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Forum Cinema em Cena
Jailcante

19 Dias de Horror

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Giallo Vol. 7 (assistido esse fim de semana)

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Até que esse volume está bom. Nível dos filmes melhorou em relação aos últimos boxes.

Uma Sobre a Outra (Una sull’altra, Dir.: Lucio Fulci, 1969) 3/4

"Um Corpo que Cai" versão Giallo feito pela Lucio Fulci, não deixa de ser algo notável. Mulher de médico morre de ataque de asma, e  depois disso, ele fica obcecado por uma dançarina que se parece muito com sua falecida esposa. Achei o desenvolvimento bom, mas o final é o melhor, cheio de reviravoltas legais.

Um Dia Negro (Giornata nera per l’ariete,  Dir.: Luigi Bazzoni, 1971) 2/4

Série de assassinatos começam a ocorrer, e polícia culpa um jornalista que teria conexão com todas vítimas, ele, assim, tem que correr pra provar inocência. Bom policial com serial killer, estrelado pelo Franco Nero e com trilha de Enio Morricone. Identidade do/a assassino/a é meio óbvia (pra mim, foi) e o motivo dele/a foi meio blé (poderiam ter bolado algo melhor ali), mas, no geral, o filme é competente.

Fotos Proibidas  (Le foto proibite di una signora per bene, Dir.: Luciano Ercoli, 1970) 2/4

Mulher é chantageada quando um homem diz que tem provas de que o marido dela é um assassino. Talvez o que menos gostei do pack, mas mesmo assim é bom. Protagonista falha um pouco por ser muito passiva, aí certas coisas acontecem porque ela não tomou uma atitude antes. Mas enfim, já era clichê moças mais passivas nesses filmes, aqui não é diferente.

As Lágrimas de Jennifer (Perché quelle strane gocce di sangue sul corpo di Jennifer?, Dir.: Giuliano Carnimeo, 1972) 3/4

Mais um bão filme policial com serial killer. Mortes ocorrendo num prédio, onde belas moças são assassinadas sem motivo aparente (a inicial foi no elevador - com certeza foi inspiração pro DePalma no "Vestida para Matar"). Daqueles que todo mundo é suspeito até que se prove o contrário. Funciona muito bem sempre quando é bem realizado (e aqui foi). Os policiais geram uns momentos mais descontraídos durantes a investigação (isso de polícia mais cômica durante investigação de assassinatos acabou virando um clichê já que foi usado em muitos filmes depois desse). Só a cena final é que não entendi (vou ter que pesquisar pra saber do que se trata...).

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Acho que nunca cheguei a postar um top de filmes de terror aqui (apesar de ser autor do tópico), porque nunca parei pra fazer um mesmo, é um gênero que gosto muito e muito filme me marcou. Difícil fazer. Sou da época das locadoras de VHS onde alugar filme de terror era o máximo do máximo. Então, a maioria dos filmes vai ser dessa época mesmo porque foram os que me marcaram mais.

Meus Top 10 de Filmes Favoritos do Terror:

10. Pânico (Scream, Dir.: Wes Craven, 1996)

09. A Mosca (The Fly, Dir.: David Cronenberg, 1986)

08. Coração Satânico (Angel Heart, Dir.: Alan Parker, 1988)

07. A Vingança de Cropsy/Chamas da Morte (The Burning, Dir.: Tony Maylam, 1981)

06. O Iluminado (The Shinning, Dir.: Stanely Kubrick, 1980)

05. Alien - O Oitavo Passageiro (Alien, Dir.: Ridley Scott, 1979)

04. Halloween - A Noite do Terror (Halloween, Dir.: John Carpenter, 1978)

03. O Enigma do Outro Mundo (The Thing, Dir.: John Carpenter, 1982)

02. A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, Dir.: Wes Craven, 1984)

01. Sexta-feira 13 (Friday the 13th, Dir.: Sean S Cunnigham, 1980)

 

Formação do Top:

A trinca Sexta-feira 13-A Hora do Pesadelo-Halloween (E sim, nessa ordem), eu obrigatoriamente teria que por e no topo da lista, porque passei minha vida vendo esses filmes. Comecei o top por aí, já tenho meus 3 primeiros aí.

Os outros 3 próximos filme do top seriam O Enigma do Outro Mundo-Alien-O Iluminado, já que são filmes que me marcaram pra caramba também. Curioso que desses três (e acho que do top todo), O Iluminado foi o único que não assisti na época. Só na década passada (quando colecionava DVDs) que o assisti, mas mesmo assim era como se tivesse o visto lá no passado, tamanha força dele.

Com mais esses 3 filmes na parada, Halloween, infelizmente, acabou caindo uma posição porque considero que melhor filme do John Carpenter é O Enigma do Outro Mundo. Separei o trio principal, foi duro mas é a realidade.

Próximo passo seria colocar outro slasher que aprecio porque é o sub-gênero de terror que mais gosto, nisso veio The Burning (que no Brasil tem 2 nomes A Vingança de Cropsy e Chamas da Morte). Primeiro filme slasher que vi (de terror num todo, acho que os primeiros foram Poltergeist ou Pague Para Entrar Reze para Sair ou Quadrilha de Sádicos 1-2, não lembro quais deles foi, ou se foi algum outro, enfim). Visto ainda criança e me amedrontou muito (revendo o filme recentemente, muita coisa ainda foi preservada daquela época). Tirando as 3 franquias principais do gênero, esse com certeza, é o melhor filme que veio desse sub-gênero.

Completando a lista tem outros 2 filmes, que curiosamente foram os primeiros que vi em VHS. A Mosca, vi na casa de um vizinho, quando não tinha videocassete em casa, e o outro Coração Satânico que já o primeiro que assisti quando tinha vídeo cassete em casa. Não sei se Coração Satânico possa ser considerado terror, talvez seja puxado mais para um suspense investigativo, sei lá, mas enfim, o filme tem muita coisa de horror no filme, então o coloco aqui. Fim.

Pânico pra completar a lista, até porque quis colocar um filme "mais novo" e esse clássico dos anos 90, foi o máximo que cheguei. hehe

(Pra citar essa década recente que tá acabando, acho que destacaria, o primeiro It, o primeiro Invocação do Mal, mas o top talvez seja It Follows/Corrente do Mal mesmo, gostei muito desse)

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On 11/17/2019 at 2:14 AM, Questão said:

Bom Thriller espanhol comandado por Alex de La Iglesia no já clássico formato de personagens isolados em uma situação limite revelando o pior e o melhor do ser humano na luta pela sobrevivência. Fui não dando nada pelo filme, e acabei me surpreendendo. Vale a conferida.

Esse diretor espanhol é muito bom... dele recomendo La Chispa de la Vida, Perfectos Desconocidos, La Comunidad, Muertos de la Risa, El Dia de la Bestia e Mi Gran Noche.

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The Huntress: Rune of the Dead é um curioso filme sueco que mistura vikings e zumbis com resultado pouco satisfatório. É uma produção bem feitinha e com paisagens deslumbrantes, mas que não se resolve que gênero quer mostrar. Com atuações corretas (que suecas lindas!), o filme é mais uma variante tediosa do seriado do Ragnar uma vez que os mortos-vivos só dão as caras nos bons 15 minutos finais desta produção. Sim, é uma enrolação e encheção de linguiça até o filme engrenar. Se conseguir ficar acordado até lá, vai fundo. 7,5-10

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The Cleansing Hour é um terrorzão com humor negro bem legal que dá um frescor e originalidade aos batidos filmes de exorcismo, adaptando a estória dum exorcista picareta de streamming online que se vê em apuros ao tropeçar com um capeta de verdade. Bebendo da fonte do clássico do Friedkin mas adaptado aos tempos internéticos de pós-verdade e youtube, este indie é bem atuado, violento e tem gore gostoso surpreendente, e é feito á moda antiga. O terceiro ato decai um pouco mas a reviravolta final é a cereja do bolo desta preciosidade. 9-10

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My Soul to Keep é um terror dramático bem bão que respira a deliciosa infância de Stranger Things, mas depois se torna um mix divertido, tenso e frenético de Esqueceram de Mim com Babadock. É um filme que trata dos medos infantis, responsabilidade e ação/consequência. Simples em sua proposta indie e corretamente atuado pela dupla principal mirim, o melhor disparado são seus últimos 15 minutos e seu desfecho amargo e corajoso. Ainda tô digerindo se tudo realmente ocorreu ou era fruto da cachola fértil do moleque. 9-10

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Primal é um thriller de ação assumidamente B que lembra muito Con Air, coincidentemente atuado pelo Nic cage, aqui destilando sua canastrice ao máximo. É um filme redondinho que se sabe o que esperar, mas que deveria se chamar Snakes, Jaguar e a Serial Killer in a Boat, em referência ao trash Serpentes a Bordo. Curiosidade é que aqui tem dois mutantes da franquia X-Men: a Jean Grey e o Blob. A outra curiosidade é que os "brasileiros" do filme falam espanhol😂.. 7,5-10

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The Nightingale é um ótimo e brutal thriller de época, um mix de Doce Vingança, Tracker e Brimstone. Mas também é um drama bem pesadão que trata da brutalidade do neocolonialismo europeu com um toque feminazi tão habitual nestes dias. Violento e sombrio, a atriz que faz a infeliz protagonista carrega o filme nas costas. E aquele Sam Claflin, do fofinho Como Eu Era Antes de Você, se firma como um dos vilões mais repulsivos do cinema. Um filme barra pesada, mas corajoso em sua proposta. 9-10

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The Divine Fury é mix de Blade com Constantine só que de olhos puxados. É um horror de ação coreano bem divertido, um filme de exorcismos diferenciado tal qual o bacanudo The Priests. Demora pra engrenar mas quando o faz vem com tudo. Tem umas cenas arrepiantes que deixa qualquer genérico da Blumhouse no chinelo e é bem criativo no roteiro. Com atuações corretas, o único porém é que se faz excessivamente longo. Meia hora a menos cairia como luva sem prejuizo na estória. 8,5-10

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Draug por sua vez é um drama de horror sueco nos moldes de A Bruxa com elementos de Conan. É um filme que resumidamente fala sobre brutalidade em tempos de crise e que vale a pena unicamente pelas personagens femeninas, que deixam as masculinas brucutús no chinelo. De baixíssimo orçamento, ele empolga mais como estudo dos bárbaros medievais do que como terror... pois ele é confuso e meio entediante nesse aspecto. 8-10

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On 11/19/2019 at 1:13 PM, Jailcante said:

 

10. Pânico (Scream, Dir.: Wes Craven, 1996)

09. A Mosca (The Fly, Dir.: David Cronenberg, 1986)

08. Coração Satânico (Angel Heart, Dir.: Alan Parker, 1988)

07. A Vingança de Cropsy/Chamas da Morte (The Burning, Dir.: Tony Maylam, 1981)

06. O Iluminado (The Shinning, Dir.: Stanely Kubrick, 1980)

05. Alien - O Oitavo Passageiro (Alien, Dir.: Ridley Scott, 1979)

04. Halloween - A Noite do Terror (Halloween, Dir.: John Carpenter, 1978)

03. O Enigma do Outro Mundo (The Thing, Dir.: John Carpenter, 1982)

02. A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, Dir.: Wes Craven, 1984)

01. Sexta-feira 13 (Friday the 13th, Dir.: Sean S Cunnigham, 1980)

 

 Só tem filme bom nessa lista. Decididamente, não consigo fazer um Top, mas de todos esses ai, PÂNICO estaria em primeiro na minha lista, por ser literalmente o meu filme de terror favorito, e acho que haveria um lugarzinho na lista pro A HORA DO PESADELO e O ENIGMA DO OUTRO MUNDO. Embora eu seja um grande fã da série, tenho minhas duvidas se haveria um filme da franquia "Sexta Feira 13" na minha lista, mas se houvesse, não seria o original (ainda que eu goste muito dele) mas sim o SEXTA FEIRA 13: PARTE 2.

 

On 11/19/2019 at 3:06 PM, Jorge Soto said:

Esse diretor espanhol é muito bom... dele recomendo La Chispa de la Vida, Perfectos Desconocidos, La Comunidad, Muertos de la Risa, El Dia de la Bestia e Mi Gran Noche.

Também gosto do trabalho do cara. Desses que você recomendou, vi só O DIA DA BESTA que é bem bom. Mas dele também vi o bizarro BALADA DO AMOR E DO ÓDIO, que basicamente é uma briga surreal de palhaços assassinos, e o britânico ENIGMAS DE UM CRIME, estrelado pelo Elijah "Frodo" Wood e pelo saudoso John Hurt, que mesmo sendo o filme mais "certinho" do cara, ainda é um "Supercine" dos bons.

 

On 11/23/2019 at 8:14 AM, Jorge Soto said:

 

Primal é um thriller de ação assumidamente B que lembra muito Con Air, coincidentemente atuado pelo Nic cage, aqui destilando sua canastrice ao máximo. É um filme redondinho que se sabe o que esperar, mas que deveria se chamar Snakes, Jaguar e a Serial Killer in a Boat, em referência ao trash Serpentes a Bordo. Curiosidade é que aqui tem dois mutantes da franquia X-Men: a Jean Grey e o Blob. A outra curiosidade é que os "brasileiros" do filme falam espanhol😂.. 7,5-10

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    Confesso que hoje em dia ver o Nicolas Cage na capa de um filme já é meio caminho andado para que eu passe a obra adiante. Não é nada contra o Cage em si (embora ele seja bem canastrão), mas poucos atores nos últimos anos tem tido um faro tão grande pra farejar (e estrelar) filmes ruins quanto ele. Não é que os filmes do cara sejam esquecives, é que são verdadeiras bombas mesmo.

 

Visto O LAMENTO

 

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  Na trama, os povos de uma pequena aldeia coreana vem sendo aterrorizados por uma série de misteriosas mortes, onde pessoas surtam e matam seus entes queridos, para sucumbirem a uma estranha doença pouco tempo depois. O atrapalhado policial Jong Goo (Do Won Kwak) passa a investigar essas mortes, e passa a suspeitar do envolvimento de um japonês (Jun Kunimura) que vive em uma isolada cabana nas montanhas, pois as mortes praticamente coincidem com a sua chegada. O caso torna-se pessoal quando Jong Goo percebe que sua filha, a pequena Hyo Jin (Hwan Hee Kim) começa a apresentar os mesmos sintomas daqueles que caíram doentes depois de assassinarem suas famílias.

  Escrito e dirigido por Hong Jin Na, O LAMENTO é mais um ótimo exemplar do género vindo da Coreia do Sul. Trazendo elementos de diferentes subgéneros do terror, como os filmes de zumbis, tramas de fantasma, e filmes de possessão demoníaca, o roteiro de Hong Jin Na merece créditos por apresentar o seu universo inicialmente de forma mais leve, ao apresentar o cotidiano do protagonista no trabalho e ao lado de sua família,  desenhando Jong Goo como um homem simples, inseguro, e até um pouco trapalhão, e que se envolve em situações cómicas (a cena em que uma testemunha é atingida por um raio é impagável) para depois ir adicionando camadas mais graves a narrativa, a partir do momento em que a investigação do policial assume uma natureza pessoal, e ele vai revelando uma faceta mais sombria. O roteiro também é inteligente em jogar com as duvidas do publico a respeito das intenções do estranho japonês que vive nas montanhas; seria ele realmente uma figura sobrenatural responsável pelos aterrorizantes eventos que tem se desenrolado na aldeia, ou as histórias sobre ele seriam meramente fruto de xenofobia? Ele é o vilão; ou esta lá para ajudar? O roteiro é inteligente por conseguir segurar essa duvida até a tensa sequência final, sem precisar dar saltos de lógica para isso.

  Tal como o roteiro, a direção de Hong Jin Na merece muitos elogios. Pois se consegue dar ao filme uma atmosfera mais leve em sua metade inicial, para então, de forma natural, ir tornando essa atmosfera mais sombria e trágica até o desfecho da obra, o diretor também consegue construir uma ambientação macabra desde o início da pelicula, que nos deixa constantemente incomodados, mesmo nos momentos mais solares da trama. A direção também é hábil na forma como se utiliza da violência, guardando-a para momentos pontuais do filme, onde ela funciona de forma chocante, mas sem ser por demais escandalosa, o que não combinaria muito com o tom dado pelo cineasta. Vale destacar também a direção de fotografia  de Kyung Pyo Hong, responsável pela foto de filmes como O EXPRESSO DO AMANHÃ, e o recente PARASITA. faz um belo trabalho retratando essa aldeia coreana sempre chuvosa ou nublada, criando uma ambientação evocativa, mas ainda assim bonita de se ver. Na parte das atuações, o ator Do Won Kwak como o protagonista, consegue dar unidade ao Jong Goo mais bonachão que vemos na metade inicial do longa metragem, com o homem mais desesperado e no limite de sua sanidade que chega ao fim da película. Jun Kunimura, por sua vez, vende bem a ambiguidade do japonês misterioso, nos deixando na duvida até o final sobre que tipo de homem (ou criatura) ele seria.

 Se O LAMENTO tem um defeito, é que ele pode se tornar um pouco arrastado lá pela sua metade, não conseguindo justificar completamente as mais de duas horas e meia de filme. O final, ainda que longe de ser perfeito, é inegavelmente bem conduzido, e tem força inegável. É uma obra que não atingiu a popularidade, por exemplo de um INVASÃO ZUMBI, outra produção coreana do mesmo ano (até por não ser um terror tão comercial), mas que vale a pena ser conferido.

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10 hours ago, Questão said:

 

 Só tem filme bom nessa lista. Decididamente, não consigo fazer um Top, mas de todos esses ai, PÂNICO estaria em primeiro na minha lista, por ser literalmente o meu filme de terror favorito, e acho que haveria um lugarzinho na lista pro A HORA DO PESADELO e O ENIGMA DO OUTRO MUNDO. Embora eu seja um grande fã da série, tenho minhas duvidas se haveria um filme da franquia "Sexta Feira 13" na minha lista, mas se houvesse, não seria o original (ainda que eu goste muito dele) mas sim o SEXTA FEIRA 13: PARTE 2.

Acho que um tempo atrás muitos colocaram a Parte 2 na frente da série, era o preferido no geral, mas nos últimos anos, tenho visto a Parte 4 tem ficado na frente (vi muito top com ele na frente). Eu sempre preferi a Parte 1 mesmo. hehe Dos com Jason, ficaria com a Parte 6.

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Ready or Not é um divertidíssimo  e sangrento thriller indie com muito humor negro. Basicamente é uma criativa inversão dos filmes de casamento com Duro de Matar ou O Alvo. A protagonista principal segura bem a peteca como final girl da vez e a ambientação gótica é muito boa. O filme não quer inventar nada, mas desenvolve sua premissa (até previsível) com muita eficácia e dinamismo. Boa surpresa de baixíssimo orçamento que tem a sumida Andie McDowell voltando pra casamentos e muitos funerais. 9-10

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Ghost in the Graveyard por sua vez é um terror independente frouxo, genérico e sem sal que parece foi piloto de possível franquia que duvido continue. É um Supercine fraco pois não tem tensão, o roteiro é meia boca e seus atores deixam a desejar. Nem pagar peitinho tem, pelo menos. Na boa, não recomendo esta joça embora o trailer e sinopse criem curiosidade. E que tristeza ver o grande Jake Busey nesta barca furada, pois o pai dele, Gary, estaria com muita vergonha de ver a decadência do rebento. 6-10

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The Shed é um terror que parte de uma ótima premissa: o que fazer quando se prende um vampiro num barraco? Mas a película não desenvolve isso a contento. Visivelmente bebendo da fonte do ótimo (e perturbador) Deadgirl, trocando um zumbi por um sanguessuga e traçando uma clara metáfora do bulling, a película tem bom clima retrô, efeitos práticos e gore bacanas. No entanto, as atuações são bem fraquinhas e o roteiro força demais a barra, é repleto de furos e decisões sem sentido de parte dos personagens. Podia ter sido um filmão, mas.. 8-10 

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The Odds é um bom terror psicológico que a princípio parece mais um torture-porn nos moldes dos ótimos Would You Rather ou os 13 Desafios, mas vai além. De baixíssimo orçamento, seu estilo teatral, os bons atores e os diálogos inteligentes são seu grande diferencial. Tudo ocorre num ambiente, tem só dois atores mas o filme é tenso e te mantém ligado neste Tudo Por Dinheiro masoquista, física e psicológicamente. Dá pra ver de boas e roer as unhas. 8-10

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Freaks é uma scy-fy sombria, claustrofóbica e tensa nos moldes de Cloverfield Lane e até o drama O Quarto de Jack, onde não se sabe o que ta ocorrendo até os finalmentes. Sim, é daqueles filmes quanto menos se sabe melhor, pois é um quebra-cabeça narrativo onde cada cena conta por te dar pistas. No final é um filme de gênero conhecidíssimo e já visto, mas sob outra perspectiva. E isso é um elogio, alavancado principalmente pela ótima atuação da garotinha, uma versão femenina do Jacob Tremblay. 8,5-10

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Daniel Isn´t Real é um bom thriller psicológico sobre "amigos imaginários", feito Clube da Luta ou até Ted, mas em tom dark e mórbido. Aqui o grande enigma é decifrar o que o personagem título é: doido varrido, fantasma ou algo mais sinistro.. É um filme que faz a festa dos psicológos por "demonizar" doenças, mas no final o espectador dá seu próprio aval. Bem feitinho e com efeitos visuais bem interessantes, estilo Hellraiser, o destaque é o filho do Schwarzza, muito bem no papel do malucão da vez. 8,5-10

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On 11/25/2019 at 12:03 PM, Jailcante said:

Acho que um tempo atrás muitos colocaram a Parte 2 na frente da série, era o preferido no geral, mas nos últimos anos, tenho visto a Parte 4 tem ficado na frente (vi muito top com ele na frente). Eu sempre preferi a Parte 1 mesmo. hehe Dos com Jason, ficaria com a Parte 6.

 Acho o PARTE 2 muito bom, no mesmo patamar do PARTE 1, e ainda tem um fator emocional ai, por que o PARTE 2 foi o primeiro filme da série que assisti (bom, na verdade foi JASON VAI PARA O INFERNO, mas você entendeu. Foi o primeiro filme bom da série que eu assisti😂)

 

On 12/7/2019 at 6:36 AM, Jorge Soto said:

Ready or Not é um divertidíssimo  e sangrento thriller indie com muito humor negro. Basicamente é uma criativa inversão dos filmes de casamento com Duro de Matar ou O Alvo. A protagonista principal segura bem a peteca como final girl da vez e a ambientação gótica é muito boa. O filme não quer inventar nada, mas desenvolve sua premissa (até previsível) com muita eficácia e dinamismo. Boa surpresa de baixíssimo orçamento que tem a sumida Andie McDowell voltando pra casamentos e muitos funerais. 9-10

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 Além de ser bem gata, essa loirinha que protagoniza esse filme é carismática pra caramba e tem um timing cómico muito bom, vide A BABÁ que ela fez com a Netflix. Não me surpreenda que tenham chamado ela pra ser a filha do Bill, em BILL E TED 3. Parece bem o estilo dela.

 

 VISTO MIDSOMMAR: O MAL NÃO ESPERA A NOITE

 

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  Na trama, Dani (Florence Pugh) é uma garota que após passar por uma grande tragédia em sua vida com o suicídio da irmã/assassinato dos pais, aceita viajar com o namorado Christian (Jack Reynor) e seus amigos para passar alguns dias em uma comunidade alternativa na Suécia, em pleno verão, mesmo com o relacionamento dos dois estando bastante estremecido. Estando em um ambiente onde o sol não se põe, devido ao efeito do sol da meia noite, Dani logo percebe que a estranha comunidade que os recebeu, tem costumes mais perigosos do que ela e seus amigos foram levados a acreditar.

 Segundo longa metragem de Ari Aster, que estourou no ano passado com HEREDITÁRIO, este novo projeto segue uma atmosfera muito semelhante ao do projeto anterior de Aster, ao construir a tensão e o medo que permeia a maior parte da narrativa a partir da incomunicabilidade de seus personagens, incomunicabilidade que no caso desse filme, ganha um peso a mais já que boa parte do roteiro escrito pelo próprio Aster, coloca as experiências vividas por Dani e Christian como uma grande metáfora para o término de um relacionamento. Bebendo da fonte de obras como o clássico britânico O HOMEM DE PALHA (que também tratava de uma estranha comunidade alternativa com segredos sangrentos), MIDSOMMAR provoca  estranhamento inicial no público desde o momento em que os personagens chegam a tal comunidade na Suécia, não só pelo contraste que essas cenas possuem com as passagens iniciais do filme situadas nos Estados Unidos (todas noturnas) mas pelo próprio comportamento tipicamente hippie exibido por essa comunidade, que vende-se como uma sociedade leve e alegre, contrastando com a tensão e a melancolia existente entre o casal protagonista. Tal como em HEREDITÁRIO, o filme não poupa no Gore quando este se faz necessário, e este causa o impacto que tem que causar, sem com isso soar apelativo. O elenco manda bem, especialmente Florence Pugh, que nos próximos meses ira ganhar maior projeção ao estrelar VIÚVA NEGRA ao lado de Scarlett Johansson. No final, gostei bem mais de MIDSOMMAR do que do filme anterior do diretor (diferente da grande maioria, não curti muito HEREDITÁRIO) ainda que este novo filme de Ari Aster também peque por uma desnecessária duração excessiva, a proposta do terror da incomunicabilidade que parece tão caro ao diretor funcionou bem melhor aqui.

 

Visto A MALDIÇÃO DA CHORONA

 

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  Na trama, situada em 1973, Anna Tate Garcia (Linda Cardellini) é uma assistente social de Los Angeles, que investiga o desaparecimento de dois meninos, só para descobrir que a mãe das crianças (Patricia Velasquez) os mantinha trancadas em casa. Mesmo contra os pedidos desesperados da mãe dos meninos, Anna os envia para um abrigo, somente para as crianças serem encontradas afogadas em um rio das proximidades. Logo, Anna descobre que os meninos foram vítimas de um espírito maldito conhecido como "a chorona", e que agora, seus próprios filhos podem tornar-se vítimas da entidade.

 Acho que poucos esperavam que INVOCAÇÃO DO MAL, sucesso de James Wan lançado em 2013 acabaria originando um dos poucos universos compartilhados cinematográficos que realmente deu certo (pelo menos em termos económicos) após todo o estúdio tentar reproduzir a fórmula da Marvel do universo compartilhado. Mas foi o que aconteceu, e além de uma sequência direta, e um terceiro filme a caminho, os monstros surgidos dentro da franquia "Invocação do Mal" passaram a ganhar as suas próprias produções, como a boneca Annabelle, que já concluiu uma trilogia, e a Freira, que já tem um segundo filme em planejamento. Este A MALDIÇÃO DA CHORONA, que tem como base a famosa lenda mexicana acaba diferenciando-se de seus "colegas de Spin-off" por não ter sido previamente apresentado na franquia principal. De fato, a ligação com este universo acaba sendo feita apenas com a participação de um personagem vindo dos Spin Offs, o Padre Perez (Tony Amendola), visto pela primeira vez em ANNABELLE. Mas a participação desse personagem é tão superficial, que é impossível não achar que a ligação com o "universo Invocação do Mal" não foi feita por puro oportunismo.

  Não que a conexão seja absurda. O diretor estreante Michael Chaves (que também será responsável por INVOCAÇÃO DO MAL 3) segue muito de perto o estilo visual e de direção estabelecido pelos outros filmes deste universo, enquanto o roteiro de Mikki Daughtry e Tobias Laconis trabalha com vários elementos recorrentes deste universo; como a trama de época, o envolvimento da igreja, crianças em perigo, e por ai vai. Mas Chaves não tem o domínio dos clichês ou a inventividade visual que Wan ou mesmo David F. Sandberg (de ANNABELLE: A CRIAÇÃO DO MAL) possuem, tornando o seu filme previsível. O roteiro também falha miseravelmente em estabelecer uma mitologia coerente para o monstro do título, sendo cheio de conveniências. Não chega a ser o pior filme já apresentado por este universo, mas também está longe de ser o melhor.

  

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 Visto ESPINHOS

 

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  Na trama, Seth (Paulo Constanzo) e Polly (Jill Wagner) são um jovem casal de namorados que decidem passar um fim de semana romântico acampando. Mas no caminho, eles são sequestrados por Dennis (Shea Whigham), um criminoso fugitivo, e sua namorada, a instável Lacey (Rachel Kerbs). Ao pararem em um posto de gasolina estranhamente deserto no meio da estrada, o quarteto é atacado por um voraz parasita alienígena, capaz de infectar e consumir qualquer organismo vivo com um mero arranhão. O grupo agora precisa aprender a trabalharem juntos, se quiserem sobreviver a situação.

  Dirigido por Toby Wilkins em 2008, a partir de um roteiro escrito a quatro mãos por Ian Shorr e Kai Barry, ESPINHOS é o filme B por excelência, trazendo um grupo reduzido de personagens, ilhados em um cenário único por uma criatura alienígena, que estava ali por puro azar dos protagonistas. E é muito divertido e competente naquilo que se propõe, no que é  a história de terror despretensiosa por excelência. Temos o arco dramático simples, mas eficaz do criminoso redescobrindo a própria nobreza diante de uma situação limite, e do namorado meio nerd e biólogo (cujos conhecimentos tornam-se vitais para tentar sobreviver ao monstruoso vilão da história) descobrindo em si mesmo uma força que sequer sabia que tinha. É tudo muito esquemático, mas a boa execução, personagens carismáticos e o bom entrosamento do elenco faz com que tudo funcione.

  O bom uso de efeitos práticos com o uso mínimo de CGI é outro acerto do longa metragem, já que a criatura é capaz de possuir não só os corpos de suas vítimas, mas mesmo membros decepados, com o design das criaturas neste aspecto lembrando bastante o de clássicos como O ENIGMA DO OUTRO MUNDO. O filme tem bem empregadas sequências de gore, mas que nunca se torna exagerado ou de mau gosto. A direção de Toby Wilkins também merece elogios pelo excelente aproveitamento do espaço de posto de gasolina, nunca denunciando a natureza de baixo orçamento da produção. ESPINHOS não é um grande filme. Longe disso. Mas ainda assim vale a conferida, pois é um filme honesto naquilo que se propõe, conseguindo trazer alguns bons momentos de tensão, em uma trama simples e quase pueril com todos os signos do Sci-fi B de horror, e nem por isso desrespeita a inteligência do publico. Recomendo.

 

Visto ITSY BITSY

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  Na trama, Kara Spencer (Elizabeth Roberts) é uma mãe solteira traumatizada pela morte de seu filho caçula em um acidente de carro, e que está se viciando em medicamentos. Kara muda-se com seus dois filhos, o pré adolescente Jesse (Arman Darbo) e a pequena Cambria (Chloe Perrin) para uma isolada casa para cuidar de um velho arqueólogo, o viúvo Walter Clark (Bruce Davison). Mas quando Walter recebe um antigo artefato roubado de uma tribo africana, ele não sabe que está liberando em sua casa uma gigantesca aranha, faminta e mortal, que forçara Kara a encarar os seus traumas e lutar para sobreviver se quiser manter os seus filhos seguros.

  ITSY BITSY é o longa metragem de estreia de Micah Gallo, especialista em efeitos especiais que fez a sua carreira com os filmes da franquia "Terror no Pântano". a partir de um roteiro escrito a seis mãos pelo próprio diretor em parceria com Jason Alvino e Bryan Dick. O que temos aqui é um filme B que tenta se levar a sério demais, focando mais no drama de seus personagens do que na questão do monstro em si, o que não seria um problema se os dramas apresentados pelo roteiro não fossem tão mal construídos, e se Elizabeth Roberts não fosse uma atriz tão limitada. De fato, ITSY BITSY não parece ter material o suficiente para sustentar um longa metragem (e olha que estamos falando aqui de um filme relativamente curto, de oitenta e poucos minutos). Gallo nitidamente não tem uma boa mão para o suspense, pois botar a aranha espreitando os moradores da casa a cada cinco minutos só para lembrar que ela está lá não configura suspense. O diretor parece realmente confiar no drama motor do filme, que é o trauma da protagonista e sua relação cada vez mais difícil com o filho mais velho, mas não só soa meloso e entediante, como não se comunica de forma alguma com o subplot (sim, é isso que é) da aranha gigante vivendo no sotão. A presença de Bruce Davison, em uma velha manobra do género de trazer um ator veterano para dar alguma respeitabilidade ao projeto também acaba não ajudando muito, já que existe todo um backstory em torno do personagem e sua relação com o filho adotivo que não só é pouco clara, mas que no fim não tem impacto nenhum.

 Para não dizer que não gostei de nada, deve-se reconhecer que o histórico com efeitos especiais do diretor se reflete na concepção da criatura, criada com efeitos práticos na maior parte do tempo, e que tem alguns momentos de brilho. Mas não é o bastante pra salvar este Filme B cujo grande pecado é se levar a sério demais sem ter escopo para tal. A título de curiosidade, o filme conta com a atriz Denise Crosby interpretando a xerife, que é mais lembrada por ter estrelado a versão original de CEMITÉRIO MALDITO no final dos anos 80.

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 Visto A NOITE DO TERROR CEGO

 

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  Na trama, Virginia (Maria Elena Arpon) e Bette (Betty Turner) são duas velhas amigas de universidade, que se encontram por acaso justamente quando Bete se prepara para uma viagem de trem com seu amigo Roger (Cesar Burner) rumo a Portugal. Com ciumes de Bette e Roger, já que nutre sentimentos românticos pelos dois, Virginia abandona o trem no meio da viagem, se abrigando nas ruínas de um velho monastério medieval. Mas o que a jovem não sabe, é que ali estão sepultados cavaleiros templários amaldiçoados, que todas as noites deixam as suas tumbas em busca de sangue fresco.

  Escrito e dirigido por Amando de Ossorio, A NOITE DO TERROR CEGO é um filme de zumbis lançado em 1972,  que foi bastante influente no género na europa, influenciando cineastas como Lucio Fulci, Lamberto Bava e Michele Soavi quando estes comandaram suas próprias produções de zumbi. O filme de Ossorio bebe direto na fonte do cinema de terror gótico europeu (produzido especialmente pela britânica Hammer na década anterior), onde a arquitetura medieval do monastério em ruínas é parte vital da construção da atmosfera do filme, e a ameaça representada pelos cavaleiros templários zumbis se origina de um mal ancestral (e aristocrático). Ao mesmo tempo A NOITE DO TERROR CEGO também é um típico produto dos anos 1970, flertando fortemente com o exploitation, com cenas de tortura relativamente pesadas, nudez, e uma cena de estupro sem qualquer tipo de função narrativa ou mesmo de choque. Tecnicamente, o diretor consegue dar ao filme uma atmosfera relativamente interessante, conduzindo algumas sequências dignas de nota, como aquelas que trazem a primeira ressurreição dos templários (que me lembrou sequência semelhante do clássico italiano A MASCARA DO DEMÔNIO de Mario Bava) ou a cena que mostra a morte de um legista, que mesmo cheio de clichés, é muito bem executada. O trabalho de maquiagem utilizado para criar os zumbis cegos também é digno de nota, por conferir um visual simpes, mas aterrador aos vilões zumbis.

  Mas sendo um tipo representante do que se convencionou chamar de "Filme Trash" é no roteiro que A NOITE DO TERROR CEGO se perde totalmente. Não são os atores canastras, ou as situações absurdas ou diálogos horríveis que o bicho pega, mas como a história insere situações como a ressurreição da primeira vítima dos templários como zumbis e a presença de um contrabandista que sem razão nenhuma, resolve ajudar os protagonistas, só para descartar essas situações, ou simplesmente esquece-las logo depois, além da presença de passagens de terrível mau gosto, para dizer o mínimo, como a gratuita cena do estupro. No geral, embora seja um Cult, é um filme que envelheceu terrivelmente mal. Não recomendo.

 Visto MORTO NÃO FALA

 

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  Na trama, Stenio (Daniel de Oliveira) é assistente de um necrotério, que secretamente, possui a capacidade de falar com os mortos que ele recebe toda a noite. Stenio passa por uma crise em seu casamento com Odete (Fabiula Nascimento) com quem tem dois filhos; que chega a um ponto de ruptura quando ele descobre através de um dos mortos que a esposa o está traindo com o padeiro Jaime (Marco Ricca). Cego de ódio, Stenio decide usar as informações que obtém com os mortos para se vingar, iniciando um processo que pode destruir a sua vida e de todos aqueles ao seu redor.

  Embora este seja o primeiro longa metragem efetivamente comandado pelo gaucho Dennison Ramalho, ele já pode ser considerado um nome bastante importante na retomada da produção audiovisual do terror brasileiro há algum tempo. Afinal, além de ter comandado premiados curta metragens voltados ao género como AMOR SÓ DE MÃE e NINJAS, ele co-escreveu ENCARNAÇÃO DO DEMÓNIO em 2008, ultimo filme de Zé do Caixão que marcou o início desta retomada, além de ter levado a poderosa Rede Globo a arriscar pela primeira vez uma produção 100% horrorífica, com a (desastrosa) série SUPERMAX. Com este MORTO NÃO FALA, Ramalho entrega uma obra plenamente consciente de todas as convenções do género, , e que apesar de não ter medo nenhum de se entregar a tais convenções, as utiliza para construir o seu próprio universo e mitologia.

 É digno de nota como o roteiro de Ramalho constrói com cuidado em seu terço inicial o universo de Stenio, cercado pelas consequências da violência urbana, que representam a maior parte de seus "clientes", e com tal violência sendo posta de forma totalmente naturalizada e corriqueira pela câmera nas passagens noturnas no necrotério, enquanto o verdadeiro terror se encontra nas dificuldades do dia dia, representadas principalmente nas figuras da falta de sentimento de Odete e nas cobranças do padeiro. Parte desta construção também se deve ao bom trabalho de Daniel de Oliveira, que como o protagonista mantém uma postura tranquila e sarcástica quando fala com os mortos, mas introvertida e nervosa quando precisa lidar com os vivos.

  O filme escorrega aqui e ali, com algumas situações sendo criadas mais por serem (supostamente) visualmente interessantes do que propriamente narrativas, como a visita do protagonista ao cemitério, e com certeza se beneficiaria se personagens como Lara (a talentosa Bianca Comparato) fossem um pouco menos arquétipos, mas MORTO NÃO FALA ainda assim é um bom filme de terror brazuca, sendo muito melhor que muita produção gringa por ai. A passos curtos, mas firmes, o cinema de terror brasileiro continua crescendo, o que como fã do género, acho fantástico.

  

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 Visto DEIXE-ME ENTRAR

 

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  Na trama situada na década de 1980, Owen (Kodi Smith Mcphee) é um garoto solitário, atormentado por bullyes na escola e deprimido pelo processo de divorcio de seus pais. Quando Abby (Chloe Grace Moretz) uma menina misteriosa muda-se para o apartamento do lado, Owen passa a nutrir um grande carinho pela garota, que ele encontra sempre a noite, no pátio do prédio. Mas quando a pequena cidade onde eles vivem, começa a ser aterrorizada por uma série de assassinatos, o menino passa a desconfiar do envolvimento de sua amiga e de seu estranho pai (Richard Jenkins), sem saber que Abby na verdade é uma vampira.

  Lançado em 2010, DEIXE-ME ENTRAR é o remake hollywoodiano do já cult sueco DEIXE ELA ENTRAR. Comandado por Matt Reeves (que na época vinha do sucesso de CLOVERFIELD) este remake atraiu muita desconfiança na época, não só por ser a versão ianque de um sucesso estrangeiro, mas pela velocidade com que entrou em produção (afinal, o filme original de Thomas Alfredson havia sido lançado apenas dois anos antes). Mesmo eu, que estou longe de ser um "remake hater", reconheceu o claro oportunismo nesta produção, e me lembro de como o material de divulgação parecia pouco se diferenciar do filme original (que acho um bom filme, mas que não teve grande impacto em mim). Mas tanto tempo depois, com Matt Reeves tendo se provado como um excelente diretor em dois ótimos filmes da franquia "Planeta dos Macacos" e prestes a comandar o novo filme do Batman, estrelado por Robert Pattinson, resolvi conferir como Reeves havia se saído com este remake.

 Pois bem, a verdade é que não fiquei muito impressionado. O roteiro escrito pelo próprio Reeves segue exatamente os mesmos passos do filme original, sendo portanto bastante honesto ao se declarar não só inspirado no romance que inspirou o filme sueco, mas no próprio roteiro do filme de Alfredson. Visualmente, DEIXE-ME ENTRAR também se mantém muito próximo de sua contraparte sueca, resgatando não só o clima invernal daquele filme, mas decisões estéticas muito características, como o fato de sempre mostrar a mãe de Owen desenquadrada ou desfocada de alguma forma, reforçando assim a sensação de solidão experimentada pelo menino. 

  É na identidade nacional do cinema norte americano que o filme de Matt Reeves se diferencia de DEIXE ELA ENTRAR. Os silêncios e o distanciamento emocional característicos do cinema sueco dão lugar a trilhas mais evocativas (nenhuma digna de nota) e uma construção um pouco mais explícita no ponto de vista da direção de atores na relação de Abby e Owen. De fato, a própria significação do género surge aqui mais explícita, ao por exemplo, dar uma mascara ao "guardião" de Abby quando este comete crimes para alimenta-la, ligando-o assim a figura do serial killer americano. Enfim, DEIXE-ME ENTRAR não é um filme ruim, mas é um filme esquecível. A questão não é que ele é inferior a versão sueca, a questão é que ele simplesmente parece subserviente demais a ela, gerando um filme estéril no geral.

 

Visto OS 3 INFERNAIS

 

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  Na trama, dez anos após terem sido presos após sobreviverem a um brutal confronto com a polícia, os irmãos psicopatas Otis e Baby Firefly (Bill Moseley e Sheri Moon Zombie) escapam da cadeia com a ajuda de seu primo Winslow Coltrane (Richard Brake), ultimo membro vivo de sua família. Deixando um rastro de sangue por onde passam, o trio se refugia no México, mas acabam se tornando alvo do traficante Aquarius (Emilio Rivera), que pretende vingar o seu pai (Danny Trejo), um velho inimigo da Família Firefly que foi morto por Otis na cadeia.

  Quando o musico Rob Zombie, vocalista da extinta banda White Zombie, lançou-se como diretor de longas metragens em 2003, ele entregou A CASA DOS 1000 CORPOS, um Rip -Off plenamente auto consciente do clássico O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA, que mostrava-se um slasher exploitation, que embora estivesse a anos luz de ser um grande filme, mostrava um cineasta com um estilo no mínimo intrigante. Dois anos depois, Zombie entregou a sequência intitulada REJEITADOS PELO DIABO, um filme muito mais bem acabado que ia além do Rip Off,  contando a história não do ponto de vista das vítimas e sim da família de psicopatas, desafiando inclusive o público a simpatizar com eles. O fim daquele filme parecia encerrar de forma apropriada a história daqueles personagens, mas quase quinze anos após REJEITADOS PELO DIABO, Zombie, resolve revisitar esse universo e transforma a saga da Família Firefly em uma trilogia. O resultado é um filme descartável, que não funciona em nenhum nível, e falha miseravelmente em captar o que tornava os dois primeiros filmes dignos de nota.

 OS 3 INFERNAIS até começa de forma interessante, estruturando-se quase como um "docudrama" ao intercalar sequências dos personagens na cadeia, com reportagens de telejornais e cenas de documentário, mostrando o impacto que os crimes dos Firefly tiveram nos Estados Unidos, inclusive com a família conquistando muitos admiradores. São nestas cenas que temos a rápida participação do recentemente falecido Sid Haig como o Capitão Spaulding, o palhaço assassino dos filmes anteriores e patriarca da família, que doente demais para gravar o filme todo, teve seu personagem morto fora de tela ao ser executado por injeção letal. Ai aparece o primeiro problema, já que para suprir a ausência de Haig, Zombie faz brotar do nada um primo para tirar Otis da cadeia. Claro, esse é o menor dos absurdos de toda a metade inicial do filme envolvendo o plano dos primos para tirar Baby da prisão, mas justamente por seus absurdos (que envolve um palhaço aleatório batendo na porta errada no meio da noite quando os assassinos fazem uma família de refém) que essa parte inicial se mantém minimamente divertida. Mas a partir do momento que chegam no México, OS TRÊS INFERNAIS vira qualquer filme ruim de Steven Seagal matando traficantes mexicanos na fronteira, e o que já era ruim, fica ruim e chato. Além disso, se os filmes anteriores (o segundo em especial) eram corajosos em nos desafiar a gostar dos vilões, mesmo quando estes massacravam pessoas inocentes, todos os personagens aqui são pintados como caricaturas desagradáveis, nos deixando totalmente indiferentes sobre quem vive ou morre. Enfim, os Firefly estavam muito melhores dirigindo para morte certa ao avançar para uma barreira policial impenetrável. Com certeza era um final mais digno.

 

  

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Visto BAD COMPANY: OS MAUS COMPANHEIROS

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  Na trama, as desérticas estradas da Califórnia estão em estado de alerta devido a dois crimes; um roubo milionário que teria ocorrido em um cassino em Las Vegas, e a série de homicídios cometidos pelo misterioso serial killer conhecido como "O Esquartejador", que desmembra as suas vítimas na estrada. Jack Powell (Lance Henriksen) é um homem casado ansioso em voltar para a sua esposa em San Diego, mas carrega consigo uma maleta misteriosa. É quando Jack conhece em uma lanchonete o misterioso Adrian (Eric Roberts), um homem instável e violento, que carrega os seus próprios segredos, e passa a perseguir Jack.

  Escrito e dirigido por Victor Salva no, conhecido por ser o responsável por trás da franquia "Olhos Famintos", e também por seus crimes de pedofilia nos sets de PALHAÇOS ASSASSINOS, este BAD COMPANY, lançado no começo da década de 1990 parece dever muito ao cult oitentista A MORTE PEDE CARONA, tanto pela premissa inicial de um road movie de terror que se desenvolve a partir de uma carona dada de mau grado quanto na existência de uma certa tensão sexual existente entre os seus dois protagonistas, também existente no clássico estrelado por Rutger Hauer. Infelizmente, embora trabalhe com algumas ideias bem interessantes, o roteiro de Salva tem sérios problemas na construção dramática e no crescendo de tensão entre os dois homens, apelando para uma série de clichês muito mal executados sobre "road movies de terror" que o diretor executaria muito melhor quando dirigisse OLHOS FAMINTOS alguns anos depois. Além disso, a reviravolta final apresentada por Salva, embora interessante como premissa, não faz sentido nenhum com o que havia sido apresentado até então. O que acaba salvando o filme de Salva (puta trocadilho ruim, mas não resisti) é a atuação do sempre competente Lance Henriksen, capaz de dar alguma respeitabilidade ao protagonista, mesmo quando protagoniza uma constrangedora sequência de "piti", e Eric Roberts, um ator que geralmente acho canastra, mas cuja canastrice casou bem com a personalidade maníaca de seu personagem. Enfim, não chega a ser bomba, mas também não é bom. Ninguém perde nada por não assistir esse daqui.

 

Visto LITTLE MONSTERS

 

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  Na trama, Dave (Alexander England) é um músico falido e irresponsável que após se separar da namorada, vai morar com a irmã Tess (Kat Stewart) e o sobrinho de cinco anos Felix (Diesel La Torraca). Ao levar Felix para o jardim de infância, Dave se encanta com a professora do sobrinho, a Srta Caroline (Lupita Nyong'o), e se oferece para acompanhar a turma em uma visita a uma fazenda, onde também estará presente o popular apresentador infantil Teddy McGiggle (Josh Gad). Mas quando um vírus em uma base militar é liberado, dando início a uma epidemia zumbi, Dave e a Srta. Caroline devem lutar não só pela segurança das crianças, mas também pela inocência delas.

 Escrito e dirigido por Abe Forsythe para o Hulu, LITTLE MONSTERS é uma produção australiana, que bebendo da fonte do Cult TODO MUNDO QUASE MORTO de Edgar Wright, apresenta uma comédia hilariante, e por que não dizer, "fofa" pela forma como abraça o universo infantil e suas idiossincrasias, mas mantendo todas as características do "subgênero zumbi" onde está inserido, conseguindo entregar até alguns bons momentos de tensão, ainda que leveza seja a palavra de ordem. Assim como no Cult de Edgar Wright, LITTLE MONSTERS apresenta um "perdedor egoísta", que por meio de um ataque zumbi, ganha a chance de amadurecer, e( por que não) "conquistar a garota", mas enquanto o filme estrelado por Simon Pegg era regado por forte cinismo, a obra de Abe Forsythe apresenta tal jornada de forma mais otimista e sincera, colocando-se quase como uma fábula de amadurecimento com zumbis.

  Grande parte do que faz LITTLE MONSTERS uma experiência tão prazerosa é o quão bem afinado é o seu elenco. Em um ano em que já havia chamado a atenção dentro do género com NÓS, Lupita Nyong'o mostra-se absolutamente encantadora e com um excelente Timing cômico como a Srta. Caroline. Embora parta do arquétipo da "Doce Professora", Lupita consegue dar humanidade a sua personagem, ao retratar a professora como uma educadora que faz de tudo para preservar os seus alunos do horror que se desencadeia a sua volta (e dai vem grande parte do humor do filme) ao mesmo tempo em que nunca soa condescendente com as crianças. Alexander England também é competente na construção do arco de seu personagem de um homem egoísta e amargo em alguém mais esperançoso. Por fim, embora tenha momentos divertidos, Josh Gad não consegue fazer muito com seu personagem, Teddy McGiggle, já que a persona do apresentador infantil secretamente vil já foi feita muitas vezes e de forma muito melhor, mas também não prejudica. E claro, dando suporte ao trio principal há o ótimo elenco infantil, que não são apenas muito simpáticos, mas também naturais, acompanhando muito bem o Timing das piadas propostas pelo roteiro. Em resumo, LITTLE MONSTERS é diversão garantida.

 

 Visto THE BELKO EXPERIMENT

 

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  Na trama, os funcionários da poderosa empresa Belko, na Colômbia, trabalham em uma manhã normal quando repentinamente o prédio inteiro, localizado em uma região distante, é isolado, impedindo que qualquer um deles saia. Uma voz nos interfones dá duas horas para que trinta dos oitenta funcionários presentes no prédio sejam assassinados, do contrário, o dobro desse número será morto através dos explosivos plantados em suas cabeças. Inicialmente, os funcionários acreditam tratar-se de uma piada de mau gosto, mas quando os misteriosos donos da empresa provam estar falando sério, uma luta pela sobrevivência tem início.

  Dirigido por Greg McLean, mais conhecido como o homem por trás da franquia "Wolf Creek", e escrito por James Gunn, mais famoso por comandar a franquia "Guardiões da Galaxia", este THE BELKO EXPERIMENT se apresenta como um thriller competente de terror, que usa o experimento social macabro ao qual os funcionários da Belko são submetidos como uma interessante metáfora para a natureza toxicamente competitiva e predatória das relações de trabalho, ainda que o roteiro de Gunn não pareça 100% bem sucedido na execução de tal metáfora, talvez pela forma rápida como dicotomiza os seus personagens, com uma ou outra exceção. A narrativa, entretanto, consegue prender a atenção do espectador até o seu desfecho, e em alguns momentos, o roteiro de Gunn consegue realmente nos deixar em dúvida sobre quem vai sair vivo ou não, o que é um grande mérito. A direção de Greg Mclean é competente, embora sinta que o potencial de violência insana que a premissa oferecia (e o próprio cartaz sugere) seja poucas vezes aproveitado pelo filme. No geral, THE BELKO EXPERIMENT é um Thriller de terror competente, que vale a conferida, se estiver em um dia não muito exigente.

 

 

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