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Jailcante

19 Dias de Horror

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O Último Pesadelo (Curtains, Dir.: Richard Ciupka, 1983) 1/4

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Mais um do box 'Slasher Vol. V.'

Esse aqui é bem difícil de classificar... História real por trás do filme: Richard Ciupka foi contratado pra dirigir o filme. Ele estava filmando um drama psicológico sobre um grupo de garotas fazendo um teste pra um papel para um filme em um mansão e uma a uma elas vão sendo mortas por um assassino desconhecido. Mas em determinado momento, o produtor o despediu (aparentemente, o diretor estava demorando muito pra entregar o filme) e ele mesmo, o produtor resolveu dirigir o resto do filme. Só que produtor terminou o filme como um slasher convencional. Então, ficou uma colcha de retalhos, com partes parecendo uma coisa, e outras, parecendo outra. Enfim.

O próprio diretor não quis assinar o filme, aí a saída do produtor foi creditar o diretor personagem do filme, que está fazendo o teste com as garotas, como se o filme aqui fosse obra de um personagem fictício (até melhor pensar isso, porque pensar que foi uma pessoa real que fez isso, complicado).

Nem sei dizer se seria uma boa ideia ou não a do filme, porque coisa entregue pela metade fica difícil analisar.

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1 hour ago, Jailcante said:

O Último Pesadelo (Curtains, Dir.: Richard Ciupka, 1983) 1/4

Curtainsposter.jpeg

 

Mais um do box 'Slasher Vol. V.'

Esse aqui é bem difícil de classificar... História real por trás do filme: Richard Ciupka foi contratado pra dirigir o filme. Ele estava filmando um drama psicológico sobre um grupo de garotas fazendo um teste pra um papel para um filme em um mansão e uma a uma elas vão sendo mortas por um assassino desconhecido. Mas em determinado momento, o produtor o despediu (aparentemente, o diretor estava demorando muito pra entregar o filme) e ele mesmo, o produtor resolveu dirigir o resto do filme. Só que produtor terminou o filme como um slasher convencional. Então, ficou uma colcha de retalhos, com partes parecendo uma coisa, e outras, parecendo outra. Enfim.

O próprio diretor não quis assinar o filme, aí a saída do produtor foi creditar o diretor personagem do filme, que está fazendo o teste com as garotas, como se o filme aqui fosse obra de um personagem fictício (até melhor pensar isso, porque pensar que foi uma pessoa real que fez isso, complicado).

Nem sei dizer se seria uma boa ideia ou não a do filme, porque coisa entregue pela metade fica difícil analisar.

 

Assisti esse dai algum tempo atrás. É bem ruim e esquecível mesmo, não lembro de basicamente nada. Só pra dizer que não esqueci de tudo, lembro da cena do assassino perseguindo uma vitima no gelo... de patins. Chegava a ser cômico de tão bizarro, mas fora isso, não lembro nada. O que quer dizer alguma coisa.

 

Visto WARLOCK

 

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   Essa produção do fim dos anos 80 que se apresenta como um terror aventuresco é estrelada por Julian Sands no papel título, como um bruxo do século 17 que pra fugir da forca vem para o presente (no caso, fim dos anos 80), sendo perseguido por um caçador de bruxos (Richard. E Grant) que vem no encalço do cara pra vingar a morte da esposa. Dirigido por Steve Miner, que tem no currículo filmes como SEXTA FEIRA 13 PARTE 2 e 3, HALLOWEEN H20, A CASA DO ESPANTO, entre outros, WARLOCK é bem descompromissado dentro de sua proposta, com a violência provocada pelo bruxo do mal sendo tratada de forma bem farsesca, algo que Miner é bem conhecido por sua participação na franquia do Jason, ou por filmes como A CASA DO ESPANTO e PÂNICO NO LAGO. O filme poderia ser melhor se houvesse uma química melhor entre o casal vivido pelo já citado Grant, e a protagonista vivida por Lori Singer, que nunca parece tão comprometida com a obra quanto seus colegas de elenco. Está longe de ser um bom filme, mas diverte pelo seu caráter assumido de fantasia B de terror,  quase como um Guilty Pleasure.

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 Visto SINAL DE PERIGO

 

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   Na trama, um centro de pesquisa agrícola localizado em uma pequena cidade dos Estados Unidos esconde um laboratório ultra secreto que desenvolve armas biológicas. Certo dia, uma bactéria mortal é acidentalmente liberada, obrigando a chefe de segurança Joanie Morse (Kathleen Quinlan) a isolar o local. Enquanto forças do governo lideradas pelo Major Connoly (Yaphet Kotto) tentam controlar e encobrir a situação do lado de fora, o delegado Morse (Sam Waterson) tenta encontrar uma forma de resgatar a sua esposa, presa no complexo tentando sobreviver aos contaminados, que se tornam loucos psicóticos antes da morte.

  Bem interessante este esquecido thriller de ficção científica oitentista. O roteiro, escrito a quatro mãos pelo diretor Hal Barwood e Matthew Robbins, embora contenha as suas passagens terroríficas, utilizando-se bem dos corredores claustrofóbicos do laboratório e bebendo direto na fonte dos zumbis de George Romero para construir a sua horda de contaminados psicóticos (a inspiração no setentista O EXÉRCITO DO EXTERMÍNIO parece bem clara) está muito mais interessado em seus aspectos de thriller científico, focando na busca para encontrar uma cura para as pessoas presas no prédio antes que elas se matem, ou que o exército mate todos. O filme é habilidoso em não pintar os membros do governo como caricaturas, o que poderia enfraquecer a crítica, embora não acho que a obra alcance o nível de relevância crítica que busca. A direção de Barwood não se destaca, mas cumpre a sua função em dar ritmo a obra, e construir a tensão de forma envolvente. Vale a conferida descompromissada.

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 Visto ANNABELLE: A CRIAÇÃO DO MAL

 

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  Na trama situada no fim da década de 50, o casal Mullins (Anthony LaPaglia e Miranda Otto), que perdeu a filha pequena em um trágico acidente doze anos antes, abre a sua casa para abrigar um grupo de órfãs sob os cuidados da freira Irmã Charlotte (Stephanie Sigman). Quando a pequena Janice (Talitha Bateman) a mais retraída entre as meninas por ter uma deficiência na perna como sequela de uma poliomelite encontra uma velha boneca trancada em um armário no quarto da falecida filha dos Mullins, ela libera uma força maligna que coloca a vida e a alma de todos do orfanato em risco.

 Parece que as continuações (nesse caso, prequel) dos filmes do universo "invocação do Mal" de James Wan, tem funcionado bem melhor comigo do que os filmes originais. Este prequel de ANNABELLE (que de certa forma era um prequel de INVOCAÇÃO DO MAL) está longe de ser um filme genial, mas manipula bem os clichês do gênero, tendo uma atmosfera muito bem montada e algumas idéias visuais muito bem construídas pelo diretor David F. Sandberg (do fraquíssimo QUANDO AS LUZES SE APAGAM e de SHAZAM). Ainda que o roteiro esteja longe de ser um primor (decididamente não é o forte dos filmes deste universo), o filme de Sandberg traz bons momentos de tensão, e a química entre as amigas Janice e Linda (Lulu Wilson, que trabalhou em outro prequel, OUIJA: A ORIGEM DO MAL) segure bem o coração dramático da narrativa. No fim das contas, ainda que seja um pouco esquecível dentro de um panorama geral, ANNABELLE: A CRIAÇÃO DO MAL ao menos se sai melhor que seu antecessor ao conseguir trazer algumas sequências visuais marcantes, e personagens um pouco mais carismáticos.

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 Visto CEMITÉRIO MALDITO

 

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   Na trama, Louis Creed (Jason Clarke) é um médico que muda-se com a esposa Rachel (Amy Seimetz) e os dois filhos pequenos Ellie (Jete Laurence) e Gage (Hugo e Lucas Lavoie) para a pequena cidade de Ludlow, no Maine, em busca de uma vida mais tranquila. Logo, os Creed descobrem a existência de um cemitério de animais existente na floresta próxima a sua propriedade. Quando o gato da família morre na estrada, o vizinho da família, Jud (John Lithgow) conta a Louis sobre um antigo cemitério indígena localizado atrás do cemitério de animais, capaz de trazer os mortos de volta á vida, o que desencadeia uma série de eventos trágicos na vida dos Creed.

  Remake do clássico de 1989 (que por sua vez adaptava o popular romance de Stephen King), esta nova versão de CEMITÉRIO MALDITO tem como vantagem em relação a produção original a participação de atores muito melhores a frente do elenco, como Jason Clarke como Louis, que vende muito melhor o luto e o desespero do patriarca da família Creed do que o limitado Dale Midkif na década de 80. De fato, o longa dirigido a quatro mãos por Kevin Kolsch e Dennis Widmyer começa muito bem, apresentando um 1º ato que mesmo que apele para alguns velhos clichês, apresenta bem os seus personagens e seus conflitos, além de construir uma atmosfera incômoda que parece prenunciar uma tragédia iminente. O filme, entretanto, começa a enfraquecer aos poucos, ao abandonar tais conflitos iniciais, como a defesa que Louis fazia de que os seus filhos deviam encarar a morte como algo natural, ou mesmo a sua fácil aceitação da existência do sobrenatural, mesmo tendo se apresentado como um cético rígido no 1º ato. A coisa sai dos trilhos, entretanto, quando a filha de Louis morre em um acidente (em uma subversão do  original que teria funcionado  melhor se mantida fora da divulgação) e ele a enterra no cemitério. Nestes trechos, apesar do bom trabalho da jovem Jete Laurence em encarnar uma Ellie vilanesca, o filme parte rápido demais pro terror mais psicológico que vinha seguindo para um terror de monstro mais tradicional, entregando um desfecho que falha em chocar justamente pela velocidade com que as coisas acontecem e por uma transição de tons falha. Eu não sou um grande fã do CEMITÉRIO MALDITO original, e acho que essa versão fica mais ou menos no mesmo nível, o que significa que também não sou grande fã dessa. É um filme assistível, que até tenta dar uma nova visão para a história de King, mas acaba desistindo no meio do caminho.

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 Visto CORRIDA COM O DIABO

 

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  Na trama, dois casais de amigos (Peter Fonda, Loretta Swit, Warren Oates e Lara Parker) revolvem alugar um trailer e partir em uma viagem rumo ao Colorado, onde pretendem passar as férias esquiando. Entretanto, no caminho, eles acabam testemunhando uma garota ser assassinada em um ritual satânico. As autoridades locais não acreditam (ou não querem acreditar neles) e o grupo segue viagem. Entretanto, os satanistas iniciam uma perseguição ás testemunhas de seu crime, que em uma longa estrada deserta, não tem nenhuma outra escolha se não lutarem para sobreviver.

  Dirigido por Jack Starret, com roteiro escrito a quatro mãos por Lee Frost e Wes Bishop, CORRIDA COM O DIABO é um fruto típico do cinema de terror dos anos 1970, obcecado com as suas seitas satanistas (devido aos então recentes crimes de Charles Manson) e trazendo uma violência mais crua, bastante típica do periodo. Embora o terror esteja presente em muitas passagens, incluindo ai o seu desfecho pessimista, o filme de Starret se configura também como um Road Movie de ação, a partir do momento em que os casais resolvem enfrentar os seus perseguidores. A premissa é simples, mas podia ter rendido um filme nervoso, já que a partir de certo momento, os protagonistas percebem que o tal culto satânico é muito mais numeroso do que eles imaginam. De fato, o filme consegue atingir esse potencial paranóico em muitos momentos, como a cena onde as duas mulheres passam a acreditar que cada um dos presentes em uma piscina pública seja um membro do culto. 

  Mas ainda que seja um filme enxuto, tendo pouco mais de oitenta minutos de duração, CORRIDA COM O DIABO parece demorar demais pra engrenar, com a ação da obra propriamente dita começando apenas depois de mais da metade da projeção. Se os personagens ainda fosse mais interessante, esse ritmo mais lento poderia ter compensado, mas os quatro protagonistas não possuem carisma nenhum (e  olha que um deles é vivido pelo boa praça Peter Fonda), não tendo nenhum tipo de arco dramático, por mais mínimo e superficial que seja. No geral, é um filme com boas sacadas, e o fato de não sabermos absolutamente nada sobre o tal culto de maníacos é um detalhe acertado que ajuda a construir o ar de ameaça do vilão. Percebe-se todas as intenções e propostas do projeto no filme, que apesar de até conseguir construir uma boa atmosfera aqui e alí, nunca consegue sustenta-la completamente. Dá pra assistir, mas tinha potencial pra ser bem mais.

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On 4/6/2019 at 12:35 AM, Questão said:

 

 Visto A LENDA DO GOLEM

 

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  Na trama, situada no século 18, Hanna (Hani Furstenberg) é uma mulher judia que não consegue superar a morte de seu filho, o que leva o seu casamento com Benjamim (Ishai Golan) á uma crise, especialmente pelo casal não conseguir engravidar novamente. Quando a vila onde o casal vive é atacada por forasteiros que culpam o povo judeu pela praga que se espalhou pelo país, Hanna decide criar um golem para defender a aldeia, moldando-o na forma de uma criança, mas o suposto defensor da vila pode se tornar uma ameaça ainda pior do que os invasores.

 Interessante terror israelense com fortes tintas dramáticas dirigida pelos irmãos Paz, responsáveis por JERUZALEM. O roteiro escrito por Ariel Cohen vale-se da famosa lenda judaica para contar uma história de superação de luto, e como a não vivência desse luto pode criar monstros, seja a protagonista criando o Golem á imagem de seu filho, ou o líder dos invasores, que se transforma em um assassino cruel ao invadir a vila para forçar os habitantes usem a sua "magia judia" para curar a sua filha, que está morrendo devido á peste. O filme tem uma condução interessante nas cenas de tensão, e uma violência que se utiliza bem do fator Gore, mas sem soar exagerado, sabendo ser comedido quando precisa e catártico quando tem que ser. A direção de arte merece elogios também por criar uma reconstituição de época competente, que não higieniza o período retratado, mas também não chama a atenção demais para si mesma. Meu problema maior com o longa foi mesmo o seu ritmo, pois embora a duração seja enxuta, (noventa e poucos minutinhos), o filme parece demorar demais para chegar naquilo que lhe interessa, e quando enfim chega, acelera a narrativa de modo que parece que os conflitos não foram desenvolvidos como poderiam. Ainda assim, A LENDA DO GOLEM vale a conferida, especialmente pela boa atuação da protagonista. 

Esse aí vi estes dias e achei apenas interessante pois mistura clichês sobrenaturais com tradições judaicas.. é daqueles filmes que te prende mais pela lenda em si que pela produção mesmo, uma vez que apesar de ser bem ambientado não deixa de ter aquele ar de telefilme batido. Os efeitos de cgi deixam muuuito a desejar..

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 Visto A AMEAÇA DO OUTRO MUNDO

 

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  Na trama, situada nos anos 1970 (ainda que o filme seja do fim dos anos 1950), uma equipe de astronautas é enviada até Marte para resgatar a primeira expedição, que falhou em aterrisar de forma adequada. Chegando lá, eles descobrem que o Coronel Edward Carruthers (Marshall Thompson) é o unico sobrevivente. A equipe acredita que Carruthers matou a própria tripulação para ficar com os suprimentos, mas ele alega que seus colegas foram mortos por uma criatura alienígena. A nave parte de volta á Terra, para que Carruthers seja colocado em julgamento, mas sem que eles saibam, um letal extraterrestre também está á bordo.

  Lançado em 1958, A AMEAÇA DO OUTRO MUNDO é um sci-fi B de horror típico do período, que se tornou um clássico cult especialmente por ter sido uma das inspirações do roteirista Dan O'Bannon para o seu clássico ALIEN, de 1979, já que as duas obras tem em comum a premissa de uma tripulação de uma nave espacial lidando com uma fera extraterrestre escondida em sua nave. Mas embora tenha um ou outro momento divertido, o roteiro escrito por Jerome Bixby (que ficaria mais conhecido por escrever episódios de JORNADA NAS ESTRELAS, e por um único mais clássico episódio de ALÉM DA IMAGINAÇÃO sobre um menino psicótico com poderes divinos) Se revela  divertidamente datado, vide o "canto de vitória antecipado" de Hollywood, que colocava os americanos como sendo os primeiros a terem ido ao espaço (só para apenas três anos depois, os soviéticos vencerem esta etapa da corrida espacial).

  A direção de Edward L. Cahn até tem alguns momentos na metade inicial do longa, quando opta por ocultar o monstro nas sombras da nave, mas a partir do momento em que escolhe mostrar a criatura na tela sem parcimonia, torna-se impossível levar a ameaça a sério, não tanto por nitidamente se tratar de uma fantasia de borracha, mas por seu design completamente pobre e genérico. Falta também carisma ao elenco, com as duas personagens femininas do elenco servindo apenas para tratar os ferimentos dos astronautas que enfrentam a criatura, podendo. No geral, A AMEAÇA DO OUTRO MUNDO vale mais pelo valor histórico, e podemos nitidamente percebeber como essa bagaça Sci-fi veio a influênciar o clássico de Ridley Scott mais de vinte anos depois, mas dá pra passar esse daqui sem culpa.

  

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 Visto APÓSTOLO

 

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   Na trama situada em 1905, Thomas Richardson (Dan Stevens) se infiltra em um culto pagão sediado em uma isolada ilha britânica em busca de sua irmã Jennifer (Elen Rhys), que foi sequestrada pelos cultistas,  que exigem um resgate para devolve-la. Mas logo, Thomas descobre que o culto liderado pelo carismático Profeta Malcolm (Michael Sheen) esconde mais segredos do que ele imagina; segredos esse que ele precisara desvendar com a ajuda dos filhos dos fundadores du culto,  Jeremy (Bill Milner) e  Andrea (Lucy Bolton) caso queira sair vivo da ilha.

   Escrito e dirigido por Gareth Evans, da franquia "Operação Invasão", este terror com elementos históricos produzido para a Netflix possui uma atmosfera muito bem construída, remetendo a clássicos como O HOMEM DE PALHA no que diz respeito a construção do ambiente de isolamento e fanatismo que é encontrado pelo protagonista na ilha onde se passa a história. Tanto o roteiro quanto a direção também são habilidosos em estabelecer o ambiente realista e a "ameaça naturar" da obra, para só então ir inserindo de maneira orgânica os elementos sobrenaturais da narrativa. Evans também merece crédito por seu trabalho de direção, sabendo conduzir de forma eficiente as sequências de tensão, ao mesmo tempo em que usa com sabedoria as sequências que contam com a presença de um gore mais acentuado.

  O elenco do filme também é muito bem escolhido. Dan Stevens, hoje mais conhecido como o filho maluco do Professor Xavier em LEGION, concede a Thomas o grau certo de ceticismo e cinismo, que aos poucos vai sendo substituído por paranóia á medida em que ele vai descobrindo os segredos da ilha. Michael Sheen, po sua vez, cria um vilão multifacetado na figura de Malcolm, ao apresentar um líder religioso que mesmo capaz de cometer atrocidades, parece sinceramente acreditar que o que está fazendo é pelo bem de seus seguidores. E enquanto Mark Lewis Jones surge ameaçador como Quinn, o segundo em comando do culto, Lucy Bolton, de THE BLACKCOAT DAUGHTER e BOHEMYAN RHAPSODY cria uma heroina interessante, cuja fé contrasta com o cinismo do protagonista, mas que nunca deixa essa fé se transformar em tolice.

  O filme também se sai muito bem nos aspectos técnicos, com a direção de fotografia de Matt Flannery (retornando a parceria com o diretor firmada em OPERAÇÃO INVASÃO) tendo papel fundamental na construção da atmosfera do filme, mas sem chamar muita atenção para si. O unico problema do filme, é que lá pela metade, ele perde um pouco do ritmo, não justificando as mais de duas horas de projeção, mas nada que derrube o bom resultado final. Pra qeum gosta de uma boa história de terror envolvendo os perigos do fanatismo, APÓSTOLO pode ser uma boa pedida.

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 Visto O ELEVADOR ASSASSINO

 

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  Na trama, uma série de acidentes mortais envolvendo um elevador começam a ocorrer em um prédio comercial de Amsterdã. O técnico de elevador Felix Adelaar (Huub Stapel) não detecta nenhuma falha mecânica no aparelho, o que não impede as mortes de contiruarem acontecendo. Acreditando que uma misteriosa conspiração existe por trás das mortes no elevador, Felix se une a jornalista Mieke de Beer (Willeke Van Ammelrooy) para tentar acabar com a carnificina, ao mesmo tempo em que enfrenta uma crise em seu casamento com Saskia (Josine Van Dalsum).

 Este terror holandês oitentista escrito e dirigido por Dick Maas (que também foi lançado por aqui com o nome de O ELEVADOR SEM DESTINO) parece nao perceber o quão absurda é a sua premissa á respeito de um elevador assassino. Claro, a idéia de um elevador ser o foco de uma narrativa de terror não é por si só, absurda. Afinal, para aqueles que sofrem de claustrofobia, elevadores podem ser ambientes bem aterrorizantes, mas construir um filme inteiro em torno dessa idéia levando-se super á sério é dar um tiro no próprio pé,e é exatamente isso que o longa metragem faz. Primeiro que o roteiro força a nossa suspensão de descrença no momento em que morre uma pá de gente no tal elevador e os caras continuam a deixar o negócio funcionando (nem os funcionários do prédio parecem muito preocupados) algo que nem a tal conspiração que  trama inventa explica direito. Além disso,  falta aos filmes personagens carismáticos. O protagonista é deprimente, todo o seu drama conjugal é um porre, e mais uma vez, possui um tom excessivamente sissudo que o filme não consegue sustentar. Por fim, o aspecto Sci-fi surgido no terceiro ato, através de uma chatíssima palestra dada por um cientista que esta ali apenas pelo valor de exposição acaba surgindo de maneira deslocada, algo que poderia ser relevado se o filme não se levasse tão a sério, mas como venho dizendo insistentemente, não é o caso. 

  Por outro lado, O ELEVADOR ASSASSINO possui algumas qualidades que talvez tenham lhe rendido o aspecto cult que adquiriu ao longo dos anos. O visual do elevador do título com suas portas vermelhas, com luzes internas que também ficam vermelhas é bastante assustador, dando um aspecto onírico ao veículo. E embora o filme tenha alguns problemas de montagem, algumas sequências acabam chamando a atenção, como a cena de abertura, onde um grupo de Yuppies é quase cozinhado pelo ar condicionado do elevador, ou a cena que ilustra o cartaz, onde vemos uma menininha perigosamente perto do elevador assassino.

  No geral, apesar de ter uma ou outra cena de tensão bem conduzida, O ELEVADOR ASSASSINO acaba sendo um filme chato e mesmo sonolento, com o ritmo de um elevador muito lento. A título de curiosidade, o filme ganhou um remake hollywoodiano no começo dos anos 2000, com NaomI Watts e Ron Pearlman no elenco, mas como tem o mesmo diretor devo passar pra frente.

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