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Forum Cinema em Cena
Jailcante

19 Dias de Horror

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O Último Pesadelo (Curtains, Dir.: Richard Ciupka, 1983) 1/4

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Mais um do box 'Slasher Vol. V.'

Esse aqui é bem difícil de classificar... História real por trás do filme: Richard Ciupka foi contratado pra dirigir o filme. Ele estava filmando um drama psicológico sobre um grupo de garotas fazendo um teste pra um papel para um filme em um mansão e uma a uma elas vão sendo mortas por um assassino desconhecido. Mas em determinado momento, o produtor o despediu (aparentemente, o diretor estava demorando muito pra entregar o filme) e ele mesmo, o produtor resolveu dirigir o resto do filme. Só que produtor terminou o filme como um slasher convencional. Então, ficou uma colcha de retalhos, com partes parecendo uma coisa, e outras, parecendo outra. Enfim.

O próprio diretor não quis assinar o filme, aí a saída do produtor foi creditar o diretor personagem do filme, que está fazendo o teste com as garotas, como se o filme aqui fosse obra de um personagem fictício (até melhor pensar isso, porque pensar que foi uma pessoa real que fez isso, complicado).

Nem sei dizer se seria uma boa ideia ou não a do filme, porque coisa entregue pela metade fica difícil analisar.

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1 hour ago, Jailcante said:

O Último Pesadelo (Curtains, Dir.: Richard Ciupka, 1983) 1/4

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Mais um do box 'Slasher Vol. V.'

Esse aqui é bem difícil de classificar... História real por trás do filme: Richard Ciupka foi contratado pra dirigir o filme. Ele estava filmando um drama psicológico sobre um grupo de garotas fazendo um teste pra um papel para um filme em um mansão e uma a uma elas vão sendo mortas por um assassino desconhecido. Mas em determinado momento, o produtor o despediu (aparentemente, o diretor estava demorando muito pra entregar o filme) e ele mesmo, o produtor resolveu dirigir o resto do filme. Só que produtor terminou o filme como um slasher convencional. Então, ficou uma colcha de retalhos, com partes parecendo uma coisa, e outras, parecendo outra. Enfim.

O próprio diretor não quis assinar o filme, aí a saída do produtor foi creditar o diretor personagem do filme, que está fazendo o teste com as garotas, como se o filme aqui fosse obra de um personagem fictício (até melhor pensar isso, porque pensar que foi uma pessoa real que fez isso, complicado).

Nem sei dizer se seria uma boa ideia ou não a do filme, porque coisa entregue pela metade fica difícil analisar.

 

Assisti esse dai algum tempo atrás. É bem ruim e esquecível mesmo, não lembro de basicamente nada. Só pra dizer que não esqueci de tudo, lembro da cena do assassino perseguindo uma vitima no gelo... de patins. Chegava a ser cômico de tão bizarro, mas fora isso, não lembro nada. O que quer dizer alguma coisa.

 

Visto WARLOCK

 

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   Essa produção do fim dos anos 80 que se apresenta como um terror aventuresco é estrelada por Julian Sands no papel título, como um bruxo do século 17 que pra fugir da forca vem para o presente (no caso, fim dos anos 80), sendo perseguido por um caçador de bruxos (Richard. E Grant) que vem no encalço do cara pra vingar a morte da esposa. Dirigido por Steve Miner, que tem no currículo filmes como SEXTA FEIRA 13 PARTE 2 e 3, HALLOWEEN H20, A CASA DO ESPANTO, entre outros, WARLOCK é bem descompromissado dentro de sua proposta, com a violência provocada pelo bruxo do mal sendo tratada de forma bem farsesca, algo que Miner é bem conhecido por sua participação na franquia do Jason, ou por filmes como A CASA DO ESPANTO e PÂNICO NO LAGO. O filme poderia ser melhor se houvesse uma química melhor entre o casal vivido pelo já citado Grant, e a protagonista vivida por Lori Singer, que nunca parece tão comprometida com a obra quanto seus colegas de elenco. Está longe de ser um bom filme, mas diverte pelo seu caráter assumido de fantasia B de terror,  quase como um Guilty Pleasure.

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 Visto SINAL DE PERIGO

 

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   Na trama, um centro de pesquisa agrícola localizado em uma pequena cidade dos Estados Unidos esconde um laboratório ultra secreto que desenvolve armas biológicas. Certo dia, uma bactéria mortal é acidentalmente liberada, obrigando a chefe de segurança Joanie Morse (Kathleen Quinlan) a isolar o local. Enquanto forças do governo lideradas pelo Major Connoly (Yaphet Kotto) tentam controlar e encobrir a situação do lado de fora, o delegado Morse (Sam Waterson) tenta encontrar uma forma de resgatar a sua esposa, presa no complexo tentando sobreviver aos contaminados, que se tornam loucos psicóticos antes da morte.

  Bem interessante este esquecido thriller de ficção científica oitentista. O roteiro, escrito a quatro mãos pelo diretor Hal Barwood e Matthew Robbins, embora contenha as suas passagens terroríficas, utilizando-se bem dos corredores claustrofóbicos do laboratório e bebendo direto na fonte dos zumbis de George Romero para construir a sua horda de contaminados psicóticos (a inspiração no setentista O EXÉRCITO DO EXTERMÍNIO parece bem clara) está muito mais interessado em seus aspectos de thriller científico, focando na busca para encontrar uma cura para as pessoas presas no prédio antes que elas se matem, ou que o exército mate todos. O filme é habilidoso em não pintar os membros do governo como caricaturas, o que poderia enfraquecer a crítica, embora não acho que a obra alcance o nível de relevância crítica que busca. A direção de Barwood não se destaca, mas cumpre a sua função em dar ritmo a obra, e construir a tensão de forma envolvente. Vale a conferida descompromissada.

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 Visto ANNABELLE: A CRIAÇÃO DO MAL

 

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  Na trama situada no fim da década de 50, o casal Mullins (Anthony LaPaglia e Miranda Otto), que perdeu a filha pequena em um trágico acidente doze anos antes, abre a sua casa para abrigar um grupo de órfãs sob os cuidados da freira Irmã Charlotte (Stephanie Sigman). Quando a pequena Janice (Talitha Bateman) a mais retraída entre as meninas por ter uma deficiência na perna como sequela de uma poliomelite encontra uma velha boneca trancada em um armário no quarto da falecida filha dos Mullins, ela libera uma força maligna que coloca a vida e a alma de todos do orfanato em risco.

 Parece que as continuações (nesse caso, prequel) dos filmes do universo "invocação do Mal" de James Wan, tem funcionado bem melhor comigo do que os filmes originais. Este prequel de ANNABELLE (que de certa forma era um prequel de INVOCAÇÃO DO MAL) está longe de ser um filme genial, mas manipula bem os clichês do gênero, tendo uma atmosfera muito bem montada e algumas idéias visuais muito bem construídas pelo diretor David F. Sandberg (do fraquíssimo QUANDO AS LUZES SE APAGAM e de SHAZAM). Ainda que o roteiro esteja longe de ser um primor (decididamente não é o forte dos filmes deste universo), o filme de Sandberg traz bons momentos de tensão, e a química entre as amigas Janice e Linda (Lulu Wilson, que trabalhou em outro prequel, OUIJA: A ORIGEM DO MAL) segure bem o coração dramático da narrativa. No fim das contas, ainda que seja um pouco esquecível dentro de um panorama geral, ANNABELLE: A CRIAÇÃO DO MAL ao menos se sai melhor que seu antecessor ao conseguir trazer algumas sequências visuais marcantes, e personagens um pouco mais carismáticos.

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 Visto CEMITÉRIO MALDITO

 

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   Na trama, Louis Creed (Jason Clarke) é um médico que muda-se com a esposa Rachel (Amy Seimetz) e os dois filhos pequenos Ellie (Jete Laurence) e Gage (Hugo e Lucas Lavoie) para a pequena cidade de Ludlow, no Maine, em busca de uma vida mais tranquila. Logo, os Creed descobrem a existência de um cemitério de animais existente na floresta próxima a sua propriedade. Quando o gato da família morre na estrada, o vizinho da família, Jud (John Lithgow) conta a Louis sobre um antigo cemitério indígena localizado atrás do cemitério de animais, capaz de trazer os mortos de volta á vida, o que desencadeia uma série de eventos trágicos na vida dos Creed.

  Remake do clássico de 1989 (que por sua vez adaptava o popular romance de Stephen King), esta nova versão de CEMITÉRIO MALDITO tem como vantagem em relação a produção original a participação de atores muito melhores a frente do elenco, como Jason Clarke como Louis, que vende muito melhor o luto e o desespero do patriarca da família Creed do que o limitado Dale Midkif na década de 80. De fato, o longa dirigido a quatro mãos por Kevin Kolsch e Dennis Widmyer começa muito bem, apresentando um 1º ato que mesmo que apele para alguns velhos clichês, apresenta bem os seus personagens e seus conflitos, além de construir uma atmosfera incômoda que parece prenunciar uma tragédia iminente. O filme, entretanto, começa a enfraquecer aos poucos, ao abandonar tais conflitos iniciais, como a defesa que Louis fazia de que os seus filhos deviam encarar a morte como algo natural, ou mesmo a sua fácil aceitação da existência do sobrenatural, mesmo tendo se apresentado como um cético rígido no 1º ato. A coisa sai dos trilhos, entretanto, quando a filha de Louis morre em um acidente (em uma subversão do  original que teria funcionado  melhor se mantida fora da divulgação) e ele a enterra no cemitério. Nestes trechos, apesar do bom trabalho da jovem Jete Laurence em encarnar uma Ellie vilanesca, o filme parte rápido demais pro terror mais psicológico que vinha seguindo para um terror de monstro mais tradicional, entregando um desfecho que falha em chocar justamente pela velocidade com que as coisas acontecem e por uma transição de tons falha. Eu não sou um grande fã do CEMITÉRIO MALDITO original, e acho que essa versão fica mais ou menos no mesmo nível, o que significa que também não sou grande fã dessa. É um filme assistível, que até tenta dar uma nova visão para a história de King, mas acaba desistindo no meio do caminho.

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 Visto CORRIDA COM O DIABO

 

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  Na trama, dois casais de amigos (Peter Fonda, Loretta Swit, Warren Oates e Lara Parker) revolvem alugar um trailer e partir em uma viagem rumo ao Colorado, onde pretendem passar as férias esquiando. Entretanto, no caminho, eles acabam testemunhando uma garota ser assassinada em um ritual satânico. As autoridades locais não acreditam (ou não querem acreditar neles) e o grupo segue viagem. Entretanto, os satanistas iniciam uma perseguição ás testemunhas de seu crime, que em uma longa estrada deserta, não tem nenhuma outra escolha se não lutarem para sobreviver.

  Dirigido por Jack Starret, com roteiro escrito a quatro mãos por Lee Frost e Wes Bishop, CORRIDA COM O DIABO é um fruto típico do cinema de terror dos anos 1970, obcecado com as suas seitas satanistas (devido aos então recentes crimes de Charles Manson) e trazendo uma violência mais crua, bastante típica do periodo. Embora o terror esteja presente em muitas passagens, incluindo ai o seu desfecho pessimista, o filme de Starret se configura também como um Road Movie de ação, a partir do momento em que os casais resolvem enfrentar os seus perseguidores. A premissa é simples, mas podia ter rendido um filme nervoso, já que a partir de certo momento, os protagonistas percebem que o tal culto satânico é muito mais numeroso do que eles imaginam. De fato, o filme consegue atingir esse potencial paranóico em muitos momentos, como a cena onde as duas mulheres passam a acreditar que cada um dos presentes em uma piscina pública seja um membro do culto. 

  Mas ainda que seja um filme enxuto, tendo pouco mais de oitenta minutos de duração, CORRIDA COM O DIABO parece demorar demais pra engrenar, com a ação da obra propriamente dita começando apenas depois de mais da metade da projeção. Se os personagens ainda fosse mais interessante, esse ritmo mais lento poderia ter compensado, mas os quatro protagonistas não possuem carisma nenhum (e  olha que um deles é vivido pelo boa praça Peter Fonda), não tendo nenhum tipo de arco dramático, por mais mínimo e superficial que seja. No geral, é um filme com boas sacadas, e o fato de não sabermos absolutamente nada sobre o tal culto de maníacos é um detalhe acertado que ajuda a construir o ar de ameaça do vilão. Percebe-se todas as intenções e propostas do projeto no filme, que apesar de até conseguir construir uma boa atmosfera aqui e alí, nunca consegue sustenta-la completamente. Dá pra assistir, mas tinha potencial pra ser bem mais.

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On 4/6/2019 at 12:35 AM, Questão said:

 

 Visto A LENDA DO GOLEM

 

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  Na trama, situada no século 18, Hanna (Hani Furstenberg) é uma mulher judia que não consegue superar a morte de seu filho, o que leva o seu casamento com Benjamim (Ishai Golan) á uma crise, especialmente pelo casal não conseguir engravidar novamente. Quando a vila onde o casal vive é atacada por forasteiros que culpam o povo judeu pela praga que se espalhou pelo país, Hanna decide criar um golem para defender a aldeia, moldando-o na forma de uma criança, mas o suposto defensor da vila pode se tornar uma ameaça ainda pior do que os invasores.

 Interessante terror israelense com fortes tintas dramáticas dirigida pelos irmãos Paz, responsáveis por JERUZALEM. O roteiro escrito por Ariel Cohen vale-se da famosa lenda judaica para contar uma história de superação de luto, e como a não vivência desse luto pode criar monstros, seja a protagonista criando o Golem á imagem de seu filho, ou o líder dos invasores, que se transforma em um assassino cruel ao invadir a vila para forçar os habitantes usem a sua "magia judia" para curar a sua filha, que está morrendo devido á peste. O filme tem uma condução interessante nas cenas de tensão, e uma violência que se utiliza bem do fator Gore, mas sem soar exagerado, sabendo ser comedido quando precisa e catártico quando tem que ser. A direção de arte merece elogios também por criar uma reconstituição de época competente, que não higieniza o período retratado, mas também não chama a atenção demais para si mesma. Meu problema maior com o longa foi mesmo o seu ritmo, pois embora a duração seja enxuta, (noventa e poucos minutinhos), o filme parece demorar demais para chegar naquilo que lhe interessa, e quando enfim chega, acelera a narrativa de modo que parece que os conflitos não foram desenvolvidos como poderiam. Ainda assim, A LENDA DO GOLEM vale a conferida, especialmente pela boa atuação da protagonista. 

Esse aí vi estes dias e achei apenas interessante pois mistura clichês sobrenaturais com tradições judaicas.. é daqueles filmes que te prende mais pela lenda em si que pela produção mesmo, uma vez que apesar de ser bem ambientado não deixa de ter aquele ar de telefilme batido. Os efeitos de cgi deixam muuuito a desejar..

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 Visto A AMEAÇA DO OUTRO MUNDO

 

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  Na trama, situada nos anos 1970 (ainda que o filme seja do fim dos anos 1950), uma equipe de astronautas é enviada até Marte para resgatar a primeira expedição, que falhou em aterrisar de forma adequada. Chegando lá, eles descobrem que o Coronel Edward Carruthers (Marshall Thompson) é o unico sobrevivente. A equipe acredita que Carruthers matou a própria tripulação para ficar com os suprimentos, mas ele alega que seus colegas foram mortos por uma criatura alienígena. A nave parte de volta á Terra, para que Carruthers seja colocado em julgamento, mas sem que eles saibam, um letal extraterrestre também está á bordo.

  Lançado em 1958, A AMEAÇA DO OUTRO MUNDO é um sci-fi B de horror típico do período, que se tornou um clássico cult especialmente por ter sido uma das inspirações do roteirista Dan O'Bannon para o seu clássico ALIEN, de 1979, já que as duas obras tem em comum a premissa de uma tripulação de uma nave espacial lidando com uma fera extraterrestre escondida em sua nave. Mas embora tenha um ou outro momento divertido, o roteiro escrito por Jerome Bixby (que ficaria mais conhecido por escrever episódios de JORNADA NAS ESTRELAS, e por um único mais clássico episódio de ALÉM DA IMAGINAÇÃO sobre um menino psicótico com poderes divinos) Se revela  divertidamente datado, vide o "canto de vitória antecipado" de Hollywood, que colocava os americanos como sendo os primeiros a terem ido ao espaço (só para apenas três anos depois, os soviéticos vencerem esta etapa da corrida espacial).

  A direção de Edward L. Cahn até tem alguns momentos na metade inicial do longa, quando opta por ocultar o monstro nas sombras da nave, mas a partir do momento em que escolhe mostrar a criatura na tela sem parcimonia, torna-se impossível levar a ameaça a sério, não tanto por nitidamente se tratar de uma fantasia de borracha, mas por seu design completamente pobre e genérico. Falta também carisma ao elenco, com as duas personagens femininas do elenco servindo apenas para tratar os ferimentos dos astronautas que enfrentam a criatura, podendo. No geral, A AMEAÇA DO OUTRO MUNDO vale mais pelo valor histórico, e podemos nitidamente percebeber como essa bagaça Sci-fi veio a influênciar o clássico de Ridley Scott mais de vinte anos depois, mas dá pra passar esse daqui sem culpa.

  

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 Visto APÓSTOLO

 

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   Na trama situada em 1905, Thomas Richardson (Dan Stevens) se infiltra em um culto pagão sediado em uma isolada ilha britânica em busca de sua irmã Jennifer (Elen Rhys), que foi sequestrada pelos cultistas,  que exigem um resgate para devolve-la. Mas logo, Thomas descobre que o culto liderado pelo carismático Profeta Malcolm (Michael Sheen) esconde mais segredos do que ele imagina; segredos esse que ele precisara desvendar com a ajuda dos filhos dos fundadores du culto,  Jeremy (Bill Milner) e  Andrea (Lucy Bolton) caso queira sair vivo da ilha.

   Escrito e dirigido por Gareth Evans, da franquia "Operação Invasão", este terror com elementos históricos produzido para a Netflix possui uma atmosfera muito bem construída, remetendo a clássicos como O HOMEM DE PALHA no que diz respeito a construção do ambiente de isolamento e fanatismo que é encontrado pelo protagonista na ilha onde se passa a história. Tanto o roteiro quanto a direção também são habilidosos em estabelecer o ambiente realista e a "ameaça naturar" da obra, para só então ir inserindo de maneira orgânica os elementos sobrenaturais da narrativa. Evans também merece crédito por seu trabalho de direção, sabendo conduzir de forma eficiente as sequências de tensão, ao mesmo tempo em que usa com sabedoria as sequências que contam com a presença de um gore mais acentuado.

  O elenco do filme também é muito bem escolhido. Dan Stevens, hoje mais conhecido como o filho maluco do Professor Xavier em LEGION, concede a Thomas o grau certo de ceticismo e cinismo, que aos poucos vai sendo substituído por paranóia á medida em que ele vai descobrindo os segredos da ilha. Michael Sheen, po sua vez, cria um vilão multifacetado na figura de Malcolm, ao apresentar um líder religioso que mesmo capaz de cometer atrocidades, parece sinceramente acreditar que o que está fazendo é pelo bem de seus seguidores. E enquanto Mark Lewis Jones surge ameaçador como Quinn, o segundo em comando do culto, Lucy Bolton, de THE BLACKCOAT DAUGHTER e BOHEMYAN RHAPSODY cria uma heroina interessante, cuja fé contrasta com o cinismo do protagonista, mas que nunca deixa essa fé se transformar em tolice.

  O filme também se sai muito bem nos aspectos técnicos, com a direção de fotografia de Matt Flannery (retornando a parceria com o diretor firmada em OPERAÇÃO INVASÃO) tendo papel fundamental na construção da atmosfera do filme, mas sem chamar muita atenção para si. O unico problema do filme, é que lá pela metade, ele perde um pouco do ritmo, não justificando as mais de duas horas de projeção, mas nada que derrube o bom resultado final. Pra qeum gosta de uma boa história de terror envolvendo os perigos do fanatismo, APÓSTOLO pode ser uma boa pedida.

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 Visto O ELEVADOR ASSASSINO

 

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  Na trama, uma série de acidentes mortais envolvendo um elevador começam a ocorrer em um prédio comercial de Amsterdã. O técnico de elevador Felix Adelaar (Huub Stapel) não detecta nenhuma falha mecânica no aparelho, o que não impede as mortes de contiruarem acontecendo. Acreditando que uma misteriosa conspiração existe por trás das mortes no elevador, Felix se une a jornalista Mieke de Beer (Willeke Van Ammelrooy) para tentar acabar com a carnificina, ao mesmo tempo em que enfrenta uma crise em seu casamento com Saskia (Josine Van Dalsum).

 Este terror holandês oitentista escrito e dirigido por Dick Maas (que também foi lançado por aqui com o nome de O ELEVADOR SEM DESTINO) parece nao perceber o quão absurda é a sua premissa á respeito de um elevador assassino. Claro, a idéia de um elevador ser o foco de uma narrativa de terror não é por si só, absurda. Afinal, para aqueles que sofrem de claustrofobia, elevadores podem ser ambientes bem aterrorizantes, mas construir um filme inteiro em torno dessa idéia levando-se super á sério é dar um tiro no próprio pé,e é exatamente isso que o longa metragem faz. Primeiro que o roteiro força a nossa suspensão de descrença no momento em que morre uma pá de gente no tal elevador e os caras continuam a deixar o negócio funcionando (nem os funcionários do prédio parecem muito preocupados) algo que nem a tal conspiração que  trama inventa explica direito. Além disso,  falta aos filmes personagens carismáticos. O protagonista é deprimente, todo o seu drama conjugal é um porre, e mais uma vez, possui um tom excessivamente sissudo que o filme não consegue sustentar. Por fim, o aspecto Sci-fi surgido no terceiro ato, através de uma chatíssima palestra dada por um cientista que esta ali apenas pelo valor de exposição acaba surgindo de maneira deslocada, algo que poderia ser relevado se o filme não se levasse tão a sério, mas como venho dizendo insistentemente, não é o caso. 

  Por outro lado, O ELEVADOR ASSASSINO possui algumas qualidades que talvez tenham lhe rendido o aspecto cult que adquiriu ao longo dos anos. O visual do elevador do título com suas portas vermelhas, com luzes internas que também ficam vermelhas é bastante assustador, dando um aspecto onírico ao veículo. E embora o filme tenha alguns problemas de montagem, algumas sequências acabam chamando a atenção, como a cena de abertura, onde um grupo de Yuppies é quase cozinhado pelo ar condicionado do elevador, ou a cena que ilustra o cartaz, onde vemos uma menininha perigosamente perto do elevador assassino.

  No geral, apesar de ter uma ou outra cena de tensão bem conduzida, O ELEVADOR ASSASSINO acaba sendo um filme chato e mesmo sonolento, com o ritmo de um elevador muito lento. A título de curiosidade, o filme ganhou um remake hollywoodiano no começo dos anos 2000, com NaomI Watts e Ron Pearlman no elenco, mas como tem o mesmo diretor devo passar pra frente.

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 Visto KRASUE: INHUMAN KISS

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   Na trama, Sai (Phantira Pipityakorn) é uma jovem que vive em um isolado vilarejo Tailandês pós II Guerra Mundial. Ela descobre ter sido contaminada por uma criatura mitológica chamada de Krasue quando criança, e agora esta amaldiçoada a se transformar nesta criatura todas as noites, quando sua cabeça se desprende do corpo, e ela sai em busca de carne. Quando Noi (Oabnithi Wiwattanwarang) seu amigo de infância que acaba de voltar da guerra retorna, reacendendo uma antiga paixão, ele passa a desconfiar do segredo de Sai, ao mesmo tempo em que um sádico caçador de Krasues e seu bando chegam ao vilarejo.

  Bem interessante este drama horrorífico tailândes, que em alguns aspectos lembra o sueco DEIXE ELA ENTRAR (ou em termos de premissa ao menos, a infâme frânquia Crepúsculo) ao centrar a sua história em um triângulo amoroso jovem, com uma das pontas desse triângulo sendo uma criatura sobrenatural. O filme me surpreendeu por fugir do feijão com arroz dos filmes de terror sobrenatural tailandês, apresentando uma narrativa mais lírica, e usando o velho, mas sempre contundente argumento que a raça humana pode ser mais monstruosa do que qualquer criatura sobrenatural. A fotografia do filme é muito bonita, e embora suas criaturas CGI não consigam esconder a sua natureza artificial, o diretor do filme consegue usa-las com parcimonia ao longo da projeção, de modo a não nos incomodar. Apesar de alguns defeitos aqui ou alí, KRASUE é um filme com bom ritmo, cujas duas horas de projeção passam voando. Recomendo.

 

 

Visto MAIS PRÓXIMO DO TERROR

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  Na trama, Linda (Jacki Kerin) herda da mãe um asilo para idosos. Ao se mudar para o local, a jovem encontra os velhos diários da mãe, e percebe que estranhos incidentes narrados por ela, como uma inexplicavel inundação em seu banheiro, estão se repetindo. Quando idosos começam a morrer também de forma semelhante as descritas no diário, Linda começa a se tornar paranóica. Haveria um assassino no asilo tentando enlouquecer Linda, ou realmente existe algo de sobrenatural ali, como a mãe da jovem parecia acreditar em seus diários?

  MAIS PRÓXIMO DO TERROR (também lançado por aqui com o título de ASILO DO PAVOR) é um thriler australiano que bebe na fonte de filmes como PSICOSE e O ILUMINADO para construir a ua atmosfera. A direção de Tony Williams é o que mais chama a atenção nesse filme, pois consegue criar uma atmosfera sufocante e de pesadelo no asilo, ao mesmo tempo em que se utiliza de elegantes movimentos de câmera (que remeteram diretamente ao classico de Kubrick), mas sem que esses momentos soem deslocados na narrativa ou chamem a atenção demais para si mesmo. É uma pena, portanto, que o roteiro escrito a quatro mãos pelo diretor e por Michael Heath seja tão confuso e sem foco, fazendo com que nunca realmente consigamos nos conectar minimamente com a história (que era relativamente simples, quando paramos pra pensar) fazendo com que até nos surpreendamos de forma negativa quando o sangrento e abrupto terceiro ato ocorre. Enfim, um filme bem dirigido, mas não o suficiente pra mascarar a sua narrativa mal conduzida.

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 Visto THE HOUSE NEXT DOOR

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   Na trama, Krish (Siddharth) e Lakshimi (Andrea Jeremiah) são dois recém casados que compram uma casa no Himalaia. O casal faz amizade com a família da casa ao lado, que também se mudou recentemente, e acabam se envolvendo quando uma série de estranhos acontecimentos passam a ocorrer em torno da adolescente Jenny (Anisha Angelina Victor). Sendo um neurocirurgião, Krish acredita que os problemas de Jenny são meramente psicológicos, mas logo passam a surgir indicíos de que possa existir uma força sobrenatural atuando na casa ao lado, que pode estar possuindo a garota.

  THE HOUSE NEXT DOOR é um divertido terror indiano, que bebe direto na fonte de filmes de casa mal assombrada e de possessão. Os primeiros minutos soam um pouco constrangedores para o meu gosto, ao mostrar um videoclipe "fofo" contando a história de amor do casal principal, mas passando esse início, o filme entra em um crescendo bem legal. O roteiro é super simples e esquemático, mesmo em sua reviravolta no 3º ato, mas super funciona. A direção de Milind Rau é competente em explorar as sequências de tensão, e dá dinâmismo as sequências mais movimentadas (especialmente durante o 3º ato), ao mesmo tempo em que explora o impacto das sequências de maior violência gráfica, sem descambar para o trash. O elenco tem carisma, e consegue fazer com que nos importemos com seus personagens, embora alguns como Lakshimi acabem ficando escanteados por tempo demais. Talvez seja um filme que com suas mais de duas horas, acaba sendo um pouco longo demais para o seu próprio bem, mas que pelo menos nunca soa arrastado. Vale a conferida descompromissada. 

 

 Visto REENCARNAÇÃO DA VINGANÇA

 

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  Na trama, Chon (Arak Amornsupasiri) é um jovem que começa a ter estranhos sonhos nos quais vê um homem misterioso esquartejando uma mulher. A medida em que os sonhos começam a se tornar mais intensos, Chon passa a acreditar que está sendo atormentado por um espirito que o força a procurar justiça. Quando Chon se torna paciente da Dra. Usa (Kriteera Inpornwikjit), ela passa a investigar o desaparecimento de Dararai (Patharawarin Timkul) uma professora de hipnoterapia, que compartilha um passado com o marido de Usa (Paramej Noiam).

 Este terror tailandes de 2007 segue de perto a cartilha dos espiritos vingativos cabeludos que domina o gênero no país. O roteiro escrito a quatro mãos pelo diretor e por Chookiat Sakveerakul (que havia dirigido no ano anterior 13 DESÁFIOS) da algumas voltas desnecessárias, fazendo com que o filme não justifique as suas mais de duas horas de duração. O enredo, de fato, é menos inteligente do que pensa que é,  apresentando uma reviravolta que soa um pouco desonesta em seu terceiro ato. Apesar de tudo, a direção de Paween Puriktipania é bastante elegante, explorando com habilidade a natureza onírica do projeto, já que durante grande parte da obra acompanhamos os pesadelos e alucinações de seu protagonista, além de contar com uma bela trilha sonora, que possui um importante papel na trama. No geral, REENCARNAÇÃO DA VINGANÇA  não é um filme ruim, e tem seus bons momentos. Entretanto, acaba soando arrastado demais em vários momentos, além de acabar soando excessivamente pretensioso, ao trazer reviravoltas que decididamente não consegue sustentar.

 

 

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 Visto A MALDIÇÃO DA VÍUVA NEGRA

 

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  Na trama,  o detetive particular Mark Higbie (Anthony Franciosa) testemunha um homem sair de um bar com uma enigmática mulher somente para ser encontrado morto minutos depois com dois grandes ferimentos no peito, e sem sangue no corpo. Mark é contratado por Leigh Lockwood (Donna Mills) a noiva da vítima, para que investigue a morte do noivo, o que coloca o detetive no rastro de uma série de assassinatos semelhantes ocorridos em Los Angeles. A situação se complica quando testemunhas afirmam terem avistado uma gigantesca aranha, sugerindo que há algo de sobrenatural no caso.

 Dirigido por Dan Curtis, mais conhecido por ser o responsável pela série setentista cult SOMBRAS DA NOITE, este A MALDIÇÃO DA VIÚVA NEGRA de 1977 é um terror B sem medo de soar bagaceiro, que ainda entorna elementos do Noir para construir a sua narrativa. O roteiro escrito a quatro mãos por Robert Blees e Earl W. Wallace não se furta de pegar típicos elementos do Noir como o detetive cínico, a sua secretária sarcástica, e a figura da femme fatale (com direito á sotaque russo) e articulá-lo com a narrativa típica de histórias de monstro, como a câmera subjetiva representando a visão da criatura responsável pelas mortes que o protagonista investiga. O resultado é um pastiche divertido, que tinha tudo pra ficar ridículo tanto pelo arquétipo escrachado dos personagens quanto pelos efeitos rídiculos (a aranha gigante do climax parece roubada de um sambódromo) mas que acaba funcionano sem soar ofensivo para o público. Muito se deve ao carisma de Anthony Franciosa na pele do detetive Mark Higbie, que cria um protagonista que gostamos de acompanhar. Em resumo, é ruim. Mas tão ruim que diverte.

 

Visto A PROFECIA III: O CONFLITO FINAL

 

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  Na trama, mais de quinze anos depois de ter descoberto ser o anticristo, Damien Thorn é um dos homens mais poderosos do planeta possuindo o controle de uma influente multinacional e tendo grande poder político. Mas quando o momento profetizado da Segunda Vinda, o renascimento de Cristo na Terra se aproxima, o que também decreta a morte do anticristo, Damien põe em movimento um plano para localizar e matar a criança sagrada, impedindo assim a Segunda Vinda. Enquanto isso, um grupo de padres armados com as Adagas de Megido, unica arma capaz de ferir Damien, preparam-se para mata-lo.

Não se pode acusar os filmes da trilogia "A Profecia" de se repetirem. Enquanto o (excelente) primeiro filme de Richard Donner era uma história de mistério sobrenatural girando em torno de de um forte conflito moral, e o segundo filme (tentava) ser uma história de amadurecimento com um estilo de terror mais gráfico, o desfecho da trilogia tenta se estabelecer como um tipo de terror mais psicológico, ainda que fique bem longe de ser bem sucedido. O roteiro escrito por Andrew Birkin (que posteriormente assinaria o roteiro de O NOME DA ROSA) até traz uma proposta interessante de fazer Damien reencenar o infantícidio bíblico de Herodes no Reino Unido, mas a história nunca consegue dar peso dramático para o plot. O filme até consegue construir Damien como um protagonista simpático, apesar de toda a sua perversidade, mas falha ao estabelecer os adversários do anticristo. Os padres que devem mata-lo para proteger o cristo renascido são de uma incompetência atroz, o que também acaba jogando contra o filme, pois Damien não parece um vilão realmente efetivo com adversários tão bocós. Mas o trabalho de Sam Neill como o anticristo é o que faz o filme valer a pena, nos fazendo relevar os furos do roteiro. Quer dizer, isso até o terrível 3º ato, onde fica-se com a impressão que simplesmente queriam terminar o filme de uma vez, entregando um desfecho corrido e mal dirigido que nem o trabalho de Neill salva. O filme é melhor que o anterior, mas se eu tivesse que recomendar, diria pra ficar só com o original da franquia e era isso.

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 Visto OS SELVAGENS

 

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  Na trama, depois que um jovem comete suicídio em um reformatório britânico ao cortar os pulsos, o diretor resolve mandar os infratores para uma isolada ilha sob a supervisão do guarda Jed (Sean Pertwee) para que eles acampem por uma semana, como forma de reforçar o coletivismo entre eles. Mas logo, os infratores descobrem que não estão sozinhos na ilha, pois não apenas há um grupo de garotas acampando no local, como também uma figura misteriosa está utilizando cães ferozes e equipamento de caça, para matar cada um deles, um por um.

  Dirigido por Michael J. Bassett, que posteriormente cometeria filmes como SOLOMÃO KANE e SILENT HILL: REVELAÇÃO, este survival horror britânico com leves toques de Slasher, pode não ser genial, mas consegue entreter em seus noventa e poucos minutos por uma construção competente de tensão entre os personagens e um gore bem utilizado, que consegue impactar sem ser escatológico, vide a cena em que um dos personagens é estraçalhado pelos cachorros do caçador maluco que serve como grande vilão da história. Claro, temos que aceitar o absurdo da premissa proposta pelo roteiro de Dario Poloni de que qualquer instituição penal em sã consciência mandaria um grupo de criminosos juvenis perigosos para acampar em uma ilha deserta acompanhados de um unico guarda, mas passando por cima disso, até que os personagens são relativamente bem desenvolvidos. A montagem por sua vez, é um dos grandes pontos fracos do filme, já que nitidamente não consegue esconder o baixo orçamento da obra, vide a cena em que um personagem cai de um penhasco para a morte, já que temos a figura saindo de quadro, só para num corte extremamente artificial, vermos o corpo do infeliz estirado no fundo do penhasco. É um longa metragem mal dirigido, mas que pela boa construção de atmosfera, consegue envolve o espectador, se esteestiver em um dia não muito exigente. Em resumo, não é bomba, mas também não recomendo muito.

 

Visto O PORTAL

 

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  Na trama, após uma arvore ser derrubada no quintal de sua casa, Glen (Stephen Dorff) juntamente com seu amigo Terry (Louis Tripp) encontra um buraco e uma velha rocha no chão, com estranhos escritos. Com seus pais viajando no fim de semana, Glenn é deixado sobre os cuidados da irmã mais velha, Al (Christa Denton), mas ao se cortar próximo ao buraco, e ler os escritos da rocha, Glenn acaba abrindo um portal para o inferno, liberando um grupo de pequenos demônios em seu jardim, que agora pretendem fazer dois sacrifícios humanos para deixar o portal aberto de forma definitiva.

  Dirigido por Tibor Takacs (que hoje sobrevive dirigindo os filmes de monstro do SyFy) O PORTAL é um daqueles típicos filmes de terror dos anos 80 e 90 que poderiam perfeitamente servir como uma porta de entrada para uma criança no gênero terror, pois apesar de trabalhar com todos os signos do gênero, ainda seria leve o bastante para ser exibido em uma "Sessão da Tarde". Fortemente influênciado pelo clássico GREMLINS de Joe Dante, lançado três anos antes este O PORTAL até tem boas intenções, mas o roteiro escrito por Michael Nankin é simplesmente uma bagunça, criando uma mitologia confusa e difícil de acompanhar. Os demônios que saem do portal, embora feitos em um stop motion bem feito para o período, possuem um visual completamente genérico, que falha em assustar. O diretor também falha em estabelecer a dinâmica entre os personagens, o que acaba sendo o erro fatal da obra, já que nesse tipo de filme, a dinâmica entre os personagens é tudo. Enfim, não curti. Como curiosidade, vale observar que o filme é protagonizado por Stephen Dourif, que talvez seja mais lembrado hoje por ter interpretado o vilão de BLADE de 1998.

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 Visto FOI DEUS QUEM MANDOU

 

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   Na trama, Nova York é assolada por uma onda de violência, onde sem razão aparente, pessoas normais cometem atos brutais, como o jovem que começa a atirar aleatoriamente nas pessoas do alto de uma torre d'agua, ou o homem que atira na própria família. Ao investigar o caso, o altamente religioso detetive Peter Nicholas (Tony Lo Bianco) descobre que todos os assassinos alegam ter agido seguindo as ordens de Deus. Enquanto o caos ameaça se espalhar pela cidade, o Detetive Nicholas tem a sua fé testada, principalmente quando as evidências apontam que pode haver mesmo algo de sobrenatural por trás da onda de violência.

  Escrito e dirigido por Larry Cohen, diretor responsável por "clássicos B" como NASCE UM MONSTRO, A COISA, Q: A SERPENTE ALADA, entre outros, este thriller de terror setentista causou certa polêmica na época de seu lançamento, sendo mal recebido por público e crítica, embora tenha adqurido o aspecto de cult ao longo dos anos. Mas FOI DEUS QUEM MANDOU está longe de ser tão blasfemo quanto foi vendido na época, especialmente quando a real natureza da onda de assassinatos começa a ser revelada a partir da segunda metade do filme, que passa a adotar um caráter de Sci-fi B. Sendo um produto bastante típico de sua epoca, retratando um Estados Unidos bastante desesperançoso, com uma Nova York suja e afundada em crimes, o filme cria uma atmosfera que combina com o teor da história, conseguindo assim engajar o espectador. Deve-se observar entretanto, que a mudança subita da obra para uma história de investigação policial mais raiz para os elementos Sci-fi acaba incomodando um pouco, especialmente pelos efeitos especiais bastante datados, mas nada que não dê para relevar.

  No fim das contas, FOI DEUS QUEM MANDOU é um filme bastante curioso. Sinto que poderia ir um pouco mais fundo na sua assustadora premissa, mas ainda consegue ser um "terror B" divertido, como a maioria dos filmes de Cohen.

 

 Visto STIGMATA

 

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  Na trama, o Padre Andrew Kiernan (Gabriel Byrne) investiga um suposto milagre em Belo Quinto, no Brasil, quando uma santa começa a chorar sangue após a morte do padre local. Quando um menino rouba um terço que estava junto ao corpo do padre, e o vende para uma turista, ela o envia para a sua filha Frankie Paige (Patricia Arquette) uma cabelereira de Nova York. Quando o corpo de Frankie começa a sofrer das mesmas chagas que afligiram Jesus Cristo, o Padre Andrew é enviado para investigar a situação, entrando em uma corrida contra o tempo para salvar a vida da jovem, já que os estigmas parecem a estar matando.

  Este trhiller noventista que trazia toques tanto de obras de conspiração religiosas como O NOME DA ROSA, quanto dos típicos filmes de possessão, tinha uma premissa bastante interessante que poderia ter rendido um ótimo filme ao contrapor a velha questão da fé em deus contra a fé na instituição igreja. Mas o roteiro escrito a quatro mãos por Tom Lazarus e Rick Ramage é pedestre na melhor das hipóteses, apresentando as situações de forma atropelada, sem o mínimo senso de progressão dramática. O roteiro falha igualmente em estabelecer a dinâmica de seus personagens, com a parceria/atração que passa a existir entre o Padre Andrew e Frankie sendo construida sem o menor cuidado, isso pra não falar dos personagens que somem do nada, como a melhor amiga da protagonista, que só existe enquanto a heroina precisa de companhia, sumindo assim que o Padre Kiernan entra em cena. A direção de Rupert Wainwright também não ajuda nem um pouco, usando uma montagem videoclipada e slow motions para retratar os momentos de estigmatização de Frankie que soam totalmente bregas. O casal protagonista até se esforça para tirar alguma coisa de seus personagens, especialmente Byrne, que faz do seu padre um homem religioso, mas que leva a ciência em conta em suas linhas de raciocínio, mas estes esforços não são o bastante para salvar o longa metragem da mediocridade. Enfim, um filme estilo "Supercine" completamente dispensável.

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 Visto BRIGHTBURN

 

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  Na trama, na pequena cidade de Brightburn, no Kansas, Tori e Kyle Breyer (Elizabeth Banks e David Denman) são um casal que não consegue ter filhos, e que certa noite encontram um bebê dentro de uma nave espacial que caiu em seu rancho. Doze anos depois, o bebê batizado de Brandon (Jackson A. Dunn) é um pré adolescente que desconhece a sua origem alienígena, e que começa a manifestar imensos poderes. Ao descobrir a sua verdadeira origem e ir descobrindo a extensão de seus poderes, Brandon passa a acreditar que é superior ao resto da humanidade, para desespero de seus pais, que temem que o filho esteja se transformando em um monstro.

  A figura de nenhum outro super herói vem sendo tão desconstruída nos ultimos anos quanto a do Superman, algo normal, já que o personagem da DC Comics, quer você goste dele ou não, foi a referência de onde todo o subgênero se construiu. Nos ultimos anos, a figura do azulão vem sendo bastante tensionada, seja oficialmente pela própria Warner, que através dos filmes de Zack Snyder protagonizados por Henry Cavill tentaram entregar uma versão mais humanizada e problematizada do herói, seja por outras produções, como a recente série THE BOYS, da Amazon, que tem como grande vilão uma figura claramente referente ao Superman que é corrompida pelo status de adoração da "figura de herói." BRIGHBURN é mais uma desconstrução, partindo de uma premissa interessantíssima, como um pré adolescente, em plena fase de auto afirmação, realmente agiria se percebesse ter os imensos poderes do Superman? Quão fácil seria pra essa criança se corromper, e decidir fazer basicamente o que ela quiser?

  A direção do estreante David Yarovesky é correta, nada brilhante, mas competente na manipulação dos clichês do gênero ao mesmo tempo em que paga tributo e subverte imagéns clássicas ligadas a figura do Superman, como o plano detalhe na caixa de correio dos Kent (aqui Breyer). O elenco é competente com o super pirralho do mal Jackson A. Dunn (que curiosamente neste mesmo ano fez uma ponta em VINGADORES: ULTIMATO como uma versão juvenil do Homem Formiga) vende bem a natureza cada vez mais alienígena e psicótica de Brandon, enquanto Elizabeth Banks manda bem como a mãe desesperada que se recusa a ver no desastre ambulante em que o filho adotivo esta se transformando até ser tarde demais. 

 Mas o grande problema do filme está mesmo no roteiro escrito á quatro mãos por Brian e Mark Gunn (irmão de James Gunn, conhecido pela franquia "Guardiões da Galaxia", e que aqui assume as vezes de produtor). Não digo isso pelo filme não aprofundar todo o potencial dramático apresentado que a premissa apresentava, como uma espécie de A PROFECIA com um Superman do mal no lugar do anticristo. Podia ser um filme de monstro padrão com um moleque super poderoso, e que até podia se levar a séri como se levou (acho que se o James Gunn tivesse dirigido teria dado um ar um pouco mais satírico). O problema é que o roteiro não tem foco. Em certo momento, parece que o comportamento homícida do menino se deve a algum tipo de influência maléfica de sua natureza alienígena estimulada pela nave (o roteiro implica fortemente que o garoto foi mandado pra cá pra conquistar o planeta), mas em outros momentos  parece que o menino é só um psicopata mirim manipulador que foi corrompido pela descoberta de seus poderes. Se a intenção era criar duvida, o filme não parece fazer isso de forma intencional. Pra não falar de personagens que são inseridos como tendo certa importância na trama, e que são completamente esquecidos a certa altura, como a menina por quem Brandon é obcecado.

BRIGHTBURN até consegue entreter, mas fica aquele gosto de que a ideia podia ter sido muito melhor aprofundada, seja em termos narrativos ou de puro exercício de terror mesmo. Há uma cena no meio dos créditos sugerindo a existência de outras versões mirins maléficas de heróis da DC, mas honestamente, vontade nenhuma de ver isso.

 

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  Dirigido por Terence Fisher, um dos principais nomes por trás do ciclo de filmes de terror da Hammer no fim dos anos 1950, começo dos anos 1960, este A ILHA DO TERROR (que não é da Hammer) surgia como uma produção datada já na época de seu lançamento (1966) ao tratar de uma trama envolvendo criaturas comedoras de ossos que surgem em uma ilha fruto das experiências de um cientista que tentava encontrar uma cura para o cancêr através da radiação. A presença de Peter Cushing sempre dá certo charme para um filme desses, e Fisher sabia construir a atmosfera, mas não é o suficiente pra salvar um filme que envelheceu muito mal.

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 Visto MORTE INSTÂNTANEA

 

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  Na trama, Bird Fitcher (Kathryn Prescott) é uma jovemm colegial solitária que trabalha em um antiquario, e certo dia ganha de um colega de trabalho uma velha câmera polaroide. Inicialmente, a jovem fica empolgada por se ver dona de um modelo extremamente raro de câmera, mas logo a empolgação se transforma em medo quando a garota percebe que a maquina fotográfica é amaldiçoada, e todos aqueles que aparecem nas fotos tirados pela polaroide acabam tendo uma morte violenta nas mãos de um cruel ser sobrenatural. Agora, Bird entra em uma corrida contra o tempo se quiser salvar os seus poucos amigos de um destino terrível.

  Seguindo o exemplo de obras como MAMA e QUANDO AS LUZES SE APAGAM, este MORTE INSTÂNTANEA é mais uma adaptação de um elogiado curta metragem de terror, que é esticado pelo seu realizador, o norueguês Lars Klevberg, em um longa metragem hollywoodiano. O resultado é um filme genérico de adolescentes amaldiçoados, que cria uma mitologia cheia de clichês em torno da polaroide maldita, que funcionava muito melhor como um objeto misterioso e inexplicável no curta que originou esse filme (e que é referênciado na sequência de abertura). O roteiro escrito por Blair Butler (uma das responsáveis pelo desastroso PARQUE DO INFERNO) até tem algumas idéias visuais interessantes bem executadas por Klevberg, como o fato de que as pessoas retratadas nas fotos sofrem o mesmo que suas imagéns fotográficas, mas acrescenta muito pouco aos conceitos vistos nos dez minutos iniciais do longa.

  Klevberg têm boa mão para o suspense, e consegue criar algumas sequência bem atmosféricas, mas está longe de ser tão bom a ponto de só isso carregar o filme sozinho. Atrapalha também que absolutamente nenhum dos personagens tenha qualquer carisma, fazendo assim com que nos importemos muito pouco com seus destinos. No fim das contas, a história da câmera maldita estava muito melhor como um eficiente (mas também nada tão bom assim) curta de dezesseis minutos. De qualquer forma, tal como Andy Muschietti e David F. Sandberg, tiveram chances de dirigir propriedades mais famosas após transformarem seus curtas em longas, Klevberg é o nome por trás do remake de BRINQUEDO ASSASSINO. Espero que assim como seus colegas, sua segunda investida hollywoodiana seja melhor do que a primeira.

 

Visto LILY C.A.T

 

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  Na trama, situada no século 23, um grupo de trabalhadores de uma empresa de mineração espacial é enviado em uma missão para explorar um novo planeta, sendo congelados por vinte anos durnte a viagem. Ao acordarem, o grupo descobre não só que dois membros da equipe não são quem afirmam ser, como também descobre que de forma inexplicável, uma bactéria alienígena entrou na nave, crescendo de forma exponencial ao ponto de poder assimilar seres humanos.

 LILY C.A.T é um anime japônes de terror de 1987 que bebe direto da fonte de produções como O ENIGMA DO OUTRO MUNDO e principalmente ALIEN. Embora a animação não seja grande coisa, mesmo para o período, o filme tem um ritmo bastante agil e tensão constante, sem nunca soar corrido, isso em uma produção de minutagem bastante enxuta (são só 67 minutinhos). Escrito e dirigido por Hisaiuky Toriumi, o filme ganha pontos especialmente pela dinâmia do nucleo central de personagens, ainda que alguns acabem irritando um pouco quando vistos individualmente, como a dona da gata que dá título ao filme. Mas a atmosfera do filme é ótima, apesar de ter não uma, mas várias idéias chupadas do clássico Sci-fi de horror de Ridley Scott, consegue torna-las sua, e ainda conta com algumas reviravoltas bem interessantes em seu 3º ato. LILY C.A.T é um bom exemplar do cinema (animado) de terror japonês, que apesar de dar uma escorregada aqui e ali, e de ter alguns elementos que se tornaram um pouco datados, ainda merece ser redescoberto.

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The Dead Don’t Die é um razoável terrir que mesmo com puta elenco é prejudicado justamente pela zona de trocentos personagens e falta de foco na narrativa. É legal ver essa galera se divertindo em seus papéis mas parece meio á toa, manja? A única com arco definido é a Chloe Sevigni, porque o resto tem profundidade de pires. Parece que o diretor quis fazer um terrir de fim de mundo diferentão, quebrando a quarta parede muitas vezes. Antes tivesse feito do jeito convencional. Restam apenas algumas passagens engraçadinhas e só neste desperdício de talentos. 7-10
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Beneath Us é um divertido thriller de horror que critica o "American way of Life" em resposta ao efeito Trump. Não chega perto dos bacanudos Undocumented e Desierto, mas é uma inversão bem eficiente - e deliciosamente sádica - de gêneros como torture porn e home invasion. Feito com orçamento merreca, fico pensando o que o Jordan Peele teria feito aqui pois não deixa de ser uma espécie de Us sobre a exploração de imigrantes ilegais. 8,5-10

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The Banana Split Movie é um filme que pega os bonecos fofos da Hanna Barbera e os coloca tocando o terror, pegando o vácuo do reboot do Chucky. Sim, a premissa é tão esdrúxula quanto curiosa e só por isso mesmo vale a pena. É um terrir B genérico que se deixa ver unicamente pela presença desses nostálgicos personagens. Tipos rasos, roteiro redondinho, suspense/comédia na medida certa e gore bem generoso fazem desta produção diversão garantida. Olha, acertaram nesse filme pois lembro que esse programa infantil me dava mais medo que empatia quando moleque. E a música tema continua grudenta até hoje. Assista o trailer e vai entender o que digo. 8,5-10

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Rock, Paper and Scissor é um thriller de horror bem ruim, evitem. Eu cai de boca nele pois a direção era do Tom Holland, que dirigiu os clássicos e originais A Hora do Espanto e Brinquedo Assassino, mas caí do cavalo. A produção é genérica, as atuações são ruins e até o gore deixa a desejar. Quiçá o filme engrene só no trecho final mas até lá já se bocejou mais de uma vez, uma grande pena porque o plot rendia muito mais. 5-10

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Belzebuth é um terror mexicano que cumpre a contento seu objetivo. Sim, ele pega elementos ianques e os revitaliza com produção caprichada, reviravoltas e um gore gostoso. O único ruim são as atuações e os efeito computarizados..só marromenos. Destaque disparado pra estupenda cena do "Cristo falante". 8,5-10

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Morto Não Fala é um bacanudo thriller de horror tupiniquim cuja premissa  - cara fala com mortos - é mero estopim pruma brutal espiral de violencia urbana neste conto mórbido sobre o alto preço da vinganca. Pesado e bem atuado, o filme só peca em alguns jump-scares desnecessários e quando quer se assemelhar a Arrasta-me pro Inferno. Mas ainda assim vale a visita dos amantes do gênero. 9-10

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Boots on the Ground é mais um "found footage" meia boca que tinha cara de ser bom, algo como os ótimos Predador ou El Paramo em primeira pessoa mas nem. Performances ruins, câmera epilética, gritaria e muita escuridão onde não se enxerga nada da ação completam a péssima experiência onde não se entende nada do que aparece na tela. Até agora não entendi lhufas o final, se todos se ferraram ou nem... 6-10

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Zoo é uma curiosa produção dinamarquesa que é um drama de relacionamentos numa embalagem de "zombie movie". Mas o uso deste subgênero é apenas metáfora das dificuldades de manter o casório em pé, pois o surto surge bem no meio duma DR de casal. É divertido e bem diferenciado, repleto de ironia e humor negro. Bem atuado, é uma variante mais romântica do ótimo francês pós-apocaliptico The Night Eats the World.  9-10
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Who´s Watching Oliver é uma trágica love story travestida de filme de serial killer/torture porn. Pode ser entendido como uma parábola sobre dominação e libertação, onde o gore (gostoso de ver) não é gratuito e soa até poético, as vezes. É um bom filme indie canadense que subverte fórmulas em prol da narrativa e se sustenta em boas atuações, como a do psicopata nerd e a mãe dominadora. 9-10

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The Perfection é um thriller psicológico (ou seria de vingança?) bem bacanudo e imprevisível. É um pequeno e insano filme que é o novo Audition ou Cisne Negro do violoncelo, narrado em capítulos, com boas atuações e trocentas reviravoltas. Quiçá uma ou outra cena fique forçada mas não desabona esta grata surpresa. E que desfechooo, que me lembrou o igualmente ótimo American Mary!!! 9-10

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I Spit on Your Grave Deja Vu é a sequência do crássico original que ninguém pediu, a despeito dos remakes "rape & revenge" que são igualmente dispensáveis. Roteiro porco, atuações canhestras e violência borocoxô só depõem contra esta m.. A personagem principal não merecia todo esse desrespeito. Fuja com todas suas forças disto. 4-10

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The Pool é um bacanudo survival tailandês repleto de reviravoltas e muita tensão. Se no ótimo indiano Trapped o cara ficava enclausurado num flat, aqui o infeliz personagem (que ainda por cima é diabético) se vê preso dias a fio numa piscina!? São situações corriqueiras e banais que ganham dimensão épica por conta da ágil direção e roteiro bizonhamente nervoso. As atuações estão corretas e o CGI ta aceitável, auxiliando a narrativa. Grata surpresa neste finde. 9-10
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Downhill por sua vez é um thriller de sobrevivência chileno fraquíssimo. Tenta ser uma espécie de Amargo Pesadelo durante uma competição de mountain bike na Patagônia, mas tropeça com todos os clichês já vistos no gênero. Até o gore e a tensão, seus maiores chamarizes, são fracos. Junte isso a um elenco esquecível, o roteiro enfia uma trama de pandemia que não diz a que veio. E que desfecho meia-boca, hein? 4-5-10

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K-Shop é um bom thriller de horror inglês com forte crítica social, humor negro e doses generosas de gore pra fã do gênero que se preze. Bem atuado, este mix de Taxi Driver, Um Dia de Fúria e A Pequena Loja dos Horrores tenha como defeito em se esticar além da conta uma vez que meia hora a menos cairia bem sem prejuízo algum da narrativa. É um filme pequeno tem a seu favor seu personagem principal, cujo ator árabe carrega todo filme nas costas em sua foderosa atuação. 8,5-10

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A Maldição da Chorona é um derivado fraquinho da franquia Invocação do Mal, quiném A Freira. Eu que curto o gênero achei genérico, simples e banal demais. E pior, sem tensão ou medo algum, e isso é vela e caixão prum filme desses. Sobra o quê? Uma ou outra cena bem feitinha e a lenda (verdadeira) mexicana na qual o personagem-título se baseia. Se fosse feito sem a necessidade de entupido de qualquer jeito na franquia supracitada quem sabe este filme tivesse vingado melhor. 6-10

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Webcast é mais um "found footage" que cai facim no esquecimento a despeito de sua interessante premissa, que pelo menos foge de assombração, monstros, pé-grande, etc. Esta produção inglesa de orçamento merreca até tem boas atuações e cria uma mitologia interessante sobre a seita de bruxos, mas este mistério investigativo bacana se diliu nos finalmentes. Sim, é ali que esta obra cai nos vícios típicos de filmagem em primeira pessoa: gritaria, câmera tremida, escuridão total e desfecho óbvio. 7-10

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Darlin é a esperada sequência de foderoso e imperdível indie The Woman (que já era continuação do marromenos The Offspring) mas que decepciona fazendo jus á maldição das "terceiras partes". Se o anterior era um discurso original e dark contra o abuso, este aqui dispara pra todo lado (principalmente pra igreja) que beira a caricatura. E as interpretações? Pelamor.. creio que uma ou outra coisa se salva. Nem o gore ajuda. Uma pena, esperava no mínimo decente de fecho desta trilogia. 7-10

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Nightmare Cinema é uma bacanuda antologia de curtas de terror, do naipe de "V/H/S" ou "Creepshow". O legal é que há pouca irregularidade entre cada um dos 5 contos, todos bem feitinhos, mas tem dois poréns: o primeiro, uma deliciosa homenagem ao slasher oitentista, é disparado o melhor de todos, o que faz com que o resto não acompanhe este nível. Outro ponto contra é que o pobre "mestre de ceremônias" ser o Mickey Rourke, que mete medo mais pela bizarrice do que se tornou seu rosto botocado. 8,5-10

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Inquilinos é um terror mexicano que dá um leve frescor a um gênero pra lá de surrado, o de casa assombrada. Mas só no comecinho, porque depois parece uma colagem de tudo aquilo que já foi visto e feito pelos ianques. Tem alguns (poucos) bons momentos, principalmente em termos de atuação, mas no geral o conjunto parece ser algo mais do mesmo, bem genérico. É eficaz sim, mas creio que tinha bem mais potencial praquilo que se propôs. 7,5-10

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Crawl é um divertido trash B com crocodilos feito com milhões que, sem pretensão alguma, se estabelece como uma das melhores do gênero desde a franquia Pânico no Lago. Sim, a premissa é ridícula, é um The Shallows com jacarés.. o que o aproxima ao ótimo tailandês The Pool. Tenso e repleto de reviravoltas, prato cheio pra quem curte claustrofobia, bichos vorazes e algum gore. 8,5-10

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12 hours ago, Jorge Soto said:

 

 

Crawl é um divertido trash B com crocodilos feito com milhões que, sem pretensão alguma, se estabelece como uma das melhores do gênero desde a franquia Pânico no Lago. Sim, a premissa é ridícula, é um The Shallows com jacarés.. o que o aproxima ao ótimo tailandês The Pool. Tenso e repleto de reviravoltas, prato cheio pra quem curte claustrofobia, bichos vorazes e algum gore. 8,5-10

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 Estou curioso pra ver esse daqui pela direção do Alexandre Aja, que geralmente manda bem.

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 Visto IT: CAPÍTULO DOIS

 

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  Na trama, vinte sete anos após sete crianças que se autodenominavam como o "Clube dos Perdedores" terem sobrevivido ao monstruoso Pennywise (Bill Skarsgârd) ao derrota-lo, novas mortes começam a ocorrer na cidade de Derry, indicando que a criatura alienígena despertou uma vez mais. Percebendo isso, Mike Hanlon (Isaiah Mustafa) único dos "perdedores" a permanecer na cidade, entra em contato com seus velhos amigos, para que eles cumpram a promessa que fizeram décadas antes de enfrentar o monstro caso ele tivesse sobrevivido ao seu encontro anterior. Agora, os Perdedores precisam se unir uma vez mais, e enfrentarem os traumas do passado, para deter o palhaço Pennywise de uma vez por todas.

  Em 2017, IT, adaptação cinematográfica do extenso romance de Stephen King (que já havia sido adaptado em 1990 como uma minissérie estrelada por Tim Curry como Pennywise que se tornou Cult) surpreendeu a todos pela grande qualidade apresentada, ao apresentar uma história cativante estilo "filme de amadurecimento" que articulava lindamente os terrores sobrenaturais representados pelo palhaço, quanto por terrores mais humanos. Tudo isso, proporcionado não só pela ótima direção de Andy Muschietti, que soube dar uma atmosfera aterrorizante, mas ainda assim divertida ao filme, mas também pelo carismático elenco infantil, e claro, o trabalho de Bill Skarsgard, que conseguiu reinventar o icônico Pennywise, honrando o trabalho de Curry nos anos 1990. A opção de não seguir o caminho da minissérie noventista e do próprio livro de contar a história do Clube dos Perdedores crianças e adultos ao mesmo tempo, focando-se apenas na fase jovem dos protagonistas, parecia ter sido um dos segredos do sucesso da adaptação, já que não apenas tornava o foco narrativo da trama mais simples, mas em termos de grana, proporcionava uma possível franquia que poderia ser seguida ou não. Com IT tendo se tornado o filme de terror mais lucrativo da história, a continuação não demorou a ganhar sinal verde. O desafio dos realizadores era grande, pois eles não apenas precisavam lidar com as altas expectativas deixadas pelo filme original, como também adaptar as partes mais complexas (e na minha opinião, desinteressantes) do romance de King, que se encontrava justamente na fase adulta do Clube dos Perdedores. Exatamente dois anos depois, IT: CAPÍTULO DOIS chega aos cinemas. A pergunta que fica é, o confronto final entre o Clube dos Perdedores e Pennywise é bom? Sim, é bom, mas problemático. Fica a altura do filme original? Nem perto.

 Mais uma vez dirigido por Andy Muschietti, essa continuação segue as regras das sequências, é maior em escopo com um orçamento maior, tem mais mortes, e uma duração de quase três horas de duração. Mas essa grandiloquência acaba jogando contra o filme em muitos momentos, com o roteiro escrito por Gary Dauberman (único roteirista do primeiro filme a retornar) soando inchado. O primeiro ato apresenta bastante potencial, já que enquanto Mike convoca cada um dos perdedores a retornar a Derry, descobrimos que eles esqueceram dos eventos daquele traumático verão. É interessante observar que sem as memórias dos eventos que os tornaram mais fortes, muitos dos protagonistas acabaram por caírem nas mesmas armadilhas que caíram no passado, como Beverly (Jessica Chastain) que se casou com um homem abusivo, tal como era o seu pai,  o hipocondríaco Eddie (James Ramsone), que se casou com uma mulher neurótica e tóxica igual a sua mãe (de fato, vivida pela mesma atriz), e Ben, que mesmo tendo se tornado um homem atlético, diferente do menino gordinho que foi um dia, continua tendo problemas de solidão. A ideia de trabalhar em cima da importância das memórias, boas e ruins para o nosso desenvolvimento eram muito boas, mas o roteiro logo descarta essa ideia no momento em que os perdedores retornam a Derry, esquecendo o paralelismo entre a vida passada e presente de seus heróis, para tornar-se redundante em questões que já haviam sido plenamente resolvidas pelo filme anterior.

 Provavelmente temendo que o público ficaria decepcionado em não ver as crianças do primeiro filme, o roteiro opta em dedicar boa parte do filme a Flashbacks dos jovens perdedores que trazem o retorno do elenco original, mas em sua maioria esmagadora, esses flashbacks (muitos dele material cortado do primeiro filme) pouco ou nada acrescentam a história, tornando essas voltas ao passado meras redundâncias. A escolha de apresentar um Pennywise que deseja o retorno dos perdedores a Derry para se vingar (diferente da do material original, onde o palhaço temia esse retorno) abria possibilidades interessantes, mas acaba explorando a idiotice do vilão, que tem N chances de matar seus rivais, mas não o faz, algo que também ocorria no primeiro filme, mas que soava mais justificável já que a união do grupo parecia enfraquecer o monstro, o que não ocorre de forma completa aqui. Por fim, muitas das subtramas como aquela envolvendo o ritual indígena que supostamente pode matar Pennywise, ou o retorno do agora adulto e psicótico valentão Henry Bowers (Teach Grant) que surge como uma espécie de escravo de Pennywise, surgem mal articuladas ou jogadas, não funcionando no conjunto narrativo.

  Em sua direção, Andy Muschietti parece temer abandonar o que deu tão certo no primeiro filme para dar a esse capítulo uma cara própria. O cineasta ainda é muito bom na construção de atmosferas de crescendos de tensão, vide a sequência de abertura onde vemos o ataque brutal a um casal gay que acaba causando o despertar de Pennywise, ou na visita de Beverley ao seu antigo apartamento, mas se perde um pouco na hora em que deixa a mera construção de suspense ou os efeitos práticos para se entregar aos efeitos CGI, algo que já ocorria no filme original (e também em MAMA, seu longa de estreia), mas que aqui surge mais forte, devido ao aumento desse tipo de criatura na trama. E embora o humor seja muito bem empregado na maior parte do filme, com o diretor entendendo o timing das piadas, em outros, elas surgem deslocadas, em mais uma situação que seria aceitável no primeiro filme, mas que numa obra estrelada por adultos torna-se um pouco mais difícil de engolir, como a desnecessária e esticada cena das três portas. Por outro lado, Muschetti evolui na direção das sequências mais frenéticas (uma das minhas poucas queixas em relação ao primeiro filme), conseguindo dar mais ritmo a tais trechos, sem torna-los confusos.

 Skarsgãrd continua muito bem no papel do palhaço Pennywise, entregando um monstro sádico, que claramente se diverte com o medo de suas vítimas, e muitas vezes luta para esconder a sua natureza animalesca, mas não chega a acrescentar nada novo ao que já havia apresentado em 2017. A maior duvida é se o elenco adulto conseguiria manter a química apresentada pelo elenco infantil, e a resposta é, em partes. Primeiro é preciso dizer o quão impressionante é a semelhança dos atores adultos com a sua contraparte jovem, e não é em um ou dois membro do Clube dos Perdedores, mas com todos. Eu acho que no momento em que entendemos que são sete adultos, e não crianças, os Novos (velhos) Perdedores funcionam muito bem como conjunto, com a cena o reencontro do grupo no restaurante chinês sendo o maior exemplo, em uma cena muito bem construída por Muschietti. Entretanto, os desenvolvimentos individuais já não funcionam tão bem, fazendo a versão adulta dos protagonistas empalidecer diante da mais jovem. James McAvoy está correto como Bill, mas seu desenvolvimento individual envolvendo a culpa que sente pela morte do irmão Georgie (Jackson Robert Scott) e seu desespero em impedir que um menino tenha o mesmo destino, surge como fruto de um retcon bem sem vergonha, que mais uma vez, busca o passado do personagem para desenvolve-lo, ao invés de encontrar um reflexo mais forte em sua vida atual, além disso, existe uma piada recorrente em torno do personagem, que é divertida em primeira instância para quem conhece Stephen King (que faz uma ponta impagável, ao estilo Stan Lee), mas que se torna enfadonha ao ser repetida a exaustão. E apesar de todo o talento que sabemos que Jessica Chastain têm, o roteiro não lhe dá muito o que fazer com a sua Beverly, que surge apenas definida por seu trauma e como ponta de um tríangulo amoroso muito pouco convincente com Bill e Ben, uma pena quando lembramos que a jovem Beverly de Sophia Lillis era uma das personagens mais multifacetadas do filme de 2017. Entretanto, as versões adultas de Eddie e Richie (Bill Hader) não ficam devendo em nada para as suas versões mirins, com os dois sendo o coração desse filme, e o conflito de Richie, envolvendo a aceitação de sua homossexualidade sendo o arco mais bem definido e resolvido dentro da trama.

 Apesar de ter criticado bastante, IT: CAPÍTULO DOIS é um bom filme, que encerra de maneira digna a história iniciada no filme de 2017 (embora a resolução do conflito com Pennywise tenha me irritado, confesso, mas não tanto quanto a do livro e a da minissérie de 1990). Temos um elenco muito bem entrosado, uma direção segura de Muschietti, e um vilão deliciosamente sinistro e carismático. Mas infelizmente é um filme inchado, que não justifica a sua longa duração, e o mais frustrante é notar que o material base até fornecia material para essa duração, mas a escolha por mostrar mais das crianças ao invés de desenvolver os personagens adultos tornou toda essa duração maior da obra redundante apenas. O IT de 2017 pode se orgulhar de estar entre as melhores adaptações de Stephen King, mas sua sequência, nem tanto, já que foi bastante atrapalhada pela megalomania.

 

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 Visto A NOITE DO COMETA

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  Na trama, após a passagem de um cometa, o planeta é banhado por radiação cósmica, reduzindo aqueles que estavam em céu aberto a pó, e danificando o cérebro das pessoas que estavam em áreas cobertas, transformando-as em loucos irracionais. Somente aqueles que estavam protegidos em um ambiente revestido de metal sobreviveram ilesos. Entre os sobreviventes estão as irmãs Regina (Catherine Mary Stuart) e Samantha (Kelli Moranei). Tentando sobreviver neste ambiente apocalíptico, as duas tentam sobreviver se refugiando em uma estação de rádio, onde conhecem outro sobrevivente, o jovem caminhoneiro Hector (Robert Beltran)

  Divertido sci-fi de terror/comédia bem típico dos anos 1980, que se utiliza de elementos típicos dos filmes de zumbi para construir uma aventura adolescente. Escrito e dirigido por Thom Eberhardt, A NOITE DO COMETA coloca a juventude como a fonte da esperança, enquanto os adultos surgem como figuras frívolas, egoístas, ou distantes, bastando perceber que a maior ameaça do filme não são os zumbis propriamente ditos (de fato, nem há muitos deles) e sim o grupo de cientistas que surge a certa altura da trama. Esse ambiente juvenil, mesmo diante de um cenário apocalíptico, está presente mesmo nos principais cenários do filme, como um cinema, um fliperama, um shopping center e por ai vai. O roteiro do filme é bastante fraco e sem foco no geral, mas o longa metragem de Thom Eberhardt ainda vale a pena pela excelente química de seu elenco principal.

  A dinâmica entre as duas irmãs é extremamente divertida,  conseguindo articular de forma interessante o companheirismo entre as duas garotas, com as típicas picuinhas entre irmã mais velha/irmã mais nova, com os diálogos entre a focada Regina e a avoada Samantha sendo muito bem escritos. Mesmo quando uma leve tensão surge entre elas quando topam com Hector (possivelmente o ultimo homem da Terra, como observa Samantha), o companheirismo delas não se abala.  Ao colocar as duas jovens como sendo extremamente familiarizada com armas devido terem sido criadas pelo pai militar (ate este decidir ir pro Golfo, deixando as filhas serem criadas pela madrasta) ao mesmo tempo que é absurdo, da ao projeto a desculpa perfeita para entregar divertidas sequências de ação, como o confronto com um grupo de punks psicóticos em um shopping.

 A NOITE DO COMETA é um bom filme, lembrando as clássicas comédias de horror que eram tão comuns no "Cinema Em Casa" do SBT nos anos 1980 e 90. É uma bobagem, mas é relativamente bem dirigido, com cenas de ação modestas, mas empolgantes, e a química entre as duas protagonistas garante a diversão. Como curiosidade, vale observar que Joss Whedon, criador da série BUFFY,  era um grande fã desse filme, e usou a personagem Samantha, que passa boa parte do filme com um uniforme de líder de torcida, como uma das inspirações para criar a sua própria líder de torcida Badass.

 

Visto INFECÇÃO

 

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  Na trama, em um precário hospital , enquanto operavam um paciente, a equipe médica liderada pelo Doutor Akiba (Koichi Sato) comete um erro, levando a morte de um paciente. Pelo paciente não ter uma família para reclamar o corpo, os médicos resolvem abafar o caso para preservarem as suas reputações. Nesta mesma noite, um paciente chega no hospital, portando uma doença desconhecida, que dissolve os seus orgãos. Os médicos ficam extremamente assustados por nunca terem visto nada do tipo, o que piora quando a misteriosa doença começa a se espalhar, levando morte e loucura ao hospital.

  Escrito e dirigido por Masayuki Ochiachi, esta produção japonesa de 2004 merece elogios pela excelente construção de atmosfera, criando um ambiente sufocante no hospital que serve de palco para a história desde os primeiros minutos de filme. Abrindo com a voz de um paramédico no rádio do hospital, que descreve os bizarros sintomas que um paciente da ambulância está apresentando, INFECÇÃO já cria a sensação de desconforto desde os primeiros minutos. A direção de arte e a fotografia cumprem um papel fundamental nesta atmosfera, ao dar ao hospital equipamentos e camas sucateadas, e uma luz que nunca parece iluminar completamente o ambiente. De fato, em sua primeira meia hora, o longa metragem se dedica a construir o terror real de um estabelecimento de saúde precário  (não muito diferente do nosso sistema de saúde publica), onde falta de equipamentos e medicamentos, pacientes abandonados pelas famílias e médicos e enfermeiras insensíveis dão ao local a incomoda sensação de purgatório. Este primeiro ato também apresenta de forma competente os seus protagonistas, como cansado Akiba, o médico arrogante, a jovem enfermeira que em seus primeiros dias no hospital tem dificuldade de achar uma veia, a amarga enfermeira chefe, e por ai vai. O filme leva o seu tempo construindo este "terror cotidiano", enquanto somos lembrados constantemente pela insistente chamada do paramédico no rádio, tentando encontrar um hospital para o seu estranho paciente de que algo terrível esta a caminho.

  Após este primeiro ato competente, Ochiachi constrói de forma acertada o desenvolvimento narrativo, tanto no suspense mais sutil, com o medo da equipe médica de que o macabro Doutor Akai (Shiro Sano) tenha descoberto o seu segredo, quanto nas sequências de maior gore, quando os médicos e pacientes começam a sofrer os efeitos da tal infecção do título, com destaque para a cena de morte de uma personagem que tem diversas seringas cravadas pelo corpo. Infelizmente, INFECÇÃO escorrega feio em seu 3º ato, ao apresentar uma reviravolta que não consegue sustentar, que ao tentar ser esperta, apenas chama o espectador de burro. Não só é uma reviravolta desleal, como também confusa, com a trama se entregando em seu climax aos recursos de alucinações e delírios que sequer conseguem ser esteticamente interessantes. No geral, INFECÇÃO é um filme com uma atmosfera muito bem construída, articulando de forma interessante o terror tradicional, com o terror social de um sistema de saúde falho, mas joga grande parte das boas coisas que havia construído fora, ao entregar um desfecho que tenta surpreender o espectador, conseguindo apenas ser débil ao invés disso.

 

Visto PANDORUM

 

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  Na trama, em 2200, a Terra está a beira do colapso devido a super população e a escassez de recursos. Para preservar a raça humana, uma arca espacial colonizadora é lançada rumo a um planeta com condições semelhantes a da Terra, com a missão de preparar uma colónia. Quando o Cabo Bower (Ben Foster) desperta da cápsula de hipersono, sofrendo de amnésia, não se lembrando direito de quem é ou qual é a sua missão, ele desperta o seu superior, o Tenente Payton (Dennis Quaid) para ajuda-lo a descobrir o que está havendo. Com a nave aparentemente deserta, Payton ordena que Bower explora o local, descobrindo que ele dormiu muito mais tempo que imaginava, e que bizarras criaturas canibais se espalharam pela nave.

 Dirigido por Christian Alvart em 2009 (que no mesmo ano lançaria o terrível O CASO 39), PANDORUM é uma ficção científica de terror e ação, que apesar de uma ou outra boa ideia, nunca consegue cativar o espectador, ou fazê-lo se envolver com o drama de seus personagens. O roteiro escrito por Travis Milloy (baseado em um argumento que escreveu junto com Alvart) se utiliza muito dos clichês dos filmes de terror Sci-Fi, desde os filmes da franquia "Alien", passando pela franquia "Predador", e até mesmo o terror Lovecraftiano de O ENIGMA DO HORIZONTE, (Paul W. Anderson é um dos produtores deste filme, inclusive) mas nunca consegue desenvolver uma identidade de fato. Não ajuda também que o design de produção de Richard Bridgland (que já tinha experiência com esse tipo de cenário, sendo o responsável pelo design de produção de ALIEN VS PREDADOR) seja totalmente genérico e sem personalidade, com o mesmo podendo ser dito sobre as criaturas mutantes que passam a perseguir os protagonistas.

 PANDORUM poderia ser um filme bastante divertido e tenso, ainda que derivativo, mas o longa metragem não chega muito perto disso. A direção de Alvart também está longe de ser uma Brastemp. Alvart claramente é um discípulo de W. Anderson (que por si só não era uma Brastemp). com suas sequências de ação nos ambientes claustrofóbicos da nave Elisium lembrando um pouco aqueles vistos nos filmes da série "Resident Evil", só que piorados. Não só Alvart não tem o mínimo domínio da ação, como essas sequências são terrivelmente mal montadas, mais de uma vez me deixando confuso sobre o que estava se desenrolando na tela. O desenvolvimento dos personagens também é péssima. O desenvolvimento de Bower e sua busca pela cápsula de sua esposa (Delphine Chulliot), que ele acredita possa estar na nave nunca nos convence, enquanto outros personagens como a durona Nadia (Antje Traue, a Faora de O HOMEM DE AÇO) sequer ganham tentativa de desenvolvimento, já que tudo o que ela passou nos meses em que sobreviveu sozinha na nave sobrevivendo aos mutantes é resolvido em uma linha de diálogo.

 

 No fim das contas, PANDORUM é um filme ruim, cuja ruindade se refletiu nas bilheterias, causando grande prejuízo a sua produtora, que acabou falindo depois disso. É uma pena, pois se vê algumas boas ideias na obra, mas que nunca chegam longe.

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 Visto A CATEDRAL

 

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  Na trama, na Idade Média, um grupo de cavaleiros teutônicos massacra um povoado, acreditando que seus habitantes fossem adoradores do demônio. Os cavaleiros enterram todos em uma vala comum, e constroem uma catedral sobre o lugar. Séculos depois, nos dias atuais, o ambicioso novo bibliotecário da catedral (Tomas Arana), descobre pistas sobre um compartimento secreto que leva á um tunel debaixo da catedral. Acreditando ter descoberto um tesouro escondido, o bibliotecário abre a passagem, libertando uma série de espíritos malignos. A catedral é automaticamente selada, prendendo um grupo de pessoas dentro dela. Agora, essas pessoas precisam encontrar uma forma de sobreviver, enquanto o Padre Gus (Hugh Quarshie) e a jovem filha do sacristão Lotte (Asia Argento) tentam impedir que o mal encerrado na catedral se espalhe pelo mundo.

 

  O cinema de terror italiano produzido nos anos de 1970 e 1980 por nomes fortes do gênero, como Dario Argento (que produz A CATEDRAL e é um dos responsáveis pelo roteiro), Lamberto Bava, e Lucio Fulci era caracterizado por uma preocupação muito maior com a construção de uma atmosfera sufocante e cenas de morte e violência bem elaboradas, do que propriamente um roteiro bem tratado, ou um desenvolvimento coerente de personagens. Ninguém nega que SUSPIRIA de Argento, seja um clássico, ou que DEMONS de Lamberto Bava seja extremamente divertido, mas história e desenvolvimento de personagens não são o forte desses longas metragens, e o mesmo pode ser dito sobre este filme dirigido por Michele Soavi.

  Inicialmente pensado como o terceiro exemplar da série "Demons" esta produção do fim dos anos 1980 acabou se tornando o seu próprio filme, adotando um tom mais sombrio e sério do que aquele visto na série de Lamberto Bava, ainda que alguns dos momentos "WTF" típicos daquela franquia sejam mantidos aqui, vide o casal de motoqueiros que tenta encontrar uma saída da catedral amaldiçoada por um túnel subterrâneo, somente para dar de cara com um túnel de metro, no exato momento em que o trem está passando. O roteiro de Argento e de Soavi apresenta as possessões demoníacas vistas na trama como uma espécie de vírus zumbi, transmitido por qualquer mordida, arranhão, ou contato com qualquer fluído corporal, mas no fim, é apenas uma desculpa para que o diretor exiba as imagens macabras que imaginou para a trama. Cenas que perturbam tanto pelo fator gore, como a passagem onde uma jovem noiva, ao ver o seu reflexo envelhecido no espelho, começa a arrancar a carne de seu rosto com as próprias mãos ou a velha que toca o sino da catedral usando a cabeça do marido; como pelo que é subentendido, como a cena em que o possuído bibliotecário passa a observar a jovem Lotte, e começa a incessantemente digitar a mesma tecla de sua maquina de escrever, em uma clara alusão visual a masturbação, são comuns no longa.

 A trilha sonora ficou a cargo da banda Goblin, famosa pela trilha do SUSPIRIA de Argento, mas que aqui acaba fazendo um trabalho bem burocrático. Falando em argento, a filha do diretor, Asia, tem aqui um de seus primeiros trabalhos como Lotte. No geral, A CATEDRAL é um filme relativamente divertido que tem uma atmosfera muito bem construída, mas que talvez acabe se levando um pouco a sério demais.

 

Visto O RETORNO DOS ALIENS: A GERAÇÃO MORTAL

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   Na trama, um meteorito cai na Terra, trazendo uma violenta espécie de verme alienígena, que começa a se espalhar em um subúrbio. As criaturas acabam estabelecendo o centro de sua colónia no porão de uma família, onde o filho caçula Charles (Charles George Hildebrandt) um aficcionado por filmes de terror e maquiagens horroríficas, sendo o único a desconfiar que há algo estranho ocorrendo na vizinhança. Quando o irmão mais velho de Charles, Pete (Tom De Franco) reúne um grupo de estudos em sua casa, os adolescentes logo se vêem lutando pela sobrevivência contra as sanguinárias criaturas extraterrestres.

 O RETORNO DOS ALIENS :A GERAÇÃO MORTAL (cujo título claramente tentava pegar carona no sucesso no clássico ALIEN de Ridley Scott, lançado alguns anos antes) é um Sci-fi Trash oitentista daqueles bem bagaceiros, que por uma razão que ninguém consegue entender direito por que, acabou alcançando o status de Cult. Escrito e dirigido por Douglas McKeown (profissional que nunca mais fez nada depois desta produção) é um filme típico de monstro, que tenta se apoiar completamente no gore, ao invés de tentar criar qualquer suspense ou dar o mínimo de carisma para os seus personagens. O trabalho de maquiagem de Arnold Gargiulo, cujo filme de maior expressão no currículo acaba sendo o policial CHUVA NEGRA de Ridley Scott, acaba sendo o grande destaque do projeto, o que é valorizado pelo diretor com muitos Closes e planos detalhe das feridas e cabeças arrancadas pelas criaturas que servem como antagonistas do longa metragem. A condução do diretor, entretanto, não consegue fazer nada além de valorizar o gore. Ao dividir a história em três núcleos formados pela investigação do caçula, os adolescentes, e um chá dado pela tia da família (núcleo que acaba sendo o mais bem sucedido por não se levar muito a sério, lembrando um pouco OS GREMLINS neste trecho) o filme acaba perdendo o foco, nunca permitindo que a tensão cresça o suficiente em qualquer uma das situações, e demorando demais para apresentar alguma ação para que possamos considerar a trama movimentada. De fato, para um filme trash de pouco mais de oitenta minutos, O RETORNO DOS ALIENS: A GERAÇÃO MORTAL é bem sonolento. Enfim, existem muitos bons trashes esquecidos dos anos 80 que vale a pena conhecer. Este daqui não é um deles.

 

Visto PONTYPOOL

 

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  Na trama, Grant Mazzy (Stephen McHattie) é um radialista turrão com a carreira em declínio, que acaba indo trabalhar na pequena cidade canadense de Pontypool, onde apresenta um programa matutino juntamente com a durona produtora Sidney Briar (Lisa House) e com a diretora técnica Laurel Ann Drummond (Georgina Reilly). No dia dos namorados, os radialistas começam a receber estranhos informes de que a cidade estaria entrando em um caos generalizado, e que as pessoas estariam apresentando um comportamento violento e canibal. Enquanto o dia avança, os três tentam descobrir o que está acontecendo, enquanto a situação vai se tornando cada vez mais desesperadora.

  Dirigido por Bruce McDonald, com um roteiro escrito por Tony Burgess (baseado em seu próprio romance), esta produção canadense de 2008 é aquele tipo de filme que parte de uma premissa aparentemente simples e atraente, mas que vai se tornando cada vez mais estranho à medida em que a narrativa avança, ao ponto de o publico não saber muito bem o que pensar quando os créditos rolam, embora isso pareça totalmente intencional. Durante boa parte da obra, somos levados a crer que estamos diante do típico apocalipse zumbi, com a diferença que visto totalmente do ponto de vista dos funcionários de uma pequena rádio, que não sabem o que está acontecendo do lado de fora, e portanto precisam pensar bem sobre o que divulgar ou não, já que temem espalhar o pânico por algo que pode não ser verdade. É uma inversão interessante de um clichê do género, onde geralmente vemos os personagens sendo informados pelos meios de comunicação sobre o que está havendo, e aqui, vemos a confusão dos próprios meios, já que excetuando a cena de abertura, o filme nunca deixa a estação de rádio.

  Mas é quando chega em sua metade final que o roteiro de Burgess começa realmente a pirar, pois descobrimos que não se trata de um apocalipse zumbi tradicional (os "zumbis" nem podem ser considerados mortos). Em um toque que me lembrou um pouco o clássico surrealista de Luis Buñuel O ANJO EXTERMINADOR, o filme dá uma origem totalmente metafórica e simbólica para a doença que está afetando os cidadãos de Pontypool, e que se relaciona diretamente com a mídia radiofônica, que é um dos grandes temas do filme. Assim, em seu 3º ato, PONTYPOOL descamba totalmente para a narrativa do absurdo, o que pode desagradar o pessoal que curte uma narrativa mais concisa, mas que deve agradar quem está disposto a embarcar na viagem.

 Para que uma narrativa desse tipo funcionasse, especialmente em sua metade final, era importante que nos conectássemos com os personagens, o que felizmente ocorre, devido a um roteiro que leva o seu tempo para estabelecer as conexões entre os personagens, e um elenco competente encabeçado por Stephen McHattie, que torna Grant Mazzy um protagonista simpático de personalidade forte, e que consegue dar mesmo uma "personalidade radiofônica" para o seu personagem, nos momentos em que ele fala com seus ouvintes no rádio; um cuidado que nem todo o ator tem quando vive este tipo de personagem. No geral, PONTYPOOL é um filme curioso. Honestamente, não decidi ainda se realmente gostei do filme, mas recomendo de qualquer forma, pois no mínimo vai deixar o público intrigado, o que já é válido por si só.

 

 

 

 

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 Visto BRINQUEDO ASSASSINO

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  Na trama, Andy Barclay (Gabriel Bateman) é um pré adolescente solitário criado pela mãe, a batalhadora Karen (Aubrey Plaza). Quando o popular boneco Buddi, um brinquedo eletrônico dono de uma avançada A.I é devolvido por uma cliente alegando que ele estava com defeito, Karen, preocupada com a solidão do filho, presenteia o pré adolescente com o brinquedo. Embora inicialmente rejeite o boneco, Andy acaba desenvolvendo uma ligação com ele, mas o que o garoto não sabe é que o boneco auto intitulado Chucky (dublado por Mark Hamill) foi sabotado na linha de montagem, o que pode torna-lo terrivelmente perigoso.

  Em 1988, quando a primeira febre Slasher começava a entrar em decadência, o diretor Tom Holland (de A HORA DO ESPANTO) e o roteirista Don Mancini lançaram BRINQUEDO ASSASSINO. O filme se tornou um grande sucesso ao misturar suspense, terror e humor negro ao contar a macabra história de um garotinho que ganha da mãe um boneco, que sem que eles soubessem, continha a alma de um maníaco homicida. O boneco Chucky, dublado por Brad Dourif se tornou um ícone do terror, se juntando a figuras como Freddy Krueger, Jason Voorhees e Pinhead como um dos grandes monstros do cinema oitentista. O filme rendeu um total de seis continuações (a ultima lançada em 2017, diretamente para o mercado On Demand) e dizem ainda, ganhara uma série em 2020 no canal SiFy, que dará continuidade a franquia.

 Portanto, com a franquia ainda na ativa, mesmo que longe do sucesso de outrora, todos receberam com surpresa e desconfiança a noticia de que a United Artists lançaria um remake do filme original, que pela primeira vez não contaria com a participação do criador Don Mancini, e nem com o retorno de Dourif na voz do famoso boneco assassino, o que levou nomes como Jennifer Tilly (que dubla a boneca Tiffany na franquia) e o próprio Mancini a exporem publicamente a sua reprovação ao remake, já que ambos já estavam trabalhando na série de TV. As primeiras informações de que no remake, Chucky deixaria de ser um boneco possuído pela alma de um assassino através de magia vodu, para virar um boneco robótico fora de controle também deixou os fãs da série ainda mais descontentes. Pois bem, o remake foi lançado, e ficam as perguntas: o filme é bom? Faz jus ao filme original, a franquia como um todo e ao personagem?

  Pois bem, o remake comandado pelo dinamarquês Lars Klevberg (de MORTE INSTANTÂNEA) e escrito pelo estreante Tyler Burton Smith, é muito mais ambicioso tematicamente que o filme original, e ouso dizer, conta com personagens mais carismáticos (com uma importante exceção que tratarei mais abaixo). A sequência de abertura, ainda que longe de ser sutil, é bastante interessante ao mostrar um brilhante comercial das Empresas Keslam e de seu novo produto, o boneco Budi, cheio de famílias de comercial de margarina e coisa e tal, somente para sermos levados a uma linha de montagem no Vietnã, onde vemos trabalhadores cumprindo suas funções em condições precárias para a realização do "sonho capitalista". O filme faz uma série de outros comentários que jogam a favor do terror tecnológico que a obra se propõe a fazer (tão popularizado por séries como BLACK MIRROR, mas que a precedem em muito), seja o isolamento social que as tecnologias podem produzir; a forma como essas mesmas tecnologias passam a dominar cada aspecto de nossas vidas, bastando perceber a proliferação de produtos Keslam espalhados pelo filme (todos podendo ser controlados por Chucky, naturalmente) e é claro, o fim de nossa privacidade; o que como figuras como Edward Snowden já comprovaram, está muito longe de ser ficção científica.

  Chucky não é o único personagem a sofrer grandes mudanças em relação ao original. Andy deixa de ser uma criança de seis anos para se tornar um pré adolescente com problemas de sociabilização,  e que se torna dono de seu próprio arco dramático ao invés de simplesmente simbolizar os medos de Karen e os desejos de Chucky, um arco simples, sim, mas eficaz, que é muito bem defendido pelo jovem Gabriel Bateman. A carismática Aubrey Plaza (da série LEGION) também apresenta uma Karen Barclay muito mais relacionável que ao original, ao construir Karen como uma jovem mãe que ama muito o seu filho, mas que também tem as suas próprias necessidades e frustrações, e como qualquer mãe, comete alguns erros pelo caminho (que não incluem apenas não acreditar no filho quando este diz que o seu boneco é responsável por uma campanha de assassinatos). Por fim, Brian Tyree Henry nos apresenta um Detetive Mike Norris muito menos arquétipo do que o personagem interpretado por Chris Sarandon no filme de 1988, ao apresentar um detetive competente, porém capaz de ficar sem palavras diante de Karen, ou mostrar-se dominado por sua mãe (Carlease Burke). O roteiro ainda acrescenta outras crianças na narrativa, que funcionam para dar mais camadas ao Andy de Bateman, mas que não tem muito tempo para se desenvolverem por si só.

 Lars Klevberg mostra uma evolução visível como diretor de seu trabalho anterior, o genérico MORTE INSTANTÂNEA. O cineasta consegue navegar muito bem entre os diferentes momentos dramáticos que o filme atravessa, desde o drama familiar que toma o 1º ato, passando pelas sequências de humor macabro, até as sequências de maior tensão e terror Gore, com as cenas de morte desse filme não poupando nesse quesito, conseguindo ainda encontrar algum humor sem cair completamente no ridículo. A fotografia, que se utiliza de luzes levemente coloridas também merece destaque por aumentar a sensação de horror de determinadas sequências, desde o assassinato ocorrida em um campo de abóboras em meio a luzes de natal, passando por Chucky espreitando Andy á noite em seu quarto, até o sangrento climax passado em uma loja de brinquedos.

 Mas é claro, a grande maioria das pessoas vai assistir a um filme da série "Brinquedo Assassino" para ver o Chucky. O filme original é excelente, na minha opinião (e tenho um carinho especial por ele por ser o primeiro filme de terror que assisti na vida, até onde eu lembre), mas diferente de filmes como HALLOWEEN ou A HORA DO PESADELO, sua importância maior está muito mais no ícone cultural que introduziu do que em seus próprios méritos. Então, vamos falar do novo Chucky. Inicialmente, embora fosse muito difícil imaginar um Chucky que não tivesse a sua mitologia ligada ao sobrenatural, e a figura de Charles Lee Ray, o novo status do boneco como uma ameaça tecnológica ao invés de uma ameaça sobrenatural não é o que mais incomoda, afinal; o filme dá mostras de que poderia fazer essa virada radical no personagem, e ainda manter-se fiel a proposta e a natureza do vilão criado por Don Mancini. Gostei muito, por exemplo, de como o boneco assimila de que a violência e assassinato são divertidos ao observar Andy e seus amigos se acabando de rir ao assistirem uma sessão de O MASSACRE DA SERRA ELETRICA 2. Era uma maneira interessante de incluir o famoso sadismo do personagem dentro de sua nova natureza de A.I. Alias, o fato de que o boneco possa controlar tecnologias ativadas por Wi Fi aumentavam o seu fator de ameaça, limpando um pouco da descrença do público que não conseguia levar a sério um assassino de meio metro. Mas uma série de equívocos acabam jogando contra o antagonista do longa, tornando-o ironicamente, o ponto decepcionante do filme.

 Começando por seu novo Design, que não apenas é feio, mas pouco criativo. Um dos motivos que fizeram o Chucky ser assustador (pelo menos em seus primeiros filmes, antes de ganhar as cicatrizes) era como a face inocente do boneco era deformada pelas expressões mais humanas que ele assumia quando Chucky revelava a sua verdadeira natureza. O novo filme exige que Chucky tenha uma natureza mais interativa, dando ao brinquedo uma cabeça e olhos bem maiores, mas quando Chucky revela a sua verdadeira natureza, temos os batidos olhos vermelhos que o boneco passa a ostentar, um signo batido e pouco criativo, e que gera inclusive algumas antecipações dramáticas. Além disso, o roteiro escolhe sublimar muito da natureza maligna do boneco ao lhe conceder tintas mais dramáticas, ao estabelecer sentimentos sinceros em relação a Andy, mesmo que completamente mal orientados. O novo Chucky é uma criança psicótica que não compreende bem o mundo, e cujas ações estão ligadas a uma devoção e ciumes doentio por seu "melhor amigo", uma proposta que até tem o seu charme, mas que empalidece diante da maldade caótica do vilão original, descaracterizando o personagem. Isso acaba se refletindo na dublagem de Mark Hamill, que inicialmente parecia ser um substituto mais do que natural para Brad Dourif, já que depois de Luke Skywalker, o personagem mais famoso de Hamill é justamente o Coringa, o lendário arqui-inimigo do Batman, que Hamill dublou em várias animações e games, e que compartilha muitas das características de Chucky. Mas Hamill dá características fortemente infantis e quase inocentes em sua interpretação como Chucky (o que até funciona em alguns momentos, como na sinistra canção que o boneco canta ao longo do filme), e que acabam não casando muito com o personagem, especialmente durante o 3º ato, quando Chucky adota uma persona assumidamente mais maligna. Não é culpa de Hamill, tendo em vista que ele basicamente faz o que o roteiro pede, mas não consigo ver o Chucky completamente nisso. A ideia de uma relação mais estreita entre Andy e o vilão era boa, e o filme até adota isso quando os primeiros crimes de Chucky basicamente refletem os sentimentos de raiva de seu dono, mas depois acaba se perdendo.

 Apesar desta falha grave, este novo BRINQUEDO ASSASSINO merece elogios por ter a coragem de traçar o próprio caminho, afastando-se radicalmente da obra original, ao mesmo tempo em que atualiza com sucesso muito de seus temas, como a solidão da infância, e ainda usa o género para tratar de terrores sociais extremamente relevantes, como a nossa dependência tecnológica, e o quão expostos estamos diante do poderio dos grandes conglomerados. É um filme mais ambicioso, e atinge muito de suas ambições, sem perder o senso de entretenimento, mas  não consegue compreender a real natureza de Chucky , o que em se tratando de um ícone do terror tão importante como este, faz com que a obra perda muitos pontos. Mas ainda é um remake que tem alguma coisa a dizer, e se falha em dar uma nova roupagem reconhecível ao boneco assassino, pelo menos se percebe a tentativa. É mais do que a maioria dos remakes podem dizer.

 

  

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