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Forum Cinema em Cena

SergioB.

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Everything posted by SergioB.

  1. A Netflix tem colocado todos os filmes do Michael Mann em seu catálogo ou é impressão? Seja como for, ontem "Miami Vice", de 2006, estava entre os top 10 mais assistidos no Brasil e...eu também não resisti. Nunca assisti a série, sei que o filme foi bem divisivo, mas eu sou do time que gosta. Não pela temática, que poderia ter sido melhor explorada, sobretudo se deixasse a todos mais claro: O continente Americano é, de cima a baixo, um continente unificado pelo tráfico. O filme mostra desde a nossa Tríplice Fonteira à Colômbia, a Cuba, Haiti, Miami...Se o roteiro quisesse dar um tom mais politizado, teria ficado mais importante... Porém, gente, tecnicamente, é um lindo trabalho. Que Fotografia (Dion Beebe) e que Montagem (William Goldenberg)! A Direção - câmera na mão - do Mann é muito boa também. E tem Gong Li com Colin Farrell, em boa química, mas, estranhamente, protegidos demais nas cenas de sexo. Elas, a meu ver, só pareceram quentes. Não mostram nada de mais. Assim como as de Jamie Foxx - realmente, meio desperdiçado - e Naomie Harris. Veria de novo. E veria de novo, de novo.
  2. De Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet, "Delicatessen", de 1991. Falar que o design é bonito é redundância. Tudo deles é incrível nesse particular. É uma comédia distópica muito estilosa, com um humor que me agrada bastante, muito nonsense. Fotografia de Darius Khondji, que não sei como, só tem até hoje uma indicação ao Oscar. Muitos planos-detalhes, muitos closes, muitos desenquadramentos... E como assistir a cena do banheiro e não se lembrar imediatamente da cópia 2.0 de "A Forma da Água"?
  3. Em 1946, em seu primeiro filme, O Maior de Todos ainda não era o maior de todos. Quando imaginaria que em um filme de Bergman haveria jovens dançando jazz? Já valeu por isso. "Crise" polariza campo e cidade, pobreza e dinheiro, castidade e lascívia, velhos e jovens, mãe biológica e mãe adotiva, do jeitinho que veremos em tantos folhetins de cinema e de televisão ao longo de nossas vidas. O filme é baseado em uma peça e está bem evidente que tem origem em um melodrama: com os personagens muito esteriotipados, bem marcados, inclusive há um (necessário para o público) final feliz. Porém, em meio ao comum, é perceptível o talento do diretor na encenação e nos enquadramentos.
  4. Peguei paixão pelo cinema de Alex Van Warmerdam e agora tá difícil parar... Continuando a saga pela sua filmografia, vem este "Borgman", de 2013. Um andarilho consegue se introduzir como empregado em uma linda casa modernista de uma família modelo da elite holandesa. Consegui imiscuir-se a função do antigo jardineiro, e inserir na casa outros companheiros, além de tornar a vida dos ricaços um inferno. Parece "Parasita"? Além do objetivo de criticar a elite do país, as similitudes param por aí. O filme é um conto dark. Pode-se intepretar que o personagem Borgman é como um diabo que entra na casa para instalar o caos, por pura diversão. A seu bel-prazer, conseguirá destruir tudo. Do jardim, ao relacionamento amoroso do casal, ao relacionamento deles com os filhos... É bastante críptico, tem muitas ideias loucas, que você fica se perguntando "por que isso?, por que aquilo?", mas tudo estranhamente funciona nesse filme. Não sou de alegorias, mas gostei.
  5. Homem que só me dá alegria: Elio Petri. Continuando a saga pelos seus filmes dos anos 1960, vem esse espetacular "Um Lugar Tranquilo no Campo", de 1968, estrelado por Franco Nero e Vanessa Redgrave, ambos lindíssimos, vindos de trabalhos consagrados como "Django" e "Blow-Up". O filme é um giallo comedido, ou um Terror leve, muito bem feito, muito criativo, e até mesmo, sexy. Um pintor em ascensão na carreira quer sair de Milão para trabalhar em paz e fugir do stress social, e descobre uma casa no campo para onde se muda. Só não imaginaria que o lugar é cheio de mistérios. Vanessa Redgrave é sua namorada e também uma ambiciosa agente. A busca dela pelo sucesso é a crítica social escondida, a demonização do capital, característica marcante do cinema político do diretor. Franco Nero é o ator protagonista, o homem atormentado da vez. Aqui, atormentado não pelo conflito social, mas perturbado por visões sobrenaturais. Há uma cena de sessão espírita tão boa quanto em "Os Outros". Montagem sensacional de Ruggero Mastroianni, irmão mais novo do grande ator. E a trilha, meus amigos? Ennio Morricone. Classe! Uma película que merece muito ser redescoberta. Em sua época, não passou batida: Urso de Prata em Berlim. Amei.
  6. "Um Crime Para Dois", comédia adquirida pela Netflix, com Issa Rae e um (inchado de suplemento!) Kumal Nanjiani formando um par amoroso. Tem uma ou duas piadas, sobre racismo, que são muito boas. Mas a história em si é bem fraquinha. Passatempo.
  7. Telecine Cult, com "8 1/2" nessa tarde de sábado. "N´um vou nem falar nada..." A ideia era só ver a parte de Saraghina dançando por dinheiro para os garotos, mas...É uma cena maravilhosa uma atrás da outra Que filme "cheio", centenas de cenários, de roupas, de personagens, falas & falas; contudo, metalinguisticamente "sem roteiro". Que beleza! Piero Gherardi, Oscar de Figurino. E o filme, Oscar de Filme Estrangeiro, em 1964. Deveria ter ganhado muito mais. "Se vocês lessem os embrulhos dos bombons, muitas ilusões seriam evitadas". Concordo!
  8. Então John David Washington vem como Lead, e não como Coadjuvante, como os Oscarmaníacos pensavam. Gostei bem desse trailer.
  9. O Caratê mal entrou nos Jogos Olimpicos, e já vai sair. Não estará presente em Paris 2024. Acho bem feito para a Federação Internacional do esporte, a WKF. Hoje eles simplesmente anunciaram que vai haver novas etapas de classificação em 2021, reabrindo o ranking, então quem eles tinham anunciado como "classificado para Tóquio", tchan tchan tchan, não estão mais. Uma decisão vergonhosa, revoltante! Envolve os patrocinadores dos atletas! Envolve as confederações, já que as vagas são do país! E eles vêm com essa palhaçada antiprofissional! Nosso Vinicius Figueira, que era um dos classsificados, terá que disputar as etapas, fazendo aquelas contas loucas para continuar à frente do egípcio.
  10. Continuando a saga dos filmes clássicos brasileitos, com o sucesso de bilheteria "A Dama do Lotação", de 1978. Por muitos anos encarado como um exemplo depreciativo de "Pornochanchada", hoje em dia, em cada revisita, seu vigor cinemático só aumenta. Principalmente, com a questão do estupro dentro do casamento. Falar disso antigamente seria inconcebível. A cena referida, em que se rasga o vestido de noiva, é belíssima: sensual, e, ao mesmo tempo, apavorante. Visto pelos olhos do neofeminismo, a mera interpretação da "sacanagem" dá lugar claro à vingança feminina. Não só Sônia Braga está ótima, como Nuno leal Maia também. Texto do Nelson Rodrigues, claro, adaptando seu conto jornalístico da série "A Vida Como Ela É", dos anos 1950-1960. Mas, convenhamos, deve ter uma pontinha de "A Bela da Tarde", sim. Não do filme, que é de 1967, mas do livro, de Josseph Kessel, que é de 1928. Neville de Almeida tem um olho muito bom para o cinema. A cena da grade funciona incrivelmente. Porém, dava pra cortar uma ou duas cenas do ciclo de traição. "A gente não sabe o lugar certo/ de colocar o desejo"
  11. "Oblómov", de Ivan Goncharóv. Um clássico da Literatura russa da era Czarista, no qual um proprietário rural, que passa seus dias de roupão sem fazer nada, precisará expurgar a letargia de toda uma vida ociosa, se quiser conhecer o amor. No fundo, é uma confrontação entre a estagnada Rússia daquela época e o acelerado desenvolvimento econômico dos vizinhos ocidentais.
  12. Sinceramente, se eu perguntar aos meus amigos que alegam gostar de cinema, "Quem foi Natalie Wood?", 9 em 10 não saberão dizer. É triste, é do correr do tempo. Talvez esse documentário da HBO possa atingir mais gente, e fazer a chamada "renovação de público". Uma carreira maravilhosa, de inúmeros sucessos, de inúmeros filmes icônicos. Minha performance favorita dela, penso, "Clamor do Sexo". "Natalie Wood: What Remains Behind", como arte de documentário, é banal, só entrevista e imagem de arquivo. Mas como foi feita pelas próprias filhas, há tanto material, tanta foto, tantos vídeos íntimos, tantas histórias saborosas sobre a antiga Hollywood, tantos depoimentos de astros do cinema, que torna-se uma experiência excelente, sobretudo para quem ama cinema, de fato. Quanto ao trágico fim da atriz, não há novidade. Christopher Walken, aliás, é o único que não presta um depoimento para o Documentário. Só Richard Wagner, quase 40 anos tendo de viver respondendo à ilações.
  13. Premiado na Un Certain Regard en Cannes 2019, "Uma Mulher Alta" saiu de lá bem cotado para entrar nos finalistas do Oscar, representando a Rússia, mas acabou parando entre os nove semifinalistas. É um filme sobre as chagas do pós-guerra na Rússia, e foi levemente inspirado no livro "A Guerra Não tem Rosto de Mulher". Tinha tudo pra eu gostar, mas acabei me decepcionando. O esquema de cores é lindo, verde e vermelho, e a história em si é bastante boa: Construir uma família possível. Da parte técnica, nada a reclamar. Porém o ritmo não me entreteve. É lento? É lento, estou acostumado, mas não é só isso...As cenas muitas vezes não se alinhavavam de um jeito que estamos acostumados...O resultado é críptico. Espero revê-lo em outra oportunidade.
  14. Um dos primeiros longas de Roberto Rossellini, gravado no meio da guerra, em 1942. Pela inexperiência, dou um enorme desconto. Porque "O Piloto Retorna" é péssimo. Um melodrama bobo, confuso, no qual o amor acontece num estalar de dedos. O filme vale-se de imagens aéreas de treinamento da Aeronáutica italiana, o que me pareceu, dada a época, subitamente...comprometededor?! Não entendi. Rossellini colaborou com o governo fascista a esse ponto, de usar algo dele em seu cinema?, me perguntei. Fiquei espantado. Fui investigar e aprendi que ele trabalhou como roteirista na estatal de cinema do governo fascista: a A.C.I, onde produziu seus três primeiros filmes , considerados hoje sua Trilogia de Guerra, ou Trilogia Fascista. Deixando a política, outro aspecto negativo: Os atores profissionais estão tão ruins que talvez tenha estimulado o diretor a usar mais não atores em seus projetos futuros, como Pai Histórico do Neorrealismo. Tudo mudaria poucos anos depois, na democracia, na pobreza pós-guerra, com "Roma, Cidade Aberta" - aquela coisa!!
  15. Fico contente que tenha te incentivado.
  16. Ontem à noite, no Telecine Cult... "O Anjo", de 2018, filme argentino, que conta a vida do maior serial Killer daquele país. A história é ótima, como sói acontece nesses casos policiais muito chamativos, mas, na vida real, foi um pouco diferente. Houve bastante liberdade aqui, principalmente ao realçarem o lado homoerótico dos personagens. O que importa é a FANTÁSTICA atuação de estreia de Lorenzo Ferro, como o jovem assaltante e assassino. Ele ganhou vários prêmios importantes nos circuitos de cinema latino-americanos. Embora quem chame gente ao cinema, seja o nome de Chino Darín, como seu comparsa. E a assinatura de Pedro Almodóvar, como produtor. Por detrás de tudo, uma crítica às prisões perpétuas na Argentina (sim, há esse tipo de pena por lá, e ninguém grita que a Argentina é antidemocrática, ou coisa parecida. No Brasil, é que somos supergenerosos, defendendo penas leves, levíssimas....), quando os réus condenados são muito jovens. Gostei demais.
  17. Sempre evitei esse filme por imaginar que mostraria o açoitamento brutal do cavalo, e, vocês já sabem, eu não consigo ver sofrimento animal. Porém, tomei coragem e encarei as quase 3 horas de "O Cavalo de Turim", e não me arrependi. Pelo contrário, achei belíssimo, e muito profundo. Pra começar, o famoso episódio do açoitamento do cavalo que comoveu Nietzsche e o levou a um ataque de loucura não está na tela, só é descrito pelo narrador no comecinho do filme. E depois o que encaramos? Eu jamais poderia imaginar...Encaramos o outro lado do episódio fático: O que teria acontecido ao cavalo e ao cocheiro? Como se nos registros da história do pensamento só tivesse ficado de importante o que aconteceu ao filósofo, mas, na vida real, também importa a vida do cocheiro e a vida do cavalo - o outro lado da linha, os pontos mais fracos da linha. Um roteiro fantástico, e com poucos diálogos. Não deve ter 2 páginas de linhas de fala. Mesmo assim, deu o seu recado. Com uma Fotografia belíssima, e uma Trilha Sonora lindíssima, acompanhamos a vida miserável do cocheiro e sua filha, instalados em uma choupana no meio do nada, onde o vento zune, ribomba. Os dois não têm divertimentos, não têm assuntos, não têm alegrias, só têm repetições: preocuparem-se diariamente com a saúde do cavalo já nas últimas; só comerem batatas quentes todos os dias; protegerem-se do frio cortando lenha para aquecer a casa... Este último filme do diretor húngaro Béla Taar, codirigido por Agnes Hranitzky, e que ganhou o Urso de Prata em Berlim 2011, é quase "A Gaia Ciência" filmado. Neste livro de Nietzsche, encontra-se pela primeira vez a ideia do Eterno Retorno. A recorrência dos eventos em nossas vidas é descrita pelo filósofo como algo horrível e paralisante - é o que vemos no filme o tempo todo, sobretudo em sua bela cena final! - e só haveria um meio de fugir desse sofrimento eterno: amando esse destino. Lindo!
  18. Tristeza. Grandessíssimo!
  19. Amo esse programa. A Viola Davis também gravou com eles!
  20. "Não vou nem falar nada..." Giallo + Slasher, é "Phenomena", de Dario Argento, em 1985, sintonizando sua maestria ao universo de terror americano dos anos 1980. Jennifer Connelly, aos 15 anos, uma promessa, atuando com destemor, intimorata, dizem que teve até uma parte do dedo decepada durante a animalesca cena final. Perfeita escolha de locações. Perfeita trilha: Motorhead e Iron Maiden. E perfeita direção. Um diretor que nunca precisou agradar aos mandantes do "bom gosto". Fez melhor, criou um novo gosto.
  21. "Blonde" ficaria para 2021, segundo a IndieWire. Adeus, indicação da Ana de Armas. "Da 5 Bloods" estrearia agora em junho na Netflix, já que não teve Cannes. "Soul" parece que é maravilhoso. Vou colocá-lo na minha lista de indicados em Roteiro Original. "Tenet" precisaria de pelo menos 80% das salas abertas nos Estado Unidos. Muito provável que adiem. Com isso, como num dominó, adia-se"Dune"?
  22. Eu amo Scooby-Doo desde criança, principalmente o melhor de todos "O Pequeno Scooby-Doo" - surreal e hilário, que ninguém fala. Às vezes, no final da noite, quando estou sem saco pra ver filme ou ler, ligo no Cartoon Netwoork só pra matar minha nostalgia. Mas nunca curti nenhuma das animações de longa-metragem. Esse "SCOOBY!", de 2020, foi disparado a que mais gostei. Sim, é verdade que foge da ideia base de "um mistério a ser resolvido" revelando um vilão ao final. Aqui, sabemos desde o meio do filme quem é vilão. E, sem dar muito spoiler, achei no mínimo curioso esse cruzamento de universos Hanna-Barbera. A animação, em si, é linda, muito colorida, com boas saídas técnicas, os cabelos e os rostos da turminha Mystery Inc. são uma perfeição...Adorei a trilha sonora também. Gostei muito.
  23. Depois de assistir a "If...." tive de ver o média-metragem, seu pai espiritual, o francês "Zéro de Conduite"/ Zero de Conduta, de 1933, do francês Jean Vigo. Muito legal ver como produções tão antigas ainda continuam inspiradoras ainda hoje. Um anão de bigode (parecido nesse aspecto às crianças) interpretando o diretor do colégio é uma ótima sacada. Deu um toque surreal, e espirituoso ao mesmo tempo. O filme inglês desenvolveu e ampliou completamente a ideia do filme francês: das peripécias entre colegas na hora de dormir, à reclamação da comida; à recreação pela ginástica; à preopacupação excessiva com o comportamento em detrimento do estudo em si; até finalmente à revolta estudantil nos telhados. Um clássico do cinema francês.
  24. Vi pela primeira vez o celebrado "If....", filme inglês, de 1968, sempre na lista dos melhores filmes da ilha de Albion, e um filme ícone do chamado Movimento New British Wave, e que, numa coincidência histórica, calhou de vir à lume bem na época de Maio de 1968, quando, tanto na vida real, como no filme em questão, há um levante de estudantes contra o sistema estudantil conservador. Outra marca na cultura é ser a estreia cinematográfica de Malcolm McDowell, aqui excelente. Dizem que Kubrick ficou louco quando viu a atuação. Com seus olhar marcante, ao mesmo tempo mau, perturbado, e sexy, o futuro Alex de "Laranja Mecânica" estava mais que escolhido. Seu "Physique du rôle" realmente casou bem com o personagem: um aluno contestador, revoltado, desafiador do caretismo da escola. O filme é muito aclamado, mas tem tantas coisas nada a ver...Sem qualquer lógica, a Fotografia muda de colorido para preto-e-branco; introduz-se uma personagem feminina ao acaso; e a cena final parece que teve medo de abraçar a violência. Não deveria. Esperava mais.
  25. "Uma Mulher, uma Arma, e uma Loja de Macarrão" , de 2009, é uma comédia pastelona de Zhang Yimou, que levou a trama de "Gosto de Sangue" dos irmãos Coen para a China antiga. O apuro visual costumeiro dos filmes de Yimou está presente, mas aqui a serviço da comédia. Por vezes, notadamente até os primerios 30 minutos, me senti vendo uma espécie de "O Auto da Compadecida", com suas traições de casamento, seus personagens humildes ou comerciantes sovinas. Uma pena que o restante do filme não funcionou. Os atores não seguraram. Filme mais fraco que já vi dele.
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