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Forum Cinema em Cena

Big One

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    Big One reacted to Jailcante in Lex Luthor   
    Não  me faça sonhar...
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    Big One reacted to Questão in O Farol (Robert Eggers)   
    FILMES O Farol, com Robert Pattinson e Willem Dafoe, surpreende com boa bilheteria
    POR  VICTOR NASCIMENTO  -  26/10/2019           Mesmo tendo apenas uma exibição limitada em alguns cinemas dos Estados Unidos, O Farol está se saindo muito bem.
      De acordo com o Box Office Pro, o terror com Robert Pattinson e Willem Dafoe deve arrecadar cerca de US$ 4.1 milhões neste fim de semana, uma melhora de cerca de 858% em relação à semana passada.
    No total, O Farol já arrecadou mais de US$ 4.6 milhões, sendo que foi lançado em apenas pouco mais de 500 cinemas.
    É bem provável que O Farol já tenha superado seu próprio orçamento e começado a gerar lucros, tendo em vista que teve uma produção bastante modesta.
    Com Robert Pattinson e Willem Dafoe, O Farol chegará aos cinemas brasileiros apenas no começo de 2020.
     
    Fonte : Observatório Do Cinema
     
     
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    Big One reacted to Scatman in Aves de Rapina (Canario Negro/Batgirl/Caçadora)   
    Esse filme, se for essa história acima , vai ser a maior bomba desde Liga da Justiça...
    "RIP HArley Quinn" ,depois dessa, vão pensar os executivos da Warner...
     
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    Big One got a reaction from Jorge Soto in Adão Negro (22/12/2021)   
    O anúncio. 

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    Big One reacted to primo in The Batman (Matt Reeves - 25/06/2021)   
    The Batman | Matt Reeves confirma Andy Serkis como Alfred Pennyworth

    Diretor confirmou em suas redes sociais os rumores 
    Andy Serkis será Alfred Pennyworth em "The Batman". O diretor Matt Reeves usou suas redes sociais para confirmar a escalação do ator como o fiel mordomo de Bruce Wayne. 
    "E lá vem o Alfred!", ele escreveu, junto a um gif do ator.
     
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    Big One got a reaction from SergioB. in Oscar 2020: Previsões   
  7. Haha
    Big One reacted to Jorge Soto in Liga da Justiça (2017) #2   
    até o deadpool quer o Snycut

  8. Thanks
    Big One reacted to primo in Os Vingadores 4: End Game   
    acredito que o Moore está indo além. Concordando ou não com o modo Trump de fazer "política", há no depoimento dele uma avaliação que vai muito além da pauta Scorsese.

    EM um primeiro momento, pode ser que os colegas possam sentir seus personagens atacados, suas preferências de entretenimento etc. Mas não precisa ser essa interpretação. Capitão América, Superman etc. O patriotismo relacionado originalmente a esses caras, bem como a relação dinheiro / poder bélico / inteligência / proteção em figuras como Bruce Wayne e Tony Stark não estão sendo exaltadas por acaso. Conversar sobre isso ou fazer uma leitura mais profunda de tudo isso pode ser uma boa neste nosso momento histórico.
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    Big One reacted to Jailcante in Trilogia De Volta Para o Futuro   
    Não sei se é real, mas parece que estão tentando fazer uma jaqueta que se auto-seca que nem a do filme:
     
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    Big One reacted to SergioB. in Oscar 2020: Previsões   
    Nossa!!
    Eu tinha escrito que seria muito difícil um documentário me conquistar tanto quanto "American Factory" da Netflix, mas seu principal concorrente, da Amazon, "One Child Nation", é igualmente esbabacante!
    É sobre a Política do Filho Único na China, com suas consequências terríveis. Pra mim, esse foi um assunto presente no ano, pois li o estupendo "As Rãs" do Nobel Mo Yan, que trata também sobre o tema, e, claro, esse doc serviu como um irmão gêmeo para o livro. Quase as mesmas situações inacreditáveis. E dá pra ver o poder das duas formas de arte. A conclusão desse doc é estupenda e bastante atual, fazendo um link perfeito com outras partes do mundo. 
    A linguagem é do tipo que eu gosto, privilegiando o momento, a câmera na mão, com um assunto muito poderoso por trás. É o terceiro trabalho da diretora, que quase foi indicada pelo primeiro filme, "Hooligan Sparropw", chegando às semifinais no ano de "O.J: Made in America".
    A China pode ser um país assustador. O país não tem escapatória neste ano, sairá com a imagem defenestrada seja por "American Factory" seja por "One Child Nation". Não sei dizer qual o favorito. Qual o meu favorito.

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    Big One reacted to Questão in 19 Dias de Horror   
    Visto A DAMA DE BRANCO
     

     
       Na trama, Franklin Scarlatti (Lukas Haas) é um garoto de doze anos que perdeu a mãe recentemente. Certa noite, ao ficar preso na escola devido a um trote dos colegas, ele testemunha a aparição fantasmagórica de uma menina, no que parece ser o momento de seu assassinato. Logo depois, o garoto é atacado por um homem encapuzado, sobrevivendo por pouco. Embora a polícia tenha um suspeito, Franklin continua avistando o fantasma da menina Melissa (Joelle Jacobi) e passa a acreditar que ela foi a primeira vítima de um infanticida que vem aterrorizando a cidade há dez anos. Acreditando que o assassino ainda está a solta, o garoto inicia uma investigação com a ajuda relutante de seu irmão mais velho Geno (Jason Presson) que o leva a confrontar a figura mítica conhecida como a Dama de Branco.
      Escrito e dirigido por Frank LaLoggia, esta produção oitentista foi um grande Floop na época de seu lançamento, matando a carreira do diretor logo de começo. Mas como acontece com muitos filmes, o longa metragem acabou sendo redescoberto, tornando-se um Cult. Pois bem, após ver A DAMA DE BRANCO, consigo entender o que afastou o grande público, mas também o que fez a obra ficar em alta conta com a crítica. Começando pelos defeitos, A DAMA DE BRANCO nunca consegue esconder o seu baixíssimo orçamento, o que em alguns casos é inevitável, mas que aqui tem também a mão de uma decupagem pouco eficiente neste sentido (fruto de inexperiência, se me perguntarem). O roteiro, embora tenha muitos méritos que já abordarei, acaba soando um pouco abarrotado demais em alguns pontos, vide a própria situação da personagem título, cujo plot parece surgir de forma um pouco atrasada na trama. Além disso, a narração em Off fornecida por um Franklin já adulto soa dispensável.
      Dito isso, LaLoggia merece méritos por criar uma atmosfera fantástica para o seu filme, que circula com desenvoltura entre o terror gótico, o conto de fadas sombrio e terrores sociais mais diretos, como a violência do racismo, e o horror da pedofilia. O roteiro é competente ao construir a trama como uma grande jornada de amadurecimento para o seu protagonista, com as aparições fantasmagóricas não conseguindo sequer arranhar a maldade humana. O diretor consegue construir uma série de momentos que chocam não pela sua violência, mas por sua pungencia emocional, vide o momento em que Franklin (muito bem defendido por Lukas Haas) testemunha o momento exato da morte de Melissa, ou o desfecho do julgamento do zelador negro acusado de ser o assassino com provas meramente circunstanciais. A DAMA DE BRANCO é um otimo exemplar do terror oitentista, e que pode não ter conseguido sucesso na época justamente por trabalhar aspectos sombrios demais da natureza humana em um terror juvenil Coming of Age.
     
    Visto TABERNACLE 101
     

     
       Na trama, Frank (David Hov) é um ateu convicto, que está a frente de um canal do you tube que tem por objetivo desmerecer médiuns e líderes religiosos. Tentando encontrar uma prova definitiva de que não existe uma vida após a morte, o rapaz se submete a um experimento conduzido pela namorada Sarah (Elly Hiraani Clapin) onde uma droga permite que ele morra e seja trazido de volta a vida. Inicialmente, ao não lembrar de nada da experiência, Frank acredita que conseguiu a prova de que não há vida após a morte, mas a coisa muda de figura, quando o rapaz começa a sofrer uma série de experiências paranormais.
     Escrito e dirigido por Colm O' Murchu , TABERNACLE 101 é um thriller sobrenatural australiano, que começa como um plágio descarado de LINHA MORTAL, para depois pegar elementos de fontes distintas como SOBRENATURAL, A HORA DO PESADELO 3: GUERREIROS DOS SONHOS, e qualquer filme de super herói genérico, criando uma mistura indigesta, embrulhada com atuações muito ruins e efeitos especiais piores ainda. O primeiro ato do longa metragem até é interessante ao apresentar o protagonista como um tipo de ateu radical, que acredita não precisar provar a inexistência de Deus e que "quem tem que provar a existência de Deus são os crentes que acreditam nele". É um princípio interessante, que promete uma jornada interessante para um personagem tão cetico a partir do momento em que ele começar a experienciar eventos sobrenaturais. Mas basta as primeiras assombrações começarem a perturbar Frank, que ele imediatamente abraça a existência do sobrenatural, sem sequer tentar buscar uma explicação racional, o que é bem ilógico diante do cético inflexível apresentado no começo do filme.
     A situação só piora a partir do momento em que o personagem principal busca a ajuda de Meredith (Mikaela Franco), uma médium que ele havia desacreditado no começo do filme para entender o que está acontecendo. Não só Meredith surge como uma personagem absolutamente clichê, cheia de frases de efeito risíveis, como a relação que o roteiro tenta nos empurrar goela abaixo entre ela e o protagonista não possui credibilidade nenhuma. Além disso, o casal principal do nada vira mais super herói do que médium ao adquirir poderes como teletransporte, telecinese e telepatia (além de lançar bolas de energia que parecem feitas no After Effect), em uma virada dentro do roteiro que não faz sentido nenhum. Mas escrito, mal atuado e mal dirigido, tá ai um filme pra se passar longe.
     
    Visto A NOITE DOS DEMONIOS 2
     

     
      Na trama, seis anos se passaram desde os eventos do filme original, e agora a verdade sobrenatural do massacre da Casa Hull é visto como uma lenda urbana. Quando o halloween se aproxima , a jovem Melissa "Mouse" Franklin (Merie Kennedy) irmã caçula de Angela Franklin (Amelia Kinkade) a garota por trás da festa que resultou no massacre e cujo corpo nunca foi encontrado, passa a ter pesadelos horríveis com a irmã.  Na noite de Halloween, Melissa, que está estudando em um internato católico, é enganada por outros estudantes, que a forçam a ir até a Casa Hull para uma nova festa de Halloween, dando início a uma nova matança.
     Demorei muito para conferir esta sequência do Cult de 1988, já que não tinha gostado do filme original. Talvez pela baixa expectativa, acabei gostando bem mais desse aqui. O filme, tal como o seu antecessor é uma longa bobagem, parecendo ir ainda mais longe nas piadas sexuais adolescentes do que o filme original, bastando perceber a cena em que uma garota é possuída por uma criatura fálica que se esconde em seu batom, e que depois de não conseguir entrar em sua boca, enrosca-se em suas pernas, em uma cena que não ficaria fora de lugar em um terror Softporn. Mas achei que esta obra acabou apresentando um ritmo muito melhor, além de apresentar uma série de personagens carismáticos, como a já citada Mouse, Perry (Robert Jayne) um nerd viciado em demonologia, e especialmente a Irmã Glória (Jennifer Rhodes) a freira responsável pelos alunos, que embora seja inicialmente apresentada como a tirana "empata foda" acaba se tornando a personagem mais bad ass da película a partir da segunda metade, quando precisa proteger os seus alunos de zumbis endemoniados. Mesmo Angela surge como uma vilã mais carismática e ameaçadora aqui do que foi no filme original, ainda que tenha bem menos tempo de tela.
      No geral, A NOITE DOS DEMÔNIOS 2 não deve ficar na memória de ninguém por muito tempo, mas me divertiu bem mais do que o primeiro filme, em um dos casos de sequências melhores que o original (na minha opinião). Pra quem curte um terror estilo EVIL DEAD 2, com personagens possuídos por criaturas diabólicas, violência trash e monstros feitos no bom e velho efeito prático, pode curtir a conferida descompromissada nesta produção noventista. Talvez um dia eu dê uma conferida no terceiro filme que fecha a trilogia.
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    Big One reacted to Jorge Soto in 19 Dias de Horror   
    Laddaland é um terror tailandês com forte carga dramática e crítica social. Começa feito Poltergeist mas depois fica a dúvida se tudo não passa da nóia do personagem principal diante da própria desagregação familiar. Bem ambientado, personagens medonhos, alguns sustos e bem tenso as vezes. No entanto, o filme peca pela fraca atuação do ator principal, que parece não se dar conta que o filme gira em torno dele, e a excessiva duração do longa. Mas mesmo com desfecho anti-climático e algumas incoerências do roteiro é bom ver exemplares asiáticos deste gênero. 8-10

     
    Memory: The Origins of Alien é um bacanudo documentário que analisa as origens de Alien e o coloca no contexto da época, mostrando de forma convincente a sinergia dos elementos que deram origem ao clássico. Com farto material de arquivo, os destaques são os depoimentos das viúvas de Dan O´Bannon e H.R.Giger. Se tem algum defeito é a ausência de qualquer testemunho do Ridley Scott, embora não falte confete á ele. É uma produção feito com carinho aos fãs do filme e de cinema em geral e que complementa o também ótimo The Beast Within: Making Alien. 9-10

     
    The Odd Family: Zombie on Sale por sua vez já salvou o dia de ontem, uma zombédia coreana bem divertida que dá um frescor original aos filmes de zumbi, do mesmo naipe do ótimo One Cut of the Dead. Imagina um mix Fido, Cocoon e Warm Bodies? Parece bizonho mas dá certo! Tem alguns cacoetes asiáticos que incomodam, mas no geral o filme é bem engraçado. É o que o Jim Hammursh quis fazer com seu The Dead Don´t Dead, e sem elenco estelar. Aqui o elenco é desconhecido e justamente por isso o filme funciona a contento. 8,5-10

     
    Bliss é um indie bem estiloso que basicamente é um mix de Transpotting com Mandy, só que com mais gore. Ta sendo vendido como filme de vampiro mas nem, o mais próximo disso é que lembra (de certa forma) é Fome de Viver. O aspecto sujo, as cores saturadas e a trilha de punk-metal joga a favor desta produção bem atuada e redondinha. Mas é filme de arte, que fique claro. Diferenciado, manja? Pra assistir puxando umzinho... 8,5-10

     
     
    The Drone é um daqueles terrir do gênero "quanto pior, melhor" do naipe de Sharkado. Vai vendo, aqui a trama é chupinhada de Brinquedo Assassino, só que ao invés do boneco possuído é um drone!? Os diálogos são hilários e o desconhecido elenco parece se divertir nessa tosqueira. Assista o trailer pra ver o naipe da bagaça... A pergunta é: como será que decidiram numa mesa redonda a produção deste filme? Mistério.. 8-10

     
    Portals é uma antologia scy-fy/horror tipo V/H/S que já arranca com interessante premissa  - sobre portais interdimensionais na Terra - e tem uma espinha narrativa coesa. Mas a boa impressão fica só nisso, pois apesar do quarteto talentoso de cineastas envolvidos, o filme resulta menos que a soma de suas medíocres partes.  Estórias mornas e monótonas, atuações frouxas e personagens mal desenvolvidos, sem falar que até no gore e tensão deixa a desejar.  6,5-10


     
    47 Meters Down Uncaged  é a divertida sequência do bacanudo Medo Profundo  que não pretende ser mais do que é, um filme B de tubarões assassinos. Desta vez fizeram um Abismo do Medo no mar, tenso, claustrofóbico e eficiente como survival, com homenagens descaradas a Deep Blue Sea. Sim, as atuações não chegam perto do longa original (principalmente a filha do Stallone, chatinha!), o roteiro se contradiz ás vezes e que cena é aquela do cara ouvindo Roxette embaixo dágua? Sim, é inferior á primeira mas ainda assim diverte á beça. 8,5-10

    se liga na referência...😂

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    Big One reacted to Questão in 19 Dias de Horror   
    Visto DOUTOR SONO
     

     
       Na trama, trinta anos após os  eventos no Hotel Overlook, Danny Torrance (Ewan McGregor) se tornou um alcoólatra. Após um terrível incidente, Danny passa a buscar a sobriedade, e alguns anos depois, parece encontrar a paz, trabalhando como enfermeiro em uma clínica para pacientes terminais, usando a sua "iluminação" para ajudar os pacientes a fazerem a passagem. Mas Quando Danny conhece Abra Stone (Kyliegh Curran), uma pré adolescente com as mesmas habilidades que ele, que está sendo perseguida por um grupo de vampiros energéticos conhecido como o Verdadeiro Nó, que se alimentam dos iluminados, Danny deve enfrentar os seus traumas para proteger Abra.
     Venho acompanhando a carreira de Mike Flanagan com curiosidade desde o seu primeiro filme, ABSENTIA. Trazendo na maioria das vezes personagens definidos por traumas do passado, e uma preferência por narrativa dividida em camadas temporais e sensoriais, a filmografia de Flanagan evoluiu de filme para filme, até alcançar um nome do gênero para se prestar atenção  com HUSH: A MORTE OUVE, e atingir a excelência com a minissérie da Netflix A MALDIÇÃO DA RESIDÊNCIA HILL. Mas foi em 2017, quando dirigiu também para a Netflix o thriller JOGO PERIGOSO, uma adaptação bastante complexa de um romance de Stephen King, que Flanagan ganhou a chance de enfrentar o seu maior desafio até o momento; dirigir a adaptação de DOUTOR SONO, sequência do clássico O ILUMINADO. O desafio maior não era apenas dirigir a sequência tardia de um clássico do cinema dirigido por um mestre como Stanley Kubrick, mas promover uma reconciliação entre a atmosfera mais niilista e desesperançosa que Kubrick imprimiu em sua adaptação de O ILUMINADO (notoriamente odiada por Stephen King) com a sequência literária escrita por King que ia contra muito daquilo que foi estabelecido pelo famoso diretor na película de 1980. Era um grande sinuca de bico, mas apesar de alguns percalços, Flanagan se mostrou a altura do desafio, entregando uma sequência que respeita e honra o clássico de Kubrick, mas que também resgata muito dos elementos emocionais que eram caros a King, para construir a sua própria história.
      Primeiramente, deve-se dizer que diferente de sequências que retomam clássicos, como STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA e JURASSIC WORLD, DOUTOR SONO não é uma continuação que se baseia na nostalgia, ao apresentar uma narrativa de natureza muito diferente do filme original (o que também ocorria com suas contrapartes literárias), ao usar o terror mais como um motor para o drama, do que propriamente torna-lo o cerne da narrativa. O roteiro de Flanagan trabalha com calma a sua história, inicialmente nos apresentando um prólogo que mostra como foram os primeiros meses de Wendy Torrance e o pequeno Danny (Alex Essoe e Roger Dale Floyd) após a tragédia do Overlook, e como o menino aprendeu a lidar com os fantasmas que o perseguiam com a ajuda do espírito de Dick Halloran (Carl Lumbly). Depois desse prólogo, Flanagan desenvolve todo o seu 1º ato em três narrativas paralelas, que acompanham a decadência e recuperação de Danny; a descoberta dos poderes da pequena Abra, que desenvolve desde pequena uma conexão com Torrance; e por fim o recrutamento de Andy Cascavel (Emily Alyn Lynd) para o verdadeiro Nó por sua enigmática líder, Rose: A Cartola (Rebecca Fergunson). Esse 1º ato é competente em construir o universo do filme, ao mesmo tempo em que desenvolve o trio principal formado por Danny, Abra e Rose, até que essas três histórias se cruzam ao fim do 1º ato em uma sequência angustiante que traz a participação especial de Jacob Tremblay.
      Na direção, Flanagan demonstra uma direção elegante, que consegue manter a própria identidade em sequências mais oníricas, como aquelas que trazem um duelo mental entre Abra e Rose, mas que também referência Kubrick (especialmente nas sequências envolvendo Danny) sem com isso soar uma condução esquizofrenica. De fato, muitas das reconstituições dos planos de Kubrick feitos por Flanagan surgem extremamente interessantes justamente por não serem gratuitos, e sim funcionarem como uma inversão do que foi visto no primeiro filme, como aquela onde acompanhamos uma entrevista de emprego de Danny, tal como o seu pai anos antes, ou aquela que traz Danny sentado em um bar durante o 3º ato da narrativa. Além disso, apesar de possuir duas horas e meia de duração, o diretor conduz um ritmo muito bom para a narrativa, mesmo durante as passagens mais tranquilas, já que constrói com habilidade uma atmosfera densa e melancólica, que nunca nos permite assumir que os personagens estão seguros.
      DOUTOR SONO também se beneficia de ter um elenco extremamente competente, que compreende muito bem os seus personagens. Ewan McGregor dá uma vulnerabilidade tocante para Danny, ao retrata-lo como um homem não só assombrado por seus traumas de infância (e os fantasmas literais que ele carrega em sua mente) mas por seus próprios erros na vida adulta. A jovem Kyilegh Curran também concede muito carisma e veracidade a Abra Stone, retratando a garota como estando compreensivelmente deslumbrada com a extensão cada vez maior de seus poderes, e até desenvolvendo certa arrogância a partir de certo ponto, mas sem nunca tornar-se antipática (como ocorria com a sua contraparte literária). Mas quem rouba mesmo a cena é Rebecca Fergunson ao fazer de Rose uma vilã sedutora e cruel, que não apenas lidera, mas tem o respeito de seus seguidores, pelos quais ela tem uma relação genuína de afeto. E é curioso observar que ainda que diferente da maioria dos filmes do gênero, onde o vilão tem o domínio da situação até o 3º ato, Rose e seu grupo são muitas vezes surpreendidos por Danny e Abra (que se torna cada vez mais poderosa), a ameaça em torno da personagem nunca é esvaziada, o que credito muito mais ao trabalho de Ferguson do que ao próprio roteiro. No elenco de apoio, destaca-se a presença de Carl Lumbly como Dick Halloran, que consegue reprisar os trejeitos que Scatman Crothers deu ao personagem em 1980, mas que consegue tornar o personagem seu ao dar a Halloran uma autoridade que não estava presente no filme original, devido a sua nova condição.
     Na parte técnica, destaca-se o trabalho de direção de arte, que não apenas reproduz com extrema competência os clássicos cenários do Hotel Overlook no climax da narrativa, mas concede personalidade aos principais ambientes da trama; reparem por exemplo como o quarto de Danny permanece um ambiente vazio e sombrio, mesmo depois de anos vivendo no mesmo ambiente, denunciando a desconexão do sujeito com o lugar, ou como o quarto de Abra tem bonecas de super heroínas e guerreiras de mangá, refletindo a personalidade combativa da garota, que diferente de Danny aprecia os poderes de sua iluminação. Ainda é importante citar o trabalho dos Irmãos Newton na trilha sonora, que trabalharam em todos os projetos do diretor desde OUIJA: A ORIGEM DO MAL, que criam aqui uma trilha bastante funcional, que é eficiente sem chamar a atenção demais para si mesmo, e criam uma bela nova versão para o clássico tema de O ILUMINADO feito  por Wendy Carlos E Rachel Elking em 1980
     Apesar de muitos acertos, o filme também dá as suas derrapadas. O filme utiliza a personagem de Andy Cascavel para nos dar o contexto do funcionamento do Verdadeiro Nó, o que é uma manobra didatica, mas feita de forma natural, mas a personagem perde completamente a importância após o 1º ato, denunciando assim a sua função mecânica para o enredo. E se o climax no Hotel Overlook traz um arrepio na espinha dos fãs do filme de 1980, e traz vários momentos recompensadores (discordo daqueles que apontam que é puro fan service) é inegável que em seus minutos finais,  o desfecho desse 3º ato não apenas perde o foco da história que estava contando, como ai sim nesses minutos finais. entrega um fan service ao livro O ILUMINADO que narrativamente não faz muito sentido, o que por acontecer justamente na conclusão, acaba tendo um peso maior no publico.
     Apesar desses deslizes, o saldo final de DOUTOR SONO ainda é muito positivo. Flanagan conseguiu ser extremamente respeitoso e reverente ao clássico de Kubrick, ao mesmo tempo em que inseriu muito da carga emocional que King sentiu falta no primeiro filme (e que vem do próprio trabalho de Flanagan como diretor, para quem conhece os seus filmes). Não vai ser um clássico como O ILUMINADO,e nem é tão aterrorizante quanto ele, mas não precisa ser. O filme é sim, uma continuação orgânica, que tem a coragem de seguir o próprio caminho (mas sem temer olhar para o passado) com personagens carismáticos em uma obra que consegue apelar para a emoção do público. No fim, para um projeto que tinha muita chance de dar errado, Flanagan mandou muito bem, renovando o meu interesse por seus projetos futuros.
      
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    Big One reacted to Jorge Soto in Scoob! (animação)   
    alguem sacou a referencia nas fantasias do salsicha e Scooby?

     
    trailer dublado.... como a dublagem clássica faz falta.. a do Scooby até engana bem, mas a do Salsicha é ruim de doer..😣
     
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    Big One reacted to Jorge Soto in Tela Quente - Filmes exibidos em 1989   
    O dia em que a Globo usou "Vale Tudo" para prejudicar "Rambo" no SBT

    O canal Viva exibiu, neste sábado (09/02), o último capítulo da novela "Vale Tudo", sucesso global da década de 80. Mas, por que o desfecho do assassinato de Odete Roitman foi exibido em um sábado se na apresentação original (em janeiro de 1989) caiu em uma sexta-feira (com reprise no sábado)? A explicação tem a ver com uma antiga "treta" entre a Globo e o SBT que envolveu a novela e a exibição do filme "Rambo, Programado para Matar", o primeiro da franquia. Segue a thread!
    1. Primeiro, uma breve volta ao tempo. Até a década de 1980 (antes do advento da TV a cabo), as pessoas tinham a possibilidade de assistir a um filme se: 1. fossem ao cinema, 2. alugassem a fita na videolocadora, 3. esperassem a exibição na TV aberta, em faixas de filmes como "Super Cine", "Domingo Maior", "Sessão de Gala", "Corujão", "Cinema em Casa", "Cine Privé", "Tela Quente", etc.... 
    2. Em 1988, os filmes da série Rambo, com Sylvester Stallone, eram um grande sucesso, porém ainda inéditos na TV brasileira: até a ocasião, "Rambo, Programado para Matar" (1982), "Rambo 2, a Missão" (1985) e "Rambo 3" (1988) ainda não haviam sido exibidos na televisão. 
    3. O SBT saiu na frente e comprou os direitos de exibição de Rambo 1, enquanto a Globo levou Rambo 2. Na guerra pela audiência, a Globo decidiu que passaria Rambo 2 para bater de frente com Rambo 1 do SBT, já que a possibilidade de uma concorrência direta entre os dois filmes dava vantagem à emissora dos Marinho.
    4. Em junho de 1988, o SBT anunciou com alarde a exibição inédita do primeiro filme de Rambo. A Globo não se fez de rogada e programou (e exibiu) Rambo 2, no mesmo dia e horário. Mas Silvio Santos, prevendo uma derrota no confronto com a Globo, desistiu em cima da hora de apresentar o seu filme, adiando a estreia para a sexta-feira da semana seguinte. O dono do Baú foi esperto: a Globo não iria passar Rambo 2 pela segunda vez dentro do espaço de uma semana, pois se o fizesse, perderia em audiência no confronto com o ainda inédito Rambo 1. No tão esperado dia da exibição dos filmes, o SBT decidiu adiar a estreia de sua nova sessão, transferindo o filme para a semana seguinte. Quem colocou no canal na hora do filme, deu de cara com mais uma das mensagens bem-humoradas: "Quem procura acha o Rambo na Globo", brincando com seu próprio slogan na época (Quem procura, acha aqui)". No lugar do filme, o canal colocou no ar uma reprise do sertanejo Musicamp. A Globo, claro, se deu bem. No Rio de Janeiro, por exemplo, o filme registrou 77% de audiência, com 4,6 milhões de expectadores – no mesmo horário, o SBT ficou com 5%.
    5. Na sexta-feira do dia 26/08/1988, chamadas no SBT anunciavam a apresentação de Rambo 1 para as 21h30, após a exibição da novela "Vale Tudo" na concorrente. A Globo não "transa violência", mas o que ela fez foi digno da sabotagem da maionese envenenada por Odete Roitman!
    6. Para prejudicar a exibição de Rambo no SBT, a Vênus Platinada levou ao ar naquela noite dois capítulos seguidos de "Vale Tudo", novela que fazia um tremendo sucesso. Passou o capítulo 90 e, na sequência, "coladinho", o capítulo 91, fazendo a novela se estender até as 22h20 (na época, a novela das oito começava, às 20h30).
    7. Silvio Santos, para contra-atacar, lançou mão de um plot-twist de novela: decidiu que o filme só começaria após o término dos dois capítulos da trama da Globo. Enquanto ia ao ar o capítulo 91 de "Vale Tudo", o SBT manteve, por 50 minutos, um slide estático na tela com a seguinte frase: "Não se preocupe, quando terminar a novela da Globo você vai ver: Rambo" (vídeo abaixo).
     
    8. E de nada adiantou a estratégia da Globo, que mesmo forçando a apresentação tardia de Rambo 1, não impediu que o filme liderasse a audiência, fazendo Silvio Santos vencer no Ibope, naquela noite e horário, os Marinho, Boni e cia.
    9. Na exibição recente no canal Viva, os capítulos 90 e 91 foram ao ar como deveriam ser, em dias seguidos. Por isso a novela terminou no sábado, em vez de sexta. A apresentação anterior da novela no Viva, em 2010-2011, foi da mesma maneira, mas a "contagem de capítulos vs. dias de exibição" não batem porque naquela ocasião o Viva não exibia a novela aos sábados.
     

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    Big One reacted to Jailcante in Tela Quente - Filmes exibidos em 1989   
    Me lembro disso aí. Presenciei o evento na época. hehehe
    Acho que foi uma das primeiras vezes que o SIlvio pôs o paul na mesa contra a Globo.
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    Big One reacted to Questão in Duna (Denis Villeneuve) reboot   
    DUNA: WARNER ENCOMENDA CONTINUAÇÃO, UM ANO ANTES DA ESTREIA DO FILME
    05/11/2019   FILMES   MARCEL PLASSE
    A Warner já está trabalhando em uma sequência do remake de “Duna”. De acordo com o site da revista The Hollywood Reporter, Jon Spaihts (“Prometheus”) deixou o cargo de showrunner de “Dune: The Sisterhood”, série da HBO Max derivada do mesmo universo sci-fi do escritor Frank Herbert, para escrever o roteiro da continuação.
    Spaiths escreveu o roteiro do “Duna”, que está sendo filmado na Jordânia, em parceria com o veterano Eric Roth (“Forest Gump”) e o diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”).
    A notícia revela confiança do estúdio no filme de Villeneuve, que tem estreia marcada para dezembro de 2020.
    Por outro lado, a informação de que “Duna” seria dividido em duas partes não é nova, apenas não tinha sido oficializada.
    A produção é uma parceria com a Legendary Pictures e o CEO deste estúdio, Joshua Grode, revelou em julho que a trama literária seria realmente dividida em dois filmes.
    “Esse é o plano. Há uma plano de fundo que foi acenado em alguns dos livros [que nós expandimos]. E também, quando você lê o livro, há um ponto em que faz sentido para interromper o filme antes do final do livro”, ele explicou na ocasião.
     
    FONTE: CINEMA COM RAPADURA
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    Big One reacted to Jorge Soto in Star Wars - The Mandalorian (Série - Disney+)   
    teaser
     
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    Big One reacted to Jailcante in Soul (Pixar - 19/06/2020)   
    Já. hehe

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    Big One reacted to Questão in Doutor Sono (Mike Flanagan) - Sequel de 'O Iluminado'   
    Visto DOUTOR SONO

     
    Na trama, trinta anos após os  eventos no Hotel Overlook, Danny Torrance (Ewan McGregor) se tornou um alcoólatra. Após um terrível incidente, Danny passa a buscar a sobriedade, e alguns anos depois, parece encontrar a paz, trabalhando como enfermeiro em uma clínica para pacientes terminais, usando a sua "iluminação" para ajudar os pacientes a fazerem a passagem. Mas Quando Danny conhece Abra Stone (Kyliegh Curran), uma pré adolescente com as mesmas habilidades que ele, que está sendo perseguida por um grupo de vampiros energéticos conhecido como o Verdadeiro Nó, que se alimentam dos iluminados, Danny deve enfrentar os seus traumas para proteger Abra.
     Venho acompanhando a carreira de Mike Flanagan com curiosidade desde o seu primeiro filme, ABSENTIA. Trazendo na maioria das vezes personagens definidos por traumas do passado, e uma preferência por narrativa dividida em camadas temporais e sensoriais, a filmografia de Flanagan evoluiu de filme para filme, até alcançar um nome do gênero para se prestar atenção  com HUSH: A MORTE OUVE, e atingir a excelência com a minissérie da Netflix A MALDIÇÃO DA RESIDÊNCIA HILL. Mas foi em 2017, quando dirigiu também para a Netflix o thriller JOGO PERIGOSO, uma adaptação bastante complexa de um romance de Stephen King, que Flanagan ganhou a chance de enfrentar o seu maior desafio até o momento; dirigir a adaptação de DOUTOR SONO, sequência do clássico O ILUMINADO. O desafio maior não era apenas dirigir a sequência tardia de um clássico do cinema dirigido por um mestre como Stanley Kubrick, mas promover uma reconciliação entre a atmosfera mais niilista e desesperaçosa que Kubrick imprimiu em sua adaptação de O ILUMINADO (notoriamente odiada por Stephen King) com a sequência literária escrita por King que ia contra muito daquilo que foi estabelecido pelo famoso diretor na película de 1980. Era um grande sinuca de bico, mas apesar de alguns percalços, Flanagan se mostrou a altura do desafio, entregando uma sequência que respeita e honra o clássico de Kubrick, mas que também resgata muito dos elementos emocionais que eram caros a King, para construir a sua própria história.
      Primeiramente, deve-se dizer que diferente de sequências que retomam clássicos, como STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA e JURASSIC WORLD, DOUTOR SONO não é uma continuação que se baseia na nostalgia, ao apresentar uma narrativa de natureza muito diferente do filme original (o que também ocorria com suas contrapartes literárias), ao usar o terror mais como um motor para o drama, do que propriamente torna-lo o cerne da narrativa. O roteiro de Flanagan trabalha com calma a sua história, inicialmente nos apresentando um prólogo que mostra como foram os primeiros meses de Wendy Torrance e o pequeno Danny (Alex Essoe e Roger Dale Floyd) após a tragédia do Overlook, e como o menino aprendeu a lidar com os fantasmas que o perseguiam com a ajuda do espírito de Dick Halloran (Carl Lumbly). Depois desse prólogo, Flanagan desenvolve todo o seu 1º ato em três narrativas paralelas, que acompanham a decadência e recuperação de Danny; a descoberta dos poderes da pequena Abra, que desenvolve desde pequena uma conexão com Torrance; e por fim o recrutamento de Andy Cascavel (Emily Alyn Lynd) para o verdadeiro Nó por sua enigmática líder, Rose: A Cartola (Rebecca Fergunson). Esse 1º ato é competente em construir o universo do filme, ao mesmo tempo em que desenvolve o trio principal formado por Danny, Abra e Rose, até que essas três histórias se cruzam ao fim do 1º ato em uma sequência angustiante que traz a participação especial de Jacob Tremblay.
      Na direção, Flanagan demonstra uma direção elegante, que consegue manter a própria identidade em sequências mais oníricas, como aquelas que trazem um duelo mental entre Abra e Rose, mas que também referência Kubrick (especialmente nas sequências envolvendo Danny) sem com isso soar uma condução esquizofrenica. De fato, muitas das reconstituições dos planos de Kubrick feitos por Flanagan surgem extremamente interessantes justamente por não serem gratuitos, e sim funcionarem como uma inversão do que foi visto no primeiro filme, como aquela onde acompanhamos uma entrevista de emprego de Danny, tal como o seu pai anos antes, ou aquela que traz Danny sentado em um bar durante o 3º ato da narrativa. Além disso, apesar de possuir duas horas e meia de duração, o diretor conduz um ritmo muito bom para a narrativa, mesmo durante as passagens mais tranquilas, já que constrói com habilidade uma atmosfera densa e melancólica, que nunca nos permite assumir que os personagens estão seguros.
      DOUTOR SONO também se beneficia de ter um elenco  extremamente competente, que compreende muito bem os seus personagens. Ewan McGregor dá uma vulnerabilidade tocante para Danny, ao retrata-lo como um homem não só assombrado por seus traumas de infância (e os fantasmas literais que ele carrega em sua mente) mas por seus próprios erros na vida adulta. A jovem Kyilegh Curran também concede muito carisma e veracidade a Abra Stone, retratando a garota como estando compreensivelmente deslumbrada com a extensão cada vez maior de seus poderes, e até desenvolvendo certa arrogância a partir de certo ponto, mas sem nunca tornar-se antipática (como ocorria com a sua contraparte literária). Mas quem rouba mesmo a cena é Rebecca Fergunson ao fazer de Rose uma vilã sedutora e cruel, que não apenas lidera, mas tem o respeito de seus seguidores, pelos quais ela tem uma relação genuína de afeto. E é curioso observar que ainda que diferente da maioria dos filmes do gênero, onde o vilão tem o domínio da situação até o 3º ato, Rose e seu grupo são muitas vezes surpreendidos por Danny e Abra (que se torna cada vez mais poderosa), a ameaça em torno da personagem nunca é esvaziada, o que credito muito mais ao trabalho de Ferguson do que ao próprio roteiro. No elenco de apoio, destaca-se a presença de Carl Lumbly como Dick Halloran, que consegue replicar os trejeitos que Scatman Crothers deu ao personagem em 1980, mas que consegue tornar o personagem seu ao dar a Halloran uma autoridade que não estava presente no filme original, devido a sua nova condição.
     Na parte técnica, destaca-se o trabalho de direção de arte, que não apenas reproduz com extrema competência os clássicos cenários do Hotel Overlook no climax da narrativa, mas concede personalidade aos principais ambientes da trama; reparem por exemplo como o quarto de Danny permanece um ambiente vazio e sombrio, mesmo depois de anos vivendo no lugar, denunciando a desconexão do personagem com o lugar onde vide, ou como o quarto de Abra é decorado com bonecas de super heroínas e guerreiras de mangá, refletindo não só a personalidade combativa da garota, que diferente de Danny aprecia os poderes de sua iluminação, mas suas figuras culturais de referência. Ainda é importante citar o trabalho dos Irmãos Newton na trilha sonora, que trabalharam em todos os projetos do diretor desde OUIJA: A ORIGEM DO MAL, que criam aqui uma trilha bastante funcional, que é eficiente sem chamar a atenção demais para si mesmo, além de darem uma bela repaginada para o clássico tema de O ILUMINADO feito  por Wendy Carlos E Rachel Elking em 1980
     Apesar de muitos acertos, o filme também dá as suas derrapadas. O filme utiliza a personagem de Andy Cascavel para nos dar o contexto do funcionamento do Verdadeiro Nó, o que é uma manobra didática, mas feita de forma natural, mas a personagem perde completamente a importância após o 1º ato, denunciando assim a sua função mecânica para o enredo. E se o climax no Hotel Overlook traz um arrepio na espinha dos fãs do filme de 1980, e traz vários momentos recompensadores (discordo daqueles que apontam que é puro fan service) é inegável que em seus minutos finais, que trazem o desfecho, esse 3º ato não apenas perde o foco da história que estava contando, como ai sim, nesses minutos finais entrega um fan service ao livro O ILUMINADO que narrativamente não faz muito sentido, o que por acontecer justamente na conclusão, acaba tendo um peso maior para o publico.
     Apesar desses deslizes, o saldo final de DOUTOR SONO ainda é muito positivo. Flanagan conseguiu ser extremamente respeitoso e reverente ao clássico de Kubrick, ao mesmo tempo em que inseriu muito da carga emocional que King sentiu falta no primeiro filme (e que vem do próprio trabalho de Flanagan como diretor, para quem conhece os seus filmes). Não vai ser um clássico como O ILUMINADO, e nem é tão aterrorizante quanto ele, mas não precisa ser. O filme é sim, uma continuação orgânica, que tem a coragem de seguir o próprio caminho (mas sem temer olhar para o passado) com personagens carismáticos, em uma obra que consegue apelar para a emoção do público. No fim, para um projeto que tinha muita chance de dar errado, Flanagan mandou muito bem, renovando o meu interesse por seus projetos futuros.
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    Big One reacted to Jorge Soto in John Wick: Parabellum   
    Após ser comparada com namorada de Keanu Reeves, Helen Mirren reage
    A atriz Helen Mirren (Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw) gostou de ser comparada com a artista plástica Alexandra Grant, nova namorada de Keanu Reeves.
    Em entrevista ao Entertainment Tonight, Helen Mirren, de 74 anos, disse que viu as brincadeiras dos fãs de Keanu Reeves nas redes sociais.
    “Eu vi isso. Eu considerei tudo muito lisonjeiro, porque ela é obviamente adorável”, disse a atriz.
    Ela também celebrou o novo relacionamento de Keanu Reeves e se disse feliz pelo amigo. Helen Mirren conhece Keanu Reeves há muitos anos, já que o astro participou de Advogado do Diabo (1997), que foi dirigido pelo marido dela, o cineasta Taylor Hackford.
    “Eu conheço o Keanu muito bem, ele fez um filme com o meu marido e é uma pessoa adorável, então ela é uma garota de sorte e tenho certeza que ele também é um cara de sorte”, disse a atriz.
    Esse é o primeiro relacionamento que Keanu Reeves assume nos últimos 20 anos. Alexandra Grant, namorada de 46 anos do astro, é escultora, pintora e artista plástica.
    O próximo filme de Keanu Reeves é Bill & Ted Face the Music, o terceiro da franquia. O longa está marcado para chegar em agosto de 2020. Já Helen Mirren deve aparecer em Velozes e Furiosos 9.

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    Big One reacted to primo in Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)   
    A mesma informações com outros detalhes:

    "Coringa" se tornou nesta semana o filme baseado em HQ mais lucrativo de todos os tempos, considerando a relação entre orçamento e lucro, segundo a Forbes. O marco de US$ 957 mi na bilheteria atingido esta semana é 15.3 vezes o custo do filme, de US$ 62.5 mi, de acordo com a revista. A Forbes não considera os valores de marketing e exibição. 
    Seguindo esse critério, superou o marco de "O Máscara", comédia com Jim Carrey que fez US$ 351 mi com orçamento de US$ 23 mi, até então o mais lucrativo. Na mesma lista estão "Venom" (854 mi com orçamento 90 mi), "Batman" (411 e orçamento 35), "Deadpool" (783 / 58) e "As tartarugas ninja" (200 / 13.5).
    A Forbes prevê que, ao ultrapassar US$ 1 bilhão, o que deve acontecer nas próximas semanas, será o filme mais barato a atingir o marco, logo acima de "Jurassic Park", que superou o bilhão com custo de US$ 63 mi. 
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    Big One reacted to Jorge Soto in The Batman (Matt Reeves - 25/06/2021)   
    O atleta Rigan Machado revelou que está treinando Robert Pattinson para o papel de Bruce Wayne em “The Batman”. Em uma foto compartilhada, os dois aparecem juntos no tatame de luta. “O Batman está chegando”, escreveu ele na legenda. Rigan é faixa-preta em Jiu Jitsu e já treinou outras celebridades, como Vin Diesel e Keanu Reeves. Nas fotos, temos Robert Pattinson e seu treinador testando diversos golpes de imobilização.


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    Big One reacted to Questão in Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)   
    Não tem problema nenhum ai. O Nolan fez três filmes e o Pinguim apareceu? O Charada apareceu? O Robin apareceu? (aquele arremedo que era o Gordon Levitt não conta).
     A Warner parece que não tá se preocupando nem um pouco com continuidade entre franquias, como a Marvel/Disney se preocupa. Basta perceber que esse Coringa surgiu "do nada também", e ao mesmo tempo que ele existe, a Arlequina da Margot Robbie existe também, ainda que a Warner não tenha intenção nenhuma de trazer o Leto de volta O próximo filme da Mulher Maravilha vai ignorar totalmente BVS e LIGA DA JUSTIÇA, e assim por diante.
    Então não vejo por que aparecer com um o Batman, "sem explica-lo" vai irritar o publico, até por o Batman já não precisa mais ser explicado. O próprio CORINGA acabou de fazer isso, BATMAN VS SUPERMAN fez isso tres anos atrás, GOTHAM fez isso na TV no ano anterior, e o Nolan dedicou um filme todo pra isso. Todo mundo tá careca de saber a origem do Batman.
    Então, duvido e faço pouco que o Batman do Reeves toque no assunto. Deve fazer uma menção breve ao assassinato dos Wayne como o trauma que gerou o Batman e era isso. E não tem nada confirmado ainda sobre se o filme do Reeves vai se passar nos anos 90, era apenas um rumor.
     
  25. Thanks
    Big One got a reaction from Questão in Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)   
    Ninguém seria louco de trazer um novo Coringa. O The Batman já está escalando  série de vilões, Charada, Pinguim, Mulher Gato entre outros. 
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