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Forum Cinema em Cena

cauchies

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Everything posted by cauchies

  1. Conhecendo sua capacidade de interpretação, só imagino como deve ser complicada...
  2. Caro Serge, No caso da Ultima Tentação de Cristo' date=' sim, mas chamar o Código de arte já é ofensa a Beethoven. Sim, certamente. Mas isso não acontece apenas com a religião. Por exemplo, o novo filme de Andy Garcia, foi rejeitado em diversos festivais porque mostrava Che Guevara como um assassíno frio e cruel, portanto, há "fundamentalistas imbecis" na política também, mas duvido muito que alguém vá chamá-los assim, pq a religião é vista como lavagem cerebral por definição. Isso sim é patético e desprezível.
  3. Caro Dook, Quando uma pessoa aceita uma religião' date=' e tem consciência da responsablidade do que isso implica, ela o está fazendo de livre e expontânea vontade. Portanto, se ela deixou de ver o filme por acreditar que ia para o inferno, algo que duvido muito que um padre tenha dito, ela continua exercendo sua liberdade de escolha. Se os padres tivessem tanto poder sobre seus fiéis, o pecado já teria sido abolido da face da terra, não? A liberdade é algo que vai diminuindo a medida que fazemos escolhas. Escolheu ser cristão tem que aceitar o céu e o inferno, simples. Tu nem percebes que me acusa de duas coisas, contraditórias, ao mesmo tempo? Ou, como posso ter a tendencia a querer tudo explicadinho e, ao mesmo tempo, a de jogar meu ponto de vista subjetivo em um conceito e ai o denegrir? No caso que cistaste eu já havia deixado claro meu conceito de boicote, então, portanto, o que Jailcante deveria fazer era: ou quesitonar meu conceito, ou me explicar por qual motivo, dentro do meu conceito, boicote não é liberdade de expressão. A razão pela qual pergunto as coisas é exatamente para não perder meu tempo discutindo duas coisas diferentes ao mesmo tempo, ou seja, quero saber se quando digo laranja o outro entende que falo da fruta e não da cor. Eu me esforço sim para entender. Tanto que entendi as implicações do teu conceito de fé melhor do que vc mesmo. Veja, em qualquer debate, é preciso ter certos critérios comuns e eles geralmente são os conceitos das coisas. Se tu queres afirmar que o céu é azul, precisas saber o que é ceu e o que é azul. Tu estavas a vociferar que o único motivo pela qual alguém poderia se sentir insultado com o filme era porque teve sua fé abalada, ora, nada mais justo do que eu perguntar teu conceito de fé. E tu falhaste miseravelmente em mostrar um conceito que pelo menos abarcasse tuas próprias afirmações. E isso ocorre exatamente porquê eu ajo como uma criança de 6 anos, sei que não sou dono de todos os conceitos e que eles precisam ser entendidos antes que eu possa opiniar sobre eles, já tu, homem experiente, domina-os todos a ponto de usá-los até para fazer afirmações onde eles falham. Não te preocupes; já sei: tu discordas e o motivo é auto-explicativo. E sigo rindo...
  4. Caro Serge, Como disse, sou contra a censura pelo estado. Penso que o erro de Zimbaldi não foi se sentir ofendido, mas sim pensar que, por causa disso, o estado deveria fazer algo; aliás, como disse em algum outro post por aqui, é um traço característico brasileiro.
  5. Caro Jailcante, Exercer a liberdade de expressão é babaquice por quê? Bitolar como? Certamente não é uma atitude similar. Comparação extremíssima, pois queimar um livro, não é a mesma coisa de deixar de lê-lo.
  6. Por que? Não dá para explicar; é auto-explicativo. Adorei isso, de verdade. Aprendi novos argumentos nesse forúm, como, "auto-explicativo" e "discordo". Imagino eu na aula, o professor falando dos efeitos dos analgésicos opióides, quando de repente me levanto com toda a majestade de meus 1,69 - perdoem-me, bebi umas taças de vinho além da conta - e protagonizo a seguinte cena: Eu fazendo pose desleixada usando bone virado e headfones (escutando, Beethoven - claro -, pois vulgaridade tem limites) - "Professor, muito bem explicado, mas discordo". O meu amado mestre, de terno e gravata e que provavelmente foi um burgês mimado responde: -"Ora pois, explique-se, então" Eu:-"Posso não professor, é auto-explicativo" Agora, falando com a máximo de seriedade que consigo chegar usando pijama e meio bêbado do vinho O boicote é o uso da liberdade humana de simplesmente não adquirir um determinado produto ou serviço. Obviamente se bem analizado, haverá vezes que ele pode ser danoso, pois é verdade que liberdade não é o bem supremo do ser humano, mas no caso de boicotar filmes, não há problema, pois o filme continuará a ser exibido e quem quiser verá. Bom para todo mundo, não? Desculpem-me por qualquer coisa, mas o vinho era bom. Eu sei Mister Ass, prometi não voltar...mas não resisto e a pergunta era boa..e dai veio o vinho e dai...
  7. Eu sei Mister Ass, tu me avisou... fui...
  8. Caro Serge, O que há de errado com o convite ao boicote? Só não vai quem não quiser. Quantos lugares comuns! Dá para explicar? Please...
  9. Caro Dook, Percebo agora por qual motivo tua fé é inabalável: quem não entende o que ocorre ao seu redor não se abala com nada mesmo. Uma daquelas confusões que me faz desconfiar que seja tu mesmo a amarrar teus tênis' date=' já que eu disse que se o crítico concorda com teus argumentos, ou melhor total falta, ou confusão dos poucos deles, teria a capacidade para o exercício de sua profissão altamente discutida. Note que disse profissão, e não que ele seria um imbecil, como aliás ele e tu adoram chamar os outros. E note que, então, não o critico como pessoa, nem o conheço, mas apenas como profissional e apenas se ele não souber raciocinar, como tu não o sabe. Porém, como tenho um certo conhecimento do trabalho do Pablo, a ponto de sempre lê-lo, tenho 99% de certeza que esse não é o caso. Mas, por favor, não responda a esta mensagem...deixe-me respondê-la para vc. ******************************** Desculpe, mas meus argumentos estão já esclarecidos em outras mensagens.
  10. Caro Dook, Sinceramente meu tempo é precioso e não vou mais perdê-lo contigo, pois está claro que tu não conheces o mínimo necessário para manter uma debate. É simples: há conclusões, que seguem de premissas e estas precisam, ou serem evidentes nelas mesmas, ou possuirem um nexo que transfira a evidência de outras que sejam evidentes nelas mesmas. Vamos, então, a uma análise dessa condição mínima de debate. Como toda tua tese é de que qualquer pessoa que se sinta ofendida com "O Código" teve sua fé abalada, precisamos analisar teu conceito de fé. Provar ou refutar algo é uma ação do intelecto' date=' então, afirmando que fé não tem relação com provar ou refutar exclui-se na hora a ação dele, porém, como o que pode variar entre inabalável e totalmente abalável é exatamente o intelecto, pois os sentimentos ou são ou não são - i.e., ou se gosta de alguém ou não se gosta -, tua definição simplesmente torna impossível que alguém possa ter a fé abalada, isto é, ou se tem 100% de fé, ou não se tem nada de fé, de acordo com o gosto do freguês. Conseqüentemente, ao afirmar que quem se sentiu ofendido com o filme foi porquê, e apenas porquê, teve sua fé abalada, sem ao menos ter um conceito de fé que de embasamento a essa afirmação, ou seja, que abarque a ação do intelecto nela, é, verdadeiramente, não saber do que se esta falando. Portanto, parei com essa perda de tempo e te deixo com teus "embasamentos" . Apenas mais alguns comentários: Irrelevante e infantil. Sofisma conhecido como "rótulo odioso". Vou comentá-lo apenas para esclarecer que ninguém nem de perto falou' date=' aqui, em liberdade de expressão. Mas apenas por Zimbaldi ser contra o aborto, já simpatizo com ele Ao associar os cristãos com mentiras, assassinatos, perseguições, conspirações, etc. Dook a não ser que tu, ou refaças teu conceito de fé, ou me explique por qual motivo a ofensa seja unicamente ligada a fé, me abstenho de responder qualquer comentário teu, porque não sou burguês, mas sou aristocrata e meu precioso tempo não pode ser desviado de minhas ocupações de alta cultura. Nota: eu, sinceramente, fiquei menos ofendido com o conteúdo do filme do que com a ruindade dele, mas respeito todo e qualquer cristão que tenha se sentido ofendido. Particularmente, penso que a forma com que a Opus Dei lidou com o caso foi a melhor de todas: convidando as pessoas a visitá-la, e verem por seus próprios olhos do que ela se trata. Espero de coração que mais e mais pessoas sejam convertidas ao cristianismo. Há, ainda, o fato do Pablo não ter respondido aos meus questionamentos. Posso pensar em 3 motivos: falta de tempo (totalmente compreensível), falta de interesse (o que também é compreensível, embora não muito educado por parte de quem mantenha um forúm exatamente para debate), ou acompanhou o debate entre mim e o Dook e concordava com este. Espero, sinceramente, que não seja a ultima opção, pois ela seria ultrajante para alguém que tem como profissão criticar qualquer coisa que seja. Aguardo, deitado, tomando um bom vinho e escutando as variações Goldberg, as respotas aos meus questionamentos iniciais.
  11. Caro Dook, Estava a escrever uma resposta, mas percebi que tu aumentaste em muito a gama de assuntos, os quais não vou me furtar de falar, mas antes vamos resolver umas coisas básicas. Primeiro tu fala delas, e só delas, please, e depois falamos do resto. E te lembro que concordar ou discordar não são argumentos. 1 - Alguém só pode se sentir ofendido por ter sua fé perturbada? Não pode ser simplesmente por ver algo que ama ser ridicularizado? E agir para proteger o que se ama de ser ridicularizado é ser imbecil? 2 - Como a fé de alguém pode ser abalada se o objeto a que ela se dirige não podendo ser provado' date=' também, conseqüentemente, não pode ser desprovado? Ou seja, quem ver o filme não pode ter sua fé abalada (de acordo com tua própria definição), pois nada nele provará que o que não pode ser provado é mentira - já que a fé está além da prova ou contra-prova e, assim, da mentira e da verdade -, mas, mesmo assim, tu pensas - e repete como um disco riscado - que todas as pessoas que se ofenderam com o filme tiveram sua fé abalada: arruma teus conceitos ai, porque não posso fazer isso toda hora. E,por favor, que a resposta não tem palavaras como mimadinho burguês, que demonstram total falta de classe. obs: Pequena aulinha de interpretação:
  12. Caro Dook, Qual seria esse conceito de fé? Note que' date=' como disse acima, ninguém falou em abalo de fé, apenas tu. Concordo contigo que as informações do livro não devem abalar a fé de ninguém, mas certamente são ofensivas. É importante que seja dito que há uma nota no começo do livro que diz ser tudo verdadeiro, e que a Sony se negou a colocar uma mensagem no começo do filme alertando que tudo é ficção. Não acredito em conspiração, mas acredito em falta de respeito. Não houve um só regime totalitário que não teve' date=' como uma de suas primeiras medidas, o controle sobre os artistas e suas obras, porque ninguém ignora o poder da ficção no imaginário das pessoas. O filme, e o livro, são, assim, propagandas anti-católicas fortíssimas, pois ao misturarem fatos verossímeis com fatos reais deixam no telespectador aquela sensação de não saber mais o que é e o que não é verdade. Há pessoas que vão querer saber mais e vão acabar descobrindo os erros e exageros do livro, mas sempre há aqueles, e são a maioria em nossos tempos anti-cristãos, que vão apenas colocar as informações dele em seu banco de "respostas aos fundamentalistas religioso", e, por isso, podem jamais abrir sua mente para a religião. Se tu és cristão mesmo, sabes que só há salvação através de Jesus, estou errado? Esse é metade do meu ponto. A outra metade é que se a religião prega algo e o fiel não o cumpre, então, ele deixa de ser fiel, isto é, suas ações não podem ser parâmetro para a medição do efeito da religião em sua na vida. Ele não pode ser. Ele é isso que falei acima.
  13. Caro Dook, Conceito que se não aplica no caso da religião, pois dizer que "(...)todo o fundamentalismo tende a uma absolutização do “eu”, do “ego” em detrimento do “outro”" é um afirmação absurda dentro do quadro de valores do cristianismo ou do islamismo, pois eles visam exatamente o contrário: uma absolutização de Deus em detrimento do eu. O fundamentalismo apenas visa, nesses casos, a volta às origens, isto é, aos documentos sagrados. O texto, esse que linkaste, aliás, poderia render boas análises (o mito da globalização americana, fundamentalismo de mercado - faz-me rir ), pois é bem fraquinho, mas estou sem tempo no momento e escrevo aqui agora apenas graças à insônia. Portanto, continuo divagando... cauchies2006-5-22 3:19:13
  14. Caro Pablo, Algo que' date=' ao contrário do que tu dizes, apenas piora o ataque ao cristianismo, pois vemos claramente que o herói, ao final, é totalmente convertido. Isso é apenas uma radicalização da idéia de Brown, pois, embora em momento algum do livro ou do filme seja dito, o final de ambos, implica em uma divinização do Santo Graal, como se ele tivesse uma essência divína; disto para a implicação que a sua, digamos, outra parte, também tenha essa essência divina, embora contradiga praticamente toda a teoria de Brown, é apenas um passo lógico. Aliás, este ponto é muita vezes usado pelos livros que "decodificam" o código. Porém, algo que me chamou a atenção é que ano passado tu fizeste todo um alarde sobre o suposto anti-semitismo de "A Paixão de Cristo"- algo que não deu em nada e era pura bobagem - agora, em um filme que é indiscutivelmente, sei como tu adorás esta palavra, anti-católico, onde nada de ruim acontece sem que haja, ou uma cruz, ou um padre, ou um frade, ou um crente, nada dizes? Faz-me divagar...
  15. Bom, vou postar uma crítica que escrevi sobre Casshern, porque adoraria ver outras Casshern: sobre nossa redenção? Falar sobre Casshern é difícil! Não sei nada de cultura japonesa, então, vou falar apenas das impressões que ficaram em minha alma. Visualmente falando o filme é lindo e, claro, revolucionário ao criar todos os cenários digitalmente; eu fiquei impressionado com o uso das cores com o propósito de ressaltar os sentimentos, como, por exemplo, no jardim da casa dos Azuma, que parece um sonho com cores vivas, alegres e luminosas, como se a luz divina estivesse sempre presente naquele lugar. É surpreendente perceber a espiritualização dos artistas japoneses: os filmes e jogos são sempre recheados por simbolismos religiosos, os quais não são adereços ao filme, mas parte importante de suas histórias. Muito diferente da cultura ocidental onde o simbolismo é sempre para rechear algo, e conseqüentemente falha, pois a cosmovisão religiosa engloba tudo e não o contrário. Casshern é recheado de intervenções divinas, seja lá que Deus seja esse, que têm pontos importantes na história. A crítica a política é forte, a alusão ao partido nazista é clara – em ambos os lados; aliás, algo interessante é a total falta de maniqueísmo. O filme, nesse ponto, é claro: somos todos imperfeitos e precisamos lutar para nos tornarmos pessoas melhores. Sem contar que me encheu de prazer, quase ao nível do orgasmo, ver um filme criticar o estado, e não as políticas deste, e a todos os homens que dizem ter a solução para todos os problemas. Esse ponto pode passar batido, pois podemos simplesmente culpar as políticas de um determinado governo, mas o problema é exatamente este: nós, e apenas nós, somos responsáveis pelas nossas vidas, e sempre que alguém tenta resolver ela para nós, e deixamos, pessoas morrem. A crítica não é feita ao belicismo, mas diretamente aos homens que querem ser os definidores do certo e do errado: isso vale para todos os políticos e não apenas para aqueles com que não concordamos. Em outras palavras, o filme faz afronta direta ao idealismo. Há, também, as personagens feminias que são mulheres de verdade, ou seja, que são vulneráveis exteriormente, mas interiormente são moralmente fortes e virtuosas. Longe daquele esteriótipo da mulher guerreira, masculinizado – tipo vulgar a lá Sex and the City - que só falta coçar o saco, se tivesse um, e arrotar. As personagens feminias desse filme são maravilhosas, e, como sempre deveriam ser, o centro moral de toda a história. Pela maioria das críticas que li muitos não entenderam o filme, eu me incluo entre eles. Mas acho que nosso erro é tentar entendê-lo a luz de nossa cultura que já apagou de nossa imaginação, mas não da realidade, as premissas básicas que criam o universo do filme, sendo a mais importante delas o fato de que Deus existe e, pior ainda, age diretamente sobre nossos destinos. Apenas o detalhe acima dá toda uma interpretação diferente para tudo que ocorre no filme, já que os neo-humanos foram trazidos por um motivo: trazer redenção aos humanos. Casshern tem várias críticas, mas, penso eu, que sua principal indagação é para com a nossa consciência: se Deus existisse, e resolvesse vir aqui buscar os justos, você estaria entre eles? Deixou-me certamente apreensivo.
  16. Caros Serge e Conde, Eu já tive esse debate com vcs no fórum antigo. Infelizmente por causa de um golpe do destino, e do reitor da minha faculdade, terei feriadão a começar por hoje! Portanto, estou indo para a praia onde espero ficar bem longe de computadores. Segunda-feira, prometo trabalhar melhor esse assunto. Nesse meio tempo não chorem muito de saudades. A todos uma feliz Ressureição!
  17. Mas o hq não me parece ser panfletário' date=' não posso dizer, pois não o li, porém a entrevista com o Moore mostra que sua idéia era deixar tudo ambíguo criando personagens em ambos os lados que tivessem profundidade. Se vc não enxergou, foi simplesmente porque não viu, pois está lá!
  18. Vcs já leram os motivos pelos quais Alan Moore pediu para ter seu nome retirado dos créditos? Exatamente, porque, ao recriar o universo de V como neoliberais X democratas americanos, eles transformaram a história em um panfleto que, como todo o panfleto, é simplesmente retórica tendenciosa. A crítica do Pablo é ainda mais panfletária! Para ler a entrevista aqui. http://www.comicon.com/thebeat/2006/03/a_for_alan_pt_1_the_a lan_moore.html É interessante notar que a luta do fascismo contra o anarquismo não é, como acredita Alan, entre dois extremos políticos absolutos, mas certamente gera na história uma universalidade que proporciona a ambiguidade moral que a enriquece. Mais uma vez Hollywood estraga tudo Abraços a todos...
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