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Forum Cinema em Cena

rubysun

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Everything posted by rubysun

  1. Enfim, fazia tempo que eu não dava uma dessas. Mas é que esse filme eu vi e mexeu pra porra, tinha que registrar alguma coisa. Enfim, tá aí! http://desmond.image...jpg&res=landing Segunda-feira agora, 03/09/2012, pegou fogo na favela do Piolho, indicada no mapa com o número #3. A favela do Piolho fica na beira da Avenida Jornalista Roberto Marinho, antiga Águas Espraiadas, na região do Brooklin em São Paulo. O Brooklin é uma região que segue mudando faz um tempo. Antigamente era considerado numa zona sul até que afastada, e hoje nem tanto (e em algumas denominações da cidade a prefeitura até chama de Zona Oeste, mas é outra história). Nos anos 70 começaram a construir a Avenida Eng. Luís Carlos Berrini, que de um brejo que alagava virou um perfeito pra construir prédio. Hoje talvez a maior concentração de arranha céus, da cidade está por lá. De empresa pequena, média, grande, multinacional, e o escambau. Eu, por exemplo, trabalho por lá. Nas Águas Espraiadas a coisa era mais forte. Nos anos 80 e 90, na beirada do córrego que tem no meio da avenida tinha barraco pra tudo quanto é lado. Nessas favelas, nasceu e cresceu Sabotage, o rapper que participa do filme como ator e consultor. As músicas dele falam direto da vida por ali (como a #2, a Conde, a #4 do Pontilhão da Espraiada, ou a #6 a região que desce o córrego até a Rua Alba. A favela do Canão, de onde ele nasceu e cresceu e mais rimou sobre, não consigo descobrir onde fica, o que me leva a crer que já tenha sido varrida do mapa.). No lugar indicado como número #1 era a favela do Jardim Edite, na esquina da Berrini com a Av. Roberto Marinho, no lugar onde hoje tem a ponte Estaiada, do lado de onde hoje é o estúdio da Globo. A entrada dela pela avenida é cenário do filme, em uma das cenas mais tensas (foto abaixo). http://desmond.image...jpg&res=landing Nas épocas da inauguração da ponte (2008) a favela sofreu alguns incêndios. Na imagem do Google Maps ainda aparece a favela. Hoje, o lugar onde ela fica, está assim (a foto é de hoje, 05/09/2012). Foi, pouco a pouco, sendo varrida, assim como o que tava no meio da construção das duas avenidas, da Berrini nos anos 70, e na própria Águas Espraiadas no começo dos anos 90 pelo grande Malufão. http://desmond.image...jpg&res=landing http://desmond.image...jpg&res=landing A primeira foto é a visão da Berrini pro lugar que ficava a favela do Jardim Edite que tá na imagem do filme. A segunda foto foi quando eu passei cruzando (dirigindo e torto), mas seria uma visão de frente, visto pelo mesmo ângulo que o filme está (com a ponte Estaiada de fundo e a construção que estão fazendo na ex-favela). Eu posso tá brisando muito, mas é porque o tema me interessa bastante, e o filme levanta isso pra mim direto. Parece muita coincidência a participação do Sabotage. O Sabotage cresceu nas favelas da avenida, se envolveu com o tráfico logo cedo (chegou a ir pra FEBEM), e saiu do Brooklin para ser gerente de uma biqueira em Interlagos (a pelo menos, 10km dali). Começou uma guerra com a biqueira vizinha e resolveu ir embora pra favela do Boqueirão (no lado oposto da Zona Sul, perto da entrada pra região do ABC). Ele sempre fez rap, mas aí então começou a fazer sucesso e foi saindo do tráfico. Mas até aí, foi mais complicado, porque os acertos de contas nunca pararam, até que em um deles ele tomou três tiros pelas costas e foi-se. Morreu em 2003, depois de ter participado de O Invasor (2001), Carandiru (2003) e ter lançado o disco O Rap É Compromisso em 2000. Depois da morte dele, o processo de varrimento das favelas do Brooklin continuou e a região se consolidou como polo de business e engravatados. Coincidência ou não, os trambiqueiros maiores do filme são engenheiros, sócios de uma construtora que vai levantando um prédio atrás do outro na cidade sem se importar com as maracutaias que tenham que fazer. Assim como Malufão fazia bem parecido. Sabotage tem uma cena relâmpago no filme. Mais importante que essa participação como ator é o trabalho como consultor. O Anísio, personagem de Paulo Miklos (fazendo perfeito o papel de O NÓIA hahaha) e o Invasor do título, tem o espírito do Sabotage. Várias falas dele vêm de jargões que o rapper popularizou. Sua moral vem muito do espírito do gueto. De quem vê uma São Paulo sem moral nenhuma. E mesmo assim, vai tentando correr pelo que acha certo. Não é vaidade nem nada, nem apologia pra bandidagem. É de simplesmente alguém que vê a cidade com uma margem absurda, e vai fazendo o que achar melhor. “Sou um poeta do caos e o que tenho dou. Na favela, quando acreditam em você é pra sempre. A periferia não gosta de ser traída.” – Sabotage. Não é questão de pena, nem de coitadismo por miséria ou caralho a quatro. É o caos que a gente vê todo dia andando na cidade, é o caos ao cubo. Onde 25 milhões de pessoas agem diferente, cada um de jeito numa completa zona, tentando correr pelo certo. Talvez eu pense que seja um filme muito paulistano, e é de fato. Qualquer um reconhece alguns lugares, se identificam com as situações. Acho que todos os personagens tenham um pouco em cada pedacinho da cidade. Gente que quer crescer, gente que quer aproveitar do jeito que quer, gente que quer poder, gente que tem medo, gente que quer aparecer, gente que não quer sumir na metrópole e tenta aproveitar o caos que aparece na frente. O filme é a própria espiral do caos. Do esgoto que invade a salinha com ar condicionado, que eles tentam varrer de qualquer jeito e não conseguem e aí acaba fazendo parte. Até porque foram eles que criaram, e dependem dela. E aí é difícil lidar com essas consequências. Eu mesmo fui assistir o filme muito por causa de curtir pra caralho o som do Sabotage. Passo de vez em quando pela ponte Estaiada (que virou cartão postal da cidade) desço pelas espraiadas, avenida em obra infinita; passo direto na frente da favela do Boqueirão quando volto do ABC, de vez em quando passo pela Ricardo Jafet e Abraão de Moraes, que foi onde ele foi assassinado. Aliás é até curioso. Na frente do Boqueirão tem um monte de carros abandonados, roubados, estourados, tudo a céu aberto. Não sei se tem alguma ligação com a Av. Ricardo Jafet, logo ali do lado, ter um monte loja de peças soltas, desmanche de carro (inclusive já tive que comprar peças lá, by the way). Em outras músicas ele falo do “Mano Anísio”, o personagem que ele criou. Mas não sabia que ia ficar tão mexido com o filme, que ia ser tão real com a loucura que a gente passa nessa cidade todo dia, que todo mundo odeia e ama, depende dela e que se sente impotente pra fugir, ser correto com o caos dela. *** PS: que saco colocar imagem nessa piroca. não consigo colocar uma merda dum jpg nesse formato novo. enfim, os links tão aí.
  2. Tudo bem q todo mundo queria uma luta com 5 rounds' date=' mas o golpe do Silva foi algo impressionante, não achei nada de broxante não [/quote'] broxante no sentido né, a luta do século teve 1 porrada só. é que nem um time fazer 4x0 em 15 minutos. bonito até deve ser, lindo, mas perde um pouco da graça. Ah sim, nesse sentido vc tem razão...até tomei uma garrafa de café p aguentar a luta até o fim porra, tinha até ido eu, meu pai e meu irmão, compramo dois engradados de breja, e acabou a luta ninguém tava nem na metade da primeira. o que assustou mesmo é que não é que derrubou no primeiro round, e sim que a luta acabou no primeiro golpe. claro que é da hora, foi um chutão perfeito, de um mito mesmo. mas po, não humilha, deixa o outro pensar que pode ganhar, ou dá um pouquinho de emoção, hehe.
  3. Tudo bem q todo mundo queria uma luta com 5 rounds' date=' mas o golpe do Silva foi algo impressionante, não achei nada de broxante não [/quote'] broxante no sentido né, a luta do século teve 1 porrada só. é que nem um time fazer 4x0 em 15 minutos. bonito até deve ser, lindo, mas perde um pouco da graça.
  4. Fora de contexto, mas dizendo, sobre votar no "menos pior": entre uma colher de bosta e um prato de bosta - sendo que OBRIGATORIAMENTE você acabará comendo um deles - eu prefiro a colher, sim senhor. Mas entendo quem vota nulo, eu mesmo votei nulo pra governador pq não suporto o Chuchu e não ia dar essa satisfação.
  5. Não é bem assim que funciona. Se fosse, estaríamos como era as épocas douradas da inflação. Somente gera inflação se a casa da moeda tiver que fazer "papel novo". Eu não sou um entendido A FUNDO do assunto, mas acaba tendo efeito semelhante, pq é mais dinheiro que entra em circulação e sai das reservas. Falando tecnicamente, são mais meios de pagamentos disponíveis pra população (mais demanda) desacompanhados da parte produtiva (menos oferta).
  6. Marina também tá ganhando no DF. Interessante que o PV conseguiu isso tudo.
  7. o tiririca, netinho e a dilma vão entrar nessa bosta. duvido que ganhariam se voto não fosse obrigatório.
  8. Carpeggiani? Vai saber... E o Juvenal já tá procurando uma brecha pra um terceiro mandato. E pensar que era essa mesma diretoria a diferenciada, e se transforma pouco a pouco na linha de Eurico, Dualib, Mustafa, etc.
  9. cara, eu só to falando o que acontece na real, heaheah. se tem mais dinheiro em circulação, e apenas mais dinheiro inicialmente, acontece inflação e desvalorização. só isso. huahuahuahu e pelo que eu sei, a China não tem um programa bolsa família lá. mesmo pq, os governantes lá não precisam comprar votos.
  10. Mesmo assim continua desequilibrado. É um dinheiro que "brota" do nada entrando em circulação. Com a China não vale comparação pq eles produzem também muito mais naturalmente.
  11. narrador tem que ser parcial sim, foda-se. o galvão se esgoelando berrando "é tetra!" é um dos momentos mais altos da televisão brasileira. que nem aquela narração que mostraram dos espanhóis, ou o que o pedro ernesto denardin representa pra gauchada. o cléber machado sei lá, ele é meio morto e disléxico, fora que fala quase tanta bosta que nem o galvão. --- e essa fifa é muito ligeira. da hora é mandar construir um estádio de 500 mi em CUIABÁ pra sediar portugal x coréia e não gastar um puto com isso. e outra coisa que dá pra ver: a fifa pegou e pegou no pé do morumbi e por enquanto tirou ele da copa. agora, o ricardo teixeira disse que tem problemas na arena da baixada. não vou me surpreender se começarem a implicar com o beira rio. não por acaso, os únicos estádios particulares no plano da copa. mas se bobear o morumbi volta, pq o lula já chegou metendo pressão pra isso.
  12. a cara do jogo que o são paulo adora se complicar. pequenos no morumbi, chuva, frio. parece que dá preguiça nos caras. mas anyway, ingresso na mão para o jogo contra o inter.
  13. outra utilidade pública pros pacientes... http://www.jovempan.uol.com.br/esportes/futebol/laudo-natel-morumbi-nao-recebeu-dinheiro-publico-205059,,0
  14. e esse moleque tem que ficar esperto e correr atrás de proteção da polícia pra testemunha, sei lá se tem ou não. pq não é que ele caguetou de leve, ele FUDEU A BIQUEIRA.
  15. Algumas pessoas acreditam que futebol é uma questão de vida ou morte, e eu fico muito desapontado com essas atitudes. Eu posso te assegurar que é muito, muito mais importante que isso. - Bill Shankly Quem disse isso foi um escocês. Não é só o brasileiro que é fanático. Argentinos, uruguaios, italianos, alemães, ingleses, holandeses são até mais fanáticos que a gente.
  16. Enquanto o Ricardo Teixeira só mexia seus pauzinhos pra ganhar dinheiro construindo estádio pra 2014, o povo só xingava o Dunga. Era o pára-raio dele, ahuhuahua. O Leonardo teve um trabalho marromeno no Milan, e na seleção seria um Dunga com um media training perfeito. Sei lá, me parece uma escolha terrível, ainda mais com o que pode levar a acontecer na próxima Copa. Agora tem que renovar, tem, e olhemos para os nossos vizinhos. Higuaín, Tévez, Messi, Agüero, Di Maria, Mascherano, ainda terão idade e fôlego em 2014. Maradona apostou nessa turma e ela ainda tem muito pra crescer, é um legado interessante pra quem vier. Dunga não fez nem perto e pouca gente reparou. Enfim, é a Copa em casa, tem que abrir o cofre pro Felipão e foda-se, ou pro Hiddink, alguém assim. Por que não vai ser fácil, não.
  17. O Ricardo Teixeira devia é adorar ter o Dunga como técnico. A torcida e a imprensa desciam a lenha no Dunga e ele passava ileso. O Leonardo como técnico teria o mesmo efeito de escudo popular pros mandos e desmandos do nosso Führer.
  18. Da exclusão do Morumbi (a fonte é PÉSSIMA, mas sabendo filtrar, dá pra pegar muita coisa interessante e acertada daqui), mas enfim, duvido alguém ler hehe: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=7231 ‘Fair-play’, só no slogan A nebulosa ascensão do poderoso secretário-geral Jérôme Valcke, que causou prejuízo milionário à Fifa e está cotado para suceder Blatter, de quem sabe muito Há 12 anos, o suíço Joseph Blatter é o presidente da Fifa. Nos últimos tempos, no entanto, quem coloca a mão na massa e executa os principais projetos é o francês Jérôme Valcke, 49 anos, secretário-geral da Federação. Do acompanhamento das obras de estádios aos contratos de patrocínio, tudo passa por seu crivo. No Brasil, tornou-se mais conhecido após publicar um ácido relatório no qual critica a lentidão na execução das obras de infraestrutura para a Copa de 2014. Constantemente opina sobre a situação dos estádios brasileiros e teve papel decisivo na nebulosa exclusão do Morumbi do torneio. - Tem tanto poder dentro da Fifa que se sente à vontade até para apontar o dedo ao presidente francês Nicolas Sarkozy, acusan-do-o de indevida interferência nos rumos do esporte, no episódio em que o chefe de Estado cobrou explicações dos jogadores sobre o fracasso da seleção francesa na Copa. Fontes ouvidas por CartaCapital asseguram que, em 2015, Blatter deverá indicar Valcke para sucedê-lo na presidência da entidade, a despeito das ambições de Ricardo Teixeira, chefe da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Não me surpreenderá se Teixeira começar a criticar Blatter nos próximos meses”, confirma o jornalista Juca Kfouri em seu blog. - Trata-se de uma curiosa história de superação. Há quatro anos, a reputação de Valcke estava na lama. De 2003 a 2005, o francês, então diretor de mar-keting e tevê da Fifa, comandou uma desastrosa negociação de patrocínio que rendeu um prejuízo milionário à entidade máxima do futebol. Acabou afastado do cargo após uma juíza de Nova York, em dezembro de 2006, anular um contrato firmado pela Fifa com a Visa, em detrimento da Master-Card, parceira da Federação nos 16 anos anteriores. Valcke foi acusado de mentir para os dois grupos durante as negociações, fato que ele próprio admitiu em juízo. E a Fifa viu-se forçada a assinar um acordo com a MasterCard para encerrar o processo. Teve de desembolsar 90 milhões de dólares, quase metade do valor acertado no malfadado contrato com a Visa. - A corte cancelou o negócio porque a MasterCard tinha direito de preferência na renovação do patrocínio, e isso não foi respeitado. “Além disso, a conduta da Fifa no cumprimento de sua obrigação e na negociação para o próximo ciclo de patrocínio não se caracterizou de modo algum como ‘fair-play’ (jogo limpo, em alusão ao lema oficial da Fifa)”, pontuou a juíza Loretta Preska, na sentença com 125 páginas, datada de 6 de dezembro de 2006. - Ao término do julgamento, a Fifa reconheceu que as negociações “violaram seus princípios” e, ao justificar o afastamento do seu diretor de marketing, afirmou que “não poderia aceitar tal conduta de seus próprios funcionários”. Curiosamente, após um período sabático de dez meses, Valcke seria readmitido. Desta vez, para o cargo de secretário–geral. Virou chefe, subordinado apenas a Blatter. Espantoso? Nem tanto. - Um documento obtido pelo jornalista inglês Andrew Jennings, autor do livro Foul! The Secret World of Fifa: Bribes. Vote-rigging and Ticket Scandals (em livre tradução, Falta! O Mundo Secreto da Fifa: Subornos, Compra de Votos e Escândalos com Ingressos), dá uma pista do que pode ter acontecido. Trata-se de uma correspondência, enviada por Blatter em 30 de abril de 2001, na qual ele reclama de uma “tentativa de chantagem” feita pela Vivendi, grupo para o qual Valcke trabalhava, contra a Fifa. - À época, Valcke era diretor da emissora Canal+, pertencente ao conglomerado de telecomunicações francês. A Vivendi tinha interesse de comprar a falimentar ISL, que negociava os contratos de televisão e marketing da Cop-a do Mundo. Antes de bater o martelo, auditores do grupo investigaram as contas da ISL. E os franceses desistiram do negócio. Na carta, Blatter reclama ao mesmo Valcke das ameaças feitas pelo advogado da Vivendi, Alain Gloor, em duas ocasiões. E afirma: “A posição da Fifa, de modo algum, jamais será alterada por qualquer ameaça ou tentativa de chantagem. (…) A Vivendi é uma alternativa para a Fifa, mas sem dúvida não é a única”. - Procurados pelo jornalista inglês, Valcke e Blatter não quiseram comentar o teor da correspondência que fala em chantagem. “Qualquer estagiário de contabilidade poderia encontrar o rastro do dinheiro sujo da ISL na primeira manhã de trabalho”, provoca Jennings. “Valcke e sua equipe teriam encontrado alguma evidência? Como eles não poderiam?” - No caso do patrocínio das operadoras de cartão, ficou comprovado que Valcke e sua equipe negociaram simultaneamente com Visa e MasterCard, sem respeitar o “direito de preferência” e de “primeira recusa” que a última empresa detinha. A Fifa teria omitido da Visa a restrição contratual que a impedia de negociar com terceiros sem antes fazer uma oferta à Master-Card. Esta, por sua vez, acabou ludibriada com a falsa perspectiva de uma negociação exclusiva por um prazo de 90 dias. Para a juíza americana Loretta Preska, desde o início Valcke teria privilegiado a Visa, chegando, inclusive, a apresentar as ofertas de patrocínio para a concorrente de sua antiga parceira antes da própria. - “Enquanto as testemunhas da Fifa em julgamento denominaram de forma audaz as quebras (contratuais) como ‘mentiras inofensivas’, ‘mentiras comerciais’, ‘blefes’, e, ironicamente, ‘o jogo’, seus e-mails internos discutem as ‘diferentes desculpas para dar à MasterCard sobre o motivo de o contrato não ter sido fechado com eles”, anota a juíza na sentença. Stefan Schuster, da equipe de Valcke, chegou a comparar as mentiras à infidelidade no casamento: “Bom, se você disser à sua esposa que a está traindo, é uma interrupção do casamento. Se ela não souber disso até o fim, se você viveu bem até os 90 anos, talvez esta seja a melhor maneira”. Mas ele próprio, por e-mail, teria alertado o chefe de que o claro favorecimento à Visa poderia comprometer a “credibilidade da Fifa no mercado”. - Na reta final das negociações, subordinados de Valcke sugeriram que, ao menos, fosse dada uma chance para a MasterCard cobrir a oferta da Visa (180 milhões de dólares, mais um contrato adicional de marketing de 15 milhões). Valcke preferiu enganar os negociadores da MasterCard até comunicar a decisão final. Em juízo, Valcke admitiu ter recusado a sugestão por interesse próprio. “Se a MasterCard tivesse dito sim, nós subiríamos a oferta. O Comitê Executivo (da Fifa) poderia pensar que tinha oferecido o contrato de patrocínio por um preço menor que o real e que eu não tinha feito o trabalho corretamente.” - Quando retornou à Fifa, após os dez meses de afastamento, Valcke deu uma entrevista ao jornal britânico The Independent, na qual nega ter obtido vantagens financeiras pessoais da negociata. “Eu cometi o maior erro da minha vida ao dizer que, nos negócios, não dizemos sempre a verdade, e isso foi entendido como uma ‘mentira comercial’”, justificou-se. Certo é que Valcke contava com o apoio de Blatter, que defendeu as iniciativas do seu diretor de marketing nas reuniões do Comitê Executivo da Fifa. - Além disso, em e-mail para Tom Shepard, vice-presidente de parcerias da Fifa, Valcke afirma “que era a intenção de Blatter que a Visa obtivesse o patrocínio” de qualquer forma. Àquela altura das negociações, a MasterCard tinha a melhor oferta: 30 milhões de dólares a mais que a concorrente. Em juízo, Valcke sustentou que essa era mais uma de suas “mentiras inofensivas”. - Os rumores de que Blatter deve apoiá-lo nas eleições para a presidência da Fifa, em 2015, podem azedar a relação de amizade que Valcke mantém com Ricardo Teixeira. O brasileiro passou dois réveillons ao lado do secretário-geral da Fifa na sua casa em Angra dos Reis, litoral fluminense. Muito além dos passeios de iate pela costa brasileira, ambos trabalham em perfeita sintonia nos preparativos da Copa de 2014. Todas as vezes que Teixeira, nos bastidores, pressionava o governo a liberar os recursos para a Copa, Valcke aparecia publicamente para criticar a lentidão das obras de infraestrutura para o mundial. - No imbróglio do Estádio do Morumbi, a dupla também agiu com harmonia. Desde o início de 2009, o São Paulo Futebol Clube, proprietário da arena, apresentou cinco projetos de reforma para poder abrigar os jogos da Copa. Também apresentou garantias para executar as obras, orçadas entre 200 e 250 milhões de reais. Todos foram recusados por Teixeira, presidente do Comitê Organizador Local (COL), que tentou impor um projeto de 650 milhões de reais, muito além das possibilidades do clube. Em conversas reservadas, diretores são-paulinos afirmam que, desde o início, houve má vontade por parte dos organizadores, que colocavam novas exigências a cada projeto apresentado. - Um desses diretores, envolvido na negociação com a Fifa, afirma que, ao contatar investidores para a reforma do Morumbi, eles informavam que já haviam sido procurados pelo empresário J. Háwilla, dono da Traffic, que atua em marketing esportivo, para criar um fundo privado e erguer um novo estádio em São Paulo. Tudo com o aval de Teixeira e o beneplácito do prefeito Gilberto Kassab, que admitiu ter se encontrado com o presidente da CBF, há um ano e meio, para discutir sobre as arenas paulistanas. - Na mesa estaria o projeto do estádio Piritubão, orçado em 1 bilhão de reai-s. Somados os investimentos no entorno, incluindo hotéis e centro de convenções, a cifra passa dos 6 bilhões de reais. Kassab nomeou seu secretário de Planejamento Urbano, Miguel Bucalem, para desenhar o modelo de negócio do estádio. Bucalem já teria, inclusive, encontro marcado com dirigentes da Fifa para tratar do assunto na África do Sul. - Háwilla e a Traffic negam envolvimento na articulação por um novo estádio na capital paulista. Menos parcimoniosos, Teixeira e Valcke nunca excluíram essa possibilidade, e se dedicaram a desqualificar publicamente os projetos de reforma do Morumbi. Quando finalmente o estádio foi vetado para a Copa, o francês festejou: “É uma boa notícia. Tentamos trabalhar com o Morumbi há meses, anos. Sempre apareciam novos projetos. Chega uma hora que você tem de parar de brincar”. - O governo brasileiro enxerga, na Copa de 2014, uma oportunidade de atrair investimentos para o País. O custo, no entanto, é elevado: mais de 20 bilhões de reais em gastos estatais. O valor, na verdade, pode ser muito maior se levar em conta que o Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007, custou dez vezes mais que o orçamento inicial. A preocupação fica por conta das regras para a aplicação do dinheiro, já determinadas pela Fifa, que cobra a execução das obras de acordo com seus interesses e de seus patrocinadores, não necessariamente os interesses públicos. E, por trás da Federação, há o influente Valcke dando as cartas.rubysun2010-07-06 02:23:06
  19. Após confirmar em mais de uma oportunidade ao LANCENET! que jogaria no Corinthians em 2010, o lateral-esquerdo Roberto Carlos saiu com uma bomba em entrevista ao jornal espanhol "Marca". Com a lesão do zagueiro brasileiro naturalizado português Pepe, que perderá o restante da temporada, o Real Madrid procura um defensor, que poderia ser um lateral. O brasileiro se colocou à disposição do clube. - Posso ser o substituto de Pepe. Se o Real me chamar, vou agora mesmo - afirmou em declarações publicadas pelo diário espanhol. Em agosto, em entrevista exclusiva ao LANCENET!, o lateral revelou que havia sido convidado por Ronaldo para jogar pelo Timão e confirmou em outras oportunidades que estava à disposição do Corinthians e sonhava em conquistar a Libertadores. No início deste mês, em mais uma entrevista exclusiva, Roberto Carlos garantiu que já tem tudo acertado com a equipe paulista. - Pelo que estou sabendo, sim. Só tem isso de não poder anunciar pelo contrato com o Fenerbahçe - confirmou na ocasião. O contrato com o clube turco termina justamente nesta terça-feira, dia em que o "Marca" publica as declarações do interesse do jogador em retornar para o Real Madrid. Roberto Carlos também já havia dado sua opinião sobre o grupo do Corinthians na Copa Libertadores, dando mais uma prova da certeza de que seu futuro seria no Parque São Jorge. No entanto, o lateral também falou em tom de quem deve disputar a Liga dos Campeões com o clube espanhol. - Nos restam sete partidas para ganhar a décima Liga dos Campeões e estou preparado para assumir esta questão caso eu tenha a oportunidade - declaro.
  20. rubysun

    Palmeiras #2

    10/10/2009 . Enquanto disputa o título brasileiro deste ano, o Palmeiras já está de olho em 2010 e na provável participação na Taça Libertadores. Muricy Ramalho observa o mercado e vê com bons olhos dois jogadores que brilharam no Alviverde são cotados para voltar ao clube: Kléber e Valdivia. O primeiro está no Cruzeiro , mas o presidente palmeirense, Luiz Gonzaga Belluzzo, já revelou a vontade de ter o atacante novamente no Palestra Itália. O segundo foi mais ousado: está no Al Ain, dos Emirados Árabes, e já ligou para o dirigente avisando que quer jogar a competição continental. . Muricy analisou a possibilidade de ter Kléber e mostrou que é preciso começar a pensar em reforços já. Caso contrário, o Palmeiras ficará atrás dos adversários, que já estão se movimentando, explicou o técnico. . . ________________________________________ ______________________________. . 12/12/2009 . . Muriqui é o grande reforço do Palmeiras para 2010.
  21. rubysun

    Flamengo

    caralho, penta brasileiro e campeão da copa união, hexacampeão, dá tudo na mesma. não entendo pra que tanta encheção de saco, é praticamente só o nome diferente. Sopa (...) e também acho que o São Paulo e o Santos deveriam ter sido punidos por não terem participado de um Brasileiro, deveriam ter jogado uma Série B, simplesmente por isso (não conheço bem os fatos e nem quero conhecer).(...): De acordo com o regulamento inicial, os clubes de São Paulo e Rio de Janeiro, que disputariam um Torneio Rio-São Paulo (não realizado), entrariam somente na segunda fase do campeonato. Mas os grandes clubes de São Paulo pleiteavam participar apenas da terceira fase, como o campeão e vice do ano anterior (Guarani e Palmeiras). Como o pleito não foi atendido, Corinthians, Portuguesa, Santos e São Paulo não disputaram o campeonato.
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