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19 Dias de Horror


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Senhores Usuários, Hoje, Sexta-feira 13, aqui nesse tópico e nessa seção, vai começar o 19 Dias de Horror – De Sexta-feira 13 até Halloween. Um festival que promete discutir e analisar os filmes do

Ah, sim. Eu falei que a crítica tava chinfrim.     E nossa, agora que eu notei que ela ta tão pequena, eu podia ter escrito mais.  Ou vai ver  ela só  está pequena se comparada com as do Silva.  

@Questão @Jailcante @Gust84 @Big One @SergioB.  Bora achar quantos e quais filmes de terror tem aqui...😁 tem mais de 40..

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11/11

Os Anfitriões (American Gothic, Dir.: John Hough, 1988) 3/4

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Um grupo de pessoas viaja de avião, mas esse tem pane e eles são obrigados a pousar numa ilha. Lá encontram uma casa habitada por uma família excêntrica.

Grata surpresa. Melhor filme do pack Slashers Vol. 8 até agora (falta eu ver um filme ainda). Não deixa de ser uma variação de Massacre da Serra Elétrica, com uma família maluca na área, mas é muito ajudado por veteranos nos papeis principais (Rod Steiger é o líder da família), e tem final inesperado. Recomendo.

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12/11

O Assassino da Furadeira (Driller Killer, Dir.: Abel Ferrara, 1979) 2/4

thedrillerkiller1979.jpg

 

Pintor, que sofre de falta de inspiração, acaba por matar pessoas nas ruas com uma furadeira.

Filme cult, que não sei se classificaria como terror ou slasher propriamente (no fim, não faz muita diferença mesmo). Pra mim, é uma versão LSD do 'Taxi Driver', mais experimental, e com trilha mais pesada (no começo até recomendam que assistam com volume alto). Personagem principal que vive num submundo (e aqui é mais submundo que Taxi Driver, é bem ralo mesmo o cenário aqui), que sofre pressões por todos lados (emprego, relacionamento, convívio social), e o por isso acaba por surtar de vez, e sai matando pessoas nas ruas com uma furadeira, mendigos principalmente (estes que seriam um mal da sociedade na concepção dele - ?). Não é exatamente minha praia, mas reconheço seu valor.

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 Visto O DELÍRIO DE UM SÁBIO

 

 O Delírio de um Sábio (1940) – Boca do Inferno

 

  Nesta Sexta feira 13, resolvi pegar mais leve, e assistir um velho filme de terror dos anos 1940, que nos dias de hoje, já não assustam mais ninguém, mas que ainda são muito divertidos. Neste filme dirigido por Ernest B. Schoedsack, mais lembrado por ter comandado a versão original de "King Kong", acompanhamos um grupo de pessoas que acabam sendo encolhidos por um cientista maluco que vive isolado no meio da floresta amazónica, e que agora devem sobreviver tanto ao cientista sociopata quanto aos animais da região. Como outros filmes anteriores desse diretor como o já citado KING KONG, ou ZAROFF: O CAÇADOR DE VIDAS, esta acaba sendo uma história do estilo homem vs natureza, com os diminutos protagonistas tendo que se virar no meio da floresta. O destaque acaba indo pro cientista do título original, que realmente consegue criar um vilão odioso e ameaçador. Em resumo, é uma bobagem divertida com efeitos bem a frente de seu tempo.

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 Visto O QUE FICOU PARA TRÁS

 

O Que Ficou Para Trás - Filme 2020 - AdoroCinema

 

 

   Na trama, Bol (Sope Dirisu) e Rial (Wunmi Mosaku) são um casal de refugiados sudaneses, que acabam de chegar a Inglaterra. O casal é colocado pelo governo em uma casa para que seja avaliada a possibilidade dos dois se tornarem de fato cidadãos britânicos, mas enquanto estão na casa, Bol e Rial começam a ser assombrados por estranhas aparições, que parecem ligadas á um trágica perda que tiveram durante a travessia.

 Dirigido por Remi Weeles, que também escreve o roteiro em parceria com Felicity Evans e Toby Venables, O QUE FICOU PARA TRÁS se estabelece como um terror de fortes tintas sociais (algo que sempre existiu no gênero, mas se tornou mais forte recentemente após o sucesso das obras de Jordan Peele). Aqui, embora o casal protagonista precise enfrentar os seus próprios demónios internos e a suposta assombração que ronda a sua casa, o roteiro e a direção estabelecem o ambiente externo da casa como um ambiente tão hostil para os refugiados quanto as próprias assombrações. Em resumo, um filme bastante atmosférico, rico tematicamente e longe de ser maniqueista. Vale a conferida.

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Acabei a Maratona com um Sexta-feira 13, a Parte 6. Filmes vistos:

30/10 Halloween 5 - A Vingança de Michael Myers (Halloween 5 - The Revenge of Michael Myers, Dir.: Dominic Otherin-Girard, 1989) 2/4

31/10 Midsommar-O Mal não Espera a Noite (Midsommar, Dir.: Ari Aster, 2019) 1/4

01/11 A Hora da Sua Morte (Countdown, Dir.: Justin Dec, 2019) 1/4

01/11 Atividade Paranormal - Marcados pelo Ódio (Paranormal Activity - The Marked Ones, 2014, Dir.: Christopher B. Landon, 2014) 2/4

01/11 Os Estranhos - Caçada Noturna (The Strangers Pray at Night, Dir.: Johannes Roberts, 2018) 2/4

02/11 Olhos Famintos 3 (Jeepers Creepers 3, Dir.: Victor Salva, 2017) 2/4

03/11 Livrai-nos do Mal (Deliver Us From Evil, Dir.: Scott Derrickson, 2014) 2/4

04/11 1922 (1922, Dir.: Zak Hilditch, 2017) 3/4

05/11 Cargo (Cargo, Dir.: Ben Howling and Yolanda Ramke, 2017) 4/4

06/11 Temple (idem, Dir.: Michael Barrett, 2017) 1/4

07/11 A Perfeição (The Perfection, Dir.: Richard Shepard, 2019) 3/4

08/11 Aniquilação (Annihilation, Dir.: Alex Garland, 2018) 1/4

09/11 Pânico ao Anoitecer (The Town that Dreaded Sundown, Dir.: Charlie B. Pierce, 1976) 2/4

10/11 Praia do Pesadelo (Nightmare Beach, Dir.: Umberto Lenzi e Harry Kirkpatrick, 1989) 1/4

11/11 Os Anfitriões (American Gothic, Dir.: John Hough, 1988) 3/4

12/11 O Assassino da Furadeira (Driller Killer, Dir.: Abel Ferrara, 1979) 2/4

13/11 Sexta-feira 13 Parte 6 Jason Vive (Friday the 13th Part VI Jason Lives, Dir.: Tom McLoughlin, 1986) 5/4

 

Tentei ver só filmes inéditos pra mim. Só Halloween (5) e Sexta-feira 13 (6) que revi pra começar e fechar a maratona.

Piores filmes(visto pela 1ª Vez): Temple e Aniquilação

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Melhores Filmes (visto pela 1ª Vez): CargoOs Anfitriões

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The Mortuary Collection é uma bacanuda antologia de 4 contos de terror que a muito não via! Incrivel que o filme foi feito com financiamento coletivo mas não parece, parece produção blockbuster! Todos os 4 curtas são ótimos, embora eu tenha uma preferência maior pelo da camisinha..hilário! Muito bem feito e bem atuado, o sumido "highlander" Clancy Brown aqui faz um mestre de ceremônias de respeito, lembrando até um Kurgan envelhecido. Filmaço old school que lembra muito Creepshow e Tales from the Crypt que tem até reviravolta no enredo que interliga todos os contos. Percebe-se que o diretor entende e, principalmente, ama, este sub-gênero. Recomendável! 9,5-10

The Mortuary Collection (2019) - Dir.

 

The Dark and the Wicked é um bom terror psicológico do diretor que trouxe preciosidades como Os Estranhos e The Monster. Novamente o filme lida com o desconhecido, que se mostra sempre presente mesmo no nada, e isso já é ponto positivo pois gera uma agonia tensa em toda metragem. O ritmo é lento, mas nem por isso não deixa de ter atmosfera sinistra, som misterioso e design sinistro. As atuações saõ poderosas e se aliam ás qualidades técnicas do longa, mas o filme tem desfecho pouco satisfatório, o que é broxante. 8-10

One Little Finger (2019) TORRENT YIFY Download 1080p YIFY -  Thesuperdownload Thesuperdownload

 

Come Play é um bacanudo terror sobrenatural que pega o drama familiar de Babadock e o entorna com o horror tecnológico de Poltergeist, uma vez que o fantasminha se vale da tecnologia pra dar as caras, no caso, celulares e tablets. A mitologia é bem construída e o filme tem ritmo agoniante legal, embora do seu elenco apenas o moleque do poster se destaque positivamente, anos-luz a frente do resto. Atente pra linda cena final, na qual não consegui deixar escapar uma lágrima. Não é obra-prima, mas ta acima da média. 9-10

come-play-poster – Lugar Nenhum

 

The Wolf of Snow Hollow é um bom thriller de suspense e ao mesmo tempo consegue ser um filme de lobisomem diferenciado por levar o gênero como se fosse uma produção feita pelos Coen, tipo Fargo. O interessante é acompanhar até o final só pra saber se o assassino da cidade é um serial ou um licantropo mesmo, dúvida que permeia o filme até o desfecho. Acredito que justamente por esta abordagem diferenciada as atuações fiquem meio deslocadas, principalmente a do protagonista principal, que flerta com humor em momentos onde não deveria. 8-10

rooro (@Reemo17420753) | Twitter

 

Marionette é um bom thriller psicológico holandês com leve pegada hitchkoquiana. Bem ambientado, tem reviravoltas razoáveis e um ar vintage inegável. Começa bem, com planteamento similar a Toque de Medusa, mas depois vai se estendendo demais e ficando confuso até chegar no desfecho. Dá pra ver, mas com ressalvas e ciente que não é terror. 7,5-10

Movie: Marionette (2020) (Download Mp4) | Naija2Movies | Free Movies and Tv  Series Downloads (Mp4)

 

His House é também um terror psicológico sobre refugiados e seus fantasmas. É horror social como metáfora de fantasmas do passado, pecados, erros, más escolhas e demônios internos, etc. Alternando sonho e realidade, é um filme agoniante com forte crítica social e  desfecho onde não pude deixar de cair uma lágrima singela, reconheço. Atuações mais que convincentes do casal afro principal. Jordan Peele ficaria orgulhoso.  Visto na Netflix. 9-10

His House Wallpaper #2

 

Bad Hair é um razoável "terror social" sobre, vai vendo, um cabelo assassino! Sim, igual bacanudo japonês Hair Extensions, do Sion Sono, mas aqui o filme vem com crítica social á perda de identidade, das raízes, etc e tal. Bem ambientado na década noventista e bem atuado pelo talentoso elenco negro, só achei que meia hora menos cairia bem pois se alonga demasiado até ir nos finalmentes. 8-10

First Poster for Comedy-Horror 'Bad Hair' - In 1989, an ambitious young  woman gets a weave in order to succeed in the image-obsessed world of music  television. However, her flourishing career may


 

Bit é um filme de vampiro teen que tenta ser uma versão feminista e empoderada dos Garotos Perdidos. Não bastasse tem uma pegada voltada pro público LGBT+ pois as vampiras são sapatas e tem preconceitos contra os machos opressores. Nesse sentido o filme é quase um remake não oficial do ótimo alemão As Donas da Noite, mas não chega nem ao dedo mindinho dele. Dá pra ver sim, mas com muitas ressalvas. 7,5-10

Pride 2020] Magical Places: Stories Of Lesbianism, Adolescent Exploration,  And Fantasy — Gayly Dreadful -- Bursting out of your closet with the latest  horror reviews

 

Nobody Sleeps in the Woods Tonight é um razoável slasher cuja única diferença é ser de procedência polonesa. O resto bebe da fonte até o talo desse subgênero, rendendo homenagens e referências a clássicos, tipo Sexta-Feira 13, Halloween, Massacre da Serra Elétrica, etc. Com elenco que dá pro gasto e um gore gostoso de ver, só achei que alguns personagens entraram mudos e sairam calados, sem dizer a que vieram, sendo esquecidos no final na sala de edição. Visto na Netflix com o título babaca de Sem Conexão. O @Jailcante deve gostar mais do que eu. 8-10

Tom (@ttt106106) | Twitter


 

They Live Inside Us é um filme fraco com pretensão de antologia direcionado pro Halloween. A premissa é muito bem sacada, se valendo da metalinguagem de um escritor redigindo um roteiro de terror e escolhendo possíveis vilões, estilo Segredo da Cabana. Os "filmes dentro do filme" sao interessantes mas não empolgam. E o pior, os atores são muito fracos, pelamor! O terceiro ato tenta justificar tudo mas não consegue, deixa pontas soltas. Resumindo, boa idéia mal executada. Teria dado um baita filmão, ficam apenas os efeitos práticos e a estética de filme grindhouse. É um filme bocejante (embora bem intencionado), o que depõe contra um filme que deveria causar tensão e te manter grudado á tela. 7-10

Exclusive] 'They Live Inside Us' Poster Spends Halloween in a Haunted House  - Bloody Disgusting

 

12 Hour Shift é uma bacanuda comédia negra de erros que parece ter sido feita pelo Tarantino ou pelos Cohen, e o roteiro ajuda bastante ao mostrar as desventuras duma enfermeira que dá suporte ao tráfico de órgãos. A atriz principal ta ótema, a semelhanca de May, e os coadjuvantes também tem seus momentos pra brilhar, principalmente a doida que fa a prima da personagem. A duração enxuta colabora muito ao dar a impressão de ser daqueles filmes isolados Grindhouse. Uma produção simples e divertida, repleta de cenas surrealmente lindas. 9-10

Angela Bettis Returns to Horror This October in '12 Hour Shift' [Trailer] -  Technology News

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On 11/13/2020 at 12:22 PM, Jailcante said:

12/11

O Assassino da Furadeira (Driller Killer, Dir.: Abel Ferrara, 1979) 2/4

thedrillerkiller1979.jpg

 

Pintor, que sofre de falta de inspiração, acaba por matar pessoas nas ruas com uma furadeira.

Filme cult, que não sei se classificaria como terror ou slasher propriamente (no fim, não faz muita diferença mesmo). Pra mim, é uma versão LSD do 'Taxi Driver', mais experimental, e com trilha mais pesada (no começo até recomendam que assistam com volume alto). Personagem principal que vive num submundo (e aqui é mais submundo que Taxi Driver, é bem ralo mesmo o cenário aqui), que sofre pressões por todos lados (emprego, relacionamento, convívio social), e o por isso acaba por surtar de vez, e sai matando pessoas nas ruas com uma furadeira, mendigos principalmente (estes que seriam um mal da sociedade na concepção dele - ?). Não é exatamente minha praia, mas reconheço seu valor.

 

 Vi esse há muito tempo atrás, e não currti. O curioso é que é o próprio Abel Ferrara que faz o personagem título.

 

On 11/17/2020 at 2:19 PM, Jailcante said:

Me expliquem isso aqui:

 

Midsommar vai ganhar versão diretor em 4k. Mas como assim? A outra versão já não era do diretor?

Achei que o estúdio A24 não metia a mão no trabalho do diretor, então o que rolou aqui?

 

 No caso, acho que é só um diretor com muito tempo na mão durante a pandemia, e não por que o estúdio meteu a mão no filme. Até por que se não me engano, MIDSOMMER já é um filme bem longuinho.

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On 11/20/2020 at 10:40 AM, Jorge Soto said:

 

His House é também um terror psicológico sobre refugiados e seus fantasmas. É horror social como metáfora de fantasmas do passado, pecados, erros, más escolhas e demônios internos, etc. Alternando sonho e realidade, é um filme agoniante com forte crítica social e  desfecho onde não pude deixar de cair uma lágrima singela, reconheço. Atuações mais que convincentes do casal afro principal. Jordan Peele ficaria orgulhoso.  Visto na Netflix. 9-10

His House Wallpaper #2

 

 

 Esse é bem bom mesmo. Tem uma história bastante atual, cheia de alegorias bem pensadas, e uma estética acachapante sem ser exibicionista.

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Os Assassinatos de Amityville (The Amityville Murders, Dir.: Daniel Farrands, 2019) 2/4

Amityville+Murders.jpg

Esse aqui não deixa de ser um "remake" do Amityville 2, já que ambos contam a história inicial da casa amaldiçoada, com o jovem que mata a família em 1974 (Curioso que a atriz que faz a filha adolescente no filme dos anos 1980, aqui faz a mãe da família). Filme tenta ser mais realista que o filme dos anos 80, mas toma certas liberdades (tem uma trama envolvendo os avôs da família que sei lá se é verídico). Principal defeito: efeitos especiais. Deu pra ver que o orçamento, no geral, aqui era bem limitado. A casa em si quando é mostrada do lado de fora, deu pra ver que usaram uma imagem feita por computador, não uma imagem real (casa já foi demolida ou não tiveram dinheiro pra filmar lá?), e quando chove piora a situação, todo aquele cenário feito por computador mais a chuva soa fake demais. Enfim, fora isso, o filme tenta deixar em aberto o motivo dos assassinatos, só que não achei isso muito bem executado. No geral, prefiro o filme dos anos 1980 mesmo, mas esse até que vai também. Apesar de tropeçar em algumas coisas, até que deixa claro como toda essa bagunça com essa casa começou.

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Sem Conexão (Nobody Sleeps in the Woods Tonight, Dir.: Bartosz M. Kowalski, 2020) 2/4

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Slasher movie da Polônia que a Netflix está upando nas suas plataformas. Fico imaginado que gurizada atual talvez vai ter esse filme como 'slasher movie' referência dessa geração (se fizer sucesso), porque, ok, até que é bem executado no geral.

Pra mim, ficou meio estranho, porque tem uma ar meio sério, como 'Massacre da Serra Elétrica', mas acontece umas bobagens, e fica meio camp em muitos momentos (ter uns personagens meio bocós, parece que é algo que o gênero não dispensa). Por ser mais sério, fiquei sentido falta de umas mortes mais cruéis e sanguinárias, tipo 'A Vingança de Croopsy', mas não rola. Tudo reciclado de outros filmes. Tem uma que é homenagem a 'Sexta-feira 13 Parte 7', outra que veio de 'Pânico na Floresta 2', e outra que veio do 'Tucker e Dale contra o Mal', e até uma que lembra Freddy vs Jason (Parece que não conseguiram bolar nenhuma morte nova original e foram pegando as de outros filmes do gênero pra fazer pseudo 'homenagens').

Os vilões terem a origem mostrada acho que é algo meio negativo, até porque essa origem é meio blé, mas ok, gurizada de hoje gosta de tudo bem explicado. Talvez seja algo necessário (mas me pergunto se em futuras sequels, eles vão conseguir alcançar adolescentes fujões, já que não parecem que consigam se movimentar muito rápido).

No fim, o resultado é bom. O filme fica nessa de não saber o tom que quer adotar (querer homenagear vários outros filmes de tom distintos acabou dando nisso), mas sabe criar tensão em várias cenas.

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09 Versões originais de filmes que provavelmente nunca iremos ver:

 

09 Sexta feira 13 Partes 2 até 8: Versões uncut

08 Amityville II The Possession: Versão original do Damiano Damiani

07 Casa dos 1000 Corpos: Versão original do Robbie Zombie

06 A Sétima Alma: Versão original do Wes Creven

05 Dia dos Namorados Macabro: Versão Uncut

04 Alien 3: Versão do David Fincher

03 Legião: Versão original de William Peter Blatty de 'O Exorcista III'

02 Freaks: Versão original de Tod Browning

01 Medo em Cherry Falls: Versão Uncut

 

Sexta-feira 13 (sequels), Dia dos Namorados Macabro e Cherry Falls falam das versões sem corte com mortes mais robustas que as versões de cinema. Amityville II, Casa dos 1000 Corpos, A Sétima Alma (último filme do Wes Craven), Alien 3, Legião/O Exorcista III e Freaks falam da versão que foi para os cinemas que estavam distantes do que o diretor queria.

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23 hours ago, Jailcante said:

09 Versões originais de filmes que provavelmente nunca iremos ver:

 

09 Sexta feira 13 Partes 2 até 8: Versões uncut

08 Amityville II The Possession: Versão original do Damiano Damiani

07 Casa dos 1000 Corpos: Versão original do Robbie Zombie

06 A Sétima Alma: Versão original do Wes Creven

05 Dia dos Namorados Macabro: Versão Uncut

04 Alien 3: Versão do David Fincher

03 Legião: Versão original de William Peter Blatty de 'O Exorcista III'

02 Freaks: Versão original de Tod Browning

01 Medo em Cherry Falls: Versão Uncut

 

Sexta-feira 13 (sequels), Dia dos Namorados Macabro e Cherry Falls falam das versões sem corte com mortes mais robustas que as versões de cinema. Amityville II, Casa dos 1000 Corpos, A Sétima Alma (último filme do Wes Craven), Alien 3, Legião/O Exorcista III e Freaks falam da versão que foi para os cinemas que estavam distantes do que o diretor queria.

 

 Felizmente o A SÉTIMA ALMA não foi o ultimo filme do Craven, pois ele faria o PÂNICO 4 depois. Em tempo, não sei o quanto o estúdio mexeu no filme do Wes, por que o filme em si é bem ruim, mas o roteiro é do próprio Wes que tinha histórico de acertar ou errar muito.

 Desses o que eu mais teria curiosidade de ver a versão do diretor é O EXORCISTA III. Por que dá pra ver direitinho a mão do estúdio ali. Todo o 3º ato, quando rola o exorcismo não tem nada a ver com o resto do filme, que é um Thriller policial teologico de horror dos bons.

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On 11/10/2020 at 11:07 AM, Jailcante said:

09/11

Pânico ao Anoitecer (The Town that Dreaded Sundown, Dir.: Charlie B. Pierce, 1976) 2/4

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Achei esse filme bastante curioso. Não sei se poderíamos chamá-lo de slasher, mas tem algumas cenas de slasher que nitidamente serviram de inspiração pra filmes futuros do gênero (principalmente, Sexta-feira 13 Parte 2, Jason tem visu igual ao assassino daqui, entre outras coisas). Este seria mais um filme policial já que o foco é a investigação da polícia pra descobrir a identidade do assassino, baseado numa história real (fazem questão de frisar isso o tempo todo no material de marketing e no começo do filme). Problema é que as partes 'slasher' e 'policial' são bem distintas. As de slashers, apesar de não serem tão sanguinolentas, são cruéis e bem tensas, parece mesmo Sexta-feira 13; já as partes 'policiais' não são tão tensas ou sóbrias como deveriam ser, acabam ficando muito leves por, basicamente, 2 motivos: 1-tem narração. Fica aparecendo aquele vídeos educacionais de tanto que o narrador mastiga a história pro público. 2- Tem um personagem bem cômico ali, protagonizando uma cenas dignas dos filmes do Burt Reinolds (como a série Agarra-me Se Puderes). Então, fica 2 partes conflitantes ali, uma mais hardcore e outra bem leve. Parece 2 filmes distintos. De qualquer forma, achei interessante. Não dá pra dizer que não foi um filme que inspirou o gênero (apesar de não ser muito em si, um slasher).

 

 Eu gostei desse filme, mas concordo com você.  O filme tem um problema que me lembrou muito ANIVERSÁRIO MACABRO do Craven. As partes com o assassino como você disse são bem violentas, e é uma violência bem crua e brutal mesmo. Mas do outro lado, na parte da polícia, tu tem uns lance de comédia muito pastelão que não casa com a parte do assassino, tipo o plano dos policiais de se vestir de mulher pra pegar o assassino (é uma coisa que o Chefe Wiggun dos SIMPSONS pensaria). Ai, esse descompasso acaba atrapalhando o filme mesmo

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21 hours ago, Jailcante said:

Esse teve um sequel tardia em 2014. Tá na Amazon Prime. Vou tentar ver algum dia.

 

 Eu assisti esse. Não chega a ser uma Sequel clássica, pois ela se passa em um mundo onde o filme original é só um filme mesmo, e ai um assassino que parece ter ligação com os crimes reais começa a matar pessoas, mas se baseando no assassino do filme original ao invés do assassino real. A ideia era boa, e ele é um slasher bem mais tradicional que o primeiro filme, mas no geral, não curti muito não quando assisti.

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 Visto Tumbbad

 

 Tumbbad - Wikipedia

 

  A trama acompanha a vida de Vinayak Rao (vivido na infância por Dhundiraj Prabhakar Jogalekar, e na vida adulta por Sohum Shak) em três momentos distintos. O primeiro em 1918 quando o jovem Vinayak deve cuidar de sua monstruosa bisavó (Pushpak Kaushik) que sabe a localização de um tesouro lendário. O segundo momento se passa em 1932 quando um Vinayak já adulto descobre a localização do tesouro, e os desafios que deve enfrentar para reclamá-lo, e o terceiro em 1947, quando Vinayak precisa ensinar o filho Pandurang (Mohammad Samad) a enfrentar o monstro que protege o tesouro.

  Dirigido á seis mãos por Rahi Anit Barve; Anand Ghandi e Adesh Prasad á partir de um roteiro escrito á oito mãos pelos diretores e mais Amita Shan, TUMBBAD teve um processo muito longo de produção, tendo sido idealizado no fim dos anos 90, tendo passado quase quinze anos em pré produção, e posteriormente tendo problemas de produção, em um filme que levou seis anos para ser filmado devido a problemas com financiamento e locações. Em resumo, tinha tudo para dar errado. Portanto, é impressionante o quanto este terror indiano com toques de conto de fadas sombrio consegue ser um filme bastante sólido, não tendo permitido que sua atribulada produção afete o produto final.

  Cada um dos três segmentos do filme possuem uma identidade própria; com o primeiro se inclinando pmais para uma trama fabular de horror; o segundo adquirindo ares mais adultos devido a idade do protagonista, e o terceiro sendo uma articulação dos dois primeiros ao focar-se na relação entre pai e filho. Todos estes segmentos da vida do protagonista, entretanto, são ligados não só por seu personagem principal, mas pela temática da ganância, concentrada não só no comportamento dos personagens, mas na própria natureza do monstro do filme, e das pessoas que ele infecta. Tendo um visual muito bonito; momentos de terror muito bem construídos, e um roteiro interessante, que ainda encontra tempo para usar os diferentes momentos históricos da India como a luta de Gandhi pela independência, e a posterior partilha de terras após esta independência como pano de fundo que afetam a história, TUMBBAD é uma experiência cinematográfica muito válida.

 

 Visto O TIRANO

 

O Tirano (1951) — The Movie Database (TMDb)

 

  Na trama situada na França do Século XVIII o sádico Alan de Malatroit (Charles Laughton) engana o malandro Denis (Richard Stapley) para fazê-lo acreditar que matou um homem, para assim força-lo a casar com a sua sobrinha, Blanche (Sally Forrest), com o único intuito de destruir a vida da moça. Mas Denis acaba simpatizando com Blanche, e decide ajuda-la a escapar das garras do tio.

 Dirigido por Joseph Pevney á partir de um roteiro escrito por Jerry Sackheim (que por sua vez se baseia no conto de Robert Louis Stevenson), O TIRANO é um melodrama gótico de horror produzido no início dos anos 1950. O filme possui uma atmosfera interessante bastante típica dos terrores góticos em preto e branco que praticamente construíram o género em Hollywood (mas que nos anos 50, já começavam a ficar ultrapassados). O filme destaca-se principalmente pela direção de arte de Bernard Hezbrun (de O MONSTRO DA LAGOA NEGRA), que transforma o castelo dos Matroit cheio de passagens secretas em um ambiente que consegue ser suntuoso e ameaçador ao mesmo tempo.

 Boris Karloff, que foi o nome que se destacou nos cartazes do filme faz um bom trabalho como o servo Voltan, criando uma figura simpática, mas assustadora, não muito diferente de seu papel mais icônico em FRANKENSTEIN. Mas quem rouba a cena é Charles Laughton, devorando o cenário até não querer mais com o seu vilão Alan de Malatroit, em uma atuação que mesmo que soe acima do tom em vários momentos, parece fiel ao personagem e ao espírito do filme. Mas o que derruba o TIRANO é o seu casal de protagonistas, que não possuem química nenhuma como casal (o que por si só derruba boa parte do filme) e nem são carismáticos individualmente. É um filme divertidinho, mas longe, muito longe de ser realmente bom.

 

LEGADO NOS OSSOS

 

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  Na trama, a Inspetora Amaia Salazar (Marta Etura) acaba de voltar ao trabalho após ter o seu primeiro filho, quando uma série de mortes misteriosas passam a ocorrer. Homens que mataram e mutilaram as suas companheiras cometem suicídio deixando sempre uma mensagem para a detetive com uma estranha inscrição. Amaia deve uma vez mais retornar a sua cidade natal quando percebe que essas mortes estão ligadas a sua mãe insana (Patricia Lopez Arnaiz).

 Sequência de O GUARDIÃO INVISÍVEL, LEGADO NOS OSSOS é mais uma vez dirigido por Fernando Gonzales Molina, com Luiso Bardejo (de INSENSÍVEIS) também voltando para o roteiro desta nova adaptação da série de livros de Dolores Redondo. Aproveitando o gancho deixado pelo filme anterior, que já indicava a presença de um segundo maníaco no vale de Baztan, este segundo caso da Inspetora Salazar traz um ritmo melhor do que o primeiro filme da série, utilizando muito melhor dos clichês do thriller de terror policial do que o primeiro filme, ainda que não tenha uma atmosfera tão bem construída.

 Entre estes clichês melhor utilizados estão o da detetive que não consegue conciliar a sua vida pessoal com a sua carreira, ou mesmo a da seita de magia negra atuando no povoado, que funciona muito melhor do que o serial killer solitário de O GUARDIÃO INVISÍVEL. Por outro lado, alguns dos erros do filme anterior se repetem, como a presença inutil do mentor americano de Amaia que esta lá só para dar Insights para a detetive (felizmente em menor grau do que no primeiro filme). Além disso, embora o contexto da ameaça enfrentada pela detetive seja levemente diferente, mais uma vez temos uma ligação pessoal direta com a protagonista, onde ela mais uma vez deve enfrentar um trauma de seu passado para poder resolver o caso da vez. Por fim, o filme se assume de vez como parte de uma série em andamento deixando um monte de tramas sem resposta para serem resolvidas no terceiro filme. Tal como o primeiro filme, LEGADO NOS OSSOS é uma produção espanhola que vale a conferida por seu visual, e especialmente pelo bom trabalho de sua protagonista, que faz de Amaia uma protagonista relacionável e fácil de se gostar, mas que tinha potencial pra ser bem melhor se soubesse construir o seu universo com um pouco mais de cuidado.

  

 

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4 hours ago, Jailcante said:

Tem essa garota aqui que tem um canal de terror no youtube, aí ela pegou sugestões de filmes pra ela assistir e fazer uma maratona. Mandaram "A Meia-Noite Levarei Sua Alma' do Mojica. Ela meio que ficou sem saber o que dizer do filme. hehe (tá em inglêr)

 

 

 Se ela ficou incomodada com a misoginia do filme, imagino o que ela ia achar dos filmes de terror do John Doo produzidos na Boca do Lixo nos anos 70. Hehehehe.

 Em tempo, nesse primeiro filme o Zé é Full vilão mesmo, e não é a intenção que a gente torça por ele. Já o segundo filme, tem uns momentos que mesmo que a gente saiba que o Zé é um baita FDP, a gente se pega torcendo por ele em alguns momentos. Hehehe

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  • 2 weeks later...

Vídeo: 6 Filmes de terror mais amados/odiados

 

Babadook - Achei esse médio. Até considero ele melhor que outros cultuados da década passada (2010s) como Hereditário e Mindsomar, mas não me animou muito.

A Vila/The Village - Curtia muito, apesar de uns deslizes ali na resolução da história, mas até tenho que rever, faz tempo que não vejo. Pelo menos, visualmente é um dos Shyamalan que considero mais bonitos.

Mãe/Mother - Achei que o Darren Aronofsky fez um filme bagunçado, só que fez isso de propósito mesmo, pra fazer referências mil ali, ou porque não quis fazer um filme reto, ou, enfim, sei lá. Eu não curti essa bagunça toda no filme, é um filme que vi uma vez e pretendo não mais, mas não chego a odiar porque quem gosta eu até entendo porque gosta.

Corrente do Mal/It Follows - Esse eu gosto e upo mesmo. Não sei se chego a amar, mas sim, curti bem.

A Bruxa - Esse eu não sei. Até acho ele redondo, visualmente, é bem legal, tem bastante clima, mas não me animou muito também. Pelo menos, esse eu aceito o povo cultuar. Tem uns outros por aí que eu não entendo, mas ok também.

Mindsomar - Esse não entendo o povo cultuar... É um remake de 'O Homem de Palha', nada mais (que já teve um remake oficial com o Cage). Não suporto esses filmes que pessoal cultua como se fosse a última bolacha/biscoito do pacote, como se fosse algo maior, mas tem uns defeitos ali que pelamordedeus, acho meio demais (como personagens inúteis ou burros demais). Enfim...

 

Esse não tá na relação mas vou comentar assim mesmo:

Hereditário - Esse é daqueles casos que você nem odeia o filme em si, mas passa a adiá-lo por motivo 'fora-filmes'. Vejo gente demais, demais mesmo, cultuando esse filme, e não sei o porque, não compreendo. Eu sigo no twitter um cara que vive colocando dois/quatro filmes pra votação, aí um dia ele me põe "Hereditário ou Exorcista"... Sério?! O Exorcista?! Comparando essa jabuticaba aqui com 'O Exorcista'?! Enfim, já perdi a compreensão sobre o que o pessoal sente por esse filme. Aí, já tô quase um pé de odiar isso, e amaldiçoar até 4ª geração do povo que fez isso.

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1 hour ago, Jailcante said:

Vídeo: 6 Filmes de terror mais amados/odiados

 

Babadook - Achei esse médio. Até considero ele melhor que outros cultuados da década passada (2010s) como Hereditário e Mindsomar, mas não me animou muito.

A Vila/The Village - Curtia muito, apesar de uns deslizes ali na resolução da história, mas até tenho que rever, faz tempo que não vejo. Pelo menos, visualmente é um dos Shyamalan que considero mais bonitos.

Mãe/Mother - Achei que o Darren Aronofsky fez um filme bagunçado, só que fez isso de propósito mesmo, pra fazer referências mil ali, ou porque não quis fazer um filme reto, ou, enfim, sei lá. Eu não curti essa bagunça toda no filme, é um filme que vi uma vez e pretendo não mais, mas não chego a odiar porque quem gosta eu até entendo porque gosta.

Corrente do Mal/It Follows - Esse eu gosto e upo mesmo. Não sei se chego a amar, mas sim, curti bem.

A Bruxa - Esse eu não sei. Até acho ele redondo, visualmente, é bem legal, tem bastante clima, mas não me animou muito também. Pelo menos, esse eu aceito o povo cultuar. Tem uns outros por aí que eu não entendo, mas ok também.

Mindsomar - Esse não entendo o povo cultuar... É um remake de 'O Homem de Palha', nada mais (que já teve um remake oficial com o Cage). Não suporto esses filmes que pessoal cultua como se fosse a última bolacha/biscoito do pacote, como se fosse algo maior, mas tem uns defeitos ali que pelamordedeus, acho meio demais (como personagens inúteis ou burros demais). Enfim...

 

Esse não tá na relação mas vou comentar assim mesmo:

Hereditário - Esse é daqueles casos que você nem odeia o filme em si, mas passa a adiá-lo por motivo 'fora-filmes'. Vejo gente demais, demais mesmo, cultuando esse filme, e não sei o porque, não compreendo. Eu sigo no twitter um cara que vive colocando dois/quatro filmes pra votação, aí um dia ele me põe "Hereditário ou Exorcista"... Sério?! O Exorcista?! Comparando essa jabuticaba aqui com 'O Exorcista'?! Enfim, já perdi a compreensão sobre o que o pessoal sente por esse filme. Aí, já tô quase um pé de odiar isso, e amaldiçoar até 4ª geração do povo que fez isso.

 Acho que fazia muito mais sentido o HEREDITÁRIO estar na lista do que o MIDSOMMER mesmo, já que o segundo não fez tanto barulho quanto o primeiro. Em tempo, vou bancar o metido, e passar minhas impressões

 

THE BABADOOK- Curti pra caralho quando assisti, até por que fui ver sem Hype nenhum. Mas entendo quem não curte, já que no final, o filme se assume completamente como metáfora, e tem gente que não curtiu esse "In Your Face" que o filme dá no final.

A VILA- Não amo nem odeio. Acho que o Shy constrói uma puta atmosfera ali, e nem fico tão P com a reviravolta do final (que é bem mal armada), mas por que a gente não consegue se envolver com os personagens como nós excelentes filmes anteriores do cara.

MÃE- Esse eu não assisti, então não posso falar.

A BRUXA- Quando assisti a primeira vez, achei bem chato, mas depois o filme foi crescendo em mim. Não posso dizer que curto o filme, mas a atmosfera construída e a atuação dos atores merece muitos elogios.

MINDSOMMER- Eu até curti o filme. Não posso dizer que amo, mas achei bem melhor legal que o badaladissimo HEREDITÁRIO.

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 Visto O CASTELO DO PAVOR

 

O Castelo do Pavor - Filme - Cinema10.com.br

 

  Na trama situada no século 19, Sir Ronald Burton (Richard Greene) é um ex oficial do exército britânico, que com um nome falso, visita as terras de um antigo inimigo dos tempos de guerra na África, o perverso Conde Von Bruno (Stephen McNally) para tentar descobrir o que houve com dois de seus amigos que desapareceram no local. Lá, ele descobre que o Conde aterroriza a população local, mas deve tomar cuidado, pois o Conde ainda busca vingança contra o oficial que arruinou os seus planos de conquista no continente africano.

 Longa de estreia do diretor Nathan Juran (que ficaria mais famoso por ter comandado o Sci-Fi B O ATAQUE DA MULHER DE 15 METROS) a partir de um roteiro de Jerry Sackheim, CASTELO DO PAVOR é um thriller de terror gótico divertido, e até atmosférico, mas que dá claros sinais da decadência que esse tipo de história apresentava na década de 50 (o filme é de 1952) e que só seria reavivada no final da década com o surgimento da Hammer Studios. O filme até tem um começo interessante, mostrando o que parece ser o sepultamento do protagonista, só para descobrirmos que ele está prestes a ser enterrado vivo, para então passarmos a acompanhar o resto da trama em Flashback. Mas a trama apresentada neste flashback é tão esquemática e sem graça, que acaba não fazendo valer o interessante ponto de partida. Talvez eu tenha sentido isso pela imensa semelhança que este filme apresenta com O TIRANO filmado no ano anterior, e que assisti por pouco tempo. Não por coincidência, o texto dos dois filmes é assinado pelo mesmo roteirista, e de fato o diretor Nathan Juran trabalhou na direção de arte de O TIRANO.

 Como de praxe nesses terrores góticos do fim dos anos 40 e começo dos anos 50, temos os antigos grandes astros da Universal fazendo pequenas participações (mas sendo vendidos como se tivessem grande papel). Aqui, temos a participação de Lon Chaney JR, astro de O LOBISOMEM, atuando como um capanga mudo do vilão, e o lendário Boris Karloff, como o médico que trabalha para o Conde Von Bruno, sendo provavelmente o personagem mais interessante do filme por nunca sabermos se podemos confiar nele ou não. No geral, O CASTELO DO PAVOR é um filme divertido, e cumpre a sua função de entreter, mas recomendo só para os grandes fãs dos terrores góticos da era de ouro de Hollywood.

 

Visto RASTROS DO ESPAÇO

 

Rastros do Espaço (1957) – Boca do Inferno

 

 

  Na trama, fragmentos de um meteoro caem na pequena cidade de San Angelo. A rocha, aparentemente é inofensiva, mas quando molhada, começa a crescer de forma descontrolada, causando morte e destruição. Pra piorar a situação, aqueles contaminados pela rocha, tem seus corpos transformados em pedra. Agora, uma dupla de geólogos, um jornalista local, e um médico da cidade grande devem se unir para impedir mais mortes e que o mineral alienígena se espalhe pelo planeta.

  Dirigido por John Sherwood, e escrito a quatro mãos por Norman Jolley e Robert. M. Fresco (mais lembrado pelo roteiro da Pérola B, TARÂNTULA de Jack Arnold), RASTROS DO ESPAÇO é uma daquelas típicas tranqueiras Sci-Fi dos anos 50, que misturando terror com cinema catástrofe, mostrava cientistas e cidadãos comuns lidando com ameaças alienígena ou de origem nuclear. O filme é de curta duração (setenta e pouco minutinhos), e tem um bom ritmo, estabelecendo uma série de Deadlines ao longo da narrativa que ao serem superados pelos protagonistas dão lugar á um novo onde as apostas são ainda maiores. Grant Williams (o protagonista de O INCRÍVEL HOMEM QUE ENCOLHEU), entrega um protagonista carismático na figura de Dave Williams, dando ao geólogo um ar de "gente como a gente" essencial para que a proposta do filme funcione.

 A direção de Sherwood funciona, mas ele não consegue dar elegância ao filme. Talvez seja pedantismo meu exigir isso nesse tipo de filme, mas sendo que o projeto teve seu argumento fornecido pelo já mencionado Jack Arnold, cara por trás de filmes como os citados TARÂNTULA, O INCRÍVEL HOMEM QUE ENCOLHEU, e é claro O MONSTRO DA LAGOA NEGRA, fica o lamento de ele não ter assumido a direção. Mas como dito, Sherwood segura bem, mas não é o destaque vai para os efeitos especiais criados por Clifford Stine, mais um envolvido em O INCRÍVEL HOMEM QUE ENCOLHEU, que cria um trabalho interessante de stop motion, e fotografia para retratar o crescimento desordenado dos minerais alienígenas, com destaque para uma cena onde dois personagens vêem apavorados uma pequena lasca crescer de forma descomunal, com os pedaços se soltando e se ampliando de forma caótica, em um efeito muito interessante. Em resumo, um passatempo divertido, mesmo que não muito memorável.

 

Visto O LIVRO DE PEDRA

 

El libro de piedra (1969) - Filmaffinity

 

  Na trama, Julia (Marga Lopez) é contratada pelo rico Eugênio  (Joaquim Cordero) como governanta de sua casa de campo, tendo como principal função cuidar da filha de Eugênio, Silvia (Lucy Buj). A menina é obcecada pela estátua de  de um menino presente nas imediações, que ela chama de Hugo, e trata como um amigo. Quando vários desejos de Silvia se realizando de forma inexplicável e mesmo perigosa, Julia passa a desconfiar que Hugo possa ser mais do que uma estátua.

  Escrito e dirigido por Carlos Henrique Taboada, grande nome do terror mexicano responsável por filmes como ATÉ O VENTO TEM MEDO; e o original MAS NEGRO QUE LA NOCHE, este O LIVRO DE PEDRA acaba sendo o filme que menos curti do diretor até então, embora ainda seja um thriller psicológico sobrenatural bem interessante. Esta produção mexicana sessentista trabalha com uma temática que seria trabalhada de forma ainda mais profunda pelo diretor no posterior VENENO PARA AS FADAS. A imaginação é uma coisa poderosa, e pode ter contornos bem sombrios, e mesmo corruptores.

O cenário onde uma criança tem um amigo imaginário, que acaba se revelando mais perigoso do que deveria não é novo, já não era nos anos 60 quando este filme foi produzido, com a sua premissa inicial lembrando um pouco o clássico OS INOCENTES, mas embora o diretor pareça deixar logo claro que há algo de sobrenatural acontecendo na história, as raízes do comportamento da pequena Silvia parecem ser bastante terrenas. A pequena Silvia claramente é uma criança negligenciada, com o seu pai muito mais preocupado em fazer com que a filha se de bem com a sua nova madrasta, Mariana (Norma Lazareno) do que em realmente entender a filha. Mas o filme é inteligente o suficiente pra não retratar Eugênio como um pai que não liga a sua filha, ou transformar Mariana no arquétipo da madrasta malvada, eles são simplesmente dois adultos que não estão sabendo lidar com os sentimentos confusos de uma criança, que se entrega de forma literal aqui, ao poder que a sua imaginação lhe dá.

 O LIVRO DE PEDRA traz também um desfecho bastante corajoso e trágico para o período de produção, mas que soa orgânico a tudo que foi apresentado, não estando apenas ali para chocar. Minha única queixa é a suposta protagonista, já que depois de acompanharmos boa parte da história pelos olhos da governanta, o roteiro simplesmente escanteia a personagem, que fica só "ali", até o desfecho, cumprindo o dispensável papel de sarrafo moral para os outro personagens. Mas é uma escorrega menor em um filme ainda bastante atmosférico, e capaz de provocar alguns arrepios.

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