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Forum Cinema em Cena

luccasf

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Everything posted by luccasf

  1. O Dudu tinha tudo para ganhar esse programa, fazendo esse papel de vítima, entretanto, ele não foi capaz de manter isso. Ele acabou piorando a imagem dele, e ficaria muito feliz de vê-lo sair. Não vai fazer falta alguma.
  2. Juntamente com "Sangue Negro", do Paul Thomas Anderson, essa produção dos Coen, é uma das minhas favoritas, analisando os últimos anos. Mesmo sem ganhar muitos prêmios, "Sangue Negro" é brilhante do começo ao fim, principalmente na atuação do Daniel Day-Lewis. Ainda vou escrever mais detalhadamente. Sobre o título, ficaria muito melhor se fosse "Onde os Velhos Não Têm Vez", ao meu ver, cara.
  3. Frenesi (Frenzy), de Alfred Hitchcock.
  4. Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men) Donos de uma singularidade inquestionável, os irmãos Coen nos entregam uma produção extremamente peculiar, e por conseguinte, essa marca registrada nos induz a mais um filme espetacular. Escrever sobre um longa-metragem já é uma tarefa difícil, entretanto, quando o filme analisado é dos irmãos Coen, o desafio toma proporções maiores, porque, entender as ligações e simbologias implícitas no roteiro, e até mesmo a forma no qual o mesmo é conduzido, é um páreo muito duro de vencer. Mesclando de forma gloriosa o drama e o suspense, os diretores nos presenteiam com um filme que traz consigo, experiências únicas para o espectador, oscilando da frustração à comoção. Mais uma vez, uma produção que faz o público refletir após o seu término, não se restringindo apenas à explosões, assassinatos e perseguições. Em outras palavras, "Onde os Fracos Não Têm Vez" é Coen puro. Cada filme chama atenção por determinado aspecto em especial, mas este, nos atrai por inúmeros. A premissa consiste numa reação em cadeia, partindo de um ponto inicial: a descoberta de um crime no oeste do Texas, onde um ex-combatente da guerra do Vietnã, encontra uma série de corpos, uma caminhonete com carregamento pesado de drogas e uma mala com 2 milhões de dólares. Como foi dito anteriormente, esses vestígios desse episódio do narcotráfico malsucedido, é marcado por uma reação em cadeia, envolvendo o próprio ex-soldado (Josh Brolin), um psicopata totalmente insano, brilhantemente interpretado pelo espanhol Javier Bardem, e um xerife (Tommy Lee Jones) que não consegue compreender as proporções que a criminalidade se encontra no momento, ao comparar com os últimos anos. Uma premissa muito bem explorada, que consegue alternar o predomínio dos gêneros, o suspense e o drama, com total eficiência. Um trabalho prodigioso realizado em cima dos personagens. No entanto, o que corrobora para essa ascendência no quesíto, são as atuações que se mostram o grande toque especial da produção. Javier Bardem molda um assassino frio, calculista, de poucas palavras, totalmente insensível ao sentimento alheio. A retórica do personagem, por mais escassa que seja, demonstra a sua insensatez a partir dos seus diálogos especialmente trabalhados pelos irmãos, a fim de expressar diversos sentimentos em uma mesma fala. Já o personagem do Tommy Lee Jones, representa o ideal da mudança de acordo com o meio. Os diretores conseguem desviar a atenção do público focada no ritmo alucinado das perseguições, para o confronto psicológico que este personagem vive. Um drama real que retrata o avanço da criminalidade numa terra onde a autoridade, principalmente, caso não esteja disposta a apostar a alma no ofício, não terá chance alguma. O título do filme resume a obra por inteiro, e ao término, o espectador nota como a experiência de quase duas horas, pode ser resumida em seis palavras, de forma bem elaborada: "Onde os Fracos Não Têm Vez". O roteiro, premiado no Oscar de 2008, demonstra a qualidade dos irmãos Coen numa adaptação. Seu desenvolvimento é ímpar e muito bem conduzido. Mais uma vez, o desfecho pode ser incompreendido por muitos, mas os diálogos são primordiais para o entendimento do mesmo. As metáforas ressaltam as mudanças do que era e do que é a criminalidade. Algo que tomou proporções incabíveis, e que representa o pensamento ideológico do personagem do Tommy Lee Jones. Impossível não assemelhar essa técnica com os diretores. Algumas sequências de cenas têm um visual belíssimo, mediante à uma fotografia salientada por um plano de fundo miraculoso, dando destaque para os primeiros minutos. As tomadas diurnas e noturnas enriquecem a atmosfera do filme. O jogo de luz é muito bem explorado no filme, principalmente por acrescentar, nas cenas de suspense, um toque claustrofóbico. Juntar um personagem cruel que por si só já transforma o clima em algo de caráter pesado, e adicionar boas técnicas para aprimorar as sequências, é ter a faca e o queijo na mão. Por fim, é notório o trabalho dos irmãos Coen, em explorar os dois gêneros e fazer com que cada um receba um desenvolvimento pleno e satisfatório. O dilema presente na introdução do filme, é trabalhado até o último minuto. Uma obra que não se restringe somente ao que o gênero oferece. "Onde os Fracos Não Têm Vez" vai além do que é premeditado pelo espectador. É com mais um grande trabalho, que os diretores expõem seus modos de fazer cinema e enchem os olhos dos amantes da sétima arte, de esperança. Esperança de ter profissionais que deixem de encarar o cinema de forma comercial. Além do mais, no mundo do cinema, enquanto houver grandes nomes, os fracos não terão vez. Nota: 9
  5. Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens) Depois de tantos anos, podemos afirmar, indiscutivelmente, que o romance escrito pelo irlandês Bram Stoker, "Dracula", foi uma das obras mais adaptadas da história da literatura mundial, dando destaque para o cinema e o teatro. Dentre todas essas realizações, podemos ressaltar uma que teve um nível de influência inconcebível no movimento expressionista alemão, e, por conseguinte, no mundo da sétima arte. O alemão Friedrich Wilhelm Murnau, conhecido por ser um dos grandes realizadores do cinema mudo e influente de certos movimentos cinematográficos como o Kammerspiel, que será abordado mais adiante, dirige no ano de 1922, uma adaptação independente do romance supracitado, mesmo não recebendo a autorização necessária, que, futuramente, faria com que diversos exemplares fossem destruídos. "Nosferatu", como é conhecido aqui no Brasil, retrata mais uma versão do ente mitológico que se alimenta do sangue de suas vítimas, mas, que nesse caso, é representado pelo tenebroso Conde Orlok. Essa produção dirigida pelo Murnau, não foi um marco para as ocasiões anteriormente citadas, apenas por causa da sua temática soturna, mas sim, pelo deslumbre cinematográfico dessa obra-prima. A aurora do gênero e do próprio cinema alemão. O cinema mudo por si só, não costuma agradar todos os amantes da sétima arte, entretanto, o conjunto dessa obra é miraculoso e chamativo. É nítido como o diretor trabalha com consciência em todos os quesítos da produção, nos presenteando com um dos melhores produtos possíveis. Como foi dito anteriormente, "Nosferatu" é uma adaptação independente do alemão, que retrata a estória do humilde agente imobiliário de Wisborg, que viaja para terras distantes, a fim de vender uma casa ao misterioso conde Orlok. No entanto, com o passar dos dias, o inocente agente percebe que esse seu cliente tem algumas peculiaridades macabras, que futuramente liberarão o terror incrustado naquela pavorosa criatura. Com toques de mestre, o diretor Friedrich Murnau dá vida à um dos maiores espetáculos do mundo da sétima arte, trazendo as tipicidades dos movimentos cinematográficos da época e fazendo com que o espectador tenha das mais diversas reações. Do medo ao gozo interior. Deslizando com a câmera por diversos cenários que enriquecem a fotografia, o diretor se aproveita do produto imagético, para trabalhar essa trama surreal. Além de conseguir construir o clima pesado da produção, principalmente com a trilha sonora que acompanha todas as cenas, variando sua melodia de acordo com a vontade do diretor em induzir o espectador ao medo, o roteiro se mostra um ponto forte, especialmente no ótimo desenvolvimento que o filme recebe, dando destaque para o trabalho em cima da destruição psicológica de cada personagem, que ocorre de forma gradativa. Mesmo com os diálogos escassos, notamos a presença do potencial das frases, principalmente na descrição da criatura. Em outras palavras, o Murnau é cauteloso em todos os sentidos possíveis, tentando manter um nível positivo em sua produção. A tensão que também cresce de forma gradativa, chega ao seu ápice no desfecho antológico que fecha com chave de ouro, entretanto, é válido dizer que não é o único momento memorável dessa obra-prima, muito pelo contrário. A estética do filme é marcante, e talvez, ainda seja o quesíto primordial para o seu reconhecimento contemporâneo, mediante à época no qual foi produzido. Além do trabalho de câmera espetacular, dando destaque para os bons enquadramentos e as tomadas que exploram a perspectiva na cena, devemos atribuir um peso extremamente significativo para a fotografia. A mesma é um fator extremamente relevante para a produção, principalmente por demonstrar a força do expressionismo alemão no cinema. Encarado como uma corrente cinematográfica que buscava distorcer a realidade e criar um mundo com base na visão do realizador, a essência do expressionismo alemão esta nítidamente presente em "Nosferatu". A própria aparência grotesca do vampiro milenar e a presença excessiva da dramaticidade por parte personagens, são fatores que fazem referência ao movimento supracitado. A iluminação que auxilia diretamente na filmagem, além de aprimorar a atmosfera lúgubre dos takes, também fecha o pacote das peculiaridades expressionistas. Por fim e não menos importante, especialmente pela influência do Murnau, podemos notar a tendência do Kammerspiel. Este, é um movimento secundário que valoriza os personagens e a suas respectivas influências na trama, deixando os diálogos em segundo plano, como mero coadjuvante. Por fim, notamos que "Nosferatu" é uma combinação de diversas características, principalmente as estéticas, que resultaram nessa obra-prima do cinema alemão. Fruto de um trabalho muito bem feito pelo diretor, "Nosferatu" ainda tem repercussão mundial, principalmente quando voltamos no tempo e começamos a analisar o crescimento dos gêneros cinematográficos, e todas as influências que estão presentes nos filmes antigos. De uma singularidade inquestionável, este, juntamente com "O Gabinete do Doutor Caligari", de Robert Wiene, é, sem dúvida, o grande nome do movimento expressionista alemão, conseguindo mostrar ao espectador, todas aquelas características presentes na literatura, só que no caso, projetadas no mundo da sétima arte. Combinação perfeita. Como citado no primeiro parágrafo, não é simplesmente um filme, mas sim, um deslumbre cinematográfico. Nota: 9,5 luccasf2010-11-08 21:39:04
  6. Olha, pra ser sincero, prefiro ouvir esse gênero musical, do que ficar vendo as pessoas andando na rua, com o celular na mão, com som alto, tocando algum funk que fala sobre traficante. Eu sentiria vergonha de fazer isso, sinceramente.
  7. Repulsa ao Sexo (Repulsion) Depois de receber boas críticas pela sua primeira produção, "A Faca na Água", o diretor Roman Polanski decide sair da Polônia, por motivos políticos, e vai até a Inglaterra, onde produz o primeiro filme da antológica "Trilogia do Apartamento". Formada por "Repulsa ao Sexo", "O Bebê de Rosemary" e "O Inquilino", a trilogia é extremamente reconhecida, dentro dos gêneros suspense/terror, principalmente, pela forma que o diretor perturba o espectador. No primeiro filme, "Repulsa ao Sexo", notamos a direção precisa e contundente do Polanski. Roteiro, atuação, fotografia, trilha sonora, enfim...todos os quesitos são bem trabalhados, e o produto não poderia ser outro, a não ser: sensacional. Deixando de lado os serial killers, fantasmas, espíritos, entre outros coadjuvantes que são responsáveis por acrescentar os traços do gênero na produção, Polanski nos entrega outra fonte de pavor: a degradação psicológica. Ainda considerado como um dos grandes filmes da sua filmografia, "Repulsa ao Sexo" consegue atordoar o espectador, ao mesmo tempo em que o atrai, cada vez mais, até o desfecho. A premissa se baseia na vida de Carol Ledoux (Catherine Deneuve), uma inocente menina que vive com a irmã, num apartamento, e que trabalha num salão de beleza perto de onde mora. No entanto, a dependência da irmã é colocada em risco, quando a mesma tem que viajar, e, por conseguinte, deixar Carol sozinha, por dias. Aos poucos, a inocente menina vai descobrindo outro lado da sua personalidade. Um lado extremamente obscuro, que vai trazer sensações e reações que ela nunca imaginou, dando destaque para a alucinação sem controle. De fato, uma viagem insana pela mente da protagonista, que resultou em um dos melhores filmes de terror psicológico, que já fizeram. Com um roteiro que consegue caminhar fora do convencional, Roman Polanski explora, de ponto a ponto, os traços que o enredo oferece. O primeiro ato, mesmo sendo lento, é fundamental para mostrar ao espectador, o caráter de cada personagem, e o modo no qual eles se comportam. A inocência de Carol Ledoux, brilhantemente interpretada pela Catherine Deneuve, é o ponto principal da trama. A protagonista representa a perfeição. Não tem relações amorosas, é perfeccionista, é correta, e, além disso, é muito bela, fisicamente. Não vemos defeito algum nela, durante o primeiro ato, e isso é brilhantemente programado pelo diretor, para o decorrer do desenvolvimento. Aos poucos, Polanski vai insinuando a degradação da personagem perfeita, a partir da essência sexual, de diversas formas possíveis. Quando Carol ouve sua irmã transando, a câmera se aproxima e foca no seu olhar. O olho é a janela da alma, e o enquadramento demonstra que a personagem fica inquieta, mediante à situação que a constrange. É a pureza lutando contra o desejo. Os takes curtos vão passando, e aos poucos, a face obscura de Carol começa a ser predominante. E justamente nesse ápice, que o trabalho de câmera é miraculoso. Além das diversas passagens subliminares, as lentes das câmeras registram, de perto, as alucinações da protagonista. Essa proximidade é extremamente proposital, e traz um efeito claustrofóbico, devido à limitação do enquadramento. Além disso, quando ela entra nesse estado de transe, Polanski faz questão de retirar a trilha sonora e deixa apenas o badalar dos sinos, ou o barulho do ponteiro do relógio. Enquanto Carol se contorce pelos impulsos sexuais, o espectador fica extremamente perturbado pela atmosfera criada. Imagem e som, causando um efeito surreal. Voltando para a outra parte da produção, a fotografia do Gilbert Taylor, que chegou a receber uma indicação no BAFTA, cria uma estética deslumbrante. Não digo isso apenas pelo fato de ser preto e branco, mas sim, pela utilização da iluminação em certas cenas, além de outras representações dignas dos elogios recebidos. As rachaduras nas paredes, as mãos saindo por todos os lados, ilustrando o desejo que tenta se aproximar de Carol, demonstram um trabalho consciente do diretor, em transformar um simples apartamento, num local onde o pecado fala mais alto. Juntamente com a fotografia, temos o belo trabalho do Chico Hamilton, com a trilha sonora. Gradativamente, a melodia suave vai se transformando em notas pesadas, que ilustram, em boa parte do filme, a mudança da protagonista, frente ao que acontecia. Um trabalho surpreendente. O diretor domina cada quesito, e consegue fazer com que cada um tenha um valor primordial sob o outro. Perturbador, intenso e envolvente. É difícil não ficar boquiaberto, frente ao produto de alto nível. Polanski começa muito bem a "Trilogia do Apartamento", e já demonstrava que não era um diretor qualquer. Singularidade e Roman Polanski caminham lado a lado. Nota: 8 luccasf2010-11-08 18:21:24
  8. Aviões do Forró É uma pena conviver com alguns infelizes, no segundo ano do ensino médio. Acabo de chegar na aula, às 7 da manhã, e já começo a ouvir esses sons nefastos. No final da semana, minha mãe quer saber o motivo por eu estar tão bravo. Preciso responder? Creio eu que não. Prefiro ouvir as 4 horas de "Cavalgada das Valquírias", do Richard Wagner.luccasf2010-11-08 18:26:17
  9. Túmulos e suas peculiaridades ESPÍRITA Volto já. INTERNAUTA www.aquijaz.com.br AGRÔNOMO Favor regar o solo com Neguvon. Evita Vermes. ALCOÓLATRA Enfim, sóbrio. ARQUEÓLOGO Enfim, fóssil. ASSISTENTE SOCIAL Alguém aí, me ajude! BROTHER Fui. CARTUNISTA Partiu sem deixar traços. DELEGADO Tá olhando o quê? Circulando, circulando... ECOLOGISTA Entrei em extinção. ENÓLOGO Cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma Formol e after tasting que denota presença de Microorganismos diversos. FUNCIONÁRIO PÚBLICO É no túmulo ao lado. GARANHÃO Rígido, como sempre. GAY Virei purpurina. HERÓI Corri para o lado errado. HIPOCONDRÍACO Eu não disse que estava doente?!?! HUMORISTA Isto não tem a menor graça. JANGADEIRO DIABÉTICO Foi doce morrer no mar. JUDEU O que vocês estão fazendo aqui? Quem está tomando Conta da lojinha? PESSIMISTA Aposto que está fazendo o maior frio no inferno. PSICANALISTA A eternidade não passa de um complexo de superioridade mal resolvido. SANITARISTA Sujou!!! SEX SYMBOL Agora, só a terra vai comer. VICIADO Enfim, pó!
  10. E eu ainda acho que o Dudu ganha. No começo, até ficava com pena dele, mas agora, já virou algo irritante e extremamente proposital.
  11. Harry Belafonte - Go Down Old Hannah "Oh, we call the sun ol' Hannah Blazing on my head Yes, we call the sun ol' Hannah And her hair is flamin' red."
  12. Festim Diabólico (Rope) Para compreender essa supremacia tão comentada em cima do cinema hitchcockiano, não é necessário muito esforço, pelo contrário. Basta apreciar algumas de suas grandes obras, como por exemplo: "Disque M para Matar", "Psicose", "Janela Indiscreta", e claro, o próprio "Festim Diabólico", considerado por muitos, sua obra-prima máxima. Compreender seu cinema é uma tarefa muito fácil ao comparar com a missão de eleger seu melhor filme. Ainda visto como um dos grandes ícones do cinema mundial, Alfred Hitchcock fez jus à todas as intitulações até então designadas para ele. Seu cinema magistral e peculiar, é um marco de refêrencia no mundo da sétima arte, e esta grande produção, como eu havia dito anteriormente, é uma das muitas que justificam todos esses elogios. Sente em seu sofá e deixe que o diretor o conduza numa das melhores tramas que o cinema já prestigiou. O mestre sempre demonstrou sua dominância em certos gêneros. O suspense não seria o que é hoje, sem todos os feitos do grande Alfred Hitchcock. Dono de técnicas miraculosas, o inglês conduz um dos melhores suspenses da história do cinema com um trabalho de câmera espetacular. Partindo de uma premissa adaptada de um caso real, o diretor nos mostra dois amigos que assassinam um terceiro, a fim de demonstrar sua superioridade mental meio aos seres inferiores. A intenção é de realizar um crime perfeito sem que ninguém descubra o que aconteceu. No entanto, para alimentar mais esse divertimento mórbido, os dois amigos realizam uma festa, onde a mesa de jantar é um baú onde se encontra o falecido. Agora, veremos, verdadeiramente, quem são os seres superiores. Uma das grandes marcas registradas de seus trabalhos, é o empenho na personalidade do elenco. Nenhum personagem está escalado apenas para cumprir roteiro sem exercer um peso significativo, muito pelo contrário. Cada um tem seu espaço e serve como pista para a solução dos mistérios. Veremos isso mais adiante. Como foi dito anteriormente, um dos grandes charmes de suas obras, é a filmagem. Isso não se mostra diferente nessa obra-prima. Utilizando as técnicas sensacionais já vistas em suas outras obras, o inglês conduz a câmera de forma incomparável. Na primeira cena do filme, já notamos suas peculiaridades quando a câmera foca num determinado ponto, esperando o suspense do espectador crescer gradativamente, principalmente quando o mesmo ouve um grito, sem ao menos saber de onde veio. Como é possível não se apaixonar por um cinema que te desafia e que te coloca como cúmplice? Com uma introdução de câmera que já demonstra como vai ser o banquete cinematográfico, Hitchcock atinge seu ápice no quesíto, ao decorrer do filme. As tomadas longas e bem editadas, causam a impressão de que o filme é feito num take só, sem quebrar o ritmo do suspense enclausurado em um único ambiente, e sem cair num clima monótono. Devido à sua genialidade com a câmera, o espectador fica em dúvida na hora de escolhar o grande atrativo do filme. No entanto, isso não é necessário. No cinema de Hitchcock, o conjunto é o prato principal. Genial, sem mais. Para acompanhar esse ritmo sublime das filmagens, nada melhor do que um elenco que consegue transmitir ao espectador, toda a atmosfera que circunda aquele local. Donos de personalidades fortes, soberbas e memoráveis, os personagens do inglês marcam seus filmes, onde dependendo da situação, todos podem ser os grandes protagonistas. Em "Festim Diabólico", notamos que a câmera alterna frequentemente de foco, cada momento em um personagem, cada vez ilustrando para o espectador, a intenção do mesmo estar escalado no filme. Os diálogos irônicos e bem construídos acabam aprimorando o trabalho dos atores, além de dar pistas sobre o mistério que testemunhamos. Em outras palavras, o espectador acaba se tornando uma peça do filme por saber de tudo, mas não consegue se expressar, mesmo vendo que o diretor induz os personagens com maestria. Obra-prima do mestre Hitchcock. Maldita redundância. Seu cinema influenciou e ainda influencia diversas obras contemporâneas, mas dificilmente vemos alguma produção que consegue dar toques extremamente semelhantes aos que eram dados pelo mestre. Além das técnicas que marcavam suas produções, Hitchcock buscava o perfeccionismo em todos os quesítos cinematográficos e por incrível que pareça, quando não conseguia, ficava muito perto disso. Devido à sua singularidade, seu cinema jamais terá um adversário no mesmo nível, jamais. Muitos profissionais podem tentar, entretanto, o patamar que o inglês se encontra é inalcançável. Pelo menos para nós humanos, afinal, como Nietzsche dizia, existe uma raça superior a nossa. A raça dos Super-Homens. A raça de Hitchcock. Nota: 10 luccasf2010-11-07 15:07:49
  13. Agradeço pelas dicas. Vou tentar encontrar os CD's, agora. Depois que eu comecei a frequentar os pequenos templos budistas, fiquei fascinado pela música, afinal de contas, a sinestesia caminha lado-a-lado dessa filosofia.
  14. Histórias Extraordinárias - Edgar Allan Poe Sempre gostei dos contos do escritor, entretanto, quando assisti "A Mansão do Terror", dirigido pelo Roger Corman, e estrelado pelo Vincent Price, que é baseado no conto "O Poço e o Pêndulo", senti uma vontade maior de terminar de ler os seus grandes contos. Recomendo o livro, porque reúne mais de 15, se não me engano. Para quem gosta de uma leitura do gênero, Poe é indispensável.luccasf2010-11-07 13:38:27
  15. Está acontecendo a mesma coisa que aconteceu com o Dudu. Também acho que ele não deveria falar dessa forma, porque não vejo motivos para ele ter essa postura. O Daniel faz o que o grupo faz. Se o Viola tratar bem a Janaina, ele vai fazer a mesma coisa.
  16. Jesus e a Sandália Três garotos jogavam bola na praia, - Pedro, Carlos e Jesus - quando a bola caiu em cima da árvore. Jesus disse: - Eu pego! Pedro, me da sua sandália. Quando Jesus subiu, anoiteceu e não dava pra ver nada lá em cima. Os dois garotos gritavam: - Desce daí, Jesus! Foi quando passou uma freira e disse: - Crianças, Jesus subiu pra nunca mais descer. E Pedro exclamou: - Filho da puta, levou minha sandália! --------------------------------------------------------------------------------------- Festa de Arromba O garotinho vira-se para a mãe e pergunta: — Manhêêê! — O que é, seu pentelh..., digo, meu querido? — Se você é branca e o papai é negro, por que é que eu fui nascer com cara de japonês? — Ih, meu filho! Se você soubesse de tudo que rolou na festa que você foi gerado, estaria agradecendo aos céus por não estar latindo nesse momento!luccasf2010-11-06 21:40:07
  17. Consegui ver na retrospectiva da semana, no dia da Roça. O Viola pegou pesado, sem dúvida alguma. Uma pessoa que realmente mudou muito, principalmente com a Janaina, é o Daniel. Não acho certo ele falando que ela deveria se tratar.
  18. Minha professora comentou sobre um novo programa, que passa na Fox Life. Para quem quiser maiores informações, segue o link: http://www.mundofox.com.br/br/videos/bills-holiday
  19. Ascensor para o Cadafalso (Ascenseur pour L'échafaud) Grande parte dos amantes da sétima arte sabe que o cinema francês passou por um período extremamente conturbado, durante e após o término da Segunda Guerra Mundial. No entanto, o que se encontrava em um péssimo estado, conseguiu se reerguer de forma magistral. Em meados da década de 60, jovens críticos de uma revista, se organizaram para mudar a concepção do cinema francês, que desagradava os conterrâneos. Eis que surge a Nouvelle Vague francesa, um dos principais movimentos do cinema mundial. Os grandes pioneiros: Jean-Luc Godard, Claude Chabrol, François Truffaut, entre outros, produziram grandes obras, que buscavam a fuga dos aspectos do cinema comercial. No entanto, como toda obra, temos os protagonistas e os coadjuvantes. Bem menos reconhecido que os realizadores supracitados, temos Louis Malle, um diretor que produziu o seu primeiro filme no ano de 1958, chamado "Ascensor para o Cadafalso". De fato, sua estreia passou bem despercebida, comparada com o alvoroço causado pelos primeiros filmes de Godard e Truffaut, "Acossado" e "Os Incompreendidos", respectivamente. "Ascensor para o Cadafalso" não é apenas um noir que funciona muito bem, mas é, também, um dos filmes que mais faz relação com as características peculiares da Nouvelle Vague francesa. As lentes da câmera de Malle estão focadas nos jovens. Os mesmos têm atitudes impensadas, e em momento algum, temem as consequências. Tudo na vida de um jovem é mais divertido, quando ele corre algum tipo de risco. Viver loucamente, desafiar os limites, e sempre experimentar coisas novas. É com base nessa questão, que, "Ascensor para o Cadafalso" retrata, por meio dos personagens mais novos, a ousadia dos pioneiros do movimento supracitado. Belíssima relação com a Nouvelle Vague. Pode ter passado despercebido, mas, sem dúvida alguma, "Ascensor para o Cadafalso" é um filme sensacional, que não se restringe apenas aos requisitos básicos do gênero. A premissa consiste num possível plano perfeito, elaborado por um casal - Jeanne Moreau e Maurice Ronet - que visa matar o dono de uma empresa. No entanto, o que havia sido planejado com muita precaução, acaba dando errado, quando dois jovens - Georges Poujouly e Yori Bertin - acabam atrapalhando uma das etapas do plano. O que seria um crime perfeito, acaba virando uma confusão indescritível. Resta agora saber as proporções que essa intervenção causou, e, obviamente, quem vai receber a culpa por todo esse alvoroço. O elenco agrada pelas atuações, dando destaque para a interpretação de Jeanne Moreau com os seus belíssimos diálogos. Em certos takes, a atriz caminha pelas ruas, ao som de uma ótima trilha sonora, sendo uma das grandes cenas marcantes da produção. Louis Malle dirige, com precisão, os estragos do efeito dominó presente no filme, resultando num produto tão bom quanto os outros que surgiriam, anos depois. O roteiro não falha, e todas as cenas são muito bem organizadas, entregando, de pouco em pouco, as pistas para os personagens. Como sabemos, muitos filmes entregam a resposta para o espectador, desde o começo, entretanto, isso não faz com que a atmosfera noir seja prejudicada, muito pelo contrário. O espectador, que segue de cúmplice, acaba sendo surpreendido com o belo desfecho, mesmo achando que sempre esteve no controle da produção. Justamente nesses momentos, que percebemos o trabalho consciente do diretor. Louis Malle desliza a câmera com perfeição, sempre encontrando os melhores enquadramentos. Estreante? Definitivamente, não parece. Para acompanhar o desenvolvimento da trama, somos presenteados com um agradável banquete visual e sonoro. Henri Decaë entrega uma belíssima fotografia para o filme. Nos takes noturnos, notamos a beleza dos ambientes urbanos, principalmente nas longas avenidas que costumam aparecer em boa parte dos filmes da Nouvelle Vague. São ambientes típicos, que realçam a formosura do país. Antes de falar sobre o próximo aspecto, gostaria de deixar bem claro que prefiro apreciar mais a fotografia, do que a trilha sonora. No entanto, temos Miles Davis cuidando desse quesíto, ou seja, o trabalho vai além das expectativas. São poucos os filmes que conseguem balancear tão bem a imagem e o som. "Ascensor para o Cadafalso" não foi feito sem ambição, de forma alguma. Agradável em tudo. A fase decadente do cinema francês foi superada pelos jovens cineastas. Louis Malle pode não ter recebido o mesmo crédito que os outros realizadores supracitados, entretanto, um estreante que dirige um filme como "Ascensor para o Cadafalso", definitivamente, merece o nosso respeito. Nota: 8luccasf2010-11-06 12:47:38
  20. Só não assisti um filme do Béla Tarr. "O Homem de Londres" é ótimo, mas preciso rever, para escrever as análises que costumo. Vou tentar fazer isso hoje, para, amanhã, no máximo, postar o texto. Considero o Béla Tarr como um dos melhores diretores contemporâneos, sem dúvida alguma, e quando comparei com o Tourneur, me referia apenas à estética, que, de fato, consegue trazer alguns traços semelhantes. Sim, assisti "Sátántangó", e, justamente por isso, digo que ele é um dos melhores. Uma obra brilhante do começo ao fim. Ainda não consegui escrever sobre ele, porque não é uma tarefa muito fácil. No entanto, ainda vou fazer. luccasf2010-11-06 12:35:58
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