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Forum Cinema em Cena

George Bezerra

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  1. Ah... esqueci de colocar essa pérola também: COMICDOM: Como você vê a recente onda de heróis "caídos"? Você vê os protagonistas de Sin City como "anjos caídos"? FRANK MILLER: Meus heróis de Sin City são cavaleiros em armaduras sujas de sangue. Eles trazem justiça a um mundo que não lhes dá medalhas, reconhecimento, recompensa. Aquele mundo, aquela cidade, muitas vezes os mata por seu bravo serviço. (Sem comentários...)
  2. Pra qualquer pessoa que ainda tenha dúvida sobre o viés político de Frank Miller, aqui vai o trecho de uma entrevista que ele deu ao Comicdom: COMICDOM: "Se você escrevesse O Cavaleiro das Trevas nos dias de hoje, depois do 11 de setembro, você mudaria ou adicionaria alguma coisa?" FRANK MILLER: "Impossível dizer. Eu era um artista bem diferente, e quinze anos de experiência de vida mudam tudo: o Ocidente é confrontado com um inimigo fascista, misógino, homofóbico, genocida e sanguinário que se dedica à aniquilação de tudo que a civilização alcançou em três milênios. No mínimo, minha idéia do que faz um verdadeiro vilão mudou. Uma ameaça existencial de tudo que faz o mundo valer alguma coisa ilumina a mente." (É claro, fascista, misógino e homofóbico é algo que ninguém jamais associaria a Frank Miller... nem mesmo depois de ler 300 de Esparta e Sin City...) COMICDOM: "Você vê as histórias de Martha Washington mais como uma ficção científica militar ou uma declaração política... ou ambas?" FRANK MILLER: "Ambas. Sem mencionar sátira política. Olhe para o mundo. Quase metade do meu país iguala colocar um Alcorão na descarga a arrancar a cabeça de um inocente com um facão, ou usar aviões que aqueles bárbaros jamais conseguiriam inventar para matar milhares de meus vizinhos." (Fazendo um ataque barato aos democratas americanos, a metade da população americana que ainda tem algum bom senso na cabeça... além de chamar os muçulmanos de bárbaros burros...) Para quem quer ler a entrevista na íntegra, aqui vai: http://www.comicdom.gr/interviews.php?id=17〈=en E aqui um artigo interessante sobre as opiniões "politizadas" do Miller: http://mountainofjudgment.blogspot.com/2006/02/holy-shit-batman.html
  3. 300 de Esparta é uma das HQs mais reacionárias que já li. Os espartanos, uma sociedade fascista e militarizada, são idolatrados excessivamente. Seu hábito de matar bebês com algum defeito físico é narrado com admiração. Os soldados fazem comentários sardônicos e homofóbicos em relação aos atenienses, mesmo que historicamente os espartanos também cultivassem hábitos homossexuais. Miller ignora completamente a importância dos atenienses (esses sim, democráticos) na batalha marítima de Salamina. Sem falar na caracterização dos persas como negros e da glorificação do embate Ocidente democrático x Oriente ditatorial, mesmo que - repito - Esparta tenha sido uma sociedade quase fascista. O filme parece que vai seguir a linha "super-macho-John-Wayne-style" da HQ de Miller ("Nós marchamos... nós marchamos... nós marchamos... this is sparta!!!"). Pode acabar saindo bem... livros e HQs ruins geralmente dão filmes bons.
  4. Também não vejo qual é o mérito da Globo para exigir a presença de um presidente em um debate, inclusive com aquela taticazinha infantil de permitir perguntas a um copo d'água e a uma cadeira vazia, depois da palhaçada covarde que foi o debate entre Collor e Lula.
  5. Imparcialidade existe sim e é um dos pilares do bom jornalismo. Esse negócio de que não existe imparcialidade é o tipo de filosofia que leva à aceitação de aberrações como a Veja, o canal Fox News e a Carta Capital.
  6. Nos EUA, John Byrne é famoso pelas declarações incrivelmente reacionárias e repugnantes que ele faz em seu site pessoal. Aqui vão algumas declarações desse que muitos consideram um "gênio" por ter escrito a Saga da Fenix Negra (pffff... hauhauh!): Sobre terrorismo: - "A única reação aceitável, agora que estamos oficialmente em um mundo novo, é que o governo americano faça um Velho Testamento nesses filhos da puta. Operação Espada em Chamas. Encontre eles, mate-os, matem suas mães, seus pais, seus irmãos, irmãs, primos, tias, tios, açougueiros, padeiros. Ir 'Super-Israel' neles, e fazê-los saber o que é estar em guerra com os EUA." Sobre Christopher Reeves: - "Eu tenho notado que as pessoas começaram a se referir a Christopher Reeves como um herói. Não quero diminuir nenhum iota da coragem que ele deve ter tido para não acordar gritando todo dia, mas a dura verdade é que não houve nada heróica no que aconteceu com ele ou como ele lidou com isso... na verdade, ele nunca teve uma escolha no jeito que ele lidou com isso. Podemos imaginar que ele passou cada hora de todo dia, quando não em frente às cameras, implorando para que familiares simplesmente o matassem e acabassem com isso - mas nenhum deles o fez, então ele não teve nenhuma escolha mas lidar com cada cada dia que vinha. Heroísmo, eu acredito, envolve escolha." - (Depois da morte de Christopher Reeves, ele deu a declaração seguinte, tão repugnante que mal dá pra acreditar): "Fiquei cansado de ouvir pessoas chamarem Christopher Reeves de herói. Uma coisa terrível aconteceu com ele e nossa sociedade não consegue lidar com terríveis coisas como essa acontecendo, então fingimos que isso não é uma coisa terrível - 'é uma coisa animadora. Ele é um herói.' Ele não é um herói. Ele está no inferno." Sobre preconceitos pessoais e Jessica Alba: - "Mulheres hispânicas e latinas com cabelos loiros parecem prostitutas baratas para mim, não importa quão limpas e 'bonitinhas' elas sejam. De alguma forma, aquelas cores de pele que ficam tão boas com cabelos escuros não funcionam comigo com cabelos claros." Sobre Grant Morrison: - "Não percebo em nenhum dos trabalhos de Grant Morrison que ele tem um 'amor pelo gênero'. Eu tenho a mesma sensação que tenho com Alan Moore - uma fria e calculada mistura de ingredientes que o escritor sabe que os fãs gostam, mas que o escritor não tem nenhuma conexão evisceral. Nostalgia sem ser nostálgico, como eu chamo." Sobre Steve Irwin: - "Estou satisfeito que esse filho duma puta esteja morto. Sinto pena por sua mulher e filhos, mas aliviado que eles estejam libertados desse lunático!"
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