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Forum Cinema em Cena

luccasf

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Everything posted by luccasf

  1. Também acho que o Mallandro não é favorito. Como estavam dizendo, creio que o Dudu vai chegar muito longe, assim como foi com o Dado. Eles vão ficar usando essa justificativa que o Dudu acabou com a harmonia, até quando? Sem sentido algum. Se eles prezam tanto a dignidade, a honestidade, por que ficam se escondendo atrás desse argumento? E sobre a Luiza, definitivamente, ela só está queimando o próprio filme. E sobre a próxima Roça, creio que o Dudu não vai. Caso ele seja o Fazendeiro da Semana, o Tico vai pra Roça. A Luiza está concorrendo pelo outro grupo, e, obviamente, vai mandar o dudu. Agora, sobre o Daniel, não tenho ideia. O grupo vai decidir por ele.
  2. Ascensor para o Cadafalso (Ascenseur pour L'échafaud) Grande parte dos amantes da sétima arte sabe que o cinema francês passou por um período extremamente conturbado, durante e após o término da Segunda Guerra Mundial. No entanto, o que se encontrava em um péssimo estado, conseguiu se reerguer de forma magistral. Em meados da década de 60, jovens críticos de uma revista, se organizaram para mudar a concepção do cinema francês, que desagradava os conterrâneos. Eis que surge a Nouvelle Vague francesa, um dos principais movimentos do cinema mundial. Os grandes pioneiros: Jean-Luc Godard, Claude Chabrol, François Truffaut, entre outros, produziram grandes obras, que buscavam a fuga dos aspectos do cinema comercial. No entanto, como toda obra, temos os protagonistas e os coadjuvantes. Bem menos reconhecido que os realizadores supracitados, temos Louis Malle, um diretor que produziu o seu primeiro filme no ano de 1958, chamado "Ascensor para o Cadafalso". De fato, sua estreia passou bem despercebida, comparada com o alvoroço causado pelos primeiros filmes de Godard e Truffaut, "Acossado" e "Os Incompreendidos", respectivamente. "Ascensor para o Cadafalso" não é apenas um noir que funciona muito bem, mas é, também, um dos filmes que mais faz relação com as características peculiares da Nouvelle Vague francesa. As lentes da câmera de Malle estão focadas nos jovens. Os mesmos têm atitudes impensadas, e em momento algum, temem as consequências. Tudo na vida de um jovem é mais divertido, quando ele corre algum tipo de risco. Viver loucamente, desafiar os limites, e sempre experimentar coisas novas. É com base nessa questão, que, "Ascensor para o Cadafalso" retrata, por meio dos personagens mais novos, a ousadia dos pioneiros do movimento supracitado. Belíssima relação com a Nouvelle Vague. Pode ter passado despercebido, mas, sem dúvida alguma, "Ascensor para o Cadafalso" é um filme sensacional, que não se restringe apenas aos requisitos básicos do gênero. A premissa consiste num possível plano perfeito, elaborado por um casal - Jeanne Moreau e Maurice Ronet - que visa matar o dono de uma empresa. No entanto, o que havia sido planejado com muita precaução, acaba dando errado, quando dois jovens - Georges Poujouly e Yori Bertin - acabam atrapalhando uma das etapas do plano. O que seria um crime perfeito, acaba virando uma confusão indescritível. Resta agora saber as proporções que essa intervenção causou, e, obviamente, quem vai receber a culpa por todo esse alvoroço. O elenco agrada pelas atuações, dando destaque para a interpretação de Jeanne Moreau com os seus belíssimos diálogos. Em certos takes, a atriz caminha pelas ruas, ao som de uma ótima trilha sonora, sendo uma das grandes cenas marcantes da produção. Louis Malle dirige, com precisão, os estragos do efeito dominó presente no filme, resultando num produto tão bom quanto os outros que surgiriam, anos depois. O roteiro não falha, e todas as cenas são muito bem organizadas, entregando, de pouco em pouco, as pistas para os personagens. Como sabemos, muitos filmes entregam a resposta para o espectador, desde o começo, entretanto, isso não faz com que a atmosfera noir seja prejudicada, muito pelo contrário. O espectador, que segue de cúmplice, acaba sendo surpreendido com o belo desfecho, mesmo achando que sempre esteve no controle da produção. Justamente nesses momentos, que percebemos o trabalho consciente do diretor. Louis Malle desliza a câmera com perfeição, sempre encontrando os melhores enquadramentos. Estreante? Definitivamente, não parece. Para acompanhar o desenvolvimento da trama, somos presenteados com um agradável banquete visual e sonoro. Henri Decaë entrega uma belíssima fotografia para o filme. Nos takes noturnos, notamos a beleza dos ambientes urbanos, principalmente nas longas avenidas que costumam aparecer em boa parte dos filmes da Nouvelle Vague. São ambientes típicos, que realçam a formosura do país. Antes de falar sobre o próximo aspecto, gostaria de deixar bem claro que prefiro apreciar mais a fotografia, do que a trilha sonora. No entanto, temos Miles Davis cuidando desse quesíto, ou seja, o trabalho vai além das expectativas. São poucos os filmes que conseguem balancear tão bem a imagem e o som. "Ascensor para o Cadafalso" não foi feito sem ambição, de forma alguma. Agradável em tudo. A fase decadente do cinema francês foi superada pelos jovens cineastas. Louis Malle pode não ter recebido o mesmo crédito que os outros realizadores supracitados, entretanto, um estreante que dirige um filme como "Ascensor para o Cadafalso", definitivamente, merece o nosso respeito. Nota: 8
  3. A Lenda dos Guardiões (Legend of the Guardians) É impossível não hesitar, sabendo que Zack Snyder dirigiu uma animação voltada para o público infantil. Depois do aclamado "Madrugada dos Mortos", remake de um dos grandes filmes do George Romero, e seu primeiro longa-metragem na direção, o americano partiu para uma temática mais épica, com o sanguinário "300". Três anos depois, o diretor conquistou boa parte do público, com a adaptação dos quadrinhos de "Watchmen", para daí então, chegar em "A Lenda dos Guardiões", uma animação baseada na série de livros "Guardians of Ga'Hoole", escrita por Kathryn Lasky. Visualmente, o produto é impressionante. Sem dúvida alguma, uma das animações mais belas que já fizeram, mas, infelizmente, a estória não se destacou da mesma forma, caindo no clichê. Zack Snyder estreia no gênero, entregando um enredo que ilustra a vida de Soren, uma coruja que sonha acordada, quando ouve seu pai contar sobre as estórias de guerra dos Guardiões de Ga'Hoole, um grupo de corujas justiceiras que enfrentaram diversos inimigos, no passado, salvando toda a raça das ameaças malignas. Kludd, irmão de Soren, sempre disse que isso nunca existiu, e que não passava de uma mera lenda. No entanto, essa frieza de Kludd acaba provocando um acidente entre os dois, fazendo com que ambos sejam raptados pelos Puros, raça que pretende dominar toda a espécie. Resta saber agora se os irmãos vão conseguir se salvar, ou se vão aceitar as ordens desses inimigos. O CGI é fantástico. Até mesmo os mais velhos sentiram a criança dentro de cada um, vibrar com a euforia descontrolada. Se funcionou com os mais velhos, fico imaginando a reação das crianças. Desde o começo, a animação trabalha com o protagonista de boa parte dos sonhos infantis; o herói. Soren representa a criança que não fica com os pés no chão, e prefere viver no mundo dos sonhos, mesmo quando não está dormindo. Toda essa atmosfera poderia ter agradado mais o espectador, independentemente da idade, caso não houvesse toda essa oscilação de caráter. Por vezes, o filme é mais infantil e não tem ambição de sair do convencional, ficando apenas no clichê que agrada as crianças, o do bem versus mau. Por outro lado, o terceito ato tem poucos diálogos, e as lutas acabam sendo o foco principal, esbanjando toda a qualidade dos efeitos especiais, mas não encantando tanto as crianças. Nessa divergência de representações, "A Lenda dos Guardiões" acaba pecando. O típico humor que é primordial nessas produções, mas que dificilmente vemos nas cenas dessa animação acaba sendo um dos grandes problemas. E justamente por isso, o espectador pode ficar incomodado com a seriedade do roteiro, levando em conta o clima fantasioso que abrange a produção. Ainda assim, Zack Snyder exerce uma boa direção, mesmo com alguns problemas. O americano transfere, com perfeição, a riqueza de detalhes do argumento original, para as telas do cinema. Deslumbrante em cada take. Das cenas tempestuosas, ao movimento das penas ao encontro da brisa. Um trabalho que enche os olhos de qualquer espectador. Mudança drástica na filmografia do diretor Zack Snyder, indiscutivelmente. Tenho certeza que boa parte dos espectadores vão ficar aguardando novas produções no mesmo estilo. Todos esperamos que o visual continue fascinando qualquer pessoa que sente na cadeira do cinema, e, principalmente, que o convencional seja driblado. Para quem nunca tratou as crianças como público-alvo, podemos dizer que o americano foi um bom marinheiro de primeira viagem. Fez o básico, e conseguiu agradar a maioria. Nota: 6luccasf2010-10-12 15:01:44
  4. É bom saber que estão prestigiando o trabalho do Padilha. Sem dúvida alguma, é um dos grandes nomes do nosso cinema, e depois desses dois filmes, já podemos aguardar boas obras, futuramente.
  5. The Time of My Life (Dirty Dancing) Um dos primeiros filmes do gênero que eu conferi. Eu tinha uns 8 anos, e minha avó sempre assistia. Minha mãe, obviamente, ficou apaixonada pela trilha sonora. Juntamente com "Hungry Eyes", é uma das minhas favoritas. Pra ser sincero, faz tempo que eu não assisto, mas pretendo conferir o quanto antes.luccasf2010-10-06 20:00:19
  6. Repulsa ao Sexo (Repulsion) Depois de receber boas críticas pela sua primeira produção, "A Faca na Água", o diretor Roman Polanski decide sair da Polônia, por motivos políticos, e vai até a Inglaterra, onde produz o primeiro filme da antológica "Trilogia do Apartamento". Formada por "Repulsa ao Sexo", "O Bebê de Rosemary" e "O Inquilino", a trilogia é extremamente reconhecida, dentro dos gêneros suspense/terror, principalmente, pela forma que o diretor perturba o espectador. No primeiro filme, "Repulsa ao Sexo", notamos a direção precisa e contundente do Polanski. Roteiro, atuação, fotografia, trilha sonora, enfim...todos os quesitos são bem trabalhados, e o produto não poderia ser outro, a não ser: sensacional. Deixando de lado os serial killers, fantasmas, espíritos, entre outros coadjuvantes que são responsáveis por acrescentar os traços do gênero na produção, Polanski nos entrega outra fonte de pavor: a degradação psicológica. Ainda considerado como um dos grandes filmes da sua filmografia, "Repulsa ao Sexo" consegue atordoar o espectador, ao mesmo tempo em que o atrai, cada vez mais, até o desfecho. A premissa se baseia na vida de Carol Ledoux (Catherine Deneuve), uma inocente menina que vive com a irmã, num apartamento, e que trabalha num salão de beleza perto de onde mora. No entanto, a dependência da irmã é colocada em risco, quando a mesma tem que viajar, e, por conseguinte, deixar Carol sozinha, por dias. Aos poucos, a inocente menina vai descobrindo outro lado da sua personalidade. Um lado extremamente obscuro, que vai trazer sensações e reações que ela nunca imaginou, dando destaque para a alucinação sem controle. De fato, uma viagem insana pela mente da protagonista, que resultou em um dos melhores filmes de terror psicológico, que já fizeram. Com um roteiro que consegue caminhar fora do convencional, Roman Polanski explora, de ponto a ponto, os traços que o enredo oferece. O primeiro ato, mesmo sendo lento, é fundamental para mostrar ao espectador, o caráter de cada personagem, e o modo no qual eles se comportam. A inocência de Carol Ledoux, brilhantemente interpretada pela Catherine Deneuve, é o ponto principal da trama. A protagonista representa a perfeição. Não tem relações amorosas, é perfeccionista, é correta, e, além disso, é muito bela, fisicamente. Não vemos defeito algum nela, durante o primeiro ato, e isso é brilhantemente programado pelo diretor, para o decorrer do desenvolvimento. Aos poucos, Polanski vai insinuando a degradação da personagem perfeita, a partir da essência sexual, de diversas formas possíveis. Quando Carol ouve sua irmã transando, a câmera se aproxima e foca no seu olhar. O olho é a janela da alma, e o enquadramento demonstra que a personagem fica inquieta, mediante à situação que a constrange. É a pureza lutando contra o desejo. Os takes curtos vão passando, e aos poucos, a face obscura de Carol começa a ser predominante. E justamente nesse ápice, que o trabalho de câmera é miraculoso. Além das diversas passagens subliminares, as lentes das câmeras registram, de perto, as alucinações da protagonista. Essa proximidade é extremamente proposital, e traz um efeito claustrofóbico, devido à limitação do enquadramento. Além disso, quando ela entra nesse estado de transe, Polanski faz questão de retirar a trilha sonora e deixa apenas o badalar dos sinos, ou o barulho do ponteiro do relógio. Enquanto Carol se contorce pelos impulsos sexuais, o espectador fica extremamente perturbado pela atmosfera criada. Imagem e som, causando um efeito surreal. Voltando para a outra parte da produção, a fotografia do Gilbert Taylor, que chegou a receber uma indicação no BAFTA, cria uma estética deslumbrante. Não digo isso apenas pelo fato de ser preto e branco, mas sim, pela utilização da iluminação em certas cenas, além de outras representações dignas dos elogios recebidos. As rachaduras nas paredes, as mãos saindo por todos os lados, ilustrando o desejo que tenta se aproximar de Carol, demonstram um trabalho consciente do diretor, em transformar um simples apartamento, num local onde o pecado fala mais alto. Juntamente com a fotografia, temos o belo trabalho do Chico Hamilton, com a trilha sonora. Gradativamente, a melodia suave vai se transformando em notas pesadas, que ilustram, em boa parte do filme, a mudança da protagonista, frente ao que acontecia. Um trabalho surpreendente. O diretor domina cada quesito, e consegue fazer com que cada um tenha um valor primordial sob o outro. Perturbador, intenso e envolvente. É difícil não ficar boquiaberto, frente ao produto de alto nível. Polanski começa muito bem a "Trilogia do Apartamento", e já demonstrava que não era um diretor qualquer. Singularidade e Roman Polanski caminham lado a lado. Nota: 8
  7. Que tipo de música vc faziam ? "Just Like a Heaven" - The Cure Então, como estávamos na quarta série, e nem todos faziam aula de música, tocávamos o básico. Eu lembro de: Capital Inicial, Skank, alguns trechos de Kiss, Metallica e Beatles. Como eu disse, nenhum tocava extremamente bem, por isso, era mais uma diversão descompromissada, do que qualquer coisa.
  8. Blur - 2 Song Uma das faixas que eu mais gosto. Eu lembro quando eu tinha uma banda, e todos eram fascinados pela música. Ficávamos tentando tocar, mas não resultava em nada, muito pelo contrário. Bons tempos. Felizmente, agora, prefiro ficar apenas ouvindo.luccasf2010-10-02 18:03:32
  9. Sem dúvida alguma, é uma das produções que eu mais aguardo, no momento. Estou bem curioso para saber o produto desse remake, nas mãos dos Coen. Sou suspeito para comentar as obras da filmografia dos irmãos, e depois de todos esses filmes, espero um ótimo filme, no mínimo. E claro, temos o Jeff Bridges no elenco, que, ao meu ver, já é mais um grande ponto positivo. Ansioso para conferir o remake do western dirigido pelo Henry Hathaway.luccasf2010-09-27 19:08:05
  10. City and Colour - Death of me Fazia tempo que eu não encontrava uma banda que me chamasse atenção, dessa forma. Estou procurando os outros CD's. Sempre comentaram comigo sobre Dallas Green, e agora eu entendo muito bem. Muito bom.
  11. Enfim, comprei o Steelbook tão sonhado. Fiquei um bom tempo sem fazer aquisições, e depois de ver essa belíssima edição em promoção, não pude resistir. Aguardo ansiosamente pela entrega.luccasf2010-09-21 19:40:56
  12. Apenas para ilustrar a letra da música que eu postei, páginas atrás: Será que tem gente que realmente se diverte? Rs
  13. Lobo Mau Eu sou o lobo mau, hau, hau Eu sou o lobo mau, hau, hau Eu sou o lobo mau, hau, hau Eu sou o lobo mau, hau, hau E o que você vai fazer, HAAAAAAA vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás Pra que você quer saber? Eu sou o lobo mau, hau, hau Eu sou o lobo mau, hau, hau Eu sou o lobo mau, hau, hau Eu sou o lobo mau E o que você vai fazer vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, Merenda boa, bem gostozinha quem preparou foi a vovozinha. êta danada, êta! Merenda boa, bem gostozinha quem preparou foi a danadinha êta danada, êta! vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer. ------------------------------------------------------------------------------------- Não sei nem o que dizer. Como vocês podem imaginar, essa música já virou sucesso e já estão fazendo em diversos ritmos musicais. Não que seja algo fora do comum, mas até a Sangalo está cantando essa música, em seus shows...luccasf2010-09-18 15:43:07
  14. Não sei se tem a tecnologia 3D, mas aquelas salas do Bradesco Prime custam uma fortuna. Nunca fui e não tenho interesse, entretanto, dizem que é ótimo. Fico tranquilo, além do mais, não preciso de tanto luxo para assistir um filme.
  15. Expresso Transiberiano (Transsiberian) Depois de um longo tempo fora, realizando alguns episódios para certos seriados, Brad Anderson retorna ao cinema com "Expresso Transiberiano", um suspense que é desenvolvido, em partes, sem muita dinâmica, onde o mesmo só começa a fluir bem, nos minutos finais. O americano demonstrou uma queda significativa na sua filmografia, principalmente depois do tão aclamado "O Operário". Sendo considerado um dos filmes mais fracos da sua pequena filmografia, Brad Anderson ainda tem os seus bons momentos na direção de "Expresso Transiberiano", mas torna a falhar em certos quesítos que serviram como impasse, para um produto final mais agradável, e de fato, tão bom quanto a sua produção anterior. O bom enredo consiste num casal americano - Woody Harrelson e Emily Mortimer - que decide viajar pelo famoso Expresso Transiberiano. Na mesma cabine, encontram dois misteriosos jovens - Kate Mara e Eduardo Noriega - que acabam ganhando a confiança dos ingênuos americanos. Com o passar do tempo, Jessie (Emily Mortimer) percebe que Carlos (Eduardo Noriega) não é apenas um viajante, mas sim, um rapaz que esconde um segredo marcante, que futuramente, resultará numa perseguição envolvendo, até mesmo, a polícia russa. Com uma temática que desloca o foco entre o suspense e o gênero policial, Brad Anderson tem, em mãos, a essência que gosta de trabalhar, e talvez por isso, o público esperasse um pouco mais da produção. O principal ponto negativo do filme, é o desenvolvimento do enredo. O primeiro ato do filme é lento, e por conseguinte, monótono. O diretor começa a transformar essa atmosfera em algo mais dinâmico, na metade do segundo ato, onde ele deixa de trabalhar em um mesmo local, no caso, dentro dos vagões, como em boa parte do filme, e torna a explorar o conflito, nas belíssimas locações européias. Não são todos os diretores que conseguem criar um bom ritmo, num mesmo ambiente. A filmagem fica extremamente limitada, entretanto, com bons enquadramentos acompanhando um roteiro bem escrito, é possível apresentar um trabalho digno ao público. No entanto, isso não aconteceu com "Expresso Transiberiano". O desfecho é precedido de breves perseguições, onde o espectador desfruta de alguns bons momentos. Tirando isso, nada muito imprevisível. Diferentemente da fórmula que costuma revelar o mistério nos últimos minutos, nessa produção do Brad Anderson, o espectador é mais um cúmplice, porque tem noção de todos os fatos e fica saboreando as desavenças dos personagens, em busca da verdade, até os minutos finais. A fórmula é interessante e funcionou muito bem nas mãos de certos realizadores, como por exemplo: Alfred Hitchcock, em "Festim Diabólico" e "Psicose". Enfim, se a direção do americano falhou nos aspectos citados no último parágrafo, por outro lado, juntamente com os profissionais responsáveis dessas áreas, o diretor conseguiu trazer uma boa estética para a produção. Com o sensacional plano de fundo que retrata o rigoroso inverno europeu, o americano traz uma tonalidade acinzentada, ao mesmo tempo que é suave, para o filme. Além disso, atribuo destaque para a fotografia e direção de arte, que em certas cenas, utilizam dos adereços e da iluminação, clara e/ou escura, para dar um toque mais dramático nos takes. O filme agrada muito, visualmente. Tenho pouco a concluir. Um suspense que fica discretamente acima da média. Com boas atuações, é um passatempo agradável, que tem os seus méritos, mesmo oscilando. Enfim, mais uma produção do diretor americano Brad Anderson, que volta, depois de 4 anos, ao cinema. Esperamos que suas futuras produções tragam algo a mais, ou que simplesmente tragam de volta, a essência tão cobiçada pelo público, desde "O Operário". Nota: 6
  16. O Pássaro das Plumas de Cristal - (L'uccello dalle piume di cristallo) Sendo o primeiro filme do italiano Dario Argento na direção, "O Pássaro das Plumas de Cristal" não marcou apenas a sua filmografia, mas também serviu como um dos grandes pioneiros para o subgênero cinematográfico que ganharia força na década de 70, o giallo. O mesmo recebera esse nome, devido a uma famosa série de livros sobre estórias policiais, que possuía uma capa amarelada. Com a produção de filmes que tratavam dessa temática, foi feita uma alusão com a série supracitada, tomando forma então, um dos subgêneros mais importantes da história do cinema. Como foi dito anteriormente, protagonizado por Dario Argento, o giallo influenciou diversas produções que foram feitas, anos depois. Franquias poderosas como: "Sexta Feira 13", "A Hora do Pesadelo", e até mesmo o clássico "Halloween", de John Carpenter, trouxeram vestígios da essência italiana. Podemos notar os traços peculiares dessa corrente cinematográfica, quando observamos produções que envolvem um serial killer, que tem a sua identidade omitida até os minutos finais, mas que aparece em certos enquadramentos, trajando roupas padrões, como por exemplo: luvas e casaco preto. O envolvimento policial é indispensável, juntamente com os típicos assassinatos cruéis, que são precedidos por perseguições claustrofóbicas. Todas essas características, com o tempo, foram adaptadas ao modo de se fazer cinema de cada realizador. Surge então, outro subgênero que derivou diretamente do giallo e que teve muita força na indústria americana, o slasher. Basicamente segue a mesma essência, e essa fórmula é ainda utilizada nos dias de hoje, agradando legiões de fãs apaixonados pelas franquias, ou até mesmo por certas produções que passaram despercebidas, décadas atrás. O gore, outro forte indicador desse subgênero, mais conhecido pela exacerbada violência gráfica, ainda tinha seus limites nessa primeira produção do diretor. Nada muito pesado, mas com indícios do que viria, futuramente. Trazendo todos os elementos comentados acima, o enredo de "O Pássaro das Plumas de Cristal" se concentra num jornalista que presencia o assassinato de uma mulher, por uma pessoa misteriosa, vestindo roupas pretas. Sem notar a verdadeira identidade do assassino, o jornalista acaba se complicando com a polícia, e resolve agir sozinho, a fim de descobrir o que realmente aconteceu naquela noite. O que ele não esperava, é que o seu envolvimento resultaria no fato de se tornar uma das próximas vítimas daquela figura nefasta. Dirigido de forma agradável e confiante pelo estreante Dario Argento, "O Pássaro das Plumas de Cristal" faz jus a sua influência dentro do mundo da sétima arte, e representa o primeiro filme da Trilogia Animal do italiano, que futuramente receberia duas outras partes: "O Gato de Nove-Caudas" e "Quatro Moscas no Veludo Cinza". Com um bom roteiro em mãos, e sabendo trabalhar com consciência em certos aspectos cinematográficos, Dario Argento demonstra muita qualidade na direção, mesmo sendo a sua estreia no cinema. Seus enquadramentos e a miraculosa fotografia de Vittorio Storaro, dando destaque para as cores contrastantes e a iluminação, que sempre são protagonistas em suas obras, e que dão maior deleite ao âmbito do filme, já serviam como prelúdio da sua brilhante filmografia. Para acompanhar esse belo banquete visual, temos o estupendo trabalho de Ennio Morricone com a lúgubre trilha sonora, que acompanha o desenvolvimento do conflito, até o inesperado desfecho. O mesmo representa outro ponto forte de suas produções, que resultaram até em intitulações como: Hitchcock italiano. Seu trabalho com afinco em cima dos personagens, por mais que algumas atuações ainda não sejam tão agradáveis, é um dos fatores que justificam essas comparações. Todo personagem é primordial para o bom andamento, e não estão lá apenas para cumprir roteiro. A tentativa de driblar o convencional, que é muito bem realizada nessa produção, exerce um peso extremamente significativo na qualidade do produto, e por conseguinte, no que foi estipulado anteriormente. É imprevisível, é bem trabalhado, é belo, é Argento. Acompanhar o seu trabalho desde o primeiro filme, é algo indispensável para compreender a sua singularidade. Mesmo não sendo perfeito na sua primeira viagem, Dario Argento já indicava o que estava por vir. Dono de uma estética que cresceu muito com o passar dos anos, o diretor nos presenteia com um giallo clássico. Assassinatos, perseguições e um ponto de interrogação que só vai ser solucionado nos últimos minutos. Essa é a fórmula do italiano, entretanto, em "O Pássaro das Plumas de Cristal", todas as doses estão moderadas. Um bom início que agradou boa parte do público. Mal sabíamos o que estava por vir. Bela surpresa. Nota: 7 luccasf2010-09-07 20:35:39
  17. Estou lendo Depois da Meia-Noite, da Diana Palmer. Me disseram que ela é um dos grandes expoentes da literatura contemporânea, entretanto, o pouco que eu já li, não fez jus aos elogios que ela costuma receber. Um romance tem que ser muito mais interessante, para realmente me interessar.
  18. Os Mercenários (The Expendables) Desde o momento em que essa produção começou a ganhar forma, pudemos notar que não seria um filme pretensioso, muito pelo contrário. A intenção do ator e diretor Sylvester Stallone, em reunir esse elenco cheio de figuras carimbadas, foi o de resgatar a essência do gênero, que teve o seu ápice nos anos 80, e que exerceu muita influência nos filmes que foram produzidos depois. Quando você faz uma seleção de algo, você prioriza o melhor. E essa foi a intenção do Stallone, ao convocar os atores: Steve Austin, Randy Couture, Dolph Lundgren, Jet Li, Jason Statham, Terry Crews, Mickey Rourke, Bruce Willis e até mesmo, o atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger. Nem todos são grandes expoentes no gênero, entretanto, de uma maneira, o diretor achou que estavam aptos a participar desse festim explosivo. Com isso, notamos que é uma obra que possui um público específico, entretanto, essa limitação não é motivo para amenizar o produto fraco dessa produção. Tiros, explosões e sangue. Fórmula simples que não requer muito esforço para levar o espectador ao cinema, principalmente se o mesmo for um grande amante do gênero. Com uma estória sem profundidade, retrada nas belas locações brasileiras, "Os Mercenários" é mais uma produção que não demonstra técnicas aprimoradas para enriquecer o gênero, mas sim, apenas as tipicidades presentes em qualquer filme de ação, mas claro, com doses especiais, devido a ilustre presença do elenco tão idolatrado por grande parte dos espectadores. A temática da produção se resume num grupo de mercenários que recebem uma missão para combater um ditador latino-americano. Com um plano de fundo acessível para Sylvester Stallone comandar uma carnificina de primeira qualidade, “Os Mercenários” acaba deixando a desejar na profundidade do roteiro, mas que realmente consegue trazer de volta a essência supracitada. No entanto, mesmo na década de 80, não notávamos uma qualidade significativa em boa parte dos filmes, por isso, conseguiram fazer o que havia sido proposto, com facilidade. Como foi dito anteriormente, o fato do roteiro ser extremamente raso, apenas confirma a fragilidade técnica da produção do filme, que obviamente, planejou uma boa diversão que levasse o espectador ao cinema. É interessante notar que os grandes amantes do gênero gostaram muito do que assistiram, além do mais, a produção tem todos os requisitos básicos para agradar, e para dar mais força ao âmbito do filme, temos o elenco. Peça-chave que diferenciou "Os Mercenários" de um filme comum de ação. Com cenas desnecessárias que estão presentes apenas para inserir mais alguns minutos a mais de pancadaria e tiroteio, notamos que não ocorre uma evolução significativa na estória. O roteiro rasteja, meio às explosões e cenas típicas, para entreter o espectador até o minuto final, sem necessariamente demonstrar qualidade. O que realmente está em jogo, é mostrar o produto desse encontro entre esses grandes nomes. E justamente por causa dessa tentativa exacerbada de agradar o espectador de acordo com a essência oitentista, que "Os Mercenários" não se torna um filme que agrada todos os tipos de público, mas sim, apenas os apaixonados pelo gênero, com algumas excessões, é claro. Outra tentativa de promover a obra, foi a de criar algo de caráter memorável, em certas cenas. Um bom exemplo, seria o tal encontro de Stallone, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger na igreja. Imagino que esses poucos minutos geraram êxtase em boa parte dos espectadores, principalmente por estarem acompanhados das típicas piadas infâmes presentes nos filmes que consagraram esses atores. Mesmo o público que não é tão apaixonado pelo universo criado pelo gênero, assim como eu, pôde desfrutar desse momento, mas não na mesma intensidade, além do mais, o filme tem um público específico e isso fica nítido desde o começo. Os diálogos fracos e os takes curtos que tentam oferecer maior dinamismo nas cenas, são elementos que já podemos premeditar. Se eu não soubesse o ano que esse filme foi feito, diria que é uma produção da época supracitada, sem dúvida alguma. O que era pra ser considerado como grande mérito, passou despercebido por boa parte dos espectadores, que apreciaram apenas mais um filme de ação, com um elenco diferente reunido. A brasileira Gisele Itié tem uma boa atuação, se destacando mais do que os outros, em algumas cenas. Sua presença não foi em vão, felizmente. Como diversão extremamente descompromissada, "Os Mercenários" cumpre o esperado. No entanto, o filme poderia ter aproveitado muito mais, principalmente certas peças do elenco, que foram escaladas apenas para fortificar o peso da produção. Mickey Rourke é um bom exemplo. Não esperava uma qualidade extremamente significativa, mas a falta de compromisso em tentar expandir o público-alvo, chega a incomodar. Com todas as peculiaridades possíveis presentes, o ator e diretor Sylvester Stallone perde a oportunidade de aprimorar o gênero, criando uma mera diversão. Com uma fórmula rudimentar, mas que funcionou mais uma vez, para alguns, "Os Mercenários" relembra a época e não passa disso. Que desperdício. Nota: 4,5
  19. The Strokes - Is This It Estava pesquisando sobre algumas bandas e as épocas nas quais elas cresceram significativamente, quando encontrei um pequeno trecho sobre esse CD da banda The Strokes. Comentaram que ele foi muito aclamado pelo público, e chegaram a dizer que foi a "salvação do rock". Fiquei bem curioso, confesso. Por isso, comecei a ouvir as músicas e gostei muito. Juntamente com os outros CD's que eu postei, este, entra pra ser mais um dos favoritos.
  20. Judas Priest - Painkiller Juntamente com alguns discos do Accept, este, é um dos meus favoritos. Comecei a ouvir algumas músicas do gênero, logo após conhecer essas bandas. Claro que não ouço com a mesma frequência, mas considero como um grande solavanco. Muito bom.
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