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Forum Cinema em Cena

Alexei

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Everything posted by Alexei

  1. Alien - O 8º Passageiro, com uma boa margem sobre os outros. Quanto às razões, eu já comentei tanto esse filme em outros tópicos - que vão e vêm, não sei por onde andam - que seria redundante escrever de novo. Uma coisa: eu não acho Alien X Predador o horror que se fala. É óbvio que é muito superficial e pobre de idéias e realizações em comparação com os demais, mas acho que a equipe de produção queria fazer só um filmezinho de ação mesmo, sem grandes pretensões. Pra mim, atingiu seus propósitos. Mas o alien ali é acidental, poderia ser qualquer outro monstro (o parasitismo, o instinto assassino e o senso de coletividade da espécie, nada disso é explorado). Por isso é que não dá pra levar o filme a sério.
  2. Alexei

    Oscar 2006

    De novo, eu concordo com o Saulomeri em todas as suas observações, mas não poderia deixar de acrescentar o quanto eu acho fraco, artificialmente esticado e sem graça o filme do Benigni, além de ter roubado o mote e os louros de um outro filme europeu que parece ser bem mais interessante, que ainda não vi - O Trem da Vida (se alguém conferiu, comentários, por favor). Premiar Benigni como Melhor Ator foi de uma estupidez sem parâmetros. E digo isso independentemente do (ótimo, e digo isso sem patriotismos) filme do Walter Salles ter sido derrotado.
  3. Eu acho que o post da Veras remete a um outro assunto, além da violência: a questão do gênero, algo muito sério aqui no Brasil. Li o post de novo e acho ela faz uma referência à condição de desigualdade da mulher numa situação como esta. Não é, Veras? Vejam só que paradoxo: dois homens se utilizam da vantagem da força física para brutalizar uma mulher, mas três outros não se utilizam dessa mesma vantagem para defendê-la, mesmo em superioridade numérica. Não quero julgar ninguém, mas a cultura de gênero no Brasil ainda está longe de alcançar um patamar razoável. E é culpa tanto de homens quanto de mulheres. Numa família onde o marido espanca a mulher e esta não toma uma atitude mais drástica contra a agressão, ambos estão reforçando o modelo (de violência e de impunidade para o filho e de conformismo para a filha). Se não melhorar na educação de base, quinhentas mil delegacias da mulher não vão resolver as agressões domésticas, os estupros e os crimes passionais (para "legítima defesa da honra", como menciona o nosso arcaico Código Penal), que não são coisa do passado não - vide o caso da Sandra Gomide e do jornalista Pimenta Neves.
  4. Frankie, o garotinho confuso de A Lula e a Baleia, que eu vi recentemente. Vaughan (Elias Koteas), o tarado multissexual (ele transa com homens, mulheres e carros, freqüentemente ao mesmo tempo) de Crash - Estranhos Prazeres - o de David Cronember, não o dejeto feito por Paul Haggis recentemente. Jude (Miranda Richardson), a terrorista perversa de Traídos pelo Desejo David (Haley Joel Osment), o impressionante robozinho de A.I. que dá a maior carga de humanidade possível a um filme que, de outra maneira, seria frio e ácido. Cathy Withaker (Julianne Moore), a esposa desamparada de Longe do Paraíso. E um dos personagens mais ambíguos e apaixonantes que já vi: Amber Waves (Moore, mais uma vez) a "mãe" dos colegas de elenco/atriz pornô/divorciada/emotiva/descompensada/drogada de Boogie Nights. Essa é antológica. Trivia: Tori Amos escreveu uma música chamada "Amber Waves", sobre a personagem. do filme
  5. Eu estava zapeando pelos fóruns a esmo, até porque ando trabalhando tanto que não tenho mais tempo para nada, nem pra viver (desculpem o desabafo). Mas quando eu li o post inicial, eu tinha que entrar e comentar uma coisa. Veras, eu não vou entrar agora em detalhes sobre o mérito da discussão, que dá um bom caldo e merece mais tempo. Mas queria registrar que seu post é um primor de narrativa, de construção de parágrafos e de uso adequado das palavras. Textos como esse fazem o meu dia mais feliz. Em arquitetura ou em qualquer outra profissão que você escolher, considere seriamente a possibilidade de continuar escrevendo, o que quer que seja. Sim, o mundo causa repulsa muitas vezes e eu mesmo já tive momentos como esse. Mas o simples fato de causar essa repulsa já demonstra que alguém, ao contrário daqueles que te negaram ajuda, se indigna com a situação. Isto já é motivo de esperança, você não acha? O mundo não é só dos inertes e dos socialmente indiferentes. Espero, sinseramente, que você esteja melhor e agradeço por você não ter sofrido nada fisicamente mais sério. As cicatrizes psicológicas doem mais, mas também passam. Cuide-se, e boa sorte.
  6. A beleza que foi A Lula e a Baleia me deixa com grandes expectativas quanto a esse filme. Vamos aguardar.
  7. Eu adoro essas tiradas espirituosas. Acho que é o maior motivo pelo qual eu venho ao CeC de maneira geral. Mas, voltando ao assunto e reforçando o que já havia dito lá no comecinho do tópico, o post do Marko Ramius lembra que o aborto é uma realidade social. Criminalizado, só favorece a morte ou a infertilidade permanente de mulheres pobres que não podem pagar pelo procedimento em clínicas clandestinas. E muitas, muitas delas morrem. Acho que a continuidade ou não da gravidez deve ser, em última instância, um assunto da mulher. Nenhum homem pode alcançar o impacto psicológico de se carregar no ventre por 9 meses um ser indesejado. É por isso que estamos vendo tantas crianças abandonadas em rios e esgotos, muitas já encontradas mortas. E isso é só a ponta do iceberg. O pai discorda do aborto? Será que ele questiona se aquela gestante será uma boa mãe? Se um dos dois ainda não está pronto para a patermidade, não adianta forçar a barra. Falo por experiência própria.
  8. A favor de ambos. No caso do aborto faço uma ressalva: só deveria ser permitido nos primeiros meses de gravidez, salvo se motivado por questões de saúde ou de violência. Nesses casos, sou a favor de sua realização em qualquer momento. Criminalizar o aborto não evita que ele ocorra. Só faz com que a taxa de mortalidade materna aumente pela ausência de controle sobre as clínicas clandestinas, principalmente entre as mulheres com menos recursos. Infelizmente, no Brasil o aborto é crime em qualquer estágio da gravidez, mesmo nas primeiras semanas.
  9. (Contém alguns spoilers... Se não viu o filme, o que está fazendo aí parado? Corra!) Vi o filme anteontem e é muito bom, dos melhores que eu vi até agora nesse ano. A lente que Baumbach coloca sobre os personagens principais é tão possante que chega a ser cruel, pois os desajustes que contribuem para a falência familiar que se vê na tela são mostrados sem retoques. O filme acaba de forma meio brusca, mas talvez seja porque os elementos do roteiro são desenvolvidos de uma forma tão perfeita que dá vontade de ver mais, de conferir o destino de cada um deles. E se não fosse pelo Owen Kline, que dá um show, o filme seria totalmente dominado pelo Jeff Daniels, que estava inspirado. Ótimas interpretações de todos os integrantes do elenco (Anna Paquin inclusive), mas esses dois se destacam. O lance do gato é de uma perspicácia fenomenal. O garoto Frank projeta no felino sua situação em relação à separação dos pais, de desamparo, abandono psicológico e instrumento de agressão usado pelo pai contra mãe e vice-versa. Quando o gato desaparece num determinado evento, o menino entra em surto (como não poderia deixar de ser), porque ele se vê igualmente desamparado no meio do fogo-cruzado paterno. A todo o tempo eu me lembrava de um outro filme que gosto muito, Terra de Sonhos. Alguns elementos do roteiro são parecidos: crise familiar motivada por desajuste conjugal e dificuldades financeiras, filhos que se mostram mais maduros que os pais em alguns momentos, década de 80, tentativas irresponsáveis de superação de dificuldades. Mas o diferencial é que em Terra o movimento é de reconstrução, e em A Lula, de total desagregação. Esse filme é obrigatório. (editado para o aviso dos spoilers) Alexei2006-5-16 8:51:12
  10. A Lula e a Baleia. Esse é imperdível.
  11. Vestígios do Dia é excepcional, um dos melhores filmes da dupla Merchant/Ivory. E Tempo de Despertar é um dos meus guilty pleasures...
  12. Realmente, Shyamalan usa muito bem a fotografia e os enquadramentos em seus filmes. Eles têm uma linguagem própria. Quem não lembra daquela tomada com o Bruce Willis sentado em frente à Toni Colette em O Sexto Sentido?
  13. Spider, Spider, Spider. Para mim o melhor filme do ano em que foi lançado. Marcas da Violência e Crash em segundo e terceiro.
  14. é diifícil falar em um só. Dos mais recentes, Brokeback Mountain é de uma tristeza agoniante, em razão do remorso e do sentimento de culpa pelo que não foi vivido. Tem uma cena em particular, do filme Encantadora de Baleias, que me corta o coração: o final da peça na escolinha, quando Pai demonstra o quanto ama o seu avô a despeito de toda a resistência deste. Chorei igual a uma criança no cinema. O final de O Carteiro e o Poeta também é muito triste. Belo filme esse.
  15. Cuidado com os spoilers, Asakura.
  16. Já tinha votado em Corpo Fechado na enquete anterior, e mantenho meu voto. Que filme brilhante. Por coincidência, é o filme dele que menos depende do elemento surpresa para dar o click. Também, com aquela fotografia, aquela edição de imagens, aquela direção de atores, aquele roteiro modulado que permite inúmeras releituras... Tudo ali é muito bom.
  17. Hahah o casal-mala é que é, pra mim, o grande barato do terceiro filme. Todas as principais neuras do casal moderno estão ali, ainda que em pequenos lampejos. E o engraçado é que toda a estória funciona como uma terapia de casal, sendo que os terapeutas são os dinos... E não é que me convenceu? É uma pitada de densidade num filme que, pra mim, era pra ser completamente descerebrado. Ponto para Jurassic Park III.
  18. Minha opinião é parecida com a da Veras. Eu gosto muito do primeiro filme e acho o terceiro bem bacana, com o casal que faz os pais neuróticos (Bill Macy e Tea Leoni) ótimo. Mas o segundo... Parece que foi feito com os retraços da montagem do primeiro. O roteiro é um desastre completo, sem conexão, sem conteúdo, sem porra alguma. A única cena que eu acho realmente bacana é a queda da personagem da Julianne Moore. Esta, aliás, tremendamente desperdiçada.
  19. Desperate Housewives está fazendo uma barriga imensa. Pra mim, foi uma queda vertiginosa de qualidade. Os roteiristas estão achando que, para manter a audiência, basta potencializar os traços das personagens que já haviam sido explorados na 1ª temporada. E crirar uns misteriozinhos bobos, como aquele com os novos vizinhos, que acaba desvirtuando a idéia original. A única que está emprestando um pouco mais de complexidade ao seu personagem é a Eva Longoria, mas ela não vai agüentar levar sozinha a série nas costas. Thiago está certo, as quatro atrizes (Teri Hatcher, um pouco menos) são ótimas. E os capítulos melhoram substancialmente quando as quatro estão juntas na mesma cena. Isso, infelizmente, está cada vez mais raro.
  20. Ando vendo Medium, CSI e Grey's Anatomy. E quero muito comprar as temporaras completas de A Sete Palmos, a minha preferida entre todas. Uma que eu queria ver, mas os horários são cruéis, é Carnivale. Nem sei se está passando ainda.
  21. Much Ado About Nothing, essa é a minha conclusão. Aliás, um filme ótimo esse, que aborda relações humanas com muito mais poesia que Crash. E sem câmera lenta, frise-se. Seriam necessárias dezenas de Paul Haggis para compor um só diretor da categoria de Kenneth Branagh.
  22. Crash nem merece essa discussão toda. Eu já sublimei o fato de tê-lo visto, hoje considero algo apenas desimportante. Um projeto simplório feito por um diretor simplório, que alçou vôos mais altos por razões circunstanciais. Só.
  23. Alexei

    Medium

    Ontem cheguei a tempo de conferir o episódio da semana, e foi brilhante. (SPOILER) A idéia de estabelecer um canal de comunicação entre as duas médiuns, com 50 anos de diferença no tempo, foi genial. E ainda apresentou um vislumbre bem delicado do poder do instinto maternal. Adorei o episódio. Melhor que muitos filmes que ando vendo nesses dias.
  24. Morgan Freeman... Ótimo filme, Um Sonho de Liberdade... Morgan Freeman.... Cativante nos momentos certos... Morgan Freeman... Bela fotografia... Eu já mencionei o Morgan Freeman?
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