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Forum Cinema em Cena

19 Dias de Horror


Jailcante
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On 7/26/2021 at 12:23 PM, Jailcante said:

Escuridão da Morte (Fade to Black, Dir.: Vernon Zimmerman, 1981) 2/4

Fade_to_black_1980.jpg

 

Jovem fanático por cinema acaba se inspirando em cenas famosas de filmes para matar desafetos dele.

Uma coisa boa aqui é esse filme foi feito/lançado no começo dos anos 1980, porque aí a inspiração das mortes não veio de slashers (porque nem existiam direito). O assassino se baseia até em filmes que não são de terror como westerns e gangsteres pra matar o povo. Se tivesse sido lançado nos 1990, por exemplo, lá ia o cara se disfarça de Jason, Michael Myers, Freddy e etc (seria mais um filme slashers-homenagem e fim). Então, foi interessante ver o filme usar outras fontes, já que o cara era fã de filmes em geral, não especificamente de um gênero (apesar de citar mais o Jimmy Cagney durante o filme).

Infelizmente, o filme fica num limar ali de cômico (e não acho que foi propositalmente isso, mas também não sei como daria pra levar essa história muito a sério), e não tem muito como simpatizar muito com o personagem principal.

Curiosidade: Mickey Rourke aparece aqui como um dos bullies do cara. Possivelmente, tenha sido um dos primeiros papéis dele.

 

 Fiquei com a mesma impressão, JAILCANTE. Vários momentos, o filme descamba pro cômico, muito pela interpretação do protagonista, mas não parece ser a intenção ali, por que o filme parece querer ir pra um lado mais psicológico e tal. Fora que tem aquela investigação policial que não serve pra absolutamente nada.

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Os Felinos - 1969 | Filmow

 

   thriller de terror psicológico sessentista, que conta a história de um sobrinho bom vivant que volta a morar com a tia rica pra ela botá-lo no testamento e depois dar um fim na velha, mas a mulher cria uma penca de gatos, e o sujeito tem medo mortal dos bichos. O filme foi escrito pelo Joseph Stefano, mesmo roteirista de PSICOSE, e tem um ar meio debochado típico dos filmes do Hitchcock mesmo. Vale a conferida descompromissada.

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Terapia do Medo - Filme 2016 - AdoroCinema

 

  Visto na Nefflix este fraquíssimo thriller brazuca sobrenatural estrelado por Cleo Pires (ou Cleo, como assina hoje em dia), que mistura as temáticas de hipnoterapia e possessão. O texto escrito pelo diretor Roberto Moreira e Luciano Patrick não tem foco nenhum, não dando qualquer tipo de jornada dramática real para as suas protagonistas, as gêmeas vividas por Cleo. Mal dirigido, e utilizando mal os clichês do gênero, TERAPIA DO MEDO não é um bom exemplo do terror brazuca, que já apresentou coisas bem melhores em anos recentes.

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Visto MACABRO

 

Macabro - 8 de Outubro de 2009 | Filmow

 

  Sangrento slasher tailandes de 2009, que bebendo direto da fonte do clássico O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA traz um grupo de amigos, que cai na besteira de dar carona para a garota errada, atraindo-os para a casa de sua família psicopata. Ainda que a trama seja bastante derivativa, os irmãos Mo, que adaptam o seu próprio curta metragem para o formato de longa, sabem manipular os clichês do gênero de forma fantástica, entregando um slasher engajante, sangrento, e com uma vilã arrepiante na figura da matriarca da família assassina. Vale a conferida, especialmente para os fãs de um bom Slasher.

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  • 2 weeks later...

 

 Seguindo recomendação do SOTO, conferi AL MORIR LA MATINEE

 

Al Morir La Matinee – Serial Killer mata o público em matinê de um filme de  terror – Trailer e Pôster | Trilha Do Medo

 

  É um Slasher uruguaio bem direto, e como bem disse o SOTO, cheio de referências visuais ao cinema de terror oitentista, desde Carpenter, passando por De Palma, e principalmente aos italianos Dario Argento e Lamberto Bava. A trama, que é fortemente inspirada no clássico Cult OS OLHOS DA CIDADE SÃO MEUS é simples até dizer chega, um assassino tocando o terror na ultima sessão do dia de um cinema de rua em Montevideu. Assim, destacam-se uma série de mortes bastante criativas e caprichadas no quesito Gore, e uma boa condução da parte de direção e montagem, que faz uns paralelos interessantes entre o que rola no filme que os personagens estão assistindo e no que está rolando no cinema de fato. Enfim, um Slasher direto ao ponto, e com visual legal.

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 Visto UM VULTO NA JANELA

 

Um Vulto na Janela - 1939 | Filmow

 

Não envelheceu muito bem este thriller britânico de terror detetivesco do fim da déca de 30, que traz Tod Slaughter como grande vilão. Dirigido por George King e escrito a quatro mãos por Ronald Faye e A. R Rawlison (responsável pela versão original de O HOMEM QUE SABIA DEMAIS). O filme, não consegue esconder as suas raizes teatrais, parecendo em muitos momentos uma peça filmada. A investigação e suas reviravoltas também não provocam muito interesse, com algumas revelações surgindo do nada, como a verdadeira natureza do rosto que espreita as vítimas na janela antes de elas serem mortas pelo serial killer conhecido como "O Lobo". O filme vale a pena apenas pela atuação de Tod Slaughter como o vilanesco Chevalier Lucio del Gardo, um tipo de vilão de pantominia que ri com gosto das maldades que comete. Enfim, tem filmes da mesma época que envelheceram bem melhor.

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Don´t Breath 2 é a continuação razoável do bacanudo filme de 2016, que basicamente era uma versão hardcore de Esqueceram de Mim protagonizada por um velho cego. Aqui é tudo elevado á enéssima potência, e o que era sabiamente sugerido no filme anterior aqui é trocado por gore e violência, ou seja, por soluções fáceis. Lang e a pirralha (que faz a "filha") mandam bem em seus papéis, mas o que mais pegou mesmo foram as reviravoltas absurdas do filme. Dá pra assistir mas é inferior ao primeiro. E pelo andar da carruagem desta franquia (sim, tem cena pós-crédito) o terceiro filme vai seguir o rumo de Fast & Furious em viajadas na maionese, fugindo totalmente da proposta original, onde até estuprador vira herói. 7,5-10

Don't Breathe 2 in Ennis at Galaxy Drive-In

 

 

The Oak Room é um bacanudo e tenso thriller indie que não dava nada e valeu totalmente a bizoiada. Se passa tudo num bar onde duas pessoas trocam estórias, e dentro delas tem outras estórias, onde presente, passado e futuro dos personagens vai sendo contado em doses homeopáticas e a gente monta o quebra-cabeça da situação. É um filme calcado na oratória e no contar de histórias (cinema) muito bem conduzido, provando que diálogos podem ser mais contundentes que a pirotecnia de trocentos efeitos especiais. É uma produção que vai lentamente aumentando sua tensão e desconforto até seu desfecho explosivo, onde a gente fica matutando o que assistiu após os créditos finais surgirem em tela. E são poucos os filmes que conseguem isso. 9-10

A Snowstorm Leads to the Mystery of 'The Oak Room' [Trailer] - Bloody  Disgusting

 

 

Demonic é a fraquíssima incursão do Neill Blomkamp, do ótimo Distrito 9, no horror sobrenatural. E coloca fraca nisso! Imagina a mistura de O Exorcista com A Cela.. é isso! Tem uma ou outra boa idéia, mas é tudo tocado de forma genérica, previsível e nada empolgante. Com atuações razoáveis do elenco desconhecido, parece que foi mais uma incursão do diretor em dar trabalho pirotécnico de rodo á sua empresa de FX, efeitos estes que não são lá tudo isso. Na boa, dá pra ver sim.. mas é um produto tipico da Blumhouse que dispensava a grife do diretor. Uma pena porque deste filme esperava muito mais. 7,5-10

IFC Midnight على تويتر: "It's not a dream. It's not reality. See  #DemonicMovie in theaters and on demand August 20… "

 

 

Hunter Hunter é um bom thriller que mantém não só a tensão constante como a dubiedade daquilo que se mostra na tela, no caso, a alegoria do lobo como o pior da espécie humana. Bem dirigido atuado e fotografado, só achei o desfecho dele apoteótico demais, descambando pra escatologia e horror puramente pra efeito catártico. Acho que não precisava diante de tudo aquilo que construiu sutilmente até então, pois ficaram parecendo dois filmes diferentes. Mas ainda assim vale a conferida deste indie. 8-10

Available Now: Hunter Hunter (2020) – Horror Freaks


 

 

The Old Ways é um terror sobre possessão demoníaca diferenciado e só por isso já vale a pena. Parece ter sido feito pelo México mas é americano mesmo, e a proposta de sair do contexto judaico-cristã é bastante válida, atentando pro lance antropológico de supertições mexicanas, como o xamanismo. As atuações estão boas e narrativa dupla cumpre bem o seu propósito e até joga com a nossa perspectiva das coisas. Só achei que o final foi muito agridoce praquilo que se propôs a contar, mas mesmo assim curti este "exorcismo latino" onde menos é mais. 8,5-10

enzian hashtag on Twitter

 

 

Teddy a primeira vista pode parecer a versão francesa de Garoto do Futuro mas vai além disso, ta mesmo uma versão teen de Lobisomem Americano em Londres que até tem seu charme europeu. É sarcástica e formal dentro do possível, mas peca somente por não mostrar e ousar demais, principalmente no sangrento (off screen) terceiro ato. Também achei o desfecho abrupto demais, sei lá... As atuações tão ok e é bem feitinho sendo filme francês enveredando neste subgênero de terror, que no caso aqui ta mais pra terrir. 8-10

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Honeydew é um "horror-slasher-cabeça" até demais da conta, uma espécie Massacre da Serra Elétrica intimista e comedido... se é que existe isso. É um filme mais sensorial (a equipe de som está de parabéns!) que mantém o interesse até a metade, porque depois cai ladeira abaixo em interesse e apatia. na boa, demora muito pra acontecer alguma coisa de fato e quando acontece é de forma bem frouxa. O filho do Spielberg ate se empenha como ator mas é bem fraquinho, mas a atriz que faz a velha é muito boa e de meter um puta cagaço. Taí um horror alternativo que so vale pela embalagem, mas isso não basta, pelo menos pra mim. 7,5-10

Chris on Twitter: "Thrilled to share our new poster for the truly stomach  churning horror film, Honeydew. https://t.co/RbC0VDDqum" / Twitter

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17 hours ago, Jorge Soto said:

 

Hunter Hunter é um bom thriller que mantém não só a tensão constante como a dubiedade daquilo que se mostra na tela, no caso, a alegoria do lobo como o pior da espécie humana. Bem dirigido atuado e fotografado, só achei o desfecho dele apoteótico demais, descambando pra escatologia e horror puramente pra efeito catártico. Acho que não precisava diante de tudo aquilo que construiu sutilmente até então, pois ficaram parecendo dois filmes diferentes. Mas ainda assim vale a conferida deste indie. 8-10

Available Now: Hunter Hunter (2020) – Horror Freaks

 

 

 Tive impressão parecida, SOTO, já que o fime se constrói 99% em cima da sugestão e do terror psicológico, e fecha com aquele Gore pegado. Mas a quebra até funcionou pra mim pra pontuar a insanidade da situação. Em tempo, fiquei impressionado ao saber que o cara que faz o patriarca da família (que manda bem), é o mesmo cara que protagonizou o primeiro PREMONIÇÃO. O tempo passa.

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 Visto A GRUTA

 

A Gruta - Limão Mecânico

 

  Na trama, a Irmã Helena (Carolina Ferraz) é uma freira convocada pela polícia para tentar obter a confissão de Jesus (Arthur Vinciprova), um rapaz acusado de matar a esposa e os amigos após passarem dias presos em uma gruta, e que diz que só ira falar sobre o assunto com alguém da igreja. Helena passa então a ouvir o relato do rapaz, que alega que o acidente e as mortes na gruta foram causadas por forças demoníacas.

  Na ultima década, o cinema de terror nacional cresceu imensamente, parecendo enfim começar a sair da sombra de José Mojica Marins, que dominou o gênero entre os anos 60 e 80 (ainda que estava longe de ser o único a fazer cinema de terror BR, como muitos acreditam). Vimos nos ultimos anos surgirem nomes muito fortes no gênero, como Rodrigo Aragão, que se especializou no Horror Trash interiorano, ou a dupla Marco Dutra e Juliana Rojas que trabalha com um terror de caráter mais psicológico e urbano. Posso citar alguns filmes brasileiros do gênero bem interessantes  feitos nos ultimos anos, como O DIABO MORA AQUI, ou MORTO NÃO FALA. Infelizmente, A GRUTA não vai estar entre esses filmes.

 Escrito e dirigido por Arthur Vinciprova, que também protagoniza o filme, o roteiro se desenvolve como um grande flashback, com a confissão conduzida pela personagem de Carolina Ferraz (hoje mais conhecida pelo Meme "Por que eu sou Rica!!!!!!!!") servindo meramente como história moldura. E ai se encontra o primeiro erro do roteiro de Vinciprova, já que a freira ganha muito mais destaque do que precisava, com direito a trauma do passado e tudo mais, mas com a sua trama nunca ganhando uma conexão emocional realmente verdadeira com os eventos que se desenrolaram na gruta, que no final das contas, é o que importa. Os personagens da gruta, por sua vez, nunca conseguem realmente conquistar a nossa torcida, não só pela apresentação de diálogos bem artificiais, mas por se utilizar muito mal de certos clichês. Em termos de direção, até há uma exploração interessante do espaço claustrofóbico da gruta, mas temos uma decupagem que não só falha em explorar os momentos mais tensos da narrativa, mas que joga no texto a responsabilidade de estabelecer a medida de tempo que os personagens estão perdidos na gruta, e seu consequente desespero. A reviravolta final envolvendo a força maligna que atua na gruta também soa um pouco problemática pra mim. No fim, não chega a ser o pior filme nacional do ano, pois tivemos o desastroso TERAPIA DO MEDO, mas ainda é bem fraco.

 

Visto VIOLÊNCIA E TERROR

 

Violência e Terror - 27 de Janeiro de 1989 | Filmow

 

  Na trama, Jennifer Ross (Elizabeth Cox) é uma jovem que trabalha em um supermercado, e está sendo perturbada por seu violento ex-namorado, Craig (David Byrnes). Quando os funcionários se preparam para fechar o mercado, um invasor misterioso se infiltra no local, e começa a mata-los um por um. Será que Craig enlouqueceu de vez, ou outra pessoa é responsável por essas mortes?

  Escrito e dirigido por Scott Spiegel, colaborador habitual de Sam Raimi (que junto do irmão Ted, atua no filme como um dos funcionários) VIOLÊNCIA E TERROR é um filme típico do fim da primeira febre Slasher dos anos 80, onde as produções já haviam abrido mão de construir qualquer tipo de atmosfera para investir no choque do Gore por si só. Nesse quesito, o filme manda muito bem, por contar com os efeitos de maquiagem de Robert Kurtzman, que trabalhou em diversas franquias famosas do gênero, como "A Hora Do Pesadelo", "Um Drink No Inferno", e naturalmente "Evil Dead". A maquiagem alias, é a grande estrela do filme, com ótimos efeitos de cabeças esmagadas em prensas, membros cortados em moedores de carne, entre outras coisas. Dito isso, o filme de Spiegel claramente não tem a pretensão de ser nenhum exercício de suspense, sendo bem honesto em relação a isso, com o filme sendo basicamente essa sucessão de mortes. Mas falta a VIOLÊNCIA E TERROR um certo senso de humor, uma ironia que torne a experiência mais completa, e que talvez só seja mais ou menos entregue no 3º ato, já que por mais bem feitos e artesanais que sejam as sequências de assassinato, elas acabam se tornando cansativas a partir de certo ponto. Enfim, percebe-se que o filme não quer se levar a sério, mas ele não pira o suficiente pra ser divertido também. Como curiosidade, apesar do nome de Bruce Campbell, o eterno Ash de "Evil Dead" ter sido usado pra promover o filme, é o típico caso de picaretagem, já que ele só aparece nos ultimos dois minutos de filme como um policial sem nome.

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On 8/20/2021 at 5:42 PM, Jailcante said:

Halloween H20 - 20 Anos Depois (Halloween H20 - 20 Years Latter, Dir.: Steve Miner, 1998) 2/4

220px-HalloweenH20poster.jpg

Pra mim, o filme perdeu um pouco do charme. Primeiro, porque o forte era a presença da Jamie Lee Curtis, mas ela acabou de voltar a série, em um filme mais forte (cuja outras sequels prometem). Outra coisa que perdeu a força foi o final, já que o filme posterior (Halloween Ressurreição) jogou no lixo o que montaram aqui.

O filme fica muito em cima das homenagens ao filme original (e aos Sexta-feira 13 que o Steve Miner dirigiu) e não cria uma identidade própria. Se o filme seguinte tivesse realmente seguido a história daqui (porque não exploraram a historia do filho da Laurie e da namorada dele?), mas nem isso rolou (Halloween Ressurreição acabou tendo uma história própria que não lida muito com a daqui).

Enfim, o filme agora parece um 'family reunion', que são aqueles episódios de séries de TV famosas que surge um tempo depois do final da série e que muitas vezes único mérito é reunião do elenco original, nada mais. Aqui reuniram a Laurie com o Michael novamente, mas acho que faltou outra peça que é o John Carpenter e que seria crucial pro filme render mais (os atuais, ele tá ali colaborando de alguma forma, e já nota um quê a mais neles).

 

 

P.S.: Uma coisa que achei curioso, é que como no Sexta-feira 13 Parte 2, grande parte do elenco é poupada de morrer porque deixou o local e aí morreu quem ficou ali (e em ambos MUITA gente foi embora e ficaram poucos ali pra cenas de morte).

No Sexta-feira 13, quem deu sorte foi o pessoal que foi comemorar num bar, aqui nesse H20, a maioria dos alunos vão para um acampamento. Mas poderiam ter feito a piada do acampamento se chamar Crystal Lake, ou Forest Green, ou algo similar (Lake Crystal, Green Forest, ou sei lá), pra dar impressão que quem foi pro acampamento iria encontrar o Jason e quem ficou no colégio iria dar de cara com Michael. hehehe

  

  Sei lá, mas em termos de homenagens ao original, acho que o HALLOWEEN de 2018 pega muito mais pesado nesse sentido do que esse H20. Acho que o Halloween de 2018 com certeza é melhor dirigido, mas acho que a rivalidade do Michael com a Laurie é muito melhor trabalhado no H20 do que no filme de 2018. No H20, fica claro que o Michael é tão rival da Laurie quando ela é dele. No de 2018, apesar de todo aquele negócio de botar a Laurie obcecada com o Michael, e com mil treinamentos e armadilhaS, e com o roteiro martelando o tempo todo que eles são opostos, não parece que ela é importante pra ele. Tanto que ela só acaba indo atrás da Laurie por que aquele médico maluco praticamente jogou ele na casa dela. Se fosse qualquer outra casa que não a da Laurie, o Michael ia entrar pra matar todo mundo igual.

 

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2 hours ago, Questão said:

  

  Sei lá, mas em termos de homenagens ao original, acho que o HALLOWEEN de 2018 pega muito mais pesado nesse sentido do que esse H20. Acho que o Halloween de 2018 com certeza é melhor dirigido, mas acho que a rivalidade do Michael com a Laurie é muito melhor trabalhado no H20 do que no filme de 2018. No H20, fica claro que o Michael é tão rival da Laurie quando ela é dele. No de 2018, apesar de todo aquele negócio de botar a Laurie obcecada com o Michael, e com mil treinamentos e armadilhaS, e com o roteiro martelando o tempo todo que eles são opostos, não parece que ela é importante pra ele. Tanto que ela só acaba indo atrás da Laurie por que aquele médico maluco praticamente jogou ele na casa dela. Se fosse qualquer outra casa que não a da Laurie, o Michael ia entrar pra matar todo mundo igual.

 

 

Sim, com certeza, esse tem um embate maior entre os 2. Tiraram o parentesco do Michael-Laurie no de 2018 e aí não teve o Michael perseguindo ela. Mas ainda sim, teve cenas boas, com ela já chegando na cidade toda armada e perseguindo ele com uma arma (e ele fugindo desesperado), e a parte das armadilhas na casa da Laurie. Nitidamente (pra mim), é um roteiro que reescreveram no meio do caminho e aí não conseguiram emendar tudo muito bem coisas que tinham na história. Mas mesmo assim parece um filme mais 'inteiro', e não soa tanto só como uma homenagem ao original como o H20.

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18 hours ago, Questão said:

Visto VIOLÊNCIA E TERROR

 

Violência e Terror - 27 de Janeiro de 1989 | Filmow

 

  Na trama, Jennifer Ross (Elizabeth Cox) é uma jovem que trabalha em um supermercado, e está sendo perturbada por seu violento ex-namorado, Craig (David Byrnes). Quando os funcionários se preparam para fechar o mercado, um invasor misterioso se infiltra no local, e começa a mata-los um por um. Será que Craig enlouqueceu de vez, ou outra pessoa é responsável por essas mortes?

  Escrito e dirigido por Scott Spiegel, colaborador habitual de Sam Raimi (que junto do irmão Ted, atua no filme como um dos funcionários) VIOLÊNCIA E TERROR é um filme típico do fim da primeira febre Slasher dos anos 80, onde as produções já haviam abrido mão de construir qualquer tipo de atmosfera para investir no choque do Gore por si só. Nesse quesito, o filme manda muito bem, por contar com os efeitos de maquiagem de Robert Kurtzman, que trabalhou em diversas franquias famosas do gênero, como "A Hora Do Pesadelo", "Um Drink No Inferno", e naturalmente "Evil Dead". A maquiagem alias, é a grande estrela do filme, com ótimos efeitos de cabeças esmagadas em prensas, membros cortados em moedores de carne, entre outras coisas. Dito isso, o filme de Spiegel claramente não tem a pretensão de ser nenhum exercício de suspense, sendo bem honesto em relação a isso, com o filme sendo basicamente essa sucessão de mortes. Mas falta a VIOLÊNCIA E TERROR um certo senso de humor, uma ironia que torne a experiência mais completa, e que talvez só seja mais ou menos entregue no 3º ato, já que por mais bem feitos e artesanais que sejam as sequências de assassinato, elas acabam se tornando cansativas a partir de certo ponto. Enfim, percebe-se que o filme não quer se levar a sério, mas ele não pira o suficiente pra ser divertido também. Como curiosidade, apesar do nome de Bruce Campbell, o eterno Ash de "Evil Dead" ter sido usado pra promover o filme, é o típico caso de picaretagem, já que ele só aparece nos ultimos dois minutos de filme como um policial sem nome.

 

Concordo no geral. Queria ter gostado mais desse, mas ficou faltando algo no filme. Talvez seja isso mesmo, faltou ser mais insano, ele até ensaia isso, mas ficou só na vontade mesmo.

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Don't Look - A Morte te Aguarda (Don't Look, Dir.: Luciana Faulhaber, 2018) 1/4

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Filme slasher dirigido e estrelado por uma brasileira. Ela gosta de closes na cara dos atores (a câmara quase os engole). Não tem nada o que falar, parece uma produção de youtube, não acrescenta nada, mas também não odiei.

 

Spoiler: Faltou o roteiro explicar o que o irmão da mulher ficou fazendo esse tempo todo.  Ele matou, quando criança, os pais, a irmã saiu ilesa (não explicaram porque isso rolou, simplesmente aconteceu). Anos depois ela volta pro local e o cara sai matando todo mundo, mas tinha uns caipiras morando por ali. Como eles ficaram vivos com o cara andando por ali? Enfim. Não prenderam muito bem uns buracos ali na história, mas não dá pra exigir muito mesmo da produção.

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On 9/20/2021 at 12:23 PM, Jailcante said:

Don't Look - A Morte te Aguarda (Don't Look, Dir.: Luciana Faulhaber, 2018) 1/4

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Filme slasher dirigido e estrelado por uma brasileira. Ela gosta de closes na cara dos atores (a câmara quase os engole). Não tem nada o que falar, parece uma produção de youtube, não acrescenta nada, mas também não odiei.

 

Spoiler: Faltou o roteiro explicar o que o irmão da mulher ficou fazendo esse tempo todo.  Ele matou, quando criança, os pais, a irmã saiu ilesa (não explicaram porque isso rolou, simplesmente aconteceu). Anos depois ela volta pro local e o cara sai matando todo mundo, mas tinha uns caipiras morando por ali. Como eles ficaram vivos com o cara andando por ali? Enfim. Não prenderam muito bem uns buracos ali na história, mas não dá pra exigir muito mesmo da produção.

 

 Não assisti a esse filme, mas lembro quando a atriz/diretora foi no extinto programa do Jo Soares promover o filme.

 

O curioso que essa atriz já até passou pela Marvel como uma das garotas do Fake Mandarim do Ben Kingsley em HOMEM DE FERRO 3 (ela é a da direita).

 

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1 hour ago, Questão said:

 

 Não assisti a esse filme, mas lembro quando a atriz/diretora foi no extinto programa do Jo Soares promover o filme.

 

O curioso que essa atriz já até passou pela Marvel como uma das garotas do Fake Mandarim do Ben Kingsley em HOMEM DE FERRO 3 (ela é a da direita).

 

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Minha sobrinha ficou reclamando dela o filme TODO, falando como ela era ruim. Toda hora que a mulher aparecia, já falava que nunca viu atriz tão ruim num filme. 

Só no final que eu vi que o nome dela era o mesmo da diretora e falei pra minha sobrinha, que a mulher era a diretora do filme. E ela: 'Ah, sim, faz sentido! Só ela sendo diretora pra colocar ela mesma no filme.' hehehe

 

Eu mesmo não notei a atuação dela porque o filme todo era bem precário, então a atuação dela meio que sumia pra mim, porque todo resto já era ruim o suficiente. hehe

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Titane é um razoável thriller de horror dramático que flerta com realismo fantástico e suspense que curti em termos e tem umas cenas em que, na boa, a diretora fumou um du bao... vai vendo, o plot é o de uma mina com placa na cachola que engravida de um carro!? E essa cena de "sexo"?! PQP!! E isso é so o comeco desta producao franco-belga!!! É um filme que custa linkar cenas e enredo, pois aqui parece que a diretora quis impressionar com cenas gratuitas sem estabelecer relacao de fato co o enredo, que bebe da fonte do Lynch e Cronenerg, em especial Crash, Estranhos Prazeres. A simbiose carne e máquina como metáfora de reconstrucao e redencao comigo nao rolou nao. Parece que tem dois filmes diferentes aí, embora as performances da atriz principal e do Lindon estejam muito boas. Tem cenas boas, gore e psicodelia de rodo.. mas ainda tento entender como este filme venceu Cannes, pois o longa anterior da diretora, Raw, aquele da mina vegana que vira canibal, é muuuito melhor! 7.5-10

Póster español de 'TITANE' que se estrenará en España el 8 de octubre -  Aullidos.com

 

Prisoners of the Ghostland é uma tentativa do Nicolas Cage emplacar no mercado asiático com Sion Sono, levando alguns atores carimbados junto... nao dá. Essa mistura de scy-fy de horror distópico estilo Mad Max Além da Cúpula do Trovao com western e ainda mais samurai junto comigo nao rolou. Nao bastasse o diretor é 8 ou 80,  e seu estilo característico ajudou a tornar a obra bem mais bizonha que o esperado. É um filme nada convencional, porém muito bem feito. As atuacoes estao aquela coisa, bem caricatas e o Cage esbanja caras e bocas interpretando ele mesmo. A Sofia Mumia Boutella ate se empenha mas nao faz milagre. Enfim, um filme de nicho em especifico entre os fas do diretor, mas pra mim ele ja fez muito melhor. 7-10

Affiches, posters et images de Prisoners of the Ghostland (2021)

 

Escape Room 2 é a sequência frouxa do original bacaninha de dois anos atrás que pegava carona na modinha de "casas de escape", espécies de desafios com enigmas, etc e tal.. O problema maior é que a modinha não existe mais e esse filme aparenta ter sido feito ás pressas, embora mostre visivelmente mais orçamento que o anterior. Perturbador? Menos. Inteligente? Pior Tenso? Pfff.. Vai vendo, aqui praticamente repetem o plot anterior com uma ou outra pincelada nova, mas o mais interessante as armadilhas e enigmas são bem borocoxôs. E as ações e atitudes do elenco bem inverossímeis. O desfecho é meia boca, mesmo deixando o gancho pra trilogia, que acredito não vá ver a luz do dia. 7-10

Escape Room 2: Tensão Máxima | Sony Pictures Brazil

 

Legend of Candyman é um bom terrorzão social que pega emprestada a franquia noventista, mas o lance de ser reboot ou sequencia fica a critério do espectador no final. O filme prede e o tom dado ao longa é bem bão e a parte visual não deixa por menos, sendo em criativa nesse quesito. As atuacães estão bem ok, se sobressaindo o Arraia Negra no papel principal. Mas o melhor mesmo é seu desfecho, aqui já comentado à exaustão com uma presença especial. Vale em a bizoiada por aprofundar mais a crítica social e desenvolver de forma eficiente a mitologia estabelecida pelo original. 8.5-10

Portal CinemaScope


 

Malignant por sua vez é um slasher sobrenatural que dá pro gasto, mas do Wan eu francamente esperava mais. Aqui ele mistura Bebê de Rosemay com o noventista Shoker (sim, aquele "Freddy Krueger da eletricidade" feito pelo Craven). Sei lá, como thriller criminal funciona melhor que como terror, onde se destacam em mais a parte técnica que o roteiro propriamente dito, onde tem uma leve pegadinha a la A Orfa. As atuações estão apenas ok e corretas na medida do possìvel, mas o melhor mesmo è seu terço final, onde o pau quebra pra comer mesmo com gosto. 8-10

Maligno « Castello Lopes Cinemas

 

Superhost é um thriller bem estilo Supercine mas bem feitinho a despeito de sua interessante premissa e orçamento merreca. O lance da critica aos influencer loucos por views a qualquer custo é interessante, mas o filme no frigir dos ovos é bem genérico em seu desenvolvimento, perdendo a chance de ousar mais e tentar um pingo de originalidade no meio disso. As atuacoes do casal principal sao fracas, destacando-se de longe a atriz que faz a piscopatinha da vez, que carrega o filme nas costas. 8-10

Choricha Mamla 2020 Marathi 450MB AMZN WEB-DL ESub Download |  moviespapa.wiki

 

 

Prey é mais um thriller survival que é mais do mesmo, com pitadas de slasher. Sua procedência européia me motivou a assistir esperando coisa boa mas caí do cavalo...pois é decalque de qualquer genérico ianque do gênero. Ele mistura os ótimos Downrange e Amargo Pesadelo mas de forma muito tosca. O quinteto de presuntos é tao mal feito que a gente deseja que seus personagens vao logo pro saco. Nao bastasse, o desfecho é frouxo e a motivacao do killer da vez intragável. Fora a morte da alconista, creio que daqui so se aproveita as boas locacoes do parque nacional onde transcorre o longa. Fuja deste filme na Netflix. 6-10

Prey (2021) - IMDb

 

 
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Festival Blumhouse na Amazon Prime.

https://olhardigital.com.br/2021/08/19/cinema-e-streaming/coletanea-welcome-to-the-blumhouse-chega-em-outubro-ao-amazon-prime-video/

 

Os longas ‘Bingo Hell’ e ‘Black as Night’ vão estrear globalmente no serviço no dia 1º de outubro. Já ‘Madres’ e ‘The Manor’ serão lançados na plataforma no dia 8 de outubro. O Prime Video também disponibilizou as primeiras imagens dos filmes que integram ‘Welcome To The Blumhouse 2021’.

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 Visto LOBOS

 

Lobos - 24 de Julho de 1981 | Filmow

 

  Na trama, Dewey Wilson (Albert Finney) é um detetive de policia de Nova York, que após um período afastado devido a instabilidade emocional, é trazido de volta para invesigar o brutal assassinato de um rico investidor de Wall Street, de sua esposa e de seu motorista. Mas a medida em que a investigação avança, mais mortes brutais passam a ocorrer, no que parecem ser ataques de animais.

  Dirigido por Michael Wadleigh a partir de um roteiro escrito a quatro mãos por David Eyre e Whitley Strieber (que também escreveu o romance em que o texto se baseia), LOBOS é basicamente um terror de lobisomem com toques de Thriller policial, ainda que traga algumas reviravoltas bem interessantes em torno da figura do lobisomem.  O roteiro é interessante por trazer um subtexto sobre a divida histórica dos americanos com o povo indígena, e sobre como tratam os descendentes nativo-americanos. A direção de Wadleigh é competente dando uma atmosfera sufocante ao filme, ao mesmo tempo em que traz um gore impactante sem ser apelativo. Destaca-se o uso de lentes especiais nas cenas que mostram o ponto de vista das criaturas, em um efeito que seria popularizado alguns anos depois pelo clássico PREDADOR. Albert Finney está bem como o protagonista, ainda que o personagem seja mergulhado demais no arquétipo do detetive cínico cansado da vida para ser realmente carismático. Mas apesar das boas metáforas com a questão nativo americana e um certo discurso anti wall street, não se pode negar que LOBOS acaba perdendo o ritmo em alguns pontos, e a resolução soa apressada e mal armada. Vale pela experiência de um filme meio esquecido do subgênero de lobisomens que traz um diferencial, mas o filme teria se beneficiado com um pouco mais de ritmo.

 

Viso ESPONTÂNEA

 

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  Na trama, os alunos do ultimo ano do ensino médio de uma pequena cidade começam a explodir de forma aleatória e sem explicação aparente. Enquanto o governo tenta descobrir o que está acontecendo, a excêntrica Mara (Katherine Langford) se apaixona pelo colega Dylan (Charlie Plummer), e os dois passam a viver um romance, aproveitando cada momento como se fosse ultimo, já que essa historia de amor pode acabar em uma explosão de sangue.

 Escrito e dirigido pelo estreante em longas metragens Brian Duffied, a partir de um romance de Aaron Starmer, ESPÔNTANEA é um misto de Terrir, comédia romântica e Sci-Fi no estilo ALÉM DA IMAGINAÇÃO. Possuindo uma montagem dinâmica e utilizando-se de recursos como micro flashbacks,, referências a cultura pop e quebra da quarta parede (direta e indireta), o filme de Duffied nunca leva muito a sério a situação bizarra em que os seus personagens estão envolvidos, o que é refletido principalmente na postura blasé e meio morbida de sua protagonista, vivida de forma efusiva por Katherine Langford. Embora as constantes explosões de corpos sejam o que movam a trama, o longa metragem está muito menos preocupado na reação direta que esses eventos tem sobre os personagens, e mais na metáfora sobre a finitude e fragilidade da vida. O horror ainda está presente, com um uso bastante inventido das explosões de sangue de forma visualmente interessantes, mas são os aprendizados e traumas que a morte pode deixar onde reside o coração da obra. É um filme divertido e bem despirocado, e vale a conferida.

 

Visto NINGUÉM SAI VIVO

 

Ninguém Sai Vivo Torrent (2021) Dual Áudio 5.1 / Dublado – Download

 

  Na trama, Ambar (Cristina Rodlo) é uma imigrante mexicana que entra de maneira ilegal nos Estados Unidos, e se hospeda em uma pensão para mulheres comandada pelo estranho Red (Marc Menchaca). Logo, Ambar começa a ter estranhos pesadelos e visões, ao mesmo tempo em que percebe que as poucas pensionistas que vivem no local desaparecem de forma misteriosa.

  Dirigido por Santiago Menghini a partir de um roteiro escrito a quatro mãos por Jon Croker e Fernanda Coppet (por sua vez adaptado do romance de Adam Nevill) NINGUÉM SAI VIVO é um horror sobrenatural britânico produzido pela Netflix, que por trás de sua história de criaturas sobrenaturais, carrega um forte subtexto sobre a exploração de imigrantes, ainda que este subtexto seja posto de forma nada sutil. Ainda que esteja longe de ser um filme ruim, NINGUÉM SAI VIVO parece se esforçar demais tanto em seu comentário social quanto em seu exercício de gênero, acabando por soar clichê e redundante. O roteiro nunca parece se esforçar para tornar a sua protagonista qualquer coisa que não seja a "pobre imigrante", já que ela se ferra de tantas formas ao longo do filme que nunca temos tempo pra respirar e vê-la como uma pessoa real. O diretor também se entrega ao máximo aos clichês dos Jump Scares gratuitos (me refiro aqueles vindo de pesadelo) não só não os utilizando de forma inteligente, mas à exaustão. É um filme que dá pra passar o tempo, mas que não deve se perpetuar muito na memória não.

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Tem Alguém na sua Casa (There's Someone inside your House, Dir.: Patrick Brice, 2021) 2/4

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Acho esse recomendado pra gurizada que curtiu Rua do Medo, são meio parecidos (esteticamente), mas esse não tem lance sobrenatural, é só um slasher mais convencional mesmo. Assassino aqui ataca quem tem um segredo escondido, aí ao mesmo tempo que mata a pessoa, ele expõe o segredo da pessoa nas redes sociais. Só não entendi o título, o assassino não atacava só em casas, ele mata pessoas em outros lugares.

 

Perfeição Insondável (What Lies Below, Dir.: Braden Duemmler, 2020) 2/4

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Talvez tenha gostado desse filme porque ele é bem bizarro (isso conta a favor, de certa forma). Começa parecendo uma coisa, mas dá um duplo twist capado no meio e vira outra coisa. De início parece algo como um suspense familiar como esses que pipocam no canal Lifetime, mas não é. É ficção científica.

Na verdade, não sei se gostei, mas fiquei aliviado, porque achei que o filme iria tratar da adolescente se envolvendo com o padrasto/novo namorado da mãe e teria toda aquela trama de chantagem, padrasto maluco, menina sofredora e etc. Mas não é sobre isso, ainda bem, então a trama que veio eu meio que nem liguei, só achei que fiquei no lucro no fim das contas. Não acho que resista a uma revisitada (que não pretendo fazer).

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 Visto TEMPO

 

Tempo - Filme 2021 - AdoroCinema

 

  Na trama, Guy e Prisca (Gael Garcia Bernal e Vicky Krieps) são um casal em crise, que resolve tirar férias com seus dois filhos, o pequeno Trent (Nolan River) e a pré adolescente Maddox (Alexa Swinton). Chegando no hotel, o gerente recomenda uma isolada e tranquila praia para a família, que chegando ao local, encontram mais algumas pessoas. Mas logo, eles percebem que algo na praia faz com que todos envelheçam em um ritmo anormal, e por alguma razão, eles desmaiam cada vez que tentam deixar o logal. Agora, esse grupo precisa encontrar um jeito de deixar a praia, se não quiserem morrer de velhice em um dia.

 Escrito e dirigido por M. Night Shyamalan, a partir da Graphic Novel francesa "Castelo de Areia", TEMPO desenvolve-se como um thriller fantástico de horror com algumas generosas doses de Body Horror muito bem empregadas. Para quem conhece a carreira do cineasta indiano, responsável por clássicos como O SEXTO SENTIDO e SINAIS, mas também por algumas bombas, como FIM DOS TEMPOS e VIDRO, encontrara aqui algumas das melhores características de Shayalaman, mas também algumas de suas falhas mais enervantes. Nos pontos positivos, destacam-se as discussões existêncialistas que a trama levanta acerca de nossa relação com o tempo e com a finitude da vida, além da sempre boa condução do Shy no que tange o suspense, que aqui, nos deixa presos a cadeira até o desfecho. Já no lado negativo, temos aqueles diálogos nada naturais que Shyalaman insiste em botar na boca de seus personagens, e a teimosia em achar que todo o filme precisa de uma grande reviravolta final, repetindo no desfecho um erro bastante parecido aquele que ele havia cometido em seu filme anterior, VIDRO, com direito até a algumas piscadelas de malandro para o público, como o momento em que vemos a identidade de determinado personagem escondido atrás de uma câmera.

  Em um filme em que o tempo é fator central de muitas formas, espera-se que haja alguma sensação de urgência, e o diretor até consegue isso na metade inicial. A construção dos personagens e da lógica interna da história é outro problema. Em um momento particularmente chocante, uma das personagens acaba grávida, o que poderia ser um grande ponto de virada emocional, mas isso acaba sendo usado apenas como valor de choque, com essa personagem não tendo o impacto dessa experiência explorado de forma mínima que seja, o que neste caso, parecia necessário para que a personagem parecesse minimamente real. Outro problema é no que diz respeito as crianças, já que em alguns momentos parece que as crianças simplesmente envelhecem fisicamente, mas mantém a mentalidade infantil, mesmo com o corpo cheio de hormônios, vide a citada sequência da gravidez, mas em outras passagens, parece que as crianças amadurecem mentalmente e emocionalmente também, com o filme nunca se decidindo por um caminho.

  Deve-se reconhecer que apesar da construção dos personagens não ser das melhores, o diretor conseguiu reunir um elenco que consegue nos cativar, com atuações corretas, que conseguem manter a imersão do público. Gael Garcia Bernal e Vicky Krieps tiram leite de pedra, ao viverem um casal que tentam reparar a relação, e se vêem abismados sem saber o que fazer diante da situação absurda em que se encontram. Alex Wolfe (de HEREDITÁRIO e dos recentes filmes da franquia "Jumanji") e Thomasi McKenzie (jovem em ascenção em Hollywood tendo estrelado JOJO RABBIT e prestes a protagonizar NOITE PASSADA EM SOHO de Edgar Wright) por sua vez, estrelam alguns dos momentos mais intensos do longa, ainda que o roteiro e a direção muitas vezes parece esquecer que estes personagens são essencialmente crianças em corpos de jovens adultos, especialmente no caso do personagem de Wolfe, cujo comportamento oscila.

  Tecnicamente, é um filme muito bem realizado, e talvez o trabalho mais visualmente interessante de Shayalaman desde A VILA. A direção de fotografia de Mike Gioulakis (que trabalhou com o diretor em seus dois projetos anteriores) é interessante por se distanciar bastante das paletas de cores cinzentas que Shayamalan geralmente utiliza em seus filmes, abraçando as cores quentes do ambiente tropical que serve de cenário para o filme, ao mesmo tempo em que nas passagens noturnas, utiliza um desenho de luz que reforça a estranheza da situação, equilibrando uma iluminação vibrante e tropical com o uso de sombras. O trabalho da equipe de maquiagem de Tony Gardner (de ZUMBILANDIA 2 e FREAKY: NO CORPO DE UM ASSASSINO) também merece destaque, tanto por detalhes mais sutis, como a forma com que envelhece sutilmente em um primeiro momento os personagens de Bernal e Krieps, como pelas passagens mais Gore e de Body Horror, vide um personagem que sofre os efeitos de um envenenamento de sangue acelerado, ou outro que tem vários dos membros de seu corpo quebrados repetidamente, somente para serem reparados da forma errada.

  Há muito o que se gostar em TEMPO, pois ele realmente nos mantém interessados na história que está sendo contada, o que se deve muito a dedicação de seus atores. Além disso, há alguns momentos visualmente muito interessantes no filme de Shayalaman, e um Body Horror que funciona, mesmo na base do PG-13. Mas igualmente tem muito o que se detestar no filme, como o roteiro capenga que não explora a contento o potencial da premissa, e uma reviravolta final que soa mais falsa que nota de 3, mastigando tudo para o público. Mas apesar desses defeitos, não o coloco entre os piores do Shyalaman, mas também está bem longe dos melhores.

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Jorge Soto was awarded the badge 'Great Content' and 50 points.

On 9/29/2021 at 9:26 AM, Big One said:

Festival Blumhouse na Amazon Prime.

https://olhardigital.com.br/2021/08/19/cinema-e-streaming/coletanea-welcome-to-the-blumhouse-chega-em-outubro-ao-amazon-prime-video/

 

Os longas ‘Bingo Hell’ e ‘Black as Night’ vão estrear globalmente no serviço no dia 1º de outubro. Já ‘Madres’ e ‘The Manor’ serão lançados na plataforma no dia 8 de outubro. O Prime Video também disponibilizou as primeiras imagens dos filmes que integram ‘Welcome To The Blumhouse 2021’.

 

Estes dias assisti a quadrilogia de terror Welcome to Blumhouse, feita pela icônica produtora desse tipo de filmes pra atender a demanda pré-Halloween, na Amazon.. e posso afirmar que é divertidinha dentro do que se espera do gênero, alias ta bem acima da producao que vai pro cinema. Assisti mesmo porque os filmes eram relativamente curtos (menos de hora e meia cada) e aqui vou falar brevemente de cada um, em ordem descrescente de gosto.
 

Black as Night é o mais divertido de todos com sua pegada teen terrir, é um filme sobre vampiros sem-teto (sim, isso mesmo!) que tem uma pegada Lost Boys com muita militância racista, o que o aproxima mais ao divertido Vampiros vs. The Bronx. Despretensioso, aqui é delicioso pincelar as referencias ao gênero aqui e ali, que vao desde Crepúsculo, Blade e até Buffy. Boa matinê de Sessao da Tarde. 8.5-10

Estreias: Novo 007, O Culpado e mais


 

Bingo Hell já é uma producao relativamente aceitavel dentro de sua premissa maluca, um Bingo onde os idosos vendem sua alma ao capeta. Imagina uma versao terror de Cocoon.. é isso! Este é o mais experimental e viajado de todos pois o baixo orcamento permite alguma criatividade nessa deficiência. Logico que nao é pra todos as dá pra passar o tempo pois o forte dele sao as ótimas interpretacoes do seu octagenário elenco. Ah, e do gramunhao tambem. 8-10

Bingo Hell (2021) | MovieZine

 

Madres por sua vez é mais um terror social de denuncia do que terrozao tradicional mesmo, mas te prende pelo mistério que se debruca no casal latino do longa. Misturando sobrenatural com historia real, o longa comeca devagar mas da metade ate o fim engrena de vez escancarando xenofobia, injustica social, racismo, etc. Aqui, no entanto, a boa historia entra em xeque pela interpretacao ruinzinha do casal principal...em especial a atriz. Curiosidade foi rever a mocinha do filme Predador aqui, no papel da feiticeira. 7.5-10

Welcome To The Blumhouse: Confira os trailers da coletânea de filmes |  Coxinha Nerd


The Manor ta pau a pau com o filme acima, sendo em convencional com seu acertos e erros. A estoria da tiazinha com visoes na casa de repouso so te cativa pela estupenda atuacao da sumida Barbara Hershey, figurinha carimbada no século passado, no papel principal. A quimica dela com o pirralho é o melhor do filme. É um longa que fala de envelhecimento, descaso e maus tratos que se mantem ate a metade, mas depois sabe-se la porque o roteiro trilha caminhos incoerentes e por ai vai. Tem defeitos, sim.. mas no final ele se redime. 7.5-10

Edição 2021 do 'Welcome to the Blumhouse' ganha trailers

 
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