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Forum Cinema em Cena

Noonan

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Everything posted by Noonan

  1. Na verdade pra cá virão as versões estendidas mesmo, já que vão separar os dois.
  2. Big, veja direto pelo Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=J_hYs1jBy8Y
  3. Todos os Fogos o Fogo, do Julio Cortázar. O primeiro conto, A Autoestrada do Sul, é absurdo de tão bom.
  4. György Ligeti conta como compositor contemporâneo?
  5. Internetês é uma merda.
  6. Dando um up... Sem ordem de preferência: Shine On You Crazy Diamond - Pink Floyd L'Estasi dell'Oro - Ennio Morricone With a Little Help from My Friends - Beatles 9.ª Sinfonia - Ludwig van Beethoven Stairway to Heaven - Led Zeppelin My Way - Frank Sinatra Have You Ever Seen the Rain? - Creedence For Phoebe Still a Baby - Cocteau Twins Are You Lonesome Tonight? - Elvis Presley Let There Be More Light - Pink Floyd
  7. Lá vou eu me meter onde não devo, hauahuahua… E já vou avisando que vou repetir a palavra “história” um monte de vezes.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /> Bom, a minha visão é que a forma de contar uma história modifica a própria história. Não existe filme que traga uma história “pura”; o que vemos na tela é a visão do diretor (ou da equipe, que seja) a respeito dela, transmitida a nós através de imagens e sons (diálogos incluídos aí, embora não sejam imprescindíveis). Dessa maneira, considerando que a imagem e o som não só são o meio pelo qual a história chega ao espectador como também são elementos transformadores dela, na minha opinião a narrativa (que é exatamente a palavra que designa “a forma de contar a história”) é sim mais importante que a história em si. O que exatamente eu quero dizer? Imaginemos que Kubrick fosse dirigir Dogville, usando o mesmo roteiro que o Lars von Trier usou e sem ter visto a versão deste, para evitar influências. Creio que todos concordam que teríamos um filme radicalmente diferente, tanto na forma quanto no conteúdo, pois a forma modifica o conteúdo. Será que os dois filmes suportariam interpretações idênticas? Creio que não. Isso não significa que eu sou a favor de que se mande o conteúdo às favas, ou que eu ache que o conteúdo pode ser qualquer porcaria se a forma for boa (embora, sim, uma narrativa muito boa possa transformar para melhor uma história ruim, medíocre, etc.). Apenas quero dizer que há filmes em que a forma é tão, mas tão importante, que ela acaba se tornando parte do conteúdo, recebendo por isso ênfase total. 2001 é um bom exemplo disso, na minha opinião. A narrativa usada por Kubrick — baseada essencialmente em sentimentos/intuição e não na razão (como já foi dito várias vezes, é um filme para ser absorvido, não entendido) — interfere no conteúdo e o modifica de maneira tão drástica que o filme não faria o menor sentido sem ela. Outro exemplo é Herói (que suscitou uma discussão parecida há algum tempo, porém com um desenrolar meio infeliz): Yimou poderia ter ido direto ao ponto e mostrado apenas a versão final da história, sem os dois flashbacks “falsos” que ocupam a primeira metade do filme. Ignorando aspectos como a duração do filme, pergunto: seria a mesma coisa? Ou ainda, caso o diretor tivesse optado por manter as duas primeiras versões, mas sem a identificação visual… quem gosta do filme pode dar certeza de que gostaria tanto quanto agora? Será que Dogville seria a mesma coisa caso tivesse cenários? O filme do Von Trier é um caso interessante, a propósito. A forma modifica o conteúdo de maneira bem radical (a ausência de cenários, fator que não pode de maneira nenhuma ser desconsiderado numa análise do filme, é um elemento da narrativa, e não da história), mas ao mesmo tempo o diretor se esforça por diminuir a influência dela em outros aspectos. Se se escrevesse um livro a partir do filme, muitas idéias seriam preservadas, embora as idéias despertadas pelo elemento quase minimalista da inexistência de cenários fossem se perder. Já no caso de 2001, é só ler o livro de Arthur Clarke para ver que as diferenças em relação ao filme vão muito além do planeta-destino da viagem. Não estou falando de fidelidade aqui, não é isso; é apenas mais uma mostra de como a forma (determinada pelo autor) modifica o conteúdo, uma vez que Clarke e Kubrick partiram da mesma idéia principal. Talvez tudo o que escrevi não tenha ficado claro; relendo, acho que não ficou mesmo. Enfim, o que estou dizendo é que não se deve nunca tentar encaixar filmes num modelo preestabelecido que dita que todo filme deve necessariamente contar uma história e que essa história é o elemento principal; “o filme é visualmente estonteante, uma experiência sensorial mesmo, mas a história é simplória, então ele é ruim”. Isso é algo que se deve evitar. (Um pensamento final relacionado e ao mesmo tempo não relacionado com o assunto: e isso que estamos falando de filmes que trazem uma história, o que não é de maneira alguma obrigatório. Há uma visão bastante difundida de que, se não conta uma história, não é filme; como ficam obras como Um Cão Andaluz nessa?) Noonan2007-07-23 19:30:08
  8. Mas o próprio conceito de diversão é relativo. Afinal, o que é diversão? Como se define diversão? Como se mede o nível de divertimento proporcionado por um filme? O grande problema é que parece terem esquecido que não há uma maneira objetiva de se definir diversão. E há um conceito, não só aceito como também considerado absoluto por muita gente, de que para se divertir no cinema é estritamente necessário que o filme tenha explosões, lutas e dezenas de piadas. Esse conceito - do qual discordo - acabou se tornando tão aceito que levou ao surgimento dessa conversa de "diversão com ou sem inteligência", empregada como se fosse um sinônimo de "cenas de ação/comédia com ou sem inteligência". E isso, para mim, é uma grande besteira. Ora, quem disse que eu não posso me divertir vendo um filme de arte "lento e cheio de diálogos", como o Mad Tiger citou? Quem estabeleceu que um filme lento e cheio de diálogos é necessariamente não-divertido? Para mim, diversão abrange tanto me esbaldar em cenas de ação fascinantes e torcer pelos mocinhos numa história típica do bem contra o mal, como O Senhor dos Anéis, por exemplo, quanto me entregar a uma reflexão mais profunda proposta pelo filme a que estou assistindo. Se eu me ver envolvido por duas, três horas, em suma, se eu GOSTAR do filme, irei considerá-lo divertido, seja ele Star Wars ou 2001: Uma Odisséia no Espaço (com o qual me divirto muito, aliás - e é um filme lento e quase sem diálogos).
  9. Assim como também é problemático dizer que quem não gostou é pseudo-intelectual, mal-humorado, mal-amado, rancoroso... Se está havendo desrespeito para com a opinião alheia, é dos dois lados, tanto aqui quanto no outro tópico.
  10. Noonan

    Dia Mundial do Rock

    Nem sabia também, mas, coincidência ou não, passei o dia todo ouvindo Beatles.
  11. Ok, se você não se incomoda, qual a necessidade do redundante complemento "na minha opinião"? O post do Carioca resumiu bem essa questão. Enfim, se você acha mesmo que existe essa postura de se achar o dono da verdade nesse fórum, devia ler mais tópicos por aí... Lembra do Katsushiro?
  12. Não, essa frase não deveria estar no final de cada frase de cada um de nós aqui porque é ÓBVIO que tudo o que falamos aqui são opiniões pessoais e nada além disso. Se eu falo "O filme X é uma bosta", é lógico que é minha opinião. Está subentendido. Dizer "O filme é um lixo na minha opinião" é praticamente uma redundância. A menos que você não suporte que haja pessoas que não gostam de um filme de que você gosta. Com relação a Grindhouse, ainda nem vi, apesar de tê-lo aqui, mas gostaria de conhecer esse método revolucionário para se elogiar/detonar um filme vendo apenas uma imagem dele. Sério, eu me realizaria com isso, nunca mais gastaria dinheiro com filmes. É só ir no IMDb e pagar todos os meus pecados cinematográficos. E, por fim, é engraçado que os usuários que mais reclamam de não ter as opiniões respeitadas e blábláblá são exatamente os que classificam todo mundo que discorda deles de (pseudo-) intelectual.Noonan2007-07-09 16:53:31
  13. Ele se referia à sua saída inicialmente misteriosa da moderação. Acho.
  14. Eu queria que o meu fosse 2 ou 1, mas é 3.
  15. Hm... qual será o preço desse livro?
  16. Irei rever ambos os filme hoje.
  17. Mas sempre é mantido algo da obra original, e isso é mais uma questão financeira do que propriamente criativa: se o diretor vai alterar tanto a obra a ponto de ela se tornar irreconhecível, ele não estará adaptando, e sim tendo uma idéia a partir dela... e, portanto, será desnecessário comprar os direitos de adaptação. O Iluminado de Kubrick É uma adaptação do livro de King, apesar das várias mudanças; o mesmo vale para Dr. Fantástico, do Kubrick também, ou para o Drácula de Francis Ford Coppola. E mesmo para Nosferatu, do Murnau.
  18. E não só isso. O diretor é o AUTOR do filme (não importa se baseado ou não em alguma coisa) e, como tal, tem o completo direito de fazê-lo como der na sua telha. Se o Nolan fizesse o Batman usar um uniforme rosa e isso funcionasse na tela, por mim estaria ótimo.
  19. "Pisarem nele". [emoticon rolando de rir]
  20. Vi o primeiro episódio de Moonlight Mile. Ótimo traço, animação muito boa, mas hoje em dia nem se deve perder muito tempo falando da qualidade técnica dos animes. De resto, bem normalzinho; verei o segundo e, dependendo dele, decido se continuarei a série. Primeiro do Darker than Black, também. Depois do mediano Moonlight, fica difícil não considerar esse aqui muito bom. Vamos ver.Noonan2007-06-08 21:18:53
  21. Saída diretamente do cCc:
  22. Ergo Proxy (2006), de Shukou Murase. É uma mistura de quase tudo da cultura pop ligado a ficção científica, psicologia e filosofia; as influências (que vão de Blade Runner a Neon Genesis Evangelion, passando por 2001, Akira e Matrix, para ficar só no campo audiovisual) são tantas que o negócio quase vira uma antologia. (Interessante que o visual de Matrix se inspirou nos animes, e agora vemos um anime inspirado no visual de Matrix.) Mas Ergo Proxy não fica só nas referências, e consegue tratar de questões mais sérias, como a busca por uma razão de ser e a luta contra a própria natureza (Vincent Law), a procura por uma verdade nova, por assim dizer, depois de ver tudo em que se acreditou a vida inteira se desfacelar (Real Mayer), e até mesmo a existência ou não de alma em máquinas (o vírus Cogito, que faz os andróides que infecta "desenvolverem uma alma", nas palavras de uma personagem; e é significativo que esse desenvolvimento esteja associado à libertação das máquinas, que deixam de obedecer aos humanos). No entanto, o anime se caga um pouco com uma edição meio ruim nos episódios iniciais, e uma certa enrolação que começa lá pelo décimo quarto episódio e só vai terminar no vigésimo, com direito até a um inimigo por dia, a la Cavaleiros do Zodíaco. (Isso, claro, sem contar idiotices como o capítulo 15, que parece estar lá apenas para que o diretor e os roteiristas digam "Vejam como somos originais e ousados!".) Um dos efeitos colaterais da enrolação acaba sendo o final, que é ótimo, mas que foi contado muito apressadamente, nos três últimos episódios (quando poderia/deveria ter sido narrado em uns quatro ou cinco). Enfim, apesar dos problemas, muito bom mesmo. Grandes chances virar cult.Noonan2007-05-26 22:25:07
  23. Mais um admirador de Três Homens em Conflito... realmente, já podemos montar um fã-clube. Hm, é até difícil falar muito do filme que tem a melhor cena que já vi na vida (sim, é a do cemitério). Putz, é fantástica, acho que nem o macaco descobrindo a arma em 2001 ou os pássaros voando sobre o campo de batalha em Andrei Rublev conseguem igualá-la.
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