NUNCA convencem do ponto de vista dramático. Michael Stuhlbarg carrega o filme nas costas. BO-RING. Um saco.

     

     

  3. Fico aliviado por ver que outros usuários também acharam um absurdo as esnobadas que o filme da Campion recebeu.

     

    Eu chego a ficar indignado ao ver que filmes como Preciosa, Um Sonho Possível, Distrito 9 e Educação, foram indicados a categoria principal e Bright Star esnobado.

     

    A cena que o Daniel ilustrou acima é, na minha opinião, uma das mais belas do cinema contemporâneo. Uma pena que, hoje em dia, não saibam dar créditos para um cinema mais acadêmico.

     

    E insisto: ainda creio que boa parte dos votantes sequer viu o filme.
    Bob Harris2010-03-01 20:25:33
  4.  

    Eu discordo. Depois de 2008 e 2009, 2010 superou muito as

    expectativas. À exceção de problemas parciais das escolas com evolução,

    quase não houve enredos ruins na concepção (só Portela, Grande Rio e

    Viradouro, que, mesmo assim, ainda poderia ter rendido); três

    sambas-enredo que são realmente do gênero musical (Imperatriz, Vila e

    Beija-Flor) e outros que puderam crescer bastante na Sapucaí (Ilha,

    Mangueira, Tijuca e Porto); e um nível mais parelho na disputa. A Tijuca

    sobressaiu por aliar o modernismo que o povo e a GLOBO requerem com um

    nível técnico praticamente imbatível, difícil de ter pontos descontados;

    além de ter um baita casal de mestre-sala & porta-bandeira e

    diretor de harmonia eficiente (grandes contratações da escola).

     

     

     

    It. Concordo no que se diz aos quesitos: enredo e samba-enredo. Mas não consigo ignorar outros aspectos que ficaram totalmente aquém das expectativas. Talvez, o quesito mais decepcionante tenha sido alegorias. Não exijo luxo, mas o que eu vi foi uma falta de criatividade e acabamento e um desleixo/ descuidado por parte de quase todas as escolas. Fantasias, também, estavam apenas corretas. Outro quesito decepcionante foi Comissão de Frente. Faltou inspiração, licença poética e criatividade. Não é a toa que apenas a Comissão de Frente  - divertidíssima, diga-se de passagem - e o conjunto de Alegorias da Tijuca recebeu nota máxima, se contarmos as 5 notas. E foi o que fez a diferença: a criatividade do Paulo Barros, apesar de ainda achar que a Tijuca já fez desfiles muito melhores.

     

    O que eu quero dizer é que plasticamente os desfiles foram decepcionantes.

     

     

     

     

    Quanto à Portela, os anos pós-2005 são meio bizarros. Em todos os

    anos, foram enredos politicamente corretos e, de certo modo, vendidos a

    alguma empresa ou ideia (o Brasil brasileiro em 06, esqueci qual era o

    patrocínio por trás, o Pan em 07 e o da inclusão digital agora); sempre

    arriscando na escolha dos carnavalescos. Fato é que os dois enredos

    autorais permitidos (em 2008, com o desfile da Natureza, belíssimo; e

    2009 com o do amor, bom também, destacado no pior ano deste século)

    deram posições excepcionais para a escola que nestes últimos dez anos só

    voltou às Campeãs justamente em 08 e 09, quando parecia se re-erguer.

    Aliás, ela vinha numa crescente, até pintar esse enredo tosco de 2010 e o

    tetracampeonato inexplicável do Diogo Nogueira e cia. na disputa de

    samba-enredo (chega, né?). Deu no que deu. Como a Portela tem o melhor

    chão ao lado do da Mangueira e quase não tem problemas de evolução,

    sempre fica pelo menos na metade. A bateria também foi um destaque à

    parte e o casal melhorou. Se tivesse escolhido um samba melhor e tivesse

    disfarçado o podre enredo com um pouco mais de capricho - como a Grande

    Rio -, poderia ter voltado nas Campeãs

    Concordo que são bizarros, It. Aliás, este "sobe e desce" da escola só comprova a instabilidade e que a qualquer momento pode acontecer uma tragédia. E, para mim, é culpa da presidência. Falta atitude, falta iniciativa. Confesso que quando havia visto as fotos do barracão, pressenti o pior. É incompreensível que depois do carnaval do ano passado, com carros alegóricos inspiradíssimos e bem acabados, um belo abre-alas inspirado em O Feitiço de Áquila, esse ano vimos que a portela perdeu mais de 1.0 só no quesito alegoria. Foi um desfile monocromático, frio, sem emoção alguma. Nem ver a velha guarda desfilar foi emocionante.

     

    Eu acho que isto deveria ser o despertar da Portela. Para ver como a escola está desequilibrada e precisa se firmar, parar com este sobe e desce.

     

     

    Bob Harris2010-02-19 15:50:07

  5. Eu achei o desfile da Tijuca bom. Só.

     

    A escola começou bem e entrou imponente na avenida. Com destaque para o carro da Biblioteca de Alexandria e dos Jardins Suspensos da Babilônia. Entretanto, diria que a coerência do enredo e a qualidade plástica dos carros alegóricos decaiu da metade para o final. O carro dos Batman's esquiadores era de extremo mau gosto e não acrescentou em nada no desenvolvimento do enredo. O da Área 51 possuía um conceito interessante, mas, alguém pode me explicar o que Michael Jackson fazia ali? Desconexo.

     

    Não achava o samba da Tijuca tão bom assim também. Digo.. Como o samba da Vila Isabel e da Tijuca tiram as mesmas notas?

     

    Enfim. Não achei o melhor carnaval da Tijuca não. No conjunto, pode ter sido melhor que as outras mesmo. Mas, acredito que Paulo Barros já mereceu mais por outros carnavais.

     

     

  6. E antes que me perguntem... Há 3 anos atrás, no início do tópico, disse que era Beija-Flor. Digamos que depois de alguns acontecimentos, minha grande simpatia e amor pela Portela virou paixão. 

     

  7. Vou comentar o resultado dos dois Carnavais.

     

     

    São Paulo

    Não tiro os méritos da Rosas de Ouro. Entretanto, a Mocidade Alegre fez um carnaval infinitamente superior (inclusive plasticamente e esteticamente). Não foi perfeito, claro. Afinal, a perda de pontos no quesito Comissão de Frente foi devido ao fato de um membro ter escorregado duas vezes na apresentação de dois módulos, e foi o que acabou tirando o título da minha Mocidade, certo? Agora, a Rosas de Ouro cometeu erros em evolução e não foi penalizada (senão me engano, foi apenas penalizada por um jurado). O Samba-enredo, que era ruim, levou 4 notas 10 (Aliás, este quesito foi um absurdo. Todas as escolas levaram 10). As alegorias tinham problema de acabamento e algumas até de gosto duvidoso, e não foi penalizada por isso. Enfim, uma pena. Fiquei bastante infeliz com o resultado. Tudo bem que a Rosas de Ouro estava com o título engasgado há anos, mas não mereceu por ESTE carnaval especificamente.

     

    Outras injustiças foram as classificações da Tucuruvi e da Pérola Negra. Como assisti a Tucuruvi pela televisão, não percebi o que aconteceu de tão grave na evolução da escola. Agora, assisti ao desfile da Pérola Negra no próprio sambódromo e, para mim, ainda é uma icógnita o motivo das notas baixas para a bateria.

     

    Não compreendi, também, o fato da Imperador do Ipiranga ter caído ao invés da Tom Maior. Mais incompreensível foi a colocação da Mancha Verde.

     

    A decepção do carnaval foi a Império de Casa Verde, que ficou em um merecido 7º lugar. O enredo era pretexto de grandiosidade e, em toda a sua história, a escola nunca veio tão pequena e contida. Vai entender.

     

     

    Rio de Janeiro 

    Um dos Carnavais mais fracos e cheio de erros dos últimos anos. A situação foi tão complicada que alguns desfiles de São Paulo, plasticamente, superaram os do Rio de Janeiro. Mas não questiono a vitória da Tijuca. Novamente, não foi o melhor carnaval do Paulo Barros, mas a concoerrência estava tão fraca e tão lamentável, que levou merecidamente. O Renato Lage disse que não gosta do estilo do Paulo Barros e afirmou que Carnaval não é teatro. Renato Lage que me desculpe, mas o Paulo Barros é uma das únicas mentes realmente criativas do carnaval carioca atualmente.

     

    Lamentável foi o desfile da Viradouro. Terrível. A minha Portela se salvou nesse ano, mas que fique claro que, talvez, não haja segunda chance. O Nilo tem que sair URGENTE da presidência e, graças a Deus, irão fazer uma nova eleição no próximo mês. É a chance da Portela se reestruturar, acordar e se reeguer como uma das grandes do Carnaval Carioca.

     

     

     

     

  8.  

    Não consigo nem expressar minha revolta com o BAFTA ignorando Bright Star' date=' Jane Campion e Abbie Cornish. Aliás, se Cornish tinha alguma esperança de ser indicada ao Oscar, ela acaba de ir água abaixo. Nem os próprios britânicos fizeram questão de reconhecer o filme. Arg.  [/quote']

     

    É por isso que temos uma relação de amor e ódio com esses malditos prêmios. Ignorar um dos melhores trabalhos do ano, segundo minha opinião, principalmente no que tange à interpretação da Cornish é de doer na alma. Essa menina é um achado, aliás o filme é uma pérola e olha que eu nem vou com a cara de filmes de época, mas Bright Star é fantástico em todos os seus pormenores. Realmente, dói o coração. 

    Dói demais, cara.

    Pior ainda é ver Audrey Tatou em uma performance esquemática em um filme cafona ser indicada. Triste.

     

  9. Não consigo nem expressar minha revolta com o BAFTA ignorando Bright Star, Jane Campion e Abbie Cornish. Aliás, se Cornish tinha alguma esperança de ser indicada ao Oscar, ela acaba de ir água abaixo. Nem os próprios britânicos fizeram questão de reconhecer o filme. Arg. 

     

  10.  

    Assisti a Guerra ao Terror' date=' da Bigelow.

     

    Finalmente, um filme do gênero que não soa panfletário, maniqueísta e, muito menos, burocrático. A direção da Bigelow é precisa e brilhante, diga-se de passagem. Curiosa a forma como ela manipula a tensão. Sua habilidade em surpreender emocionalmente o espectador deve ser ressaltada. Além disso, a direção de atores é consistente, e o resultado são atuações memoráveis, principalmente a de Jeremy Renner.

    Entretanto, a produção é quase impecável. Os últimos minutos do filme surgem de maneira, inexplicavelmente, moralista. Uma falha do roteiro, talvez? O fato é que Bigelow constrói um discurso o filme todo e nos minutos finais desconstrói, tentando dissertar um monólogo melodramático e, como já dito, moralista. Se não fosse essa derrapada...

    [/quote']

     

    É, vimos filmes diferentes. Ou melhor, vimos o filme de um modo diferente (é claro, duh). O que eu quero dizer é que achava The Hurt Locker um bom filme, mas o final (como um todo) é o toque de mestre da Bigelow. Ali ela assinala o horror completo, a falta de saída, o sufoco e desestrutura que aquelas vidas perpetuam. Não vejo nada moralista e sim bastante complexo e difícil de resumir como algum tipo de posicionamento.

     

    Thico. Vai no "O Que Você anda Vendo e Comentando?". Lá eu debati esta questão com o Johnny.

     

     

    Sobre 500 dias com Ela... Claro que todo filme nasce com uma pretensão. Mas quando a pretensão é SER, aí o tópico é diferente. 500 Dias com Ela implora para ser chamado de cool, cult e indie. É um filme que vomita referências só para demonstrar uma bagagem. Referências, aliás, que não contribuem em nada para com a trama.

     

  11. Aliás, não acho que o valor artístico de algo seja reconhecido pelo gosto coletivo.

     

    Inúmeros outros fatores influenciam. Como eu já disse, o próprio cinema é um deles. A trajetória do cinema define isso. Muitas vezes um roteiro é chamado de clichê. E isso não é definido pelo gosto de alguém. Um clichê não é repetição? Ué. Não é necessário gostar ou desgostar de algo para afirmar que é clichê. Se o roteiro é a repetição de um outro roteiro, ele é clichê por natureza! A própria trajetória do cinema define isso.

     

     

  12.  

    Mas aí você exclui algo que pra mim está diretamente ligado ao valor artístico do filme' date=' que é fazer com que as pessoas que vejam gostem do filme.

    [/quote']

    Eu não acho! Posso usar outro exemplo? (Amo exemplificar. Hehehehe)

     

    Picasso. Não gosto de suas obras, mas reconheço a importância que exerceram para a história da arte.

     

    O valor artístico de algo não é definido só pelo gosto individual. Na minha opinião, claro.

     

  13.  

    PT. Posso usar outro exemplo?

     

    Hitchcock e Psicose. A pessoa pode não gostar do filme' date=' mas afirmar que ele é mal dirigido, que possui uma péssima montagem... É algo absurdo. A história do cinema, o próprio cinema acaba definindo sua qualidade.

     

    Assisti a Moon outro dia. Achei a atuação do Sam Rockwell incrível, o desenho de produção fantástico, a direção precisa. Mas o filme não desceu. Não me agradou, não me envolveu. Entretanto, reconheço o valor que ele possui.

     

    [/quote']

     

    Ok, usando o seu exemplo, Moon é um bom ou mal filme pra você?

     

    É muito relativo, Sapo.

    Não acho que analisar filmes envolva somente o aspecto "pessoal", entende?

    Digo. O filme não cai no meu gosto, então eu não acho ele bom para mim! Mas reconheço o valor artístico dele!

     

  14. PT. Posso usar outro exemplo?

     

    Hitchcock e Psicose. A pessoa pode não gostar do filme, mas afirmar que ele é mal dirigido, que possui uma péssima montagem... É algo absurdo. A história do cinema, o próprio cinema acaba definindo sua qualidade.

     

    Assisti a Moon outro dia. Achei a atuação do Sam Rockwell incrível, o desenho de produção fantástico, a direção precisa. Mas o filme não desceu. Não me agradou, não me envolveu. Entretanto, reconheço o valor que ele possui.

     

     

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