Jump to content
Forum Cinema em Cena

Digger

Members
  • Content Count

    9
  • Joined

  • Last visited

  1. Pablo, você notou como Cristopher Nolan diferencia os ideais entre pai e filho naquela brilhante cena onde a figura paterna é introduzida no filme? "Não tem lugar para minhas idéias naquele cubículo" ou algo assim, o personagem diz, ao ser questionado que nunca gostou do próprio apartamento. Cobb se tornou um especialista em entrar na mente das pessoas. Já seu pai é mais interessado em trazer as idéias para o mundo real. É um filme tão cheio de momentos interessantíssimos. Não choro nos filmes mas eu também me arrepiei com este. E voltei a arrepiar ao lembrar que as cores do primeiro sonho que vemos são semelhantes às cores do hotel, por se tratarem do mesmo criador. Divido com você a opinião de que este é, até agora, o filme do ano (posição que para mim, ficava A Ilha do Medo).
  2. O problema é que o filme vai sair. Com a MGM devendo até as calças a gente não sabe quem será o novo diretor e quanto eles vão poder disponibilizar para fazer o filme, que é por natureza uma superprodução.
  3. Parabéns pela crítica, Pablo, mas discordo da nota dada ao filme. Concordo com você que Christoph Waltz foi o ator-destaque desta projeção, mais ainda que Brad Pitt que, mesmo sendo muito preciso com sua atuação, não tem muito espaço para atuação criativa, além de ser um personagem divertidíssimo e imponente ao mesmo tempo. Isso para um ator como ele é fácil. Já Waltz teve muito mais liberdade e usou isso muito bem, como por exemplo quando diz "bingo" como os americanos, mas demostrando felicidade quase infantil o fazer. Como um exímio professor gramatical dissesse uma gíria, para comunicar-se com jovens. O diretor também merece palmas por conduzir um personagem tão interessante. A própria cena do início do filme já nos apresenta como um personagem agradável, educado e gentil, pode nos deixar extremamente tensos, apenas pelo uniforme e pela expressão apreensiva do personagem que o contracena. Na verdade, a parte de abertura, me arrisco a dizer ser a melhor parte do filme, se não uma das melhores cenas de todos os seus filmes. Não só ela o resume, como mostra todo o talento do cineasta. O diálogo retórico de Landa justificando o assassinato dos judeus ao mesmo tempo que os reduz à pragas já nos diz que o nazista já sabia que os refugiados se escondiam sob o chão, e a tomada que mostra, Shoshanna correndo sob o solo, mostrando apenas seu vulto entre as gretas do chão demonstra a caça de gato e rato. A cena no pub subterrâneo foi longa, mas não me senti em momento algum impaciente ou distraído da narrativa. A cena em si pode ser dividida em partes. A parte da confraternização com os nazistas bêbados (achei muito interessante, por sinal, Tarantino ter trazido um nível de humanismo aos nazistas de menor escalão); o ato de desenvolvimento em que a atriz (não me lembro o nome) está compilando as informações com os outros; a briga do grupo com o bêbado e o tenso ato da discussão com o com o oficial que se mostra eximamente inteligente de forma inteligente; e por fim, o ato do duelo, juntamente com a negociação de Aldo com o nazista sobrevivente. Todas muito interessantes. O filme tem sim, diálogos demasiadamente longos (os diálogos de Tarantino nunca foram curtos, na verdade, apesar de se alongarem um pouco a cada filme), e uma ou duas cenas desnecessárias, mas o diretor novamente se mostra tão talentoso que consegue conduzir um ótimo filme dessa forma.Digger2009-10-12 00:19:00
  4. Quer dizer que você compararia Trovão Tropical com Apocalypse Now... Na minha opinião, ambos são bons, mas incomparáveis.
  5. Só uma opinião quase off topic: Eu não acho que Watchmen seja filme só para divertir. Ele carrega todo o peso da obra original. Meu estômago virou de cabeça para baixo quando vi ele pela primeira vez. Eu não tenho fobia de Michael Bay nem de outros diretores parecidos, apesar de concordar que estes têm um trabalho mais fácil e são mais aclamados popularmente que os diretores mais "sérios". Mas na verdade gosto muito de assistir estes filmes, e o faço constantemente. Michael Bay e, em menor escala, Stephen Sommers, são eficientes em seus propósitos, que é intreter e divertir. Eu ia dizer algo sobre o comentário do Greenwood, mas o Gustavo já disse o que eu ia dizer... smileys/11.gif" align="middle" /> Vale ressaltar também que esse tipo de filme, por terem orçamentos astronômicos, responde duramente aos executivos, que nada sabe de cinema. Com isso o filme deve ser não simples, mas quase idiota, uma gata, uma risada de vilão e um grito de "nãaaao" e ainda ter um gancho, mesmo que óbvio, para se o filme der lucro, eles poderem fazer mais um.Digger2009-08-10 15:37:34
  6. Pra mim Ep. VI fica logo abaixo do V e do III (talvez também do IV, até hoje não consigo me decidir quanto à isso). A última meia hora do filme é melhor que qualquer outro. Toda a luta do Luke com Vader me dá arrepios só de pensar. E a música de quando Luke se entrega à raiva por um instante e arranca à força a mão mecânica do pai? Inesquecível. Fico imaginando alguém que viu os episódios I ao VI e não como nós vimos. Esta vai pensar: "Ele vai ter o mesmo destino do pai!". Eu acho fácil ver os stormtroopers sendo derrotados por pedrinhas para entender o que tudo aquilo quiz dizer. Muita coisa realmente foi ambicioso demais para ser colocado em todos os filmes (até mesmo na nova trilogia) mas foram colocados assim mesmo. Por que assim é George Lucas e é por isso que eu respeito tanto ele como diretor.Digger2009-06-23 11:59:29
×
×
  • Create New...